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28 de abril de 2022

Indulto para o Brasil!

                                    Foto Cleber Caetano - Presidência da República

Faltam 166 dias para ser decretada anistia ampla, geral e irrestrita alcançando todos os brasileiros que abominam métodos, ações e palavras do atual Presidente da República. Será a remissão das doenças políticas, econômicas e sociais disseminadas desde 2018.

Falta muito, se pesarmos os males causados ao País diariamente pelo inominável. Pelos olhos de Poliana, personagem de Eleanor Porter, depois de três anos e quatro meses de desgoverno, falta pouco. Em 02 de outubro, a gente vai se vingar, sendo feliz de novo.

Indubitável que o futuro presidente terá muito trabalho para alforriar nossa alegria confiscada. Será árdua sua missão para descosturar alinhavos tortuosos do sujeito. Precisará de ajuda, muito apoio político. Carece dar ponto sem nó. A desgraça foi posta. Os estragos foram muitos.

Nosso indulto tem que vir a tempo de evitar uma hecatombe. Há poucas dúvidas de que teremos Lula versus o inominável. A terceira via parece se desmanchar no ar. Nesse início de semana, não conseguiu sequer agendar um jantar de tratativas. Votos nulos e brancos não ajudarão a vitória da civilidade em 2022.

Enquanto não chega o dia D das eleições, e o indulto da paz não é decretado, ninguém espera sentado para ver o circo pegar fogo, como quer e prega o atual PR. No cercadinho, nessa segunda, afrontou mais uma vez o Supremo. Disse que seu indulto ao deputado condenado a oito anos em regime fechado, é constitucional e será cumprido.

Desafiador, disse que “só Deus o tira da cadeira” de presidente da República e incitou seguidores: “povo armado jamais será escravizado”. O que quer esse sujeito senão afrontar o estado de direito? Enfraquecer o Judiciário? E, mais uma vez, conclama indiretamente a escora dos militares para um possível golpe contra a justiça eleitoral.

Bem provável que Deus dê uma mãozinha para arrancar, pelas vias legais, o inqualificável da cadeira. É testemunha da desgraceira que vivemos. Enquanto isso, o País conta com a Justiça Eleitoral para frear a verborragia fascista. Nesse fim de semana, Barroso, ex-presidente do TSE, acusou manipulação das Forças Armadas contra a lisura das eleições. O Ministro da Defesa reagiu. Negou orientação da tropa contra o pleito.

Nesse caso, pé atrás. Melhor se fiar em quem? Em Deus. Quem sabe, Exu? Orixá do bem, chamado para abrir caminhos e superar dificuldades.

Laroie, Exu.

TWITTER: Para alegria dos bolsominions, Elon Musk comprou o Twitter. Por 44 bilhões de dólares, avisou que, como o atual PR do Brasil, é a favor da liberdade de expressão, sem censura, inclusive às Fake News.

MORO: Desmoralizado, a cada dia, ex-juiz disse que, diante de tantas dificuldades que vem enfrentando no mundo partidário, poderá não ser candidato a nada. Podemos rir?

Autora: Mirian Guaraciaba é jornalista - Publicado no Site Metrópoles.

Codevasf sob a gestão de Bolsonaro, é exemplo de corrupção, desperdício e desvio de finalidades no Maranhão.

Vista aérea da obra inacabada da Ceasa de Imperatriz, no Maranhão - Adriano Vizoni - Folhapress.

As obras da Ceasa (central de distribuição de alimentos) e do camelódromo em Imperatriz começaram com verbas federais da estatal Codevasf no governo Jair Bolsonaro (PL), mas não passam até agora de dois elefantes brancos no segundo município mais populoso do Maranhão.

Os prédios ainda sem utilização mostram que a marca de descontrole administrativo da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai além das situações de pavimentação e entrega de maquinário já reveladas pela Folha.

A Codevasf foi entregue por Bolsonaro a partidos do centrão em troca de apoio político no Congresso, em especial para evitar a abertura de um processo de impeachment contra ele.

Em Imperatriz, a pior condição é a da obra da Ceasa, parada há mais de um ano e meio. Atualmente é impossível chegar ao local por via terrestre. Uma cratera impede a circulação de veículos pela estrada.

O mato alto barra a passagem a pé. A Folha, porém, conseguiu constatar a situação com imagens de um drone. Já o camelódromo chegou até a ser inaugurado em outubro passado, mas não entrou em operação porque, após chuvas, surgiram problemas no teto e infiltrações nas estruturas do edifício. O custo total dos dois empreendimentos deve superar R$ 6 milhões.

O "padrinho" das obras é o senador bolsonarista e corregedor do Senado, Roberto Rocha (PTB-MA), que utilizou um mecanismo anterior ao das emendas de relator no Congresso para canalizar verbas federais para as construções. Em uma entrevista à TV local, ele disse que as obras contavam com "100% de emendas do senador Roberto Rocha".

O congressista virou alvo da Polícia Federal em inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre desvio de emendas parlamentares, mas por casos que não tratam das obras de Imperatriz. Ao mandar investigar políticos sob a suspeita de envolvimento no desvio de recursos de emendas no Maranhão, o ministro do STF Ricardo Lewandowski incluiu Rocha entre os alvos. O ministro se baseou em manifestação da Procuradoria-Geral da República, que defendeu a apuração após analisar informações encontradas pela PF com o grupo suspeito de operar o esquema.

Os investigadores analisaram trocas de mensagem via WhatsApp. Nos diálogos, um dos suspeitos enviou tabelas e anotações com valores, nomes de pessoas e de municípios maranhenses. Um dos nomes que apareceram no material foi o do corregedor do Senado. Para a realização das obras da Ceasa e do camelódromo foram assinados acordos de repasse, que na linguagem técnica são chamados de termos de compromisso, entre a Codevasf e a Prefeitura de Imperatriz.

Segundo o portal da transparência federal, as construções contam com "recurso orçamentário oriundo de crédito extraparlamentar do senador Roberto Rocha".

Este tipo de crédito não era contabilizado na cota de emenda individual que cada parlamentar pode indicar. Desde 2020 o governo centraliza a liberação da verba de negociação política, que privilegia aliados, nas chamadas emendas de relator. A Ceasa de Imperatriz teve o início das obras em novembro de 2019, após cerimônia de lançamento cujo registro em vídeo com o logotipo do senador continua disponível na internet.

O projeto da central prevê um galpão com 1.900 metros quadrados de área construída para abrigar mais de cem boxes destinados à comercialização de produtos agrícolas. Esse prédio já tem suas fundações e paredes iniciadas, mas ainda falta bastante para se chegar ao teto.

A parte mais adiantada do complexo é a área administrativa, uma construção térrea de 180 metros quadrados para a qual falta acabamento. Também já é visível parte da portaria da central de abastecimento, mas ela também ainda não conta com cobertura. Em maio de 2021 o presidente Jair Bolsonaro recebeu o título de cidadão imperatrizense pela "parceria em investimentos" feitos na cidade, como o da Ceasa e do camelódromo. A obra do Ceasa foi licitada em 2019. O prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, deu um "ultimato" na empreiteira responsável pela obra em maio de 2021, segundo portal do Executivo local. Em setembro do mesmo ano foi publicado o encerramento do contrato de construção.

Uma nova empresa foi escolhida para a obra. O acordo para conclusão do serviço, com valor de R$ 1,4 milhão, foi publicado em fevereiro de 2022 no Diário Oficial. O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Imperatriz, Antonio Ferreira Lima, diz que a paralisação da obra afeta os trabalhadores do campo locais.

"Para nós da roça essa obra parada prejudica muito. Muitas vezes a gente produz e não tem onde colocar, e aí muita coisa é perdida", afirma Lima. O camelódromo, oficialmente chamado de Centro de Comercialização de Produtos Regionais – Shopping da Cidade, está localizado no centro da cidade, ao lado do terminal de ônibus local. O prédio tem 5.000 metros quadrados de área construída, com mais de 250 boxes.

A Folha visitou o camelódromo no começo de abril e ele ainda passava por reparos. Apesar de o projeto ter sido anunciado como um meio para a comercialização de produtos regionais, o que estaria dentro do foco de atuação da Codevasf, os letreiros já instalados em alguns boxes indicam majoritariamente o comércio de acessórios para celulares e roupas.

A Codevasf cresceu em contratos no atual governo. De 2018 a 2021, o valor empenhado (reservado no orçamento para pagamentos) pela estatal avançou de R$ 1,3 bilhão para R$ 3,4 bilhões, a reboque das emendas parlamentares, tudo isso sem planejamento e com controle precário de gastos. Como mostrou a Folha, a Codevasf mudou de foco e passou a investir em pavimentações feitas a partir de licitações afrouxadas para escoar emendas parlamentares no governo Bolsonaro. A nova postura já resultou em obras precárias, paralisadas e superfaturadas.

Codevasf diz que falta R$ 1 milhão para concluir obra do Ceasa

Questionada sobre a interrupção da construção da Ceasa de Imperatriz, a Codevasf, por meio de nota, afirmou que houve atrasos no cumprimento do cronograma e baixa execução das obras previstas no acordo com a Prefeitura de Imperatriz e, por isso, o envio da verba que faltava para concluir a obra foi cancelado. A Codevasf relata que a construção tinha orçamento de cerca de R$ 2,2 milhões e a estatal repassou R$ 1 milhão ao município.

"O valor restante do instrumento, caracterizado como restos a pagar, foi cancelado em 31 de dezembro de 2020 —cancelamentos ocorrem periodicamente em rotinas de execução orçamentária, para reavaliação dos empreendimentos".

A Codevasf afirma que cumpriu integralmente seus compromissos e agora estuda novas soluções orçamentárias e de execução para a obra. Quanto ao camelódromo, a Codevasf relatou que a Prefeitura de Imperatriz é a responsável pela contratação da empresa que executou a obra e informações sobre a construção e o uso do espaço devem ser fornecidas pela municipalidade.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Imperatriz afirmou por meio de nota que a construtora vencedora da concorrência para a construção da Ceasa não estava cumprindo o cronograma físico da obra e sinalizou que não poderia prosseguir com a sua execução. "Depois do distrato em comum acordo, uma nova licitação foi realizada e concluída. A nova empresa já assinou o contrato e ainda nesse mês a obra será retomada", segundo a nota.

Sobre o acesso à obra, a prefeitura relatou que ele "foi destruído devido ao inverno rigoroso que afetou a cidade. Com a diminuição das chuvas, a via será reconstruída com recursos próprios da Prefeitura de Imperatriz".

Quanto ao camelódromo, a prefeitura afirmou que a empresa ganhadora da licitação alegou que os preços dos materiais para construção da obra ficaram defasados, em decorrência da pandemia da Covid-19. "Foi necessário fazer várias readequações e diversos prazos estabelecidos, o que ocasionou atrasos na obra. Um dos motivos apresentados foi o falecimento repentino do proprietário, gerando, segundo a empresa, problemas administrativos e financeiros", segundo a administração local.

A prefeitura prometeu que no dia 20 de abril iria entregar as sessões de uso dos boxes.

A Folha ouviu beneficiários de boxes do camelódromo na terça-feira (26) e ele informaram que o centro comercial ainda não foi reaberto. O senador Roberto Rocha afirmou que "faz as indicações das emendas com suas destinações. Quanto à execução das obras, estas são de responsabilidade do órgão executivo Codevasf e do convenente, a prefeitura do município".

"Cabe ao senador cobrar a celeridade para a conclusão da obra. Isto, ele tem feito", completou.

Questionado sobre ser alvo de investigação no STF, o senador disse que "a única atualização a ser feita é a da Folha de S. Paulo, reconhecendo que o senador nada tem a ver com o objeto em causa".

Autores: Flávio Ferreira e Mateus Vargas – Publicado na Folha de S. Paulo.

Bolsonaro trabalhou, em média, menos de cinco horas por dia!

                                                             Foto Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro trabalha cada vez menos desde que assumiu a Presidência da República, em 2019. Os dados são de um estudo de três acadêmicos, baseado na agenda de compromissos oficiais do presidente, que aponta que, entre 1º de janeiro de 2019 e 6 de fevereiro de 2022, Bolsonaro trabalhou, em média, 4,8 horas por dia. Além disso, a quantidade de horas trabalhadas vem caindo com o tempo. Passou de 5,6 horas, em média, em 2019, para 3,6 horas, em média, em 2022, o que representa uma redução de 35%. 

“Todos eles dizem respeito a eventos em que o presidente estava em trânsito, ou seja, se deslocando no espaço. Jair Bolsonaro labuta, em média, 18 horas a menos do que um trabalhador que é regido pela CLT e 14 horas a menos do que um servidor público federal da administração direta. Esses resultados foram encontrados a partir da diferença média entre a carga horária de trabalho semanal do presidente e o que é estabelecido na legislação específica de cada modalidade de contratação”, diz trecho do artigo referindo-se aos dados da agenda presidencial analisados. 

Os acadêmicos Dalson Figueiredo (UFPE/Oxford), Lucas Silva (Uncisal) e Juliano Domingues (Unicap) explicam que se utilizaram de estatística descritiva para estimar a quantidade de horas trabalhadas pelo presidente Jair Bolsonaro durante todo o seu mandato até o dia 6 de fevereiro de 2022.  Os compromissos eventualmente realizados durante os finais de semana ou os demais que não constam da agenda foram excluídos da análise.

O estudo revela, ainda, que Bolsonaro gasta em média mais tempo em almoços (1,3 horas) do que em reuniões com Ministros de Estado (0,7 horas). Além disso, a quantidade total de tempo alocada em eventos envolvendo a participação de pastores caiu 53% entre 2019 e 2021, passando de 16 horas para 7,5 horas. 

O presidente Jair Bolsonaro exibe uma ligeira tendência de privilegiar compromissos com o Exército em detrimento da Marinha e Aeronáutica. Comparativamente, analisando a média de tempo que o Presidente Jair Bolsonaro gasta com cada carreira militar, a Marinha exibe o artigo aponta uma leve predominância de eventos do Exército, totalizando 37,5 horas e 36 compromissos oficiais. 

“Na comparação das médias, todavia, nenhuma diferença foi estatisticamente significativa, o que por sua vez nos obriga a concluir que a atenção despendida pelo Presidente é bastante homogênea entre as carreiras militares no Brasil, pelo menos de acordo com os eventos oficiais”, explicam os autores

Autora: Vanessa Lippelt Editora. Formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, foi correspondente internacional da ESPN, repórter na TV Globo, Band Rio, Jornal Extra e Globo.com. Foi editora e editora-executiva do Jornal de Brasília. Texto publicado no Site Congresso em Foco.