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3 de agosto de 2026

As eleições brasileiras podem sofrer com interferências dos EUA!

 

As viagens da família Bolsonaro aos EUA, com as promessas tácitas de facilitação do acesso a terras raras e outras riquezas, bem como, atuar para dificultar a presença do Pix em favor das grandes empresas de cartões de crédito americanas são apenas uma pequena ponta do que pode vir a acontecer durante o período eleitoral.

Isto porque a candidatura de Lula, favorita a conquistar as eleições não é conveniente a Trump e ao sistema financeiro americano. Claro que a forma a ser utilizada não está prevista nas regras do jogo eleitoral ou diplomático, mas contém sujeira e o velho golpismo contra a democracia na América do Sul.

Neste sentido o colombiano, Alex Saab atualmente preso nos Estados Unidos, pode se tornar a peça central de uma operação de interferência internacional com foco direto nas eleições brasileiras.

Os tentáculos de um novo golpe político eleitoral começam a ser tramados nos bastidores da Casa Branca e já podemos ouvir os ecos desse crime aqui na América Latina.

A trajetória de Saab é estranha como tudo que diz respeito a política externa americana. Saab trabalhou durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, sendo detido pelos Estados Unidos sob acusações de desvio de US$ 350 milhões de dólares de projetos sociais e ligações com o narcotráfico — o manual clássico de acusações que Washington utiliza contra governos considerados refratários à sua hegemonia.

Após idas e vindas judiciais, incluindo uma troca de prisioneiros sob a gestão Biden e uma posterior devolução aos EUA após o sequestro de Maduro, Saab está novamente sob custódia americana.

Aqui começa a vazar nos bastidores da mídia americana, o planejamento de uma suposta delação premiada dirigida com o objetivo de acusar líderes latino-americanos de terem sido financiados por recursos venezuelanos e pelo narcotráfico.

Como este ano só teremos uma eleição na América do Sul, justamente a do Brasil em outubro, fica muito claro que a intenção dos golpistas é tentar enlamear com denúncias falsas e assim deturpar as eleições brasileiras favorecendo o candidato dos golpistas americanos Flávio Bolsonaro. O roteiro é disparar munição contra o presidente Lula e o PT, tentando manchar a imagem do governo federal às vésperas de uma disputa eleitoral crucial.

Essa estratégia não ocorre no vácuo. Reportagem de Plínio Teodoro, na Fórum, mostra que a diplomacia americana e seus tentáculos já mantêm contato direto com influenciadores de direita no Brasil para pautar narrativas de interesse estrangeiro.

O sinal de emergência está ligado. O que se desenha nos escritórios de poder de Washington é uma tentativa coordenada de tutelar a democracia brasileira por meio de lawfare e operações psicológicas. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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