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26 de outubro de 2026

A soberba que precedeu a derrota!

 

Quando o primeiro turno das eleições terminou com as urnas indicando a vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula por 56.104.503 votos contra 53.879.538, um clima de arrogância misturada com uma soberba tomou conta das hostes bolsonaristas. Flávio começou a agir como se já fosse presidente da república eleito.

A análise era simples por parte dos bolsonaristas. Somando os votos dos demais candidatos de direita, Flávio teria, em tese, cerca de 65.160.555 de votos em potencial. Até porque, assim como os seus eleitores, os eleitores de Cury, Caiado, Zema e Renan eram, na maioria esmagadora, antipetistas. Supostamente, Lula teria de cara doze milhões de votos para ultrapassar, se quisesse se eleger no segundo turno.

Outro detalhe importante é que, sempre que o bolsonarismo vence, não há suspeita de fraudes, nem alegações contra as urnas eletrônicas ou o sistema eleitoral. Foi assim no primeiro turno desta eleição.

Veio o segundo turno e Flávio teve a ajuda imprescindível de Caiado, Tarcísio, Zema, Meta, EUA, Milei, Kássio Nunes e André Mendonça (Presidente e Vice do TSE, respectivamente). Até por conta dessa força auxiliar, o candidato bolsonarista começou a indicar possíveis ministros, falar abertamente dos cortes e maldades que pretendia fazer para com os trabalhadores, aposentados e pensionistas do país.

A soberba tomou conta da cabeça de Flávio, que pensou que estava numa eleição simples contra alguém inexperiente, esquecendo que do outro lado estava o homem que venceu três eleições para a presidência.

No debate realizado na TV Globo, diante de milhões de brasileiros, o filho do presidiário achou que estivesse na prisão domiciliar do pai, ao lado de Carluxo, e resolveu ofender Lula, chamando-o de "nove dedos", numa alusão cretina ao fato de Lula ter perdido um dedo quando jovem numa metalúrgica onde trabalhava, algo que Flávio nunca teve – Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS.

Essas ofensas, somadas à soberba e às iniciativas da campanha de Lula, fizeram o que parecia impossível. Ao final da apuração do segundo turno, Lula teve 64.256.232 contra 59.826.041. Uma vitória esmagadora e sem contestação plausível diante do mundo inteiro.

Claro que, plausível aos olhos de gente honesta, o candidato Flávio, sem provas e de maneira covarde e criminosa, alegou que a extensão do horário da eleição determinada pelo TSE prejudicou a eleição. O amigo do Vorcaro esqueceu de dizer aos microfones que a sua campanha também pediu oficialmente essa prorrogação de horário. Além do fato de que, onde houve problemas com transporte público, havia prefeitos bolsonaristas. Estes estavam tentando desesperadamente evitar que os eleitores chegassem às urnas para votar em Lula.

Agora resta ao candidato provar que houve fraude, sendo que o presidente e o vice do TSE foram indicados aos cargos pelo seu pai, ou ainda, fugir do Brasil como o fez seu irmão e tantos outros "bolsomasters" criminosos. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Membro da Academia Bauruense de Letras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

23 de outubro de 2026

O depois do depois!

Depois do final das eleições e da possível volta à normalidade político-administrativa no país, é preciso que seja feita uma profunda reflexão por diversos segmentos da nossa sociedade sobre os episódios recorrentes que denotam um aumento expressivo do fascismo no seio da nossa sociedade.

A tragédia ocorrida na cidade de Catanduva, no interior de São Paulo, é um sinal evidente do fascismo entre nós, brasileiros. Naquela cidade, um médico colecionador de armas (provavelmente credenciado no governo do presidiário) ameaçou a esposa (tentativa de feminicídio) e foi fuzilado pela PM (letalidade policial) após ser abordado pelos policiais.

Mais revoltante: é assustador como a mídia e a sociedade normalizam esses episódios, cada vez mais comuns e constantes. A multiplicação de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CACs), as ameaças contra mulheres e os assassinatos cometidos por pessoas de farda são alguns aspectos inerentes ao fascismo.

Mesmo com eventual vitória no segundo turno e a reeleição de Lula, nossa democracia continuará correndo riscos diante do aumento das bancadas da extrema direita bolsonarista, seio da intransigência, do preconceito aos pobres e da política beligerante.

Para superarmos o fascismo, é fundamental que possamos afastar a política de ódio e recuperar a possibilidade de que as pessoas vivam com dignidade. Adversário político não é inimigo; hegemonia partidária é ditadura militar, um regime autoritário sem democracia sendo exercida.

Os segmentos de direita e esquerda precisam rapidamente retomar o espaço devido na política, afastando de vez essa seita que prega a destruição da economia, congelamento de salário mínimo, arrocho salarial aos aposentados e pensionistas, sem, no entanto, reduzir benesses concedidas a empresas, políticos e banqueiros neste país.

Os extremistas não mencionam cortes para redução do número de políticos, salários pagos a milhares de cargos de apadrinhados, assessores e toda camarilha que sugam bilhões dos cofres públicos. Não querem implantar imposto sobre grandes fortunas, nem cortar os abusivos e imorais subsídios e reduções fiscais que os ricos possuem para suas empresas e os pastores para suas Igrejas lucrativas.

O candidato do PL – Partido Liberal odeia tanto os pobres que, numa reunião, disse textualmente que iria acabar com o “Bolsa Farelo” quando tomasse posse do governo brasileiro, numa alusão ao Bolsa Família.

Falas e atitudes como essas demonstram cabalmente o ódio e o preconceito que essa escória política tem para com o nosso povo. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

22 de outubro de 2026

'A Lista' na ciência e na política

A Lista' foi composta e cantada primeiramente por Oswaldo Montenegro, um carioca genial.

Uma das músicas mais impactantes que já ouvi foi “A Lista” de Oswaldo Montenegro. Na primeira vez que escutei, confesso que chorei. Aproveito e lanço um desafio. Depois de escutar a música, faça uma lista das 10 melhores descobertas científicas e tecnológicas quanto a mudança de qualidade vida. Depois, faça outra lista com as 10 melhores ideias políticas que fizeram a humanidade avançar.

Seguem algumas ideias das descobertas científicas. Dois séculos atrás não havia anestesia. E nem remédios para a dor. Sem contar que não se tinha antibióticos.

Para não ficar apenas no mundo da medicina, lembremos do celular, da internet e do computador e lá se foi a máquina de escrever e o fax. Se colocar a descoberta da energia elétrica ninguém vai questionar, assim como se incluir os carros. E como seriam os banheiros sem papel higiênico e vasos sanitários. Sem contar os aviões, elevadores, fio dental, dentifrício e escova. Não podemos deixar de lado a descoberta da roda e dinamite.

REALIZAÇÕES POLÍTICAS

Talvez estejas encabulado agora com a lista das realizações políticas. As relações humanas nas cidades ou “polis” receberam o nome de “política”. Estas relações serviram para estabelecer consensos na organização da vida em comum, pois a barbárie não poderia imperar pela falta de ética, mentira, enganações e mortes em massa.

A falta de cultura e de conhecimento da história da humanidade faz com que muitas pessoas não saibam ou ignorem as realizações e decisões políticas que mudaram nossa forma de viver, melhoraram a vida. Isto faz as pessoas tomarem posições imediatas e achar que fazer política é igual torcer para um time de futebol.

E olhe que uma decisão política influencia todas as gerações depois de você. Não é só a ciência que faz a humanidade avançar, a política também melhora a vida das pessoas, especialmente, se usar a ciência e tecnologia para fundamentar suas decisões, haverá progresso para todos.

Olhem só esta lista de realizações políticas:

1) Democracia pela Grécia,

2) Revolução francesa com os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade,

3) Combate ao racismo com a paz de Nelson Mandela,

4) Democratização do Brasil por Ulisses Guimaraes com a constituição de 1988,

5) Revolução dos cravos em Portugal,

6) Criação do SUS como um exemplo para o mundo,

7) Independência da Índia com Gandhi,

8) Globalização que deu a oportunidade à China se desenvolver,

9) Criação da USP e da Fapesp que fizeram São Paulo se transformar no que é hoje,

10) A formação do Canadá e

11) A revolução industrial na Inglaterra.

TRÊS REFLEXÕES FINAIS

1.    Na ciência se patenteia para garantir o aproveitamento das ideias e premiar a criatividade. As ideias políticas deveriam ser patenteadas ou será que não se conseguiria por falta de ineditismo?

2.    Seria por isto que a tendência dos políticos é acabarem com a universidade e a ciência? Talvez os políticos ruins não tenham ideias boas para patentear e preferem detratar a ciência e a universidade para que as comparações não sejam feitas e todos fiquemos ignorantes e rasos no pensamento. A ciência tem como lema a busca da verdade!

3.    Política é coisa boa e necessária quando exercida com serenidade e visando o bem comum. Temos muitas realizações políticas a nos orgulhar. Quando uma pessoa combate e fala mal da política, é porque está faltando cultura e história nesta forma de pensar. Serenos, tenhamos paciência e reflitamos para assumir a responsabilidade das decisões com as próximas gerações.

4.    E como seriam as suas listas? 

Autor: Drº Alberto Consolaro | Professor titular da USP e colunista de Ciências do JC.