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24 de março de 2010

O Brasil precisa se reinventar - Parte II - Poder Executivo

“Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém
escuta é preciso dizer de novo"

André Gilde


Esse é poder no Brasil que alimenta a maior fonte de corrupção do mundo, os responsáveis diretos e indiretos por todas as mazelas do país. São seguramente os piores políticos do mundo a frente de uma nação que tem povo cordato, terras férteis, riquezas infindáveis sob o solo, petróleo jorrando nas profundezas do mar e mesmo assim, somos uma república de quinto mundo por culpa exclusiva deles – Os políticos.
Nas três esferas de poder executivo, municipal, estadual e federal enfrentamos o mesmo problema sempre. São eles fonte inesgotável de arrecadação tributária, nem César conseguiu roubas tanto em Roma. Aliás, duas coisas funcionam milimetricamente neste país, cobrança de impostos e corrupção.
Os impostos são um capítulo a parte na sofrida vida do povo brasileiro. A maioria deles foi feita para o povo em geral, grande parte para os assalariados e nenhuma para aqueles que realmente ganham dinheiro fácil e vivem de forma nababesca.
A carga tributária sobre o salário é uma vergonha, somos roubados a cada novo pagamento. A maioria paga INSS e nunca usou o SUS. Ao se aposentar depois de 35 anos de contribuição é vitima de um roubo por parte dos mecanismos engendrados por patifes que inventam taxas de mortalidade da Europa para nos tirar o que pagamos e nos é de direito.
Além disso, mesmo quem contribui pelo teto, recebe na hora de se aposentar uma miséria, claro que as exceções são os políticos e demais marajás da casta superior (Juízes, Congressistas, Governantes, etc.) Esses não têm limite algum e recebem verdadeiras fortunas.
Temos setenta e tantos impostos que incidem direta ou indiretamente sobre o povo brasileiro, alguns cuja necessidade há muito se discute, como por exemplo, a tal de taxa de licenciamento de veículos automotores. Ninguém fiscaliza ninguém verifica os veículos, ninguém faz nada, os governos estaduais roubam os proprietários anualmente e nada recebemos em troca.
Junto a esse imposto tem o IPVA, cujo percentual é fixo, mas nunca deprecia o veículo ano apo ano, fazendo com que o valor base dos automóveis seja sempre além do valor real, um roubo descarado. Enchem os cofres das prefeituras e nenhum serviço é dado em retorno. E cada vez que o cidadão sai e pega uma estada paga pedágios equivalentes aos países mais ricos do mundo.
Impostos incidem sobre alimentos, bens duráveis, remédios e tudo que se imagina, porém somente a poderosa indústria automobilística tem redução de IPI. Estranho, nenhum “Aspone” entendeu ainda que devemos reduzir impostos da cadeia alimentar, dos produtos e insumos agrícolas, ou seja, da força produtiva e não somente de um segmento que manda e desmanda na nossa economia e impedem de quebra o desenvolvimento das hidrovias, ferrovias e tudo que se mova sem serem veículos e caminhões.
O poder executivo não serve para nada, além de nos causar prejuízos incalculáveis com a falta de aplicação honesta dos nossos impostos, do superfaturamento das obras, da corrupção deslavada aplicada na forma de mensalão, propinas e outros meios de roubar o dinheiro público.
Os nossos políticos independentemente dos seus partidos são a escória do nosso povo, o calvário que temos de aturar, não adianta pensar que sabe votar, eles vão nos enganar mais cedo ou mais tarde. É só questão de tempo é preço, nada mais do que isso. As eleições democráticas são sempre vencidas pelos mesmos e quando são derrotados conseguem cargos altos na esfera do poder executivo.
Vejam o exemplo da cidade de São Paulo, cujo DEM abrigou centenas de derrotados nas eleições para prefeito no interior. No âmbito estadual Geraldo Alckmin saiu do governo e virou secretário para não para poder servir, mas sim, ser servido pela máquina estadual, viajando e fazendo campanha para aas eleições deste ano.
Não há renovação, quem está na mamata não quer perder a boca e quem é honesto não tem porta aberta que facilite a renovação. Esses homens que provavelmente vão arder no fogo do inferno (pobre Lúcifer), aqui são reis, raramente são presos, nunca condenados a devolver o que roubaram e sempre voltam...

O Brasil precisa se reinventar - Parte I - A Justiça

“Tanto vencedores quanto derrotados, ambos,
tropeçam e caem; a diferença é que os
vencedores se levantam rapidamente".
Peter George


Poucas coisas no Brasil estão certas, no lugar certo e funcionando da forma esperada pela sociedade brasileira. No âmbito dos governos em todas as suas esferas a corrupção e a cobrança exacerbada de impostos são as únicas coisas que funcionam com simetria perfeita.
Muitas reformas precisam ser feitas imediatamente para que o país possa andar com mais rapidez, tendo como base a ética, a moral e os mais perfeitos padrões de administração pública.
Para começar temos de refazer por completo nosso sistema judiciário desde a reforma dos seus códigos ultrapassados que compõe sua base até a limpeza completa de todos os seus meandros tortuosos que burocratizam e fazem com que o sistema fique lerdo favorecendo criminosos.
A fiança deve ser totalmente reformulada, seus valores são uma vergonha, desqualificam o próprio sistema e possibilitam que os presos saiam com o pagamento de dinheiro de pinga como se diz na gíria.
A escolha de juízes com experiência mínima de cinco a dez anos, bem como a indicação dos membros de todas as suas instâncias deve ser desvinculada do Poder Executivo. Exigência mínima de quinze anos de experiência na função de juiz para os candidatos ao Supremo Tribunal Federal.
Suspensão de obras nababescas em detrimento das instalações medievais de muitos Fóruns espalhados pelo Brasil. Estudo completo das carreiras dos funcionários do judiciário, exceto os cargos mais elevados que não precisam de reanálise, pois se assim o fizéssemos teriam de ser rebaixados.
A etapa seguinte seria a completa mudança do sistema prisional do Brasil, fazendo uma revolução em sua metodologia, nas suas prioridades. Reforma e construção de milhares de vagas para que nenhum preso ficasse albergado em delegacias sem condições de manutenção de criminosos perigosos. O preso então cumpriria sentença em seu Estado de origem, evitando que o sudeste concentre 90% dos presos do Brasil.
Fim dos benefícios que transformam o preso em cidadão de primeira classe tais como TV, permissão de visitas intimas, indultos, concessão de redutores de quaisquer naturezas para os criminosos, aumento das penas previstas para crimes de toda natureza, inclusive os assassinatos cometidos no trânsito por bêbados e delinqüentes sem CNH.
Fim do limite de trinta anos de pena para crimes hediondos inclusive, por que o criminoso que tira vidas inocentes não pode ficar mais de trinta anos apodrecendo na prisão? Preso que estive com droga ou bebida alcoólica no sangue pena em dobro. Policial que comete crime pena acrescida em 50%.
É preciso que o brasileiro pare com essa mania de achar que todo preso tem que necessariamente ser reintegrado a sociedade, quem comete o crime tem de saber que foi ele que saiu da linha e não a sociedade honesta. Imitamos tudo, se preocupamos com Cuba, Irã, Haiti, mas não buscamos nos países ricos a saída para o sistema prisional, os EUA, por exemplo.
O poder executivo se omite nas questões de segurança do país, não constrói presídios seguros e modernos à prova de narcotraficantes. Usa parte da verba aprovada pelo Congresso e ao final de cada ano desperdiça milhões em propagandas quando deveria estar modernizando e atuando na busca por um país menos violento.

5 de março de 2010

Radar - O único remédio dos maus governantes

Em algumas cidades como São Paulo é impressionante como estão sendo instalados novos radares com poderes cada vez mais sofisticados. Tem o radar para detectar velocidade de automóveis trafegando acima da velocidade da via, aparelho para detectar veículos com documentação irregular, aparelho para carros com IPVA e ou licenciamento atrasado, aparelho para detectar veículos cujos motoristas ultrapassam o semáforo no vermelho e agora recentemente o radar para detectar veículos que param em cima da faixa de pedestres.
Claro que, todos os motoristas devem andar dentro dos limites e das regras estabelecidas pelo Código Nacional de Trânsito, fora disso devem mesmo ser reeducados ou multados na reincidência.
Engraçado é que as grandes cidades convivem com problemas crônicos de falta de estrutura viária, ausência de novas vias duplicadas, novos semáforos, novas pontes e viadutos e para isso não têm radar.
Os famigerados pedágios estão cada vez mais próximos das cidades, digo, a um passo de se estabelecerem dentro do perímetro urbano. Os municípios ainda arrecadam uma fortuna com o IPVA e o Estado se garante com o licenciamento de veículos sem dar nada em troca ao contribuinte.
Todo esse dinheiro além das arrecadações da indústria das multas some e não aparece como obras ou ao menos no investimento em educação no trânsito.
Já falei há muito tempo atrás que a sociedade precisa de radares para detectar políticos que roubam, gente que desvia dinheiro público, que fazem falcatruas com licitações públicas, que não entregam obras importantes à população e torram milhões em propagandas de seus governos inúteis.
A população precisa de radares que evitem enchentes como as ocorridas em São Paulo, onde o Prefeito não gastou nem 20% da verba anual destinada e aprovada para tal finalidade e depois deixa milhares de cidadãos no meio da lama e do esgoto enquanto faz propaganda de corrida americana de Fórmula Indy.
A cidade precisa de radar contra a violência e a falta absoluta de contingente policial nas ruas para diminuir a insegurança do povo. Se nos quartéis houvesse um radar que detectasse quantos policiais estão efetivamente à disposição e quantos deveriam ser contratados com certeza muita gente se surpreenderia com a falta de efetivo policial nas grandes cidades.
Radares nos hospitais, postos de saúde e prontos socorros para detectar ausência de médicos e o tamanho das filas seria interessante para desnudar aqueles que vivem fazendo propaganda mentirosa na mídia alegando que possuem serviços de saúde com nomes pomposos e engraçadinhos, mas que na verdade não passam de propagandas enganosas.
Radar é bom, mas precisa ser acompanhado de novos modelos que defendam o povo, que ajudem o cidadão a enxergar quem está por trás dessas empresas que prestam esse tipo de serviço fácil e lucrativo aos governantes de meia tigela que possuímos no nosso país. Quem são os donos dessas empreiteiras do setor da indústria de multas S/A.?

Em breve teremos o PAC do Haiti

O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo Lula, é a grande vedete de propaganda e arma de marketing para impulsionar a candidatura Dilma neste ao eleitoral.
Aliás, no Brasil o que não faltam são siglas inúteis para programas jamais realizados. No âmbito estadual também temos muitas jogadas de marketing antes que a obra seja sequer licitada.
Não bastasse termos dúvidas sobre a execução de parte dessas promessas do PAC dentro do território nacional, vai o presidente Lula ao Haiti e promete ao povo haitiano a construção de uma usina hidroelétrica. Era o que faltava, o PAC haitiano do Lula.
Nosso país tem bolsões de miséria (Vale do Jequitinhonha, Vale do Paraíba, sertão nordestino, agreste pernambucano, região norte do país e ficamos doando alimentos (260 mil toneladas) para dez países, perdoamos dívidas de países pobres, mantemos soldados pagos com dinheiro do povo no Haiti e agora o luxo supremo, vamos construir o que não temos aqui.
O Brasil tem carência de energia elétrica, os apagões e situação precária em algumas regiões do país são provas irrefutáveis de que primeiro temos de sanar nossas deficiências para depois pensarmos em ajudar os estrangeiros que necessitam de ajuda.
Mande a China, Rússia, EUA, França, Inglaterra, Itália ou Japão ajudarem o Haiti, os países menos assistidos do continente africano, ao invés de querer aparecer à custa de quem paga impostos nesse país injusto e sem igualdade na distribuição de rendas.
Os países ricos riem do Don Quixote brasileiro, pois com isso ficam tranqüilos gastando o dinheiro deles em guerras, investimento em novas tecnologias. Geração de empregos e outros programas dirigidos aos seus povos.
O presidente Lula ainda não percebeu que enquanto tenta ajudar Haiti, Chile, Bolívia ou Venezuela, deixa de somar esforços para realmente ajudar a quem precisa, ou seja, o povo de Santa Catarina cujas casas foram devastadas. O povo de Angra dos Reis, do nordeste, enfim, tem milhares de pessoas esperando ajuda em solo brasileiro enquanto Lula faz discursos no exterior.
O Brasil perdoou divida da Bolívia que em troca tentou confiscar a Petrobrás dentro de seu território. A Argentina reclama de tudo, mas mantém 400 produtos brasileiros sob o julgo da sua política comercial nacionalista.
Alguns países africanos têm recebido ajuda nas muitas visitas de Lula, ocorre que essa ajuda deveria ser viabilizada pelos países que sugaram as riquezas dos africanos à exaustão, vide a Inglaterra na África do Sul.
O Brasil tem problemas demais e Lula precisa deixar seu ego em solo brasileiro para cuidar dos problemas de saúde pública, segurança, corrupção, lavagem de dinheiro, educação etc.

24 de fevereiro de 2010

Exigências descabidas do mercado de trabalho

“Grandes almas sempre encontraram
forte oposição de mentes medíocres.”
Albert Einstein

O mercado de trabalho sempre exigiu bastante de seus futuros parceiros profissionais, isso sempre foi algo normal. Escolaridade compatível com a função a ser exercida, experiência profissional anterior comprovada, testes específicos e até psicológicos, entrevistas e diversas dinâmicas eram realizadas pelos candidatos.
O serviço público a partir da Constituição de 1988 tem a obrigatoriedade de efetuar concursos para preencher vagas. Sempre muito concorridas e hoje equiparadas em grau de dificuldade a um vestibular de medicina.
Entretanto, as vagas públicas possibilitam aos aprovados um salário compatível com as enormes exigências e ao concorrido exame do concurso.
No caso das empresas privadas acontece o contrário, ou seja,
a vaga quando disponibilizada não necessita de concurso para serem aprovadas, algumas empresas até fazem processo seletivo, a maioria faz uma seleção após análises de alguns CV e em seguida chamam os candidatos para várias entrevistas e alguns testes.
O grande problema para os candidatos está no fato de que as exigências são enormes, as áreas de recursos humanos exigem formação completa, pós-graduação, MBA e até doutorado para os candidatos. Quer experiência profissional de três ou quatro anos e ainda exige que o candidato fale ao menos dois ou três idiomas com total desenvoltura.
Para uma remuneração baixa, as exigências são descabidas, querem empregados que sejam coringas, faça de tudo um pouco, sem levar em consideração que um recém formado jamais terá essa experiência. Querem candidatos que sejam gênios em informática e saibam com perfeição lidar com programas sofisticados que o mercado nem sempre possuí. Como um estudante recém formado vai poder cursar MBA, Pós-graduação ou outros cursos extensivos senão tem emprego remunerado?
Além disso, após submeter o candidato a todas as exigências vem o pior de tudo, o empregado terá de aceitar trabalhar sem carteira profissional assinada, sem benefícios oficiais, ficando a disposição do mesmo um salário miserável de R$ 600,00 (seiscentos reais) + vale coxinha (Refeição) e o vale transporte.
Isso para alguém que exigiu formação com pós-graduação, inglês fluente, experiência na função, etc. Um verdadeiro absurdo, depois nem a carteira profissional os malandros querem assinar, ou seja, exigem muito, mas deixam transparecer que são covardes, ao invés de brigarem contra o governo federal preferem sonegar os órgãos federais à custa dos empregados.
São sonegadores contratando pessoas para a corporação como se fossem grandes empresários de empresas antenadas com o que de melhor existe no mundo profissional. Faltam a essas empresas, ética, vergonha na cara e muita multa de um governo que não serve nem para isso.

20 de fevereiro de 2010

Ano de eleição

Esse começo de ano já deu a mostra de como será chato aturar o período pré-eleitoral no Brasil. Estamos em fevereiro, antes do carnaval e já ouvimos mais bobagens que cobrador de ônibus. Comparações estapafúrdias sendo feitas diariamente entre o hoje e o ontem, ninguém projeta o amanhã.
É um festival de “ex” para tudo lado, na televisão, nas rádios, nas revistas, nos jornais e na Internet. Ex-presidente, ex-vice-presidente, ex-corrupto, ex-financiador de campanha, enfim, todos ressurgem mirando uma boquinha na futura composição do novo governo que recomeçará a ferrar o povo em 2011.
O desespero é tão grande para assumir aquilo que no momento eles dizem ser inviável que fica difícil acreditar que o seja mesmo. O governador candidato se encontra com cantoras pop star e promete investir naquilo que ele mesmo não acredita, tanto que cortou as verbas orçamentárias em 50%.
O presidente leva sua candidata à tira colo por onde quer que ele vá e olhe que ele viaja e muito. Nem sua esposa agüenta mais essa estória. Mas tudo pelo poder, tudo pelo social, tudo pelo povo...Me engana que eu gosto.
Em Brasília o governador e alguns dos seus comparsas foram presos antes do carnaval e se tudo correr bem não vão sair da cadeia a tempo de ver a folia do bloco do povo pagador de impostos nas ruas e avenidas desse país. Porém, nada garante que lá ficaram por muito tempo, já sabemos como funcionam nossos tribunais. Um habeas corpus sempre aparece na cara do gol e retira das grades os nossos colarinhos peçonhentos branco. Oh! Charles de Gaulle, que boca hein?
Os militantes do partido que está no poder criticam seus opositores por eles fazerem tudo aquilo que eles mesmos fizeram oito anos atrás quando eram oposição. Em contrapartida a oposição desdiz o que disse, desfaz o que fez e mente descaradamente confiando que o povo não tenha mesmo memória...Pior que não tem mesmo.
Isso sem contar aqueles candidatos eternos cujas musiquinhas de campanha são as mesmas de dezesseis anos atrás, jingles medonhos que anunciam o apocalipse e nos dão um frio mortal na espinha. A interrupção da programação normal da TV deveria ser feita através de uma voz com os seguintes dizeres:
_ Iremos interromper nossa programação normal e sem graça para que você possa ir ao banheiro ou desligar sua televisão por dez minutos, se Deus quiser e se nosso estomago agüentar voltaremos em dez minutos. Por precaução tire as crianças da sala e tome um antiácido.
Não existem propostas, não existem programas de governo, mas sim um amontoado de intenções e mentiras que compõe o caderno de campanha dessa gentalha que circula em nosso país impunemente e cada vez mais rico e esnobe.
Depois da Copa do Mundo eles entram em campo e nós perdemos o sossego completamente. Haja DVD...Haja assunto na sala...Haja passeios e visitas as sogras. Tudo menos o programa eleitoral obrigatório da mentira nacional.

2 de fevereiro de 2010

Pobre vai a falência, rico vai a Londres

Quando um pequeno comerciante, um proprietário de uma indústria de médio porte ou um cidadão comum vai à falência e tem dificuldades enormes para se reerguer, não tem portas abertas junto a nenhum órgão governamental. Tem de pagar suas dividas, honrar compromissos assumidos, recolher todos os seus tributos sem dó nem piedade.
Agora um milionário incompetente leva uma das maiores marcas do comércio varejista à falência, deixa milhares de trabalhadores honestos e competentes desempregados, dividas que hoje somam um bilhão de reais e ainda assim vive viajando à Londres.
Mora numa mansão nababesca em Ribeirão Preto no interior paulista onde pratica golfe, tênis, anda pelas ruas com sua BMW zero quilometro. Sem ser importunado pela justiça o cidadão da elite teve tempo e condições para comprar duas usinas de álcool e açúcar e uma faculdade.
Isso por que ele está com seus bens bloqueados, seu nome sujo na praça e com uma divida bilionária junto a diversos credores. Como ele consegue e o comerciante, o industrial e o pobre mortal não conseguem?
A resposta é simples, a justiça é propositalmente lenta para que pessoas ricas ou próximas ao poder possam levar vantagens, usufruir do dinheiro guardado ilegalmente fora do país e não confiscado por nossas pseudo-autoridades. A demora no processo cria inúmeras dificuldades para os credores da massa falida e principalmente para os trabalhadores, mas facilita a vida dos empresários.
Nesse meio tempo o playboy espertalhão consegue separar da primeira esposa, casar com uma jovem beldade e circular como se fosse um nobre nas festas da alta sociedade local. É bajulado, vai se reerguendo aos poucos e em breve suas empresas recém adquiridas estarão conseguindo empréstimos junto aos bancos oficiais e ao BNDES. Aquelas mesmas instituições que dificultam ao extremo as operações financeiras e empréstimos para gente honesta.
As empresas adquiridas e a instituição de ensino comprada pelo empresário falido estão em nomes de terceiros para evitar novos bloqueios. Se a justiça fosse rápida tudo seria diferente e esse cidadão estaria agora tentando arrumar emprego e não sendo dono de novos negócios que amanhã poderão vir a ruir igualmente ao Mappin, Mesbla.

Terceirizando até a alma

A terceirização é uma ferramenta utilizada para transferir a terceiros as atividades intermediárias das empresas, possibilitando a elas direcionar seus esforços somente ao objetivo final do negócio a que se propõem.
É uma metodologia de busca de parcerias e motivação a criação de micro e médias empresas, gerando mais empregos, ganhos de especialidade, qualidade e eficiência.
A terceirização gera demissões, baixa de salários, descontentamento e desmotivação da maioria das pessoas envolvidas no processo, ficando o ganho do negócio somente para os proprietários das empresas que foram criadas.
Aqui no Brasil ela começou aproximadamente na década de oitenta, não demorou muito e os governantes descobriram um filão de ouro. Como a contratação de empregados é dispendiosa por conta dos impostos que eles mesmos criam e também por que a partir da atual constituição ficou vedada a contratação sem concurso público, a terceirização “salvou” a lavoura dos nossos governantes.
Entretanto, alguns começaram a exagerar, contrariando a filosofia principal do processo de terceirização que é o seguinte: A terceirização é uma ferramenta utilizada para transferir a terceiros as atividades intermediárias das empresas, possibilitando a elas direcionar seus esforços somente ao objetivo final do negócio a que se propõem.
No caso do poder público, qual era a finalidade básica, principal que imaginamos? Dar ao cidadão educação, saúde, habitação, segurança, transportes, enfim, administrar com probidade os recursos arrecadados em prol da sociedade.
Entretanto aos pouco começaram a privatizar os serviços essenciais como a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, telefonia, transmissão de dados, setor ferroviário, e em seguida começaram a terceirizar a manutenção das estradas que já estavam construídas com dinheiro público, dando em troca a galinha dos ovos de ouro aos empresários (pedágios). Depois começaram a pensar em terceirizar as linhas do Metrô depois de prontas e pagas pelo contribuinte é claro.
A saúde que vai de mal a pior está por um fio, pois em São Paulo já existe projetos circulando pela assembléia legislativa onde o governo repassa a administração da saúde pública para terceiros.
Agora vem a noticia de que em Sergipe o governo estadual terceirizou o atendimento de chamadas á policia (190) para empresas de telemarketing. Ou seja, ao invés de conversarmos com um experiente policial passamos a pedir socorro a um atendente de telemarketing, que com todo respeito não entende nada de emergências e situações que envolvam risco á vida.
Pois um comerciante em Aracaju ligou para o 190 e pediu ajuda, pois havia dois suspeitos em uma moto rondando seu estabelecimento comercial. Apesar de detalhar a sua informação, a atendente não colocou em ação a polícia como deveria, e o comerciante foi assassinado pelos meliantes em seguida.
Com certeza em muito breve essa idéia sergipana estará em plena atividade em todo Brasil. Fica provado então que nossos governantes apenas servem para arrecadar impostos, nada mais, não querem fazer anda em troca, não querem contratar professores, nem policiais, muito menos médicos.
Não vai demorar muito e eles vão nos governar direto de uma sala num paraíso fiscal qualquer, onde aplicaram nosso dinheiro enquanto uma empresa terceirizada governa em seus lugares.

Tragicômico

Assim é o Brasil, uma potencia em recursos minerais, água em abundância, vasto território recheado de riquezas no seu solo com belezas invejadas pelo mundo todo, mas dominada por uma casta política das piores do mundo contemporâneo. Nem as piores guerras, nem as piores doenças nem as maiores catástrofes destruíram tanto uma nação como a nossa gente de colarinho branco.
Somos assim e aceitamos isso de bom grado, usualmente ouvimos nosso pessoal dizer: “É assim mesmo”, “Não adianta reclamar, isso não vai mudar nunca”, “Isso existe desde que fomos colonizados”. E assim caminha um país que poderia ser uma das maiores potencias mundiais, um dos maiores produtores de alimentos da humanidade a passo de tartaruga.
Quando a Polícia Federal prende algum grande empresário, amigo do poder, ele sempre dá um jeito de desqualificar sua prisão, usando frases de efeito como, por exemplo:
- Isso não passa de perseguição política;
- Eu vou provar minha inocência.
Claro que tudo não passa de encenação, horas mais tarde está livre amparado por um atestado médico ou um belo “Hábeas Corpus” emitido ou vendido pela nossa Justiça. Se o cidadão preso for de algum partido político ou for empresário envolvido com partidos políticos, a coisa fica mais fácil. Primeiro verifica-se se o sujeito é situação ou oposição.
Se for da situação vai alegar que isso é perseguição política, que estão querendo desestruturar seu governo ou partido. As provas por mais contundentes serão todas, uma a uma desqualificadas e o caso acabará devidamente arquivado.
Se o envolvido por da oposição, valia me Deus, a alegação será de que aquilo trata-se de perseguição política da situação em virtude de sua atuação firme na defesa dos direitos dos cidadãos. Vão alegar que estranham o partido de situação não estar envolvido e vão igualmente desqualificar a denúncia e todas as suspeitas caíram limpas como se banhadas no Rio Ganges estivessem.
Percebe-se que as desculpas são as mesmas, a pizza é sempre a mesma e o arquivamento do processo é literalmente idêntico para ambos os lados. Danem-se as leis, dane-se o povo, dane-se a justiça, dane-se tudo, pois enriquecer é o objetivo a ser alcançado.
Aqui na terra brasilis quem devia dar o exemplo rouba primeiro, subtrai, se envolve com gente da pior espécie e derruba todas as teses sobre ética existente no mundo civilizado. São tantos e o fazem como se estivessem numa escola, onde a vereança é o ensino médio, a assembléia o ensino superior e a Câmara e o Senado são a Pós-Graduação e a tese de Mestrado final da Lei de Gérson.
Quando começam na vida pública são aprendizes ainda e às vezes até enganam seus eleitores, mas com o passar do tempo seguem dois caminhos, ou são parias de seus partidos esquecendo sempre de defender o povo que os elegeu ou simplesmente roubam tudo que podem e cometem todos os atos ilícitos que estiverem ao seu alcance.O brasileiro não se surpreende com mais nenhum ato ilícito que venha da sua casta política, roubo, desvio de verbas, improbidade, corrupção, formação de quadrilha, contratações irregulares, fraudes em licitações, apropriações indébitas, aumento abusivo de salários e vencimentos, construção de Castelos, enfim, nada mais será surpresa até o fim dos tempos, eles esgotaram o repertório e agora perderam a vergonha na cara, agindo como se o que eles fazem fosse o normal.

19 de janeiro de 2010

Quantas diferenças

Nesta segunda feira, dia dezoito de janeiro de 2010, deixou a prisão na região de Ancara na Turquia o terrorista turco Memhmet Ali Agca que em 1981 tentou assassinar o então Papa João Paulo II no Vaticano.
Isso após cumprir rigorosamente trinta anos de prisão em regime fechado, sem direito a habeas corpus, sem direito a sursis, sem benefícios como uso de celulares dentro da prisão, visitas íntimas ou até o estapafúrdio indulto.
Para mostrar o quanto os demais países levam a sério a relação com seus criminosos, a primeira coisa que aconteceu ao terrorista após cumprir sua pena, foi se apresentar ao exército turco, pois como cometeu o crime ainda jovem, o criminoso não serviu ao exército de seu país, tendo que fazê-lo agora aos 52 aninhos de vida.
Note a diferença em relação ao país do vale tudo em que vivemos, note como lá fora seja no primeiro mundo ou em países em desenvolvimento as Leis existem, são cumpridas e a sociedade vive melhor.
É preciso ressaltar que o próprio Papa João Paulo II em sua magnitude plena perdoou o criminoso ainda em vida, nem isso, nem os muitos recursos impetrados alteraram a decisão suprema da justiça turca. Isso deveria servir de exemplo para a nossa pífia justiça de araque no Brasil.
Não se podem confundir direitos humanos aos quais todos têm o direito de ter acesso com libertinagem, com excessiva preocupação com um lado do crime apenas e tão somente. É preciso sim, olhar pelos dois lados e reconhecer que as vitimas precisam de amparo pós-trauma.
Se o mesmo atentado contra o Papa houvesse acontecido no Brasil, o criminoso com certeza estaria livre há pelo menos vinte anos, isso, se tivesse sido preso, pois nossa polícia não dispõe de nada além de viaturas e policiais mal remunerados e sem nenhuma tecnologia à disposição. Ciência não existe no trabalho policial do Brasil.
Isso sem contar que o terrorista teria apoio popular, apoio total da mídia que o levaria nos programas da tarde para entrevista e com um pouco de sorte ele estaria fazendo parte dos BBB’s ou da Fazenda. Entrevista com Luciana Gimenez e participação especial no “Arquivo confidencial” do Faustão, aonde o apresentador iria ressalta virtudes do criminoso desconhecidas até do próprio.
A nossa justiça, nosso sistema prisional e a nossa força policial está por culpa dos nossos péssimos governantes anos luz do mundo civilizado. O primeiro mundo prende, julga e o criminoso cumpre penas severas para cada tipo de crime cometido sem dó nem piedade, pois a piedade deve estar ao lado das vítimas e não dos que resolvem sair da estrada do bem comum.

Criticar o povo sempre é mais fácil

Geralmente a maioria da população dos chamados formadores de opinião gosta de culpar o povo pela maioria das mazelas que ocorrem no país. Se ocorrer uma enchente eles enxergam apenas as coisas que o mais pobres jogam nas ruas e rios, mas se esquecem dos governantes que prometem, tem orçamento e nada faz ano após ano.
Sem contar que o motivo que leva um cidadão a jogar lixo onde não deve geralmente ocorre por falta de educação e informação. Coisa que compete aos governantes prover numa sociedade.
Quando temos problemas de corrupção envolvendo políticos, logo em seguida alguém diz: A culpa é do povo que vota nesses bandidos. Como se houvesse múltiplas alternativas para os eleitores que sempre tem os mesmos candidatos e partidos nas eleições.
Sem contar que o voto qualificado e melhor elaborado somente poderia acontecer com mais uma sociedade com melhor nível de educação e saúde inclusive. Coisas que mais uma vez são de responsabilidade total dos governantes.
Percebemos que ficamos no meio de um tremendo circulo vicioso que persegue a sociedade e nunca é resolvido, pois os governantes e toda classe política sem exceções não quer dar ao povo empregos, alimentação saudável, educação e saúde. Ao invés disso buscam sediar Olimpíadas, Copa do Mundo, torram milhões com obras absurdas e totalmente desnecessárias.
Gastam muito mais com propaganda e corrupção do que com Educação e Saúde. A classe mais pobre tem pouco ou nenhum entendimento do que está acontecendo ao seu redor. Não foi instruída para isso e nem sofre com decisões políticas, a fome e a miséria estão no portão.
A classe mais abastada não sofre, critica de vez em quando os governantes, quase sempre idolatram os políticos de direita e criticam os de esquerda independentemente de qualidade de governo ou de uma análise mais criteriosa. Pouco se importam com o resto do mundo, suas posses, suas futuras heranças e riquezas e seus animais de estimação são mais importantes do que o resto.
A classe média paga a conta, paga os impostos, trabalha por todos e é sempre a maior prejudicada na maioria das decisões governamentais. Paga o pato e tempero e pouco pode usufruir em contrapartida.
Tem de colocar seus filhos em escolas particulares sem reembolso de IR, tem de pagar planos de saúde para fugir do inferno chamado SUS, paga o combustível mais caro do planeta. Suas casas têm de ter proteção extra como alarmes, cercas eletrificadas e cães, pois o governo nada garante.
Os empregos a disposição não garantem carteira assinada fazendo com que ao chegar aos sessenta anos não possa se aposentar dignamente, ficando nas mãos do INSS e seus milhares de obstáculos burocráticos.
Os pobres são maioria e votam errado por não ter educação e informação, os ricos votam em ricos ou em candidatos de gravata e formação superior, tipo Arruda, Maluf, Collor, Sarney, Kassab, etc. Classe média vota, mas não é maioria e tem de engolir seus algozes a cada quatro anos sem que essa ciranda termine ou tenha um destino diferente.

7 de janeiro de 2010

Em SP tem indulto até para estupradores

Tão repugnante como o crime de estupro cometido contra mulheres no Brasil é a permissividade das nossas autoridades em São Paulo libertando estupradores nos vários indultos com os quais os criminosos presos em São Paulo são agraciados. Eles dizem que somente aqueles que cometeram delitos menores e cumpriram pena com bom comportamento saem às ruas, entretanto isso é mentira.
No último indulto concedido em São Paulo por conta dos feriados de Natal e Ano Novo milhares de bandidos foram jogados nas ruas para desespero da população, que sabe que o contingente policial é diminuto no Estado Tucano.
Entre os bons meninos que o sistema penitenciário devolveu as ruas paulistas estava um estuprador que cumpria pena por estupro na cadeia de Guareí. Ele então resolveu fazer jus a confiança do nosso Estado e estuprou uma menina de dezesseis anos em Bauru.
O mentecapto foi preso pela Policia Militar de Bauru e foi reconduzido ao presídio onde será processado por mais um crime idêntico ao que o levou a cadeia para cumprir apenas e tão somente onze aninhos de detenção.
Não é difícil imaginar quantos bandidos que cometeram crimes hediondo como estupro, seqüestro seguido de morte, assassinatos, estejam entre os “meninos bonzinhos” que o sistema paulista libera para voltar ao convívio de quem paga impostos e vive sem segurança diariamente.
O mesmo Estado que não provém a segurança pública, que não moderniza sua tropa, que não contrata novos policiais em quantidade necessária para todas as regiões do Estado, que não paga salários aos policiais a altura de sua importância é o Estado que permite essa imoralidade a cada novo feriado.
A família dessa moça vitima de estupro não será procurada pelo governo paulista, nem será visitada por nenhum membro dos direitos humanos que sempre aparecem quando alguém é vitima da própria policia, mas que fogem quando o vitimado é do povo.
Creio que, a família deveria entrar com um processo contra o Estado que foi nessa situação o [único e exclusivo responsável pelo que aconteceu a jovem inocente que foi estuprada dentro da cidade de Bauru. Por que se não fosse essa indecência, essa imoralidade chamada indulto, esse canalha estaria dentro do presídio, onde, aliás, deveria cumprir pena de prisão perpétua, se ela existisse.
Aqui no Brasil, tudo favorece os criminosos, desde os pé rapados até os governantes, as leis são frívolas, as penas são ridículas e as benesses extrapolam o limite da inteligência e do bom senso. Somos um dos poucos países senão os únicos onde os criminosos têm tantos subterfúgios à disposição.
Esse estupro ocorrido em Bauru com a menina de 16 anos deveria ter o Estado como co-réu em minha opinião, quem sabe assim esse tal excremento chamado indulto pudesse ser revisto.

26 de dezembro de 2009

2010 que já foi 2006, 2002, 1998, 1994...

Raramente a corrupção
começa pelo povo.
Montesquieu


Os anos terminados com números pares reservam ao povo brasileiro de dois em dois anos a possibilidade de votar numa eleição para prefeitos/vereadores ou para presidente/governadores/deputados estaduais e federais/senadores. De quatro em quatro anos também em anos pares uma dessas eleições majoritárias coincidem com a realização de uma Copa do Mundo de Futebol.
Pois em 2010 teremos eleições + copa do mundo, além de férias de 60 dias para os parlamentares e carnaval. Isso traduzido em dias deveria somar apenas e tão somente setenta e cinco dias. Entretanto, no nosso país esses números são esticados e podem chegar facilmente há 300 dias.
Ou seja, os nossos parlamentares desde a mais modesta Câmara até o Congresso Nacional, passando pelas assembléias legislativas, não vão fazer nada significativo em prol do país, talvez se arrisquem a votar coisas de interesses próprios ou matérias favoráveis a grupos ou partidos, nada mais.
Como sempre o mês de janeiro é a estação nacional das férias de verão, tempo dos políticos se dedicarem as suas famílias em passeios pelo interior do Brasil e na sua maioria no exterior.
Chega o mês de fevereiro e com ele o maior dos feriados do planeta - O c a r n a v a l – Impossível querer votar, discutir ou trabalhar em Brasília enquanto o país está paralisado em torno de afoxés, filhos de Ghandi, desfiles na Sapucaí, trios Elétricos, carnaval do Rio Grande do Sul até a Amazônia.
Março, Abril e Maio são meses que antecedem a convocação, treinamentos e viagem da seleção brasileira para sua participação na Copa do Mundo de futebol na África do Sul. As atenções do país estarão naturalmente voltadas para a disputa e normalmente em Brasília os deputados e senadores não conseguem votar nada. Além do mais nesse mesmo período são fechadas todas as articulações para as candidaturas das eleições de outubro.
De 11 de Junho a 11 de Julho o mundo masculino para ao redor do planeta, fala-se de futebol, respira-se futebol e os deputados seguem a barca da alegria, alguns parlamentares inclusive acompanharão de perto a convite da CBF, do Ministério dos Esportes ou do Governo Lula.
O restante do mês de julho fica para completar as merecidas férias de meio de ano dos parlamentares exauridos por um bocado de trabalho nesse começo de ano.
Chega agosto mês de cachorro louco, ventos fortes e começo das campanhas em rádios e televisões rumo às eleições nacionais. Esse período ultrapassa o mês de agosto, invade setembro e só termina em novembro ao termino do provável segundo turno.
O ano está chegando ao seu final, dezembro é mês de recesso, descanso para os bravos parlamentares que pularam com ou sem abadas, suaram a camisa da seleção, buscaram votos e ainda tiveram de correr atrás de dinheiro para suas campanhas junto a banqueiros, usineiros, empreiteiros, lobistas e agora merecem um descanso ao final de tão árduo ano.
Foi assim em 2006, 2002, 1998, 1994, 1990, 1986... e sempre será, pois aqui é Brasil.

Virada do ano leva o lixo de 2009 para 2010

A passagem de ano marca a chegada de um novo ano, novas esperanças, novos caminhos a trilhar pela humanidade. Entretanto, no velho e bom Brasil, marca também a passagem de todo lixo não resolvido pela justiça de um ano para outro.
O maior lixo na política atual brasileira está contido em enorme containers no planalto central e se chama Corrupção do Governador José Roberto Arruda ex-PSDB, ex-DEM e atual corrupto do ano no cenário nacional. Pego em fragrante com a boca, as meias e as cuecas na botija.
Seu caso será julgado em data incerta e por deputados que pertencem a uma câmara distrital com muitos envolvidos direta e indiretamente nas bandalheiras promovidas pelo Senhor Arruda. Com certeza a sujeira passará de 2009 para 2010 sem que ninguém seja preso, sem que nenhum tostão seja reembolsado aos cofres públicos. Sonegação fiscal, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, etc.
Em Bauru no interior paulista outro grande lixo será jogado para o próximo ano. O caso intitulado de Caso AHB – Associação Hospitalar Bauru. Desvio de aproximadamente dezesseis milhões de reais. Crime hediondo contra a saúde pública, já tão combalida e quase nocauteada de tanta desatenção, vitima de alguns médicos, administradores e demais bandidos envolvidos nesse processo.
Misteriosamente ninguém mais fala nesse assunto, a mídia comodamente arquivou o caso em suas enormes gavetas do silencio. A polícia e o Ministério Público não nos devem satisfação e trata o processo com sigilo total, senha para que nós, os pagadores de impostos não tenham nenhuma noticia a respeito do andamento do mesmo. Certeza? Apenas uma – Ninguém está preso e nenhum centavo foi ou será devolvido ao sistema de saúde de Bauru.
Fazem parte dos lixos passados muitos casos, ouso dizer que a grande maioria dos escândalos teve sua gloriosa passagem e comemoração de ano novo. Cada qual a sua maneira e a sua época, mas todos os envolvidos em corrupção no Brasil já soltaram muitos rojões num réveillon ao lado da família, dos amigos, de seus corruptores e do dinheiro público que roubaram.
Não são só casos de corruptos que passam muito réveillons impunes, tem também os criminosos que conseguem levar seus processos por muitos anos sem que nenhuma justiça seja feita. Neste caso, o campeão de imoralidade da nossa Justiça é o assassino, réu confesso e ex-jornalista Pimenta Neves que matou brutalmente a repórter Sandra Gomide.
A moça foi assassinada covardemente em 20 de agosto de 2000, desde então esse assassino vive em plena liberdade, graças a recursos que somente pessoas de alto poder aquisitivo tem acesso com seus advogados milionários e as muitas brechas que o nosso falido sistema judicial permite.
Em 05 de maio de 2006, o criminoso foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado, entretanto o Juiz amigo permite que o réu confesso desse crime bárbaro possa recorrer em liberdade.
Se fosse um sujeito qualquer da nossa classe menos favorecida estaria preso desde quando cometeu o crime e não poderia jamais recorrer em liberdade, mas o Pimenta pode graças ao lado obscuro da nossa justiça que também vai entrar em 2010 como um grande lixo a ser um dia extirpado e modernizado à moda dos países de primeiro mundo.

9 de dezembro de 2009

Mais um vexame das torcidas organizadas

O Brasil é o único país do mundo que tolera os vandalismos, assassinatos e depredações das torcidas organizadas dos clubes de futebol. Aqui os marginais se misturam e se vestem com camisas de times de futebol para cometerem crimes dentro e fora dos estádios que um dia sediaram uma Copa do Mundo.
Em Curitiba, cidade linda e encantadora na tarde de ontem (06/12/09), tivemos mais um episódio dantesco, proporcionado pela torcida selvagem do Coritiba, que estava sendo rebaixado á segunda divisão do futebol brasileiro.
Violência contra o time adversário, árbitros e até policiais que estavam em número reduzido para assumir o controle e dar segurança aos milhares de torcedores que estavam no Estádio Couto Pereira. Aliás, diga-se de passagem, o contingente policial está cada vez menor nos espetáculos no Brasil.
Os Estados não querem e nem vão admitir, porém não estão contratando policiais para nos proteger, então os comandos das Policias Militares preferem obrigar a diminuição do público presente aos estádios do que falar a verdade à sociedade. Em SP eu assisti a jogos tranquilamente sem problemas no Pacaembu com 54 mil pessoas, hoje e policiais não deixa venderem mais do que 37 mil.
No Brinco de Ouro em Campinas cabiam 52 mil torcedores, no domingo passado a PM permitiu apenas que 26 mil ingressos fossem vendidos e ao ser questionado diz que é por questão de segurança, mentira... Se houvesse segurança com menos torcedores o Brasil não teria assistido as cenas do inferno em Curitiba ontem ao final do jogo.
Nenhum comandante da Policia Militar terá coragem de admitir que seu contingente esteja diminuto e que nos últimos anos a violência cresceu muito mais do que seus comandados. Os Governadores querem gastar, ou melhor, torrar nosso dinheiro com propagandas, obras eleitoreiras e enfiar na cueca se preciso, mas nunca com a contratação de policias, médicos ou professores.
Ontem em Curitiba era preciso ao menos 500 policias dentro e fora do estádio Couto Pereira, mas dentro do campo de jogo ao final da partida tinham dez ou doze soldados apavorados com tanta barbárie. A PM de Curitiba informou horas depois que havia trezentos policiais trabalhando na segurança do jogo. Mentira!
Em SP na semana passada haviam dois jogos marcados para o mesmo horário, um no Parque Antarctica e outro no Pacaembu. A polícia militar como não tem pessoal treinado em quantidade suficiente para um jogo, que dirá dois, exigiu que uma das partidas fosse jogada em Campinas, cem quilômetros da Capital paulista.
Sou do tempo em SP que tivemos dois jogos e até corrida de fórmula um simultaneamente sem que houvesse nenhuma confusão ou catástrofe. Havia na ocasião policiais preparados e em grande quantidade para dar conta do trabalho, coisa que não existe mais nos dias atuais.
Quero ver como irão fazer na Copa do Mundo, se não contratarem policiais suficiente para dar segurança não somente em dias de jogos, mas diariamente aos cidadãos que pagam pesados tributos. Isso se até lá não privatizarem esse serviço essencial...

Os precatórios mostram a face dos governantes

O que está acontecendo no Distrito Federal com as imagens do Governador e seus assessores, digo, bandidos guardando dinheiro do povo na cueca e escondendo milhões da receita e do MP, dão uma pequena amostra de como essa corja governam Estados e Municípios do Brasil.
Pois esses elementos conseguiram através de seus aliados (comparsas) políticos a aprovação em plenário do Senado da PEC – Proposta de Emenda á Constituição de N.º 12/06 de autoria do Senhor Renan Calheiros, por 54 votos a favor e apenas 02 contrários, com 35 ausentes em plenário.
Essa PEC permitirá que os governos municipais e estaduais tenham muita tranqüilidade mesmo estando devendo quase cem bilhões para àqueles que ganharam legitimamente seus direitos na justiça.
Prevê entre outras barbaridades que os governos possam realizar leilões de descontos, onde o pobre coitado que está aguardando o que lhe é de direito somente levará seu dinheiro de conseguir dar o maior desconto do que é seu para poder enfim ter em suas mãos o que o Estado estava devendo a ele.
Famílias que foram desapropriadas de seus imóveis para que governantes realizassem obras superfaturadas além de perderem tudo, ficarem anos na espera da nossa justiça decrépita ainda após vencerem nos tribunais terão agora de dar aos bandidos descontos do que lhes pertence pela segunda vez. Roubo qualificado.
E sabe por que eles não gostam de pagar precatórios, primeiro por que esse dinheiro é devido ao povo em geral, geralmente pessoas simples. Segundo porque o dinheiro na ótica dos governantes e políticos em geral poderia ser mais bem aplicado em propagandas na mídia para valorizar seus feitos e para ser distribuídos em cuecas e paraísos fiscais.
Por isso caro eleitor, na hora de votar pense bem, não dê seu voto a essa corja de bandidos, de pessoas que tratam você e sua família como se fosse lixo. Não dê seu voto a deputados e senadores de sua cidade ou Estado antes de saber se ele foi contra essas aberrações contra você mesmo.
Não entre na conversa mole e idiota de que a democracia é isso e o voto é seu direito e de que você não pode cobrar se não votar. Tudo balela, a democracia é deles, eles roubam, eles aparecem na TV roubando e colocando dinheiro nas cuecas e quando legislam o fazem contra o povo.
Ninguém está preso, ninguém está devolveu nada do que foi roubado e nós pagamos tudo. Desde a maior carga tributária do mundo até pedágios escorchantes e imorais. Eles somente arrecadam, roubam-nos a esperança e ainda por cima criam mecanismos para nos tirar até o que a pífia justiça nos dá legitimamente. Votar pra quê?

Políticos vivem num mundo paralelo

O que nós presenciamos nos últimos vinte e nove anos dentro e fora da vida pública brasileira é algo ignóbil, assustador e sem palavras para definir. Qualquer adjetivo seria pequeno demais para expressar o sentimento de ultraje e nojo que o trabalhador honesto tem dos nossos políticos.
Collor, P. C. Farias, Renan Calheiros, Valdomiro Diniz, Sarney, anões do orçamento, dólares na cueca, mensalão, projeto Sivam compra de deputados para aprovar a reeleição, desvios de verbas, superfaturamento de obras, ambulâncias, sonegação de impostos, castelos não declarados, dinheiro roubado e depositado em contas na Suíça, Ilhas Jersey, Caribe, contas fantasmas, caixa dois, enfim, uma lista que poderia alcançar a lua partindo da terra.
Sabe quem foi preso, julgado, condenado e está preso? Ninguém. Sabe quem devolveu tudo que foi roubado aos cofres públicos brasileiros? Ninguém. Sabe quando isso vai parar no Brasil? Nunca. Sabe quem cria as leis e os atalhos para que isso possa continuar acontecendo? Eles, os políticos desde a mais humilde Câmara até o Congresso Nacional.
Essa gente podre, sem alma, sem pudor, com muita ganância e esperteza vive em mansões espalhadas pelo país, mudam de partidos, mudam de cargos, mas jamais deixam de roubar e prejudicar o povo. Nós vivemos num mundo paralelo, cheio de filas, problemas, falta de serviços públicos decentes, com miséria espalhada por todos os lados.
Somos brasileiros que elegemos essa escumalha e que depois não cobramos e nem fiscalizamos seus atos. Somos nós os grandes responsáveis por esse circo onde atuamos como palhaços enquanto eles nos roubam até a bilheteria e os sonhos mais inocentes de nossas crianças.
Os políticos brasileiros são desprovidos de escrúpulos, o DNA é idêntico sejam eles da oposição, situação ou governantes, nada disso importa, vão nos roubar, vão nos prejudicar, vão nos ignorar e não permitirão que os critiquemos ou tentemos derrubá-los de suas bigas de ouro.
Eles roubam, eles criam impostos, eles instituem taxas e modificam tributos sempre a favor de seus interesses pessoais. São auxiliados pela justiça que ao invés de defender o povo, ajudam a escaparem de processos e crimes de toda ordem. Se condenados, os governantes não são presos e os valores que nos devem são então apelidados de “precatórios” e nunca mais são pagos.
Sim, eles têm o poder supremo, estão acima do bem e do mal, são onipotentes e poderosos quando estão em seus gabinetes nefastos. Bondosos durante o período de campanha eleitoral, mas nunca, jamais são generosos, ao contrário, mentem tanto que até acreditam em suas mentiras e pensam ser o que na verdade nunca foram.
Pois essa escória agora está na televisão na forma de adoradores de dinheiro nas cuecas. São os filhos de Arruda que estão mais uma vez enojando Brasília. Quem vota e elege mora nas cidades satélites, são pobres e jamais vão entender da onde vieram tantas notas de R$ 100,00 reais.
Mas o povo sabe de uma coisa, nesse mundo paralelo, o escândalo dura somente até o momento em que surge outro novo e patético crime contra o erário. A partir desse momento é como se os crimes anteriores fossem deletados das mesas e gavetas do poder judiciário e apagados para todo sempre.

26 de novembro de 2009

Aplauso?

Recentemente o PSDB de Bauru resolveu colocar uma matéria paga no Jornal da Cidade intitulada “Aplauso”, aonde fazia apologia a tudo que achavam ter sido feito pelo partido nos últimos quinze anos, enaltecendo em demasia o que na prática é apenas e tão somente obrigação de um partido que está a tanto tempo no poder. Então vai a réplica!
Depois de quinze anos governando SP, o PSDB quer aplauso para o pouco que fez pela região de Bauru. Pouco? Sim, muito pouco se comparado com o que arrecadam de quase um milhão de pessoas na nossa região. Pouco por que eles têm a obrigação de fazer muito mais.
Aplauso por terem demorado tanto tempo e ainda não terem duplicado a Bauru – Iacanga, Bauru – Ipaussú e a Bauru – Marília?
Aplauso pela AHB? Associação Hospitalar Bauru, cuja direção é acusada de desviar milhões da saúde pública sem que ninguém do partido denuncie, mande investigar ou tome um posicionamento perante a sociedade bauruense. Ao invés disso, ficam denegrindo que critica o que está acontecendo.
Aplauso pelo péssimo serviço de saúde na região, obrigando doentes a se locomoverem por muitos quilômetros para chegaram a Bauru para se tratarem onde à situação é péssima?
Aplauso pela cobrança de IPVA mais alta do Brasil?
Aplauso pelas privatizações que trouxeram milhares de desempregados a região? E que ninguém consegue saber aonde foram investidos os bilhões de dólares arrecadados no processo.
Aplauso por estarem começando uma obra (Nações Norte) depois de quinze anos e já jogando na cara do povo a sua realização, como se obra já estivesse pronta?
Aplauso para quem está no governo a quinze anos e ainda pergunta se alguém fez mais por Bauru? Como alguém iria fazer se somente eles foram poder cara-pálidas?
Aplauso para um partido que constrói um aeroporto apressadamente e depois percebe que ele deveria ser feito com calma e para poder receber aviões de carga?
Aplauso para um partido que permite um sistema penitenciário obtuso onde em média 175 criminosos fogem por mês, inundando as ruas de novos crimes e terror? Onde estão os novos investimentos para Segurança Pública? Onde estão os novos soldados para poder fazer frente ao crescente aumento da criminalidade na região?
Aplauso para quem é omisso no trato para com a segurança pública? Quanto ganha um policial civil, um policial militar ou um professor do Estado?
Aplauso para os pedágios novos da Rodovia Marechal Rondon? Uma viagem entre SP x Belo Horizonte ida e volta tem 1160 km aproximadamente. Nesse percurso o motorista de um carro de passeio pagará R$ 15,40. Na Marechal Rondon o mesmo motorista numa viagem de Bauru a Botucatu ida e volta terá pela frente 180 km aproximadamente, mas pagará em solo tucano R$ 21,00. Dizer o quê? Defendê-los como? Explicação? Nenhuma, o povo que lixe.
Com as palmas o povo!

Tudo está caindo? Porque?

Nos últimos tempos tenho percebido que não param de cair obras, pedaços de construções, desmoronamento de obras do Metrô, vigas de obras do Rodoanel, sino da igreja da Sé em SP, trechos de estradas, além da energia que vive caindo no que convencionamos chamar de “apagão”.
Em alguns casos podemos creditar a pressa de alguns governantes em querer inaugurar suas obras para poderem ser alavancados rumo a outro cargo público nas eleições seguintes. Isso acontece e não é raro.
No interior de SP, um aeroporto sonhado pela sociedade foi inaugurado há pouco tempo, depois de descerrada a fita e com alguns meses de funcionamento os gênios perceberam que a obra deveria comportar aviões de carga e não haviam pensado nisso antes, a pressa levou a fazer o aeroporto para receber aviões de passeio.
O sino da igreja da Praça da Sé despencou da torre do relógio trazendo medo e pânico para quem estava por perto na hora do acidente. Com certeza absoluta, mesmo antes de maiores investigações técnicas, não pode ser outra coisa que não a falta de manutenção preventiva.
Esse, aliás, é o grande problema da rede elétrica de energia nas nossas cidades, pois todo o sistema data da década de sessenta. E desde então não tiveram nenhuma modernização mesmo depois de privatizadas, pois as empresas que compraram não querem perder nem um centavo de seu lucro certo.
As linhas de distribuição no Brasil continuam sendo levadas às residências e indústrias em fios por via aérea através de postes espalhados pelas cidades. Na Europa o mesmo é feito de forma subterrânea, deixando as cidades com aspecto muito mais moderno e limpo.
As linhas de transmissão não recebem a manutenção adequada, os transformadores não são trocados como antigamente, época em que o setor elétrico estava nas mãos seguras das empresas estatais. As usinas além de não gerarem um kw/h a mais ainda estão se tornando obsoletas a cada novo dia.
O outro grande fator que faz com que acidentes em obras aconteçam é a falta absoluta de fiscalização do poder público. As empreiteiras usam materiais de quinta categoria, querem ganhar até o último centavo, talvez por que algumas delas perdem muito dinheiro tendo de bancar candidaturas de políticos e governantes nas eleições e depois precisam recuperar esse dinheiro.
E o fazem de duas formas, ou superfaturando obras ou redimensionando a colocação de materiais (Vigas, Concreto, etc). Isso acaba comprometendo a estrutura das obras e passam misteriosamente pelas fiscalizações do contratante. Quando ocorre a desgraça, ninguém sabe ninguém viu, isso acontece, é uma fatalidade e outras bobagens o tipo.
Tudo isso só acontece aqui no Brasil por dois motivos, um é o DNA da nossa classe governante e o outro é a impunidade imoral que campeia nossas relações jurídicas e fazem com que os envolvidos não tenham medo de serem presos ou de terem de devolver aos cofres da nação o que roubaram.

Diferenças no Brasil

Viver no Brasil é complicado, o povo tem deveres e obrigações e seus direitos raramente são cumpridos pelos governantes e demais autoridades. Tudo que é proibido, ilegal ou imoral é franqueado a políticos e a toda rede que sustenta essa escória brasileira, ou seja, os corruptores.
Se um cidadão comum quiser fazer um puxadinho em sua casa modesta na periferia, terá de pagar horrores a Prefeitura, INSS, recolher ISS, taxas e mais taxas exorbitantes. Os ricos fazem mansões e os políticos castelos sem ao menos declarar à receita federal, ao INSS e a Prefeitura local e nada acontece...
Um cidadão comum tem de suar sangue para abrir e manter funcionando uma empresa de pequeno porte, tendo de arcar com tributos de toda natureza, impostos obscenos e lucros mínimos. Já os políticos abrem empresas fantasmas em nomes de laranjas, com endereços falsos, lucram milhões e o que é pior, sonegam impostos e ainda ganham licitações em órgãos federais, Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas.
Ter um plano de saúde e fugir do açougue chamado SUS é o sonho distante da maioria dos brasileiros, aqueles que conseguem pagam uma parte considerável de seus vencimentos e ainda sofrem surpresas desagradáveis como reajustes muito acima da inflação, restrições de toda ordem e humilhações.
Enquanto isso, no Éden de Brasília políticos aprovam leis em regime secreto, para que seus familiares diretos e indiretos possam usar de forma vitalícia (até a morte) planos de saúde de primeiro mundo as nossas custas.
Emprego no Brasil para o povo é sem carteira assinada em geral, sem benefícios exceto vale transporte e vale coxinha (refeição). Enquanto isso nas cortes espalhadas pelas Prefeituras, Governos Estaduais, Federal e toda rede de políticos do país, emprego é qualificado, com alta remuneração, muito acima do mercado e sem necessidade de concurso ou quaisquer outros obstáculos.
Viver no Brasil é lindo, o país é mesmo maravilhoso, porém conhecê-lo custa muito caro, as passagens aéreas nacionais são um estupro ao bolso do trabalhador. Uma viagem para conhecer a Amazônia custa o equivalente a viajar pela Europa durante cinco dias. Entretanto, políticos, parentes, amantes viajam de graça para Paris, Londres, Nova York e demais cidades ao redor do planeta, graças a benefícios conseguidos com muito sacrifício pelos parlamentares brasileiros.
No Brasil acidentes trazem dor de cabeça e prejuízo apenas para o povão, ou são vítimas ou pagam pela negligência e outros artigos das leis vigentes. Agora se o acidente for causado pela pressa do governante em inaugurar obras eleitoreiras ou por uso de materiais de segunda categoria nada acontece, ninguém vai preso ou é ao menos processado. Vide Buraco do Metrô em SP, queda da viga na Regis Bittencourt, desabamento de palanques e palcos para shows, etc.
Assim é o Brasil, país de milhões que na verdade é para poucos, onde a classe média paga a conta e a elite ri a toa. Pagamos licenciamento para nossos veículos sem que nenhum serviço seja feito em troca pelo Estado. Pagamos IPVA e quando pegamos a primeira estada dá-lhe pedágios a preços astronômicos para sustentarmos empreiteiros ricos e gananciosos amigos dos governantes.
Justiça? Não... Ela é para poucos privilegiados, aqueles que legislam em causa própria ou podem pagar advogados muito caros, para o povo apenas às Leis, nada mais.

17 de novembro de 2009

Juízes no Sec. XXI proferindo sentenças fora do nosso tempo

No MS o Juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, capital daquele Estado proferiu uma sentença arcaica que remete aos tempos da ditadura militar ou até aos períodos negros da história recente da humanidade. Protegendo políticos que já possuem imunidade parlamentar e tantas outras benesses o magistrado Pedro Sakamoto ofende a nossa inteligência e macula a liberdade que deve haver nos meios de comunicação.
O povo deve sim ser protegido de políticos criminosos, aqueles que ajudam a desviar o erário, que se compõem com madeireiras clandestinas de nossas florestas, aqueles que ajudam traficantes e sequestradores. Políticos que fraudam licitações e concursos públicos e que agem contra a própria constituição de nossa pátria.
Ao proibir que blogueiros e demais pessoas possam escrever, denunciar ou emitir opiniões em seus veículos de comunicação contra o Deputado José Geraldo Riva (PP), sob pena de multa de R$ 1 mil reais por dia, o magistrado nos remete a lei da censura no Brasil.
Recentemente outro magistrado em Brasília proibiu o Jornal Estado de SP de veicular notícias sobre casos envolvendo o senhor José Sarney. Censura pura, do tipo odiosa, querendo evitar que parcela da sociedade, pequena, diga-se de passagem, tenha acesso a informação e a verdade.
No Pará outro magistrado “preocupado” com criminosos homossexuais, resolveu proferir sentença favorável a encontros íntimos entre presos e seus parceiros homossexuais. Isso é uma preciosidade, um mimo sem precedentes. Só no Brasil temos de engolir isso por sermos tão generosos, complacentes e amistosos demais para esse tipo de vergonha jurídica.
E assim vamos caminhando e cantando e sonhando com uma Justiça de verdade, onde os membros da Corte suprema (STF) sejam escolhidos dentro de critérios nada políticos, mas sim por conhecimento exclusivo às leis e a própria justiça. Onde o mesmo possa ocorrer nos Estados da Federação, pois não tem cabimento governadores escolherem o que quer que seja dentro do poder judiciário e nem dos Tribunais de Contas.
Imparcialidade, justiça rápida para todos, fim da impunidade deveriam ser as metas a serem alcançadas, porém ao invés disso, nossos magistrados estão protegendo bandidos em demasia, políticos e até assassinos oriundos de países como a Itália.

Apagão em suas diversas formas no Brasil

É corriqueiro ouvirmos falar em apagão sempre que o país fica às escuras em virtude de quedas na transmissão de energia do sistema elétrico nacional sempre seguidas de explicações estapafúrdias e mentirosas. Em 1999 segundo as autoridades brasileiras foi um raio que derrubou o sistema em Bauru afetando cinco Estados brasileiros numa noite em que nem choveu na região de Bauru.

Agora na noite do dia 10/11/09, novamente uma queda no sistema elétrico leva pânico e prejuízos a dezoito Estados brasileiros sem que uma única explicação inteligente e verdadeira venha à tona. Ventos fortes, intempéries climáticas, raios e muito bláblá e já começam a jorrar nas emissoras de televisão pelo Brasil afora, sem que nenhuma delas tivesse a coragem de efetivamente nos dizer o que aconteceu.


Mas o Brasil não é exclusivo em apagões de energia elétrica tão somente, aqui temos outros tipos de apagões que se sucedem constantemente em nosso cotidiano, senão vejamos:


Apagão moral é o que acontece com uma freqüência absurda e sempre atingem políticos eleitos, empresários envolvidos em escândalos e fraudes em licitações públicas. Autoridades de vários segmentos do país nos três poderes e até uma parcela considerável da população que finge que não sabe que existem leis e regras para a vida em sociedade. Corruptos e corruptores se valem da impunidade, mãe de todas as desgraças no Brasil.
Apagão presencial è Nos últimos dezesseis anos, com maior ênfase nos últimos oito anos, nossos presidentes tem demonstrado uma paixão desmedida por viajar para fora do país. Nunca se viajou tanto como o FHC e Lula. O atual presidente tem mais tempo de voo que a frota inteira da Boeing. Não permanece em seu gabinete e as reuniões de planejamento, cobrança de metas e trabalho são coisas desconhecidas. Enquanto isso o setor aéreo vai de mal a pior.


Apagão coletivo é aquele que afeta a memória da grande maioria dos nossos eleitores a cada dois anos nas eleições municipais e nacionais. Elegem sempre os mesmos obtusos, dando a eles um cheque em branco assinado. E dias depois não lembram sequer em quem votaram. São responsáveis indiretos pela péssima qualidade do legislativo e executivo do nosso país.


Apagão administrativo é o que mais acontece na administração pública brasileira, no Brasil a prática de teorias administrativas e os mandamentos da Teoria Geral da Administração é um verdadeiro deserto de idéias e atos concretos. Não existe a pratica do planejamento, não sabem o que é curva ABC, desconhecem atitudes pró-ativas, reengenharia e tantos outros programas e ações que permitem que uma gestão seja feita com qualidade no setor público. Apenas viajam, desperdiçam e desviam recursos do erário.


Apagão da Justiça Esse blecaute ocorre diariamente, ontem mesmo um juiz no Estado do Para, resolveu conceder visita íntima a um presidiário homossexual. São muitas imoralidades como a própria visita íntima entre héteros, o indulto até para dia das bruxas, fugas por falta de competência do sistema penitenciário, milhares de criminosos nas ruas, julgamentos a longo prazo, falta de investimento em tecnologia para o bem da própria justiça e decisões mais rápidas e soberanas.

11 de novembro de 2009

O que está sendo discutido em nossas Universidades?

Nas Universidades Públicas Federais e Estaduais com certeza a discussão sempre está girando em torno da escassez de recursos para pesquisas, verbas para treinamento, investimentos em alta tecnologia e a questão polêmica da cota para alunos negros.
Já na Uniban – Universidade Bandeirante de São Bernardo do Campo – SP, por exemplo, a discussão gira em torno de um assunto importantíssimo, que extrapola as salas de aula e ganha às páginas dos jornais, na sua área de assuntos bizarros.
Uma estudante comparece para assistir uma aula com um vestido curto, dirige-se a sala e está tentando participar da aula enquanto nos corredores da faculdade começa um linchamento moral sem precedentes. Alunos deixam suas salas, esquecem seu objetivo na Universidade e passam a achincalhar a moça com gritos, palavrões e todo tipo de baixarias possíveis e imagináveis.
Alguns mais “inteligentes” imitam primatas e trepam em janelas na ausência de árvores dentro da escola. Uma balbúrdia sem precedentes na Uniban se formou sem que fossem identificados os motivos para essa estupidez.
A moça teve de ser retirada da universidade por policiais militares e levada a um distrito policial. Certo seria terem levado os alunos que aparentemente estavam inconformados com a vestimenta da moça ou pelo fato de ter pernas a mostra, uma contradição sem tamanho, diga-se de passagem, ou eles não gostam de moças e pernas?
A universidade até o momento não conseguiu ou não quis identificar os vândalos e falsos moralistas que cursam seus cursos. A polícia pede a Deus para coisas assim não aconteçam, pois a noite paulista já tem milhares de casos sérios de verdade para encher qualquer agenda policial.
Algumas pessoas dizem que a moça foi com o vestido para aparecer, estranho, as moças não se vestem bem ou mal para aparecer, ou quando se pintam e se bronzeiam o fazem para si próprias e não para chamar justamente a atenção? Vestido curto agora é motivo para paralisação de aulas?
Que pena que os universitários da Uniban não param para reclamar das seguintes obscenidades ao redor do nariz deles:
1. Preços dos combustíveis;
2. Inércia dos políticos do Congresso Nacional;
3. Corrupção no pais;
4. Preço dos pedágios em SP;
5. Violência em todo país;
6. Situação da saúde pública;
7. Custo do ensino privado;
8. Falta de oportunidades para recém formados;
9. A inexistência de uma distribuição de renda justa no país;
10. A falta de capacidade dos estudantes de se organizarem para fazer algo inteligente e produtivo pela nação.
Nossa juventude demonstra a cada dia o quão despreparada e inútil se transformou aquele que já foi o grande centro das discussões políticas, acadêmicas, econômicas e sociais para se perder em apupos imbecis para uma moça de mini saia sem conteúdo algum e cuja presença não deveria ao menos ser notada fossem os mesmos inteligentes e razoavelmente preparados.

1 de novembro de 2009

ENEM - Os verdadeiros culpados


“Nossa geração não lamenta tanto
os crimes dos perversos quanto
o estarrecedor silêncio dos bondosos".
Martin L. King

Após a lambança realizada pelo MEC com muitas explicações e nenhuma punição, a sociedade brasileira e os estudantes em particular se perguntam: Quem são os verdadeiros culpados pelo vazamento das provas que seriam aplicadas algumas semanas atrás em todo Brasil?
Muitas imagens, algumas teorias conspiratórias, desculpas esfarrapadas dos nossos governantes e seus funcionários nomeados por indicação política e não por competência comprovada e nada de algo concreto e definitivo que pudesse apontar os culpados e colocá-los atrás das grades.
Ao invés disso, nova licitação milionária (R$ 130 milhões) com nosso dinheiro será realizada para contratar nova empresa para que as provas sejam enfim, realizadas em dezembro, junto com os vestibulares e os festejos natalinos. Poderiam colocar papai Noel para trazer as provas lacradas num trenó.
Embora nenhuma investigação tenha comprovado algo, baseado nas declarações desse final de semana após a guerrilha urbana ocorrida na “comunidade” do Morro dos Macacos, de que os responsáveis pela guerra estavam dentro do Presídio de Segurança Máxima em Catanduvas – PR. Um absurdo diga-se de passagem, os organizadores moram no Rio 40º graus sim senhores.
Com certeza esses meliantes de alta periculosidade que estão confinados num dos poucos presídios construídos nos últimos vinte anos de desgovernos seguidos foram os responsáveis por deixarem vazar as provas do Enem. Afinal, o resultado da prova era de interesse da comunidade carcerária, do comando central do PCC, do Comando Vermelho, da Farc...
Claro que isso é ficção, mas seria melhor pensarmos nela como verdadeira do que vermos dia após dia que ninguém foi preso, ninguém vai ser responsabilizado civil e criminalmente pelo ato que causou enormes transtornos aos nossos estudantes, trouxe prejuízos financeiros irrecuperáveis ao erário e mais uma vez expôs a imagem de nossa frouxa estrutura educacional.
Os nossos governantes sabem como cobrar impostos assim como sabem desviar verbas e superfaturar obras, mas definitivamente não sabem como fazer uma simples prova chegar às carteiras de escolas espalhadas por cidades brasileiras.
Desde o processo de inscrição tudo que foi feito desagradou a grande maioria, exigência descabida de CPF para jovens de 16 anos, indicação de escolas distantes em demasia para os jovens efetuarem sua prova, enfim, uma completa e inequívoca prova de incompetência acima de qualquer suspeita.

22 de outubro de 2009

Mais um crime cometido pela nossa justiça

“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta"
Rui Barbosa


Esse é um dos maiores exemplos de que vivemos num país recheado de leis, sem fiscalização, sem comprometimento do poder público e com a maior impunidade do planeta. Esse exemplo mistura a falácia da chamada Lei Seca em conjunto com a fragilidade de decisões tomadas sem a mínima inteligência por alguns de nossos juízes.
Na madrugada do dia dezesseis de abril, na movimentada Savassi em Belo Horizonte, bairro que concentra muitos bares e points da juventude mineira. Um acidente de automóvel chama a atenção, primeiro pela violência e os danos causados, tanto materiais como as seqüelas que ficaram após o mesmo.
Um francês naturalizado italiano com visto de turista está ao volante de um dos carros, aquele que estava em alta velocidade e cruzou o farol no vermelho, ou seja, o causador do acidente. Atinge em cheio um veículo com cinco jovens que voltavam de uma festa.
Os jovens são internados em um hospital em estado grave, uma das jovens está praticamente vegetando numa cama junto aos seus familiares. Os outros conseguiram escapar com vida. O monstro que dirigia o carro, não tinha sequer habilitação para estar dirigindo no Brasil, estava alcoolizado e por isso foi preso.
O monstro Olivier Rebelastri foi acusado pelas autoridades policiais por lesão corporal culposa, embriaguês ao volante, falta de habilitação. O processo foi então enviado a justiça. Começa o show de arbitrariedades e absurdos que só acontecem no nosso país, fosse um jovem brasileiro que fizesse o mesmo na França ou Itália teria sido preso, julgado e condenado a cadeia por bom tempo.
Mas aqui no paraíso da impunidade e da desfaçatez, onde apenas os mais pobres são condenados e cumprem prisão, o franco italiano pagou R$ 5.937,00 a titulo de fiança e foi responder seu processo em liberdade. Seu passaporte foi retido, mas em seguida liberado por um juiz da nossa melhor xepa de magistrados.
No dia seguinte o meliante com a providencial ajuda do intrépido magistrado mineiro fugiu para seu país são e salvo de nossa justiça. Está vivendo sua vida tranquilamente sem se preocupar com nada em nosso país de terceiro mundo e cuja justiça ainda não chegou a esse patamar e está no quinto mundo provavelmente.
Não adianta alguém dizer que o Juiz cumpriu as leis, bobagem, justiça não é isso, repito, vá cometer esse ou qualquer outro crime em terras do primeiro mundo. Nos EUA a fiança não é essa indecência que temos aqui, essa imoralidade. Lá o juiz taxa em milhões de dólares um criminoso do colarinho branco. Até celebridades são presas e quando condenadas cumprem pena como qualquer cidadão.
O que aconteceu na Savassi precisa ser revisto por nossos juristas, pois não adianta fazer propaganda da Lei Seca se a justiça libera os criminosos em seguida. Esse juiz deve explicações à família dos envolvidos, bem como a toda sociedade mineira.

19 de outubro de 2009

RJ 2009

Uma guerra entre narcotraficantes da “comunidade” do Morro dos Macacos e “comunidades” rivais deixaram um saldo de vinte mortos, sendo três policiais, quatorze bandidos e três inocentes, além de dezenas de feridos. A guerrilha urbana abateu a tiros um helicóptero da policia militar que sobrevoava o local onde se realizava um intenso tiroteio entre criminosos de “comunidades” diferentes.
Além das vidas e do sossego dos moradores a guerrilha proporcionou a queima de dez ônibus em bairros diferentes, provando que o poder está nas mãos dos bandidos na cidade olímpica RJ/2016. O dinheiro empregado na obsessiva campanha pela conquista da sede olímpica poderia ter sido investido em segurança pública para ao menos tentar evitar episódios lamentáveis como esse.
Agora a Inês é morta e os policiais também, mais três membros da brigada da policia militar sucumbiram diante do terror que vem dominando a cidade maravilhosa. São anos de domínio sem que os governantes fanfarrões tomem alguma medida eficaz. A prefeitura, governo estadual e o poder federal são culpados pelas mortes, pela droga e pelas armas de fogo que entram e saem impunemente das “comunidades” cariocas.
Ao invés de educação, saúde e segurança eles sempre optaram por jogos pan-americanos e olimpíada, para assim poderem movimentar vultosas verbas de bilhões de reais que irão compor o orçamento faraônico de obras e desvios sem fim.
Uma cidade maravilhosa que precisa de reurbanização urgente, que carece de saneamento básico, que não oferece aos seus cidadãos a mínima segurança de ir e vir em suas ruas, uma cidade sem leis, sem transporte público digno e onde a saúde pública está à mercê de um sistema falido.
Pois é nesta cidade que vive um de seus piores pesadelos que dias atrás milhares de pessoas se regorjearam pela escolha como sede olímpica em 2016. Quem acredita que esse caos irá mudar somente com a escolha da cidade como sede olímpica ou está bêbado ou não conhece a raiz ética de nossos governantes.
O prefeito é um brincalhão deslumbrado com o poder acrescido de uma dose cavalar de ufanismo. O governador não disse ao que veio, pelo menos não em obras, seriedade e trabalho para resolver os muitos problemas que o seu Estado possui. O presidente Lula ficará sabendo do ocorrido provavelmente durante uma das suas milhares de viagens.
Nenhum dos três juntos com o poder judiciário oferecerá algo que possa transformar essa guerrilha urbana em algo próximo do que o mundo convencionou chamar de cidade maravilhosa. A criminalidade está enraizada nos morros cariocas assim como os rios correm para o mar.
A impunidade proporcionada por nosso sistema judiciário aliada a moleza que nosso sistema penitenciário proporciona aos bandidos geram a sensação de que ser preso eventualmente é apenas um breve interromper de atividades, um até breve para os criminosos. Os bandidos são tratados com todo respeito pelos direitos humanos e pela justiça, ao passo que os cidadãos honestos são mortos por balas perdidas e governantes sem rumo.

4 de outubro de 2009

Deputados preocupados com a economia

Nossos deputados federais, aqueles que ficam em Brasília sempre tão zelosos pela ética, pelos bons costumes, pela honestidade acima de tudo, cuidadosos ao extremo com o decoro parlamentar, resolveram agora zelar também pela economia do nosso país. Acabam de aprovar em primeiro turno uma Lei que transfere os feriados que caírem de terça à sexta para as segundas feiras.
Incrível por que a segunda feira é um dos dias que os deputados mais gostam de faltar ao plenário. Chegam de seus Estados sempre as terças, o outro dia campeão de faltas é a sexta feira, quando retornam para suas mansões em outros Estados brasileiros.
Pois esses senhores que faltam dois dias por semana resolveram nos únicos três dias que teoricamente ficam em Brasília, mexer com a paciência do povo, principalmente dos trabalhadores e estudantes do país inteiro.
Gostem ou não, os feriados jamais foram idealizados pelo povo, quem os instituiu foram os próprios políticos sejam eles do legislativo ou do executivo. Agora resolvem querer moralizar algo que não é imoral, pode ser que em alguns anos pesem no calendário, mas nem se compara com a corrupção, com o desperdício, com a desfaçatez, com a insegurança pública, com a elevada carga tributária, com a fome e o analfabetismo.
Os deputados ao invés de trabalharem pelo país, pela nossa gente, resolveram de uma só vez votar coisas que irritam qualquer brasileiro. Aprovaram a elevação do número de vereadores, permitindo que quase oito mil políticos possam emergir das trevas sem que haja necessidade.
Em seguida estão tratando na surdina da volta da CPMF, com novo nome, mas igualmente indecente. São eles também que estão tentando de todas as formas barrar as reformas necessárias para coibir gastos abusivos no processo eleitoral.
São os parlamentares que ao invés de fiscalizarem a si próprios e o congresso, visto que há muito tempo não fiscalizam o poder executivo, sendo em sua grande maioria fiadores de todas as medidas baixadas pelos governantes, deixando atônitos aqueles que têm acesso ou se interessam pelas coisas da nossa pátria.
Ao transferir feriados do meio da semana para as segundas feiras, eles acabam decretando mais um absurdo entre tantos, como algumas leis inócuas e sem necessidade alguma em nosso país.
Se quiserem mesmo economizar e moralizar alguma coisa, os parlamentares deveriam aprovar uma Lei que reduza suas férias de sessenta dias ao ano para quinze dias no máximo. Se quiserem dar exemplo que abram mão dos muitos benefícios espúrios e obscenos que fazem parte da fortuna que recebem anualmente.

O futebol nas mãos dos executivos da Globo

Desde criança sempre ouvi os comentaristas, técnicos, jornalistas esportivos opinarem favoravelmente a adoção dos campeonatos por pontos corridos, onde o vencedor é aquele que chega após a última rodada com maior número de pontos conquistados. Depois de décadas finalmente a CBF resolveu instituir o Campeonato Brasileiro por pontos corridos, assim como já o faziam os países do chamado primeiro mundo.
A partir de 2003, o campeonato começou a ser disputado em sua primeira divisão dessa forma. No começo, incerteza, medo de uma virada de mesa, falta de adaptação ao novo esquema de disputa, mas enfim, tudo sendo superado e o campeonato ganhando cada vez mais em competitividade, credibilidade e qualidade.
Com a adoção dos pontos corridos, os clubes puderam enfim, executar um planejamento em longo prazo, contratando atletas de ponta sabendo de antemão que a duração do campeonato era fixa, a tabela previamente divulgada no final do ano anterior, os técnicos poderiam traçar suas estratégias e formatarem esquemas de jogo e de preparação adequada aos seus atletas.
Os campeonatos de 2003 até o atual em 2009 foram crescendo no gosto popular, a presença de público é inquestionável e os clubes estão plenamente adaptados às regras estabelecidas. Além do mais, a CBF instituiu de forma clara, acesso e o rebaixamento para as divisões inferiores, criando assim a segunda, terceira e quartas divisões do nosso futebol de forma clara, objetiva e dentro das regras do futebol mundial.
Depois de toda essa evolução, de toda essa melhora e essa busca da colocação do futebol nacional nos níveis europeus de qualidade e competitividade, vem à surpresa nos bastidores para tentar dar um golpe à “La Zelaya” nos clubes e no público espectador do nosso futebol.
Esse golpe está sendo arquitetado nos corredores imorais da Rede Globo de Televisão, através de seus geniais executivos de marketing, esportes e outras bobagens televisivas. Querem que o futebol brasileiro regrida e volte aos tempos em que não havia pontos corridos. Ou seja, um torneio onde ao final de uma etapa em que todos jogariam contra todos em turno único, classificando-se os dezesseis melhores para que sejam eliminados até que se chegue a grande final.
A Globo alega que sua audiência está caindo, mas não revela o verdadeiro motivo, com certeza não é o modelo do campeonato que afasta a audiência e sim a falta absoluta de capacidade da emissora de aceitar a vontade popular nas suas escolhas de jogos e horários.
Obrigar os clubes a jogarem em horários como nas quartas feiras às 22:00 hs, punindo os torcedores e os telespectadores que no dia seguinte ao contrário dos políticos tem de acordar cedo para trabalhar é monstruoso. Sua grade é mais importante que o público e os futebol brasileiro. Agora quer dar o golpe alegando baixa audiência e desinteresse. Pois basta fazer uma pesquisa séria e todos saberemos que essa alegação é mentirosa e estapafúrdia.
Não é a toa que muitos torcem para que um dia outra emissora consiga dividir ou tirar da Vênus platinada o direito às transmissões do campeonato brasileiro de futebol. Apesar da qualidade técnica e de imagem da emissora, seus mandatários são retrógrados e não prezam o torcedor.

24 de setembro de 2009

Um Judiciário refém do poder Executivo

O poder Judiciário vive refém do Poder Executivo em nosso país. Depende da boa vontade e do humor do governo federal para obter recursos orçamentários indispensáveis para a manutenção de toda a sua estrutura. Se não bastasse a dependência financeira ainda é obrigado a aceitar as indicações do Presidente da República para os membros do STF.
Somente o Presidente Lula já indicou sete ministros do STF, e está próximo de indicar o oitavo, o que deixa uma nuvem escura sobre a cabeça da nossa sociedade quanto à forma dessa indicação e o que há, se há, por trás das indicações. Não há nem uma listra tríplice como fazem as Universidades para a escolha de seus reitores, a caneta do presidente e seus interesses de governo ditam a escolha.
Isso é péssimo, o Supremo Tribunal Federal é a maior instância da Justiça brasileira e como tal, deveria ter a mais completa isenção e do devido distanciamento dos demais órgãos do país.
Como podemos ter certeza da lisura dos julgamentos que envolvem coisas públicas que afetam às vezes o coração do governo se os ministros são indicados por aquele mesmo governante que tem interesse direto nos resultados de determinados julgamentos.
Em minha opinião e na de vários advogados a estrutura do poder judiciário precisa ser mais enxuta, crescendo na sua base, para que o sistema possa ganhar mais agilidade, diminuindo o tempo dos processos e melhorando a qualidade dos serviços prestados a sociedade.
A indicação dos ministros deveria ser feita pelo próprio poder judiciário, levando em conta fatores a serem definidos previamente, para que todos tivessem iguais condições de atingirem o ápice da carreira. Isso vale para os Estados e Municípios, que também indicam membros para os TCU e outras instâncias da Justiça.
Ninguém, exceto o próprio judiciário deveria indicar nomes para ocupar cargos de tamanha relevância, assim como não indica ministros ao Poder Executivo. Isenção, autonomia, transparência e ética nunca serão demais em qualquer lugar do mundo. Caso contrário, teremos de conviver cada dia mais com manchetes de jornais do tipo: “Lula indica seu advogado particular Toffoli para o STF” “Justiça condena Toffoli a devolver R$ 420 mil aos cofres do Amapá” “Indicação de Lula tem condenações na justiça”. Como conviver e aceitar esse tipo de situação justamente na maior instância da Justiça de um país?

15 de setembro de 2009

A saúde pública nas mãos de doentes

A Constituição do Brasil promulgada em 1988 está sendo desrespeitada por muitos governadores em nosso país. A carta magna preconiza que todos os Estados brasileiros devem aplicar no mínimo 12 % (doze por cento) de seu orçamento em saúde. Claro que até um semi-alfabetizado sabe o que significa saúde pública. Entretanto dezesseis governadores aplicaram menos do que manda a constituição.
O governo do Rio de Janeiro aplicou parte da verba em obras de despoluição da baía de Guanabara, restaurantes populares, etc. O governo do Paraná foi ainda mais longe, comprou uniformes para seus policiais militares e ainda usou a verba na compra de merenda escolar.
Outros quatorze Estados tiveram a mesma situação com diferença apenas na forma de gastar o dinheiro irregularmente. Ou seja, a falta de punição, a desfaçatez e o desrespeito com a sociedade não tem limite para os políticos eleitos para defender nossos Estados.
São homens públicos sem o menor compromisso com a ética, fazem o que bem entendem e sabem que mesmo burlando a Constituição do país não serão penalizados. São seres despreocupados com a saúde, a educação e o sentimento de sua gente.
O triste nessa estória é que o governo Lula está tramando nas costas do povo junto a sua bancada governista a volta da cobrança da CPMF, agora disfarçada com outro apelido CSS (Contribuição Social para a Saúde).
É um despautério discutir o aumento de um imposto sequer sobre as costas arcadas do povo brasileiro, mas essa corja de políticos nacionais perdeu a vergonha há muito tempo, querem fazer renascer um imposto mentiroso, que jamais foi utilizado para ajudar a saúde pública. Muda o nome do imposto, muda o discurso, mas a safadeza é a mesma.
O Brasil não precisa de contribuição para a saúde, precisa de políticos honestos que apliquem os recursos existentes em abundância aonde preconiza a Lei e a Constituição. Se desperdiçassem menos e não roubassem com certeza sobraria dinheiro para colocar o Brasil num patamar digno de sua grandeza de seu povo cordato.
A corrupção é a maior doença do Brasil, nossos políticos precisam de tratamento e o remédio se chama “Eleitores Espertos”. Basta aplicar em dose cavalar nas próximas eleições, tirando do poder os mesmos de sempre.

Na calada da noite

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovaram contra a vontade do povo brasileiro e da grande maioria das entidades sérias como a OAB, por exemplo, parecer do Deputado Flávio Dino (PC do B – MA) autorizando a promulgação da Proposta de Emenda Constitucional que aumenta em sete mil o número de vereadores no país.
É curioso que a proposta partiu de um parlamentar do antigo partido comunista do Brasil, o PC do B, que sempre teve uma conduta menos fisiológica e estapafúrdia que seus concorrentes no parlamento. Outra curiosidade é que o parlamentar é oriundo do Estado do Maranhão, terra do Todo Poderoso José Sarney e sua sarneylândia.
A medida á absurda, incompreensível do ponto de vista do nosso cotidiano, pois até as crianças brasileiras sabem que o que nosso país menos precisa é de um político a mais para nos enganar, enrolar e desviar recursos públicos, que dirão sete mil novos vereadores.
Votaram contra na Comissão, o DEM o PT e o PSDB, mas estiveram a favor o PMDB de José Sarney e demais partidos da casa. O TSE é contra o aumento, o governo Lula diz que é contra, mas em políticos não podemos confiar, pois mudam de opinião ao estalar das moedas.
O acréscimo dos vereadores trará um novo rombo nas finanças públicas, pois imaginem que teremos de ter assessores para os novos vereadores a serem empossados, novas salas, reformas, gastos com móveis e até imóveis. O rombo será enorme e pago com nosso dinheiro é óbvio.
Se cada vereador em média tiver dois assessores e um secretário, teremos 21 mil novos funcionários nas Câmaras Municipais de todo o país. Isso é um descalabro, pela falta de seriedade, pela inoperância deveríamos estar discutindo a diminuição dos vereadores existentes e não o acréscimo.
No nosso país a conta é simples, deveríamos ter menos 30% de vereadores do total existente antes dessa aprovação. O Senado poderia funcionar com dois senadores por Estado, passando dos atuais 81 para 54. A Câmara Federal deveria ter no máximo 200 parlamentares. Com a redução imediata do número de servidores à disposição dessa escumalha hipócrita e desavergonhada que habita nossa política.
Vamos esperar que algo seja feito evitando que a decisão dessa minoria da Câmara seja levada a cabo, inundando nossos municípios de péssimos políticos, pessoas imorais, sem qualificação pessoal e profissional parar estar representando nossa gente.

9 de setembro de 2009

Deu a louca no trânsito de Bauru

O gradual aumento do volume de automóveis, motos e caminhões no trânsito de Bauru aliado a falta de investimentos em obras viárias, implementação de semáforos e reeducação para parte dos usuários tem causado um verdadeiro caos nas ruas e avenidas da cidade.
Os governos passados, pouco fizeram para evitar que a cidade tivesse um trânsito totalmente inviável, com artérias obstruídas, tráfego intenso, falta de sinalização adequada, rotatórias obsoletas, ausência de semáforos inteligentes e toda sorte de investimentos por pura incompetência.
Uma boa parcela dos usuários ajuda a complicar ainda mais esse cenário de verdadeira loucura nos horários de pico do trânsito da cidade. Esses motoristas desconhecem o porquê da existência de placas PARE. É impressionante o número de colisões nas esquinas de Bauru por conta desse péssimo hábito dos motoristas. É a prática de uma genuína roleta russa.
Outro grave problema no trânsito são as conversões permitidas em grandes avenidas e ruas de movimento elevado. Isso acontece somente em Bauru, nenhuma cidade como fluxo de veículo igual à de Bauru permiti que os motoristas possam efetuar contornos sem que haja semáforos. A Avenida Getúlio Vargas é um exemplo da falta de atitude da Emburb. Os veículos podem cruzá-la, contorná-la e colocar em risco pedestres e motoristas.
Alguns motociclistas representam perigo iminente nas nossas ruas, alguns deles abusam da velocidade, cortam veículos pelos dois lados sem a menor cerimônia, cruzam semáforos no vermelho, desconhecem a placa “PARE” e por esse motivo vivem se envolvendo em acidentes fatais. Claro que eles nem sempre são os culpados, mas contribuem com sua forma de pilotar para que acidentes aconteçam.
A falta de investimento do poder público em educação no trânsito é o maior culpado ao longo dos anos, cursos de direção defensiva e o investimento na educação dos jovens nas escolas poderia ajudar a formar motoristas melhores a curto e médio prazo. Fazendo com que a cidade passasse em breve a ter um trânsito melhor, com menos acidentes e sem tantas vitimas fatais.
O nosso jovem prefeito deveria começar a pensar seriamente em investir na compra de semáforos modernos e principalmente na aprovação de obras de duplicação e modernização das nossas artérias principais, assim, a fluidez do nosso trânsito ganharia contorno de cidade de primeiro mundo.
O que não pode é ficar pensando que a colocação de radares resolvem alguma coisa, exceto encher os cofres da prefeitura de dinheiro oriundo da indústria das multas, é preciso educar, é preciso fazer obras viárias e punir os infratores com a adoção de policiamento de trânsito inclusive à noite na cidade. Colocar guardinhas para multar não resolvem nada, é preciso ter coragem para de uma vez por todas selar convênios com o Estado e ter uma policia de trânsito equipada e com profissionais competentes dia e noite!

1 de setembro de 2009

As similitudes entre o PT e o PSDB

Fica cada mais claro aos brasileiros que nosso país possui um arremedo de sistema político partidário. São quase trinta partidos em sua grande maioria fisiológicos ao extremo e totalmente improdutivos do ponto de vista de formulação de projetos e da participação na discussão dos rumos do nosso país.
Muitos dos partidos foram vitimas de uma miscelânea que misturou esquerda com direita, centro com dinheiro, descaracterizando-os e tornando seus Estatutos meros papéis decorativos. Eles se perderam na lama do fisiologismo e hoje estão completamente às margens do sistema políticos eleitorais, mais parecendo ostras nos cascos dos navios que afundam a cada dia no conceito do povo.
O PMDB, DEM, PDT, PTB, PL, PP têm estatutos progressistas, fisionomias de partidos, mas não possuem militância política, não possuem nenhuma identidade ideológica e vivem em busca de cargos em empresas estatais, ministérios, governos estaduais, assembléias legislativas e no congresso nacional.
Não querem disputar a Presidência da República, abdicam do poder pelo próprio poder, ficar ao lado dele é melhor do que se desgastar por ele pensam os espertos parlamentares e verdadeiros donos dessas siglas.
Os pequenos partidos vivem alhures ao processo eleitoral, sobrevivendo da mesada que recebem para serem eternos coadjuvantes no processo político nacional. Conseguem sobreviver elegendo vereadores, prefeitos e alguns deputados estaduais.
Assim como aconteceu na década de sessenta quando tínhamos dois partidos monopolizando as atenções nas eleições numa briga constante entre Jânio Quadros e Ademar de Barros, ou durante a ditadura militar quando Arena e MDB lutavam isoladamente pelo parco poder permitido pelos militares. Desde 1994 até hoje vemos dois partidos brigarem pelo poder no Brasil, são eles PT e PSDB.
Nos primeiros oito anos de poder do PSDB o PT era a oposição ácida, feroz, que tudo sabia, tudo poderia fazer melhor e nunca estava satisfeita com nada, via problemas até onde eles não existiam.
Nos últimos oito anos o poder ficou invertido, o PT assumiu o país e o PSDB foi para a oposição junto com o que sobrou de sua antiga base aliada. Não faz a mesma oposição que o PT, pois não tem vocação para esse papel, é um partido sem militância, mas com sede de poder. É denominada por uma elite paulista gananciosa e sem preocupações algumas com o trabalhador, o povo pobre e a justiça social.
Alguns fatores e semelhanças chamam a atenção nesses dezesseis anos de poder entre os dois partidos.
1. O país não evoluiu politicamente e nem socialmente;
2. Ambos tiveram o PMDB como fator de desequilíbrio a favor nas suas votações de projetos e decretos;
3. Ambos governaram viajando muito e deixando-se deslumbrar pelo poder no exterior;
4. Ambos fracassaram na missão de concretizar uma reforma política, econômica, social decente para o país;
5. Ambos sucumbiram no dever de combater a corrupção dentro dos corredores próximos ao poder executivo;
6. Ambos prometeram o que não puderam cumprir em seus oito anos de mandatos;
7. Ambos criticaram tudo que depois fizeram igual ao antecessor, foi até o momento um “Mais do mesmo”;
8. Ambos criaram impostos em excesso e mantiveram a desigualdade social no limite do insuportável;
9. Embora tenham origens diferentes, são burgueses ao extremos e populistas disfarçados de estadistas;
10. Por último continuam brigando pelo poder desde que a última eleição terminou, não pensam em outra coisa, pouco se importam com o povo e seus sofrimentos constantes, querem o poder pelo poder.
Assim, prefiro anular meu voto em 2010 a entregá-lo novamente a esses dois irmãos Karamazov da nossa política tupiniquim que é muito chinfrim e sem graça.