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10 de março de 2026

Aos amigos tudo; aos inimigos, a lei

 

O Brasil vive um daqueles momentos em que os fatos deixam de ser interpretados como acidentes de percurso e passam a ser vistos como evidências de um padrão. Não se trata mais de escândalos episódicos, mas de sintomas recorrentes de um sistema político e econômico que incorporou a promiscuidade entre o público e o privado como parte de sua engrenagem. Os recentes desdobramentos envolvendo o Banco Master e o avanço das chamadas emendas Pix expõem, com clareza incomum, um fenômeno estrutural: a captura progressiva das instituições do Estado por interesses privados.

A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, trouxe à tona um esquema que, segundo as investigações, movimentou bilhões de reais em operações fraudulentas no Banco Master. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso sob suspeita de envolvimento em créditos fictícios, manipulação de demonstrações financeiras e lavagem de dinheiro, afetando cerca de 1,6 milhão de clientes. O caso, por si só, já seria grave o suficiente para abalar a confiança no sistema financeiro nacional. Mas ele não parou aí. Como ocorre com frequência no país, o escândalo financeiro rapidamente migrou para o terreno político institucional.

Investigações e reportagens subsequentes revelaram conexões entre o banco e integrantes de alto escalão da República. O escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Mensagens atribuídas a Vorcaro indicavam contatos com o ministro no dia de sua prisão — versão negada por Moraes e não incorporada aos relatórios oficiais da Polícia Federal até o momento. Em paralelo, o ministro Dias Toffoli também passou a ser mencionado, após a revelação de que um fundo ligado ao banqueiro participou de operações envolvendo um resort associado à sua família, além de decisões judiciais que teriam favorecido o banco em disputas com órgãos de controle.

Nenhum desses fatos constitui, por si só, prova cabal de crime. Mas todos eles produzem um efeito corrosivo para qualquer democracia: a percepção de que há uma promiscuidade institucional entre o poder financeiro e o poder judicial. E, em se tratando da credibilidade das instituições, a aparência de irregularidade muitas vezes produz os mesmos danos que a irregularidade propriamente dita.

Enquanto o sistema financeiro escancara uma face do problema, o Congresso Nacional expõe outra, igualmente preocupante. As emendas Pix, modalidade de transferência direta de recursos públicos a municípios sem a necessidade de convênios ou projetos detalhados, transformaram o orçamento da União em instrumento de poder individual de parlamentares. Sem critérios técnicos claros e com rastreabilidade praticamente nula, bilhões de reais passaram a ser controlados diretamente por deputados e senadores. O resultado previsível começou a vir à tona: investigações apontam dezenas de parlamentares suspeitos de desviar recursos, muitas vezes mediante a cobrança de percentuais de prefeitos para a liberação das verbas.

O que se vê, portanto, é a conversão do orçamento público em moeda política. Não para financiar políticas públicas, mas para garantir a sobrevivência eleitoral e a manutenção de currais políticos. O fenômeno escancara uma verdade incômoda: a corrupção, nesse ambiente, deixa de ser uma distorção do sistema para se tornar parte de seu funcionamento regular.

Empresas não agem movidas por princípios éticos abstratos, mas por cálculos racionais de custo e benefício. Se subornar agentes públicos gera lucro e as chances de punição são remotas, a equação tende a se resolver a favor da ilegalidade. O mesmo raciocínio se aplica ao sistema político: se capturar o orçamento, pressionar órgãos reguladores ou influenciar decisões judiciais assegura poder e impunidade, a tentação de fazê-lo torna-se quase irresistível.

O caso Master, no entanto, escancarou um agravante ainda mais perturbador: a disputa aberta dentro das próprias instituições. Vazamentos de dados fiscais de familiares de ministros do STF, investigações sobre acesso indevido a sistemas da Receita Federal e suspeitas de suborno para obtenção de informações sigilosas indicam que o conflito político ultrapassou as fronteiras do debate público e passou a operar nas sombras do Estado. O que se instalou é uma guerra institucional permanente: Polícia contra Judiciário, Judiciário contra Congresso, Congresso contra investigações. Nesse cenário, a lei deixa de ser instrumento de justiça e se converte em arma de combate político. O fenômeno, batizado no debate contemporâneo como lawfare, revela como o Direito pode ser mobilizado para fins estratégicos, menos para apurar responsabilidades do que para neutralizar adversários.

Há, é verdade, movimentos que tentam conter essa escalada. A atuação recente do ministro Flávio Dino, no STF, ao questionar a falta de transparência das emendas parlamentares e os supersalários do funcionalismo, é interpretada por juristas como uma tentativa de reequilibrar as relações institucionais. Mas a tarefa é hercúlea, porque o problema já não reside apenas em indivíduos desviantes. Ele está encravado nas estruturas.

O diagnóstico, portanto, é mais complexo do que parece. Se a corrupção fosse apenas uma disfunção do sistema, bastaria aperfeiçoar mecanismos de controle e punir os culpados. Mas se ela se incorporou à própria lógica de funcionamento do Estado, o desafio ganha outra dimensão. Não se trata apenas de combater desvios, mas de repensar as bases sobre as quais o sistema político e econômico está assentado. Enquanto prevalecer a lógica segundo a qual amigos merecem tudo e inimigos merecem a lei, novos escândalos continuarão a surgir — não como acidentes de percurso, mas como consequência natural de um modelo que institucionalizou a promiscuidade entre o público e o privado. 

Autor: Fernando Redondo - Jornalismo Independente.

Eduardo Bolsonaro faz lobby para EUA atacar o SUS.

  

O herdeiro digital do X-9 agora se veste de deputado e distribui bravatas golpistas com filtro de liberdade e legenda de ódio - Agência Brasil. 

Não é mais novidade: Eduardo Bolsonaro segue sua carreira de traição em ritmo acelerado. As reuniões de Eduardo e seu comparsa Paulo Figueiredo culminou e mais um ataque a soberania nacional, agora a preciosidade nacional que é o Sistema Único de Saúde, reconhecido no mundo inteiro. Depois de fugir para conspirar com americanos para atacar a […]

Não é mais novidade: Eduardo Bolsonaro segue sua carreira de traição em ritmo acelerado. As reuniões de Eduardo e seu comparsa Paulo Figueiredo culminou e mais um ataque a soberania nacional, agora a preciosidade nacional que é o Sistema Único de Saúde, reconhecido no mundo inteiro.

Depois de fugir para conspirar com americanos para atacar a justiça brasileira e ameaçar o mercado popular e o Pix, agora sua mira está na saúde do trabalhador brasileiro – especialmente o mais pobre, o que depende do SUS e do Mais Médicos para sobreviver.

Não basta ser um péssimo político; tem que ser capacho de interesses estrangeiros e ainda caguetar seus próprios conterrâneos apenas para aparecer e tentar concorrer a presidência.

Não é novidade: Eduardo Bolsonaro continua sua carreira de traição em ritmo acelerado. Depois de atacar o mercado popular e o Pix, agora sua mira está na saúde do trabalhador brasileiro – especialmente do mais pobre, aquele que depende do SUS e do Mais Médicos para sobreviver.

O pior não é só o desmonte. É a entrega descarada. Suas reuniões nos EUA, que ele mesmo confirmou, foram o pontapé para o ataque imperialista contra um programa essencial do governo. Não basta ser um péssimo político; tem que ser capacho de interesses estrangeiros.

E, como se não bastasse, o “deputado miliciano” ainda ameaça servidores públicos – aqueles que, diferentemente dele, trabalham pelo Brasil. Enquanto o povo sofre com a falta de médicos, ele faz pose de patriota e se vende ao capital internacional.

Assim como o pai genocida que deixou 700 mil mortos na pandemia, Eduardo mantém o legado de destruição: atacar o SUS é atacar os mais pobres, é negar o direito à vida. Sangue Bolsonaro não muda – só sabe governar para a morte.

Os Bolsonaros vão seguindo forte seu legado de destruição no Brasil. 

Autor: Tadeu Porto – Petroleiro e Secretario Adjunto da Comunicação da CUT – Publicado no Site O Cafezinho.

9 de março de 2026

Impossível acreditar no que podemos vir a viver

  

Imagem da Internet.

A divulgação das pesquisas de março/26, por mais que não acreditemos nos institutos, traz empate técnico entre o Lula e o filho do presidiário. É difícil, ou até impossível, acreditar que alguém possa dar seu voto a esse sujeito que passou a vida amealhando dinheiro através de rachadinhas em seus gabinetes e protegido das investigações da PF e MP/RJ pelo presidiário.

A única coisa que ele fez foi comprar uma mansão sem ter lastro dos seus vencimentos e com total falta de transparência. Nunca aprovou um projeto sequer em sua vida de deputado estadual e senador pelo RJ.

Talvez tenhamos mais uma eleição em que milhões de eleitores irão votar com ódio, contra o inimigo inexistente e concedendo seus votos a um pulha medíocre que, uma vez eleito, irá tirar o que resta dos benefícios dos trabalhadores e aposentados deste país.

Eu posso até entender o voto dado ao Fernando Collor em 1990, assim como os votos consagrados a Paulo Maluf em SP. Afinal, havia razões e motivos que nos faziam entender através da política aqueles movimentos do eleitorado.

Porém, isso é passado. O que estamos assistindo hoje é algo assustador. Não se trata de discordar da conduta ou do trabalho do atual presidente, mas sim de odiar aquilo que eles não sabem explicar. Porque o ódio disseminado pelos políticos de direita não tem argumentação válida e é calcado em mentiras que esse eleitorado absorve como esponjas na água.

Votam contra o quê? O comunismo? Os preços que são manipulados pelos empresários de direita? Lula em seu governo erra e acerta, porém, trabalha em prol da sociedade.

O oponente é um fantoche, um nada, sobrevivente das investigações policiais que o pai protegeu afastando delegados da PF e manipulando o MP/RJ. Um político que não tem projetos de governo, mas diz que dará continuidade a gestão desastrosa do pai.

Com certeza os que votarem nele irão levar o país para o mesmo buraco que Milei enfiou a Argentina, culminando com a reforma trabalhista que pune trabalhadores com até 12 horas diárias, aposentadorias cada vez mais impossíveis de serem obtidas e uma vida muito pior do que os brasileiros estão levando atualmente. Incompreensível essa burrice que se avizinha através das pesquisas e que podem levar o país para o caos.

Se eleito, vai tentar desesperadamente libertar o pai do presídio e da condenação de 27 anos de regime fechado. Vai tentar privatizar as grandes empresas como Petrobras. Endurecer ainda mais a vida dos trabalhadores com adendos a reforma trabalhista implantada por Temer.

Com toda certeza vai punir o povo pobre, em especial aqueles que vivem no nordeste do país. Trabalhará (sic) para proteger os ricos, os grandes latifundiários, os que destroem o meio ambiente, e terá ao seu lado os mesmos personagens medíocres que estiveram junto com seu pai, exceto os que eventualmente continuarem na prisão. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.