Nesta eleição em curso, que estamos vivendo, salta aos olhos a mediocridade de parcela significativa da nossa sociedade com relação à política. Em especial, no que tange ao simples ato de pesquisar, comparar gestões, atos, atitudes e comportamentos dos candidatos à presidência e aos governos estaduais.
No colégio onde votei em Bauru, vi uma mulher trajada com uma roupa alusiva à bandeira dos Estados Unidos da América. Uma patriota americana que pensa que votar em Flávio numa eleição democrática no Brasil, que só foi possível depois de resistir ao golpe de Estado que o pai do candidato tentou impor à nossa democracia, é sinal de subserviência aos americanos.
Essa mulher e tantos outros milhares pelas ruas, redes sociais e internet fazem parte de um enorme exército zumbi. São portadores de esquizofrenia eleitoral (grupo de distúrbios mentais que, basicamente demonstram dissociação e discordância das funções psíquicas, perda de unidade da personalidade, ruptura de contato com a realidade).
Eles dizem acreditar que Lula acabou com o Brasil. Que Lula é ladrão. Que Lula é comunista. Tudo isso sem ter provas ou argumentação válida para sustentar as acusações. Mesmo assim, eles acreditam piamente em tudo que for escrito ou falado contra Lula. Em paralelo, não sabem explicar o áudio de Flávio Bolsonaro pedindo propina de milhões a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Assim como se engasgam ao serem perguntados sobre a participação de Flávio em orgias patrocinadas por Vorcaro. Rachadinhas nos gabinetes, nem pensar.
Acreditam apenas naquilo que atinge o adversário, não importa que sejam fake news, que não tenham provas nem consigam sustentar as suas próprias manifestações nas ruas. E não acreditam na verdade dos fatos emanados na mídia, nas redes sociais e nas matérias que são distribuídas para conhecimento de todos.
Desde o surgimento da candidatura de Jair Bolsonaro em 2018, vivemos essa situação de completa dislexia (incapacidade de compreensão do que se lê, devido à lesão do sistema nervoso) cognitiva. Onde vemos pobres defendendo patrões, políticos que não querem alterar a escala 6X1 e, uma vez no poder, vão retirar benefícios e vantagens adquiridas. São aqueles que chamamos de pobres de direita.
Muitos sinais foram dados ao longo dos últimos anos, em particular após o lançamento ou imposição da candidatura do filho de Jair. Basta um pouco de discernimento e informação para saber quais são os planos deste candidato para sua família, seus amigos, os EUA e o nosso povo. Sim, nesta mesma ordem.
Um deles é copiar o desastre chamado Milei da Argentina; outro é entregar terras raras e nossas exportações aos EUA de Trump, um presidente rejeitado por 71% dos americanos.
Ainda é cedo, embora já saibamos que teremos segundo turno e, neste novo embate no dia 25 de outubro, temos de estar atentos e fortes, como disse um dia Caetano Veloso. Por que pelo que tudo indica estamos caminhando para um sui
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.





