Em ofício enviado ao governo dos EUA no início do mês, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro afirma textualmente que uma equipe de transição seria para concluir "amplo acordo de comércio e investimentos" entre os países. Legislação brasileira prevê transição apenas entre o governo que está no poder e o que está para ser empossado.
Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar em cooperação com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro em prol de uma estrutura ampla, justa e mutuamente benéfica de comércio e investimentos", responde Marco Rubio na carta.
A carta enviada ao secretário norte-americano no início do mês, por Flávio Bolsonaro, deixa claro e de forma inequívoca sua vassalagem para com o governo americano e um ato de traição gravíssimo a soberania brasileira.
Nunca em tempo algum, um político brasileiro agiu com tanta desfaçatez como age agora o filho do presidiário. Enquanto suas ligações com o crime organizado e a corrupção do Banco Master tem as suas vísceras abertas em público e sua campanha despenca, o senador conhecido como Mr. Rachadinha resolve trair a nação brasileira sem ter a mínima vergonha na cara.
Sim, não faz nada as escondidas, posta fotos de encontro com Trump na Casa Branca e tem troca de cartas divulgadas abertamente pela mídia. Nem o seu pai, condenado por planejar golpe de estado e assassinatos foi tão ousado.
Esse senador desprovido de legado em sua vida pública, reconhecido por ter uma franquia de casa de chocolates que o enriqueceu com dinheiro em espécie que entrava na loja sempre no mesmo dia de cada mês, talvez influenciado por seu irmão que está refugiado nos EUA, viu na traição a pátria uma saída para tentar um golpe na nação brasileira, caso perca a eleição em outubro.
Ao invés de estar cercado de pessoas do povo, de ter um projeto de governo, ele preferiu ter Trump e Marco Rubio ao seu lado, prometendo a eles e aos EUA as riquezas do Brasil, como terras raras por exemplo.
Tanto é verdade que Rubio detalhou na carta as "diferenças substanciais" a serem resolvidas entre Brasil e Estados Unidos. Ele cita especificamente:
· tarifas preferenciais injustas;
· barreiras ao acesso ao mercado de etanol;
· desmatamento ilegal;
· proteção de propriedade intelectual.
Diante do silencio ensurdecedor do MPF, PGR, STF e demais autoridades do país e da omissão e cumplicidade da grande mídia, resta apenas ao país os eleitores brasileiros acordarem do sono profundo em que se encontram desde 2018, anestesiados por discursos fascistas e reacionários, para eliminar qualquer possibilidade de vitória desse sujeito ignóbil nas urnas. Livrando o Brasil novamente de tentativa de golpe de Estado.
Imagem: Cartunista Aroeira - Brasil 247.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.



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