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17 de abril de 2026

Saramago em três linguagens!

 

Gosto de ver livros transformados em filmes, sempre a forma escrita é melhor. As palavras permitem mais a participação do leitor, mais elásticas. Com o livro de Saramago, a minha experiência foi potencializada, pois o livro foi transformado em filme e peça de teatro. Estive presente nas três mídias. 

Livro: Ensaio sobre a cegueira - Autor: José Saramago

Ano de publicação: 1995, há 31 anos

Sinopse: A obra narra a história da epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade, causando um grande colapso na vida das pessoas e abalando as estruturas sociais. Na época não tínhamos passado pela epidemia da covid-19

Em 1998, Saramago ganhou o Nobel de Literatura. Ele foi o primeiro e, até hoje, o único escritor de língua portuguesa a receber a distinção máxima da literatura mundial, concedida pela Academia Sueca por sua obra caracterizada pela imaginação, compaixão e ironia. Ele morreu em 18/06/2010.

José Saramago foi convidado à première de Ensaio Sobre a Cegueira em Cannes, mas seus médicos o proibiram de viajar. Desta forma, o diretor Fernando Meirelles foi até Lisboa para lhe mostrar o filme.

Filme: Ensaio sobre a cegueira (mesmo título), dirigido por Fernando Meirelles (2008) é uma coprodução da brasileira O2 Filmes com a canadense Rhombus Media e a japonesa Bee Wine. O longa é baseado no livro do mesmo título do escritor português José Saramago. Não foi fácil encontrar o filme nas plataformas. Atualmente você encontra-o gratuitamente no YouTube.

Teatro: Ensaio sobre a cegueira (mesmo título). Trata-se de uma montagem do renomado Grupo Galpão, mineiro, BH, inspirada no romance de José Saramago, com cenário minimalista. O teatro do Sesc Birigui transformou-se num galpão. Nove personagens.

 A peça, que estreou em 2025 e segue em turnê em 2026, chegando ao Sesc Birigui, traz uma reflexão contundente sobre os limites entre a civilização e a barbárie, utilizando a distopia da obra para comentar o tempo presente. 

A peça é uma produção do Grupo Galpão, apresentada com apoio do Ministério da Cultura e Petrobras.

CONCLUSÃO

Apesar do livro todo ser metafórico, como Saramago é um racionalista, não permite várias leituras. Assim, a obra não foi alterada no filme e nem no teatro. É bom dizer que Ensaio sobre a cegueira foi escrita antes da pandemia covid-19.  

O livro apresenta a humanidade num futuro distópico, como fosse uma ficção científica que apresenta um futuro nada animador. Como em 1984, do escritor inglês George Orwell.

Com certeza, José Saramago recebeu o prêmio Nobel de literatura por causa do livro “Ensaio sobre a cegueira”. 

Autor: Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. Publicado no blog do Consa.

A ficção do amor

Tudo começa com a escolha de um livro para ler. Se histórico ou não, meloso ou criminoso, é a mão que o acolhe que também determinará o destino da leitura. Dos vários tipos de literatura, vamos ao cronista, que revela seus amores pela ficção, vivida ou inventada. Tom Jobim dizia que cada mulher que ele cantou - e foram muitas - foi uma que o desencantou amorosamente. E haja libido e inspiração para nosso deleite musical. Antonio Prata é filho de Mário Prata. Cronista de mão cheia, revela que a genética é também hereditária. Seu pai é brilhante no domínio da escrita do cotidiano. Filho é bom, mas dura muito é uma das tiradas prediletas do Prata Pai. Pratinha, como calorosa ou jocosamente chamam o Antonio, segue os passos paternos, escreve na Folha de S. Paulo, e revelou, recentemente, uma das decepções amorosas da adolescência - a Luana. Pergunto-me se a Julia Duailibi sabe da história. A jornalista é sua esposa e mãe dos dois filhos do casal e, por coincidência, prima em terceiro grau do escritor Roberto Duailibi, que ocupou a cadeira nr 21 da Academia Paulista de Letras, a qual passou a ser de Daniel Munduruku recentemente. O mundo é pequeno, mesmo para quem é grande nas ideias e ações. A questão dos encontros tem base estatística, sabemos, pois, no universo atômico, os elétrons sempre estão por perto, mesmo que negativos sejam.

A literatura parece não ter limites, tanto para o aprendizado quanto para o entretenimento. Não cairei no lugar-comum de dizer que os livros mudam pessoas, pois, em casa, eles apenas mudam de lugar. Os melhores pouco ficam nas estantes e prateleiras - e elas são muitas - espalhando-se por mesas, cadeiras, sofás, banheiros, e, principalmente, pelo chão. Livros mudam de espaço e, pelo jeito, levam consigo a matéria do saber, a energia da leitura e o tempo do prazer. Os livros eletrônicos já são mais comportados, uma vez que, no computador, a noção espacial é limitada, parecendo até que são adimensionais. Ledo engano. Os datacenters espalhados por aí revelam o quanto de espaço, energia e água o acúmulo de informação digital consome para guardar nossos segredos mais íntimos, desde a declaração do imposto de renda, até as mensagens que trocamos com amores amantes. Ficção por ficção, prefiro a literária que é explícita, sem medos ou disfarces, não aquela de programas televisivos de confinamento humano chamados de entretenimento, sendo que tais programas são apenas símbolo de voyeurismo artificial que resulta em bons investimentos comerciais, a Globo que o diga e o saiba.

Como brincaria o poeta, não sei se vou te amar ou se vou amar-te ou se ficarei na Terra mesmo, a mando. A colocação pronominal, tal qual o restante das regras gramaticais, nos coloca à frente, atrás e no meio das inter locuções com a paixão, com o amor. Combinando com a mescla melosa e indecorosa que fazemos entre o você e o tu, fica o filólogo de cabelo em pé, ainda que outros pelos eriçados sejam mais interessantes para se dizer aquilo que dizem que não pode ser dito. Ah, amar é lançar-se ao mar sem nau... Ah, a nau é lançada a amar, ao oceano... Ah, oceano, é ocê ano após ano a-mar. Com o sentimento da poesia do amor, faremos homenagem a Marina Becker na Academia Campinense de Letras nesta quinta-feira, 16/4, às 17h30. A doce poeta nos deixou e precisamos dizer de seu amor pelo viver, de sua alegria na poesia. A iniciativa partiu da escritora e Acadêmica Margareth Park. Teci alguns versos para ela e os mostrarei no evento gratuito, aberto a todos na sede da ACL (No Instagram: www.instagram.com/p/DW4udKXCRhW/). 

Autor: Professor Adilson Roberto Gonçalves – Publicado no Blog dos Três Parágrafos.

O relatório da CPI do Crime Organizado é uma grande farsa!

O relatório final da CPI do Crime Organizado apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), surpreendeu o país e desencadeou uma reação articulada para barrar sua aprovação. Segundo relatos dos bastidores, o conteúdo do documento e a linha adotada pelo relator não eram esperados por integrantes do governo que passaram a atuar diretamente na composição da comissão.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou duramente a decisão do relator senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de não pedir o indiciamento de congressistas no relatório do grupo, mas ter proposto a investigação de ministros da corte.

“Causa espécie que o relator tenha se esquecido de indiciar seus colegas de milícia”, afirmou à reportagem o decano do Supremo. Ele foi incluído na lista que propôs indiciamentos junto com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o que é ilegal, inconstitucional e inconveniente institucionalmente. Até porque o relatório é desprovido de provas e indícios de crimes cometidos por estas autoridades.

O relatório final da CPI do Crime Organizado foi apresentado no último dia de funcionamento do colegiado, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), não ter atendido a Vieira e ter ignorado o pedido para prorrogar as atividades da comissão.

No documento, Vieira escreveu que Moraes e Toffoli agiram “de modo incompatível” com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções devido à relação mantida com o Banco Master. No caso de Gilmar, ele apontou que o ministro teria suspendido quebras de sigilo da CPI para proteger os colegas.

Só poderia ser brincadeira de mau gosto o senador ter “esquecido” de ouvir e incriminar pessoas como Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP, que confirmaram ter relações pessoais com o ex-banqueiro. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central que autorizou a absorção do Master pelo BRB, não foi indiciado. Não foram citadas as organizações criminosas como Primeiro Comando da Capital - PCC e Comando Vermelho – CV, além de dezenas de envolvidos com corrupção já denunciados em operações da PF, como a Operação Carbono Oculto. 

Nada que alguém do espectro de direita faça pode ser levado em consideração neste nosso país. Eles procuram proteger os seus bandidos de estimação, enquanto tentam desesperadamente incluir os ministros do STF que os incomodam, com investigações e julgamentos que punem membros dos partidos bolsonaristas.

Em ano de eleições gerais, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), quis enlamear autoridades do judiciário ao mesmo tempo que protegeu seus pares envolvidos com corrupção até o pescoço. Na comissão que resultou o relatório, estava entre outro o bolsonarista Flávio Bolsonaro. A partir de sua presença na comissão, podemos entender os motivos para que o relator tenha incluído ministro do STF ao invés do Governador Cláudio Castro ligado a milícias no RJ, por exemplo.

Ao final da CPI, tivemos tempo perdido, jogado no lixo e um relator que não entende o significado de seu cargo no senado ao fazer de conta que o país ainda é governado pelo presidiário Bolsonaro, quando investigações eram arquivadas pela PGR, delegados da polícia federal eram afastados quando investigavam filhos e amigos dele.

Pobre povo brasileiro que elege e reelege aqueles que não vão representa-los dignamente e ainda trabalham para esconder a corrupção embaixo dos tapetes da política nacional. Políticos que além de todo desserviço, ainda agem em defesa dos ricos, empresários, pastores, Bets e corruptos, sem nunca fazerem nada pelo povo brasileiro. Esse ciclo vicioso precisa acabar antes que eles acabem com o país.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

https://jornalggn.com.br/politica/como-alessandro-vieira-tornou-se-agente-do-crime-organizado/ 

15 de abril de 2026

A civilização diante da arrogância.

  

Um homem carrega uma bandeira do Irã enquanto caminha entre os escombros de um prédio da Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, Irã, em 7-4-26 (Foto Majid Asgaripour - WANA via Reuters.

Do excesso de ameaças à exposição do dilema sionista-estadunidense. Aquele que hoje ameaça fazer com que outros retornem à “Idade da Pedra” pode não estar revelando um excesso de poder, mas, sim, declarando, de forma involuntária, um profundo abalo nas estruturas do próprio império. Quanto mais estridente se torna a ameaça estadunidense, mais o vazio por trás dela se expõe. Nações autoconfiantes não precisam recorrer à retórica da “Idade da Pedra” nem a tamanha fanfarronice para ocultar a ambiguidade de seus objetivos e sua incapacidade de traduzir ameaças em políticas concretas.

Enquanto a primeira parte abordou a ameaça estadunidense sob a perspectiva da ignorância acerca da civilização e da história, a segunda parte vai direto ao ponto central: o que essa retórica revela sobre os próprios Estados Unidos? A questão não se resume mais ao Irã, nem apenas aos limites da escalada militar, mas à própria natureza de uma potência que se expressa com tamanha grosseria e à disfunção que aflige os impérios quando perdem a capacidade de distinguir entre dissuasão e neurose, entre política e impulsividade, entre Estado e capricho.

Quando o poder perde sua linguagem

Nações autoconfiantes não se expressam dessa maneira. Grandes potências, quando verdadeiramente controlam seus impulsos e objetivos, não precisam elevar a voz a esse ponto, nem substituir a linguagem das instituições pela linguagem da humilhação cultural. Elas sabem o que querem, definem o que podem fazer e traçam a linha de chegada antes mesmo de discutir o custo da jornada.

Mas, quando o discurso degenera em uma mistura de ameaças abertas, vanglória nervosa e na promessa de destruir o adversário não apenas militarmente, mas também simbolicamente e culturalmente, isso revela não confiança no poder, mas, sim, ansiedade em relação a ele.

Aqui, o império não se expressa a partir de uma posição de complacência, mas de uma perspectiva limitada, de cálculos confusos e da necessidade constante de compensar sua visão imprecisa com uma linguagem grosseira. Portanto, essa escalada verbal não parece ser tanto uma evidência de excesso de poder, mas, sim, uma tentativa desesperada de ocultar uma fissura em sua própria certeza política.

A ambiguidade do objetivo e o ruído das ameaças

O aspecto mais perigoso da retórica de Trump não é apenas sua agressividade verbal, mas seu vazio estratégico. O homem afirma que a “missão principal” está quase concluída, mas não a define. Fala em vitória decisiva e, em seguida, abre espaço para a escalada. Brande o espectro de um fim e, depois, prolonga o conflito com novas escaladas. Essa contradição não costuma emanar de uma potência que tomou sua decisão, mas, sim, de uma potência que tenta mascarar sua confusão inflando seu vocabulário ameaçador.

Portanto, a ameaça de fazer o Irã retornar à “Idade da Pedra” não parece refletir clareza de visão, mas, sim, confusão, que constantemente exige uma linguagem mais estridente, mais ruído e insultos mais flagrantes para encobrir seu vazio estratégico. Quanto mais ausente a definição política precisa de vitória, maior o clamor utilizado para sugerir sua existência.

Quando o império fala com nervos

Neste momento, a questão não se resume mais ao presidente, embora sua personalidade faça parte do quadro, mas, sim, à estrutura que permite que o temperamento de um indivíduo arraste consigo a imagem do Estado para esse nível de volatilidade emocional. Aqui, Trump não parece ser apenas um presidente exagerado ou impulsivo, mas, sim, um sintoma intenso de um mal-estar mais profundo: uma inflação da propaganda, uma erosão da distância entre decisão e espetáculo e uma confusão entre a imagem do poder e seu significado.

Os Estados Unidos ainda possuem armas, bases, frotas e a capacidade de infligir danos. Mas possuir as ferramentas da opressão não é o mesmo que possuir a capacidade de traduzi-las em políticas eficazes, em uma visão coerente ou em um objetivo claro. Os impérios não começam a declinar apenas quando são derrotados no campo de batalha; eles também começam a declinar quando sua retórica se torna maior do que sua visão, sua imagem mais exagerada do que sua substância e seu ruído mais intensos do que sua certeza.

O prestígio se transforma em fragilidade

Ironicamente, esse tipo de retórica, que deveria gerar prestígio, pode acabar expondo fragilidade. O prestígio na política internacional não é medido apenas pela capacidade de destruição de um Estado, mas também por sua habilidade de controlar o ritmo de seu poder e de fazer com que seus adversários e aliados acreditem que ele sabe o que está fazendo, por que o faz e quando parar.

Quando o chefe da maior potência se torna uma fonte constante de mensagens contraditórias — entre falar na conclusão da missão e defender a expansão do banco de alvos, entre insinuar uma saída e renovar abertamente as ameaças —, a própria imagem do Estado começa a ruir. O que parece, superficialmente, uma demonstração de força pode, na realidade, ser evidência de uma autoconfiança abalada e de uma necessidade constante de elevar o tom para compensar a falta de certeza.

O poder que vê apenas o que pode ser bombardeado

Então surge o dilema mais profundo: a retórica estadunidense atual revela não apenas confusão na condução da guerra, mas também uma pobreza na compreensão do próprio mundo. Quando se reduz uma nação com a história do Irã, suas contribuições civilizacionais e seu peso geopolítico a um alvo que deve ser “retornado” a um estado pré-civilizacional, revela-se não apenas crueldade, mas também uma incapacidade de compreender a diferença entre um adversário e o vazio.

Essa é uma mentalidade que vê o mundo apenas como algo que pode ser bombardeado, destruído ou chantageado. Trata-se de uma mentalidade perigosa não apenas para o Irã, mas para toda a ordem internacional, pois significa que o poder, quando perde suas restrições políticas e morais, transforma-se de um instrumento a serviço do equilíbrio em uma máquina de produzir caos, e de um elemento de dissuasão em uma fábrica de pânico global, que ameaça tanto a região quanto o mundo.

Os Estados Unidos diante de seu cruel espelho

Nesse sentido, a retórica de Trump revela não tanto a verdadeira natureza do Irã, mas, sim, a verdadeira natureza do próprio momento estadunidense. Estamos diante de uma potência ainda capaz de atacar, mas menos capaz de convencer o mundo de que sabe para onde está indo. Estamos diante de um presidente que confunde a linguagem das campanhas eleitorais com a linguagem da guerra, a propaganda midiática com a definição de interesses e a ostentação da força com a formulação de políticas.

Esses não são apenas traços pessoais repulsivos, mas, sim, sintomas políticos perigosos quando emanam do chefe da maior potência mundial. Alguém que ameaça destruir pontes e usinas de energia, enquanto, simultaneamente, fala de uma vitória iminente não se apresenta como um líder que controla o curso da guerra, mas, sim, como um homem que persegue a imagem da vitória enquanto seus fundamentos políticos e morais se corroem ao seu redor.

Os limites da agressão e os limites do poder

Portanto, o que está acontecendo hoje não deve ser interpretado apenas como uma agressão contra o Irã e o Líbano, mas também como um espetáculo revelador dos limites do próprio poder sionista - estadunidense. Trata-se de um poder capaz de destruição em larga escala, de expandir seu alcance e de escalar o conflito a níveis catastróficos. No entanto, até agora não apresentou uma definição convincente do que acontecerá depois, nem da configuração da região que pretende subjugar, nem da ordem regional mais estável que poderá emergir dessa conflagração.

Quando um império treme

A questão fundamental é que aqueles que hoje ameaçam levar outros de volta à “Idade da Pedra” podem não estar revelando um excesso de poder, mas, sim, inadvertidamente, um tremor profundo nos próprios alicerces do império. Aviões podem lançar fogo, mas não concedem sabedoria. Ameaças podem criar ruído, mas não fazem história.

As verdadeiras civilizações, contudo, perduram e permanecem capazes, mesmo sob fogo, de expor a fragilidade do poder quando este se expressa na linguagem da arrogância e do pânico. 

Autora: Heba Ayyad - Jornalista internacional e escritora palestina brasileira. Publicado no Brasil 247.