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20 de abril de 2009

O Brasil da monocultura e dos automóveis!

Em plena crise da economia mundial o Brasil dá um exemplo ao mundo de sua falta de planejamento e seriedade, caindo de joelhos diante do império das montadoras. Para que as vendas de carros não sofressem nenhum problema o governo federal e o do Estado de SP, injetaram quase dez bilhões de dólares no caixa das montadoras. Não satisfeito ainda reduziu o IPI da maioria dos automóveis.
Triste ver que não usou do mesmo expediente para reduzir a pesada carga tributária que incide sobre as industrias de calçados, têxteis, alimentos, vestuários, comércio e indústria em geral, dando as montadoras o privilégio de sempre.
Uma sociedade a serviço das grandes indústrias de automóvel, bem ao contrário dos EUA, onde a crise é muito maior e a GM e Chrysler podem inclusive ir a falência.
Aqui no Estado de SP, a maior parte das terras produtivas estão nas mãos gananciosas dos usineiros que produzem combustíveis para nossa frota flex, interessante que o motor é flex, mas o uso é somente de álcool.
O preço dos combustíveis não deixa margem para escolha, embora o álcool seja uma opção demasiadamente cara, principalmente se levarmos em conta que existe exclusividade por parte das montadoras e o aval do governo, que inclusive ajuda através do BNDES com financiamentos generosos.
Em breve teremos de comer cana de açúcar e exportar alimentos para tentar matar a fome dos brasileiros. A industria automobilística não terá mais ninguém para quem vender suas carroças com preços de limusines.
Esse tempo não está distante como se supõe, parte do primeiro mundo busca alternativas de energia limpa, de meios de transportes de massa não poluentes e de combustíveis elétricos para contribuir com a diminuição dos poluentes e do aquecimento global. Aqui no Brasil, destinamos milhões de alqueires de terras produtivas para o plantio da cana de açúcar e ainda temos de pagar um preço obsceno para usar esse combustível.
O governo federal ainda quer através de Lula introduzir o bio-diesel, outra opção que é nefasta às terras que poderiam estar sendo destinadas à plantação de alimentos.
Como sempre faltam iniciativas inteligentes e com base científica por parte de nossos governantes, sobram explicações enganosas e também possibilidades de enriquecimento ilícito. Ninguém faz nada pensando no povo e muito menos ainda no meio ambiente.
Temos um território que é praticamente um continente com recursos hídricos, com sol o ano inteiro e reservas de petróleo e minerais abundantes, mas não possuímos mentes brilhantes no nosso meio político. Nossos governantes são um desastre em todos os sentidos, destroem boas idéias, desviam recursos e geralmente não investem em planejamento, desenvolvimento sustentado e pesquisas científicas.
Estamos atrasados e eles ainda acham que somos os bons, Lula se perde em devaneios quando está fora do Brasil, esquece nossas mazelas, nossos problemas e a nossa péssima situação no campo educacional, habitacional, saúde pública e de saneamento básico. Parece que quando ele sai das nossas fronteiras vira príncipe e ao voltar ao país vira abóbora novamente.

9 de abril de 2009

A Fofa

Uma empregada doméstica quando tem a sorte de ser registrada nos moldes da lei, geralmente recebe um salário mínimo em São Paulo e nos demais Estados do Sul e Sudeste, daí para baixo a coisa é bem diferente, ou seja, a maioria não está registrada e fazem bicos, limpeza como diaristas ou trabalhando de porta em porta de sol a sol por alguns trocados.
Porém em Brasília no Distrito Federal têm profissionais abençoadas pelo destino, mulheres como a Fofa, para quem não a conhece, Maria Helena, uma mulher simples que recebe algo em torno de R$ 1.608,00 (Um mil, seiscentos e oito reais) por mês.
E você sabe quem é o patrão dessa qualificada profissional? Nós, sim meu amigo (a) leitor (a), nós é que pagamos os salários através de nossos recolhimentos de impostos, pois a Fofa era contratada da Câmara Federal para trabalhar no gabinete de Arnaldo Jardim (PPS-SP) e nas horas vagas em seu apartamento funcional.
Depois que foi pego no flagra o nobre e inteligente parlamentar demitiu a empregada, dizendo que: “Eu não vejo conflito ético no fato da empregada ser paga com dinheiro público, entendia que o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar”. Vou fazer para respeitar o regimento da casa.
A Fofa trabalha para parlamentares desde 2004, já esteve com outros parlamentares que também não viam problemas éticos e nem morais do povo custear a empregada doméstica deles com certeza.
O mais curioso é que a Fofa estava ajudando o Deputado Arnaldo Jardim quando da realização de evento em seu apartamento para o lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção, no mês de março. Assim caminha a vida em Brasília, paraíso da impunidade, centro da iniqüidade e da falta de vergonha oficial em nosso país, que acumula problemas sociais, tem mazelas espalhadas pelos quatro cantos e imensa dificuldade em resolver as enormes carências na saúde, educação, saneamento básico, mas ao mesmo tempo produzem situações como as que estão sendo divulgadas a nossa sociedade cotidianamente, sem que nada mude e ninguém seja punido.

Viúvas das privatização

Diante das noticias divulgadas pelo JC em Bauru, dando conta de que a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica está determinando um aumento da ordem de 21,56% nas contas de energia residencial e comercial de nossa região. Um aumento que para se permanecer no razoável, diríamos que seja um acinte, um roubo que está sendo cometido à “luz do dia” contra nosso bolso.
A desculpa estapafúrdia ou a justificativa para o pesado aumento se baseia entre outros no aumento da cotação do dólar. Como sempre o inverso não é verdadeiro, ou seja, quando a moeda americana estava cotada a R$ 1,60 o preço da nossa energia não estava mais em conta.
Quando o setor elétrico foi privatizado muitos foram aqueles que estiveram a favor da privatização. Defendendo com unhas e dentes isso que agora percebem ser um grande prejuízo a sociedade. Nenhum kw/hora a mais, a distribuição de energia feita igualmente, mas com menos funcionários. A iluminação pública de Bauru não deixa dúvidas quanto ao tipo de serviço prestado.
Esse aumento abusivo, desproporcional é um prêmio à atuação decisiva de políticos como Mario Covas, Geraldo Alckmin, FHC, Pedro Tobias e tantos outros que defenderam essa venda do patrimônio paulista a preço de banana e depois não destinaram os recursos da venda para segurança, saúde e educação.
Para quem não sabe a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica foi criada por FHC e ao que parece está a serviço das empresas privadas e não na defesa do público consumidor.
Outro fato interessante é que os empregados da empresa que está sendo contemplada com generoso aumento tarifário tenham recebido apenas 6,8% de aumento salarial em Junho/08. Ou seja, mesmo tendo um quadro enxuto, mesmo dando apenas a reposição dos índices da inflação aos empregados, ainda é premiada com 21,56% de reajuste tarifário.

Educação e Saúde só nas propagandas

Como é gostoso e reconfortante assistirmos na televisão as propagandas pagas com recursos dos nossos impostos mostrarem como está maravilhosa a Educação e a Saúde no Estado de SP.
Os professores nas propagandas ganham salários compatíveis com a sua importância para a nossa sociedade e ainda recebem treinamento e atualização constante para poderem fazer frente aos grandes desafios que a educação possibilita em suas carreiras. Ainda possuem salas informatizadas e facilidades para aquisição de notebook financiados com juros europeus em várias parcelas.
As salas de aula sempre repleta de alunos felizes, com seus materiais em mãos, sempre atualizados e em ordem. Logo no segundo dia de aula todos os alunos já estão de posse de seus materiais. A preocupação com a qualidade do ensino é tanta que os livros trazem até situações hipotéticos da América do Sul com dois mapas do Paraguai e a exclusão do Equador. Coisa linda para aguçar a inteligência dos pequenos.
A merenda é coisa de primeiro mundo, alimentação balanceada e contendo todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento sadio de nossas crianças. Aliado a distribuição pontual de novos uniformes e calçados para todos os mais necessitados.
A saúde pública vista pelas lentes das propagandas do governo são de tirar o chapéu, aliás, dá vontade de marcar uma consulta e pedir logo uma série de exames clínicos. Que beleza são os hospitais públicos estaduais. Funcionários educados, bem treinados e remunerados à altura de sua capacidade e importância. Nunca faltam médicos nem nas mais distantes regiões do Estado.
Tudo supervisionado e controlado rigorosamente pela Séc. da Saúde, afinal, já dizia o antigo ditado: “Com saúde não se brinca”. E as propagandas deixam claro que ninguém está brincando, é tudo coisa séria e visando não as eleições em 2010, mas sim o bem estar e a informação aos usuários do sistema. Que beleza!
Na verdade, ironia a parte, estão torrando milhões de reais com publicidade em rádio, televisão, jornais e revistas além de placas e outdoors espalhados de norte a sul sem que nada disso citado acima esteja acontecendo em SP. A imprensa séria sempre tem mostrado a dura e cruel realidade dos profissionais dessas áreas e dos usuários.
Os professores não receberam nenhum notebook, que sequer foram licitados, mas na propaganda a atriz entra na sala de aula feliz portando em suas mãos o parelho de extrema utilidade. Existem várias escolas onde os alunos não receberam seus materiais escolares, apesar das aulas terem começado em Fevereiro deste ano.
Agendar um exame clinico é um parto a fórceps e requer paciência e muita “saúde” por parte dos que dela necessitam, pois a rede pública de atendimento hospitalar está cada vez pior.
O que existe além de muita publicidade enganosa é a desfaçatez de governantes que não estão no poder exceto para querer atingir seus objetivos pessoais e mesquinhos de poder.

7 de abril de 2009

A Seleção pavãozinho do Dunga

A seleção brasileira de futebol que nós acostumamos a chamar de seleção canarinho, nas mãos do treinador Dunga mais parece uma seleção pavãozinho. Cheia de jogadores que atuam no exterior e que pensam que são craques. Um bando de endinheirados mal acostumados à fama, que agora jogam um futebolzinho medíocre e vivem à custa da projeção do nosso futebol no passado.
São convocações equivocadas, são escalações sempre previsíveis e com sobra de arrogância e petulância por parte de Dunga, um treinador inexperiente e que pensa que ser grosseiro com a imprensa é o mesmo que ser raçudo como jogador.
Ele foi um jogador apenas e tão somente razoável, em 1994, foi campeão do mundo e jogou o mesmo futebol limitado e previsível de sempre, mas teve ao seu lado o genial Romário e mais dois ou três craques que acabaram por levantar aquele caneco nos EUA.
Nunca foi treinador de clubes nem no Brasil nem no exterior, sua trajetória na seleção preocupa os amantes do nosso futebol, com ele jogamos sempre com os mesmo jogadores, estejam eles em boa ou péssima fase. O clone de jogador Ronaldinho Gaúcho é um exemplo desses que não saem do time por nada desse mundo apesar de não estar jogando um bom futebol há pelo menos três anos, mesmo em seu clube.
As convocações atendem a critérios esquisitos, alijando de cara os craques que atuam no nosso país, mistério, nenhum país do mundo usa essa tática que remete o pensamento do torcedor a um só lugar - Ao interesse de patrocinadores e empresários sobrepujando a verdadeira motivação de uma seleção.
Dunga ao contrário de alguns antecessores não representa a escola do futebol arte e nem do futebol força, ele representa o futebol medíocre, sem brilho, sem classe e sem nenhuma lembrança com o que sempre caracterizou o futebol nacional.
Nossos jogadores da seleção em sua maioria são baladeiros, despreocupados com a paixão do nosso povo pelo futebol. Só querem de saber de suas noitadas, de seus pagodes, de suas “Marias Chuteiras” e do pagamento milionário que nem sempre usufruem com parcimônia.
Ficam no Brasil jogadores talentosos como Hernanes, Nilmar, Keirrison e grandes promessas como Neymar e tantos outros aguardando serem vendidos ao exterior para depois então serem convocados sistematicamente por Dunga – “O zangado”.

26 de março de 2009

Violência nos estádios de futebol

A crescente violência no país tem dentro dos estádios de futebol do Brasil uma parte de sua pior faceta, são as torcidas organizadas. Se em SP temos organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios tal qual no Rio de Janeiro, no futebol lidamos com as odiosas torcidas “organizadas”.

Muito já se falou e pouco foi feito, mas a verdade é que algumas coisas tem de ser ditas:
1. A impunidade supera quaisquer atitudes de simples boa vontade e de discursos por parte do Ministério Público, é preciso agir com rigor e colocar atrás das grades quem comete crimes dentro ou fora dos estádios;


2. É preciso que a Justiça faça sua parte com rigor, estabelecendo linha direta com a CBF, Federações, Policia Militar e Civil;


3. Os Estados tem de providenciar o treinamento das tropas envolvidas com a realização de eventos esportivos. Separando aqueles que fazem apenas a triagem e a segurança externa daqueles que efetivamente tem de coibir com inteligência quaisquer atos ilícitos dentro dos estádios;


4. Em grandes jogos com públicos acima de vinte mil pessoas ou em grandes clássicos é preciso que se façam presentes estações móveis com delegados, promotores e até juízes para que aqueles que forem presos possam ser julgados no local. Se condenados, devem ser encaminhados a carceragem mais próxima;


5. Não se pode permitir a venda de bebidas alcoólicas nas imediações dos grandes estádios de futebol;


6. Ambulantes e cambistas tem de ser banidos das imediações dos espetáculos doa a quem doer;


7. Dirigentes e membros de comissões técnicas que derem declarações que motivem ainda mais a violência devem responder civil e criminalmente por sua verborragias;


8. Os clubes devem ser responsabilizados por atitudes que comprometam a segurança dos espetáculos. Tanto na organização, definição de praças esportivas, vendas antecipadas de ingressos, enfim, tudo que disser respeito à promoção do jogo. Inclusive a proibição da relação promiscua existentes atualmente entre dirigentes de clubes e chefes de torcidas organizadas;


9. O torcedor que cometer crimes ou atos de violência deve ser banido dos estádios por dez anos no mínimo;


10. A PM deve se valer da utilização de bafômetros e os estádios devem ter obrigatoriamente em suas entradas detectores de metais e outros equipamentos como os circuitos fechados de TV e gravação online de imagens que auxiliem na prisão de vândalos e criminosas que insistam em tomar os lugares dos verdadeiros torcedores de futebol no Brasil.


O resto é brincadeira e medidas fantasiosas que pessoas que nunca foram aos estádios de futebol querem implantar para aparecerem o suficiente para depois se candidatarem a cargos públicos. Chega de balela, é preciso impor a ordem e o respeito, é preciso colocar marginais na cadeia e não permitir que voltem a frequentar lugares que são para famílias em busca de diversão e lazer associado a maior paixão do nosso povo.


O Brasil em 2014 pretende organizar uma Copa do Mundo de futebol, se realmente não quer passar vergonha e nem ser humilhado pelos países de primeiro mundo é preciso começar imediatamente a mudar a cultura do nosso torcedor. É iminente que as mudanças para o combate efetivo à violência e a impunidade sejam colocadas em prática já, pois o que se viu ontem no Estádio do Pacaembu dá a exata dimensão do que teremos em 2014, ou até pior.

23 de março de 2009

Pedágio ou mina de ouro em SP?

Um motorista usando veículo de passeio que viajar de São Paulo para Belo Horizonte irá gastar a partir da próxima segunda feira aproximadamente R$ 7,70 (sete reais e setenta centavos). Essa é a conta imposta pela construção de sete praças de pedágio durante o trajeto entre as duas capitais.
O valor de R$ 1,10 (um real e dez centavos) foi avençado na licitação federal que concedeu a administração da rodovia Fernão Dias no trecho que compreende SP e BH. Uma realidade bem diferente da que vivem os motoristas usuários do sistema em SP.
Para quem não reside em SP, uma única praça de pedágio em nossas estradas ultrapassa os valores da viagem na Fernão Dias inteira. Na Rodovia Castelo Branco tem pedágio custando até R$ 10,80 (dez reais e oitenta centavos). O custo de uma viagem de Bauru a São Paulo (340 km) é de aproximadamente R$ 47,00 (quarenta e sete reais).
Notem como o governo paulista do PSDB é bonzinho com as empresas privadas na hora de estipular valores de contratos de concessão. Enquanto na Rodovia Federal o valor é de R$ 1,10 aqui em SP chega numa única praça a R$ 10,80. Coisa de pai para filho, um negócio da China em época de crise.
Num país que está privado de ter transporte ferroviário, visto que as ferrovias foram sucateadas durante o governo FHC e não retomadas durante a gestão Lula, não fica difícil entender o porquê do sorriso aberto das montadoras em solo tupiniquim.
Ninguém é contra a terceirização das rodovias, porém a grande maioria é contra o roubo que se pratica nas praças de pedágios em favorecimentos as empresas concessionárias desses serviços.
Sem contar que o volume de automóveis, caminhões e ônibus nas estradas de SP, muitas vezes são maiores do que em algumas estradas federais, a conservação delas era muito melhor do que a Régis Bittencourt, Fernão Dias e a Dutra por exemplo. É o famoso mamão com açúcar que dizem os jovens empresários na gíria para esse tipo de negócio vantajoso para o Estado, lucrativo para os empreiteiros e altamente prejudicial para os usuários.
Junto com os serviços cartoriais e com as carreiras políticas a administração de estradas está entre as grandes mamatas do país. São minas de ouro em pó, ao chegarmos perto das praças de pedágio em SP, ouvimos ao longe o tilintar das moedas caindo no cofre dos Tios Patinhas do ramo.
O usuário que paga em SP o maior IPVA do Brasil, o preço mais caro do combustível com a pior qualidade no mundo ainda tem de desembolsar uma verdadeira fortuna para poder se locomover dentro do próprio Estado. O dinheiro que o Estado economiza vai para a conta de propaganda e marketing, pois a segurança é ridícula, a habitação mediana e a Educação ao lado da Saúde continuam a desejar e muito.

Governo Federal mentiu de novo!

Quando da terrível tragédia que se abateu sobre o povo catarinense nas inundações causadas por fortes chuvas e deslizamentos acontecidos há quatro meses naquele Estado, o governo federal prontamente se dispôs a liberar recursos para ajudar aquela gente sofrida que passava por momentos desesperadores.
Após cento e vinte dias, a chuva já não castiga mais passou aquela região. A tragédia não tem mais espaço na mídia, a terra secou e o dinheiro prometido em rede nacional não foi enviado. As pessoas continuam reerguendo-se sozinhas, sem o auxilio do Governo Federal.
Quando uma tragédia acontece os governantes surgem na televisão com cara de tristeza e fingem estar preocupados com os envolvidos, em seguida pegam seus aviões ou helicópteros oficiais e somem sem nunca mais deixar noticias. Descumprem promessas, não ajudam, não liberam verbas e só voltam na eleição seguinte para buscar votos.
Esse tal de PAC – Programa de Aceleração do Crescimento implantado com pompa e circunstância por Lula é um tremendo engodo, as obras anunciadas em rede de televisão são sempre jogadas para inaugurações anos à frente, tem nome pomposo como os programas inócuos lançados por FHC, o país não vai crescer se depender desses programas caça eleitores.
Nos oito anos de gestão de FHC foram lançados o Brasil em Ação e Avança Brasil, pois o país nem avançou e muito menos teve ação de crescimento sustentado. Ao contrário, vendeu suas ferrovias que em seguida foram sucateadas pelos abutres que as compraram. O setor elétrico desde então não cresceu um quilowatt hora e nenhum grande projeto foi concebido pelos felizes compradores.
Agora nos seis anos de gestões Lula, temos a mesma situação acontecendo, com apenas a mudança do nome eleitoral do plano. Nem assim, o povo de Santa Catarina conseguiu verbas para amenizar o sofrimento de milhares de desabrigados. Nenhuma casa foi construída ou reerguida pelo governo federal. Nenhuma grande ação verdadeiramente social foi levada a cabo. Nada versus nada.
De que adianta o “Lula das marolas” (Em Nov/08 Lula disse que a crise era um Tsunami para os EUA, mas que aqui seria apenas uma marolinha), ficar fazendo bravatas em relação a nossa economia se continua usando de mentiras e subterfúgios para enganar ao cidadão brasileiro.Pobre país que precise de homens públicos do nível do político padrão brasileiro para recomeçar sua vida ou tentar reerguer sua cidade, bairro ou casa simplesmente, é melhor se unir a vizinhos, contar com ajuda religiosa ou de outras organizações sérias, pois quatro meses para liberar uma verba que deveria ter sido encaminhada na própria semana é um despautério sem precedentes.

Zorra total no Senado

O que podemos dizer de uma casa onde seus membros não sabem sequer quem faz parte de sua estrutura administrativa? O que dizer então do Senado que possuí 81 membros eleitos pelo povo a cada quatro anos e alegam que não sabiam que possuíam 181 funcionários em cargos de diretoria?
A desculpa de alguns senadores que passam a maior parte do tempo criticando o governo federal é ridícula, pois foram pegos de calças curtas, pois como sabem de tudo que acontece no governo Lula e não sabiam dessa imoralidade dentro dos seus próprios gabinetes?
Quem indicou os cento e oitenta e um empregados do Senado para os cargos de diretoria? Quem agora pode em sã consciência dizer que não sabia que havia tantos diretores naquela casa do povo?
Onde estão os paladinos da mídia, os senadores Artur Virgílio (PSDB), Álvaro Dias (PSDB) e tantos outros que vivem aparecendo na mídia pré-julgando políticos e instituições enquanto a farra das diretorias acontecia sob os seus narizes entupidos?
O detalhe mais importante é que a atual estrutura contendo entre outras irregularidades o número estapafúrdio de cento e oitenta e uma diretorias foi aprovada em plenário pelos senadores, aprovando no ato a resolução criada para tal finalidade.
São mais de dois diretores para cada senador e a grande maioria sem nenhuma função que justifique tal cargo. Tem diretoria para tudo no Senado, deve ter até Diretoria para Assuntos de Diretoria. Tudo isso custeado pelo povo, milhões e milhões de reais jogados mensalmente no lixo, justamente na casa que deveria ser o maior exemplo do país.
Entre as muitas diretorias bizarras, temos a Diretoria de Check in, Diretoria de Autógrafos, Diretoria de Garagem. Na verdade além da nomenclatura estar incoerente com as atividades, temos também os salários que são desproporcionais para as responsabilidades assumidas. Alguns cargos poderiam ser substituídos por Mirins ou Office boys e os serviços estariam em ótimas mãos.
Tem Diretorias que possuem um único funcionário, sim, ele próprio, o Diretor dele mesmo. É digno de participar do humorístico Zorra Total, pois se isso não é piada, é o que então?
Os senadores que ocuparam aquela casa desde 1995 até a gestão atual, fizeram vistas grossas para todas as privatizações e terceirizações efetuadas a bel prazer pelo governo federal e os estaduais, entretanto nunca tiveram a coragem e a decência de terem realizado naquela casa uma reestruturação honesta e condizente com aquilo que aceitavam para as empresas estatais brasileiras.Agora depois que o esquemão foi denunciado e chegou ao conhecimento da sociedade aparecem os xerifes do senado e dizem que vão fazer um corte de 50% das diretorias. O certo seria acabar com todas as diretorias e o Senado através de uma Instituição idônea criar uma estrutura inteligente e pertinente para administrar os meandros daquela casa. Afinal, não é apenas o número que está errado e sim a essência do fato em si que nos choca.

7 de março de 2009

Mulheres - Um longo caminho até a igualdade de direitos

"Quase sempre as mulheres fingem desprezar
o que mais vivamente desejam."

William Shakespeare.
Neste dia 08 de março as mulheres estão comemorando o dia internacional dedicado a elas, embora na verdade e na prática todos os dias são os dias das mulheres. A mulher que é jovem, a mulher esposa, a mulher companheira, a mãe zelosa e a mulher madura e consciente de se papel primordial na nossa sociedade.
Entretanto, em que pese o avanço de suas conquistas em pleno território machista e de difícil acesso, a mulher ainda encontra barreiras enormes principalmente no campo profissional. Neste aspecto vem conquistando seu espaço, está ocupando cargos e está tendo destaque em áreas onde até alguns anos eram exclusividade masculina.
Porém, elas ainda têm muito a conquistar, pois está claro que, recebem, em média, salários bem abaixo do que os correspondentes ao homem. Segundo pesquisas recentes realizadas num universo de 20 países, o Brasil está com o pior índice de diferença salarial entre homens e mulheres. Para se ter uma idéia, na Índia a diferença entre a média dos salários pagos aos homens em relação às mulheres é de 6,3%, enquanto no Brasil o percentual é de 34%.
O problema é ainda pior quanto maior o cargo, o que revela um preconceito absurdo, visto que a formação adequada não é suficiente para que os vencimentos sejam idênticos, prevalecendo sim, o preconceito.
Não existe a princípio justificativas inteligentes para que um homem tenha um salário maior que o de uma mulher que faça exatamente o mesmo serviço e tenha a mesma produtividade em sua atividade profissional. É mais um passo que a mulher tem de dar no sentido de conquistar sua igualdade tão necessária e justa na sociedade em que vivemos.
É claro, que a violência doméstica contra a mulher e outros tantos problemas são também desafios permanentes na luta pela igualdade plena de seus direitos em nossa sociedade. Algumas leis e ações do Poder Público têm de certa forma minorado essa situação, mas de forma alguma resolveram os muitos problemas e dificuldades existentes para a mulher no Brasil.
A mulher deve estar atenta e saber exigir e lutar com toda sua inteligência e coragem para que essas diferenças, sejam salariais, ou não, possam ser superadas e levem a mulher para um patamar digno de seu papel fundamental na nossa sociedade contemporânea.
É uma luta constante e assim, o dia oito de março é sempre bom como referência para uma luta que é diária, é cotidiana e deve estar atrelada aos objetivos de toda mulher brasileira. Um mulher forte, das mais lindas do mundo, sensual e presente na vida de nossa terra, como símbolo de beleza e força de um povo que nada recebeu de graça e precisa lutar muito por seus verdadeiros direitos.

27 de fevereiro de 2009

Só no Brasil os políticos conseguem com tanta facilidade

Tem certas coisas que só acontecem no Brasil, têm outras que raramente acontecem em qualquer lugar do planeta. Por exemplo, desde que tomou posse da presidência dos Estados Unidos, Barack Obama tem se reunido constantemente com seus assessores, ministros, economistas, parlamentares e com setores da sociedade civil daquele país que atravessa grave período de turbulência econômica.
Esse é um fato normal na grande maioria dos países que tem uma democracia forte e estabelecida vigorando. Entretanto, aqui no Brasil, há seis anos nosso presidente e ex-líder sindical tem se destacado por nunca estar presente a reuniões de serviço em solo brasileiro.
Desde que tomou posse em seu primeiro mandato no dia 01.01.2003 até esta data (17/02/2009), foram exatos 2.240 dias de gestão à frente dos destinos do nosso país. Nesse período, se descontarmos viagens ao exterior, viagens pelo nosso país e alguns períodos de férias, verificaremos que nosso atual presidente pouco ou nada ficou pilotando seu gabinete em Brasília.
Como pode um presidente de uma nação imensa, com tantos desafios, tantas coisas por fazer, tantas barreiras por ultrapassar, tantas obras e batalhas sociais por realizar, conseguir ficar tão ausente e omisso?
Sua equipe ministerial conta com quase quatro dezenas de ministros, centenas de assessores e milhares de pessoas nos demais escalões da burocracia estatal brasileira e mesmo assim raramente, ou quase nunca soubemos de alguma reunião importante de trabalho que resultou em benefícios para nossa gente.
Quando foi a última vez que você ouviu dizer que Lula estava reunido com sua equipe ministerial para:
1. Realizar ou discutir algum planejamento;
2. Reunidos para traçar metas;
3. Definindo estratégias;
4. Reunião para acompanhamento do orçamento;
5. Cobrança de resultados;
6. Reunião para definição de ações?

A resposta é nunca, ou estão se reunindo as escondidas do povo e da imprensa. É uma vergonha um país cujo presidente e sua equipe ministerial não se conversam, não trocam idéias com equipes dos governadores e raramente ouvem o povo através de seus representantes e entidades civis. Exceto quando interesses outros estão na pauta e não são com certeza de interesse da nossa gente sofrida.
A arrogância é um dos problemas, os caras se acham Deuses, outros até tem certeza como FHC por exemplo no período de 1991 a 2002. O outro dificultador é que nosso presidente não tem por hábito trabalhar em seu gabinete, comandar o país, trocar impressões com subalternos, analisar a crise econômica com nossos muitos economistas graduados, falar sobre segurança pública, ouvindo quem realmente entende do processo. Ouvir e agir com transparência.
Ao invés disso, o presidente ri de tudo e de todos, acreditando saber de tudo e confiando cegamente em seus asseclas como sendo a sua única fonte de informações fidedignas sobre o que está acontecendo ao seu redor.
Mesmo assim, por uma total deformação no nosso sistema educacional e nas condições de difícil acesso pelo nosso povo às informações nosso presidente consegue ter mais de oitenta por cento de aceitação ao seu governo.
Isso deixa claro o quanto estamos distantes da realidade. Como pode alguém que viaja o tempo inteiro, não reduz taxas de juro, permite que os bancos roubem seus clientes à mão armada, que não reduza a carga tributária nem por decreto nem por milagre possa ter um governo bem aceito?

17 de fevereiro de 2009

Como construir um castelo no Brasil?

A divulgação das fotos do Castelo do Deputado Edmar Moreira – DEM-MG pela imprensa brasileira expôs uma série de falcatruas e falhas no sistema, o mesmo que fiscaliza com imenso rigor aos trabalhadores, fiscaliza os clientes de bancos e não perdoa os demais brasileiros que aqui vivem. A divulgação dessa barbaridade que já está obviamente caindo no esquecimento popular e da mídia, deixa algumas questões no ar, tais como:

1. Quem consegue construir algo no Brasil envolvendo milhões de reais, compra de materiais importados sem ser incomodado por fiscais municipais para que faça a devida comprovação do recolhimento de ISS, INSS, taxas e tributos de toda ordem e natureza? Experimente fazer aquele puxadinho nos fundos da casa do cunhado e lá estarão fiscais e até a polícia se bobear.

2. Quem após construir uma obra nababesca e descomunal como essa consegue ocultá-la da Receita Federal? Ações trabalhistas, indenizações são tributadas sem dó nem piedade.

3. Quem consegue empréstimos e financiamentos habitacionais na CEF ou BB para construir um castelo sem levantar suspeitas e sem ser questionado por gerentes e analistas de habitação por conta de certidões negativas, documentos e farta burocracia?

4. Quem consegue construir uma obra faraônica dessas e ao mesmo tempo estar em débito com o INSS e ter cerca de 120 processos contra seu nome e sua empresa no Brasil? Aquele comerciante honesto não conseguiria se manter em atividade, mas o Deputado...

Após conseguir tudo isso, levantar R$ 1,9 mi do Banco do Brasil o parlamentar consegue se eleger Deputado e ainda de brinde vira da noite para o dia o Segundo Vice-Presidente e Corregedor da Câmara dos Deputados em Brasília. Só mesmo um intrépido parlamentar brasileiro para conseguir tudo isso sem esbarrar nas entranhas das leis, na burocracia estatal, nas regras e regulamentos “rigorosos” do Banco do Brasil, do Banco Central e da nossa Receita Federal.
O trabalho para erigir a obra levou o candidato a esquecer de informar a Justiça Eleitoral e a Receita Federal sobre a existência dessa “casinha” para lazer aos finais de semana em São João do Nepomuceno (MG). Oh pobre parlamentar atarefado, preocupado em julgar seus colegas suspeitos de fazer parte do mensalão esqueceu tudinho como se amnésia tivesse.
Agora ao ser inquirido sobre a origem do dinheiro o Parlamentar – Rei respondeu que o Palácio não lhe pertence mais, pois foi doado a um de seus filhos pertencente à realeza dos Moreira’s. Quando então questionado sobre o por quê da construção de um Castelo, o nobre astuto disse que a intenção era explorar mais o turismo da região, cuja cidade de São João de Nepomuceno conta com menos de cinco mil habitantes e jamais foi polo turístico nas Minas Gerais.
Às vezes tenho absoluta certeza que cadeia seria pouco para certos políticos espertalhões que roubam dinheiro público, desviam recursos do erário e ainda solapam o sonho de esperança de um futuro melhor para o povo brasileiro.

9 de fevereiro de 2009

Quando os preços dos combustíveis vão baixar no Brasil?

Nenhuma lei de mercado ou regra da economia mundial consegue emplacar no Brasil e o motivo é sempre o mesmo, a lei da ganância nacional sobrepõe às leis da economia mundial. O preço sobe por que estamos na entressafra, o preço subiu por que choveu demais e os produtos estão em falta, o preço subiu por que não choveu, enfim, tudo é desculpa para ganhar mais e nunca diminuir os preços dos produtos.
Nem a crise que afeta a economia mundial nem a queda de um planeta do nosso sistema solar, nada será capaz de intervir na cadeia de preços nacionais. O governo faz a sua parte e ao contrário do mundo civilizado não reduz impostos, não reduz o déficit público e jamais vai permitir que a taxa de juros seja de um dígito. O Japão, a Grã Bretanha, os EUA e demais países estão todos errados, ninguém entende nada de economia, certo estão Lula, Meirelles e o Mantega.
O preço obsceno dos nossos combustíveis (Álcool, Gasolina e Diesel) é a maior prova dessa tese. Hoje mesmo o preço do álcool em Bauru – SP, está em torno de R$ 1.399 o litro nas bombas de combustíveis da cidade. A gasolina não sai por menos do que R$ 2.399 o litro. Isso independente da oscilação do dólar, do mercado externo e de qualquer outro mecanismo de análise utilizado.
O barril de petróleo no exterior variou nos últimos meses de U$ 140,00 (cento e quarenta dólares) no pico até U$ 38,00 (Trinta e oito dólares). O Brasil atingiu a meta de auto-suficiência na prospecção de petróleo e ainda descobriu milhões de toneladas de petróleo abaixo das barreiras do pré-sal. Mesmo assim, a gasolina que usamos com 23% de adição de álcool e um percentual desconhecido de impurezas jamais tiveram seu preço diminuído pelo governo Lula.
A plantação de cana de açúcar no Estado de SP ocupa a maior parte das terras produtivas e mesmo assim, com plantio constante e colheitas cada vez maiores, sem que haja problemas de quaisquer natureza ou entressafras, o álcool chega às bombas com preços abusivos, intermediados por recuos estratégicos seguidos de novos aumentos sem explicação plausível.
Os usineiros riem à toa, auferem lucros nababescos e ainda por cima têm acesso a linhas de crédito do BNDES para seus projetos e expansões de ganhos. Tratamento bem diferente daqueles que são dados aos agricultores, comerciantes e empresários em geral, para eles à Lei e os regulamentos burocráticos.
Hoje o litro de ouro, digo, de álcool é equivalente a 58% (cinqüenta e oito por cento) do valor do litro de gasolina no Estado de São Paulo. A Venezuela e a Argentina praticam preços menores para a gasolina que segundo consta é de qualidade muito superior à nossa. E a Petrobrás segue dando show de lucros mirabolantes enquanto os consumidores continuam indo as oficinas mecânicas trocarem suas bombas de combustíveis danificadas por utilizarem combustíveis idênticos à qualidade dos nossos políticos.

Congresso Nacional - Quanto desperdício de tempo e dinheiro!


A eleição para a presidência do Congresso Nacional demonstrou claramente para a nação brasileira o quanto se desperdiça dinheiro e tempo em prol exclusivamente dos interesses mesquinhos dos membros daquela casa. Por trás da fachada da democracia parlamentares negociam, vendem e distribuem abertamente seus preços como se ali estivesse um bordel eletrônico.
Com a diferença que no bordel pelo menos as mulheres trabalham e muito para ganhar seu sustento. A eleição do eterno Senador José Sarney custou muito aos cofres do Congresso e custará ainda mais na hora dos acertos de contas provenientes dos apoios solicitados e importantes nas costuras realizadas para contemplar o dono do Maranhão no poder.
Um cargo cujo orçamento é maior do que o da cidade de Porto Alegre, não pode ser desprezado. Nossos parlamentares jamais fariam isso em hipótese alguma, tem muito dinheiro e poder em jogo, quanto à importância democrática do cargo, bem, isso é fica para os discursos e entra apenas nos anais da casa.
Durante os quatro anos dos mandatos dos Deputados Federais e dos oito anos de mandato dos Senadores, raramente temos a oportunidade de ver a plenária lotada de parlamentares ávidos por votarem, por trabalharem.
Pois no dia da eleição para a Presidência do Senado e da Câmara, teve até parlamentar que veio de cadeiras de rodas para poder exercer seu direito. Quando é para votar coisas de interesse do povo...Juntar meia dúzia já é tarefa muito complicada. Teve político que até passou mal e teve de ser atendido pelo posto médico da casa. Ainda não se sabe se a causa do mal estar foi por conta do enorme esforço de ir ao seu trabalho ou se pela emoção de votar em Sarney e Temer.
O alto escalão da Justiça só pensa quase que exclusivamente em reajustar ou equiparar salários de seus membros da corte. O poder executivo gasta com viagens e propagandas além de desperdiçar tempo e dinheiro do povo. O poder legislativo trabalha em prol dele próprio e consome bilhões por ano em salários, benefícios que nenhum outro segmento da sociedade possuí e não produz nada de positivo para a sociedade que paga toda essa farra.
Enquanto isso o povo reza, os trabalhadores metalúrgicos diminuem salários em troca de chantagem para evitar demissões em massa e a sociedade como um todo continua pagando pesados tributos para manter essa fonte inesgotável de prejuízo intitulada democracia brasileira.

31 de janeiro de 2009

Uma licitação pra lá de estranha

Recebi outro dia uma mensagem pela internet, onde constava uma informação sobre uma licitação para a aquisição de quinze milhões de saches de gel lubrificantes. A licitação estava sendo conduzida pelo Ministério da Saúde do Brasil, fato comprovado através de uma pesquisa realizada junto ao site institucional daquele ministério.
O mais estranho nessa licitação é sabermos o porquê dela existir, quem no governo em seu Ministério da Justiça poderia justificar esse gasto absurdo com tal produto que entre outras coisas jamais foi item essencial para a saúde pública por exemplo. Saúde essa que carece de médicos na maior parte do país, medicamentos para os mais necessitados, hospitais com leitos disponíveis e equipamentos em pleno funcionamento para atender a enorme demanda.
Ao invés de investimento sério em itens que venham a favorecer milhões de brasileiros carentes de saúde pública percebemos que o governo quer torrar nosso dinheiro em gel lubrificantes. Talvez seja para a classe média usar na hora de ter de enfiar “goela” abaixo tantos impostos inócuos.
A verdade é que não há planejamento no governo brasileiro para nada, exceto a cobrança de impostos, algo que os nossos governantes leva muito a sério. De resto, inexiste a correta alocação de recursos naquilo que efetivamente é necessário para o povo mais carente do país.
Ao invés de torrar milhões com a compra de quinze milhões de saches de gel lubrificantes seria muito melhor que o mesmo ministério comprasse então “óleo de peroba” para que os membros do governo passassem nas suas faces sempre que fossem justificar compras e ações como essa do gel lubrificante.
No norte e nordeste além da região centro oeste o atendimento médico é precário para o povo daquelas regiões que com certeza não optariam jamais pelo investimento governamental de milhões de reais em gel quando faltam estoques de sangue, equipamentos para exames de raio X, ultrassonografias, entre outros mais importantes.
Mas como sempre, as justificativas são muitas e sempre muito bem elaboradas, exceto pelo fato de esquecerem de ouvir o povo para saberem realmente a onde a sociedade civil quer que o seu dinheiro seja investido centavo por centavo. A isso se chama transparência e participação popular nos destinos de uma nação, algo que está muito longe de ocorrer em nosso país.

Os gatos e ratos do Bolsa Família

“A palavra progresso não terá qualquer
sentido quando houver crianças infelizes”
Albert Einstein

A divulgação confirmando que um gato (felino) recebeu R$ 20,00 para seu dono, um agente de saúde da cidade de Antonio João (MS) foi quem descobriu a fraude e a denunciou ao poder público. O felino pertencia ao Sr. Eurico S. da Rosa que além do bichano ainda recebia mais dois valores provenientes de crianças que o casal nunca teve.
O Senhor Eurico é nada mais nada menos que o Coordenador do Programa Bolsa Família naquele município em Mato Grosso do Sul e para dar o exemplo de que essas políticas sociais são frágeis e ineptas roubava em seu favor.
Se um gato pode receber imaginem quantos “ratos” como o Eurico percebem mensalmente numerários irregulares frutos de fraudes contra o dinheiro público no Brasil? Se o próprio Coordenador escolhido a dedo pelo governo federal rouba, desvia e frauda o sistema, o que podemos pensar do restante do benefício?
No município de Antonio João existem 1.184 beneficiários do Bolsa Família, resta saber se devidamente cadastrados ou se são felinos, cães e ratos como o caso do benefício do Eurico. Ele será indiciado, teve o benefício suspenso, terá de devolver o que recebeu ilicitamente, foi exonerado do cargo, mas nada disso traz de volta a credibilidade perdida.
Ao invés de gastarmos bilhões de reais por ano com toda sorte de projetos tipo “bolsa esmola” o governo deveria investir em programas de desenvolvimento sustentável, obras para geração de novos empregos, redução das sua perversa política de juros estratosféricos e cobrança tributária irreal. Seria muito melhor que essa montanha de dinheiro usada como beneficio eleitoral fosse canalizada para projetos de saúde e educação nas cidades mais pobres do país.
Ao invés de pagar felinos seria muito mais inteligente que fosse implantado o projeto do Senador Eduardo Suplicy de renda mínima, um programa sério, comprometido e facilmente fiscalizado pelo governo federal. Suplicy tem divulgado e insistido sempre com a implantação de seu projeto em vão, uma vez que o governo federal prefere jogar dinheiro fora pela janela ou melhor para o lixo.

24 de janeiro de 2009

O viés cruel das montadoras

A sanha governista por mais impostos e pela manutenção de um Estado arrecadador e incompetente não tem fim jamais. Enquanto convive com gastos absurdos para poder manter sua estrutura gigantesca com mais de 37 ministérios e uma infraestrutura de dar inveja pela forma nababesca que arrecada e consome nossos recursos, o governo federal impõe à sociedade uma ditadura dos impostos.
Agora estamos convivendo com uma crise que afeta a economia mundial, essa crise mal chegou ao Brasil e já começa a mostrar a faceta mais cruel dos nossos empresários gananciosos e sem um mínimo de ética.
Um exemplo concreto é dado pelas montadoras que aqui instalam seus parques industriais, ganham fortunas, conseguem manter o balanço das suas matrizes e ainda recebem dos nossos governantes um tratamento diferenciado em relação aos impostos e tributos que deveriam recolher.
Ou seja, recebe de graça, isenção de impostos municipais, estaduais e federais por até dez anos. Contratam empregados por salários abaixo do mercado e lucram muito por anos a fio sem reclamar de nada. Até que acontece uma crise cujos brasileiros nada tem a ver, os gananciosos perdem dinheiro nas bolsas de valores, em especulação imobiliária e resolvem punir os empregados com a demissão sumária.
Os governantes bonzinhos que concederam isenções tributárias, nessa hora somem do mapa e da mídia, deixando os metalúrgicos ao Deus dará, sem auxílio algum. É um verdadeiro golpe do conto do vigário, o país recebe a multinacional, apóia, isenta de impostos, investe em estradas e infraestrutura e depois percebe que as empresas não têm nenhum compromisso com o nosso povo, com o nosso governo e muito menos reconhece os empregados como seus parceiros.
O setor de autopeças é quase tão nefasto quanto o das montadoras, seus empregados tem baixa remuneração, os preços praticados pelo setor são os maiores do mundo, não importando se a peça é ou não para veículos nacionais ou importados.
A ganância e a falta de compromisso com parceiros e colaboradores é marca registrada no setor automotivo nacional, bem diferente das propagandas promovidas por eles o ano inteiro. Aliás, o gasto com esse item supera em muito, o que deveriam investir em ética e qualidade de seus produtos.

9 de janeiro de 2009

O mundo surtou de uma vez

Algumas notícias neste começo de 2009 deixam-nos a impressão de que o mundo surtou de vez, que a vida não é mais a mesma e de que precisamos tomar um trem para o espaço ou viajarmos sem bilhete de volta para outro planeta.
Pois vejam alguns exemplos do que está acontecendo lá fora nesse instante:

1. A indústria pornográfica americana solicita U$ 5 bilhões ao governo americano em virtude da crise financeira que assola o mundo. Se até a indústria da sacanagem explícita está falindo, o que podemos imaginar do resto da economia ortodoxa? Se até a sacanagem está pedindo dinheiro, começo a achar que o mundo vai parar. Aqui no Brasil quem torra nosso dinheiro público é a Indústria da Corrupção, se bem que, também produz muita sacanagem.
2. Após o divórcio um homem pede na justiça americana que a ex-mulher lhe devolva seu rim doado a ela quando ainda estavam casados e ainda lhe pague uma indenização de U$ 1,5 mi a título de compensação. O médico disse que doou o rim em 2001, sendo que a “ingrata” entrou com pedido de separação quatro anos mais tarde. Em quem confiar? Logo teremos pedidos de devolução de implante de silicone, cirurgias plásticas, retiradas de botox...
3. No Brasil um prefeito assume a gestão da cidade e encontra um estoque no almoxarifado da Prefeitura de R$ 250 mil em papel higiênico. Seu antecessor preocupado com a higiene nos banheiros da prefeitura não poupou esforços para deixar tudo limpo. Haja sujeira para usar tanto papel. E a educação, saúde e demais áreas no município continuam uma m...
4. O presidente boliviano Evo Moralez assumiu seu governo falando grosso e ameaçando o Brasil com a estatização do gás boliviano e a nacionalização da nossa Petrobrás em solo boliviano. Atualmente o intrépido aprendiz de Chavez reclama com o mesmo Brasil, pela queda na demanda do mesmo gás que tentou usar para fazer chantagem e pressão. Pelo visto a bola do Evo murchou de vez e ele vai precisar de muito gás para enchê-la novamente.
5. A britânica Karen Ferrier obsessiva por dálmatas está leiloando sua coleção de itens com bolas pretas imitando a raça dos cães que tanto ama. Entre as inúmeras peças, estão papeis higiênicos, dois automóveis brancos com bolinhas pretas entre as três mil e quinhentas peças da inglesa maluquinha. O marido conseguiu escapar ileso e não foi obrigado a colocar bolinhas pretas em lugar algum do corpo.
6. Um casal de chilenos tentou ludibriar uma agencia bancária, fazendo a jovem maquiada se passar por sua avó que estava viajando enquanto o netinho tentava roubar seu dinheiro no Banco. A caracterização mal feita acabou fazendo com que os pombinhos traiçoeiros fossem presos. Se fosse no Brasil, com certeza o golpe seria aplicado e passaria numa boa, por uma questão de now know de nossa gente criminosa.

Isso é só uma pequena e ínfima amostra das loucuras que andam acontecendo mundo afora e que se fossem todas relatadas ultrapassariam todos os limites.

Comércio poupa Bancos mas pune os honestos

Os comerciantes sofrem nas mãos dos vigaristas, estelionatários e falsários que habitam a nossa terra brasilis desde há muito tempo. Nos últimos anos essa situação de cheques sem fundo, roubados e outras aberrações tem se proliferado mais que político corrupto.
Os bancos por sua vez viraram casa de comércio de cartões de crédito, seguros, empréstimos e financiamentos e não importa à qualidade e a idoneidade de seus clientes, quantidade é a meta. Se um cliente passar um cheque sem fundo a instituição bancária o premia com mais um ou dois talões de cheques.
O Banco Central regulamenta tudo que não importa para a sociedade, mas permiti essa farra do boi, deixando que a credibilidade do sistema fique à deriva completamente. As punições são brandas para ambos os lados e no fim do túnel sofrem todos menos os que deveriam. A impunidade é a marca indelével do sistema e não seria diferente na nossa economia de mercado.
O cidadão que leva a vida como seguidor da infeliz “Lei de Gerson” navega em águas calmas, pode ter conta em banco, possuir cartão de crédito e talão de cheque, pode assim, enganar comerciantes e incautos e ainda estar livre para comprar cada vez mais, sem se preocupar com a nossa justiça. Aquela que está muito mais preocupada em exceder limites de salários para marajás do que para com a nossa vida terrena.
O honesto enfim, bom, esse é punido pelo governo que lhe cobra altíssimos impostos e tributos de toda natureza. Não pode passar cheque em estabelecimentos comerciais, onde o comerciante impõe limites e cerceia-lhe o direito à compra, exigindo cartões, identificações e toda qualidade de burocracia e imposições formais. Existem casas de comércio que não aceitam mais cheques, outras impõe limites máximos para aceitá-los.
O cidadão honesto paga a conta pelo comerciante que não procura identificar através de cadastro prévio e informatização seu ponto comercial. Paga pela omissão do Banco Central e dos Banqueiros que fazem vistas grossas aos falsários, paga também por ser honesto e agir a vida inteira de acordo com as leis e os bons costumes exigidos e cumpridos em qualquer sociedade de primeiro mundo.
Ao invés das Federações e Associações Comerciais travarem guerra contra a permissividade dos bancos em favor dos clientes honestos, prefere impedir o acesso de todos ao uso do cheque. Exigir cadastro, documentação, assinatura é melhor do que nivelar a todos no mesmo patamar.
Seria simples resolver o impasse: Cheque devolvido = conta encerrada. Conta encerrada = a nome no SPC/Serasa/Banco Central. Reincidência: Igual à Multa de vinte salários mínimos + Processo. Mas isso requer inteligência, trabalho e o fim da impunidade, o que nesse país é simplesmente impossível.

27 de dezembro de 2008

O crime dos precatórios

A dívida dos governos estaduais e municipais para com o pagamento de precatórios alimentares e indenizatórios chegou à casa dos R$ 100 bilhões esse ano no Brasil. É uma vergonha, uma imoralidade sem tamanho e um crime, na medida em que setenta mil pessoas já morreram em SP sem receber aquilo que já tinha sido julgado e transitado em favor dos mesmos.
Somente no Estado de São Paulo, o valor ultrapassa R$ 18 bilhões e deixa à mostra um viés estranho, pois o nosso Estado privatizou, vendeu e terceirizou praticamente tudo que pode, arrecadando muitos bilhões. Onde está o dinheiro? Por que o PSDB não honrou essa dívida? E por que os paulistas ainda votam neles?
Enquanto isso somos obrigados a assistir propagandas das mais variadas enaltecendo o governo de São Paulo com dinheiro que poderia e deveria por justiça ser usado para cumprir com a Lei e não para induzir a sociedade com maquiagens daquilo que não está acontecendo na vida real.
A justiça é morosa, conivente com essa prática criminosa que favorece o réu em detrimento do povo sofrido que entrou na justiça pelas portas da frente, cumpriu todas as muitas exigências legais e triunfou nos processos lá instaurados para depois serem enganados com a complacência da Justiça Brasileira. Vergonha! Imoralidade!
Recentemente a Instituição Financeira secular chamada Nossa Caixa foi vendida a preço de bananas para o Banco do Brasil, os R$ 6 bi anunciados deveriam ser integralmente carreados para o pagamento imediato dos precatórios paulistas. Ao contrário, serão colocados em projetos que jamais saberemos ao certo seu destino, não teremos jamais condições de auferir se tiveram ou não a utilização preconizada. De minha parte duvido.
No âmbito federal o INSS é o campeão dessa categoria, preferindo engavetar ou usar de artifícios maléficos para enganar os contribuintes que entraram na justiça solicitando correções, benefícios através de processos que jamais terão o cumprimento fiel realizado. Se a Justiça fosse séria no Brasil, mandaria prender os diretores do órgão por descumprimento da Lei. Se uma auditoria séria fosse realizada iriam constatar o quanto de processos transitados e julgados estão “guardados” em gavetas do instituto do povo.
A maioria dos que processam o INSS morrem como aqueles que entram com ações por precatórios antes de receberem o que lhes é de direito. Em minha opinião nenhum governante poderia ser reeleito se o seu Estado ou Município tivesse um centavo de precatório em aberto. Quanto ao INSS, o presidente da República deveria ser impedido de governar caso não resolvesse esses problemas que envolvem milhões de pessoas no país.
Outro dia o governo de SP lançou programas de auxílio às montadoras, auxílio ao crédito para compra de carros e máquinas agrícolas, mas nunca se preocupou em sanear definitivamente a herança que seu partido está deixando para a sociedade paulista. Assim fica fácil, pois daqui a dois anos o mesmo governador será candidato à presidência e tudo será esquecido com as propagandas e promessas de uma nova eleição.

Cartórios - Uma das minas de ouro do Brasil

É difícil de acreditar, mas é a pura verdade a notícia de que metade dos cartórios no Brasil é administrada por tabeliães que não passaram em concurso público. Logo estão todos irregulares, sendo ocupados por parentes que herdaram a farra do dinheiro fácil ou por antigos funcionários que foram nomeados “provisoriamente” definitivos.
Neste caso a nossa Constituição está sendo rasgada e desconsiderada pela maioria dos gananciosos que não querem perder de forma alguma a boquinha altamente rentável. Apenas 37% (trinta e sete por cento) dos 13.558 titulares no cargo estão devidamente regularizados, sendo para tanto concursados como manda, aliás, a nossa Carta Magna de 1988.
Como todos já imaginam os cartórios são uma concessão do governo (aqueles que administram o nosso dinheiro de impostos), onde uma pessoa recebe a outorga para garantir a idoneidade de registros oficiais como os bens imóveis, nascimentos, casamentos, óbitos, estabelecer procurações, testamentos, atas e documentos em geral.
Para se capacitar num concurso para uma vaga de escrivão, é necessário ter diploma de bacharel em direito. A regra que nem sempre é seguida determina ainda que, sempre que o titular do cartório morre, é transferido ou desiste do posto, há um prazo de seis meses para a realização de um novo concurso.
Uma vez aprovado no concurso o candidato escolhe o cartório conforme a sua classificação. O titular arca com os custos gerais da manutenção do escritório, em troca embolsa cerca de 60% do valor pago pelos usuários dos serviços a titulo de faturamento. O que não é pouco a julgarmos pelos preços exorbitantes cobrados nestes cartórios.
No mês de outubro deste ano, um amigo foi até um desses cartórios no interior de São Paulo e pediu informações quanto ao preenchimento de um documento que precisava ser encaminhado à administradora do imóvel onde reside. Quase enfartou ao receber a notícia da atendente que lhe disse mansamente, sem ao menos verificar se o rapaz era cardíaco, anunciando que o custo era de R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais) por uma ou duas filhas preenchidas.
Em média os cartórios tem faturamento mensal que ficam entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. Dados esses levantados em 2007 pelo Conselho Nacional de Justiça.
Mais uma vez fica provado que o Brasil legalizado, que cumpre leis e regras é o país do povo, dos trabalhadores, da CLT, dos aposentados e daqueles que geram riquezas no comércio e pequenas empresas. Os que ficam ricos normalmente estão na mesma toada dos donos de cartórios, donos de emissoras de rádio, cuja concessão igualmente é feita por políticos. Para esses manganões nem a nossa Constituição breca a farra da dinheirama no bolso custe o que custar.

20 de dezembro de 2008

A imoralidade venceu a razão como sempre

Os senadores brasileiros na madrugada (calada da noite) de 18/Dez./08, nos proporcionaram mais um exemplo concreto de sua total dissonância com a realidade nacional, com a vontade soberana do povo brasileiro ao aprovar o aumento indecente do número de vereadores nos municípios brasileiros.
O plenário daquela casa aprovou a PEC – Proposta de Emenda à Constituição criando 24 faixas para estabelecer o número de vereadores de acordo com a população dos nossos municípios. Sem levar em conta que já temos gente demais para prestar serviço de menos, é muito dinheiro gasto sem retorno.
Estamos vivendo uma crise financeira que já derrubou instituições bancárias, empresas sólidas causando milhões de desempregos ao redor do mundo, enquanto isso, nossos senadores brincam de arrumar empregos para políticos, desprezando assim à sociedade, o bom senso e a inteligência nacional.
Se queriam arrumar empregos que o fizessem ajudando as empresas nacionais a se livrarem da imoral carga tributária que pesam sobre elas, ou ainda, impondo uma redução sobre a cobrança obscena de tributos que incidem sobre o trabalho para que os nossos empresários pudessem admitir mais pessoas no mercado.
Com as mudanças propostas pelos nobres Senadores teremos um acréscimo de 7.343 (sete mil, trezentos e quarenta e três) vereadores no Brasil. Imaginemos então o quanto essa brincadeira de natal dos senadores custará aos cofres municipais e que serão arcados totalmente por quem não participou em momento algum da festinha deles, ou seja, nós da classe média e que trabalhamos para sustentar essa sucessão de absurdos em nossa vida pública.
Dos 81 senadores que compõe o Senado Federal, 58 votaram á favor da festa da vereança, apenas 5 votaram contra e um teve a coragem de se abster de votar. A medida entra em vigor imediatamente. A imoralidade continua, pois enquanto não temos dinheiro para o projeto do senador Paim corrigir os destinos dos aposentados, não temos dinheiro para aumentar com dignidade o salário mínimo, descobrimos que existem recursos sobrando para criar 7343 novos empregos para vereadores.
Isso é o retrato cabal de um país de terceiro mundo, nada mais precisa ser acrescido, quem deveria lutar e defender-nos está do lado negro da força, estamos perdidos e contando apenas com cinco senadores ao nosso lado, é muito pouco, convenhamos. O assunto agora está nas mãos dos deputados federais, que num primeiro instante recusaram a matéria. Mas ficam no ar as perguntas: 1. Até quando eles vão resistir? 2. Quanto vai custar essa resistência?

16 de dezembro de 2008

Propaganda enganosa

Logo após lermos matéria nos grandes jornais onde o Senhor Ronaldo Augusto B. Marzagão, atual Secretario de Segurança Pública do Estado de SP, afirmava textualmente haver a criminalidade diminuído sensivelmente em SP, dizendo entre outras coisas que dezessete mil pessoas haviam deixado de morrer em virtude dessa situação nos últimos dois anos, percebemos que não se trata de uma consolidada realidade e sim de mais uma tentativa de tapar o sol com a peneira por parte do governo estadual.
É mais uma jogada de tentativa de vender uma propaganda enganosa, algo que não se consolida entre os paulistas, visto que, a violência continua, o medo toma conta das pessoas nas ruas e nas suas casas. São tantas as situações de violência que seria difícil imaginar por onde começar para desmentir o nobre Secretario.
Somente nos últimos quarenta dias, tivemos três casos que chamaram muito a atenção da sociedade paulista. Entre tantos crimes ocorridos no período destaco três pela semelhança entre ambos em seu modos operandis e pelo fato de que desde o primeiro crime até o ocorrido ontem, nenhuma providência foi tomada, fato comum em SP nos últimos quatorze anos.
Na primeira semana de novembro a psicóloga Renata Novaes, 44 foi baleada em frente a sua casa com três tiros. Na segunda semana de dezembro a ginecologista nadir Oyakawa, 54 foi morta na porta da casa de seu irmão. Ontem finalmente o executivo Paulo Gustavo Gomes, 33 foi fuzilado em frente a sua residência. Supostamente todos reagiram ao serem abordados pelos facínoras, supostamente nada foi roubado de todos e nenhum criminoso com certeza absoluta está preso.
Chegar e sair de nossas residências no Estado de SP é mais perigoso do que andar na cidade a pé, ou estar em movimento no Metrô, em ônibus ou de carro. Como aceitar que a criminalidade está diminuindo em SP se temos centenas de casos e mortes ocorrendo? Qual a base utilizada pelo Secretário de Segurança para afirmar tal coisa? Será que ele se deixou enganar pelo período que em virtude de uma greve não estavam sendo emitidos boletins de ocorrências?
Muitas pessoas estão saindo de SP em razão principalmente da violência e pelo fato de que nossos governantes não fazem absolutamente nada para deter essa onde de violência. Nenhuma lei, nenhuma providência, nada foi modificado nos últimos quatorze anos de governo do PSDB em SP. Os criminosos ao contrário quando dão o azar de serem presos, vão passar férias numa colônia penal com direito a celular, televisão, visitas intimas, muita preguiça e tempo para planejarem de dentro da carceragem novos golpes no futuro próximo. Ao lado deles a organização PCC, aquela que um deputado disse não temer em seu discurso na ALESP recentemente.
Além do mais os presos terão em pouquíssimo tempo o direito de usufruir todos os feriados no país, que não são poucos e melhor até que os trabalhadores que sustentam o sistema e muitas vezes não tem dinheiro para viajar com a família. São os indultos de toda ordem, só falta criarem uma agência de turismo do Estado para agenciar e orientar os melhores passeios para os criminosos do nosso Estado. Os bandidos que sem o menor pudor matam seres humanos por terem feito um simples gesto, um barulho ou tentado resistir a um assalto quando eles estavam armados e as vitimas totalmente desamparadas de armas e de governos.

14 de dezembro de 2008

A Vale que levar a bola embora

Quando eu era criança e já faz quarenta anos, costumava jogar futebol nas ruas e terrenos baldios nas proximidades de minha casa em São Paulo. Naquela ocasião sempre a bola era trazida por um dos garotos com um pouco de sorte por seus pais terem condições de comprarem aquela esfera mágica que ainda encanta meninos pelo mundo afora.
Sempre que um daqueles meninos era sacado do time, pegava a bola e a colocava embaixo de seus braços e resmungando saia em direção a sua casa, sob os olhares incrédulos dos demais garotos da vizinhança. A bola era dele e se ele não estivesse contente levava-a embora e ponto final. Hoje ao ler a entrevista publicada do presidente da empresa Vale do Rio Doce, senhor Roger Agnelli recordei dos tempos de infância nos campinhos de futebol. O nobre presidente da segunda maior empresa de mineração do mundo, estava feliz e nem se lembrava das leis trabalhistas até que certa crise no exterior o fez lembrar da nossa CLT e agora ele não quer mais brincar, quer sim, levar a bola para a sua mansão.
Enquanto os efeitos da globalização eram apenas no sentido de enriquecer os mais ricos e abastados, as grandes corporações ninguém nunca veio a público questionar direitos trabalhistas, muito ao contrário, passaram sim por cima de muitos deles em alguns países.
Agora que uma crise sem precedentes se avizinha o grande empresário não tem cartas no colete e resolve jogar contra os seus colaboradores, aqueles que fizeram dessa empresa a segunda maior do mundo, ou não é mais assim que as coisas funcionam na lógica capitalista. Na vitória somos nós e nas derrotas são eles que perderam? Estranho?
A Vale surfou desde a sua compra por preço abaixo do mercado diga=se de passagem, graças à privadoação tucana e nunca reclamou quando estava em altas ondas pelos mares tranqüilos em sua viagem de consolidação. Recentemente aumentou seu modesto capital em U$ 12, 5 (doze bilhões e quinhentos milhões de dólares), quase o valor que o governo americano se recusa a injetar no setor automobilístico americano.
Essa montanha de dinheiro não é suficiente para segurar a empresa em época de crise? Esse dinheiro bem aplicado não poderia manter a empresa em águas tranqüilas até a turbulência passar? Na opinião do presidente da Vale e de seus diretores, não, isso não é possível, e 1.300 (mil e trezentos) empregados acabam de ser demitidos sumariamente da Vale.
Com certeza o pobrezinho mesmo constrangido irá demitir muito mais, mesmo tendo condições de não o fazer, mesmo sendo a segunda maior do ramo e tendo capital de giro de sobra. Vai demitir o elo fraco da corrente dos gananciosos empresários – Os trabalhadores.
A grande pérola do presidente foi pedir ao governo federal que implante um regime de medidas de exceção para que os empresários consigam sair da crise. Em minha opinião, a CLT precisa mesmo de uma modernização urgente, mas isso não deve ser feito para atender interesses de riquinhos gananciosos que não fazem seus deveres de casa e agora querem passar a conta aos trabalhadores, lucro jamais, mas prejuízo pode ser socializado na visão “moderna” desses meninos mal acostumados com a vida.
Na visão de Roger Agnelli, seria um sonho poder demitir sem precisar pagar direitos, acabar com férias e décimo terceiro e lucrar ainda mais com a frágil situação dos trabalhadores brasileiros. Assim pensa o presidente da maior empresa privatizada no Brasil, que pena, nessas horas esperava muito mais de alguém com esse poder. Leve a sua bola para a casa Roger, não queremos mais brincar contigo também.

9 de dezembro de 2008

Ingressos para o show da Madona

A polemica causada pelo descuido de uma secretaria ao tentar confirmar os nomes para entregar os convites do Show da Pop-Star Madona ainda ecoam nos corredores da Federação Paulista de Futebol e do São Paulo F.C. Penso que esses ingressos pertencem ao dono do local do evento e podem ser distribuídos a quem eles bem entendam, sem que ninguém tenha nada a ver com isso. Não acredito que seriam usados como instrumentos de chantagem ou corrupção para beneficiá-los no campeonato brasileiro.
Agora é muito estranho que pessoas com altos salários, bons cargos precisem receber esses mimos dos dirigentes do São Paulo F.C., seria muito mais inteligente e ético que os mesmos fossem entregues a entidades beneficentes como a APAE, AACD, Hospital A.C. Camargo entre tantas outras instituições que poderiam ser lembradas nesse momento.
As dúvidas que ficam na cabeça dos demais torcedores são as seguintes: Quem coloca num envelope ingressos podem colocar outras coisas também, ou não? A imprensa esportiva também recebeu ingressos para o show da Madona?
Claro que apesar de todo o estardalhaço feito nos últimos dias, nada vai mudar no futebol brasileiro por conta dessa denúncia, o futebol é um segmento vivo da nossa sociedade, portanto sofre das mesmas mazelas que afligem nossa gente. A impunidade que beneficia políticos também aconchega esportistas e dirigentes esportivos.
Cabem aos demais clubes brasileiros aprenderem a lição que fica desse episódio. Aos dirigentes “modelos” do SPFC, cabe no mínimo voltarem a presentear com fidalguia e muito cuidado, coisa que sempre foi feita desde os áureos tempos de Laudo Natel.

6 de dezembro de 2008

A Justiça brasileira deveria se reciclar

“A justiça atrasada não é justiça,
senão injustiça qualificada e manifesta"

Rui Barbosa

São tantos os absurdos promovidos em nossos tribunais e nas instâncias superiores de nossa justiça que muitas vezes o povo brasileiro tem dúvida se ela realmente existe e se lá está para defender os princípios éticos, morais e jurídicos a favor da nossa sociedade.
Essa semana um colegiado egrégio decidiu longe dos tribunais do Júri que um promotor, figura sempre muito importante no sistema judiciário viesse a ser absolvido por unanimidade após ter assassinado um jovem numa praia do litoral paulista.
Um outro promotor embriagado atropelou e matou pai e filha no interior de SP, seu veículo ainda guardava no momento do acidente as latas de bebida ingeridas pelo guardião da justiça. Além de não ser condenado foi promovido pelo sistema judiciário paulista.
Na segunda maior tragédia da aviação civil brasileira, quando houve um choque no ar entre um avião comercial da Gol e um Jato Legacy, causando a morte de 154 pessoas que viajavam no Boeing da Gol. Os pilotos foram ouvidos pela nossa justiça e como ela é boazinha e segue à risca todas as normas, leis e regras internacionais, os rapazes Yanques foram liberados para voltarem a sua vidinha normal nos EUA.
Entretanto, dois anos depois fica esclarecido completamente que os dois pilotos de autorama, haviam desligado o transponder, equipamento que se estivesse normalmente ligado teria evitado a tragédia. Esse equipamento é justamente aquele que aciona o TCAS, que é um sistema anti-colisão.
Jamais esses bobalhões inaptos serão presos ou ao menos responsabilizados civil e criminalmente pelo ato que ceifou cento e cinqüenta e quatro vidas. Se o acidente tivesse ocorrido no espaço aéreo americano e os pilotos causador do acidente fossem brasileiros, estariam presos até hoje, sem dó nem piedade. A Justiça americana tem outras prioridades com certeza e menos facilidades também para quem comete crimes.
Em 2006, um Juiz soltou ilegalmente quarenta e três detentos que aguardavam seus julgamentos em unidades prisionais de Manaus – AM. Pois ele foi aposentado por invalidez e receberá módicos R$ 22 mil reais para descansar de sua atribulada e difícil vidinha de Juiz, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas. Detalhe, dos 43 criminosos soltos graças ao Juizão, trinta e oito jamais foram recapturados pela justiça. Que beleza!
A Lei seca existe para coibir o uso de álcool por motoristas ao volante de seus veículos, mas não temos bafômetros e nem homens suficientes para fiscalizar os infratores.
A nova Lei recém implantada para coibir abusos por parte dos serviços de call center, já consegui proezas incríveis, nem bem entraram em vigor e já possuem empresas obtendo na nossa Justiça o direito de não obedecer o decreto 6.523.
Ou seja, o poder do dinheiro agindo contra a vontade popular, a sociedade refém de uma justiça pobre e ultrapassada em seus conceitos, seus dogmas e suas fontes de jurisprudências.
Na minha modesta opinião, é premente que ao nosso judiciário passe por uma completa reciclagem de valores, atualização de códigos, informatização de métodos de trabalho, rejuvenescimento de seus quadros com a contratação de mais funcionários para sua base administrativa. Nossos Fóruns criminais precisam ser dotados de infra-estrutura condizente com sua importância, o Judiciário precisa deixar de fazer palácios faraônicos e começar já a reconstruir o chão de sua fábrica.

29 de novembro de 2008

Chuvas - Estação que desnuda governos

É impressionante como uma chuva forte e prolongada pode tornar a vida do brasileiro um verdadeiro inferno. A cada nova precipitação chuvosa os noticiários nos informam sobre tragédias, envolvendo alagamentos, desmoronamentos de casas em morros e favelas, enchentes como as que estão destruindo centenas de cidades nas regiões sul e sudeste.
E em todas elas um fator é comum e recorrente – A incompetência dos nossos governantes, a desfaçatez com que vão levando seus governos até o dia que São Pedro libera um pouco a mais de água. Pronto, acabou a eleição e suas promessas, acabaram as utopias dos palanques e dá-lhe desabrigados. Dá-lhe mortos e feridos em tragédias de todas as naturezas envolvendo gente pobre, desguarnecida e sem apoio algum.
Nessas horas ou após os fatos ocorrerem aparecem na televisão governantes dizendo que o governo federal vai liberar milhões para a recuperação dos estragos causados. Não seria mais fácil ter feito antes da tragédia a tal recuperação das encostas, a canalização dos córregos e rios? As vitimas fatais não podem voltar à vida apenas por que o governo estadual e federal resolver bancar o “bonzinho” para aparecer na TV, depois que o leite foi derramado.
O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento não deveria ter realizado obras em todas as cidades que elevado risco diante das habituais chuvas que ocorrem a partir dessa época do ano? Se o governo federal tivesse tratado de pensar no povo ao invés de ficar usando o programa (PAC) em seu benefício próprio e de seus candidatos talvez algumas dessas tragédias pudessem ter sido evitadas.
Mas quem disse que governo é para trabalhar pelo povo? Quem pensou que os governos de Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão preocupados com sua gente mais pobre e sofrida? Se estivessem mesmo governando para o povo, teriam conseguido recursos internos e até externos para financiar obras de contenção, desassoriamento de rios e córregos, canalização de rios em áreas de alto risco, planejamento para a mudança de vilas e casas em áreas impróprias para moradia.
Em Santa Catarina há 25 anos assistimos incrédulos uma das maiores enchentes naquele Estado, a destruição que praticamente acabou com a linda Blumenau fez aniversário e nesse quarto de século nenhum governo competente conseguiu evitar que a mesma tragédia viesse a acontecer. Motivo – Falta de empenho e de malversação do dinheiro público, gasto em mordomias, projetos desnecessários e corrupção.
Enfim, são eles os maiores culpados e não a natureza como se tenta passar a população nos noticiários noturnos. Os governadores e todos os membros do governo federal envolvidos com obras e a liberação de recursos para a solução de problemas graves como esses que estão matando inocentes em nosso país.

26 de novembro de 2008

A dificuldade em reduzir impostos no Brasil

“Quem se senta no fundo de um poço para
contemplar o céu, há de achá-lo pequeno”.
Han Yu
Não foram poucas as ocasiões em que o governo americano reduziu impostos para permitir o crescimento de sua economia ao longo das últimas décadas. Nunca em nenhuma dessas situações sem tem noticia de que o país quebrou ou ficou em situação pior do que estava ao tomar essa medida.
E olhem que os americanos financiam guerras pelo mundo afora, compram quase cem por cento do que vendem internamente na China e nos demais países em desenvolvimento. Sua indústria bélica consome bilhões de seus recursos com novas tecnologias, processos em desenvolvimento, etc.
Aqui no nosso país, independentemente da crise econômica que possa afetar a nossa frágil economia, jamais os nossos governantes e suas equipes econômicas acenaram com a redução dos impostos para as pessoas físicas ou para as jurídicas, não importa.
A recente crise que está devastando uma parcela considerável da economia mundial, provocou reações das mais diversas no mundo globalizado em que vivemos, desde as mais simples até as mais ortodoxas já foram lançadas ao vento para tentar conter o dique que vaza noite e dia o dinheiro dos países ricos.
O Brasil então através do governo federal acena com a possibilidade de reduzir o imposto de renda para as pessoas físicas e alguns outros impostos para as empresas. Com tanto receio, pisando em ovos de codorna, e tentando não fazer aquilo que diz que vai implementar. Para começar já inventaram algumas desculpas com relação ao calendário fiscal, votação em plenário, urgência, etc e tal e coisa, ou seja, será?
Como é difícil para nossos governantes admitirem que pagamos uma carga tributária exagerada e sem o mínimo retorno em serviços por parte do governo. Um governo que não investe em saúde, educação, segurança, habitação e saneamento básico não pode reclamar de nada nesta vida. Desde 1995, com a eleição de FHC a arrecadação de impostos vem quebrando recordes anuais e na gestão de Lula a partir de 2003, esses números se tornaram astronômicos.
Mas eles preferem doar aos usineiros, montadoras, financiar projetos nababescos, investir milhões em projetos para trazer olimpíada e copas do mundo. Gastar com corrupção e viagens do que dar aos trabalhadores e a classe média em geral um refresco. Ninguém perdeu tanto nesses últimos anos (14 anos de FHC + Lula) do que a nossa classe média, que na verdade sustentou essa farra democrática e gananciosa chamada Governo Federal.
Em nenhum momento dessas duas gestões ouvimos ou percebemos um esforço mínimo no sentido de reduzir despesas, reorganizar ministérios e empresas estatais, fazer uma reestruturação administrativa séria visando melhorar a sua eficiência e a diminuição dos seus gastos.
Mas no hora que se fala em reduzir impostos parece que estão cometendo um enorme sacrilégio, um pecado contra a “Santa Economia de São Meirelles, São Mantega e São Lula do Pau Oco”.

21 de novembro de 2008

A decadência dos personagens de televisão

Dificilmente nos últimos tempos conseguimos ler alguma coisa que se aproveite dos atores, atrizes, apresentadores e demais personagens da nossa televisão. Pouco ou quase nada inspira atenção, quase tudo transpira sexo, violência, drogas no sentido literal e muita futilidade. Não pensam os protagonistas dessas cenas e notícias que além de profissionais bem remunerados, são eles exemplos para uma sociedade carente justamente de bons exemplos.
Algumas atrizes ou pseudo-apresentadoras tem mais namorados, casos ou amantes que algumas meninas de antigos bordéis da noite paulistana. Não namoram, ficam e ao ficarem cada semana com um homem (“empresário”) no caso oposto são “modelos” que ficam com os atores. Assim são chamados aqueles que não são do meio e que saem com artistas de televisão.
O Dado bateu na camareira, bateu na Luana que bateu ou ofendeu a produtora e assim vai a arrogância e a petulância de meninos e meninas mimados por um sucesso efêmero.
São bonecos televisivos que não dispõe de conteúdo, estão longe do teatro e até do cinema sério brasileiro, ficam fazendo pontas em novelas de categoria duvidosa e vivem do esnobismo e da própria carência de noticias que possibilita estarem na mídia em tempo quase integral.
Se juntarmos as Adriane’s + as Luana’s + as Débora’s + as Giovanna’s + os Dado’s teremos um elenco de ponta da mesmice, da frivolidade nacional estampada em rostos bonitos, corpinhos em forma e mentes deturpadas e longe de serem exemplo para a juventude atual. Se bem que Ana Maria Braga, Suzana Vieira e outros não tão jovens também estão dando show nesse quesito nas passarelas obscuras das capas de revistas e colunas de fofocas inúteis.
Não temos artistas preocupados com a imagem, focados em suas carreiras e na possibilidade de crescimento profissional através da obtenção de grandes papéis e personagens marcantes. O frívolo, o inútil o sexo está em primeiro lugar na cabecinha de vento dos chamados pop stars que nada possuem de pop e muito menos de estrelas.
O fim do casamento de algumas atrizes tem mais espaço na mídia que a fome, a falta de hospitais e a situação do nosso país e do planeta. A crise financeira mundial fica em segundo plano enquanto que atrizes sessentonas brincam de aparecer na mídia como se fossem mocinhas inocentes casadas com malandros semi-alfabetizados.
Dá medo só em pensar na geração que virá dos filhos de Dados, Luanas e Adrianes num futuro próximo. Eles com certeza não estão preocupados, pois na verdade pensam que a vida lá fora é uma Ilha de Caras eterna.

BNDES faz os usineiros rirem à toa

Quando precisaram justificar a diminuição do papel do Estado brasileiro, os gênios da equipe econômica tucana usavam entre outras a desculpa de que não era certo gastar com coisas cuja iniciativa privada poderia fazer melhor.
Com isso venderam praticamente todo o setor elétrico nacional, as ferrovias, boa parte dos bancos estaduais, telecomunicações, incluindo até a Embratel.
Entretanto aquela falta aparente de recursos para investir em saneamento básico, saúde pública de qualidade, Educação, habitação, segurança e demais obras de infra-estrutura persiste nos dias atuais, a saída de FHC e a entrada de Lula pouco ou nada acrescentou nesse sentido, exceto pelo fato de que Lula não privatizou.
Agora ficamos sabendo que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, emprestou a indústria sucroalcooleira algo em torno de R$ 5,2 bilhões somente no decorrer de 2008. Hoje segundo a Folha de SP (19/11/08) a carteira de crédito do BNDES para com o Setor atinge a cifra obscena de módicos R$ 29 bilhões.
É claro que, fica no ar a incomoda pergunta:
_ Se não havia dinheiro e dizem que ainda não há para tanta coisa em favor da nossa população desamparada e pobre, como tanto dinheiro é jogado num setor altamente lucrativo, cuja única regra existente é a ganância acima de tudo e de todos?
O mesmo BNDES que se recusou a acertar a situação de empresas do setor Elétrico nacional ainda em mãos do Estado, bancando o durão agora joga dinheiro em cima de usineiros que sempre estão por cima do file mignon. Estão destruindo a nossa agricultura com a implantação de uma monocultura em todo Estado de SP, recebem ajuda das montadoras que fazem apenas o motor que lhes convém, usando o álcool como combustível, tem seu produto adicionado na gasolina e conseguem fazer com que o nosso combustível alternativo seja mais caro que a velha gasolina Venezuela de Chaves.
Não existe mercado mais sólido, basta usar a “entressafra” que é a palavra mágica e pronto, o álcool sobe nas bombas, quando a safra está no auge o combustível volta ao preço anterior e assim caminha a lucrativa indústria sucroalcooleira. Levando-se em conta que é tão grande a produção que se duvida até que exista algum problema de entressafra com essa nossa cana de açúcar.
E é exatamente para esse mercado cativo, promissor, que o nosso dinheiro suado e difícil escorrega através das mãos do BNDES. Onde está o Lula, claro que, viajando, sempre viajando, ou ao exterior ou na maionese quando está no Brasil. E o PT, bem o partido do presidente já concordou com tanta coisa com a qual discordava em palanque até Dezembro./01, que fica impossível acreditar que agora, após seis anos completos de poder pudessem mudar.
São quatorze anos perdidos entre os oito de FHC mais os seis anos de Lula, permitindo que nossos jovens continuem expostos à marginalidade por falta de escolas decentes, um sistema de saúde falido e sem condições de atender animais, segurança pública medíocre, esgoto a céu aberto na maioria das cidades brasileiras, mas os usineiros e banqueiros felizes como nunca.
Os defensores e insensatos vão dizer que eles geram empregos, mas assim até o mais bobo dos bobos conseguiria, com dinheiro alheio da viúva a preço módico e subsídios de toda ordem quem não geraria empregos também?

15 de novembro de 2008

A crise afetará como sempre apenas o povo.


Tudo já foi dito uma vez, mas como
ninguém escuta é preciso dizer de novo"
André Gilde.




Foto:Site Uol
A crise econômica começou nos EUA derrubando a bolsa de valores de Wall Street, levando a falência instituições bancárias centenárias, mas aqui nosso comandante dizia a Nação com ar de ironia que: “A crise é coisa do Bush e não vai nos afetar, pois fizemos a nossa lição de casa”.
A crise então se estende feito um dominó gigante, caindo sobre os países europeus de forma abrupta, quebrando bancos, derrubando bolsas e devastando patrimônios. Em seguida ou quase que ao mesmo tempo, afeta o mercado asiático trazendo para eles o mesmo dissabor causado aos americanos e europeus.
Enquanto isso, Lula viaja, Lula ri, Lula faz troça dos problemas econômicos e contínua afirmando que essa crise não chegará até o Brasil. Entretanto, começa a acrescentar em seu discurso que algumas medidas serão implementadas para evitar quaisquer tipos de problemas para o país. É o começo do mea-culpa ou o começo do fim da farsa do governo federal acerca da verdade.
Na semana passada o governo estadual de SP e o governo federal resolvem socorrer o setor das montadoras de veículos, injetando quase que simultaneamente R$ 8 bilhões. O governo estadual já havia liberado R$ 1 bilhão para financiamento de compra de tratores em SP. Enquanto isso, fusão dos ricos consolida a união entre dois dos maiores bancos privados do país. Dinheiro sobrando no terceiro andar e enquanto no chão da agência o juro sobre o cheque especial chega a um patamar exorbitante e indecente.
Agora chega a notícia que o setor de autopeças de SP, atrelado diretamente as montadoras (aquela que recebeu ajuda antes mesmo de pedir) começa a demissão em massa de seus antigos colaboradores (empregados) de forma cruel e sem aviso prévio, sem conversa, sem nenhuma formalidade, telegrama avisando que o sujeito não faz mais parte daquela empresa e ponto.
Segundos dados recentes mais de mil empregados já foram demitidos sumariamente das empresas de Autopeças nas últimas semanas. E o governo Lula, bem o Lula está em Roma pedindo a benção ao Papa Bento XVI para a sua família e a Dilma Russef que provavelmente será sua candidata em 2010.
O mais triste é que os políticos brasileiros conseguem bilhões para desviar, para alimentar a corrupção, torrar com propaganda, ajudar montadoras, banqueiros e usineiros. Dinheiro para viajar pelo mundo como se fosse estadista, jogar no lixo como no caso do sonho de sediar Olimpíadas no Rio de Janeiro onde os hospitais públicos estão falidos e as moradias não tem saneamento básico. Agora quando é para gastar com projetos sérios ligados ao reajuste do salário mínimo, em benefício aos aposentados ou aos trabalhadores em geral vem uma gritaria que ensurdece e entristece quem tem inteligência.
Fica claro que independentemente da crise, da abrangência que tomará no Brasil os governantes sejam de quais partidos forem, serão ajudados sempre os banqueiros, os grandes empresários, os usineiros, os especuladores e demais seguimentos da elite nacional, ao povo, restará comer as migalhas do desemprego, passar fome e ainda ter de recolher impostos imorais para continuar bancando essa farra que mais parece festa de bordel.

13 de novembro de 2008

A Decadência da escola pública em São Paulo

"As dúvidas são mais cruéis do que as duras verdades"
Moliére.

A violência constante nos corredores e salas de aulas das escolas públicas no Estado de SP possibilitam inúmeras análises sobre os reais motivos ou as várias causas que podem estar interferindo no comportamento dos jovens que as estão freqüentando. A sensação de impunidade é uma delas, pois cria nos jovens um álibi perfeito para suas ações, nada acontecerá, ninguém será expulso ou até condenado por ferir, agredir, molestar ou danificar o patrimônio público.
O sistema adotado pelo governo estadual (PSDB) há quatorze anos no poder em nosso Estado é outro agravante nessa situação, pois o mesmo permite que o aluno não seja reprovado nem por freqüência nem por notas. O professor não é avaliado e muito menos a escola. A progressão continuada é uma aberração, muito criticada por especialistas, por professores e estudantes inclusive, mas incompreensivelmente mantida pelo Estado, talvez por teimosia ou falta de algo melhor para nosso sistema educacional.
O sucateamento da escola pública paulista vem acompanhado de um processo onde a autoridade da direção e dos professores foi sendo minada em fogo brando. Isso fez com que alguns alunos enfrentassem sem medo e sem medir a forma professores e até a direção das escolas. São muitos os casos de professores agredidos em nossas escolas, não são casos isolados e sim freqüentes.
Os alunos em sua grande maioria habitam lares onde não existem limites, o não foi substituído pelo “eu posso tudo”, deixando a escola à mercê de um aluno que acredita que seu poder é ilimitado e que ele pode inclusive destruir instalações, agredir pessoas do seu convívio (colegas, funcionários, professores ou diretores).
A saída não está em usar de violência para combater esse comportamento e sim do Estado deixar de investir em segmentos menos importantes para enfim, começar a dotar o sistema educacional de uma nova perspectiva pedagógica. Usar dos muitos recursos tecnológicos existentes para atrair os jovens para dentro do ambiente escolar. Trazer a comunidade para dentro da realidade da escola fazê-los participar desse processo de forma transparente.
É preciso que seja iniciada imediatamente uma revolução no sistema educacional de nosso Estado, ainda há tempo, muitos anos foram perdidos por inabilidade, por governadores que se preocuparam mais em vender o patrimônio público ou fazerem marketing do nada, ao invés de marcarem suas gestões pela qualidade do ensino.
Segundo pesquisa recente realizada pela UDEMO – Sindicato de Especialistas da Rede Pública do Estado em 2007, 86% das escolas paulistas tem históricos concretos de violência em suas instalações. São centenas de casos relatados por professores de agressões sofridas nos últimos anos.
Esperemos que o Governo não trate os professores e a educação tal qual, está tratando os policiais civis de nosso Estado, pois a julgar pela demora em chegar a um acordo, para depois dar apenas e tão somente a correção do salário pela inflação, três meses por míseros (6,5%) imagina-se o quão longe estamos de uma visão pró-ativa para a melhoria do sistema educacional em SP.

7 de novembro de 2008

Uma empresa modelo da privatização

O processo de privatização defendido e desencadeado com muito afinco no governo FHC e prontamente seguido pelo seu partido no Estado de SP, o mesmo não ocorrendo na maioria dos demais Estados brasileiros, diga-se de passagem, proporcionou o começo de uma nova era para os brasileiros, a “Era da enganação”.
Na telefonia móvel tivemos o surgimento de milhões de aparelhos celulares, mil vantagens aparentes e centenas de obrigações a custo altíssimo para os consumidores. Nada pode, cliente paga e fala quando puder. Taxas e atendimento via computador para todos. O serviço pré-pago cheio de vícios e pegadinhas infames, bloqueios e enfim, um serviço pós-venda da pior qualidade.
Na telefonia fixa, a situação é ainda pior, principalmente para os paulistas, que ficaram ligados a uma das piores empresas do setor telefônico do mundo. Campeã absoluta de reclamações no Procon e dos muitos sites especializados em reclamações de consumidores.
O pior serviço de atendimento ao consumidor disparado e com os preços abusivos aliados a obscena taxa de assinatura que permaneceu como brinde para os empresários que compraram as nossas empresas de telefonia.
Outro dia, fui vitima dessa empresa, na verdade um dos muitos agregados dos bandidos que habitam as cadeias da nossa região, comprou um telefone pré-pago na Telefônica, usando meu nome e CPF. Não precisou de mais nada, conseguiu com a maior facilidade entrar no sistema e habilitou um aparelho para provavelmente aplicar golpes de falsos seqüestros, etc.
Eu recebi em meu endereço a carta da Telefônica relatando o fato e me cumprimentando por ter adquirido uma nova linha, liguei para me informar e pedir o cancelamento da fraude. Qual não é a minha surpresa, precisei de uma hora, falei com sete energúmenos mal treinados, totalmente despreparados e com uma arrogância que beira o cinismo. Um desses funcionários teve a petulância de me dizer que para cancelar a fraude eu teria de recolher aos cofres da empresa uma taxa de R$ 120,00 (cento e vinte reais).
Ao final de uma hora de conversas ásperas e da minha ameaça de levar a público e aos órgãos de defesa do consumidor a minha versão sobre os fatos, eles cederam as evidências e me forneceram um protocolo de cancelamento.
Vejam bem e percebam que a diferença entre o marginal que aplicou o golpe e a postura da empresa se confunde e se separam por uma linha tênue. É caso de polícia, mas a polícia está em greve, por que os privatizadores tucanos gostam de empresas estrangeiras, pedágios e enxugamento do Estado, mas odeiam policiais, professores e demais funcionários públicos.

6 de novembro de 2008

O que esperar de Barack Obama

A vitória do democrata Barack Obama nas eleições para a presidência dos Estados Unidos da América transcende num só momento a inquietação dos conservadores, normalmente brancos e a euforia dos negros ainda ressentidos por anos de lutas contra o preconceito.

Chegar ao poder era um sonho distante que agora se torna realidade para milhões de homens e mulheres em todo imenso país das oportunidades. O momento é de crise na economia, de dificuldades imensas nas relações exteriores, com o país sendo responsável por uma guerra absurda no Iraque, cuja finalidade jamais foi a de proteger quem quer que seja, muito menos a democracia mundial, petróleo é o nome daquela estúpida incursão.

É necessário saber se após o efeito da embriagante vitória, Barack irá realmente revolucionar a administração americana, tratando com seriedade e inteligência questões complexas que sempre foram relegadas a segundo plano ou tratadas com a mais pura arrogância Yanque.

Estão nesse rol de ações as questões do protecionismo exagerado do comércio em relação principalmente aos países em desenvolvimento como o Brasil. Terá o novo presidente uma postura diferente de seus antecessores? O diálogo será a tônica ou teremos novamente que nos contentar com migalhas que escapam dos porões dos navios de carga?

Em concordância com a observação do brilahnte escritor português José Saramago, creio que, o novo presidente deveria em sua primeira semana como mandatário do maior país do planeta derrubar a base de Guantánamo em Cuba, assim como os jovens idealistas o fizeram com o muro de Berlin.

Em seguida e com a mesma firmeza, deveria assinar o fim das barreiras comerciais e culturais impostas a Cuba, sem sentido nos dias atuais, e completamente contrária aos discursos de democracia feitos em sua campanha a Casa Branca.

É preciso que Barack Obama seja forte e corajoso o bastante para iniciar uma revolução nos Estados Unidos, similar àquela que anos atrás iniciou Mikhail Gorbachov na antiga República Socialista Soviética, hoje Rússia. É preciso que os americanos recomecem a construir um país onde a indústria bélica não seja mais importante que a agricultura. Onde o medo dê lugar à esperança de novas oportunidades e de uma relação mais pacífica e cordial com o mundo a sua volta. Onde o meio ambiente seja levado a sério e possa usufruir da tecnologia tão destacada em solo americano.

Obama é um homem que estará representando uma nação que precisa se reerguer após duas gestões péssimas do fantoche Bush, superar obstáculos que estão hoje fragmentados e esse talvez seja seu maior desafio, retribuindo aos americanos sejam eles democratas ou republicanos a esperança de um futuro digno de sua história de lutas e conquistas nem sempre democráticas.