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5 de outubro de 2026

Apesar de tantas informações à disposição, milhões de eleitores se mantém na escuridão!

 

Nesta eleição em curso, que estamos vivendo, salta aos olhos a mediocridade de parcela significativa da nossa sociedade com relação à política. Em especial, no que tange ao simples ato de pesquisar, comparar gestões, atos, atitudes e comportamentos dos candidatos à presidência e aos governos estaduais.

No colégio onde votei em Bauru, vi uma mulher trajada com uma roupa alusiva à bandeira dos Estados Unidos da América. Uma patriota americana que pensa que votar em Flávio numa eleição democrática no Brasil, que só foi possível depois de resistir ao golpe de Estado que o pai do candidato tentou impor à nossa democracia, é sinal de subserviência aos americanos.

Essa mulher e tantos outros milhares pelas ruas, redes sociais e internet fazem parte de um enorme exército zumbi. São portadores de esquizofrenia eleitoral (grupo de distúrbios mentais que, basicamente demonstram dissociação e discordância das funções psíquicas, perda de unidade da personalidade, ruptura de contato com a realidade).

Eles dizem acreditar que Lula acabou com o Brasil. Que Lula é ladrão. Que Lula é comunista. Tudo isso sem ter provas ou argumentação válida para sustentar as acusações. Mesmo assim, eles acreditam piamente em tudo que for escrito ou falado contra Lula. Em paralelo, não sabem explicar o áudio de Flávio Bolsonaro pedindo propina de milhões a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Assim como se engasgam ao serem perguntados sobre a participação de Flávio em orgias patrocinadas por Vorcaro. Rachadinhas nos gabinetes, nem pensar.

Acreditam apenas naquilo que atinge o adversário, não importa que sejam fake news, que não tenham provas nem consigam sustentar as suas próprias manifestações nas ruas. E não acreditam na verdade dos fatos emanados na mídia, nas redes sociais e nas matérias que são distribuídas para conhecimento de todos.

Desde o surgimento da candidatura de Jair Bolsonaro em 2018, vivemos essa situação de completa dislexia (incapacidade de compreensão do que se lê, devido à lesão do sistema nervoso) cognitiva. Onde vemos pobres defendendo patrões, políticos que não querem alterar a escala 6X1 e, uma vez no poder, vão retirar benefícios e vantagens adquiridas. São aqueles que chamamos de pobres de direita.

Muitos sinais foram dados ao longo dos últimos anos, em particular após o lançamento ou imposição da candidatura do filho de Jair. Basta um pouco de discernimento e informação para saber quais são os planos deste candidato para sua família, seus amigos, os EUA e o nosso povo. Sim, nesta mesma ordem.

Um deles é copiar o desastre chamado Milei da Argentina; outro é entregar terras raras e nossas exportações aos EUA de Trump, um presidente rejeitado por 71% dos americanos.

Ainda é cedo, embora já saibamos que teremos segundo turno e, neste novo embate no dia 25 de outubro, temos de estar atentos e fortes, como disse um dia Caetano Veloso. Por que pelo que tudo indica estamos caminhando para um sui

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

3 de outubro de 2026

Problemas graves no país que prioriza interferir no quintal alheio!

 

A situação energética dos Estados Unidos, em 1º de outubro de 2026, é de forte pressão sobre combustíveis, principalmente diesel e gasolina. Mas não se trata de uma falta generalizada de petróleo ou de eletricidade no país. O problema central é a combinação de petróleo internacional caro, estoques de derivados baixos, mercado de diesel muito apertado e dificuldades logísticas. 

1. Combustíveis: preços elevados

Segundo a U.S. Energy Information Administration, em 28 de setembro:

Local

Gasolina regular

Média EUA

US$ 4,465/galão – R$ 23,17

Califórnia

US$ 6,189 – R$ 32,12

Washington

US$ 5,453 – R$ 28,30

Nova York

US$ 4,405 – R$ 22,86

Flórida

US$ 4,282 – R$ 22,22

Ohio

US$ 4,263 – R$ 22,12

Texas

US$ 3,841 – R$ 19,94

Ou seja, o Texas ainda está abaixo da média nacional, mas isso não significa que o estado esteja sem problemas de abastecimento.

2. O maior problema atualmente é o diesel

O diesel chegou a US$ 6,382 (R$ 33,12) por galão na média nacional em 28 de setembro, contra US$ 3,754 (R$ 18,55) aproximadamente um ano antes. Os estoques americanos estão particularmente pressionados.

No Texas, a situação ganhou caráter emergencial: o governador Greg Abbott declarou estado de desastre por causa dos preços elevados e da escassez de diesel, suspendendo determinadas restrições ao transporte comercial para facilitar a movimentação de combustível e mercadorias. Isso é importante porque o diesel movimenta caminhões, máquinas agrícolas, construção, ferrovias e parte da indústria. Portanto, seu encarecimento tende a chegar também aos preços dos alimentos e de outros produtos.

3. O curioso: os EUA estão produzindo muito petróleo

Não existe atualmente uma queda da produção americana que explique sozinha a crise. Na semana encerrada em 25 de setembro, os EUA produziram cerca de 13,955 milhões de barris/dia, próximo do recorde histórico. O problema está mais adiante na cadeia: petróleo bruto → refinarias → diesel/gasolina → transporte → consumidor.

As refinarias vêm trabalhando em níveis muito elevados, enquanto os estoques de gasolina e principalmente de destilados/diesel estão apertados. Na semana de 25 de setembro, a utilização das refinarias caiu para 92,5%, enquanto a produção de petróleo continuava próxima do recorde.

4. Por que o Texas é especialmente importante?

O Texas é o coração energético dos EUA.

Ele concentra enormes volumes de: petróleo; gás natural; refino; petroquímica;               exportação de combustíveis e geração elétrica.

Por isso, uma crise internacional de petróleo afeta o Texas de maneira peculiar: o estado produz muito petróleo, mas os preços internos continuam ligados ao mercado mundial. A produção elevada não significa que o texano necessariamente compre gasolina barata.

5. E a eletricidade no Texas?

Aqui existe outro problema, diferente do combustível.

A rede elétrica texana, administrada principalmente pelo ERCOT, sofreu uma pressão muito forte durante o verão. Em 22 de julho de 2026, a demanda atingiu um recorde histórico de 91,1 GW, impulsionada pela onda de calor.

E há uma questão estrutural: o Texas está recebendo enormes investimentos em data centers, inteligência artificial, indústria e mineração, aumentando a necessidade de eletricidade.

Portanto, o desafio texano é duplo: combustíveis caros + demanda elétrica crescente.

6. E os outros estados?

A situação varia bastante. A gasolina é particularmente cara na Costa Oeste, especialmente na Califórnia. Em 28 de setembro, a média californiana chegou a US$ 6,189/galão (R$ 32,12), contra US$ 3,841 (R$ 19,94) no Texas.

A Califórnia inclusive antecipou a utilização da gasolina de inverno para aumentar a oferta e tentar reduzir a pressão sobre os preços. A EPA também renovou medidas temporárias relacionadas às especificações dos combustíveis na Califórnia, Arizona e Texas.

Vários outros estados também estão adotando medidas temporárias, como suspensão ou redução de impostos sobre combustíveis e flexibilização de determinadas regras.

7. Qual é a causa principal?

O fator externo mais importante neste momento é a guerra envolvendo EUA e Irã e seus efeitos sobre o comércio mundial de petróleo e derivados.

Em 30 de setembro: Brent: US$ 103,50/barril (R$ 537,17) - WTI: US$ 90,42/barril (R$ 469,28). O Brent acumulava alta de aproximadamente 14% no mês. Isso ocorre apesar de os EUA produzirem volumes recordes de petróleo.

A situação atual pode ser representada assim: Guerra e instabilidade no Oriente Médio > petróleo internacional mais caro > combustíveis refinados mais caros > estoques de diesel muito baixos > fretes e agricultura mais caros > pressão sobre alimentos e inflação.

E, paralelamente:

Texas → demanda elétrica recorde + crescimento de data centers/indústria → pressão sobre ERCOT e necessidade de ampliar geração e transmissão. Portanto, não é correto dizer simplesmente que "os Estados Unidos estão sem energia". O quadro atual é mais específico: há abundância de produção de petróleo e gás, mas forte aperto no mercado de combustíveis refinados, sobretudo diesel, enquanto a eletricidade enfrenta desafios regionais de capacidade e demanda, especialmente no Texas.

Desde que tomou posse pela segunda vez na presidência dos EUA, Donald Trump, do Partido Republicano, priorizou interferir na guerra entre Rússia/Ucrânia, ajudar Israel no genocídio da Faixa de Gaza e entrar numa guerra sem sentido algum contra o Irã, além de interferir diretamente na Venezuela para roubar petróleo e outras riquezas daquele país, por trás de um discurso mentiroso sobre democracia. Sem contar que está investindo pesado para tumultuar a eleição brasileira.

O preço a ser pago é um país com sérios problemas estruturais no que tange à água, energia e combustíveis, além dos números impressionantes de rejeição ao seu presidente. Segundo os dados da CNN/SSRS, o índice é de cerca de 67% de rejeição e apenas 33% de aceitação. Os números não mentem.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

1 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro quer impor o Bolsonistão ou Evangelistão ao Brasil!

  

            O Brasil ainda é um país com maioria católica, com quase 57% de seus habitantes se declarando católicos apostólicos romanos. Mesmo assim, Flávio Bolsonaro, diz que pretende transformar o Brasil em país de Jesus, com isso, indica tacitamente que haverá mudança e que Nossa Senhora Aparecida não será mais considerada Padroeira do Brasil a partir de sua posse.

Religião / condição

    Percentual

           Aproximadamente

Católica apostólica romana

56,7%

100,2 milhões

Evangélicas

26,9%

47,4 milhões

Sem religião

9,3%

16,4 milhões

Outras religiosidades

4,0%

7,1 milhões

Espírita

1,8%

3,3 milhões

Umbanda e Candomblé

1,0%

1,8 milhão

Tradições indígenas

0,1%

cerca de 190 mil

Não sabe/sem declaração

0,2%

cerca de 295 mil

Fonte: IBGE, Censo 2022.

Embora bolsonaristas covardemente estejam desmentindo o que disseram e o que fizeram, fato é que, o ex-deputado federal Victório Galli, autor de um projeto de lei que propunha retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, integrou o governo de Jair Bolsonaro como assessor especial da Presidência da República. A informação voltou ao debate em meio à repercussão de publicações que associaram a proposta ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O texto propunha alterar a Lei 6.802/1980, responsável por estabelecer o feriado nacional de 12 de outubro, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta também previa mudar a referência a “culto público e oficial” para “homenagem oficial”.

O argumento apresentado por Galli era de que, por ser um Estado laico, o Brasil não deveria ter uma padroeira oficial. O projeto foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e acabou arquivado em agosto de 2008.

Agora, em plena campanha eleitoral, Flávio querendo ou necessitando desesperadamente manter o curral volta ao assunto. O mesmo Flávio que não disse uma só palavra sobre como seu governo iria ajudar aos mais necessitados, quais obras estariam em seu plano de governo. Limitou-se a dizer que faria tudo que seu pai fez e copiaria o que Milei está fazendo na destruição da economia e do povo argentino.

Portanto, a última coisa com que o candidato de extrema direita deveria se preocupar é com questões religiosas. Afinal de contas mexer com a fé das pessoas não é algo produtivo e inteligente. De um candidato à presidência os eleitores esperam propostas para saberem qual será o rumo do país caso ele vença nas urnas.

Pensar em jogar os católicos e demais religiões contra os evangélicos é falta de caráter, sensibilidade religiosa e inteligência de Flávio Bolsonaro. Seu pai liberou armas que nos anos seguintes ainda matam milhares de pessoas inocentes. Atrelar isso a uma guerra religiosa é querer transformar o estado laico num Evangelistão ou Bolsonistão.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.