Enquanto países como a Finlândia, Noruega, Suíça, Alemanha, China, Japão, Dinamarca, olham para o futuro desenvolvendo a educação, a ciência e a tecnologia, nós na América do Sul estamos tentando sair da Idade Média. Nossos governadores impondo escolas militares com apoio da sociedade, onde militares violentos, as vezes assassinos, são os professores escolhidos. Enquanto jovens europeus assimilam novas tecnologias e seus países evoluem no tratamento de doenças importantes nossa geração está nas praças públicas no "Farmar Aura".
A gíria "farmar aura" surgiu da mistura de dois termos populares na internet: Farmar: vem dos jogos e significa "acumular" ou "ganhar" algo repetidamente (como experiência, dinheiro ou itens).
Aura: nas redes sociais, especialmente no TikTok e no X, significa o "carisma", a "presença", o "respeito" ou a imagem de alguém. Assim, "farmar aura" significa fazer algo que aumenta sua reputação, faz você parecer mais estiloso, confiante, misterioso ou admirável aos olhos dos outros.
Não é a gíria que incomoda, é a atitude de desprezo para com a educação, cultura e o conjunto da sociedade. Debiloides agindo como se estivessem drogados ou possuídos por doses altas do Chá do Santo Daime. Essa é a geração brasileira de jovens que não se interessam por política, por nenhuma coisa que seja importante. Não leem e vivem alhures ao mundo que não para e se desenvolve celeremente. Estamos vendo o futuro ficar cada vez mais distante, mesmo com tanta tecnologia, inteligência artificial por que convivemos com pessoas desinteligentes na política e nas ruas.
Esses jovens fazem parte da geração #nemnem no Brasil, ou seja, nem trabalham nem estudam. Um risco concreto para o futuro do país na medida em que além de improdutivos estes jovens não estão verdadeiramente conectados com a educação que é fundamental no crescimento individual e de toda geração da qual eles fazem parte.
A adoção de escolas militares e a busca do senado federal pela aprovação do sistema de Homeschooling são muito preocupantes. Até porque, muitos governadores abandonaram a educação em seus Estados, deixaram de investir em novas unidades e na manutenção e desenvolvimento das atuais unidades. Não investem em tecnologia, treinamento e na infraestrutura das unidades educacionais. Um verdadeiro desmonte.
Se somarmos tudo isso (Farmar Aura, Geração #nemnem, Escolas Militares, Homeschooling e o desmonte do sistema educacional nos estados) entenderemos o por que nosso país anda para trás a passos largos na direção do atraso, da ignorância e escuridão.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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