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18 de agosto de 2026

A defesa da soberania como item fundamental nas eleições!

 

Nas próximas eleições é imprescindível que além de elegermos o único candidato progressista do pleito, também possamos estar atentos a eleição para deputados federais e senadores. Além das questões importantes da nossa vida cotidiana (Saúde, Educação, Segurança, Habitação e Saneamento), estará em jogo a nossa soberania nacional.

A reafirmação da democracia terá lugar de grande destaque nas campanhas eleitorais. Para enfrentar os fascistas travestidos de bolsonaristas, temos que estar atentos pela defesa da soberania brasileira com destaque ainda maior do que a luta pela democracia.

O fascismo está preparando um novo golpe, e pretende reeditá-lo via colonialismo, desta vez, sob o comando do imperialismo estadunidense e os traidores da pátria que vivem naquele país tramando a derrota da nossa democracia.

O empenho do PT, da esquerda e das pessoas progressistas para eleger candidaturas comprometidas com a democracia, deve se somar à defesa intransigente da soberania brasileira. O Brasil não aceita nem aceitará ser quintal de ninguém.

Para tanto, é necessário ampliar nossos horizontes e termos a devida atenção diante do cenário nacional e internacional até a data da posse em 01 de janeiro de 2027.

Nós sabemos do que essa gente é capaz, as investidas de Trump para roubar diamantes e petróleo da Venezuela e a guerra sem sentido contra o Irã são apenas duas demonstrações do que os americanos são capazes na busca por recursos minerais e poder.

Cabe ressaltar que o ambiente na América do Sul é o pior possível para a defesa da democracia diante de governos de direita aliados ao dinheiro dos EUA, como Chile, Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru e Venezuela. Se pensarmos bem, estamos politicamente isolados em nosso continente. Entretanto, aos EUA, os demais não importam, porque sabem da força e das riquezas que somente o Brasil possui, em especial terras raras e minerais.

Em resumo, eleger Lula é importante, porém, é vital a eleição de uma bancada progressista na Câmara Federal e no Senado, com políticos alinhados as propostas do governo federal, sem o qual não será possível governar, ou teremos novamente as mesmas dificuldades para ver aprovadas matérias do verdadeiro interesse nacional.

 

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Bons tempos quando uma decisão judicial se cumpria imediatamente sem questionamento!

 

Houve um tempo no Brasil em que não se discutia uma decisão judicial. Dizia antigo ditado: Ordem judicial se cumpre, não se discute. Pois isso mudou de uns anos para cá em nosso país.

Vejam o caso de um processo que deu entrada no TRT em 08 de março de 2012, passou por todas as instâncias da justiça trabalhista e em 2021, após transitado e julgado, com a liberação inclusive no dia 21 de março de 2021, do valor referente ao alvará da justiça, começou a ter postergado a sua quitação através da impetração de sucessivos recursos por parte do escritório jurídico contratado pela empresa ISA Cteep.

Após a derrota em todas as instâncias, o novo escritório jurídico passou a adotar a seguinte estratégia perante a Justiça brasileira: Adentrar com seguidos processos de recursos para poder postergar o pagamento devido da ação aos solicitantes no processo. Os recursos nada tem a ver com o que foi julgado, mas sim, com questões periféricas ligadas a taxa de juros instituídas e cobradas pela justiça brasileira.

Em abril/2026, finalmente o TST rechaçou o “milésimo” recurso do escritório da empresa ISA Cteep e enviou o processo para o TJ/SP para que fosse finalmente encerrado com o devido pagamento. Os cálculos foram feitos conforme rito processual e apresentados a empresa pela justiça.

Começava novo capitulo da postergação e protelação por parte do escritório advocatício da Cteep. A má fé é evidente e não deixa margem a dúvidas. Como não podem mais alegar nada referente ao mérito do processo, eles começaram a discutir a aplicação da correção usando ADC58, que não cabe neste caso e foi rechaçado pelo juiz de forma cabal.

Mesmo assim, o escritório à revelia da determinação judicial descumpre declaradamente a ordem e permanece protelando o pagamento da ação.

Com isso, quatorze anos se passaram e mesmo tendo vencido em todas as instâncias não pudemos receber o que nos é de direito conforme a lei. Pena que a Justiça não seja mais firme e inflexível com empresas e escritórios advocatícios que usam de má fé na condução dos processos que estão em suas mãos.

Reclamar a quem? TJ? CNJ? OAB? Nós brasileiros que vivemos no andar de baixo da nação sem recursos para contratar escritórios de luxo, precisamos ter fé, paciência e muita resiliência para aturar esse e outros tipos de desmandos aos quais somos submetidos sem ter a quem reclamar.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Começou a grande batalha pela democracia e pela soberania, por Luís Nassif.

  

Lula - Lançamento campanha - Vila Euclides - Foto de Ricardo Stuckert.

Há de se reconhecer contribuição de Lula para a democracia brasileira, jogando dentro das regras do jogo e aprofundando a democracia social. Para Lula, o tiro de partida da campanha não poderia ser melhor. Começou com o mega comício na Vila Euclides e a recuperação das raízes do lulismo, mostrando Lula como a síntese maior de um momento histórico, de inclusão social, de recuperação dos valores populares e da figura dos fundadores do PT. No palco, os sinais de um Brasil plural: na capoeira, nas lideranças negras e indígenas, e na lembrança essencial de dona Lindu. 

Nas redes sociais, jovens e velhos guerreiros espalhando reels e depoimentos. O tema da soberania alçou voo no Hino Nacional, cantado por Fafá de Belém, na bandeira hasteada e na percepção cada vez mais concreta sobre o risco de uma intervenção norte-americana no país, inspirando até editoriais na grande mídia.

O sentido de urgência estava presente em todos os cantos: o receio de o país cair na grande noite do bolsonarismo ou a insegurança com as novas ameaças que surgem com a digitalização, as redes sociais e as operações militares a serviço de um Império conduzido por um imperador louco.

Houve um sinal, apenas um sinal, por enquanto, da possibilidade de um futuro pacto em torno da figura de Lula.

Ontem, segundo contou a ex-juíza Luciana Bauer, a principal livraria de Nova York exibia uma biografia de Lula com uma chamada reconhecendo seu papel como uma das grandes personalidades da democracia mundial.

O futuro reconhecerá a vida extraordinária de Lula — de como escapou da fome para se tornar presidente e de como, em 2022, deixou a prisão para salvar o país de uma reeleição de Jair Bolsonaro, que certamente marcaria o fim da nação brasileira.

Há de se reconhecer sua contribuição para a democracia brasileira, jogando dentro das regras do jogo e aprofundando a democracia social. Certamente também se entenderão as limitações para um projeto mais consistente de Brasil, em um processo de desgaste político que começou com o Mensalão e culminou no impeachment de Dilma Rousseff.

Em caso de vitória de Lula, o próximo governo será o mais desafiador de todos. De um lado, há as enormes possibilidades abertas pelas terras raras, pela energia verde e pela bioeconomia da Amazônia, entre outras frentes. Mesmo com todos os problemas orçamentários, consolidou-se no país uma estrutura de universidades públicas e institutos de pesquisa. Além disso, o Brasil dispõe de uma extraordinária tradição de associativismo, presente no cooperativismo, nos arranjos produtivos, no Sistema S, no MST e nas associações comerciais.

De outro lado, há a herança trágica do apodrecimento do modelo político — uma tragédia que teve início quando imprensa, Judiciário, Legislativo e partidos políticos saíram do jogo democrático e tentaram ganhar no tapetão, processo facilitado pela maneira imprudente com que Lula recorreu ao presidencialismo de coalizão.

De qualquer modo, a sorte está lançada, e o país democrático parece ter acordado da grande noite, entendendo que é hora de enfrentar a grande batalha pela reinstitucionalização do país e pela construção de um desenho consistente de futuro. 

Autor: Luis Nassif – Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN. Publicado no Site GGN Notícias.