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18 de maio de 2026

A Síndrome de Estocolmo!

 

Desde 2018, um fenômeno permanece sem explicação no Brasil. Porque os eleitores de Bolsonaro ainda o apoiam, mentem e aceitam mentiras? Votaram nele em 2018, viveram nos quatro anos seguintes uma gestão medíocre que nada fez pelo país e por eles, no entanto, permaneceram apoiando e votando na sua tentativa de reeleição em 2022. Com a derrota, fingiram acreditar em fraude das urnas eletrônicas e em tudo aquilo que o Bolsonaro dizia. Milhares foram para as estradas e portas de quartéis, culminando com a invasão a Praça dos Três Poderes. Pediam Intervenção Militar enquanto oravam para pneus e clamavam por ajuda de ETs.

Essa situação permanece nos dias atuais mesmo depois do golpe ter sido desvendado pela Polícia Federal, milhares terem sido condenados e presos pelo STF. Os zumbis continuam acreditando no Mito e indicam nas pesquisas que votariam no seu filho ungido - Flávio.

Como explicar que um aposentado, idoso, mesmo sendo roubado no governo Bolsonaro por esquemas no INSS ainda assim apoie o bolsonarismo?

Como conceber que um brasileiro não enxergue que o escândalo do Banco Master tenha o DNA completo do bolsonarismo em seus tentáculos?

Só podemos imaginar que estes milhões de eleitores possuem a síndrome de Estocolmo. O que seria isso?

A síndrome de Estocolmo é um fenômeno psicológico em que uma pessoa que está em situação de ameaça, abuso ou sequestro passa a desenvolver sentimentos positivos, de empatia ou até afeto pelo agressor. O nome vem de um caso ocorrido em 1973, em Estocolmo (Suécia), quando reféns de um assalto a banco passaram a defender seus sequestradores e resistiram a depor contra eles depois do ocorrido.

É como se o cérebro, para lidar com o medo e o perigo, criasse uma espécie de “aliança emocional” com quem está causando a ameaça. Alguns fatores que ajudam a explicar:

·        Instinto de sobrevivência: aproximar-se do agressor pode reduzir o risco de violência.

·        Isolamento: a vítima depende apenas do agressor naquele contexto.

·        Pequenos atos de “bondade” do agressor (como dar comida ou não machucar) podem ser interpretados como gentileza.

·        Medo constante que confunde as emoções.

Apesar de ser mais conhecido em casos de sequestro, pode aparecer em:

·        Relações abusivas (emocionais ou físicas)

·        Situações de violência doméstica

·        Ambientes de controle psicológico intenso

A síndrome de Estocolmo não é oficialmente classificada como um transtorno mental nos manuais de diagnósticos, mas é um conceito usado para descrever esse tipo de comportamento.

O comportamento dos brasileiros transformados em verdadeiros zumbis, pode ser classificado desta forma como Síndrome de Estocolmo. Porque nunca, em tempo algum, isso aconteceu na política brasileira. Nem com Jânio, Maluf ou Collor.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Privatização usa da terceirização para precarizar as empresas

 

No Brasil, as privatizações de empresas estatais sempre foram acompanhadas do seguinte: 1º Desmonte completo da empresa; 2º Venda por preço muito abaixo do valor real da empresa; 3º O edital não contempla as obrigações futuras da empresa privada em relação as suas obrigações naturais; 4º Após a venda a empresa que adquiriu demite milhares de trabalhadores fazendo processos de saídas voluntárias; 5º Por último, começa a prestar um serviço abaixo do que era realizado pela estatal, com funcionários terceirizados sem o mesmo conhecimento e experiência profissional. Resultado: O povo paga pela aventura que rendeu milhões e sumiu no ralo da ineficiência e corrupção do país.

Neste sentido a Companhia Energética de Minas Gerais -Cemig lidera ranking do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese com 86,5% de trabalhadores indiretos; modelo se firmou após privatizações dos anos 1990

Um levantamento recente do Dieese mostra que a terceirização se tornou dominante em parte dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro. Em empresas analisadas pelo estudo, trabalhadores indiretos já representam mais de 80% da força de trabalho, enquanto balanços recentes das companhias registram receitas e lucros bilionários. Com a terceirização vem a inevitável precarização das empresas e a queda da qualidade dos serviços. 

·                  Cemig: 86,5% de trabalhadores indiretos;

·                  EDP Brasil: 83%;

·                  Enel: 80,6%;

·                  Equatorial: 78,5%;

·                  Neoenergia: 62,7%;

·                  Light: 62,4%;

·                  Copel: 60%;

·                  Celesc: 49,9%;

·                  Energisa: 28,2%;

·                  Eletrobras: não informou dados sobre trabalhadores indiretos.

O avanço ocorre em empresas com resultados expressivos. Em 2025, a Enel Brasil registrou receita líquida de R$ 49,05 bilhões e lucro líquido de R$ 2,98 bilhões. A Cemig informou receita de R$ 42,75 bilhões e lucro de R$ 4,9 bilhões. A EDP Brasil, no dado mais recente divulgado, referente a 2024, teve receita de R$ 15,4 bilhões e lucro líquido de R$ 2,28 bilhões.

O motivo da aposta na terceirização começa a ser entendido com a análise dos salários dos trabalhadores do setor. Segundo o Dieese, no fim de 2025, o rendimento médio dos empregados do setor elétrico público era 84% maior do que o registrado no setor privado. Na prática, isso significa que os trabalhadores fora do setor público recebiam pouco mais da metade, em uma atividade que exige formação técnica, experiência acumulada e operação em ambientes de alto risco.

Na cidade de São Paulo, e em parte da chamada Grande São Paulo, em várias ocasiões de chuvas acompanhadas de ventos fortes, milhares de consumidores ficaram vários dias sem energia em suas residências e empresas. Prejuízo enorme para todos.

No interior de São Paulo, a demora para o atendimento das equipes terceirizadas da Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL é algo que irrita profundamente os consumidores atendidos pela empresa. São fatos recorrentes e que exemplificam o desmonte que ocorreu nas privatizações do setor elétrico paulista, antes, ainda como estatal, exemplo de eficiência.

E não é somente no setor elétrico que o problema reside, a venda da Sabesp trouxe aumento de tarifas, queda no fornecimento de água potável, redução de investimento em tratamento de esgotos, e na semana passada uma das empreiteiras contratadas perfurou um cano de gás e causou uma explosão, derrubando diversos imóveis com duas vítimas fatais.

As privatizações no Brasil têm como pressuposto maior, negócios com agendas ocultas, direcionamento, e o afastamento completo do objetivo da transferência da empresa estatal para privada, mantendo emprego ou gerando novas oportunidades, além de ampliação do negócio.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

17 de maio de 2026

Você contemplou hoje?

 

O ato de contemplar te faz degustar o lado bom da vida, venha!

Para muitas pessoas, o mundo fica pior a cada dia, mas a vida continua linda. É impossível a vida hoje ser pior pelos avanços que temos. Quando se toma consciência dos mecanismos de viver, perde-se a inocência imediata e deixa-se cair o véu das vãs ilusões com o risco de virar um chato. Isto é fato.

Claro que você se entusiasmava mais, mas não sabia o que ocorria no âmago da alma e redes sociais. Antes delas, tudo ficava no interior das casas e palácios, mas acontecia as mesmas coisas. Melhorou-se as relações humanas colocando os malvados e maníacos no seu lugar.

Os jovens continuam com 15 a 25 anos com pouca sabedoria, mas com muita vontade de acertar. Aprendem ver as coisas a seu jeito e aumentam a sua capacidade de percepção, mas junto com as desconfianças podem crescer a intolerância, crítica predatória e comparação com “sua época”.  É mania nacional achar que quando éramos “mais jovens” não éramos incipientes, limitados e mal-educados: - sinto muito, éramos também! 

O desmamar afetivo, intelectual e econômico dos humanos também mudou! Antes com 20 casava-se e ia-se para seu lar com independência total e obrigatória. Dizia-se “quem casa quer ter casa”. Hoje os com 30 a 40 anos, ainda moram com os pais e ou avós e são dependentes. Eram conhecidos como solteirões e solteironas, os que ficaram para titio e titia. Hoje. quando saem de casa para morar sozinhos, ainda mantém dependência financeira e afetiva de pais e avós.

CONTEMPLAR

O mundo está mais crítico, azedo e intolerante, pois a realidade cruel é explicita. As pessoas deveriam se abraçar mais, compreender mais, socializar-se mais, interagir e compartilhar as experiências com alegria e bom humor.

As pessoas deveriam ter vida plena e saber que a reta de chegada ainda está muito longe. O trajeto da corrida aumentou, não é mais de 60km, agora aumentou para 90km! Vamos “aprender” a percorrer esta estrada, com a doçura do mel oferecida pela alegria de viver em paz. Todos os dias devemos aprender a reaprender sempre. A cada novo saber devemos celebrar cada conquista. A vida é mesmo um celebrar constante, mas se quiser, pode ser também uma reclamação permanente.

Olhe o que disse o Buda Siddharta Gautama: “- aprender é mudar!”. A cada mudança, um novo ser aparece! O mais difícil é a decisão de mudar. Comece singelamente com pequeninas coisas, mudando e aceitando mudar um objeto de lugar, deixando de lado uma mania boba e ou até dando um abraço em quem você um dia julgou no alto de sua “soberba sabedoria”, que não merecia.
Hoje vivemos a sociedade do cansaço, todos estão cansados, pois 24 horas por dia e todos os dias, incluindo feriados e domingos, estamos preocupados em atingir “metas” e realizar “sonhos”. A mente nunca descansa! Devemos dar tempo para refletir e contemplar durante o não fazer nada, a sua mente precisa “pausar”. Ao atingir as metas e sonhos, não terás tempo para curti-los, outras metas e sonhos irão se sobrepor e a corrida não para. Controle este ciclo vicioso e viva a saúde mental.

Em um podcast me perguntaram até onde queria chegar, pois estou sempre fazendo coisas e já atingi muitas metas e sonhos! Eu disse que tinha muito ainda a contemplar, admirar e explicar. Meu entusiasmo continua, ainda mais com os amores que me cercam! Em cada pessoa, em cada ideia, em cada diálogo, existe algo que posso contemplar para mudar e evoluir.

Mudar com naturalidade é o segredo de viver em paz todos os dias. Talvez te facilite mudar, se usarmos o verbo “contemplar” que é fixar o olhar em alguém, em algo ou em si mesmo, mas com encantamento ou com admiração. Além de admirar, “contemplar” é apreciar, notar, ver, mirar ou fitar no que desperte em você a vontade de viver! Tente exercitar o verbo “contemplar” uma vez ao dia. Vai se surpreender e o mundo ficará admirável!

Autor: Profº Alberto Consolaro | Professor titular da USP e colunista de Ciências do JC. Publicado no JC de Bauru.