Seguidores

4 de março de 2026

A força e a fraqueza do Deus da guerra Trump e Netanyahu são a prova mais cabal do declínio do Ocidente.

 

A guerra contra o Iran, que já se tornou um conflito regional, tem uma possibilidade real de se alastrar. O ataque mostra a convergência de interesses percebidos como vitais tanto para Israelenses quanto para os americanos. Os americanos querem destruir a infraestrutura energética da China, que precisa tanto do petróleo iraniano, quanto de uma presença real na região para seus interesses globais estratégicos.

Obstruir o acesso de energia a uma potência industrial é um golpe de morte. Foi estrangulando o acesso dos japoneses ao petróleo, que os americanos conseguiram o que procuravam: a entrada dos japoneses – e depois dos americanos – em uma guerra que redefiniria a ordem global inteiramente em favor dos interesses americanos. A semelhança entre as duas situações históricas mostra o perigo real em que estamos correndo hoje em dia.

Israel, por sua vez, quer acabar de vez com o único país da região que pode lhe oferecer uma resistência seria. Com o Iran abatido, Israel teria o caminho aberto ao projeto do “grande Israel”, submetendo todo o Oriente Médio aos seus interesses.

É neste encontro de interesses real que reside o perigo. Trump e Netanyahu são a prova mais cabal do declínio do Ocidente, que mandou no mundo nos últimos 2.500 anos desde a Grécia antiga e Roma. O assim chamado Ocidente – hoje a soma do que era a OTAN e Israel – retirava seu prestígio da sua moralidade percebida e reconhecida por quase todos como superior.

Os símbolos mais visíveis desse prestígio são a democracia, a imprensa livre (sic), a ciência, o Direito e a proteção à esfera individual. Todas elas criações do Ocidente. Enquanto a Europa e os EUA podiam se apresentar como materialização deste espírito, a dominação era antes de tudo cultural, possibilitada pela percepção do resto do mundo como inferior. O poderio militar funcionava como uma última espécie de intimidação final, quando o resto tivesse falhado.

O genocídio palestino, assistido, desvirtuado e negado tanto pela Europa quanto pelos Estados Unidos, enquanto o maior genocídio do século XXI contra um povo indefeso era perpetrado aos olhos de todos, quebrou qualquer possibilidade de manter a suposta “superioridade moral do Ocidente” intacta. Tudo que antes era “orgulho civilizatório” é agora símbolo de cinismo e mentira.

É isso que explica que o uso abusivo da força militar não seja força real, mas, sim, fraqueza de um domínio baseado unicamente na força e na violência, que não convence mais ninguém que representa valores universais. Desse modo, comandado por dois criminosos contumazes, o perigo de uma guerra total é real. 

Autor: Jessé Souza - Escritor, pesquisador e professor universitário. Autor de mais de 30 livros dentre eles os best-sellers “A elite do Atraso”, “A classe média no espelho”, “A ralé brasileira” e “Como o racismo criou o Brasil”. Doutor em sociologia pela universidade Heidelberg, Alemanha, e pós doutor em filosofia e psicanálise pela New School for Social Research, Nova Iorque, EUA. Publicado no Site ICL Notícias.

Jeferson Miola: O mundo sob o domínio do banditismo fascista e nazisionista.

 

No primeiro ano deste segundo mandato, Trump já bombardeou sete países – Somália, Iraque, Iêmen, Nigéria, Síria, Venezuela e Irã, atacado duas vezes. Acabou a funcionalidade da diplomacia.

A ONU é hoje um cartório protocolar para a mera anotação memorial do gangsterismo e do banditismo de Trump e Netanyahu, este último elemento um fugitivo de mandado de prisão do TPI.

A força militar seria a única maneira capaz de deter as ações criminosas dos EUA e de Israel contra países e povos soberanos. Apenas outras duas potências militares poderiam exercer algum poder de dissuasão: a Rússia; e, em menor proporção, a China.

No entanto, não foi pelos palestinos, vítimas de genocídio, e por Gaza, sede do Holocausto do século 21, que China e Rússia decidiram peitar Trump para correr o risco da terceira guerra mundial. Essa que seria uma guerra de dimensões catastróficas imponderáveis.

Tampouco foi pela Venezuela, como seria esperável, dado o intenso relacionamento do país caribenho - sul-americano com China e Rússia.

E, ao que tudo indica, também não será pelo Irã que China e Rússia assumirão protagonismo militar para deter os EUA e Israel. No máximo, empregarão retóricas mais duras e contundentes. E ficamos por aí, por enquanto.

Considerando essa paisagem, nem é preciso grande esforço analítico para inferir que Cuba tem enormes chances de ser a próxima Gaza. Sem a existência de um sistema mínimo de pesos e contrapesos, a lei internacional foi morta, e os Hitlers redivivos avançam livres e desimpedidos para levar o mundo a uma explosão total.

A narrativa da mídia hegemônica, legitimadora do ataque criminoso dos EUA e de Israel ao Irã, é asquerosa, para não dizer vomitável. A culpa pelo ataque é do Irã, repetem, que é tão culpado pela agressão imperial quanto a Venezuela, Cuba ….

Nesta toada, com sua “ditadura do judiciário” e seu “governo comunista” que ofendeu a tradição judaico-cristã e esfriou relações diplomáticas com o Estado nazisionista de Israel, o Brasil também poderá ser alvo de ataques criminosos da potência imperial e do sionismo. Eventual ataque ao Brasil poderá acontecer, por exemplo, na eleição. E seria um bombardeio via big techs e plataformas digitais.

Não menos nojento que a posição editorial anti-Irã / anti-Persa da mídia hegemônica, é a vassalagem obscena de líderes europeus. Macron/França, Merz/Alemanha, e Starmer/Reino unido, se superaram. Condenaram o Irã, a vítima, e aplaudiram os dois países párias do mundo. E os vassalos foram ainda mais longe: perfilaram suas capacidades bélicas ao lado de Trump e de Netanyahu, para serem cúmplices da destruição devastadora do Irã.

A lei internacional foi definitivamente morta, e o mundo está sob o domínio do banditismo fascista e nazisionista. Vassalos europeus desse banditismo são tão criminosos quanto, uma vez que que cúmplices e coautores. 

Autor: Jeferson Miola – Publicado no Site VioMundo.

Acorda Brasil e não reelejam mais políticos de direita!

 

Pela milionésima vez, as ruas de algumas cidades brasileiras tiveram a presença de políticos, pastores, candidatos e pessoas trajando a camiseta amarela da CBF no que eles chamaram de manifestação “Acorda Brasil”.

Em primeiro lugar, sabemos que se os brasileiros acordassem realmente, esses políticos não teriam os votos nas urnas, porque desde 2018, é notório que muitos eleitores estão presos como se tivessem passado por uma lobotomia ou lavagem cerebral.

Nada mais poderia justificar ir às ruas para apoiar quem está preso por planejar golpe contra a democracia e para quem, no afã de se eleger, mantém a velha pauta da direita de “impeachment contra os ministros do STF que votam contra seus interesses”, impeachment contra Lula, sem declinar o motivo do pedido, apenas por ódio e para que ele supostamente não possa vencer as próximas eleições.

Nas ruas, pessoas com a bandeira de Israel e dos EUA clamando por “democracia”, falando em invasão de Trump e sequestro de Lula nos mesmos moldes do que foi feito com Maduro. Pessoas falando bobagens e criando narrativas invertidas daquilo que realmente está acontecendo no Brasil. Até onde isso é fruto da ignorância ou da maledicência?

São os mesmos políticos que votam contra redução de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, contra redução de impostos da cesta básica, contra auxílio gás, contra taxar Bets, enfim, contra qualquer imposto que incida sobre os mais ricos. Em contrapartida, esses mesmos políticos que organizam essas manifestações jamais foram às ruas para pedir Saúde, Educação, Habitação, Saneamento Básico ou Segurança para a população brasileira.

Esses encontros são apenas e unicamente para pedir subliminarmente a soltura do presidiário Jair Messias Bolsonaro, que foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão em regime fechado. Eles são mentirosos, hipócritas e disfarçam o verdadeiro motivo das manifestações que realizam para continuar ludibriando os patriotários verde amarelos.

Poucas pessoas compareceram às manifestações, sendo que boa parte foi levada por prefeituras que possuem prefeitos de direita, claro que custeadas pelo povo.

Se cada eleitor votasse com base em simples pesquisa “O que o candidato realizou no período de 2022-2026?”, com certeza Nikolas, Flávio e tantos outros candidatos da extrema-direita nacional não teriam votos suficientes para se elegerem ou reelegerem em outubro deste ano.

Quando o povo brasileiro perceber que deputados que recebem milhões por ano sem entregar o retorno esperado querem afastar ministros do STF justamente porque eles vêm impondo limites às emendas e à corrupção, muita coisa ficará mais clara.

Criticam e atacam Alexandre de Moraes e Flávio Dino, mas amam os ministros bolsonaristas que dizem amém a todas as suas falcatruas, por isso não pedem Impeachment de Luiz Fux, Munes Marques ou André Mendonça.

O problema crucial da direita são todos aqueles que os investigam ou mandam investigá-los, como Lula, Polícia Federal, PGR, Dino, Moraes, etc. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.