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24 de março de 2026

Não será apenas uma eleição, em jogo vão estar a democracia e direitos conquistados!

 

Em outubro teremos novas eleições gerais no país, podendo renovar as casas legislativas dos estados e o congresso nacional, além de elegermos o presidente para o período de 2027 a 2030. Porém, não será apenas esse escopo que estará em jogo na eleição, muito mais do que isso, nosso futuro e da democracia no Brasil vão estar dependendo do seu voto.

Por enquanto o candidato da extrema direita, filho do presidiário, ainda não colocou em dúvidas o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas como seu pai o fez durante seu mandato inteiro. Por enquanto, segue apenas criticando o atual presidente, sem, no entanto, dizer qual seria seu projeto de governo.

Esse é o primeiro grande problema, ao esconder suas verdadeiras intenções e alianças internas e externas, o candidato deixa em aberto uma série de problemas que podem surgir após a eleição, caso seja o vencedor. Collor quando venceu em 1989, escondeu de todos que iria confiscar o dinheiro das contas bancárias e da poupança, bloqueando o dinheiro de todos acima do limite de 50 mil cruzados novos à época.

A candidatura do filho do presidiário contém vingança, afronta ao judiciário (em especial ao STF), indulto ao pai e ao irmão que está foragido nos EUA. O provável endurecimento das leis trabalhistas e da previdência, cujas reformas recentes feitas por Michel Temer e Bolsonaro foram pífias e não tiveram resultados satisfatórios para os trabalhadores e a sociedade.

Por endurecimento entendam que é possível que o candidato venha a adotar a mesma linha de conduta de seu amigo Milei na Argentina, com aumento da carga horária de oito para doze horas diárias, limite da aposentadoria em 70 anos de idade, fim do direito à greve, corte de benefícios sociais (Bolsa Família, Vale Gás, Farmácia Popular, etc.)

Afinal de contas, a candidatura do extremista de direita tem o apoio de setores do empresariado, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP, Mercado Financeiro, dos ricos, além de um punhado de pequenos partidos ostras – aqueles que morrem abraçados ao casco do navio, mas não largam o poder.

Claro que, se a discussão fosse restrita a comparação de números, gestões ou propostas de governo, estaríamos tranquilos, porque o atual governo acertou, errou, porém, o fez com seriedade seu trabalho frente ao rescaldo de um país completamente desequilibrado depois de seis anos das gestões Temer e Bolsonaro. Conseguiu reequilibrar a economia, as relações exteriores, a saúde, porém, o ranço deixado pelo sucessor ainda está vivo nas ruas e nas mentes atrofiadas de eleitores que acreditam em fake news, que espalham mentiras como se fossem verdades.

Impossível ficarmos tranquilos com o resultado que poderá advir na abertura das urnas em outubro deste ano. Como confiar num eleitorado que pede intervenção militar, que deseja invasão dos EUA ao Brasil, que comemora guerras e detesta a verdade dos fatos, ignorando dados da economia e do nosso cotidiano?

Flávio Bolsonaro esconde suas verdadeiras intenções maléficas, não possui proposta alguma diante da sua campanha, quando questionado resume seu “projeto de governo” dizendo: _Vou dar continuidade ao governo do meu pai”. O mesmo que está preso por tentar junto com militares e seguidores dar um golpe na nossa democracia.

Em qualquer país sério um filho de um presidiário golpista que planejava a morte do presidente e vice eleitos, além do Ministro do Supremo não seria candidato e teria por parte do povo sua aversão completa. Mas, aqui é Brasil, terra de adoradores de pneus e de mitos fajutos que sobrevivem à custa de golpes, crimes e mentiras.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

23 de março de 2026

Escândalos no Brasil tem tratamento seletivo!

 

Assim como no caso envolvendo o Banestado (que foi um dos maiores esquemas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro da história do Brasil), ocorrido principalmente nos anos 1990 e início dos 2000. E que se tratava de um esquema que permitia que bilhões de dólares fossem enviados ilegalmente para o exterior, sem declaração ao Banco Central nem pagamento de impostos. O nome vem do Banco do Estado do Paraná (Banestado), que foi usado como canal principal dessas operações.

Hoje temos o caso Banco Master, conhecido como BolsoMaster, devido ao envolvimento de diversos políticos e segmentos da direita bolsonarista. O escândalo que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e de gestão relacionadas ao Banco Master, uma instituição financeira brasileira que ganhou notoriedade nos últimos anos.

De forma geral, o caso gira em torno de:

·        Operações financeiras de alto risco: o banco cresceu rapidamente oferecendo produtos com rendimentos elevados (como CDBs com taxas acima da média), o que levantou dúvidas sobre a sustentabilidade dessas operações.

·        Estratégias agressivas de captação: forte atuação para atrair investidores pessoa física, muitas vezes via plataformas digitais.

·        Exposição a ativos problemáticos: suspeitas de concentração em créditos de maior risco ou de difícil recuperação.

Em ambos os casos de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra as finanças do país, tanto a mídia como a Justiça deram um tratamento seletivo. Ou seja, enquanto tinham esperança de que a esquerda estivesse envolvida estavam animados e festivos nas redações e no STF. Bastou os verdadeiros nomes dos envolvidos virem à tona e um silencio constrangedor tomou conta de tudo e de todos.

Nem o Congresso, nem a investigação do Ministro André Mendonça do STF, muito menos os power points da GloboNews vão denunciar e levar a julgamento e condenação os verdadeiros criminosos. Escândalos no Brasil somente prosperam se os envolvidos forem de partidos de esquerda. No mais, muita enrolação, suposições e incriminações falsas para desviar o foco e a atenção dos verdadeiros criminosos.

Em ambos os casos (Banestado e Master) temos juízes incompetentes a frente dos processos (Banestado era Sergio Moro e o Master André Mendonça). Também temos políticos de direita envolvidos até o pescoço na lavagem de dinheiro, corrupção e uso de jatinhos dos donos do Banco. Para completar, temos a suspeita da conivência e participação de próceres da emissora nave mãe da comunicação do país em ambos os casos.

 Em comum nos dois escândalos, não há participação de nenhum político de esquerda. Assim como no caso do INSS, a bandidagem é toda da direita. Iniciaram a roubalheira, usufruíram durante quatro anos da gestão Bolsonaro e foram pegos a partir das investigações da PF a mando do atual governo. O resto é narrativa falsa de criminosos ou de políticos inescrupulosos nas redes sociais. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

19 de março de 2026

Milei levando a Argentina para o caos!

Imagem: Carta Capital.

Enquanto aqui no Brasil bolsonaristas espalham mentiras sobre a economia na Argentina, tentando iludir e desinformar as pessoas sobre o que realmente acontece naquele país governado por um louco extremista de direita, a situação da indústria argentina vive uma das maiores retrações das últimas décadas. Em apenas dois anos sua produção industrial acumulou queda de 7,9%, colocando o país como o segundo pior desempenho industrial entre 56 economias analisadas pela United Cátions Industrial Development Organization. No mesmo período, 2.436 empresas manufatureiras encerraram atividades e 72.955 trabalhadores industriais perderam seus empregos, uma redução de cerca de 6% da força de trabalho do setor.

Os números não mentem e demonstram uma tendência clara de desindustrialização acelerada. A capacidade instalada das fábricas caiu para 57,9% em 2025, o menor nível da última década fora do período da pandemia. Setores tradicionais como metalmecânica, têxtil, couro e calçados registraram alguns de seus piores resultados históricos. Ao mesmo tempo, a queda nas importações de máquinas e bens de capital indica que novos investimentos produtivos também estão recuando, o que dificulta qualquer recuperação no curto prazo.

O contraste regional é evidente. Enquanto a indústria argentina acumulou forte retração, Brasil cresceu cerca de 3,5% e Chile 5,2% no mesmo período. Ou seja, não se trata de uma tendência global inevitável, mas de um processo específico que atinge a estrutura produtiva do país.

Esse processo está profundamente ligado às políticas neoliberais. A abertura comercial acelerada, as privatizações e os cortes no investimento público reduzem a capacidade do Estado de apoiar o desenvolvimento industrial. Sem crédito, planejamento ou proteção diante da concorrência internacional, empresas nacionais passam a fechar ou perder espaço para produtos importados.

Esse modelo também reforça uma lógica histórica do Imperialismo. Países periféricos acabam sendo empurrados para uma posição subordinada na economia global, concentrando-se na exportação de commodities e matérias-primas, enquanto as economias centrais mantêm o controle sobre tecnologia, indústria e cadeias produtivas mais complexas.

O resultado é uma divisão internacional do trabalho, que acumula riquezas em um polo enquanto gera desemprego fome e miséria em outro polo do planeta. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.