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5 de novembro de 2026

A derrota histórica de Trump e dos republicanos nos EUA.

 

A democracia triunfou nos Estados Unidos da América com a abertura das urnas e confirmação da vitória do Partido Democrata sobre os Republicanos de Trump. Os Democratas conquistaram, por enquanto, a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms.  

Os democratas conseguiram manter suas cadeiras no Senado e avançaram sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização.

🔵 Democratas: 54

🔴 Republicanos: 44

Aguardando resultado: 2.

Na Câmara, os democratas conseguiram "virar" 25 cadeiras que estavam sob o controle dos republicanos em distritos de mais de 10 estados.

🔵 Democratas: 228

🔴 Republicanos: 139

Aguardando resultado: 68.

          Toda a Câmara dos Deputados americana é renovada a cada dois anos. Como existem 435 cadeiras na Casa, um partido precisa conquistar pelo menos 218 assentos para obter a maioria absoluta. No Senado, onde os democratas também obtiveram maioria, havia 35 cadeiras em disputa das 100 no total.

          As eleições devem alterar drasticamente o equilíbrio de poder em Washington, já que o partido de Donald Trump perdeu o controle que tinha nas duas Casas.

         Não precisava ser vidente ou adivinho para perceber que essa derrota dos republicanos aconteceria durante essa eleição de meio de mandato no legislativo.

       Por dois anos Trump virou as costas à economia, saúde, obras e serviços para se dedicar a promover guerras e atritos contra a imprensa dos EUA e as grandes universidades. Artistas, intelectuais, cientistas, prêmios Nobel, enfim, uma parcela significativa da sociedade estava revoltada com o descaso de Trump para com a gestão interna do país. A economia em frangalhos, desemprego, muitas pessoas vivendo nas ruas, enquanto o presidente republicano persegue latinos e demais imigrantes por puro ódio.

       A violência da ICE, sigla de U.S. Immigration and Customs Enforcement, que significa, em português, Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos, causaram muitas mortes, atritos e revolta entre os americanos.

     A ICE é uma agência federal do governo americano, subordinada ao Departamento de Segurança Interna (DHS), criada em 2003, após os atentados de 11 de setembro de 2001.

     A onda azul provocada pela vitória dos democratas contra os republicanos (vermelhos), sem conotação de ideologia, trará um equilíbrio na política dos EUA. Se quiserem manter a presidência daqui a dois anos, os republicanos terão de convencer Trump a trabalhar, governar e ser menos beligerante e falastrão.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Membro da Academia Bauruense de Letras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Por nossas fronteiras passam armas, drogas e muito lixo!

 

         Há muitos anos que temos uma vulnerabilidade gigantesca em nossas fronteiras secas. Por estas, passam diariamente drogas como cocaína e armamento pesado como fuzis. Esses itens abastecem as organizações criminosas brasileiras.

As madeiras extraídas ilegalmente na floresta amazônica cruzam nossas fronteiras e são facilmente exportadas para a Europa e outros continentes, gerando prejuízos financeiros ao país e ao nosso meio ambiente.

O garimpo ilegal, embora combatido, segue firme e não dá descanso às autoridades e ao meio ambiente; também consegue se movimentar por nossas fronteiras secas.

As Forças Armadas, que consomem parte considerável do orçamento da nação, pouco ou nada fazem para proteger essas áreas em conjunto com a Polícia Federal e as policiais militares dos estados envolvidos.

O contrabando oriundo do Paraguai ou Suíça da América do Sul, conforme dizem os bolsonaristas que para aquele país migraram, ainda invade nosso comércio. Por mais que a Polícia Rodoviária Federal – PRF e as Polícias Rodoviárias Estaduais – PRE atuem diariamente, o volume de artigos que passam para o Brasil é enorme.

Agora, nesta semana após a eleição, passou pela fronteira do Brasil com a Argentina um político patriota que jurou na véspera que “ele não iria desistir do Brasil”. Passou pela fronteira e, com ajuda de criminosos da Argentina, conseguiu voar até os EUA.

Essa parte é interessante porque o governo de Donald Trump vem perseguindo latinos há dois anos, expulsando-os para seus respectivos países como se fossem bandidos.

Porém, recebe amigavelmente fugitivos condenados da justiça, como Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e ex-deputado federal. Foi condenado pelo STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na trama golpista. Fugiu para os EUA em 2025 e agora o Brasil solicitou sua extradição.

O candidato Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil apenas porque seus passaportes foram solicitados. E porque, obviamente, teve medo das investigações em curso, na qual é suspeito em vários processos como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

Claro que o Trump prefere expulsar pessoas latinas que são pobres e deixar em solo americano os corruptos, os criminosos, cuja ideologia é de extrema direita, tal qual a dele.

No passado recente, a Ex deputada condenada pela justiça, Cláudia Zambelli, também fugiu do país para a Itália, passando livremente por nossas barreiras alfandegárias impunemente. Provando que as leis e o rigor ficam para os brasileiros comuns.

 


Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Membro da Academia Bauruense de Letras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

2 de novembro de 2026

O movimento retrógado e a luta constante das mulheres!

 

No Brasil, a oposição ao voto feminino existe desde o final do século XIX e voltou a aparecer em debates públicos em diferentes momentos da história. É importante distinguir a resistência histórica à concessão do voto às mulheres de manifestações contemporâneas que defendem a retirada desse direito.

1. Como surgiu a oposição ao voto feminino?

Olhando o passado no Palácio Tiradentes: um retrato coletivo da autoridade republicana disfarçado de esperança. Bertha Lutz, a sufragista brasileira. "Mulher do diabo": que foi a ativista que criou o primeiro partido feminino do Brasil.

Durante a elaboração da Constituição Republicana de 1891, parlamentares discutiram a participação política das mulheres. O texto constitucional não reconheceu o direito feminino ao voto, e parte dos parlamentares sustentava que as mulheres não deveriam participar da vida política.

Entre os argumentos absurdos e machistas contrários estavam:

1.    A alegação de que as mulheres não teriam capacidade intelectual para participar das decisões políticas.

2. A ideia de que a política deveria ser uma atividade predominantemente masculina.

3. A defesa de que as mulheres casadas deveriam se dedicar ao lar e à família.

4. O receio de que a participação feminina alterasse a organização social e familiar da época.

Essas posições estão documentadas em registros históricos e estudos sobre o sufrágio feminino brasileiro.

2. Quem lutou contra o voto feminino e quem o defendeu?

Em 1910, Leolinda Daltro fundou o Partido Republicano Feminino, organização que reivindicava o direito das mulheres de votar e serem eleitas. Bertha Lutz liderou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada em 1922, que pressionou autoridades e o Congresso pela aprovação do voto feminino.

Na outra ponta, parte dos parlamentares e setores da sociedade resistiu à ampliação dos direitos políticos das mulheres. Portanto, não existiu apenas um movimento organizado contra o sufrágio: houve também uma resistência política, institucional e cultural à mudança.

3. O movimento contra o voto feminino voltou a aparecer em 2026?

Sim. Reportagens publicadas em 2026 documentaram a circulação, em redes sociais e comunidades digitais, de discursos que questionam a capacidade das mulheres de votar e defendem modelos como o chamado voto familiar, no qual o homem poderia votar em nome da família.

A Agência Brasil também noticiou declarações públicas contrárias à autonomia eleitoral feminina e dados sobre violência política contra mulheres. Isso não significa, por si só, que exista uma organização nacional única, formalizada e representativa de todos os que defendem essas ideias.

4. Quando as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil?

Em 1927, a legislação estadual do Rio Grande do Norte passou a permitir o alistamento eleitoral sem distinção de sexo.

Em 24 de fevereiro de 1932, o Código Eleitoral instituído pelo Decreto nº 21.076 reconheceu o voto feminino.

A garantia constitucional veio em 1934 com a nova Constituição incorporou o direito ao voto feminino. Em 1965, finalmente a obrigatoriedade equiparada. O voto feminino passou a seguir a mesma regra geral de obrigatoriedade aplicada aos homens, ressalvadas as exceções legais.

5. O que diz a Constituição atual?

O artigo 14 da Constituição Federal de 1988 estabelece o sufrágio universal e o voto direto e secreto. Além disso, o artigo 60, § 4º, protege o voto direto, secreto, universal e periódico contra propostas de emenda tendentes a abolir essas garantias.

Em resumo: a oposição ao voto feminino tem raízes históricas no Brasil e voltou ao debate público em 2026 por meio de discursos e comunidades digitais fomentados por políticos de extrema direita bolsonarista. A conquista de 1932 foi resultado de décadas de mobilização de mulheres, não apenas de uma decisão isolada do governo.

É inaceitável que, em pleno século XXI, tenhamos que ler e ouvir esses neandertais, figuras machistas tanto quanto obscuras da política brasileira, levantarem a voz contra o voto da mulher, direito sagrado e inalienável.    

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Membro da Academia Bauruense de Letras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública. 

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral, Câmara dos Deputados e Arquivo Nacional.