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7 de abril de 2020

O que há por trás da insistência em divulgar um medicamento?

“Não são as ervas más que afogam a boa semente,
e sim a negligência do lavrador.” Confúcio
          A insistência de Jair Bolsonaro em divulgar o medicamento Hidrocloroquina é muito estranha, até porque o mesmo ainda não foi liberado nem usado em nenhum país do mundo. Bolsonaro usa o grupo Prevent Senior e até o Hospital Albert Einstein como exemplos, embora existam ainda protocolos a serem cumpridos. No dia 26 de março, Jair Bolsonaro levou uma caixa do medicamento Reuquinol para a reunião virtual com os líderes do G20 sobre a pandemia do novo coronavírus.
O medicamento é fabricado pelo laboratório Apsen e tem cloroquina na sua composição, substância que o presidente tem divulgado como promessa de cura para a Covid-19. Segundo o site Metrópoles, o dono da Apsen é Renato Spallicci, um militante bolsonarista que fez campanha para o presidente.
A Apsen prometeu fornecer sem custo parte da produção ao Ministério da Saúde. Segundo Bolsonaro, a doação seria de 10 milhões de comprimidos.
A Apsen, que registrou lucro de R$ 696 milhões em 2018, produz o Reuquinol, que Bolsonaro mostrou até para os líderes do G-20 por teleconferência. Presidente da empresa, Renato Spallicci faz apaixonada defesa do mandatário do país, Jair Bolsonaro, e críticas ao PT em suas redes sociais abertas (até a publicação desta reportagem), como Instagram e Facebook.
Quem deveria ou não defender o uso de medicamentos/tratamentos seria o pessoal ligado a saúde, não o presidente da república, que de medicina entende tanto quanto qualquer brasileiro leigo. Seria o caso de se perguntar o quê e porquê tanto afinco em defender um medicamento/laboratório em meio a uma pandemia?
Neste dia 06 de abril, o Ministro da Saúde, Mandetta foi levado a uma sala para assinar um decreto a respeito do uso da substância, mas se negou a endossá-lo, como ele próprio disse em entrevista à noite.
Segundo relatos à Folha, o documento prevê que profissionais de saúde poderão usar o medicamento em si próprios caso julguem necessário. O decreto foi elaborado por médicos que defendem o tratamento com a substância. Entre eles, está Luciano Azevedo, que ajudou a intermediar junto a bolsonaristas um encontro da imunologista Nise Yamaguchi, também defensora da hidroxicloroquina, com Bolsonaro nesta segunda.
O dono do Laboratório Apsen e sua empresa são doadores da campanha do presidente em 2018? Qual foi o faturamento em cima das vendas deste remédio após as aparições de Bolsonaro com a caixinha do mesmo às mãos? 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública. 

5 de abril de 2020

Tempos sombrios, tempo perdido!

“A ociosidade caminha com lentidão,
por isso todos os vícios a atingem.”
Santo Agostinho

A pandemia que tomou de assalto o planeta a partir da localidade de Wuhan, durante algum tempo, em determinados círculos, foi chamada de “pneumonia de Wuhan”, a partir da cidade na China central onde as primeiras infecções em seres humanos foram detectadas. É claro que o vírus não é chinês, mesmo que possamos rastrear sua origem a uma caverna na China; o mesmo vale para a doença causada por ele – o Covid-19.

O vírus levado pelo ar e pelo mar através de passageiros em aviões e navios com vários destinos na Europa, América Central, do Norte e do Sul atingiu em cheio o coração do mundo.

Neste período entre a detecção do vírus e sua contaminação no planeta, muitos lideres mundiais desprezaram a possibilidade de uma pandemia, mesmo alertados pela Organização Mundial da Saúde – PMS, muitos demoraram meses para tomar as providências necessárias.

Com isso, chegamos nos primeiros dias de abril com números espantosos e muito preocupantes:

Brasil > 13.717 infectados e 667 mortos

Mundo > 1.218.119 infectados e 64.235 mortos.

A chave para frear um surto é reduzir o ritmo de crescimento dos casos. Isso é o que tem conseguido a China, onde as infecções deixaram de aumentar de forma exponencial em meados de fevereiro, quando a quarentena e as medidas de distanciamento fizeram efeito.
Nos países europeus, por sua vez, o vírus ainda está em expansão. Na Itália, os casos diários eram cerca de 70 no início do surto, passaram para 500 na segunda semana e atingiram os 1.700 na terceira. França, Espanha e Alemanha crescem num ritmo parecido com o italiano, mas parecem ir alguns dias atrás.
O Brasil é o país latino-americano que registra mais infecções por coronavírus. Mas o ritmo em que os casos crescem é, no momento, semelhante em vários países.
Entretanto, o vírus além de afetar a saúde mundial, trará consigo, por conta da necessidade do isolamento social, o caos financeiro durante e após a passagem da pandemia. Será neste momento que deverá se destacar os países estruturados, com economia pujante e níveis educacionais elevados. Os países emergentes ou em desenvolvimento como sempre, vão padecer e terão que caminhar pisando em brasas até alcançarem ao menos o mesmo nível econômico em que estavam antes da crise do Covid-19. 

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.

4 de abril de 2020

Nem jejum interrompe o efeito do Coronavírus!

Depois que passar a pandemia, o mundo não será mais o mesmo e os humanos terão que se acostumar com a nova realidade. Muitos dos empregos tradicionais serão enterrados. Haverá nova ordem no trabalho em todo o mundo. Lojas como o Magazine Luiza começarão a fechar as portas nas ruas e passarão a atender os clientes só em sites na internet.
Em cidades como Uberlândia haverá um depósito com algumas empresas terceirizadas para entregar os produtos vendidos pela rede de computadores. Os bancos começarão a desativar as agências de rua e substituí-las por máquinas inteligentes nas quais cada cliente poderá fazer operações de depósitos, saques, pagamentos ou empréstimos.
Os funcionários dos bancos serão reduzidos em mais de 90%. As primeiras fábricas robotizadas serão introduzidas no Brasil e as velhas, analógicas, serão substituídas por equipamentos 4.0 ou 5.0 automatizados. A revolução do Coronavírus deixará um esquema revolucionário que as pessoas levarão, pelo menos, 10 anos para entender o que aconteceu.
O mundo já atravessou por várias turbulências, mas nenhuma tão surpreendente como esta do coronavírus. Esta é uma guerra bacteriológica virulenta, recheada de combates psicológicos de proporções impressionantes e pouco compreendidos pela massa humana. Tudo o que houve nas últimas horas já provocou grandes mudanças nas últimas semanas e muita gente ainda nada percebeu.
A evolução da espécie humana é lenta, mas progressiva.
No Brasil e em outros países do mundo ainda há convocações para a realização de jejum coletivo para pedir interferência de Deus para evitar mortes não esperadas. Deus, no céu ou onde estiver, ouve os apelos dos humanos e permanece calado porque sabe que as mudanças radicais são inevitáveis. Calado, Deus garante a lei natural que prescreve desde o começo do mundo: tudo se transforma.
Ou todo cambia, como cantou Mercedez Soza. O mundo está cambiando e muita gente ainda não percebeu.
Está em marcha um mundo novo em violenta e rápida transformação. O vírus verdadeiro está nas fábricas, no modelo de comércio, na produção e distribuição de bens econômicos, no processo político e no estilo de governo. Quem não acompanhar as mudanças será impiedosamente atropelado ou morto na pandemia. Deus sabia de tudo há milênios. Alguns viventes humanos também previram há muito tempo a onda virulenta. Hoje tem muita gente rindo em silêncio. Depois que o vírus se for, o mundo não será mais o mesmo. Podem acreditar.

Autor: Ivan Santos – Jornalista – Responsável pelo Blog Uberlândia Hoje! – www.uberlandiahoje.com.br - Autor do livro Texto, Contexto e Entrelinhas.

3 de abril de 2020

Compartimentos!

O conhecimento sempre foi único e fazemos divisões por matérias, disciplinas, níveis e grupos como forma de nos organizarmos, crendo que assim facilita a percepção e aquisição de tantos dados e informações. O conceito de universidade pressupõe a universalidade do saber, mas é pouco provável que um notável epidemiologista será também um sábio filósofo.
Por mais erudição que seja apregoada nos meios acadêmicos, o conceito universal se traduz em propiciar às várias facetas do saber seu convívio no mesmo espaço, esperando que tais esferas se interpolem de alguma maneira. Trabalhar em grupo, de forma conjunta, cada vez mais inter- e multidisciplinar é a característica da pesquisa científica moderna.
Resultados publicados contendo mais de uma centena de autores já não são incomuns. Mas, furar tais compartimentos é saudável e por isso faço minhas fortuitas inserções na literatura. #IniCiencias
Nos grupos de WhatsApp literários leio apenas as postagens referentes a essa atividade. Lamento, colegas, se ignoro ali suas opiniões políticas, os vídeos engraçados de animais e crianças e a proliferação de falsas notícias sobre tudo&todos. Mas postem uma crônica de sua autoria, alguns versos e sua produção artística que lá estarei lendo e admirando.
Até fiz alguma intervenção para denunciar as mentiras postadas, mas foi em vão, porque "a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer", como poetizou Mario Quintana e adaptei para um artigo no início do ano para o Correio Popular de Campinas. Assuntos políticos levo para outros espaços e fóruns de discussão, nos quais possam ser verdadeiramente avaliados com contra-pontos, opiniões balizadas em um nível de embate inteligente inexistente naqueles referidos grupos. Meu celular não é dos mais modernos e também não tenho o hábito de tudo lançar para as nuvens guardarem. Assim, reservo algum tempo para apagar indistintamente esse enorme conjunto de postagens. E, infelizmente, resta muito pouco de arte literária.
O confinamento em compartimentos residenciais é experiência inédita para os que não haviam sido impedidos do livre ir e vir. Melhoramos nossa comunicação virtual e descobrimos outras formas de usar melhor o tempo, já discutimos isso. Mas me deparo com uma crise de abstinência inusitada: as bancas de Campinas não estão mais recebendo revistas mensais e semanais. Como passarei esse período sem a fundamental leitura de piauí, CULT, CartaCapital e Pesquisa Fapesp? Sim, esta última é a única que recebo em casa por ser pesquisador paulista com direito à assinatura. As outras terei de fazer assinatura e incluir a versão digital, pois é previsto que os entregadores também tenham de fazer o devido isolamento social. #ficaemcasa

Autor: Adilson Roberto Gonçalves é pesquisador da Unesp - Rio Claro.

2 de abril de 2020

Pós-choque!

O mundo que emergirá do choque que estamos sofrendo será um mundo purgado pelo horror, e melhor, ou condenado pelo amoralismo para sempre.
Naomi Klein publicou um livro intitulado A Doutrina do Choque, ou A Ascensão do Capitalismo do Desastre, em que defende a tese de que o capitalismo se nutre de desastres, e de choque em choque vai ampliando seu poder. O livro é recente, mas saiu antes do ataque do coronavírus, um desastre que ninguém previa e ninguém sabe como vai terminar. E no meio do qual nenhuma tese, nem a reducionista da Naomi, sobrevive. 
Oportunistas já se aproveitam da confusão da pandemia para lucrar e confirmar a pior expectativa do que o capitalismo amoral é capaz, segundo a Naomi. Está em curso a maior intervenção do Estado na vida das nações e das pessoas desde a Segunda Guerra Mundial, mas a velha briga entre dirigismo econômico e mercado persiste, enquanto contam os mortos. O mundo que emergirá do choque que estamos sofrendo será um mundo purgado pelo horror, e melhor, ou condenado pelo amoralismo para sempre. 
Se estamos a caminho de uma escolha definidora do que seremos pós-tragédia viral, talvez não seja ingenuidade demais discordar da Naomi e esperar que no fim de tudo isso surja um mundo menos desigual e mais, na falta de outra palavra, decente. Para participar da velha briga, que continuará quando o coronavírus for apenas uma má memória, entre estatismo e livre mercado, traga-se de volta o John Maynard Keynes. Se for difícil transportá-lo fisicamente – afinal, o homem está morto desde 1948 – recuperem suas ideias, e as escolhas que ele pregou para combater o capitalismo sem-vergonha.
Keynes foi o cara que defendia um Estado forte a serviço do bem geral e a intervenção do Estado na economia para humanizá-la. A austeridade “made in” Chicago que hoje norteia a maioria das economias mundiais não teria prevalecido se o keynesianismo tivesse se imposto ao liberalismo, quando ainda dava.
Mas, enfim, que mundo nos espera quando passar o horror? Acho que será melhor do que este. Disse ele, ingenuamente. 

Autor: Luis Fernando Verissimo – Publicado no Jornal O Estado de SP.

1 de abril de 2020

Advertência de Jeca Tatu ao presidente da República!

No país do amarelão, da febre do rato e outras doenças primitivas, o mito caipira combate o ´liberou geral´ do Palácio do Planalto.

Presidente Jair Bolsonaro ao sair o Palácio do Alvorada, na sexta-feira, 28/03/20. Joédson Alves - El País

A essa altura da carreata da ignorância, só resta ao Jeca Tatu emancipado ―representante da gente na sala de televisão da quarentena― chamar na chincha o bocó lá de Brasília. Direto da Refazenda gilbertiana, cabe ao nosso Jeca Total mostrar que até o amarelão (ancilostomose) ainda faz estrago no Vale do Ribeira e em outras freguesias desprotegidas. Só o Jeca Tatu, o guru do Almanaque Biotônico Fontoura, para contar ao espertalhão do Planalto que o brasileiro, ao contrário do que ele folcloriza, não resiste meia hora ao esgoto e à falta de saneamento.
A febre do rato (leptospirose) segue castigando nos mocambos e palafitas, adverte o Jeca, sorumbático e macambúzio, saindo de pés-descalços do “Urupês” (livro de 1918) de Monteiro Lobato. Quem tem que ser estudado, o capiau segue na prosa, é Vossa Excelência, com todo respeito deste caipira. O brasileiro pega de tudo, não me venha com seus arroubos de vilão Vaca-Brava, pois até a lepra (hanseníase), daquela mais primitiva, campeia solta no mato e nos arrabaldes.
A criatura corre do mosquito e não escapa do caramujo, foge da dengue e vem a zika, na mesma terra onde ainda persistem sarampo, caxumba e rubéola. O sujeito acha que é apenas mais uma ressaca existencialista e lá vem o diagnóstico: chikungunya na caveira. Na roça, para a tristeza do Jeca, resistem a doença de Chagas, a peste bubônica, a curuba... Agora dá licença que vou tomar meu elixir de salsa, caroba e cabacinha, ave!, tesconjuro.
Jeca Total deve ser Jeca Tatu, presente, passado, memória das enfermidades brasileiras, com sua garrafa de pinga para enxotar o saturno dos trópicos, xô melancolia, arreda tristeza, vade retro perdigotos do Belzebu, do Cramulhão, do Pé-de-Pato, do Coxo, do Temba, do Coisa Ruim, do Mafarro, do Tristonho, do Não-Sei-Que-Diga, do Que-Nunca-Se-Ri, do Pai-da-Mentira, do Capeta, do Tendeiro, do Mafarro, do Capiroto, do Diacho, do Gabinete-do-Ódio, do Rei-Diabo, do Demonião, do Satanazim, do Língua-Solta e da vasta assembleia lucrativa sem fim.
Jeca Tatu, que saiba Vossa Excelência, pode ser da roça, mas não é besta, em matéria de coronavírus rumina o seu capinzim metafísico guardado na sua choupana, pita o seu cigarrinho de palha ouvindo Cascatinha & Inhana, mais precisamente a faixa “Índia”, sou Jeca mas não sou imbecil de marcar touca, de que vale o milharal depois de bater as botas?
Preguiçoso uma disgrama, repara se fui eu e minha família que passamos uma vida toda de flozô no parlamento, com direito a esquema de “rachadinha” e quetais, mordendo um naco do contracheque dos barnabés das cercanias. Desculpa aí, presidente, não queria desafinar a viola, mas seu exército de tabaréus não toca outra moda, a não ser xingar a gente de indolente e vagaba. Nem o amigo Mazzaropi escapou dessa, foi barrado na cancela, virou comunista simplesmente por ter filmado “O Corintiano”, vê se pode! Imagina se os papa-capins tivessem visto A banda das Velhas Virgens, que fita de cinema.
No Brasil das amarelidões, Jeca Tatu pode ser a cor tingida na crônica de Renato Carneiro Campos que serviu de guia ao filme Amarelo manga, do diretor Claudio Assis: “Amarelo é a cor das mesas, dos bancos, dos tambores, dos cabos, das peixeiras, da enxada e da estrovenga. Do carro de boi, das cangas, dos chapéus envelhecidos. Da charque! Amarelo das doenças, das remelas, dos olhos dos meninos, das feridas purulentas, dos escarros, das verminoses, das hepatites, das diarreias, dos dentes apodrecidos... Tempo interior amarelo. Velho, desbotado, doente.”

Autor: Xico Sá, escritor e jornalista, é autor de “Big Jato” (editora Companhia das Letras), entre outros livros. Comentarista do programa “Redação Sportv”.

Proposta para Renda Básica Emergencial tem apoio de 130 entidades e 450 mil cidadãos!

As famílias brasileiras precisam de apoio para enfrentar o coronavírus. 
As 77 milhões de pessoas mais pobres do Brasil seriam beneficiadas pelo período de 6 meses – Foto Albert González Farran - UN
A Rede Brasileira de Renda Básica, o Nossas, a Coalizão Negra por Direitos, o Instituto Ethos, o INESC e um grupo com grande diversidade que inclui 130 organizações da sociedade civil propõem a criação imediata de uma Renda Básica Emergencial para ajudar os mais pobres a enfrentar a depressão econômica que virá com as restrições impostas pela pandemia.
Há um projeto de lei em tramitação e ele foi aprovado no Senado. Esta versão apresenta: R$ 600 mensais por pessoa adulta, limitado a duas pessoas por família; R$ 1.200 mensais para mães solo e duração de três meses. Agora, está nas mãos do presidente, Jair Bolsonaro, sancionar essa lei.
A proposta original, que já recebeu o apoio de 450 mil cidadãos desde seu lançamento no último dia 20 de março, sugere destinar R$300 mensais para cada membro das famílias mais pobres do país, incluindo crianças e idosos, por um período de 6 meses, por um período de 6 meses. As famílias mais pobres possuem, em média, 4 pessoas, o que daria direito a um benefício mensal de R$ 1.200,00, garantindo acesso ao básico em tempos de crise.
Foto –  mohamed Hassan por Pixabay
As 77 milhões de pessoas mais pobres do Brasil, ou seja, aquelas que têm renda familiar inferior a 3 salários mínimos, seriam beneficiadas pelo período de 6 meses. Sabemos quem são e é simples chegar até elas, pois já estão no Cadastro Único, o que permite a rápida adoção da medida, alcançando quem mais precisa. São pessoas pobres, negros e negras, mulheres chefes de família, moradores de favelas e periferias, trabalhadoras e trabalhadores autônomos e precarizados, populações tradicionais e quilombolas, pessoas com deficiência, idosos e outros cidadãos e cidadãs especialmente vulneráveis à epidemia e aos seus efeitos na saúde e na economia. Outros milhões de desempregados e trabalhadores informais, já cadastrados pelo Número de Identificação Social (NIS), também podem ser beneficiados.
Essa iniciativa significaria um investimento de cerca de R$ 20,5 bilhões por mês – apenas 0,28% do PIB, totalizando 1,68% pelos 6 meses propostos. Um valor baixo perto das riquezas que o Brasil gera, mas que pode fazer toda a diferença para a população nesse momento de crise. O pedido é para que o Congresso aprove a medida com urgência.
O governo já anunciou a intenção de fazer algo semelhante a isso, mas limitando-se a um número restrito de profissionais autônomos – cerca de 38 milhões de pessoas adultas, que receberiam R$200,00 para sustentar toda a família e por apenas 3 meses. Na proposta apresentada pelo governo, para identificar quem se qualifica seria necessário desenvolver do zero um novo sistema de triagem online, ou obrigar esses trabalhadores a enfrentar longas filas de cadastro, que é o oposto do que deveríamos fazer durante uma pandemia.
A campanha “Renda Básica que Queremos” iniciou desde sexta-feira (20/03) o apoio a esta proposta por meio do site www.rendabasica.org.br. Já são mais de 300 mil assinaturas. Além disso, as organizações envolvidas também atuarão junto aos líderes do Congresso Nacional para que deem os passos necessários para concretizar essa medida.
O WWF-Brasil é uma das organizações que apoiam a iniciativa.
Foto – Pixabay

Autor: Escrito por Neo Mondo

Governados por um ser inepto!

“Pessoas que são boas em arranjar desculpas
raramente são boas em qualquer outra coisa.”
Benjamin Franklin

Raras vezes desde a instauração da República tivemos um presidente tão ruim, sem amor ao próximo, sem capacidade administrativa, sem noção mínima de gestão pública, com ódio em tempo integral de tudo e de todos que o critiquem ou o questionem.
E olha que o nosso país é pródigo em inventar políticos incapazes, corruptos ou descartáveis após o término dos seus mandatos. Nossa classe política nunca foi exemplo, porém, o que vivenciamos no momento é algo surreal.
Um homem que não teve em seus primeiros 452 dias de gestão nenhum gesto de boa vontade para com seu povo, nenhuma palavra de conforto para as vítimas de Mariana, Brumadinho ou da Pandemia do Covid-19.
Um homem frio, calculista, tosco, biltre e alheio as coisas do mundo que o cerca. Sua visão turva, agravada por sua miopia política só enxerga os segmentos de direita, desprezando os demais em qualquer canto do mundo civilizado.
Certo que, lhe falta cultura, conhecimento, estudo e apreço pelo próximo, pelo trabalhador brasileiro que vive á mingua enquanto o presidente legisla para o patrão, para os grandes grupos latifundiários, para os sucateadores da Amazônia.
Ao se deparar com a Pandemia do Covid-19 balbuciou infantilidades, aberrações aos olhos da ciência com uma desinteligência única. Não demonstrou solidariedade em momento algum as vítimas e aos seus familiares.
Propôs contra toadas as evidências científicas e médicas o fim do isolamento social, inventando um isolamento vertical, onde poderiam sair as ruas aqueles que não fossem do grupo de risco da doença. Nenhum país adotou essa medida estapafúrdia, que proporcionaria que os que saíssem às ruas pudessem se contagiar e levar para os idosos e demais pessoas do grupo de risco a doença.    
Pensa que ainda está em campanha eleitoral. Com certeza está respirando 2022, por que não quer largar o poder, precisa dele para ajudar sua família, seus filhos ineptos e odiosos e seus amigos milicianos, afinal, um dia os esqueletos sempre pulam dos armários, demore o tempo que quiserem, um dia eles aparecessem para trazer a verdade a sociedade.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.

Pessoas desprovidas de inteligência e bom senso!

Nesse momento de pandemia mundial, no Brasil além de estarmos sem timoneiro, navegando aos cuidados de governadores ou prefeitos, somos obrigados a conviver com pessoas Xiitas, ogros que não querem a união, não respeitam opiniões divergentes. Ficam produzindo e postando vídeos contra todos aqueles que entram em confronto com o Presidente. Atacam a mídia com se esta fosse a culpada pela pandemia ou pela esquizofrenia do Jair.
A Rede Globo, principal alvo da turba, cuja programação é discutível do ponto de vista televisivo e jornalístico, está fazendo seu papel de informar. Se você acha que as informações são excessivas - simples, mude de canal. Tem a BandNews, CNN, etc. Agora ficar produzindo vídeos mentirosos e espalhando desinformações é a única coisa que da qual não devemos fazer nem compactuar.
Não estamos mais, desde novembro/2018 em eleições, existe alguém no poder, e gostem ou não, ele tem de ser cobrado, ganha para isso, foi eleito para governar, não para ficar batendo de frente com jornalistas, mídia, presidentes de outros países, governadores, etc.
Nós, em nossa quarentena podemos colaborar com a verdade, não repassando Fake News, não compactuando com vídeos que não espelham a verdade. Nos EUA emissoras de televisão fazem acompanhamento similar ao da Globo, nem por isso, são vítimas de tantas bobagens como vemos aqui nas nossas redes sociais e no WhatsApp.
Nosso problema não é a mídia, mas sim a falta de um presidente com capacidade, discernimento e bom senso.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.

24 de março de 2020

Destino incerto do lixo!

"Os políticos são um grupo de homens
que vêm os próprios interesses e não
trilham a senda das pessoas honradas"
Abraham Lincoln

Ao tomar posse em seu primeiro mandato o prefeito Rodrigo Agostinho, ex-vereador e ativista ambiental, afirmou que iria aproximar a prefeitura do povo, valorizar os servidores e encontrar soluções para os problemas da cidade. Não fez nada disso, infelizmente durante dois mandatos
Naquela ocasião (janeiro/2009), a cidade de Bauru estava começando a discutir a questão de seu aterro sanitário, visto que no ano seguinte o mesmo completaria 16 anos de uso. Estava claro, que estudos deveriam ser realizados e um extenso planejamento deveria começar a ser feito para que alternativas pudessem ser avaliadas e aprovadas pela Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo.
Além da destinação do lixo urbano, o Plano Municipal de Saneamento também trata dos eixos água, esgoto, drenagem. Segundo a legislação, o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, no entanto, deveria estar pronto desde agosto de 2012.
Com isso percebemos que efetivamente nada foi realizado pelo prefeito em duas gestões consecutivas e nem pelo atual prefeito Clodoaldo Gazzeta no poder desde janeiro/2017. São onze anos de gestões explorando desculpas, tergiversando sobre um assunto da maior e mais relevante importância.
O município chegou a acumular multas milionárias no passado recente aplicadas pela Cetesb, sem que, tivesse adotado uma solução inteligente e definitiva, apresentada para resolver a situação que é gravíssima para nossa cidade.
A Lei 12.305 diz que são obrigações dos governos municipais elaborar Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, encerrar os lixões – remediar o passivo ambiental, implantar coleta seletiva, fazer compostagem, destinar somente os rejeitos para os aterros sanitários. A omissão dos municípios os sujeita às sanções previstas especialmente na Lei de Crimes Ambientais – 9.605/98. As penalidades variam desde detenção, multa que pode ir de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, até perda do mandato.
As discussões na Câmara em relação a este importante assunto cessaram há muito tempo. Podemos então, questionar a demora daquela Casa de Leis do Povo, que tem entre suas obrigações fiscalizar o Poder Executivo Municipal, por que não houve uma cobrança mais forte e inflexível nos últimos onze anos em que este problema se arrasta em Bauru?
A coleta seletiva é feita pela Emdurb de forma mal planejada, sem condições de expandir o atual volume de lixo reciclável que poderia diminuir o volume jogado no aterro e ao mesmo tempo envolver mais pessoas na tarefa de reciclagem para o município de Bauru.
Atualmente o lixo orgânico da nossa cidade está sendo despejado em Piratininga num local privado. Isto não é a solução que o munícipe deseja e merece. Existem alternativas viáveis que podem inclusive, gerar receitas aos cofres públicos. A Emdurb tem um gasto mensal de aproximadamente um milhão e duzentos mil reais ao mês. O que projeta um gasto de quatorze milhões ao ano com coletas de lixo.  
Neste grande imbróglio percebemos que o Poder Executivo Municipal como sempre, empurra as decisões para o futuro, quanto mais distante melhor, principalmente se na ocasião seu mandato estiver terminado.
A sociedade bauruense deveria acompanhar de perto o desenrolar deste assunto com extremo interesse, diante de todo processo e da sua importância para nossa cidade e o futuro dos nossos filhos e netos.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.