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1 de setembro de 2026

Uma sociedade que precisa rever conceitos e atitudes!

 

Nos acostumamos com nossa gente reclamando diariamente dos políticos, não que não tenham razão, porém, é notório que não adianta apenas reclamarmos sem que façamos nossa parte no contexto da vida nacional.

Muitos acreditam que o ato de votar encerra a sua participação política em nossa sociedade. Ledo engano, a participação política é o exercício da liberdade individual para a construção coletiva do bem comum. É um direito humano fundamental e alienável.

Funciona com um enorme círculo onde aparecem na sequência: Informação > Mobilização > Ação > Bem comum > Informação.

Porém, mesmo votando, participando e acompanhando a vida política em nossas cidades, estado e nação, isso não é o suficiente para que vivamos em sintonia numa democracia.

No caso brasileiro vivemos numa sociedade que contém pessoas praticando fraudes, ilícitos e querendo sempre levar vantagem em tudo o que fazem, sem respeitar o próximo.

São pessoas jogando lixo em terrenos urbanos, ateando fogo em mato, ajudando com isso a aumentar a poluição, a destruição de áreas nativas e colocando em risco o meio ambiente e as pessoas.

Nas cidades do nosso país, temos milhares dirigindo automóveis, caminhões e motocicletas sem possuírem CNH, ou estando com o documento cassado.

Muitos dirigindo nas cidades se estradas completamente alcoolizados, provocando tragédias que ceifam vidas diariamente. Algo que poderia ser evitado se estes motoristas se preocupassem com as suas vidas e a de terceiros.

Temos uma sociedade permissiva, que na maior parte das eleições deixa de exercer seu direito sagrado a escolha de seus representantes pelo voto. Homens que não sabem ouvir um “Não” de uma mulher ao final de um relacionamento e se utilizam de armas de fogo para mata-las.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

A elite falida que zomba do restante da sociedade!

 

A mesma elite financeira brasileira que esbanja milhões em festas em resorts, compra de iates, torrando suas fortunas e as esfregando na cara dos brasileiros, são na maior parte das vezes as mesmas que sobem no palanque para anunciar que “o Brasil está quebrado”. Quando o dinheiro circula no meio deles, o chamam de economia; quando chega à mesa do pobre por meio de programas sociais, chamam de gasto.

Criticavam a lei Rouanet criada por um político de direita por puro desconhecimento e ignorância, porém, aceitam que artistas sertanejos cobrem de R$ 600 mil a R$ 1.200 mi por show em cidades com cinco mil habitantes.

São eles que vociferam contra a corrupção enquanto apoiam corruptos declarados e conhecidos de todos. Aliás, eles enxergam a corrupção quando ela faz parte das narrativas mentirosas dos políticos e aliados de direita, porém, quando a corrupção está circulando entre eles, fingem que ela não existe.

Essa elite perniciosa que faz do preconceito uma arma e a utiliza em seus discursos para tentar influenciar aqueles que não fazem parte da vidinha nababesca que desfrutam. Viajando ao exterior, almoçando em restaurantes de luxo e em compras em Miami ou N. York.

Eles odeiam Lula, o PT e a esquerda. Não por problemas de ideologia, mas sim, pelo preconceito que carregam contra pobres e nordestinos. Por detrás do discurso contra Bolsa Família está a hipocrisia de quem não reclama dos ricos empresários que conseguem bilhões de isenções fiscais do mesmo governo que eles criticam e dizem odiar.

O que eles na verdade detestam é ver a possibilidade de pessoas pobres podendo cursar uma universidade, passear no exterior, andar de avião, almoçar em shopping e fazer compras onde antes era inacessível.

Uma certa ocasião uma antiga vizinha nos disse que a filha e o genro iriam a um resort no interior paulista. Dissemos na ocasião que aquele hotel era excelente, porém, muito caro, com padrão elevado. No que ela respondeu com toda tranquilidade: “Melhor assim, por que minha filha não quer ver pobres comendo de boca aberta no restaurante do hotel”.

Essa é a essência e o lema dessa gente que pode ser rica por méritos, por corrupção, herança, ou até por acaso, mas que agem com preconceito acima de tudo e de todos ao seu redor.

Quando uma eleição acaba e o candidato de extrema direita perde, logo a elite financeira dispara contra os eleitores nordestinos, como se eles fossem culpados pela derrota. É o preconceito que aflora pelas ventas dessa casta imunda que vem desde os tempos da escravidão.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

O ocaso do planeta em andamento!

 

Os fatos e tragédias recentes, quase cotidianas, nos dão a certeza de que o Planeta Terra está esgotado e começa a colapsar. Chuvas torrenciais, terremotos de grande proporção, ventos acima da velocidade normal contrastando com seca e calor acima da média.

Estamos num colapso, com a terra reagindo ao que a humanidade fez ao longo de milhares de anos. O homem mesmo sendo avisado pelos cientistas, se portou de forma irresponsável diante da necessidade de preservação do nosso meio ambiente.

Com o passar dos anos, décadas e séculos, o homem se tornou uma espécie predadora de si mesmo, agindo de forma deplorável. O planeta simplesmente não nos suporta mais. Estamos colhendo o que plantamos. O mundo enfim, nos expulsando.

O que aconteceu na Venezuela em 24 de junho, com a ocorrência de dois terremotos de grande magnitude atingiram o país com grande intensidade: Magnitude 7,2 e Magnitude 7,5.

O Estado de La Guaira, especialmente Caraballeda, foi uma das regiões mais devastadas. Cerca de 190 edifícios desabaram segundo balanços divulgados posteriormente. 6.509 mortos, segundo o governo venezuelano. Além disso, 226.696 pessoas haviam sido atendidas em hospitais até 25 de agosto. Cerca de 60.785 imóveis residenciais foram inspecionados, dos quais 11.001 apresentavam danos classificados como de alto risco.

Agora em agosto, uma enorme massa de gelo, rochas e lama desceu das montanhas na região da fronteira entre Nepal e Tibete, atingindo o rio Lhende/Bhote Koshi. O material teria provocado o bloqueio do rio e, posteriormente, uma gigantesca enxurrada de detritos.

Até este momento, mais de 350 mortos já foram contabilizados no Nepal e no Tibete. E mais de 1.300 pessoas estão desaparecidas. As imagens da lama e pedras descendo e destruindo tudo que havia pela frente é chocante.

Mesmo assim, alguns líderes mundiais de extrema direita e ignorância mantêm posicionamento de que essas tragédias não são motivadas pela destruição da natureza.

Porque existe uma combinação de fatores psicológicos, políticos, econômicos e de desinformação. Mas é importante fazer uma distinção: questionar a causa específica de uma tragédia não é necessariamente negacionismo. Negacionismo ocorre quando evidências robustas são rejeitadas de forma sistemática, geralmente por razões ideológicas ou identitárias.

Pelo visto, não há mais tempo para reverter o colapso total do planeta em que vivemos, só um milagre ou uma intervenção divina. De resto é apenas e tão somente questão de tempo e forma. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.