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21 de julho de 2026

Vote com responsabilidade!

 

Nas propagandas das nefastas casas de apostas online – Bets, é obrigatório a inserção da frase “Jogue com responsabilidade”, o que não garante nada em relação as dívidas que serão feitas por milhares de jogadores viciados em Bets.

Cada político do país, de vereador a senador da república deveriam aparecer em público com a mensagem subliminar “Atue com responsabilidade”. Talvez como no caso das publicidades referentes às Bets, não adiantaria nada e não evitaria corrupção, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e outros crimes. Mas poderia servir de alerta aos eleitores.

Votar exige apenas pesquisa, seriedade e o compromisso com o melhor para a sociedade, o voto é pessoal, intransferível, porém, contém responsabilidades e pode afetar muitas pessoas. Não se pode votar em alguém porque odeia o outro candidato.

No primeiro turno das eleições estamos vendo o fenômeno da “Democracia dos Ausentes”, título de um dos meus livros. São quase 45% de eleitores que se ausentam das urnas no primeiro turno (Abstenções + Voto Nulo + Voto em Branco). Acontece que é no 1º turno que elegemos deputados federais, estaduais, senadores, onde as opções são muitas e bem variadas.

Se os eleitores não conseguem escolher entre centenas de opções, como fariam para votar no segundo turno que são apenas duas opções para eleger o presidente e o governador.

Dentre todas as opções existentes, se ausentar é a mais covarde possível, além de estar dando um cheque em branco para que os demais eleitores (55%) elejam quem eles desejam. Essa opção mostra aos partidos políticos que eles podem colocar quem eles bem entenderem que quarenta por cento dos eleitores não estão preocupados.

Depois, por quatro anos estes mesmos ausentes ficam reclamando dos governantes que eles ajudaram a eleger com sua ausência. A democracia precisa sempre de renovação, atualização e mecanismos que possam melhora-la a cada nova eleição. Não é seguramente com a ausência que teremos uma democracia forte e inabalável.

As eleições não são sobre os candidatos, mas sim sobre as nossas escolhas para nos representarem na esfera do Poder Executivo e Legislativo. Eleger vereadores, deputados estaduais e federais pelo histórico de vida, pela escolaridade, experiência profissional e política, além da ficha corrida, é obrigação de todos na hora das urnas.

É inconcebível eleger candidatos por causa de títulos (Major, Coronel, Pastor, Padre) ou qualquer que seja, nós precisamos de pessoas honestas, capacitadas e que tenham uma só missão caso sejam eleitas – representar-nos dignamente no parlamento. Basta de elegerem políticos que irão trabalhar pelos ricos, empresários, empresas e outros grande segmentos. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

O negacionismo de Trump começa a dar dor de barriga aos americanos!

  

Imagem: A Hora do Povo. 

O negacionista e antivacinas Robert F. Kennedy Jr. (RFK Jr.), ocupa o cargo de Secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (Secretary of Health and Human Services – HHS). Ele integra o gabinete do presidente Donald Trump.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) é responsável por supervisionar importantes órgãos federais, como:

·             CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças);

·             FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos);

·             NIH (Institutos Nacionais de Saúde);

·             CMS (Centros de Serviços de Medicare e Medicaid).

Robert F. Kennedy Jr. é advogado ambientalista e ganhou notoriedade por suas posições críticas a algumas políticas de vacinação, tema que gerou intenso debate antes e depois de sua confirmação para o cargo. Desde que assumiu o HHS, promoveu mudanças significativas nas políticas de saúde pública do governo americano.

Essa escolha e o perfil do escolhido começam a trazer dores de cabeça aos americanos. Mais de 3 mil casos de infecção pelo parasita Cyclospora foram registrados em estados norte-americanos; autoridades investigam origem da contaminação.

Um surto de diarreia aquosa causado pelo parasita Cyclospora atingiu os estados de Michigan e Ohio, nos Estados Unidos, somando mais de 3 mil casos confirmados até o momento. O surto tem chamado a atenção do mundo para uma questão de saúde pública, em meio ao maior evento esportivo do planeta, realizado em solo americano neste mês.

A propagação da doença ocorre em um momento de alta circulação de turistas no país, gerando alertas das autoridades sanitárias sobre o consumo de alimentos frescos.

A ciclosporíase é uma infecção intestinal provocada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis. A transmissão acontece por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, frequentemente frutas, vegetais e ervas frescas que não foram devidamente higienizados.

Os sintomas incluem diarreia persistente, perda de apetite, fadiga e dores abdominais. Pacientes que contraíram a doença relatam experiências debilitantes que podem durar semanas caso não haja o tratamento médico específico.

O que a grande mídia não divulga é o fato de que ao assumir o cargo equivalente a Ministro da Saúde nos EUA, RFK Jr promoveu um desmonte nas agencias de saúde, nas pesquisas científicas e deixou o país com sérios problemas de vacinação e atuação na prevenção de doenças em solo americano.

Críticos afirmaram que cortes anteriores em programas federais e estaduais de vigilância epidemiológica reduziram a capacidade de detectar rapidamente surtos alimentares. Também foi criticada a redução do escopo do programa FoodNet, que monitorava diversos patógenos transmitidos por alimentos, incluindo Cyclospora. Segundo especialistas, isso dificultou a coordenação entre os estados durante o surto.

E por fim, o Departamento de Saúde (HHS), sob comando de RFK Jr., respondeu que a vigilância da Cyclospora continuava ativa e que FDA, CDC e departamentos estaduais permaneciam investigando normalmente o surto, sem, no entanto, efetuarem o combate de forma eficiente.

O negacionismo mata, no Brasil setecentas mil pessoas morreram pelo negacionismo de Jair Bolsonaro, que relutou em adquirir vacinas em grande quantidade para o combate e prevenção a Covid. Agora os americanos sentem a dor de uma política equivocada, atrasada e sem sentido algum em pleno Século XXI. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

17 de julho de 2026

Você sabe o que são terras raras?

  

As terras raras são usadas na fabricação de diversos materiais tecnológicos Crédito Agência Brasil.

Lembra da tabela periódica, que estudamos na escola? Nela estão agrupados os elementos químicos existentes no universo. Cada elemento é um tipo de átomo e o que basicamente define um átomo é o número de prótons em seu núcleo. O menor possível só tem um próton, o hidrogênio. E o maior (até hoje) é o que possui 118 prótons, o oganessônio.

Desses 118 elementos, 92 são encontrados naturalmente no ambiente. Alguns deles são bem abundantes e conhecidos, como o ferro e o oxigênio. Outros são encontrados em menor quantidade.

As chamadas terras raras são um conjunto de 17 elementos da família dos lantanídeos, números 57 a 71 da tabela, além do escândio (21) e o ítrio (39). Esses elementos, apesar do nome, não são tão escassos assim. Estão relativamente espalhados pela crosta terrestre, mas raramente aparecem em concentrações que tornam sua extração simples e econômica. Por isso, recebem o nome “raros”.

Por exemplo: a cada 1000 kg de minério de ferro extraído, obtemos em média cerca de 600 kg de ferro. Já das terras raras, entre 2 e 30 kg.

As terras raras ganharam importância nos últimos anos por serem usadas na fabricação de diversos materiais tecnológicos, como super ímãs, baterias e microchips que compõem celulares, computadores, carros elétricos e até mísseis de guerra.

Estima-se que a China detenha a maior reserva de terras raras do mundo, e o Brasil, a segunda. Contudo, os chineses são os maiores exploradores desses minerais. Respondem hoje por cerca de 70% da extração e 90% do refino. O Brasil, apesar de sua grande reserva, responde por menos de 1% da produção global. 

É fundamental que o Brasil entenda o papel estratégico desses metais e discuta como se dará a exploração das terras raras. Precisamos desenvolver tecnologia que nos torne referência na produção desses minerais, assim como a China fez. Sempre com respeito à soberania nacional, diálogo com comunidades atingidas e conservação da natureza.

Um abraço e até a próxima! 

Autor: Renan Santos, professor de biologia da rede estadual de ensino Minas Gerais. Publicado no Site Brasil de Fato.