Seguidores

9 de dezembro de 2009

Políticos vivem num mundo paralelo

O que nós presenciamos nos últimos vinte e nove anos dentro e fora da vida pública brasileira é algo ignóbil, assustador e sem palavras para definir. Qualquer adjetivo seria pequeno demais para expressar o sentimento de ultraje e nojo que o trabalhador honesto tem dos nossos políticos.
Collor, P. C. Farias, Renan Calheiros, Valdomiro Diniz, Sarney, anões do orçamento, dólares na cueca, mensalão, projeto Sivam compra de deputados para aprovar a reeleição, desvios de verbas, superfaturamento de obras, ambulâncias, sonegação de impostos, castelos não declarados, dinheiro roubado e depositado em contas na Suíça, Ilhas Jersey, Caribe, contas fantasmas, caixa dois, enfim, uma lista que poderia alcançar a lua partindo da terra.
Sabe quem foi preso, julgado, condenado e está preso? Ninguém. Sabe quem devolveu tudo que foi roubado aos cofres públicos brasileiros? Ninguém. Sabe quando isso vai parar no Brasil? Nunca. Sabe quem cria as leis e os atalhos para que isso possa continuar acontecendo? Eles, os políticos desde a mais humilde Câmara até o Congresso Nacional.
Essa gente podre, sem alma, sem pudor, com muita ganância e esperteza vive em mansões espalhadas pelo país, mudam de partidos, mudam de cargos, mas jamais deixam de roubar e prejudicar o povo. Nós vivemos num mundo paralelo, cheio de filas, problemas, falta de serviços públicos decentes, com miséria espalhada por todos os lados.
Somos brasileiros que elegemos essa escumalha e que depois não cobramos e nem fiscalizamos seus atos. Somos nós os grandes responsáveis por esse circo onde atuamos como palhaços enquanto eles nos roubam até a bilheteria e os sonhos mais inocentes de nossas crianças.
Os políticos brasileiros são desprovidos de escrúpulos, o DNA é idêntico sejam eles da oposição, situação ou governantes, nada disso importa, vão nos roubar, vão nos prejudicar, vão nos ignorar e não permitirão que os critiquemos ou tentemos derrubá-los de suas bigas de ouro.
Eles roubam, eles criam impostos, eles instituem taxas e modificam tributos sempre a favor de seus interesses pessoais. São auxiliados pela justiça que ao invés de defender o povo, ajudam a escaparem de processos e crimes de toda ordem. Se condenados, os governantes não são presos e os valores que nos devem são então apelidados de “precatórios” e nunca mais são pagos.
Sim, eles têm o poder supremo, estão acima do bem e do mal, são onipotentes e poderosos quando estão em seus gabinetes nefastos. Bondosos durante o período de campanha eleitoral, mas nunca, jamais são generosos, ao contrário, mentem tanto que até acreditam em suas mentiras e pensam ser o que na verdade nunca foram.
Pois essa escória agora está na televisão na forma de adoradores de dinheiro nas cuecas. São os filhos de Arruda que estão mais uma vez enojando Brasília. Quem vota e elege mora nas cidades satélites, são pobres e jamais vão entender da onde vieram tantas notas de R$ 100,00 reais.
Mas o povo sabe de uma coisa, nesse mundo paralelo, o escândalo dura somente até o momento em que surge outro novo e patético crime contra o erário. A partir desse momento é como se os crimes anteriores fossem deletados das mesas e gavetas do poder judiciário e apagados para todo sempre.

26 de novembro de 2009

Aplauso?

Recentemente o PSDB de Bauru resolveu colocar uma matéria paga no Jornal da Cidade intitulada “Aplauso”, aonde fazia apologia a tudo que achavam ter sido feito pelo partido nos últimos quinze anos, enaltecendo em demasia o que na prática é apenas e tão somente obrigação de um partido que está a tanto tempo no poder. Então vai a réplica!
Depois de quinze anos governando SP, o PSDB quer aplauso para o pouco que fez pela região de Bauru. Pouco? Sim, muito pouco se comparado com o que arrecadam de quase um milhão de pessoas na nossa região. Pouco por que eles têm a obrigação de fazer muito mais.
Aplauso por terem demorado tanto tempo e ainda não terem duplicado a Bauru – Iacanga, Bauru – Ipaussú e a Bauru – Marília?
Aplauso pela AHB? Associação Hospitalar Bauru, cuja direção é acusada de desviar milhões da saúde pública sem que ninguém do partido denuncie, mande investigar ou tome um posicionamento perante a sociedade bauruense. Ao invés disso, ficam denegrindo que critica o que está acontecendo.
Aplauso pelo péssimo serviço de saúde na região, obrigando doentes a se locomoverem por muitos quilômetros para chegaram a Bauru para se tratarem onde à situação é péssima?
Aplauso pela cobrança de IPVA mais alta do Brasil?
Aplauso pelas privatizações que trouxeram milhares de desempregados a região? E que ninguém consegue saber aonde foram investidos os bilhões de dólares arrecadados no processo.
Aplauso por estarem começando uma obra (Nações Norte) depois de quinze anos e já jogando na cara do povo a sua realização, como se obra já estivesse pronta?
Aplauso para quem está no governo a quinze anos e ainda pergunta se alguém fez mais por Bauru? Como alguém iria fazer se somente eles foram poder cara-pálidas?
Aplauso para um partido que constrói um aeroporto apressadamente e depois percebe que ele deveria ser feito com calma e para poder receber aviões de carga?
Aplauso para um partido que permite um sistema penitenciário obtuso onde em média 175 criminosos fogem por mês, inundando as ruas de novos crimes e terror? Onde estão os novos investimentos para Segurança Pública? Onde estão os novos soldados para poder fazer frente ao crescente aumento da criminalidade na região?
Aplauso para quem é omisso no trato para com a segurança pública? Quanto ganha um policial civil, um policial militar ou um professor do Estado?
Aplauso para os pedágios novos da Rodovia Marechal Rondon? Uma viagem entre SP x Belo Horizonte ida e volta tem 1160 km aproximadamente. Nesse percurso o motorista de um carro de passeio pagará R$ 15,40. Na Marechal Rondon o mesmo motorista numa viagem de Bauru a Botucatu ida e volta terá pela frente 180 km aproximadamente, mas pagará em solo tucano R$ 21,00. Dizer o quê? Defendê-los como? Explicação? Nenhuma, o povo que lixe.
Com as palmas o povo!

Tudo está caindo? Porque?

Nos últimos tempos tenho percebido que não param de cair obras, pedaços de construções, desmoronamento de obras do Metrô, vigas de obras do Rodoanel, sino da igreja da Sé em SP, trechos de estradas, além da energia que vive caindo no que convencionamos chamar de “apagão”.
Em alguns casos podemos creditar a pressa de alguns governantes em querer inaugurar suas obras para poderem ser alavancados rumo a outro cargo público nas eleições seguintes. Isso acontece e não é raro.
No interior de SP, um aeroporto sonhado pela sociedade foi inaugurado há pouco tempo, depois de descerrada a fita e com alguns meses de funcionamento os gênios perceberam que a obra deveria comportar aviões de carga e não haviam pensado nisso antes, a pressa levou a fazer o aeroporto para receber aviões de passeio.
O sino da igreja da Praça da Sé despencou da torre do relógio trazendo medo e pânico para quem estava por perto na hora do acidente. Com certeza absoluta, mesmo antes de maiores investigações técnicas, não pode ser outra coisa que não a falta de manutenção preventiva.
Esse, aliás, é o grande problema da rede elétrica de energia nas nossas cidades, pois todo o sistema data da década de sessenta. E desde então não tiveram nenhuma modernização mesmo depois de privatizadas, pois as empresas que compraram não querem perder nem um centavo de seu lucro certo.
As linhas de distribuição no Brasil continuam sendo levadas às residências e indústrias em fios por via aérea através de postes espalhados pelas cidades. Na Europa o mesmo é feito de forma subterrânea, deixando as cidades com aspecto muito mais moderno e limpo.
As linhas de transmissão não recebem a manutenção adequada, os transformadores não são trocados como antigamente, época em que o setor elétrico estava nas mãos seguras das empresas estatais. As usinas além de não gerarem um kw/h a mais ainda estão se tornando obsoletas a cada novo dia.
O outro grande fator que faz com que acidentes em obras aconteçam é a falta absoluta de fiscalização do poder público. As empreiteiras usam materiais de quinta categoria, querem ganhar até o último centavo, talvez por que algumas delas perdem muito dinheiro tendo de bancar candidaturas de políticos e governantes nas eleições e depois precisam recuperar esse dinheiro.
E o fazem de duas formas, ou superfaturando obras ou redimensionando a colocação de materiais (Vigas, Concreto, etc). Isso acaba comprometendo a estrutura das obras e passam misteriosamente pelas fiscalizações do contratante. Quando ocorre a desgraça, ninguém sabe ninguém viu, isso acontece, é uma fatalidade e outras bobagens o tipo.
Tudo isso só acontece aqui no Brasil por dois motivos, um é o DNA da nossa classe governante e o outro é a impunidade imoral que campeia nossas relações jurídicas e fazem com que os envolvidos não tenham medo de serem presos ou de terem de devolver aos cofres da nação o que roubaram.

Diferenças no Brasil

Viver no Brasil é complicado, o povo tem deveres e obrigações e seus direitos raramente são cumpridos pelos governantes e demais autoridades. Tudo que é proibido, ilegal ou imoral é franqueado a políticos e a toda rede que sustenta essa escória brasileira, ou seja, os corruptores.
Se um cidadão comum quiser fazer um puxadinho em sua casa modesta na periferia, terá de pagar horrores a Prefeitura, INSS, recolher ISS, taxas e mais taxas exorbitantes. Os ricos fazem mansões e os políticos castelos sem ao menos declarar à receita federal, ao INSS e a Prefeitura local e nada acontece...
Um cidadão comum tem de suar sangue para abrir e manter funcionando uma empresa de pequeno porte, tendo de arcar com tributos de toda natureza, impostos obscenos e lucros mínimos. Já os políticos abrem empresas fantasmas em nomes de laranjas, com endereços falsos, lucram milhões e o que é pior, sonegam impostos e ainda ganham licitações em órgãos federais, Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas.
Ter um plano de saúde e fugir do açougue chamado SUS é o sonho distante da maioria dos brasileiros, aqueles que conseguem pagam uma parte considerável de seus vencimentos e ainda sofrem surpresas desagradáveis como reajustes muito acima da inflação, restrições de toda ordem e humilhações.
Enquanto isso, no Éden de Brasília políticos aprovam leis em regime secreto, para que seus familiares diretos e indiretos possam usar de forma vitalícia (até a morte) planos de saúde de primeiro mundo as nossas custas.
Emprego no Brasil para o povo é sem carteira assinada em geral, sem benefícios exceto vale transporte e vale coxinha (refeição). Enquanto isso nas cortes espalhadas pelas Prefeituras, Governos Estaduais, Federal e toda rede de políticos do país, emprego é qualificado, com alta remuneração, muito acima do mercado e sem necessidade de concurso ou quaisquer outros obstáculos.
Viver no Brasil é lindo, o país é mesmo maravilhoso, porém conhecê-lo custa muito caro, as passagens aéreas nacionais são um estupro ao bolso do trabalhador. Uma viagem para conhecer a Amazônia custa o equivalente a viajar pela Europa durante cinco dias. Entretanto, políticos, parentes, amantes viajam de graça para Paris, Londres, Nova York e demais cidades ao redor do planeta, graças a benefícios conseguidos com muito sacrifício pelos parlamentares brasileiros.
No Brasil acidentes trazem dor de cabeça e prejuízo apenas para o povão, ou são vítimas ou pagam pela negligência e outros artigos das leis vigentes. Agora se o acidente for causado pela pressa do governante em inaugurar obras eleitoreiras ou por uso de materiais de segunda categoria nada acontece, ninguém vai preso ou é ao menos processado. Vide Buraco do Metrô em SP, queda da viga na Regis Bittencourt, desabamento de palanques e palcos para shows, etc.
Assim é o Brasil, país de milhões que na verdade é para poucos, onde a classe média paga a conta e a elite ri a toa. Pagamos licenciamento para nossos veículos sem que nenhum serviço seja feito em troca pelo Estado. Pagamos IPVA e quando pegamos a primeira estada dá-lhe pedágios a preços astronômicos para sustentarmos empreiteiros ricos e gananciosos amigos dos governantes.
Justiça? Não... Ela é para poucos privilegiados, aqueles que legislam em causa própria ou podem pagar advogados muito caros, para o povo apenas às Leis, nada mais.

17 de novembro de 2009

Juízes no Sec. XXI proferindo sentenças fora do nosso tempo

No MS o Juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, capital daquele Estado proferiu uma sentença arcaica que remete aos tempos da ditadura militar ou até aos períodos negros da história recente da humanidade. Protegendo políticos que já possuem imunidade parlamentar e tantas outras benesses o magistrado Pedro Sakamoto ofende a nossa inteligência e macula a liberdade que deve haver nos meios de comunicação.
O povo deve sim ser protegido de políticos criminosos, aqueles que ajudam a desviar o erário, que se compõem com madeireiras clandestinas de nossas florestas, aqueles que ajudam traficantes e sequestradores. Políticos que fraudam licitações e concursos públicos e que agem contra a própria constituição de nossa pátria.
Ao proibir que blogueiros e demais pessoas possam escrever, denunciar ou emitir opiniões em seus veículos de comunicação contra o Deputado José Geraldo Riva (PP), sob pena de multa de R$ 1 mil reais por dia, o magistrado nos remete a lei da censura no Brasil.
Recentemente outro magistrado em Brasília proibiu o Jornal Estado de SP de veicular notícias sobre casos envolvendo o senhor José Sarney. Censura pura, do tipo odiosa, querendo evitar que parcela da sociedade, pequena, diga-se de passagem, tenha acesso a informação e a verdade.
No Pará outro magistrado “preocupado” com criminosos homossexuais, resolveu proferir sentença favorável a encontros íntimos entre presos e seus parceiros homossexuais. Isso é uma preciosidade, um mimo sem precedentes. Só no Brasil temos de engolir isso por sermos tão generosos, complacentes e amistosos demais para esse tipo de vergonha jurídica.
E assim vamos caminhando e cantando e sonhando com uma Justiça de verdade, onde os membros da Corte suprema (STF) sejam escolhidos dentro de critérios nada políticos, mas sim por conhecimento exclusivo às leis e a própria justiça. Onde o mesmo possa ocorrer nos Estados da Federação, pois não tem cabimento governadores escolherem o que quer que seja dentro do poder judiciário e nem dos Tribunais de Contas.
Imparcialidade, justiça rápida para todos, fim da impunidade deveriam ser as metas a serem alcançadas, porém ao invés disso, nossos magistrados estão protegendo bandidos em demasia, políticos e até assassinos oriundos de países como a Itália.

Apagão em suas diversas formas no Brasil

É corriqueiro ouvirmos falar em apagão sempre que o país fica às escuras em virtude de quedas na transmissão de energia do sistema elétrico nacional sempre seguidas de explicações estapafúrdias e mentirosas. Em 1999 segundo as autoridades brasileiras foi um raio que derrubou o sistema em Bauru afetando cinco Estados brasileiros numa noite em que nem choveu na região de Bauru.

Agora na noite do dia 10/11/09, novamente uma queda no sistema elétrico leva pânico e prejuízos a dezoito Estados brasileiros sem que uma única explicação inteligente e verdadeira venha à tona. Ventos fortes, intempéries climáticas, raios e muito bláblá e já começam a jorrar nas emissoras de televisão pelo Brasil afora, sem que nenhuma delas tivesse a coragem de efetivamente nos dizer o que aconteceu.


Mas o Brasil não é exclusivo em apagões de energia elétrica tão somente, aqui temos outros tipos de apagões que se sucedem constantemente em nosso cotidiano, senão vejamos:


Apagão moral é o que acontece com uma freqüência absurda e sempre atingem políticos eleitos, empresários envolvidos em escândalos e fraudes em licitações públicas. Autoridades de vários segmentos do país nos três poderes e até uma parcela considerável da população que finge que não sabe que existem leis e regras para a vida em sociedade. Corruptos e corruptores se valem da impunidade, mãe de todas as desgraças no Brasil.
Apagão presencial è Nos últimos dezesseis anos, com maior ênfase nos últimos oito anos, nossos presidentes tem demonstrado uma paixão desmedida por viajar para fora do país. Nunca se viajou tanto como o FHC e Lula. O atual presidente tem mais tempo de voo que a frota inteira da Boeing. Não permanece em seu gabinete e as reuniões de planejamento, cobrança de metas e trabalho são coisas desconhecidas. Enquanto isso o setor aéreo vai de mal a pior.


Apagão coletivo é aquele que afeta a memória da grande maioria dos nossos eleitores a cada dois anos nas eleições municipais e nacionais. Elegem sempre os mesmos obtusos, dando a eles um cheque em branco assinado. E dias depois não lembram sequer em quem votaram. São responsáveis indiretos pela péssima qualidade do legislativo e executivo do nosso país.


Apagão administrativo é o que mais acontece na administração pública brasileira, no Brasil a prática de teorias administrativas e os mandamentos da Teoria Geral da Administração é um verdadeiro deserto de idéias e atos concretos. Não existe a pratica do planejamento, não sabem o que é curva ABC, desconhecem atitudes pró-ativas, reengenharia e tantos outros programas e ações que permitem que uma gestão seja feita com qualidade no setor público. Apenas viajam, desperdiçam e desviam recursos do erário.


Apagão da Justiça Esse blecaute ocorre diariamente, ontem mesmo um juiz no Estado do Para, resolveu conceder visita íntima a um presidiário homossexual. São muitas imoralidades como a própria visita íntima entre héteros, o indulto até para dia das bruxas, fugas por falta de competência do sistema penitenciário, milhares de criminosos nas ruas, julgamentos a longo prazo, falta de investimento em tecnologia para o bem da própria justiça e decisões mais rápidas e soberanas.

11 de novembro de 2009

O que está sendo discutido em nossas Universidades?

Nas Universidades Públicas Federais e Estaduais com certeza a discussão sempre está girando em torno da escassez de recursos para pesquisas, verbas para treinamento, investimentos em alta tecnologia e a questão polêmica da cota para alunos negros.
Já na Uniban – Universidade Bandeirante de São Bernardo do Campo – SP, por exemplo, a discussão gira em torno de um assunto importantíssimo, que extrapola as salas de aula e ganha às páginas dos jornais, na sua área de assuntos bizarros.
Uma estudante comparece para assistir uma aula com um vestido curto, dirige-se a sala e está tentando participar da aula enquanto nos corredores da faculdade começa um linchamento moral sem precedentes. Alunos deixam suas salas, esquecem seu objetivo na Universidade e passam a achincalhar a moça com gritos, palavrões e todo tipo de baixarias possíveis e imagináveis.
Alguns mais “inteligentes” imitam primatas e trepam em janelas na ausência de árvores dentro da escola. Uma balbúrdia sem precedentes na Uniban se formou sem que fossem identificados os motivos para essa estupidez.
A moça teve de ser retirada da universidade por policiais militares e levada a um distrito policial. Certo seria terem levado os alunos que aparentemente estavam inconformados com a vestimenta da moça ou pelo fato de ter pernas a mostra, uma contradição sem tamanho, diga-se de passagem, ou eles não gostam de moças e pernas?
A universidade até o momento não conseguiu ou não quis identificar os vândalos e falsos moralistas que cursam seus cursos. A polícia pede a Deus para coisas assim não aconteçam, pois a noite paulista já tem milhares de casos sérios de verdade para encher qualquer agenda policial.
Algumas pessoas dizem que a moça foi com o vestido para aparecer, estranho, as moças não se vestem bem ou mal para aparecer, ou quando se pintam e se bronzeiam o fazem para si próprias e não para chamar justamente a atenção? Vestido curto agora é motivo para paralisação de aulas?
Que pena que os universitários da Uniban não param para reclamar das seguintes obscenidades ao redor do nariz deles:
1. Preços dos combustíveis;
2. Inércia dos políticos do Congresso Nacional;
3. Corrupção no pais;
4. Preço dos pedágios em SP;
5. Violência em todo país;
6. Situação da saúde pública;
7. Custo do ensino privado;
8. Falta de oportunidades para recém formados;
9. A inexistência de uma distribuição de renda justa no país;
10. A falta de capacidade dos estudantes de se organizarem para fazer algo inteligente e produtivo pela nação.
Nossa juventude demonstra a cada dia o quão despreparada e inútil se transformou aquele que já foi o grande centro das discussões políticas, acadêmicas, econômicas e sociais para se perder em apupos imbecis para uma moça de mini saia sem conteúdo algum e cuja presença não deveria ao menos ser notada fossem os mesmos inteligentes e razoavelmente preparados.

1 de novembro de 2009

ENEM - Os verdadeiros culpados


“Nossa geração não lamenta tanto
os crimes dos perversos quanto
o estarrecedor silêncio dos bondosos".
Martin L. King

Após a lambança realizada pelo MEC com muitas explicações e nenhuma punição, a sociedade brasileira e os estudantes em particular se perguntam: Quem são os verdadeiros culpados pelo vazamento das provas que seriam aplicadas algumas semanas atrás em todo Brasil?
Muitas imagens, algumas teorias conspiratórias, desculpas esfarrapadas dos nossos governantes e seus funcionários nomeados por indicação política e não por competência comprovada e nada de algo concreto e definitivo que pudesse apontar os culpados e colocá-los atrás das grades.
Ao invés disso, nova licitação milionária (R$ 130 milhões) com nosso dinheiro será realizada para contratar nova empresa para que as provas sejam enfim, realizadas em dezembro, junto com os vestibulares e os festejos natalinos. Poderiam colocar papai Noel para trazer as provas lacradas num trenó.
Embora nenhuma investigação tenha comprovado algo, baseado nas declarações desse final de semana após a guerrilha urbana ocorrida na “comunidade” do Morro dos Macacos, de que os responsáveis pela guerra estavam dentro do Presídio de Segurança Máxima em Catanduvas – PR. Um absurdo diga-se de passagem, os organizadores moram no Rio 40º graus sim senhores.
Com certeza esses meliantes de alta periculosidade que estão confinados num dos poucos presídios construídos nos últimos vinte anos de desgovernos seguidos foram os responsáveis por deixarem vazar as provas do Enem. Afinal, o resultado da prova era de interesse da comunidade carcerária, do comando central do PCC, do Comando Vermelho, da Farc...
Claro que isso é ficção, mas seria melhor pensarmos nela como verdadeira do que vermos dia após dia que ninguém foi preso, ninguém vai ser responsabilizado civil e criminalmente pelo ato que causou enormes transtornos aos nossos estudantes, trouxe prejuízos financeiros irrecuperáveis ao erário e mais uma vez expôs a imagem de nossa frouxa estrutura educacional.
Os nossos governantes sabem como cobrar impostos assim como sabem desviar verbas e superfaturar obras, mas definitivamente não sabem como fazer uma simples prova chegar às carteiras de escolas espalhadas por cidades brasileiras.
Desde o processo de inscrição tudo que foi feito desagradou a grande maioria, exigência descabida de CPF para jovens de 16 anos, indicação de escolas distantes em demasia para os jovens efetuarem sua prova, enfim, uma completa e inequívoca prova de incompetência acima de qualquer suspeita.

22 de outubro de 2009

Mais um crime cometido pela nossa justiça

“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta"
Rui Barbosa


Esse é um dos maiores exemplos de que vivemos num país recheado de leis, sem fiscalização, sem comprometimento do poder público e com a maior impunidade do planeta. Esse exemplo mistura a falácia da chamada Lei Seca em conjunto com a fragilidade de decisões tomadas sem a mínima inteligência por alguns de nossos juízes.
Na madrugada do dia dezesseis de abril, na movimentada Savassi em Belo Horizonte, bairro que concentra muitos bares e points da juventude mineira. Um acidente de automóvel chama a atenção, primeiro pela violência e os danos causados, tanto materiais como as seqüelas que ficaram após o mesmo.
Um francês naturalizado italiano com visto de turista está ao volante de um dos carros, aquele que estava em alta velocidade e cruzou o farol no vermelho, ou seja, o causador do acidente. Atinge em cheio um veículo com cinco jovens que voltavam de uma festa.
Os jovens são internados em um hospital em estado grave, uma das jovens está praticamente vegetando numa cama junto aos seus familiares. Os outros conseguiram escapar com vida. O monstro que dirigia o carro, não tinha sequer habilitação para estar dirigindo no Brasil, estava alcoolizado e por isso foi preso.
O monstro Olivier Rebelastri foi acusado pelas autoridades policiais por lesão corporal culposa, embriaguês ao volante, falta de habilitação. O processo foi então enviado a justiça. Começa o show de arbitrariedades e absurdos que só acontecem no nosso país, fosse um jovem brasileiro que fizesse o mesmo na França ou Itália teria sido preso, julgado e condenado a cadeia por bom tempo.
Mas aqui no paraíso da impunidade e da desfaçatez, onde apenas os mais pobres são condenados e cumprem prisão, o franco italiano pagou R$ 5.937,00 a titulo de fiança e foi responder seu processo em liberdade. Seu passaporte foi retido, mas em seguida liberado por um juiz da nossa melhor xepa de magistrados.
No dia seguinte o meliante com a providencial ajuda do intrépido magistrado mineiro fugiu para seu país são e salvo de nossa justiça. Está vivendo sua vida tranquilamente sem se preocupar com nada em nosso país de terceiro mundo e cuja justiça ainda não chegou a esse patamar e está no quinto mundo provavelmente.
Não adianta alguém dizer que o Juiz cumpriu as leis, bobagem, justiça não é isso, repito, vá cometer esse ou qualquer outro crime em terras do primeiro mundo. Nos EUA a fiança não é essa indecência que temos aqui, essa imoralidade. Lá o juiz taxa em milhões de dólares um criminoso do colarinho branco. Até celebridades são presas e quando condenadas cumprem pena como qualquer cidadão.
O que aconteceu na Savassi precisa ser revisto por nossos juristas, pois não adianta fazer propaganda da Lei Seca se a justiça libera os criminosos em seguida. Esse juiz deve explicações à família dos envolvidos, bem como a toda sociedade mineira.

19 de outubro de 2009

RJ 2009

Uma guerra entre narcotraficantes da “comunidade” do Morro dos Macacos e “comunidades” rivais deixaram um saldo de vinte mortos, sendo três policiais, quatorze bandidos e três inocentes, além de dezenas de feridos. A guerrilha urbana abateu a tiros um helicóptero da policia militar que sobrevoava o local onde se realizava um intenso tiroteio entre criminosos de “comunidades” diferentes.
Além das vidas e do sossego dos moradores a guerrilha proporcionou a queima de dez ônibus em bairros diferentes, provando que o poder está nas mãos dos bandidos na cidade olímpica RJ/2016. O dinheiro empregado na obsessiva campanha pela conquista da sede olímpica poderia ter sido investido em segurança pública para ao menos tentar evitar episódios lamentáveis como esse.
Agora a Inês é morta e os policiais também, mais três membros da brigada da policia militar sucumbiram diante do terror que vem dominando a cidade maravilhosa. São anos de domínio sem que os governantes fanfarrões tomem alguma medida eficaz. A prefeitura, governo estadual e o poder federal são culpados pelas mortes, pela droga e pelas armas de fogo que entram e saem impunemente das “comunidades” cariocas.
Ao invés de educação, saúde e segurança eles sempre optaram por jogos pan-americanos e olimpíada, para assim poderem movimentar vultosas verbas de bilhões de reais que irão compor o orçamento faraônico de obras e desvios sem fim.
Uma cidade maravilhosa que precisa de reurbanização urgente, que carece de saneamento básico, que não oferece aos seus cidadãos a mínima segurança de ir e vir em suas ruas, uma cidade sem leis, sem transporte público digno e onde a saúde pública está à mercê de um sistema falido.
Pois é nesta cidade que vive um de seus piores pesadelos que dias atrás milhares de pessoas se regorjearam pela escolha como sede olímpica em 2016. Quem acredita que esse caos irá mudar somente com a escolha da cidade como sede olímpica ou está bêbado ou não conhece a raiz ética de nossos governantes.
O prefeito é um brincalhão deslumbrado com o poder acrescido de uma dose cavalar de ufanismo. O governador não disse ao que veio, pelo menos não em obras, seriedade e trabalho para resolver os muitos problemas que o seu Estado possui. O presidente Lula ficará sabendo do ocorrido provavelmente durante uma das suas milhares de viagens.
Nenhum dos três juntos com o poder judiciário oferecerá algo que possa transformar essa guerrilha urbana em algo próximo do que o mundo convencionou chamar de cidade maravilhosa. A criminalidade está enraizada nos morros cariocas assim como os rios correm para o mar.
A impunidade proporcionada por nosso sistema judiciário aliada a moleza que nosso sistema penitenciário proporciona aos bandidos geram a sensação de que ser preso eventualmente é apenas um breve interromper de atividades, um até breve para os criminosos. Os bandidos são tratados com todo respeito pelos direitos humanos e pela justiça, ao passo que os cidadãos honestos são mortos por balas perdidas e governantes sem rumo.

4 de outubro de 2009

Deputados preocupados com a economia

Nossos deputados federais, aqueles que ficam em Brasília sempre tão zelosos pela ética, pelos bons costumes, pela honestidade acima de tudo, cuidadosos ao extremo com o decoro parlamentar, resolveram agora zelar também pela economia do nosso país. Acabam de aprovar em primeiro turno uma Lei que transfere os feriados que caírem de terça à sexta para as segundas feiras.
Incrível por que a segunda feira é um dos dias que os deputados mais gostam de faltar ao plenário. Chegam de seus Estados sempre as terças, o outro dia campeão de faltas é a sexta feira, quando retornam para suas mansões em outros Estados brasileiros.
Pois esses senhores que faltam dois dias por semana resolveram nos únicos três dias que teoricamente ficam em Brasília, mexer com a paciência do povo, principalmente dos trabalhadores e estudantes do país inteiro.
Gostem ou não, os feriados jamais foram idealizados pelo povo, quem os instituiu foram os próprios políticos sejam eles do legislativo ou do executivo. Agora resolvem querer moralizar algo que não é imoral, pode ser que em alguns anos pesem no calendário, mas nem se compara com a corrupção, com o desperdício, com a desfaçatez, com a insegurança pública, com a elevada carga tributária, com a fome e o analfabetismo.
Os deputados ao invés de trabalharem pelo país, pela nossa gente, resolveram de uma só vez votar coisas que irritam qualquer brasileiro. Aprovaram a elevação do número de vereadores, permitindo que quase oito mil políticos possam emergir das trevas sem que haja necessidade.
Em seguida estão tratando na surdina da volta da CPMF, com novo nome, mas igualmente indecente. São eles também que estão tentando de todas as formas barrar as reformas necessárias para coibir gastos abusivos no processo eleitoral.
São os parlamentares que ao invés de fiscalizarem a si próprios e o congresso, visto que há muito tempo não fiscalizam o poder executivo, sendo em sua grande maioria fiadores de todas as medidas baixadas pelos governantes, deixando atônitos aqueles que têm acesso ou se interessam pelas coisas da nossa pátria.
Ao transferir feriados do meio da semana para as segundas feiras, eles acabam decretando mais um absurdo entre tantos, como algumas leis inócuas e sem necessidade alguma em nosso país.
Se quiserem mesmo economizar e moralizar alguma coisa, os parlamentares deveriam aprovar uma Lei que reduza suas férias de sessenta dias ao ano para quinze dias no máximo. Se quiserem dar exemplo que abram mão dos muitos benefícios espúrios e obscenos que fazem parte da fortuna que recebem anualmente.

O futebol nas mãos dos executivos da Globo

Desde criança sempre ouvi os comentaristas, técnicos, jornalistas esportivos opinarem favoravelmente a adoção dos campeonatos por pontos corridos, onde o vencedor é aquele que chega após a última rodada com maior número de pontos conquistados. Depois de décadas finalmente a CBF resolveu instituir o Campeonato Brasileiro por pontos corridos, assim como já o faziam os países do chamado primeiro mundo.
A partir de 2003, o campeonato começou a ser disputado em sua primeira divisão dessa forma. No começo, incerteza, medo de uma virada de mesa, falta de adaptação ao novo esquema de disputa, mas enfim, tudo sendo superado e o campeonato ganhando cada vez mais em competitividade, credibilidade e qualidade.
Com a adoção dos pontos corridos, os clubes puderam enfim, executar um planejamento em longo prazo, contratando atletas de ponta sabendo de antemão que a duração do campeonato era fixa, a tabela previamente divulgada no final do ano anterior, os técnicos poderiam traçar suas estratégias e formatarem esquemas de jogo e de preparação adequada aos seus atletas.
Os campeonatos de 2003 até o atual em 2009 foram crescendo no gosto popular, a presença de público é inquestionável e os clubes estão plenamente adaptados às regras estabelecidas. Além do mais, a CBF instituiu de forma clara, acesso e o rebaixamento para as divisões inferiores, criando assim a segunda, terceira e quartas divisões do nosso futebol de forma clara, objetiva e dentro das regras do futebol mundial.
Depois de toda essa evolução, de toda essa melhora e essa busca da colocação do futebol nacional nos níveis europeus de qualidade e competitividade, vem à surpresa nos bastidores para tentar dar um golpe à “La Zelaya” nos clubes e no público espectador do nosso futebol.
Esse golpe está sendo arquitetado nos corredores imorais da Rede Globo de Televisão, através de seus geniais executivos de marketing, esportes e outras bobagens televisivas. Querem que o futebol brasileiro regrida e volte aos tempos em que não havia pontos corridos. Ou seja, um torneio onde ao final de uma etapa em que todos jogariam contra todos em turno único, classificando-se os dezesseis melhores para que sejam eliminados até que se chegue a grande final.
A Globo alega que sua audiência está caindo, mas não revela o verdadeiro motivo, com certeza não é o modelo do campeonato que afasta a audiência e sim a falta absoluta de capacidade da emissora de aceitar a vontade popular nas suas escolhas de jogos e horários.
Obrigar os clubes a jogarem em horários como nas quartas feiras às 22:00 hs, punindo os torcedores e os telespectadores que no dia seguinte ao contrário dos políticos tem de acordar cedo para trabalhar é monstruoso. Sua grade é mais importante que o público e os futebol brasileiro. Agora quer dar o golpe alegando baixa audiência e desinteresse. Pois basta fazer uma pesquisa séria e todos saberemos que essa alegação é mentirosa e estapafúrdia.
Não é a toa que muitos torcem para que um dia outra emissora consiga dividir ou tirar da Vênus platinada o direito às transmissões do campeonato brasileiro de futebol. Apesar da qualidade técnica e de imagem da emissora, seus mandatários são retrógrados e não prezam o torcedor.

24 de setembro de 2009

Um Judiciário refém do poder Executivo

O poder Judiciário vive refém do Poder Executivo em nosso país. Depende da boa vontade e do humor do governo federal para obter recursos orçamentários indispensáveis para a manutenção de toda a sua estrutura. Se não bastasse a dependência financeira ainda é obrigado a aceitar as indicações do Presidente da República para os membros do STF.
Somente o Presidente Lula já indicou sete ministros do STF, e está próximo de indicar o oitavo, o que deixa uma nuvem escura sobre a cabeça da nossa sociedade quanto à forma dessa indicação e o que há, se há, por trás das indicações. Não há nem uma listra tríplice como fazem as Universidades para a escolha de seus reitores, a caneta do presidente e seus interesses de governo ditam a escolha.
Isso é péssimo, o Supremo Tribunal Federal é a maior instância da Justiça brasileira e como tal, deveria ter a mais completa isenção e do devido distanciamento dos demais órgãos do país.
Como podemos ter certeza da lisura dos julgamentos que envolvem coisas públicas que afetam às vezes o coração do governo se os ministros são indicados por aquele mesmo governante que tem interesse direto nos resultados de determinados julgamentos.
Em minha opinião e na de vários advogados a estrutura do poder judiciário precisa ser mais enxuta, crescendo na sua base, para que o sistema possa ganhar mais agilidade, diminuindo o tempo dos processos e melhorando a qualidade dos serviços prestados a sociedade.
A indicação dos ministros deveria ser feita pelo próprio poder judiciário, levando em conta fatores a serem definidos previamente, para que todos tivessem iguais condições de atingirem o ápice da carreira. Isso vale para os Estados e Municípios, que também indicam membros para os TCU e outras instâncias da Justiça.
Ninguém, exceto o próprio judiciário deveria indicar nomes para ocupar cargos de tamanha relevância, assim como não indica ministros ao Poder Executivo. Isenção, autonomia, transparência e ética nunca serão demais em qualquer lugar do mundo. Caso contrário, teremos de conviver cada dia mais com manchetes de jornais do tipo: “Lula indica seu advogado particular Toffoli para o STF” “Justiça condena Toffoli a devolver R$ 420 mil aos cofres do Amapá” “Indicação de Lula tem condenações na justiça”. Como conviver e aceitar esse tipo de situação justamente na maior instância da Justiça de um país?

15 de setembro de 2009

A saúde pública nas mãos de doentes

A Constituição do Brasil promulgada em 1988 está sendo desrespeitada por muitos governadores em nosso país. A carta magna preconiza que todos os Estados brasileiros devem aplicar no mínimo 12 % (doze por cento) de seu orçamento em saúde. Claro que até um semi-alfabetizado sabe o que significa saúde pública. Entretanto dezesseis governadores aplicaram menos do que manda a constituição.
O governo do Rio de Janeiro aplicou parte da verba em obras de despoluição da baía de Guanabara, restaurantes populares, etc. O governo do Paraná foi ainda mais longe, comprou uniformes para seus policiais militares e ainda usou a verba na compra de merenda escolar.
Outros quatorze Estados tiveram a mesma situação com diferença apenas na forma de gastar o dinheiro irregularmente. Ou seja, a falta de punição, a desfaçatez e o desrespeito com a sociedade não tem limite para os políticos eleitos para defender nossos Estados.
São homens públicos sem o menor compromisso com a ética, fazem o que bem entendem e sabem que mesmo burlando a Constituição do país não serão penalizados. São seres despreocupados com a saúde, a educação e o sentimento de sua gente.
O triste nessa estória é que o governo Lula está tramando nas costas do povo junto a sua bancada governista a volta da cobrança da CPMF, agora disfarçada com outro apelido CSS (Contribuição Social para a Saúde).
É um despautério discutir o aumento de um imposto sequer sobre as costas arcadas do povo brasileiro, mas essa corja de políticos nacionais perdeu a vergonha há muito tempo, querem fazer renascer um imposto mentiroso, que jamais foi utilizado para ajudar a saúde pública. Muda o nome do imposto, muda o discurso, mas a safadeza é a mesma.
O Brasil não precisa de contribuição para a saúde, precisa de políticos honestos que apliquem os recursos existentes em abundância aonde preconiza a Lei e a Constituição. Se desperdiçassem menos e não roubassem com certeza sobraria dinheiro para colocar o Brasil num patamar digno de sua grandeza de seu povo cordato.
A corrupção é a maior doença do Brasil, nossos políticos precisam de tratamento e o remédio se chama “Eleitores Espertos”. Basta aplicar em dose cavalar nas próximas eleições, tirando do poder os mesmos de sempre.

Na calada da noite

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovaram contra a vontade do povo brasileiro e da grande maioria das entidades sérias como a OAB, por exemplo, parecer do Deputado Flávio Dino (PC do B – MA) autorizando a promulgação da Proposta de Emenda Constitucional que aumenta em sete mil o número de vereadores no país.
É curioso que a proposta partiu de um parlamentar do antigo partido comunista do Brasil, o PC do B, que sempre teve uma conduta menos fisiológica e estapafúrdia que seus concorrentes no parlamento. Outra curiosidade é que o parlamentar é oriundo do Estado do Maranhão, terra do Todo Poderoso José Sarney e sua sarneylândia.
A medida á absurda, incompreensível do ponto de vista do nosso cotidiano, pois até as crianças brasileiras sabem que o que nosso país menos precisa é de um político a mais para nos enganar, enrolar e desviar recursos públicos, que dirão sete mil novos vereadores.
Votaram contra na Comissão, o DEM o PT e o PSDB, mas estiveram a favor o PMDB de José Sarney e demais partidos da casa. O TSE é contra o aumento, o governo Lula diz que é contra, mas em políticos não podemos confiar, pois mudam de opinião ao estalar das moedas.
O acréscimo dos vereadores trará um novo rombo nas finanças públicas, pois imaginem que teremos de ter assessores para os novos vereadores a serem empossados, novas salas, reformas, gastos com móveis e até imóveis. O rombo será enorme e pago com nosso dinheiro é óbvio.
Se cada vereador em média tiver dois assessores e um secretário, teremos 21 mil novos funcionários nas Câmaras Municipais de todo o país. Isso é um descalabro, pela falta de seriedade, pela inoperância deveríamos estar discutindo a diminuição dos vereadores existentes e não o acréscimo.
No nosso país a conta é simples, deveríamos ter menos 30% de vereadores do total existente antes dessa aprovação. O Senado poderia funcionar com dois senadores por Estado, passando dos atuais 81 para 54. A Câmara Federal deveria ter no máximo 200 parlamentares. Com a redução imediata do número de servidores à disposição dessa escumalha hipócrita e desavergonhada que habita nossa política.
Vamos esperar que algo seja feito evitando que a decisão dessa minoria da Câmara seja levada a cabo, inundando nossos municípios de péssimos políticos, pessoas imorais, sem qualificação pessoal e profissional parar estar representando nossa gente.

9 de setembro de 2009

Deu a louca no trânsito de Bauru

O gradual aumento do volume de automóveis, motos e caminhões no trânsito de Bauru aliado a falta de investimentos em obras viárias, implementação de semáforos e reeducação para parte dos usuários tem causado um verdadeiro caos nas ruas e avenidas da cidade.
Os governos passados, pouco fizeram para evitar que a cidade tivesse um trânsito totalmente inviável, com artérias obstruídas, tráfego intenso, falta de sinalização adequada, rotatórias obsoletas, ausência de semáforos inteligentes e toda sorte de investimentos por pura incompetência.
Uma boa parcela dos usuários ajuda a complicar ainda mais esse cenário de verdadeira loucura nos horários de pico do trânsito da cidade. Esses motoristas desconhecem o porquê da existência de placas PARE. É impressionante o número de colisões nas esquinas de Bauru por conta desse péssimo hábito dos motoristas. É a prática de uma genuína roleta russa.
Outro grave problema no trânsito são as conversões permitidas em grandes avenidas e ruas de movimento elevado. Isso acontece somente em Bauru, nenhuma cidade como fluxo de veículo igual à de Bauru permiti que os motoristas possam efetuar contornos sem que haja semáforos. A Avenida Getúlio Vargas é um exemplo da falta de atitude da Emburb. Os veículos podem cruzá-la, contorná-la e colocar em risco pedestres e motoristas.
Alguns motociclistas representam perigo iminente nas nossas ruas, alguns deles abusam da velocidade, cortam veículos pelos dois lados sem a menor cerimônia, cruzam semáforos no vermelho, desconhecem a placa “PARE” e por esse motivo vivem se envolvendo em acidentes fatais. Claro que eles nem sempre são os culpados, mas contribuem com sua forma de pilotar para que acidentes aconteçam.
A falta de investimento do poder público em educação no trânsito é o maior culpado ao longo dos anos, cursos de direção defensiva e o investimento na educação dos jovens nas escolas poderia ajudar a formar motoristas melhores a curto e médio prazo. Fazendo com que a cidade passasse em breve a ter um trânsito melhor, com menos acidentes e sem tantas vitimas fatais.
O nosso jovem prefeito deveria começar a pensar seriamente em investir na compra de semáforos modernos e principalmente na aprovação de obras de duplicação e modernização das nossas artérias principais, assim, a fluidez do nosso trânsito ganharia contorno de cidade de primeiro mundo.
O que não pode é ficar pensando que a colocação de radares resolvem alguma coisa, exceto encher os cofres da prefeitura de dinheiro oriundo da indústria das multas, é preciso educar, é preciso fazer obras viárias e punir os infratores com a adoção de policiamento de trânsito inclusive à noite na cidade. Colocar guardinhas para multar não resolvem nada, é preciso ter coragem para de uma vez por todas selar convênios com o Estado e ter uma policia de trânsito equipada e com profissionais competentes dia e noite!

1 de setembro de 2009

As similitudes entre o PT e o PSDB

Fica cada mais claro aos brasileiros que nosso país possui um arremedo de sistema político partidário. São quase trinta partidos em sua grande maioria fisiológicos ao extremo e totalmente improdutivos do ponto de vista de formulação de projetos e da participação na discussão dos rumos do nosso país.
Muitos dos partidos foram vitimas de uma miscelânea que misturou esquerda com direita, centro com dinheiro, descaracterizando-os e tornando seus Estatutos meros papéis decorativos. Eles se perderam na lama do fisiologismo e hoje estão completamente às margens do sistema políticos eleitorais, mais parecendo ostras nos cascos dos navios que afundam a cada dia no conceito do povo.
O PMDB, DEM, PDT, PTB, PL, PP têm estatutos progressistas, fisionomias de partidos, mas não possuem militância política, não possuem nenhuma identidade ideológica e vivem em busca de cargos em empresas estatais, ministérios, governos estaduais, assembléias legislativas e no congresso nacional.
Não querem disputar a Presidência da República, abdicam do poder pelo próprio poder, ficar ao lado dele é melhor do que se desgastar por ele pensam os espertos parlamentares e verdadeiros donos dessas siglas.
Os pequenos partidos vivem alhures ao processo eleitoral, sobrevivendo da mesada que recebem para serem eternos coadjuvantes no processo político nacional. Conseguem sobreviver elegendo vereadores, prefeitos e alguns deputados estaduais.
Assim como aconteceu na década de sessenta quando tínhamos dois partidos monopolizando as atenções nas eleições numa briga constante entre Jânio Quadros e Ademar de Barros, ou durante a ditadura militar quando Arena e MDB lutavam isoladamente pelo parco poder permitido pelos militares. Desde 1994 até hoje vemos dois partidos brigarem pelo poder no Brasil, são eles PT e PSDB.
Nos primeiros oito anos de poder do PSDB o PT era a oposição ácida, feroz, que tudo sabia, tudo poderia fazer melhor e nunca estava satisfeita com nada, via problemas até onde eles não existiam.
Nos últimos oito anos o poder ficou invertido, o PT assumiu o país e o PSDB foi para a oposição junto com o que sobrou de sua antiga base aliada. Não faz a mesma oposição que o PT, pois não tem vocação para esse papel, é um partido sem militância, mas com sede de poder. É denominada por uma elite paulista gananciosa e sem preocupações algumas com o trabalhador, o povo pobre e a justiça social.
Alguns fatores e semelhanças chamam a atenção nesses dezesseis anos de poder entre os dois partidos.
1. O país não evoluiu politicamente e nem socialmente;
2. Ambos tiveram o PMDB como fator de desequilíbrio a favor nas suas votações de projetos e decretos;
3. Ambos governaram viajando muito e deixando-se deslumbrar pelo poder no exterior;
4. Ambos fracassaram na missão de concretizar uma reforma política, econômica, social decente para o país;
5. Ambos sucumbiram no dever de combater a corrupção dentro dos corredores próximos ao poder executivo;
6. Ambos prometeram o que não puderam cumprir em seus oito anos de mandatos;
7. Ambos criticaram tudo que depois fizeram igual ao antecessor, foi até o momento um “Mais do mesmo”;
8. Ambos criaram impostos em excesso e mantiveram a desigualdade social no limite do insuportável;
9. Embora tenham origens diferentes, são burgueses ao extremos e populistas disfarçados de estadistas;
10. Por último continuam brigando pelo poder desde que a última eleição terminou, não pensam em outra coisa, pouco se importam com o povo e seus sofrimentos constantes, querem o poder pelo poder.
Assim, prefiro anular meu voto em 2010 a entregá-lo novamente a esses dois irmãos Karamazov da nossa política tupiniquim que é muito chinfrim e sem graça.

30 de agosto de 2009

Belchior saiu de cena

Ele é apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior. E de repente some sem deixar pistas, sem deixar fortunas, sem incomodar ninguém, não deixa quase nada além de seu talento quase todo construída com ricas melodias e belas letras.
Ele saiu de cena sorrateiramente, poucos perceberam seu desaparecimento, ninguém sabe onde e nem com quem está e por que resolveu se distanciar de seu violão, do seu palco e de suas músicas.
Não consta em lugar algum seu óbito, logo, seus fãs e amigos começam a imaginar qual seria seu destino e como conseguiu se isolar em pleno século XXI, fugindo das antenas, das câmeras escondidas, do flash das câmeras digitais, dos celulares e da internet, das revistas de fofocas que inundam bancas de jornais pelo mundo afora.
Como pode alguém sair de cena assim tão fugaz sem deixar um só recado, sem permitir que a cortina do espetáculo tenha chegado totalmente ao chão do seu palco? E por que sumir depois de ter procurado com tanto afinco a fama, o sucesso e a grana decorrente de tudo que fez com sabedoria?
Não quis voar como um padre maluco, não alterou sua genética, não aderiu ao pagode ou sertanejo, deixando sua reputação limpa como as águas do Ganges. Mas então por que desaparecer nas nuvens?
Talvez ele estivesse realmente mais angustiado que um goleiro na hora do gol. Ou quem sabe alguém entrou como um sol no seu quintal? Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual. A letra dessa linda canção, composta por Belchior intutulada Divina comédia humana, talvez seja uma pista para aquilo que ele procurava.
Quem diria que num mundo totalmente globalizado, antenado, com buscas quase imediatas no Google e com videos espalhados pelo You Tube,alguém famoso conseguisse se perder sem ser achado?
É verdade que ele não estava mais compondo letras romanticas e intrigantes há um bom tempo, mas eu sumiria com os os nossos oitenta e um senadores em troca do Bechior. Eu trocaria a volta de Belchior por todos ministros do governo Lula.
A música é eterna, a poesia também, seria bom que esse desaparecimento do cantor do Ceará fosse elucidado o quanto antes. Já pensou se a moda pega e se de repente Belo, Ovelha, Banda Kalipso e o algumas duplas sertanejas resolvem desaparecer assim também?
Por fim tenho apenas um receio, dentre todos os crimes cometidos pelo pessoal da nossa política, apenas um ainda não foi denunciado. Será que o Sarney sequestrou Belchior? Será que é culpa do Sarney?


20 de agosto de 2009

Descaso na saúde mata mais que o virus A (H1N1)

Desde que a OMS anunciou os primeiros casos de mortes por conta da Gripe A (H1N1) conhecida mundialmente como gripe suína, o Brasil vem mergulhando em suas próprias mazelas e deixando a população à mercê de uma pandemia descontrolada.
No começo o ministro da Saúde José Gomes Temporão disse à população que não haveria motivos concretos para pânico, que a rede pública e o governo federal estariam dando suporte a população. Nada foi feito nem nas entradas principais do país, nem para com aqueles que entravam oriundos de países onde a gripe já se alastrava perigosamente.
Em seguida, quando os casos dentro do país começaram a ser divulgados pela mídia, o governo determinou que o medicamento Tamiflu somente fosse ministrado depois que os exames detectassem a doença. Sendo que os infectologistas afirmavam o contrário, pois o medicamento só é eficaz se ministrado até 48 horas do contágio inicial.
Na fase atual as mortes superam 390 casos em parte do pais, visto que muitas regiões ainda não tiveram casos registrados. Desse total 14,5% são de mulheres grávidas, vitimas dessa doença que tudo leva crer tenha sua origem em laboratórios do primeiro mundo.
Segundo foi apurado, o governo federal cujo mandatário principal vive viajando, investiu através do Ministério da Saúde até o momento menos de 10% da verba inicialmente destinada para tal finalidade, ou seja, estão escondendo dinheiro, estão escamoteando a verdade, estão como sempre deixando de agir com seriedade para economizar em prol de viagens e propagandas.
O ministro da saúde é um fanfarrão, pois sem a gripe nosso sistema de saúde pública já era precário e não atendia a população como deveria, principalmente se levarmos em conta aquilo que é arrecadado em impostos neste nosso Brasil.
Agora quando entramos dentro de uma roleta russa chamada Gripe Suína, cuja exposição e contato podem multiplicar sua existência, fica difícil não acreditar em milhares de mortes.
Não vejo nossas autoridades empenhadas a fundo em atacar o problema da gripe A nem da saúde pública, como nunca estiveram preocupados com nada que nos diga respeito, o que mais falta, aliás, é respeito. Quem discordar, acorde às seis horas da manhã e vá até um posto de saúde. Veja como são atendidos ao longo do dia aqueles mais necessitados.
A gripe A pode matar se não for tratada a tempo, mas, os nossos governantes matam com requintes de crueldade, matam lentamente o povo e a esperança de um Brasil melhor no futuro. Roubam diariamente a paciência de uma nação que não sabe mais o que fazer para se livrar de tanta incompetência, tanta falta de comprometimento com a coisa pública, tanta desfaçatez de homens públicos eleitos ou nomeados para cargos tão importantes.
Em breve teremos vacina em massa para a Gripe Suína, infelizmente os nossos políticos suínos continuaram a nos infectar por mais algumas décadas. Essa é a nossa sina.

11 de agosto de 2009

Diálogo entre Senadores

O Senado Federal chegou ao fundo de um poço enorme, uma cratera de lama, esgoto e muita corrupção. Os atos ilícitos ou imorais envolvem desde funcionários até o alto clero da casa.
São dezenas de denúncias gravíssimas que até o momento não foram apuradas, não foram sequer levadas a sério pelos seus membros. Viagens com dinheiro público, nomeações irregulares, contratações em desacordo com a Constituição do nosso país e muitos outros crimes contra o decoro e as finanças do Senado brasileiro.
Percebendo que nada iria mesmo acontecer, como provavelmente não vá mesmo ocorrer, alguns senadores começaram a guerrear nas tribunas, trocas de acusações que mais se parecem com um imenso ventilador de cem metros de altura espalhando coliformes fecais por toda casa.
Imaginei então o que seria um diálogo surrealista numa dessas noites quentes no Senado, onde a verborragia felina de alguns tomasse de assalto a mais distante e perdida condição moral de seus interlocutores. Um diálogo fictício entre um senador da situação contra o seu opositor.
_ O nobre Senador do Ceará não tem moral para me agredir, visto que usou dinheiro público para pagar suas viagens em jatos executivos.
_ Usei e paguei com meu dinheiro, pois sou rico, estou na vida pública há muitos anos e acumulei riquezas às minhas custas e dos eleitores é claro.
_ Vossa Excelência é um parlamentar honesto.
_ Modere seu linguajar Senador, pois senão irei recomendar sua inclusão na Comissão de Ética como quebra do decoro parlamentar.
_ Pois Senador, eu não retiro uma vírgula de minhas palavras, o senhor é honesto desde criança.
_ Vossa Excelência está ultrajando meu passado ilibado nesta casa, eu exijo que Vossa Excelência retire essas acusações levianas.
_ Pois apesar de Vossa Excelência ser um coronel bem sucedido em seu Estado, não me coloca medo e nem tão pouco irei me curvar diante de suas falácias.
_ Presidente, senhor Presidente, Senhor José Sarney, o senhor tem a obrigação, embora desconheça o que seja honestidade, visto que nunca precisou lançar mão dela para nada em seus cinqüenta e cinco anos de vida pública, de punir o nobre Senador Renildo, caso contrário meu partido irá continuar com essa guerrilha contra vossa pessoa.
_ Senhores Senadores, eu José Sarney que nem meus netos conheço, por que motivo deveria conhecer esse tal de Senhor Honesto, do qual estão falando a meia hora?
Assim caminha nosso Congresso Nacional, praticamente falido, senão do ponto de vista institucional, mas do ponto de vista moral. Uma casa que não apresenta um único trabalho a favor do povo há muitos anos, nenhuma votação, nenhuma discussão que envolva assuntos de relevância ao conjunto de nossa sociedade. A troca de poder de oito em oito anos, possibilitou que se formassem dois blocos distintos – A maioria de fanfarrões aproveitadores e uma minoria sem voz para mudar alguma coisa.

Porque?

Por que certas coisas não acontecem com maior freqüência no Brasil? O que acontece em terras tupiniquins que nos deixam sempre com a pergunta engatilhada na ponta da língua? Claro que o Brasil não é o melhor e nem talvez seja o pior dos países, existem coisas ruins que afetam outras nações, mas com certeza boa parte delas não ocorrem com tanta freqüência. Como por exemplo:

1. O Senador do Amapá José Sarney, nascido e criado no Maranhão, recebe uma acusação por dia nos grandes jornais e não é cassado. Por quê?
2. O piloto Rubens Barrichello não tem talento, carece de ousadia e arrojo, mas ainda assim continua pilotando carros de F1 tirando a vaga de jovens talentosos, por quê?
3. O Brasil não tem um centro de excelência para natação, judô, atletismo, hipismo, ciclismo, basquete, além de não investir os milhões disponíveis em esportes de base, então realizar Olimpíadas por quê?
4. Os jogadores do Brasil que jogam na seleção brasileira de futebol atuam em clubes estrangeiros, enquanto os craques que ainda estão jogando nos nossos péssimos estádios não recebem atenção da CBF e nem são convocados pelo técnico Dunga, por quê?
5. A cada novo feriado milhares de bandidos saem sem o mínimo critério dos nossos presídios, cerca de 10% em média, não voltam para a prisão, outros 15% são presos cometendo crimes nas ruas durante o período e muitos outros ainda roubam e matam sem serem reconhecidos, voltando para os presídios impunemente. Então, indulto por quê?
6. O PT criticou o PSDB de 1995 a 2001. O PSDB está criticando o PT desde 2002. E você eleitor vai votar em 2010, num dos dois partidos que vivem se criticando por quê?
7. No Brasil, se um elemento quiser se livrar de seu algoz sem ser preso basta o matar atropelando-o, pois ninguém no país é preso nessa situação. Por quê?
8. Para arrumar emprego no Brasil é preciso formação acadêmica, pós isso e pós aquilo. Experiência de cinco anos, falar dois idiomas, etc. Para ser vereador, deputado ou senador não é preciso nem o a conclusão do primário. Por quê?
9. No Estado de SP a fiscalização pública não consegue deter sonegadores, crimes contra a saúde pública entre outras coisas. Não possui bafômetros em número suficiente para fiscalizar as estradas estaduais, mas inventa uma Lei contra o fumo. Se não consegue fiscalizar, lei então para quê?
Nosso país é o campeão mundial da impunidade e inventa leis apenas quando o provável infrator poderá ser um trabalhador ou um cidadão pobre. Pois quando é para coibir bandalheiras dos homens do colarinho branco ou pelas donas de boutique de luxo, pode sonegar a vontade. Depois é só mostrar o atestado médico e dizer que está doente que fica em casa livrinha da silva, assim como a dona da Daslu em SP.
O porquê de tudo isso se explica de várias formas, desde a forma como fomos colonizados até a falta de investimento em educação há séculos no Brasil. O que tem ajudado a formar gerações de cidadãos desenformados, vivendo aquém de seus direitos e deixando espaço livre para os espertalhões corruptos da alta classe política nacional
.

25 de julho de 2009

Atos secretos versus impunidade escancarada

Até o momento em que escrevo essas linhas são 544 (quinhentos e quarenta e quatro) atos obscenos, digo, secretos beneficiando membros do Senado Federal nos últimos quatorze anos de Sarneylândia no Congresso Nacional. Todos sob a batuta do incomum, do homem acima de qualquer suspeita, do Imortal, do Senador e Ex-Presidente José Sarney.
Ao longo desses quatorze anos seu afiliado, homem de confiança e braço direito Agaciel Maia “O Todo Poderoso” nomeou, efetivou, contratou, deitou e rolou naquela casa, antes do povo e que agora é a casa mais suspeita de corrupção do nosso país.
Os relatórios diversos já redigidos apontam para muitas excrescências cometidas contra a constituição, contra as leis vigentes e contra a ética e o decoro parlamentar, faltam apenas demitir, exonerar e destituir verdadeiros bandidos dos cargos ocupados, coisa que até agora não aconteceu em Brasília.
Na gráfica do Senado, reduto de impunidade e gastos abusivos sem comprovações, foram contratados à revelia da própria Constituição Brasileira oitenta e dois estagiários sem concurso público, como manda a Lei. Para o povão, dá-lhe concursos com pagamento de altas taxas, índices de aprovação beirando vestibular de medicina e na maioria das vezes sem que os vencedores consigam emprego.
Já foram confirmados duzentos e dezoito nomeados por atos secretos a cargos diversos, entre os quais os famosos diretores para coisa nenhuma. Foram nomeados funcionários fantasmas para trabalhar em gabinetes igualmente fantasmas de parlamentares em carne e osso.
A sociedade assiste a tudo calada, sabendo por antecedência e experiência que na melhor das hipóteses apenas os beneficiários dos atos serão punidos, ou seja, os ex-estagiários podem ser exonerados, os nomeados podem perder suas boquinhas, mas o principal que seria a apuração dos valores envolvidos para serem devolvidos aos cofres públicos e a cassação dos senadores envolvidos me parece muito distante de vir a acontecer.
Os caras pintadas (estudantes da UNE) que fizeram passeatas pelo impeachment de Collor em 1990 sumiram, agora são pagos pela Petrobrás, são estudantes neutros e preferem não se meter com política exceto quando é para arrecadar dinheiro a fundos perdido para a entidade estudantil.
As centrais sindicais estão satisfeitas com a montanha de dinheiro que recebem do poder público e dos bolsos furados dos trabalhadores e não se manifestam para defender a moral, a ética e o povo brasileiro. O sindicalismo nacional passa por um momento de total estagnação, velhos pelegos felizes e tranqüilos no comando de um negócio altamente lucrativo.
As demais entidades representativas como a OAB – Ordem dos Advogados Brasileiros, por exemplo, assiste a tudo sem fazer maiores movimentos no sentido de usar sua força em prol da restauração da honestidade na política nacional.
Resta ao povo pensar mil vezes antes de votar nas próximas eleições, nenhum dos atuais membros do Congresso Nacional merece nosso voto, os que não fizeram compactuaram com o que foi feito, votaram e assinaram documentos, silenciaram e se omitiram durante os últimos quatorze anos no mínimo. Nulo Neles!

18 de julho de 2009

Viagem (in) tranquila

O artigo não trata de uma viagem de passeio onde tudo ocorreu na maior tranqüilidade, mas sim de uma viagem por uma estrada federal e outras duas estaduais sem que nenhum integrante da PRF – Polícia Rodoviária Federal fosse avistado ao longo de quase dois mil quilômetros ida e volta entre São Paulo e Ouro Branco nas Minas Gerais.
Devo ressaltar que tive a felicidade de pagar um preço justo (R$ 1,10) em cada pedágio que meu automóvel passou, diferente das estradas paulistas, coincidentemente governadas pelo mesmo partido de - PSDB, onde o valor dos pedágios é um roubo à mão desarmada. Aqui na Rodovia Castelo Branco em uma única praça de pedágio você gasta o equivalente a viagem de 700 km de SP à BH.
Mas voltando ao percurso, avistei policiais rodoviários dentro das cabines de seus postos e nada mais, nenhuma viatura fora do seu posto, exceto uma que estava acompanhando um comboio cujo caminhão transportava carga com excesso lateral.
Como podemos ter tranqüilidade numa estrada sem fiscalização, sem a presença da sua autoridade maior? Onde estão os policiais rodoviários federais? Qual é o seu contingente para cada estrada federal brasileira? Quantos foram contrastados nos últimos dezesseis anos, quando tivemos dois péssimos exemplos de administração pública? Qual o salário pago a um policial rodoviário? Com certeza bem menos do que se despende para pagar um mordomo da família Sarney, é claro.
Os profissionais não têm culpa são comandados, recebem ordens e as cumprem com certeza alguém no comando da equipe que atua na Rodovia Fernão Dias sabe os motivos e as razões para essa situação estar acontecendo.
Nas estradas MG 383 e 040, sob a responsabilidade do governo mineiro a mesma situação aconteceu durante três horas nenhuma viatura, nenhum comando, nada, absolutamente nenhuma fiscalização para averiguar documentações, possíveis motoristas alcoolizados, carros roubados ou em situações irregulares trafegando nas estradas mais violentas do país. As estatísticas não mentem, a cada feriado prolongado mais mortes acontecem e na hora de utilizarmos as estradas verificamos que elas estão abandonadas por quem deveria estar cuidando delas.
Ou seja, neste sentido percebo que tanto nas rodovias federais como nas estaduais, ao menos em SP e MG, contratar, remunerar a altura e treinar policiais rodoviários não é o mais importante para os dois governadores atuais.
A relação dos tucanos com o funcionalismo público é no mínimo estranha, eles precisam dos quadros públicos, dependem deles, mas os tratam como se fossem bandidos. Remuneram mal, corrigem seus vencimentos sempre abaixo da inflação, não contratam novos empregados para os postos que deveriam ter maior contingente e quando o fazem geralmente não são para as áreas da educação, saúde, fiscalização e policiamento.
Em 2010, em SP teremos a possibilidade da manutenção dos tucanos no poder, concomitante com sua presença no comando da republica também, ou seja, mais quatro ou oito anos perdidos, tais quais foram os anos FHC e estão sendo os anos Lula.

Cheque mate!

O comércio em geral não está mais aceitando cheques em suas transações comerciais, alegam e com razão que os desonestos passam muitos cheques sem fundo e isso prejudica suas contas. Os bancos e seus banqueiros milionários nada fazem para coibir essa prática, exceto abrir contas e mais contas sem critérios, inclusive, para desonestos, que além de passarem cheques sem fundos ainda estão conseguindo aos olhos do comércio igualar os honestos aos desonestos.
A Febraban nada faz, pois representa os banqueiros e depende deles para ficar cada vez mais rica e poderosa, bancando políticos pelo Brasil adentro. A Federação do Comércio nada faz para impedir que o comércio possa novamente receber cheques como forma de pagamento. Prefere deixar os comerciantes nas mãos dos bancos, pois ao aceitarem os cartões de débito e crédito, os donos dos pontos têm de pagar a cada transação registrada e os valores não são de se desprezar.
Logo percebemos, que os banqueiros como sempre nada fazem para aumentar a segurança do sistema, estão felizes com os juros obscenos que podem cobrar à revelia da nossa constituição, felizes demais, pois continuam cobrando caro pelos talões de cheques que não estão sendo mais aceitos na praça e lucram ainda mais com o uso dos cartões.
As únicas vítimas no sistema financeiro são os cidadãos honestos que pagam seus tributos, são escorchados pelos bancos e pelo comércio, ajudam a sustentar toda essa escória de banqueiros e políticos e ainda tem menos direitos que os desonestos que andam a solta, possuem contas em bancos, crédito na praça e riem dos que preferem agir com honestidade.
O cidadão honesto, o comerciário, o comerciante e seus representantes nada fazem para por um fim a essa estória, carneirinhos obedientes que somos, aceitamos tudo e nos prejudicamos sempre em detrimento de regras que são criadas por beócios a serviço do poder estabelecido. Não existem regras para proteger os clientes honestos, os cidadãos que cumprem com as obrigações, mas o que tem de obstáculos para podermos exercer nossa liberdade cotidiana é uma grandeza.
Na década de setenta, um pilantra que tivesse seu cheque devolvido sem fundos pela segunda vez, além da multa teria sua conta suspensa por dois anos em quaisquer estabelecimentos bancários. Hoje só falta os banqueiros estabelecerem metas premiando esses safados.
Ao comércio falta preparo para distinguir o joio do trigo, lançam mão de receber cheques por que não querem fazer cadastros, telefonar para órgãos de defesa do sistema, não querem e nunca pedem documentos ao cliente que está passando o cheque. Preferem vender rapidamente e ouvir o tilintar de suas caixas registradoras sem perder tempo.
Do alto do olimpo os governantes riem de todos, dos banqueiros que a cada quatro anos depositam gordas quantias para os elegerem, dos comerciantes que mantém o sistema comercial funcionando e arrecadando milhões ao tesouro e gargalham mais ainda quando olham para os honestos... pobre minoria!

11 de julho de 2009

Corruptobrás S/A

Não é a Petrobrás nem a Eletrobrás ou qualquer outra empresa privada que detém o maior faturamento bruto em nosso país nos últimos trinta anos. A empresa que mais fatura é a Corruptobrás – Corruptos do Brasil S/A.
Uma empresa sólida com matriz em Brasília e filiais em todos os Estados da União, englobando milhares de empregados e beneficiários diretos e indiretos em todo Brasil.
Uma empresa que não para de crescer, desde os tempos do Império vem se firmando no cenário nacional como um dos grandes braços do crime organizado.
Está atuando principalmente no setor público, mas tem ramificações comprovadas em muitas áreas privadas, emprega lobistas, empresários, políticos e demais abnegados que se dedicam integralmente à missão da empresa.
Não é uma empresa necessariamente jovem, pois atua quase sempre com profissionais experientes, sempre bem treinados, quase sempre realizando seus trabalhos sem deixar marcas ou rastros.
A Corruptobrás investe pouco, mas arrecada bilhões dos cofres públicos e privados, desvia muitos recursos que deveriam ser carreados para a saúde pública, educação e demais serviços tão importantes para a sociedade. A empresa não tem uma hierarquia exata, não tem diretoria, nem conselho fiscal ou administrativo, trabalha quase sempre de forma matricial, está enraizada nos Municípios, Estados e principalmente no governo federal, onde atuam nos três poderes, dando significativa importância de suas ações ao poder legislativo.
É uma empresa lucrativa, raramente tem de devolver dinheiro aos cofres públicos, embora tenha sempre um importante respaldo jurídico, dificilmente é levada às barras dos tribunais. Tem isenção fiscal, seus membros investem o lucro em mansões, castelos, viagens ao exterior, e principalmente ao enriquecimento de seus bens particulares.
A Corruptobrás não gasta um centavo com propaganda, pois como é sabido por todos não tem em solo nacional e nem estrangeiro qualquer tipo de concorrência.
Recentemente conseguiu implantar no Congresso Nacional, vários benefícios como Atos secretos, Criação de diretorias fantasmas no senado, apadrinhamento gratuito, programa de empregabilidade para parentes e correligionários, programa de milhagem com dinheiro público de verbas a fundo perdido do Senado, enfim, uma série de benfeitorias muito importantes para poder manter a empresa em destaque.
A Corruptobrás está em todos os cantos do Brasil, se tiver dinheiro tem ações individuais ou coletivas de corrupção ativa e passiva por perto. Não há possibilidade alguma de ser diferente, pois a Impunidade dá total retaguarda à vida longa dessa mácula que nós brasileiros temos de carregar em nossos ombros cansados de tantos impostos, mentiras e injustiças sociais.

29 de junho de 2009

Plano de carreira perfeito

Muitos empregados assalariados no país não sabem o que significa plano de carreira, outros sonham com a implantação desse sistema em suas empresas, mas na verdade só o nosso congresso nacional possui o mais sofisticado, mais bem elaborado e vantajoso plano de carreira do planeta.
Nem as multinacionais americanas, nem as empresas asiáticas com suas performances altamente lucrativas conseguiram até hoje implantar tão audacioso plano para compor seu menu de benefícios e vantagens na área de recursos humanos com a mesma audácia e capacidade que nossos amigos parlamentares.
Claro que, o congresso não é uma empresa, se fosse seria um prostíbulo internacionalmente conhecido por suas atuações e atos secretos já por demais divulgados aos quatro cantos do planeta. Tendo o dinheiro público como seu aliado os senadores e deputados fazem mágica e transformam água em vinho.
Os salários dos empregados dos senadores e deputados não se prendem aos salários de mercado, coisa para mortais, os dirigentes daquela casa tem seus próprios critérios para designar a remuneração dos seus subordinados.
Por exemplo: Um mordomo que ganha em média entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00 reais no mercado de trabalho comum, no congresso recebe a soma de R$ 12.000,00 reais para trabalhar para a Senadora Roseana Sarney. Claro que o mordomo tem de ter formação universitária, pós-graduação e falar ao menos três idiomas (Português, Inglês e Maranhês – dialeto praticado pelos Sarney’s no Maranhão).
Outro exemplo clássico é o de copeira, no mercado de trabalho seu salário ficaria entre R$ 465,00 e 600,00 reais, mas no congresso a funcionária Valéria Freire dos Santos, nomeada por ato secreto para trabalhar no gabinete pessoal do Senador José Sarney (Um homem incomum segundo Lula) dando expediente de meio período recebe a quantia de R$ 2.313,00 por mês.
Se a funcionária que trabalha meio período servindo cafezinho recebe o equivalente a quase cinco vezes o salário mínimo vigente, imagine os empregados graduados e que trabalham em funções de chefia e assessoria dentro do congresso nacional? Sem precisar comprovar experiências anteriores, sem precisar comprovar escolaridade, apenas tendo Q.I. (Quem indica) e nada mais.
Assim caminha o enorme esgoto da política brasileira, onde alguns se corrompem, outros se locupletam e a maioria se omite no dever de denunciar, investigar e punir os corruptos, evitando que essa situação vergonhosa para a nossa sociedade se perpetue.

19 de junho de 2009

Denuncismo na visão de Lula

Nosso presidente realmente não pode ter um microfone ao alcance da boca que começa a vociferar asneiras que ferem a sua história e a nossa inteligência normalmente.
Quando está falando de seu governo, de seus ministros e da economia tem seus méritos e acertos, mas bastou ser cutucado sobre problemas de políticos e de ética na gestão ou no congresso que a maionese desanda feio.
Em sua defesa percebo que um de seus problemas é parar demasiadamente pouco em Brasília no seu gabinete, como está sempre em processo de milhagem pelo mundo afora, participando de posses, reuniões, batizados e outras bobagens mais, raramente tem tempo para ver e ouvir o que se passa no Brasil.
Desse modo quando vai emitir sua opinião, ela geralmente está fora do que se espera de um presidente e muito longe do que se imagina ser a opinião de um líder de uma nação como o Brasil.
Em sua passagem por Astana no Cazaquistão, veja até onde chega o nosso presidente em suas viagens, vai aonde ninguém jamais sonhou em ir um dia.
Mas voltando ao presidente, os intrépidos repórteres perguntaram a Lula, o que ele achava do discurso de José Sarney na tribuna do Senado quando o dono do Maranhão se defendeu de inúmeras denúncias de empreguismo, nepotismo e outras coisinhas mais. Nosso presidente então disse que: “Considera Sarney uma pessoa séria, e que todas as evidências não passam de simples denuncismos da nossa imprensa e que fica preocupado as denúncias não tem fim e depois não acontece nada”.
Uma boa parte do povo brasileiro também está até as tampas com essa pouca vergonha de tanta denúncia e nenhuma punição. A impunidade, aliás, é um dos maiores incentivadores dessa baderna que acontece no Brasil há muitas décadas. Quem dera as denúncias fossem realmente apuradas, houvesse julgamento e punição para os culpados, sejam os denunciados ou aqueles que eventualmente tenham feito denúncias vazias.
Quanto à opinião de Lula sobre Sarney, em que pese ser o maranhense do PMDB um aliado dessa gestão, fica difícil achar alguma seriedade num político que indicou diretores para cargos inexistentes no Senado, um homem que é junto com sua família dono de um Estado cujo povo passa necessidades básicas enquanto seus aliados estão cada vez mais milionários.
É certo que ao indicar parentes e amigos pelo Brasil adentro, o Senador Sarney o faz com muita seriedade e disso ninguém duvida senhor Lula, quem dera ele apenas lutasse pelo povo. Cumprindo sua obrigação para com seus eleitores e a nação com a seriedade e a ética tão ausente naquela casa do povo.
Sarney está no poder desde sempre, seus tentáculos estão nos alicerces do congresso nacional, uma apuração rigorosa levaria o senador maranhense a cassação com certeza absoluta. Mas outros crimes e outros deslizes até mais graves já foram perpetuados por outros senadores e nada aconteceu.
Bons tempos em que o sindicalista e candidato Lula defendia a ética, a soberania, a honestidade e transparência dos políticos e governantes, bons tempos, tempos de greves no ABC em favor dos operários e demais trabalhadores, tempos de um homem que defendia a verdade acima dos cargos e nomes.

10 de junho de 2009

Rebanho de "Jabutis"

O Ministro da Defesa Nelson Jobim, ao defender a demissão de vários assessores ocupantes de cargos de “confiança” na Infraero usou a denominação “Jabotis nos galhos”. Disse textualmente que “Se estavam lá é por que alguém botou, por que Jaboti não sobe em árvore”. O ministro ainda confirmou que muitos desses “Jabotis” não eram sequer conhecidos pela administração.
A maioria deles foi colocada na Infraero dentro do pacote de bondades do governo para com o PMDB, o maior sanguessuga da nossa política. As indicações dos cerca de noventa e oito empregados sem concurso e sem critérios é fato corriqueiro no país, e se falta vergonha e patriotismo sobra candidatos a aspones (Assessores de Coisas Nenhuma).
Se na Infraero que sempre está nas paginas dos jornais como uma empresa inchada, mal administrada e que não consegue de forma alguma tomar conta dos nossos aeroportos, imaginem no resto desse imenso país quantos “jabotis” estão pastando às custas do nosso suado dinheiro?
Além do governo federal, dos estaduais, dos municipais ainda temos jabotis no congresso nacional, nas assembléias legislativas, nas câmaras e também nas autarquias e fundações espalhadas por todo nosso vasto território. São milhares de cargos criados exclusivamente com a finalidade de contemplar partidos políticos em troca de favores e votos que contrariam a vontade popular e os mais lícitos interesses do conjunto da nossa sociedade.
O jaboti tem como uma de suas características a casca grossa para protegê-lo no mundo animal, pois no mundo da nossa política sórdida o “Jaboti” que ocupa cargo de confiança também às vezes é casca grossa, trata mal seus interlocutores, desaparece do serviço público como se fosse um imenso tatu.
A proliferação de Jabotis começa sempre nos anos eleitorais após as negociações entre partidos e as composições das futuras e odiosas “bases eleitorais”. Ao assumir o cargo, o partido vencedor já sabe de antemão da cota de “Jabotis” que terá de arrumar para saciar a sede de poder dos seus aliados.
A venda de empresas estatais que alguns políticos cínicos chamavam de cabide de empregos diminuiu para eles mesmos o poder de barganha, restaram poucas empresas nos governos e o jeito foi entrar no seio dos governos, em áreas ministeriais e suas autarquias e fundações.
O certo é que se fossemos exportar carne de “jabotis” teríamos lucros exorbitantes e com certeza seria um alivio para os cofres públicos em seu mais amplo sentido, pois além do recurso da venda teríamos a economia de estarmos privados de figuras tão nocivas quanto patéticas no meio do funcionalismo público e estatal brasileiro. Onde, diga-se de passagem, a maioria é séria e muito profissional.

A violência dentro e fora dos estádios

Mais um torcedor perdeu a vida nesta semana antes de chegar ao estádio para assistir um jogo de futebol entre o Corinthians e o Vasco da Gama. Não foi o primeiro e nem será o último, visto que as autoridades policiais, judiciais e do governo federal não querem mesmo acabar com essa situação que privilegiam marginais em detrimento das famílias que gostariam de freqüentar os estádios brasileiros.
Muitas idéias surgem sempre que um homicídio ocorre, mas nenhuma dessas brilhantes sugestões é capaz de evitar novas mortes. São idéias pequenas, são factóides que não atacam o cerne da questão da violência fora e dentro dos estádios de futebol.
Ainda estão discutindo se devem ou não banir torcidas organizadas, se devem ou não cadastrar torcedores que compram ingressos, se deve ou não proibir isso ou aquilo. Na verdade várias são as medidas que deveriam vigorar desde vinte anos atrás.
A primeira medida é acabar com o fim da impunidade que rola solta mais do que as bolas nos campos de jogo. O elemento suspeito de ter assassinado o rapaz em São Paulo, foi preso, identificado e solto. Sim solto, ele é Leonardo Scorza Pereira carioca, membro da Força Jovem do Vasco e estava dentro da sede da Mancha Verde quando foi preso. O meliante é suspeito da morte de um torcedor do Flamengo no Rio de Janeiro.
Como que alguém suspeito de um crime pode estar nas ruas para cometer outro crime semelhante, mas em cidades diferentes?
Quem soltou o marginal? De que adianta proibir a entrada de bandeiras nos estádios paulistas se entram criminosos livres e impunemente?
Enquanto a polícia não estiver preparada efetivamente para punir e coibir com medidas preventivas essa escória de andar livremente nas ruas, não somente os torcedores nos estádios correm perigo, mas sim, o conjunto da sociedade. A justiça brasileira é omissa e lenta, recheada de leis, que na sua maioria são repletas de benesses e vantagens aos criminosos. Leis de primeiro mundo vigendo em país de terceiro mundo que sonha em realizar grandes eventos.
É preciso reescrever as leis no Brasil, tirar dos seus meandros tantas liberalidades, tantas hipocrisias, é preciso que se tenhamos leis aplicáveis da mesma forma que o fazem países sérios do primeiro mundo. Rigor, não mata ninguém, impunidade sim.
Realizar jogos de uma torcida só é o atestado ISO 21.000 que se concede ao Estado que não tem capacidade alguma de defender a sociedade que lhe remunera com pesados impostos. É o atestado de incompetência final.
As torcidas organizadas devem ser banidas imediatamente da face do esporte. Os dirigentes esportivos que interagirem com essa escória devem igualmente ser defenestrados do comando de seus clubes. O elemento que brigar dentro ou fora do estádio deve ser fichado e proibido de assistir jogos de quaisquer modalidades por cinco anos. Se houver crime contra o patrimônio ou a vida, o rigor da lei deve ser o maior possível.
O resto é balela, conversa mole de comentaristas esportivos e procuradores a fim de aparecerem na mídia ou conseguirem se eleger no futuro à custa desse assunto.

4 de junho de 2009

Dengue, febre amarela e Copa do Mundo

A escolha das doze cidades que irão compor as sedes brasileiras para a Copa do Mundo de 2014 neste domingo de maio em 2009, deixou os aficionados por futebol em êxtase, entretanto preocupa e muito o conjunto da nossa sociedade com relação aos muitos bilhões de reais que serão desviados e não aplicados em saúde e educação.
Um país cuja saúde pública ainda é vitima da dengue, febre amarela e que enfrenta carências de toda ordem deixando sua população mais pobre sem atendimento médico, priorizar a festa do futebol é no mínimo uma insensatez.
Um país que camufla suas mazelas enrustidas no interior de seu vasto território, com números medianos nas suas capitais podem até enganar alguns incautos, porém jamais vai iludir o povo sofrido que vive em condições desumanas privadas de saneamento básico e que ainda sobrevivem nas mais primitivas condições de moradia.
Nas últimas décadas nossas estradas estão se esfacelando sem que nenhum dos cinco últimos presidentes que lá estiveram desde 1989 (Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula) tenham feito algo para arrumar os caminhos a serem percorridos pelos nossos veículos. Aliás, obras de infra-estrutura quase não foram erguidas nesse mesmo período. Agora elas fazem parte dos cadernos de interesse das cidades escolhidas pela Fifa para serem candidatas a sedes da futura copa.
Nossos políticos querem aparecer e a realização de uma copa do mundo é um excelente negócio para ficarem em evidência na mídia. Enquanto isso a educação sobrevive com índices medíocres e com os professores recebendo salários miseráveis. O SUS é um arremedo de sistema de saúde, uma brincadeira de mau gosto para com o povo brasileiro. A segurança pública inexiste.
Não temos índices de desenvolvimento humano aceitáveis, temos uma corrupção altíssima e números medianos para um país de terceiro mundo, mas nem isso e nem nada nesse mundo irá parar o ímpeto dos oportunistas que queriam a realização de um evento mundial em nosso país.
A recente realização dos Jogos Pan Americanos do RJ em 2007, não foi suficiente para acordar a nossa sociedade, bilhões foram gastos, obras foram superfaturadas, mentiras orçamentárias, falta de definição para aproveitamento dos investimentos, dinheiro jogado no ralo e muitas praças esportivas em pleno estado de abandono dois anos após o fim dos jogos.
A maior ironia de todas é que a copa do mundo será para turistas que vão trazer recursos do exterior para o Brasil, sendo assim, não é um evento para brasileiros, prioritariamente os torcedores de outros países terão mais facilidades para a compra dos ingressos do que os nossos torcedores. Até por que os preços dos ingressos serão compatíveis com espetáculos internacionais, proibitivos para os bolsos do povão que recebem salários mínimos.

3 de junho de 2009

O pedreiro e o deputado

O Brasil é um dos poucos países no mundo onde uma lei tem duas interpretações claras, a jurídica que normalmente pune os mais pobres e a interpretação política que é branda com os poderosos, os políticos e os mais abastados da sociedade.
Isso vem desde os tempos do império, nunca mudou e dificilmente vai mudar um dia, pois já está enraizado de tal forma que virou uma lei oficiosa que sobrepõe até a constituição do país.
No ano passado foi implantada a famosa Lei Seca, para punir os motorista que forem flagrados ao volante embriagados. O limite de dosagem alcoólica permissível é o menor possível, a multa altíssima e a possibilidade de cadeia para os infratores deixou a população com uma forte expectativa de que o problema seria finalmente sanado em nossas ruas e estradas.
O bafômetro passou a ser um equipamento de muito uso e a cada acidente sua utilização passou a ser fundamental para poder detectar o grau de álcool no sangue dos motoristas envolvidos. No começo boas notícias, diminuição dos acidentes nas estradas e nas cidades mais fiscalizadas.
Campanhas publicitárias incentivando as pessoas a não ingerirem álcool quando forem dirigir. Rodízio entre amigos conscientes para que um entre eles não estivesse bebendo, sendo responsável por guiar o veículo na volta para casa, etc.
Entretanto, alguns problemas não foram equacionados e nem serão com facilidade, visto que, o poder público não leva a sério o suficiente às coisas da sociedade para as quais é o responsável. A fiscalização constante e o cumprimento das leis independente de quem esteja ao volante ou de quem seja o motorista embriagado.
Até por que muitos são os casos de motoristas sem a habilitação rodando impunemente por nossas ruas, avenidas e estradas sem serem importunados por policiais do trânsito ou rodoviários. Não é a toa que estamos vendo dezenas de casos de motoristas que invadem a contra-mão de estradas movimentadas do país, colocando em risco vidas de terceiros.
Quanto ao outro problema que diz respeito ao cumprimento da lei seca, dois casos recentes exemplificam como funcionam o poder policial e a justiça no Brasil.
No Paraná o deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), com vinte e três infrações por excesso de velocidade, carteira cassada e alcoolizado provocou um acidente que culminou com a morte de dois inocentes.
Em Osasco – SP, um pedreiro sem habilitação, embriagado sobe na calçada e mata uma mulher de 30 anos, grávida de gêmeos de forma instantânea.
A diferença é que o Deputado está livre, não será preso e o pedreiro está na cadeia como deveria e terá muitas dificuldades para se defender. Esses dois fatos não são tragédias e sim crimes contra a vida humana, merecem todos o rigor da lei, mas serão tratados de forma diferente e o mais rico e poderoso escapará impune
.

9 de maio de 2009

Eles estão em toda parte no Brasil


“Se a gente quiser modificar alguma coisa,
é pelas crianças que devemos começar"
Ayrton Senna

O Tribunal de Contas da União resolveu investigar os beneficiários nos programas assistencialistas e que servem exclusivamente para manter uma pesada propaganda eleitoral do governo federal. Ao fazer as checagens entre os nomes dos beneficiários em relação aos proprietários de veículos descobriu mais uma fraude Made in Brasil.
O mais importante e alardeado programa de transferência de renda do governo federal está favorecendo pessoas que possuem automóveis nacionais, importados e até caminhões. Com certeza se a pesquisa fosse mais a fundo chegaria a milhões de lares cujas pessoas poderiam estar inclusas no programa, mas passam fome.
A única coisa nesse país que funciona são as cobranças de impostos, pedágios e multas, de resto, nada é fiscalizado, a corrupção e a bandalheira correm soltas no congresso nacional e nos governos de todas as instâncias.
Para termos uma idéia dos absurdos que são cometidos nos narizes entupidos convenientemente dos nossos governantes, uma família do Sergipe havia declarado renda mensal de R$ 35 (trinta e cinco reais) por pessoa e assim, se credenciou a receber R$ 94 (noventa e quatro) reais por mês do Bolsa Família. O TCU verificou que a família pobrezinha possuía sete caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
Em outros casos escabrosos milhares de beneficiários aparecem como donos de motocicletas importadas, veículos nacionais e importados com valor de compra acima de R$ 100 mil reais. Como sempre a Receita Federal cujo alcance muitas vezes se limita aos avisos de pagamentos dos trabalhadores honestos não conseguiu ainda checar os participantes desses inúmeros benefícios fornecidos pelo Governo Federal.
Para participar e se credenciar como beneficiário do Bolsa Família ninguém pode ter renda acima de R$ 137,00 (cento e trinta e sete reais na família. Se tivessem cumprido esse pré-requisito básico o governo Lula teria economizado R$ 320 milhões no período de um ano somente. Mas ao invés de fiscalizar eles preferem propagandear e discursar bobagens em palanques de inaugurações e da mídia em geral.
Para “surpresa” dos auditores do TCU, ao cruzarem as informações das listas de beneficiários do programa Bolsa Família encontraram vinte mil políticos que recebem o benefício. Sim meus amigos, políticos de novo, roubando ou fraudando de novo! O prejuízo somente no mês de Fevereiro foi de um milhão e seiscentos mil reais com esses políticos.
Fora os políticos os auditores encontraram um milhão e cem mil famílias irregulares que não deveriam estar recebendo nada do governo, o prejuízo foi de aproximadamente sessenta e cinco milhões de reais aos cofres públicos. Entre elas 300 mil pessoas mortas estão constando do cadastro.
E o povo continua votando, sonhando com o país do futuro, acreditando em políticos canalhas e pensando inocentemente que as leis são para todos.

5 de maio de 2009

Verborragia inútil e imoral

“O conformismo é o carcereiro da liberdade
e o inimigo do crescimento"

John Kennedy

No espaço de um mês vieram à tona inúmeras denúncias devidamente comprovadas de crimes cometidos por parlamentares e funcionários do Congresso Nacional contra o erário. Ninguém foi demitido, cassado ou simplesmente punido, fato este que não se consiste em nenhuma novidade, apenas reforça a lista de obscenidades praticadas contra o povo brasileiro.
Agora pior do que essa impunidade sem vergonha praticada e até incentivada pelos políticos brasileiros é a conduta do nosso presidente eleito pelo voto popular. Em discurso recente o Sr. Luiz Inácio diz o seguinte: “Levar a mulher ou um sindicalista para Brasília, não vejo onde está o crime. Se esse fosse o mal do Brasil, o Brasil não tinha mal”.
Percebe-se a desfaçatez com a qual nosso presidente trata uma questão que merece abordagem séria, punições rigorosas e a cassação dos envolvidos. Digo ao presidente que em minha opinião se um parlamentar quer levar a esposa para Brasília, que se mude com ela para lá ao se eleger e tomar posse. Deixar esposa na terra natal é coisa de jogador de futebol que quer aproveitar a solteirice em terras distantes.
Quanto ao sindicalistas que o presidente diz ser normal viajar a custa do erário, vejo como a mais obscenas e imorais de todas as ilações que o presidente poderia fazer a respeito de um assunto tão sério. As centrais sindicais recebem milhões de reais e podem e devem custear viagens de seus membros à Brasília, bem como, a qualquer canto do país.
Nós, que trabalhamos, somos descontados em folha de pagamento não temos essas prerrogativas imorais, indecentes e criminosas alardeadas aos quatro cantos. Um trabalhador não pode levar a esposa à custa da empresa, seja ela privada ou estatal. Um trabalhador não pode pagar por um advogado quando tem necessidade de acompanhamento de um processo em Brasília.
Vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos tema cesso a tudo, os parlamentares tem mordomias dignas de uma príncipe da antiguidade enquanto o povo não tem sequer a saúde pública ao seu alcance e de seus familiares.
Os parlamentares ficam ricos em oito anos, os dirigentes sindicais andam de carros importados e ganham presentes como passagens aéreas, viagens ao exterior e até veículos Land Rover, os empresários próximos ao poder público estão ricos e superfaturando obras impunemente, enquanto o povo é obrigado a pagar impostos escorchantes para manter essa casta de bandidos.
O senhor Lula tem feito um governo razoável, mas quando discursa o faz com um deslumbramento acima do normal, de sua boca proliferam bobagens que não condizem com seu cargo. Discursos que não estão de acordo com sua origem, visto que abandonou as causas do povo há muito tempo, tendo exercido a função de sindicalista e político muito mais do que o foi como operário simples, que não concordava à época com essas indecências que agora acha normal.
Normal senhor presidente é o cumprimento das leis, o parlamentar lutar pelas coisas do povo e abdicar de favorecimentos escusos. Normal é um sindicalista ser mais honesto que um parlamentar e recusar favorecimentos de quaisquer ordens o tempo todo, não se deixando levar pela euforia momentânea do cargo que exerce em nome dos trabalhadores de sua base.

ONGs - Da concepção à realidade no Brasil

Com certa freqüência temos encontrado notícias de algumas Organizações Não Governamentais que recebem dinheiro do governo, sob os variados títulos, muitas vezes percebe-se que por trás da ONG estão partidos políticos, pessoas influentes do próprio governo, etc. Com isso algumas organizações acabam virando noticia em páginas policiais, por fraudes, desvio de funções e de verbas públicas.
A quantia destinada pelo governo federal para as ONGs chama a atenção até dos leigos e deixam a todos preocupados, pois por trás da verdadeira essência dessas organizações podem estar os mesmos espertalhões de sempre, afinal, no Brasil onde há dinheiro sempre é preciso muito cuidado, pois cedo ou tarde golpes viram ao conhecimento público.
As organizações chamadas de Organizações Não Governamentais conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro setor da sociedade civil sem fins lucrativos, que se declaram com finalidades públicas e que agem em diferentes áreas da nossa sociedade. Estão na defesa do Meio Ambiente, do Menor, do consumidor, etc.
O sociólogo Betinho assim definia as organizações não governamentais: “Uma ONG se define por sua vocação política, por sua positividade política: uma entidade sem fins de lucro cujo objetivo fundamental é desenvolver uma sociedade democrática, isto é, uma sociedade fundada nos valores da democracia – liberdade, igualdade, diversidade participação e solidariedade. (...) As ONGs são comitês da cidadania e surgiram para ajudar a sociedade democrática com que todos sonham”.
Recentemente a empresa Petrobrás torrou um milhão e quatrocentos mil reais no nordeste através de uma ONG, cuja vice-presidente é membro do Partido dos Trabalhadores no local. A discussão é por que uma ONG deve intermediar um assunto que a empresa pode facilmente licitar ou contratar ou até comprar com seu próprio esforço e pessoal?
É sabido que uma ONG não tem valor jurídico no Brasil, é também por demais sabido que as mesmas podem complementar o trabalho do Estado, entretanto o que é imoral e pode ser ilegal é a participação conveniente de pessoas ligadas a interesses escusos travestidas de ONGs. Isso precisa ser apurado e passado a limpo pelo Ministério Público o mais rápido possível.
Algumas pessoas que manipulam o erário no Brasil perderam a vergonha por completo e se utilizam de quaisquer mecanismos para obter verbas públicas ou até privadas. Não existe discernimento e essa gente quer roubar o mais que conseguir alcançar. Nesse sentido é preciso que consigamos distinguir o joio do trigo, separando e punindo aqueles que venham a denegrir a imagem das organizações (maioria) sérias que atual por causas sérias no país.