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17 de julho de 2026

Você sabe o que são terras raras?

  

As terras raras são usadas na fabricação de diversos materiais tecnológicos Crédito Agência Brasil.

Lembra da tabela periódica, que estudamos na escola? Nela estão agrupados os elementos químicos existentes no universo. Cada elemento é um tipo de átomo e o que basicamente define um átomo é o número de prótons em seu núcleo. O menor possível só tem um próton, o hidrogênio. E o maior (até hoje) é o que possui 118 prótons, o oganessônio.

Desses 118 elementos, 92 são encontrados naturalmente no ambiente. Alguns deles são bem abundantes e conhecidos, como o ferro e o oxigênio. Outros são encontrados em menor quantidade.

As chamadas terras raras são um conjunto de 17 elementos da família dos lantanídeos, números 57 a 71 da tabela, além do escândio (21) e o ítrio (39). Esses elementos, apesar do nome, não são tão escassos assim. Estão relativamente espalhados pela crosta terrestre, mas raramente aparecem em concentrações que tornam sua extração simples e econômica. Por isso, recebem o nome “raros”.

Por exemplo: a cada 1000 kg de minério de ferro extraído, obtemos em média cerca de 600 kg de ferro. Já das terras raras, entre 2 e 30 kg.

As terras raras ganharam importância nos últimos anos por serem usadas na fabricação de diversos materiais tecnológicos, como super ímãs, baterias e microchips que compõem celulares, computadores, carros elétricos e até mísseis de guerra.

Estima-se que a China detenha a maior reserva de terras raras do mundo, e o Brasil, a segunda. Contudo, os chineses são os maiores exploradores desses minerais. Respondem hoje por cerca de 70% da extração e 90% do refino. O Brasil, apesar de sua grande reserva, responde por menos de 1% da produção global. 

É fundamental que o Brasil entenda o papel estratégico desses metais e discuta como se dará a exploração das terras raras. Precisamos desenvolver tecnologia que nos torne referência na produção desses minerais, assim como a China fez. Sempre com respeito à soberania nacional, diálogo com comunidades atingidas e conservação da natureza.

Um abraço e até a próxima! 

Autor: Renan Santos, professor de biologia da rede estadual de ensino Minas Gerais. Publicado no Site Brasil de Fato.

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