Imagem: Estadão.
Embora ainda restem alguns meses para a eleição geral do país onde os eleitores brasileiros irão escolher presidente, governadores, deputados estaduais e federais além de dois senadores por estado, o trabalho de pesquisa e leitura sobre os candidatos e seus projetos devem começar o quanto antes para que sejam evitadas surpresas após a posse.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidiário condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe de estado e os assassinatos do presidente, vice-presidente e um ministro do STF, embora não consiga explicitar o seu programa de governo, seus projetos de forma clara e inequívoca, deixa transparecer algumas de suas ideias em vídeos, áudios e reuniões.
Enquanto deputado pelo Rio de Janeiro não fez nada digno de nota, exceto condecorar milicianos, empregar em seu gabinete na Alerj, esposa e mãe de milicianos e o famoso Queiroz, que segundo a PF era o coordenador das rachadinhas em seu gabinete.
Como Senador pelo Rio de Janeiro, nada fez, deixando apenas um projeto conhecido: “A tentativa de privatizar as praias brasileiras”. Não tem projeto para desenvolvimento econômico sustentável, geração de empregos ou qualquer outro que possa ajudar o povo, o Estado ou a nação.
Segundo suas próprias palavras, uma vez eleito, irá conceder indulto ao seu pai que está preso por 27 anos. Indagado se o STF recusar aceitar esse indulto o que ele faria, disse com toda tranquilidade que usaria da força para tornar a medida exequível. Em outras palavras, um golpe contra a Justiça e o Estado.
Sua proximidade com o louco argentino, presidente Milei, nos faz supor que promoverá o arrocho na reforma trabalhista, aumentando carga horária para até 12 horas, aumentando o tempo da aposentadoria para os 70 anos, congelando reajuste do salário mínimo e das correções dos vencimentos dos servidores públicos federais.
Claro que irá acabar com benefícios populares como Bolsa Família ou reduzir as participações dos brasileiros, colocará fim a farmácia popular e promoverá arrocho em outros benefícios como vale gás. Seu partido (PL) votou contrario a concessão do mesmo. Em discurso realizado nos EUA durante reunião da extrema direita mundial na CPAC - Conferência política realizada nos Estados Unidos que reúne: Políticos conservadores - Ativistas - Influenciadores ligados à direita (especialmente ao trumpismo). Ela é organizada pela American Conservative Union e acontece anualmente.
Em seu discurso o senador brasileiro falou sobre o Alinhamento estratégico com os Estados Unidos. Ele indicou que, se for eleito presidente, o Brasil será um aliado forte dos EUA. Disse que quer recuperar a relação próxima que existia no governo de Jair Bolsonaro com Donald Trump. O vendilhão traidor da pátria disse ainda que “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras…” Ou seja: sinalizou que o Brasil poderia ser fornecedor estratégico de recursos naturais para os EUA.
Pediu que outros países (incluindo os EUA): Monitorem as eleições brasileiras e façam pressão diplomática sobre as instituições brasileiras. Uma clara afronta aos 3 Poderes constituídos no Brasil. Seguindo o discurso raso de seu pai, levantou dúvidas sem provas sobre o sistema eleitoral do Brasil. Isso reforçou a narrativa já usada pelo bolsonarismo e que culminou com a prisão de seu pai.
Para finalizar Flávio Bolsonaro prometeu combater: “agenda woke” - “ambientalismo radical” - “elites globais”. Para quem não está acostumado aos termos: Woke vem do inglês e significa algo como “estar desperto” ou “consciente”. O termo ganhou força em movimentos sociais nos EUA, especialmente ligados ao: Combate ao racismo - Direitos civis e Justiça social.
Por ambientalismo radical podemos entender que voltaríamos a ter destruição da floresta amazônica, matas, áreas de proteção ambiental, liberdade para mineração, extração de madeiras criminosas e garimpos irregulares, além da expansão dos latifundiários.
Por fim, por elites globais que Flávio diz querer combater, podemos entender como: Se referindo a pessoas ou grupos com grande poder e influência internacional, como: Bilionários e grandes empresários - Líderes políticos de grandes potências - Executivos de multinacionais e Dirigentes de organismos internacionais.
Pobre Brasil, caso esse senhor protegido de seu pai entre 2018-2022, nas investigações da PF e do MPF, nos casos de rachadinha, enriquecimento ilícito venha a ser presidente do Brasil para o mandato de 2027-2030.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.



.jpg)
