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1 de julho de 2026

O bolsonarismo retrata o atraso, desrespeito e a imoralidade!

  

Reprodução da Internet.

Não bastassem todos os absurdos já vivenciados desde o surgimento do bolsonarismo em 2017, com mensagens em defesa do nazismo, racismo, xenofobia, misoginia e homofobia, ainda temos muitas coisas inaceitáveis sendo vociferadas nove anos depois no país.

Três situações chamaram muito a atenção nesta semana na mídia brasileira. Todas elas provocadas por falas de pessoas no afã de defender o candidato bolsonarista ou atacar o eleitor de Lula.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ingressou com uma ação civil pública na Justiça paulista contra o influenciador Leonardo Marcondes, acusado de produção de conteúdo considerado discriminatório e ofensivo contra pessoas pobres.

A ação foi proposta pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital paulista e sustenta que o influenciador promoveu discurso de ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, defendendo, em vídeos publicados nas redes sociais, que esse grupo não deveria ter direito ao voto.

No processo, os promotores pedem que a Justiça determine a retirada do perfil do influenciador com mais de 1,4 milhão de seguidores do ar no Instagram, a condenação ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e dano social, além da proibição de novas publicações com conteúdo considerado discriminatório contra pessoas pobres.

Salta aos olhos de forma incompreensível que existam 1,5 milhão de pessoas que sigam esse sujeito preconceituoso e com cérebro de ameba nas redes sociais.

O outro caso é uma fala do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que afirmou durante sua participação em um podcast que "quem recebe dinheiro do governo não tem liberdade pra votar". O parlamentar também declarou que pessoas que recebem assistência estatal são "escravas do Estado". Quem recebe propina com desvio de emendas parlamentares seria o quê na ótica do deputado?

O mandrião deveria então propor que empresários e religiosos que possuem isenção de impostos e recebem benesses do governo federal também não deveriam votar. Mas ele quer restringir apenas os mais pobres, com a franca intenção de retirar votos de Lula nas eleições.

O jornalista Paulo Figueiredo que vive foragido da justiça brasileira nos EUA, criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e disse que mulheres "votam mal" em seu podcast "Paulo Figueiredo Show" na última quinta-feira (25).

O jornalista também divagou sobre a posição da mulher no cenário eleitoral tomando como base uma pesquisa que dizia que se apenas os votos femininos fossem contabilizados, apenas os candidatos do partido democrata seriam eleitos para presidente nos Estados Unidos, salvo a exceção de Ronald Reagan. "Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras, as casadas costumam acompanhar o marido", disse.

Quando foram derrotados na eleição de 2022, os bolsonaristas, incluindo o candidato Jair Bolsonaro, fizeram críticas pesadas ao eleitor do norte e do nordeste, onde Lula venceu as eleições. Essa xenofobia permanece viva nos estados do Sul do Brasil (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul).

Me parece que falta oxigenação cerebral nessa gente de extrema-direita no país, que preferem culpar pobres, nordestinos, mulheres e até as urnas eletrônicas, porém, não conseguem dizer qual foi o legado deixado por Jair nos quatro anos em que foi presidente. Quais os hospitais, presídios, universidades, portos, aeroportos, duplicação de rodovias, ferrovias que foram construídos pelo Jair entre 2019-2022? 

       Imagem: Luciana Genro
 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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