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4 de junho de 2026

A falsa ilusão do acordo entre patrões e empregados!

  

Imagem da FUP.

          Está tramitando no senado, onde assinaturas favoráveis estão sendo colhidas, já possuindo 40 senadores do total de 81 dispostos a lutar contra os trabalhadores do Brasil. É a chamada "PEC 7x0" apelido dado por críticos à PEC 12/2026, apresentada no Senado por parlamentares da oposição, liderados pelo senador ultra bolsonarista Rogério Marinho.

A proposta não cria explicitamente uma jornada obrigatória de 7 dias de trabalho por semana, mas prevê que o trabalhador possa optar entre:

·        o regime tradicional da CLT; ou

·      um regime flexível baseado em horas trabalhadas, com remuneração e direitos calculados proporcionalmente à carga horária.

O apelido "7x0" surgiu porque opositores afirmam que esse modelo poderia permitir acordos em que o empregado trabalhasse todos os dias da semana, sem a garantia prática de uma escala tradicional de descanso. Parlamentares como Erika Hilton dizem que a proposta abre caminho para uma "escala 7×0".Já os defensores da PEC argumentam que:

·        ela não extingue direitos como férias, 13º salário e FGTS;

·        mantém o limite constitucional de jornada;

·        apenas amplia a liberdade de negociação entre empregado e empregador.

Em resumo, há duas interpretações em disputa:

·        Críticos: veem a PEC como uma flexibilização que pode enfraquecer a proteção trabalhista e permitir jornadas excessivas.

·        Defensores: afirmam que ela amplia a liberdade de escolha do trabalhador sem retirar direitos constitucionais

Os senadores fingem não saber que não existe, nem nunca existiu, liberdade de negociação trabalhista entre empregados e empregadores (patrões) no país. Tudo sempre foi negociado a força, com as propostas dos trabalhadores sendo levadas à mesa de negociação por sindicatos. Se os trabalhadores fossem esperar por liberdade de negociações estariam sem receber sequer férias e 13º salários.

Os senadores e deputados bancados por empresas/empresários milionários jamais lutaram pelo povo ou pelos trabalhadores. Se dependesse dessa casta privilegiada, o salário mínimo seria R$ 1.000,00, sem direito a férias de 30 dias, sem 13º salário e outros benefícios a eles concedidos depois de muita luta.

As domésticas estariam até hoje sem carteira assinada, FGTS e usufruindo da imaginária liberdade de negociação com os patrões.

No Brasil, os ricos sonegam impostos, sugam os governos em suas três instâncias, exploram o povo e ainda reclamam de quaisquer conquistas que forem concedidas aos trabalhadores que os sustentam em suas mordomias.

Os senadores da oposição não estão preocupados em argumentar, porque são desprovidos de argumentação e inteligência cognitiva. Por isso, desviam a discussão do fim da escala 6X1 criando uma ficção científica para atrapalhar e embolar as discussões no âmbito do senado. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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