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6 de maio de 2026

O maior mar interior do mundo está desaparecendo!

  

Estamos, sem dúvida, já no início desse processo, afirma Goodman.
Foto de Rouzbeh Fouladi - Zuma Imago.

O nível do Mar Cáspio, situado entre Europa e Ásia, cai há anos, tendência apontada como irreversível e que tem se intensificado com o aquecimento global e a redução do fluxo do rio Volga, que passa pela Rússia.

A jornalista ambiental iraniana Maryam passou boa parte de sua infância às margens do Mar Cáspio. De sua casa no litoral, na cidade de Rudsar, no Norte do Irã, ela acompanhava as oscilações do nível da água — tão intensas que, nos anos 1990, enchentes forçaram alguns de seus parentes a deixar suas casas. O sobe e desce constante das águas sempre lhe pareceu algo natural. Mas, em uma visita recente à região, após anos longe, ela não reconheceu mais aquele lugar. "Continuei caminhando para dentro do mar, mas a água só chegava aos meus joelhos", contou Maryam, cujo nome verdadeiro a DW optou por não divulgar por razões de segurança. "Para alguém que cresceu junto a esse mar, foi assustador."

O Mar Cáspio, o maior corpo de água interior do mundo, cercado por Irã, Rússia, Azerbaijão, Turcomenistão e Cazaquistão, está encolhendo rapidamente.

                         A seca tem modificado radicalmente todo o litoral do mar Cáspio.
                                    Foto Hossein Beris Middle East Images Imago

Embora o Cáspio, de águas salobras, tenha passado por flutuações ao longo da história, cientistas afirmam que a atual queda no nível da água, iniciada nos anos 1990, dificilmente será revertida. Projeções apontam para um recuo ainda maior ao longo deste século, com alguns modelos indicando uma possível redução de até 21 metros. "Para se ter uma ideia, uma queda de 18 metros, por exemplo, é maior do que a altura de um prédio de seis andares", explica Simon Goodman, biólogo evolucionista da Universidade de Leeds, no Reino Unido. "Um declínio desse porte teria impactos significativos sobre os ecossistemas, além de afetar a saúde humana, o bem-estar e a atividade econômica."

Por que o Cáspio está encolhendo?

Diversos fatores explicam a retração. Vários rios deságuam no Cáspio, mas cerca de 80% de sua água doce vem do Norte, por meio do rio Volga, na Rússia. Durante décadas, o volume de água que chega ao mar foi influenciado por represas, irrigação e outras formas de manejo hídrico — especialmente na bacia do Volga. Mas, segundo Goodman, o cenário atual é mais complexo. "As projeções para o restante deste século indicam que os declínios contínuos terão um componente muito mais forte relacionado às mudanças climáticas", afirma.

O aumento das temperaturas globais, associado às emissões provenientes da queima de petróleo, gás e carvão, está intensificando a evaporação na superfície do mar. Somado à diminuição das chuvas e do escoamento de água para a bacia do Volga, o resultado é que mais água está saindo do Cáspio do que entrando.

Estoques de peixes em queda, portos bloqueados

Alguns efeitos já são visíveis, especialmente na região norte do Cáspio, entre Rússia e Cazaquistão. Essa área é mais rasa, e a queda contínua do nível da água tem tornado a pesca cada vez menos viável, explica Goodman. Um recuo de dez metros, por exemplo, secaria completamente grandes áreas dessa região, eliminado quase um terço da superfície total do mar. No nordeste do grande lago, uma área que antes servia de abrigo para milhares de focas durante a muda de pelos na primavera hoje é terra seca. "Já estamos perdendo habitats ecologicamente importantes devido à queda do nível do mar", afirma Goodman.

Os efeitos são visíveis também ao longo da costa iraniana, ao sul. Maryam lembra como os mercados eram grandes e movimentados, em contraste com o atual movimento minguado devido ao baque na atividade pesqueira. "O litoral que víamos quando crianças é muito diferente do que vemos hoje", afirma. Um café que antes ficava à beira d'água agora está vários metros para dentro do continente, relata. Em todo o Mar Cáspio, portos exigem dragagens frequentes para manter o acesso de embarcações, explica o biólogo, acrescentando que esses desafios "devem se intensificar nos próximos cinco a dez anos".

Cáspio é o próximo mar de Aral?

Para Goodman, há sinais de que o Cáspio pode seguir o mesmo destino do Mar de Aral, localizado cerca de mil quilômetros a leste. Antes um dos maiores corpos de água interiores do mundo, entre Cazaquistão e Uzbequistão, o Aral praticamente secou após o desvio de seus rios. Além de destruir meios de subsistência e ecossistemas, o desaparecimento do lago teve consequências graves para a saúde humana, incluindo tempestades de poeira tóxica.

Barcos no deserto Mar de Aral, que antes um dos maiores corpos de água interiores do mundo. Foto de Sadat Xinhua Photoshot picture alliance 

"Estamos, sem dúvida, já no início desse processo", afirma Goodman. Se o norte do Cáspio secar, as consequências irão muito além da perda de água. Grandes extensões do leito exposto podem alterar o clima regional e liberar grandes quantidades de poeira na atmosfera, parte dela potencialmente contaminada.

Resposta política não acompanha mudança ambiental

Como o Mar Cáspio se estende por cinco países, qualquer gestão eficaz exigirá coordenação internacional. Segundo Goodman, embora "os governos pareçam estar no início do desenvolvimento de estruturas colaborativas", esse processo ainda é incipiente.

Ele afirma que a adaptação de longo prazo exigirá investimentos contínuos em pesquisa científica e em estratégias que contemplem tanto os aspectos ecológicos quanto os econômicos — e que isso precisa acontecer rapidamente. "O ritmo das políticas públicas precisa acompanhar a velocidade das mudanças ambientais", conclui Goodman. 

Autor: Fatemeh Roshan – Publicado no DW

Haverá sinais e eles estão por toda parte!

 

Para as próximas eleições em outubro deste ano, estarão em jogo muito mais do que elegermos um presidente, governadores, deputados estaduais e federais, além de dois terços dos senadores. A manutenção da democracia, a economia e a vida dos brasileiros deveria estar em primeiro plano antes dos eleitores apertarem os botões nas urnas eletrônicas.

É preciso estar atento aos sinais que estão sendo dados e que com certeza vão chegar até você. As mentiras, as narrativas falsas e as malditas Fake News já começaram a rodas os grupos de WhatsApp e Telegram.

Os inimigos do país dizem que o Brasil com Lula está quebrado. Será? Impossível acreditar que uma economia que sobreviveu ao governo Sarney com inflação em 1989 de 1.972% ao ano. Um país que depois conseguiu passar ileso pela gestão medíocre de Fernando Collor e seu plano de confisco do dinheiro do povo nas contas bancárias e até na poupança.

Neste atual governo, o PIB cresce cerca de 4,5% ao ano. A inflação existe, mas está contida e está na casa de 4,89% ao ano em abril/26. A taxa de desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2026 foi de 6,1%, de acordo com dados divulgados pelo IBGE em 30 de abril de 2026. Apesar da alta em relação ao trimestre anterior, este é o menor índice para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

A safra agrícola de grão é recorde apesar da insistência dos líderes do Agronegócio em ficar ao lado de quem não presta na política e das guerras promovidas por Rússia/Ucrânia e EUA/Irã. A produção e exportação batem recordes seguidos. O acordo entre Mercosul/Mercado Comum Europeu conquistado graças à persistência de Lula, mesmo com a resistência da França, traz novas conquistas aos exportadores nacionais.

Esses números e dados demonstram que o Brasil não está quebrado, longe disso, está vivendo uma grande fase e expandindo suas opções de mercado externo. Tem uma política externa sólida, consolidada e respeitada pelas grandes lideranças do mundo.

Os outros sinais são: extrema-direita bolsonarista tentando impor uma Proposta de Emenda Constitucional em defesa dos bandidos, chamada de PEC da Bandidagem. O senado vetando a indicação de um nome do governo ao STF. O veto veio acompanhado de um grande acordo espúrio entre o Centrão e os bolsonaristas para que a CPI do Banco Master fosse enterrada e não os atingisse civil e criminalmente.

Em todas essas ações estava presente Flávio Bolsonaro, filho do presidiário que comanda a direita nacional da prisão. Articulando a defesa da imoralidade, das organizações criminosas e dos ilícitos praticados pelo Banco Master e seus aliados.

A manobra imoral e ilegal do presidente do senado Davi Alcolumbre para poder anular o veto do presidente Lula ao Projeto de lei denominado Dosimetria que visa reduzir a pena de Bolsonaro e dos demais criminosos no país inclui movimentos que contrariam o rito normal daquela casa de leis.

O último sinal, e o mais importante, são as falas, as intenções e as prováveis ações que o filho do presidiário irá tomar caso seja eleito em outubro.

> Alterar as regras da reforma trabalhista, mantendo escala 6X1 e liberando a jornada de trabalho para até 12 horas por dia;

> Passando o limite para aposentadoria para 70 anos de idade mínima no país;

> Congelamento dos reajustes para os aposentados e pensionistas;

> Congelamento dos reajustes das correções do salário mínimo;

> Fim das férias de 30 dias consecutivos;

> Fim do décimo terceiro salário.

> Congelamento de novos concursos para servidores federais;

Congelamento dos reajustes dos servidores federais;

Não pense que essas coisas não poderão acontecer, porque acontecem. Na Argentina, Milei está promovendo um arrocho na vida dos trabalhadores e dos aposentados. No Mato Grosso, o governador está afastando o uso do Samu e transferindo os serviços para o Corpo de Bombeiros, que não tem efetivo suficiente em todo estado para substituir o Samu. O ex-governador Zema de Minas Gerais prega que menores de 18 anos tem que trabalhar, não os filhos dele que estão morando no exterior e são ricos, mas sim os filhos dos eleitores.

Portanto, haverá ainda mais sinais até as eleições. Eles já estão aparecendo, fique atento, não banque o iludidão, o leva e traz do pastor. Pesquise em quem irá votar, levante a ficha pregressa (capivara) dos políticos. Deixe de acreditar em boatos, em tias do zap, em grupos de igreja, faça você o seu futuro e escolha assim o seu destino.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

5 de maio de 2026

Anna Lembke alerta para a dependência digital entre os jovens!

 

Especialista em dependência química mostra que uma rede social pode ser tão perigosa quanto uma droga sintética.

“O smartphone é a agulha hipodérmica dos tempos modernos, fornecendo incessantemente dopamina digital para uma geração plugada. Se você ainda não descobriu sua droga preferida, ela logo estará em um site perto de você.” Esse é um trecho do best seller Nação Dopamina (2022), de Anna Lembke, pesquisadora que desembarcou no Brasil em setembro para participar da temporada 2024 do Fronteiras do Pensamento.

Autora de mais de uma centena de estudos na área de dependência química, a especialista se debruça agora no efeito das chamadas “drogas digitais”, com as redes sociais à frente. “Elas ativam os mesmos circuitos que as drogas mais tradicionais, como o álcool. Isso significa que liberam dopamina — nosso neurotransmissor de prazer — no sistema de recompensa do cérebro”, explica.

A solução para esse vício contemporâneo, segundo a professora, seria um “jejum” de dopamina, afastando os dispositivos que aceleram sua liberação. Lembke defende a suspensão do uso de smartphones por semanas até que as pessoas possam corrigir o seu modo de usar esses equipamentos.

Psiquiatra, professora na School of Medicine e chefe da Addiction Medicine Dual Diagnosis Clinic da Universidade Stanford, dedicou sua carreira ao estudo e ao tratamento de pacientes dependentes químicos, tornando-se referência diante da epidemia de opioides que tomou conta dos EUA.

O percurso dessa cientista encontra no Fronteiras do Pensamento a pergunta “Quem está no controle?” proposta por Fernando Schüler aos pensadores convidados nesse ano que já abordaram temáticas como Inteligência Artificial, Economia, Política e Literatura.

A resposta de Lembke para a pergunta do curador passa pela ideia de que a busca incansável do prazer gera mais sofrimento do que felicidade. No seu segundo livro, Nação tarja preta (2023), Lembke denuncia o que está por trás da dependência em diversos medicamentos receitados todos os dias para jovens, adultos e crianças.

Outra discussão que preocupa a especialista são as teses de legalização do uso de maconha e dos psicodélicos. “Não se pode fazer a descriminalização sem ferramentas para socorrer os que serão prejudicados pelo aumento do acesso”, adverte. 

Autora: Anna Lembke - Psiquiatra e professora de Stanford, a grande autoridade em dependência química da atualidade que denunciou a Nação Dopamina e a Nação Tarja Preta. Publicado no Site Fronteiras do Pensamento.