Desde que o programa assistencial Bolsa Família foi instituído no país, sofre críticas dos ricos, dos empresários, dos bolsonaristas e de todos cidadãos que “odeiam” Lula e os partidos de esquerda.
Os argumentos são rasos, com pouca ou nenhuma inteligência, esbarrando sempre em narrativas falsas e dados inexistentes na realidade. Claro que, como tudo que é realizado em nosso país, o programa precisa sempre ter ajustes e auditorias, visto que o ato de levar vantagens em tudo é inerente a parcela significativa dos brasileiros.
O escopo principal do programa está baseado no seguinte:
Valores do benefício em 2026
· Valor mínimo de R$ 600 por família
· R$ 150 extras por criança de até 6 anos
R$ 50 extras para: gestantes - nutrizes (bebês até 6 meses) e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos
A composição do benefício inclui:
· Benefício de Renda de Cidadania: R$ 142 por integrante da família;
· Complementos para atingir o mínimo de R$ 600,00.
Regras de permanência
Para continuar recebendo, a família precisa cumprir condições nas áreas de saúde e educação:
· frequência escolar de crianças e adolescentes;
· vacinação em dia;
· acompanhamento nutricional infantil;
· pré-natal para gestantes.
Os críticos sem argumentos, como Luciano Hulk dizem que os brasileiros deixam de procurar emprego para receber o Bolsa Família. Se o emprego tiver um salário mínimo, renderá R$ 1.621,00. Logo, fica difícil imaginar que alguém trocaria este valor por R$ 600,00.
Dizem ainda, que o governo tem de arrumar empregos e não promover o assistencialismo. Essa critica vai até a página 2, porque os empresários que recebem Incentivos fiscais, Benefícios fiscais, Renúncia fiscal, Subsídios tributários ou Desoneração tributária não reclamam nem acham isso assistencialismo. Luciano Hulk buscou subsídios no BNDES para comprar um avião. Naquele momento não achou que estava sendo ajudado pelo mesmo governo que critica ao ajudar os mais pobres.
Porque os ricos não se revoltam contra os salários obscenos recebidos por deputados, senadores, desembargadores, juízes e as malditas pensões eternas das filhas de militares da alta patente?
Porque Luciano Hulk e os demais ricos não se revoltam contra os bilhões manipulados no escândalo do Banco Master, da roubalheira do INSS por políticos de direita, e as malditas emendas parlamentares desviadas pelos mesmos políticos que votam contra aumento salarial dos professores, auxílio gás, correção do salário mínimo e desoneração dos impostos na cesta básica?
A resposta é simples, esses calhordas odeiam pobres, querem distancia dos brasileiros que não são ricos como eles, e por este motivo, odeiam todo e qualquer político que ouse tentar ajuda-los. O ódio a Lula e ao PT nada tem a ver com ideologia ou comunismo inexistente no planeta, mas sim com preconceito, que vem de muito longe, desde os tempos da escravidão.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.


