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16 de dezembro de 2008

Propaganda enganosa

Logo após lermos matéria nos grandes jornais onde o Senhor Ronaldo Augusto B. Marzagão, atual Secretario de Segurança Pública do Estado de SP, afirmava textualmente haver a criminalidade diminuído sensivelmente em SP, dizendo entre outras coisas que dezessete mil pessoas haviam deixado de morrer em virtude dessa situação nos últimos dois anos, percebemos que não se trata de uma consolidada realidade e sim de mais uma tentativa de tapar o sol com a peneira por parte do governo estadual.
É mais uma jogada de tentativa de vender uma propaganda enganosa, algo que não se consolida entre os paulistas, visto que, a violência continua, o medo toma conta das pessoas nas ruas e nas suas casas. São tantas as situações de violência que seria difícil imaginar por onde começar para desmentir o nobre Secretario.
Somente nos últimos quarenta dias, tivemos três casos que chamaram muito a atenção da sociedade paulista. Entre tantos crimes ocorridos no período destaco três pela semelhança entre ambos em seu modos operandis e pelo fato de que desde o primeiro crime até o ocorrido ontem, nenhuma providência foi tomada, fato comum em SP nos últimos quatorze anos.
Na primeira semana de novembro a psicóloga Renata Novaes, 44 foi baleada em frente a sua casa com três tiros. Na segunda semana de dezembro a ginecologista nadir Oyakawa, 54 foi morta na porta da casa de seu irmão. Ontem finalmente o executivo Paulo Gustavo Gomes, 33 foi fuzilado em frente a sua residência. Supostamente todos reagiram ao serem abordados pelos facínoras, supostamente nada foi roubado de todos e nenhum criminoso com certeza absoluta está preso.
Chegar e sair de nossas residências no Estado de SP é mais perigoso do que andar na cidade a pé, ou estar em movimento no Metrô, em ônibus ou de carro. Como aceitar que a criminalidade está diminuindo em SP se temos centenas de casos e mortes ocorrendo? Qual a base utilizada pelo Secretário de Segurança para afirmar tal coisa? Será que ele se deixou enganar pelo período que em virtude de uma greve não estavam sendo emitidos boletins de ocorrências?
Muitas pessoas estão saindo de SP em razão principalmente da violência e pelo fato de que nossos governantes não fazem absolutamente nada para deter essa onde de violência. Nenhuma lei, nenhuma providência, nada foi modificado nos últimos quatorze anos de governo do PSDB em SP. Os criminosos ao contrário quando dão o azar de serem presos, vão passar férias numa colônia penal com direito a celular, televisão, visitas intimas, muita preguiça e tempo para planejarem de dentro da carceragem novos golpes no futuro próximo. Ao lado deles a organização PCC, aquela que um deputado disse não temer em seu discurso na ALESP recentemente.
Além do mais os presos terão em pouquíssimo tempo o direito de usufruir todos os feriados no país, que não são poucos e melhor até que os trabalhadores que sustentam o sistema e muitas vezes não tem dinheiro para viajar com a família. São os indultos de toda ordem, só falta criarem uma agência de turismo do Estado para agenciar e orientar os melhores passeios para os criminosos do nosso Estado. Os bandidos que sem o menor pudor matam seres humanos por terem feito um simples gesto, um barulho ou tentado resistir a um assalto quando eles estavam armados e as vitimas totalmente desamparadas de armas e de governos.

14 de dezembro de 2008

A Vale que levar a bola embora

Quando eu era criança e já faz quarenta anos, costumava jogar futebol nas ruas e terrenos baldios nas proximidades de minha casa em São Paulo. Naquela ocasião sempre a bola era trazida por um dos garotos com um pouco de sorte por seus pais terem condições de comprarem aquela esfera mágica que ainda encanta meninos pelo mundo afora.
Sempre que um daqueles meninos era sacado do time, pegava a bola e a colocava embaixo de seus braços e resmungando saia em direção a sua casa, sob os olhares incrédulos dos demais garotos da vizinhança. A bola era dele e se ele não estivesse contente levava-a embora e ponto final. Hoje ao ler a entrevista publicada do presidente da empresa Vale do Rio Doce, senhor Roger Agnelli recordei dos tempos de infância nos campinhos de futebol. O nobre presidente da segunda maior empresa de mineração do mundo, estava feliz e nem se lembrava das leis trabalhistas até que certa crise no exterior o fez lembrar da nossa CLT e agora ele não quer mais brincar, quer sim, levar a bola para a sua mansão.
Enquanto os efeitos da globalização eram apenas no sentido de enriquecer os mais ricos e abastados, as grandes corporações ninguém nunca veio a público questionar direitos trabalhistas, muito ao contrário, passaram sim por cima de muitos deles em alguns países.
Agora que uma crise sem precedentes se avizinha o grande empresário não tem cartas no colete e resolve jogar contra os seus colaboradores, aqueles que fizeram dessa empresa a segunda maior do mundo, ou não é mais assim que as coisas funcionam na lógica capitalista. Na vitória somos nós e nas derrotas são eles que perderam? Estranho?
A Vale surfou desde a sua compra por preço abaixo do mercado diga=se de passagem, graças à privadoação tucana e nunca reclamou quando estava em altas ondas pelos mares tranqüilos em sua viagem de consolidação. Recentemente aumentou seu modesto capital em U$ 12, 5 (doze bilhões e quinhentos milhões de dólares), quase o valor que o governo americano se recusa a injetar no setor automobilístico americano.
Essa montanha de dinheiro não é suficiente para segurar a empresa em época de crise? Esse dinheiro bem aplicado não poderia manter a empresa em águas tranqüilas até a turbulência passar? Na opinião do presidente da Vale e de seus diretores, não, isso não é possível, e 1.300 (mil e trezentos) empregados acabam de ser demitidos sumariamente da Vale.
Com certeza o pobrezinho mesmo constrangido irá demitir muito mais, mesmo tendo condições de não o fazer, mesmo sendo a segunda maior do ramo e tendo capital de giro de sobra. Vai demitir o elo fraco da corrente dos gananciosos empresários – Os trabalhadores.
A grande pérola do presidente foi pedir ao governo federal que implante um regime de medidas de exceção para que os empresários consigam sair da crise. Em minha opinião, a CLT precisa mesmo de uma modernização urgente, mas isso não deve ser feito para atender interesses de riquinhos gananciosos que não fazem seus deveres de casa e agora querem passar a conta aos trabalhadores, lucro jamais, mas prejuízo pode ser socializado na visão “moderna” desses meninos mal acostumados com a vida.
Na visão de Roger Agnelli, seria um sonho poder demitir sem precisar pagar direitos, acabar com férias e décimo terceiro e lucrar ainda mais com a frágil situação dos trabalhadores brasileiros. Assim pensa o presidente da maior empresa privatizada no Brasil, que pena, nessas horas esperava muito mais de alguém com esse poder. Leve a sua bola para a casa Roger, não queremos mais brincar contigo também.

9 de dezembro de 2008

Ingressos para o show da Madona

A polemica causada pelo descuido de uma secretaria ao tentar confirmar os nomes para entregar os convites do Show da Pop-Star Madona ainda ecoam nos corredores da Federação Paulista de Futebol e do São Paulo F.C. Penso que esses ingressos pertencem ao dono do local do evento e podem ser distribuídos a quem eles bem entendam, sem que ninguém tenha nada a ver com isso. Não acredito que seriam usados como instrumentos de chantagem ou corrupção para beneficiá-los no campeonato brasileiro.
Agora é muito estranho que pessoas com altos salários, bons cargos precisem receber esses mimos dos dirigentes do São Paulo F.C., seria muito mais inteligente e ético que os mesmos fossem entregues a entidades beneficentes como a APAE, AACD, Hospital A.C. Camargo entre tantas outras instituições que poderiam ser lembradas nesse momento.
As dúvidas que ficam na cabeça dos demais torcedores são as seguintes: Quem coloca num envelope ingressos podem colocar outras coisas também, ou não? A imprensa esportiva também recebeu ingressos para o show da Madona?
Claro que apesar de todo o estardalhaço feito nos últimos dias, nada vai mudar no futebol brasileiro por conta dessa denúncia, o futebol é um segmento vivo da nossa sociedade, portanto sofre das mesmas mazelas que afligem nossa gente. A impunidade que beneficia políticos também aconchega esportistas e dirigentes esportivos.
Cabem aos demais clubes brasileiros aprenderem a lição que fica desse episódio. Aos dirigentes “modelos” do SPFC, cabe no mínimo voltarem a presentear com fidalguia e muito cuidado, coisa que sempre foi feita desde os áureos tempos de Laudo Natel.

6 de dezembro de 2008

A Justiça brasileira deveria se reciclar

“A justiça atrasada não é justiça,
senão injustiça qualificada e manifesta"

Rui Barbosa

São tantos os absurdos promovidos em nossos tribunais e nas instâncias superiores de nossa justiça que muitas vezes o povo brasileiro tem dúvida se ela realmente existe e se lá está para defender os princípios éticos, morais e jurídicos a favor da nossa sociedade.
Essa semana um colegiado egrégio decidiu longe dos tribunais do Júri que um promotor, figura sempre muito importante no sistema judiciário viesse a ser absolvido por unanimidade após ter assassinado um jovem numa praia do litoral paulista.
Um outro promotor embriagado atropelou e matou pai e filha no interior de SP, seu veículo ainda guardava no momento do acidente as latas de bebida ingeridas pelo guardião da justiça. Além de não ser condenado foi promovido pelo sistema judiciário paulista.
Na segunda maior tragédia da aviação civil brasileira, quando houve um choque no ar entre um avião comercial da Gol e um Jato Legacy, causando a morte de 154 pessoas que viajavam no Boeing da Gol. Os pilotos foram ouvidos pela nossa justiça e como ela é boazinha e segue à risca todas as normas, leis e regras internacionais, os rapazes Yanques foram liberados para voltarem a sua vidinha normal nos EUA.
Entretanto, dois anos depois fica esclarecido completamente que os dois pilotos de autorama, haviam desligado o transponder, equipamento que se estivesse normalmente ligado teria evitado a tragédia. Esse equipamento é justamente aquele que aciona o TCAS, que é um sistema anti-colisão.
Jamais esses bobalhões inaptos serão presos ou ao menos responsabilizados civil e criminalmente pelo ato que ceifou cento e cinqüenta e quatro vidas. Se o acidente tivesse ocorrido no espaço aéreo americano e os pilotos causador do acidente fossem brasileiros, estariam presos até hoje, sem dó nem piedade. A Justiça americana tem outras prioridades com certeza e menos facilidades também para quem comete crimes.
Em 2006, um Juiz soltou ilegalmente quarenta e três detentos que aguardavam seus julgamentos em unidades prisionais de Manaus – AM. Pois ele foi aposentado por invalidez e receberá módicos R$ 22 mil reais para descansar de sua atribulada e difícil vidinha de Juiz, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas. Detalhe, dos 43 criminosos soltos graças ao Juizão, trinta e oito jamais foram recapturados pela justiça. Que beleza!
A Lei seca existe para coibir o uso de álcool por motoristas ao volante de seus veículos, mas não temos bafômetros e nem homens suficientes para fiscalizar os infratores.
A nova Lei recém implantada para coibir abusos por parte dos serviços de call center, já consegui proezas incríveis, nem bem entraram em vigor e já possuem empresas obtendo na nossa Justiça o direito de não obedecer o decreto 6.523.
Ou seja, o poder do dinheiro agindo contra a vontade popular, a sociedade refém de uma justiça pobre e ultrapassada em seus conceitos, seus dogmas e suas fontes de jurisprudências.
Na minha modesta opinião, é premente que ao nosso judiciário passe por uma completa reciclagem de valores, atualização de códigos, informatização de métodos de trabalho, rejuvenescimento de seus quadros com a contratação de mais funcionários para sua base administrativa. Nossos Fóruns criminais precisam ser dotados de infra-estrutura condizente com sua importância, o Judiciário precisa deixar de fazer palácios faraônicos e começar já a reconstruir o chão de sua fábrica.

29 de novembro de 2008

Chuvas - Estação que desnuda governos

É impressionante como uma chuva forte e prolongada pode tornar a vida do brasileiro um verdadeiro inferno. A cada nova precipitação chuvosa os noticiários nos informam sobre tragédias, envolvendo alagamentos, desmoronamentos de casas em morros e favelas, enchentes como as que estão destruindo centenas de cidades nas regiões sul e sudeste.
E em todas elas um fator é comum e recorrente – A incompetência dos nossos governantes, a desfaçatez com que vão levando seus governos até o dia que São Pedro libera um pouco a mais de água. Pronto, acabou a eleição e suas promessas, acabaram as utopias dos palanques e dá-lhe desabrigados. Dá-lhe mortos e feridos em tragédias de todas as naturezas envolvendo gente pobre, desguarnecida e sem apoio algum.
Nessas horas ou após os fatos ocorrerem aparecem na televisão governantes dizendo que o governo federal vai liberar milhões para a recuperação dos estragos causados. Não seria mais fácil ter feito antes da tragédia a tal recuperação das encostas, a canalização dos córregos e rios? As vitimas fatais não podem voltar à vida apenas por que o governo estadual e federal resolver bancar o “bonzinho” para aparecer na TV, depois que o leite foi derramado.
O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento não deveria ter realizado obras em todas as cidades que elevado risco diante das habituais chuvas que ocorrem a partir dessa época do ano? Se o governo federal tivesse tratado de pensar no povo ao invés de ficar usando o programa (PAC) em seu benefício próprio e de seus candidatos talvez algumas dessas tragédias pudessem ter sido evitadas.
Mas quem disse que governo é para trabalhar pelo povo? Quem pensou que os governos de Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão preocupados com sua gente mais pobre e sofrida? Se estivessem mesmo governando para o povo, teriam conseguido recursos internos e até externos para financiar obras de contenção, desassoriamento de rios e córregos, canalização de rios em áreas de alto risco, planejamento para a mudança de vilas e casas em áreas impróprias para moradia.
Em Santa Catarina há 25 anos assistimos incrédulos uma das maiores enchentes naquele Estado, a destruição que praticamente acabou com a linda Blumenau fez aniversário e nesse quarto de século nenhum governo competente conseguiu evitar que a mesma tragédia viesse a acontecer. Motivo – Falta de empenho e de malversação do dinheiro público, gasto em mordomias, projetos desnecessários e corrupção.
Enfim, são eles os maiores culpados e não a natureza como se tenta passar a população nos noticiários noturnos. Os governadores e todos os membros do governo federal envolvidos com obras e a liberação de recursos para a solução de problemas graves como esses que estão matando inocentes em nosso país.

26 de novembro de 2008

A dificuldade em reduzir impostos no Brasil

“Quem se senta no fundo de um poço para
contemplar o céu, há de achá-lo pequeno”.
Han Yu
Não foram poucas as ocasiões em que o governo americano reduziu impostos para permitir o crescimento de sua economia ao longo das últimas décadas. Nunca em nenhuma dessas situações sem tem noticia de que o país quebrou ou ficou em situação pior do que estava ao tomar essa medida.
E olhem que os americanos financiam guerras pelo mundo afora, compram quase cem por cento do que vendem internamente na China e nos demais países em desenvolvimento. Sua indústria bélica consome bilhões de seus recursos com novas tecnologias, processos em desenvolvimento, etc.
Aqui no nosso país, independentemente da crise econômica que possa afetar a nossa frágil economia, jamais os nossos governantes e suas equipes econômicas acenaram com a redução dos impostos para as pessoas físicas ou para as jurídicas, não importa.
A recente crise que está devastando uma parcela considerável da economia mundial, provocou reações das mais diversas no mundo globalizado em que vivemos, desde as mais simples até as mais ortodoxas já foram lançadas ao vento para tentar conter o dique que vaza noite e dia o dinheiro dos países ricos.
O Brasil então através do governo federal acena com a possibilidade de reduzir o imposto de renda para as pessoas físicas e alguns outros impostos para as empresas. Com tanto receio, pisando em ovos de codorna, e tentando não fazer aquilo que diz que vai implementar. Para começar já inventaram algumas desculpas com relação ao calendário fiscal, votação em plenário, urgência, etc e tal e coisa, ou seja, será?
Como é difícil para nossos governantes admitirem que pagamos uma carga tributária exagerada e sem o mínimo retorno em serviços por parte do governo. Um governo que não investe em saúde, educação, segurança, habitação e saneamento básico não pode reclamar de nada nesta vida. Desde 1995, com a eleição de FHC a arrecadação de impostos vem quebrando recordes anuais e na gestão de Lula a partir de 2003, esses números se tornaram astronômicos.
Mas eles preferem doar aos usineiros, montadoras, financiar projetos nababescos, investir milhões em projetos para trazer olimpíada e copas do mundo. Gastar com corrupção e viagens do que dar aos trabalhadores e a classe média em geral um refresco. Ninguém perdeu tanto nesses últimos anos (14 anos de FHC + Lula) do que a nossa classe média, que na verdade sustentou essa farra democrática e gananciosa chamada Governo Federal.
Em nenhum momento dessas duas gestões ouvimos ou percebemos um esforço mínimo no sentido de reduzir despesas, reorganizar ministérios e empresas estatais, fazer uma reestruturação administrativa séria visando melhorar a sua eficiência e a diminuição dos seus gastos.
Mas no hora que se fala em reduzir impostos parece que estão cometendo um enorme sacrilégio, um pecado contra a “Santa Economia de São Meirelles, São Mantega e São Lula do Pau Oco”.

21 de novembro de 2008

A decadência dos personagens de televisão

Dificilmente nos últimos tempos conseguimos ler alguma coisa que se aproveite dos atores, atrizes, apresentadores e demais personagens da nossa televisão. Pouco ou quase nada inspira atenção, quase tudo transpira sexo, violência, drogas no sentido literal e muita futilidade. Não pensam os protagonistas dessas cenas e notícias que além de profissionais bem remunerados, são eles exemplos para uma sociedade carente justamente de bons exemplos.
Algumas atrizes ou pseudo-apresentadoras tem mais namorados, casos ou amantes que algumas meninas de antigos bordéis da noite paulistana. Não namoram, ficam e ao ficarem cada semana com um homem (“empresário”) no caso oposto são “modelos” que ficam com os atores. Assim são chamados aqueles que não são do meio e que saem com artistas de televisão.
O Dado bateu na camareira, bateu na Luana que bateu ou ofendeu a produtora e assim vai a arrogância e a petulância de meninos e meninas mimados por um sucesso efêmero.
São bonecos televisivos que não dispõe de conteúdo, estão longe do teatro e até do cinema sério brasileiro, ficam fazendo pontas em novelas de categoria duvidosa e vivem do esnobismo e da própria carência de noticias que possibilita estarem na mídia em tempo quase integral.
Se juntarmos as Adriane’s + as Luana’s + as Débora’s + as Giovanna’s + os Dado’s teremos um elenco de ponta da mesmice, da frivolidade nacional estampada em rostos bonitos, corpinhos em forma e mentes deturpadas e longe de serem exemplo para a juventude atual. Se bem que Ana Maria Braga, Suzana Vieira e outros não tão jovens também estão dando show nesse quesito nas passarelas obscuras das capas de revistas e colunas de fofocas inúteis.
Não temos artistas preocupados com a imagem, focados em suas carreiras e na possibilidade de crescimento profissional através da obtenção de grandes papéis e personagens marcantes. O frívolo, o inútil o sexo está em primeiro lugar na cabecinha de vento dos chamados pop stars que nada possuem de pop e muito menos de estrelas.
O fim do casamento de algumas atrizes tem mais espaço na mídia que a fome, a falta de hospitais e a situação do nosso país e do planeta. A crise financeira mundial fica em segundo plano enquanto que atrizes sessentonas brincam de aparecer na mídia como se fossem mocinhas inocentes casadas com malandros semi-alfabetizados.
Dá medo só em pensar na geração que virá dos filhos de Dados, Luanas e Adrianes num futuro próximo. Eles com certeza não estão preocupados, pois na verdade pensam que a vida lá fora é uma Ilha de Caras eterna.

BNDES faz os usineiros rirem à toa

Quando precisaram justificar a diminuição do papel do Estado brasileiro, os gênios da equipe econômica tucana usavam entre outras a desculpa de que não era certo gastar com coisas cuja iniciativa privada poderia fazer melhor.
Com isso venderam praticamente todo o setor elétrico nacional, as ferrovias, boa parte dos bancos estaduais, telecomunicações, incluindo até a Embratel.
Entretanto aquela falta aparente de recursos para investir em saneamento básico, saúde pública de qualidade, Educação, habitação, segurança e demais obras de infra-estrutura persiste nos dias atuais, a saída de FHC e a entrada de Lula pouco ou nada acrescentou nesse sentido, exceto pelo fato de que Lula não privatizou.
Agora ficamos sabendo que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, emprestou a indústria sucroalcooleira algo em torno de R$ 5,2 bilhões somente no decorrer de 2008. Hoje segundo a Folha de SP (19/11/08) a carteira de crédito do BNDES para com o Setor atinge a cifra obscena de módicos R$ 29 bilhões.
É claro que, fica no ar a incomoda pergunta:
_ Se não havia dinheiro e dizem que ainda não há para tanta coisa em favor da nossa população desamparada e pobre, como tanto dinheiro é jogado num setor altamente lucrativo, cuja única regra existente é a ganância acima de tudo e de todos?
O mesmo BNDES que se recusou a acertar a situação de empresas do setor Elétrico nacional ainda em mãos do Estado, bancando o durão agora joga dinheiro em cima de usineiros que sempre estão por cima do file mignon. Estão destruindo a nossa agricultura com a implantação de uma monocultura em todo Estado de SP, recebem ajuda das montadoras que fazem apenas o motor que lhes convém, usando o álcool como combustível, tem seu produto adicionado na gasolina e conseguem fazer com que o nosso combustível alternativo seja mais caro que a velha gasolina Venezuela de Chaves.
Não existe mercado mais sólido, basta usar a “entressafra” que é a palavra mágica e pronto, o álcool sobe nas bombas, quando a safra está no auge o combustível volta ao preço anterior e assim caminha a lucrativa indústria sucroalcooleira. Levando-se em conta que é tão grande a produção que se duvida até que exista algum problema de entressafra com essa nossa cana de açúcar.
E é exatamente para esse mercado cativo, promissor, que o nosso dinheiro suado e difícil escorrega através das mãos do BNDES. Onde está o Lula, claro que, viajando, sempre viajando, ou ao exterior ou na maionese quando está no Brasil. E o PT, bem o partido do presidente já concordou com tanta coisa com a qual discordava em palanque até Dezembro./01, que fica impossível acreditar que agora, após seis anos completos de poder pudessem mudar.
São quatorze anos perdidos entre os oito de FHC mais os seis anos de Lula, permitindo que nossos jovens continuem expostos à marginalidade por falta de escolas decentes, um sistema de saúde falido e sem condições de atender animais, segurança pública medíocre, esgoto a céu aberto na maioria das cidades brasileiras, mas os usineiros e banqueiros felizes como nunca.
Os defensores e insensatos vão dizer que eles geram empregos, mas assim até o mais bobo dos bobos conseguiria, com dinheiro alheio da viúva a preço módico e subsídios de toda ordem quem não geraria empregos também?

15 de novembro de 2008

A crise afetará como sempre apenas o povo.


“Tudo já foi dito uma vez, mas como
ninguém escuta é preciso dizer de novo"
André Gilde.




Foto:Site Uol
A crise econômica começou nos EUA derrubando a bolsa de valores de Wall Street, levando a falência instituições bancárias centenárias, mas aqui nosso comandante dizia a Nação com ar de ironia que: “A crise é coisa do Bush e não vai nos afetar, pois fizemos a nossa lição de casa”.
A crise então se estende feito um dominó gigante, caindo sobre os países europeus de forma abrupta, quebrando bancos, derrubando bolsas e devastando patrimônios. Em seguida ou quase que ao mesmo tempo, afeta o mercado asiático trazendo para eles o mesmo dissabor causado aos americanos e europeus.
Enquanto isso, Lula viaja, Lula ri, Lula faz troça dos problemas econômicos e contínua afirmando que essa crise não chegará até o Brasil. Entretanto, começa a acrescentar em seu discurso que algumas medidas serão implementadas para evitar quaisquer tipos de problemas para o país. É o começo do mea-culpa ou o começo do fim da farsa do governo federal acerca da verdade.
Na semana passada o governo estadual de SP e o governo federal resolvem socorrer o setor das montadoras de veículos, injetando quase que simultaneamente R$ 8 bilhões. O governo estadual já havia liberado R$ 1 bilhão para financiamento de compra de tratores em SP. Enquanto isso, fusão dos ricos consolida a união entre dois dos maiores bancos privados do país. Dinheiro sobrando no terceiro andar e enquanto no chão da agência o juro sobre o cheque especial chega a um patamar exorbitante e indecente.
Agora chega a notícia que o setor de autopeças de SP, atrelado diretamente as montadoras (aquela que recebeu ajuda antes mesmo de pedir) começa a demissão em massa de seus antigos colaboradores (empregados) de forma cruel e sem aviso prévio, sem conversa, sem nenhuma formalidade, telegrama avisando que o sujeito não faz mais parte daquela empresa e ponto.
Segundos dados recentes mais de mil empregados já foram demitidos sumariamente das empresas de Autopeças nas últimas semanas. E o governo Lula, bem o Lula está em Roma pedindo a benção ao Papa Bento XVI para a sua família e a Dilma Russef que provavelmente será sua candidata em 2010.
O mais triste é que os políticos brasileiros conseguem bilhões para desviar, para alimentar a corrupção, torrar com propaganda, ajudar montadoras, banqueiros e usineiros. Dinheiro para viajar pelo mundo como se fosse estadista, jogar no lixo como no caso do sonho de sediar Olimpíadas no Rio de Janeiro onde os hospitais públicos estão falidos e as moradias não tem saneamento básico. Agora quando é para gastar com projetos sérios ligados ao reajuste do salário mínimo, em benefício aos aposentados ou aos trabalhadores em geral vem uma gritaria que ensurdece e entristece quem tem inteligência.
Fica claro que independentemente da crise, da abrangência que tomará no Brasil os governantes sejam de quais partidos forem, serão ajudados sempre os banqueiros, os grandes empresários, os usineiros, os especuladores e demais seguimentos da elite nacional, ao povo, restará comer as migalhas do desemprego, passar fome e ainda ter de recolher impostos imorais para continuar bancando essa farra que mais parece festa de bordel.

13 de novembro de 2008

A Decadência da escola pública em São Paulo

"As dúvidas são mais cruéis do que as duras verdades"
Moliére.

A violência constante nos corredores e salas de aulas das escolas públicas no Estado de SP possibilitam inúmeras análises sobre os reais motivos ou as várias causas que podem estar interferindo no comportamento dos jovens que as estão freqüentando. A sensação de impunidade é uma delas, pois cria nos jovens um álibi perfeito para suas ações, nada acontecerá, ninguém será expulso ou até condenado por ferir, agredir, molestar ou danificar o patrimônio público.
O sistema adotado pelo governo estadual (PSDB) há quatorze anos no poder em nosso Estado é outro agravante nessa situação, pois o mesmo permite que o aluno não seja reprovado nem por freqüência nem por notas. O professor não é avaliado e muito menos a escola. A progressão continuada é uma aberração, muito criticada por especialistas, por professores e estudantes inclusive, mas incompreensivelmente mantida pelo Estado, talvez por teimosia ou falta de algo melhor para nosso sistema educacional.
O sucateamento da escola pública paulista vem acompanhado de um processo onde a autoridade da direção e dos professores foi sendo minada em fogo brando. Isso fez com que alguns alunos enfrentassem sem medo e sem medir a forma professores e até a direção das escolas. São muitos os casos de professores agredidos em nossas escolas, não são casos isolados e sim freqüentes.
Os alunos em sua grande maioria habitam lares onde não existem limites, o não foi substituído pelo “eu posso tudo”, deixando a escola à mercê de um aluno que acredita que seu poder é ilimitado e que ele pode inclusive destruir instalações, agredir pessoas do seu convívio (colegas, funcionários, professores ou diretores).
A saída não está em usar de violência para combater esse comportamento e sim do Estado deixar de investir em segmentos menos importantes para enfim, começar a dotar o sistema educacional de uma nova perspectiva pedagógica. Usar dos muitos recursos tecnológicos existentes para atrair os jovens para dentro do ambiente escolar. Trazer a comunidade para dentro da realidade da escola fazê-los participar desse processo de forma transparente.
É preciso que seja iniciada imediatamente uma revolução no sistema educacional de nosso Estado, ainda há tempo, muitos anos foram perdidos por inabilidade, por governadores que se preocuparam mais em vender o patrimônio público ou fazerem marketing do nada, ao invés de marcarem suas gestões pela qualidade do ensino.
Segundo pesquisa recente realizada pela UDEMO – Sindicato de Especialistas da Rede Pública do Estado em 2007, 86% das escolas paulistas tem históricos concretos de violência em suas instalações. São centenas de casos relatados por professores de agressões sofridas nos últimos anos.
Esperemos que o Governo não trate os professores e a educação tal qual, está tratando os policiais civis de nosso Estado, pois a julgar pela demora em chegar a um acordo, para depois dar apenas e tão somente a correção do salário pela inflação, três meses por míseros (6,5%) imagina-se o quão longe estamos de uma visão pró-ativa para a melhoria do sistema educacional em SP.

7 de novembro de 2008

Uma empresa modelo da privatização

O processo de privatização defendido e desencadeado com muito afinco no governo FHC e prontamente seguido pelo seu partido no Estado de SP, o mesmo não ocorrendo na maioria dos demais Estados brasileiros, diga-se de passagem, proporcionou o começo de uma nova era para os brasileiros, a “Era da enganação”.
Na telefonia móvel tivemos o surgimento de milhões de aparelhos celulares, mil vantagens aparentes e centenas de obrigações a custo altíssimo para os consumidores. Nada pode, cliente paga e fala quando puder. Taxas e atendimento via computador para todos. O serviço pré-pago cheio de vícios e pegadinhas infames, bloqueios e enfim, um serviço pós-venda da pior qualidade.
Na telefonia fixa, a situação é ainda pior, principalmente para os paulistas, que ficaram ligados a uma das piores empresas do setor telefônico do mundo. Campeã absoluta de reclamações no Procon e dos muitos sites especializados em reclamações de consumidores.
O pior serviço de atendimento ao consumidor disparado e com os preços abusivos aliados a obscena taxa de assinatura que permaneceu como brinde para os empresários que compraram as nossas empresas de telefonia.
Outro dia, fui vitima dessa empresa, na verdade um dos muitos agregados dos bandidos que habitam as cadeias da nossa região, comprou um telefone pré-pago na Telefônica, usando meu nome e CPF. Não precisou de mais nada, conseguiu com a maior facilidade entrar no sistema e habilitou um aparelho para provavelmente aplicar golpes de falsos seqüestros, etc.
Eu recebi em meu endereço a carta da Telefônica relatando o fato e me cumprimentando por ter adquirido uma nova linha, liguei para me informar e pedir o cancelamento da fraude. Qual não é a minha surpresa, precisei de uma hora, falei com sete energúmenos mal treinados, totalmente despreparados e com uma arrogância que beira o cinismo. Um desses funcionários teve a petulância de me dizer que para cancelar a fraude eu teria de recolher aos cofres da empresa uma taxa de R$ 120,00 (cento e vinte reais).
Ao final de uma hora de conversas ásperas e da minha ameaça de levar a público e aos órgãos de defesa do consumidor a minha versão sobre os fatos, eles cederam as evidências e me forneceram um protocolo de cancelamento.
Vejam bem e percebam que a diferença entre o marginal que aplicou o golpe e a postura da empresa se confunde e se separam por uma linha tênue. É caso de polícia, mas a polícia está em greve, por que os privatizadores tucanos gostam de empresas estrangeiras, pedágios e enxugamento do Estado, mas odeiam policiais, professores e demais funcionários públicos.

6 de novembro de 2008

O que esperar de Barack Obama

A vitória do democrata Barack Obama nas eleições para a presidência dos Estados Unidos da América transcende num só momento a inquietação dos conservadores, normalmente brancos e a euforia dos negros ainda ressentidos por anos de lutas contra o preconceito.

Chegar ao poder era um sonho distante que agora se torna realidade para milhões de homens e mulheres em todo imenso país das oportunidades. O momento é de crise na economia, de dificuldades imensas nas relações exteriores, com o país sendo responsável por uma guerra absurda no Iraque, cuja finalidade jamais foi a de proteger quem quer que seja, muito menos a democracia mundial, petróleo é o nome daquela estúpida incursão.

É necessário saber se após o efeito da embriagante vitória, Barack irá realmente revolucionar a administração americana, tratando com seriedade e inteligência questões complexas que sempre foram relegadas a segundo plano ou tratadas com a mais pura arrogância Yanque.

Estão nesse rol de ações as questões do protecionismo exagerado do comércio em relação principalmente aos países em desenvolvimento como o Brasil. Terá o novo presidente uma postura diferente de seus antecessores? O diálogo será a tônica ou teremos novamente que nos contentar com migalhas que escapam dos porões dos navios de carga?

Em concordância com a observação do brilahnte escritor português José Saramago, creio que, o novo presidente deveria em sua primeira semana como mandatário do maior país do planeta derrubar a base de Guantánamo em Cuba, assim como os jovens idealistas o fizeram com o muro de Berlin.

Em seguida e com a mesma firmeza, deveria assinar o fim das barreiras comerciais e culturais impostas a Cuba, sem sentido nos dias atuais, e completamente contrária aos discursos de democracia feitos em sua campanha a Casa Branca.

É preciso que Barack Obama seja forte e corajoso o bastante para iniciar uma revolução nos Estados Unidos, similar àquela que anos atrás iniciou Mikhail Gorbachov na antiga República Socialista Soviética, hoje Rússia. É preciso que os americanos recomecem a construir um país onde a indústria bélica não seja mais importante que a agricultura. Onde o medo dê lugar à esperança de novas oportunidades e de uma relação mais pacífica e cordial com o mundo a sua volta. Onde o meio ambiente seja levado a sério e possa usufruir da tecnologia tão destacada em solo americano.

Obama é um homem que estará representando uma nação que precisa se reerguer após duas gestões péssimas do fantoche Bush, superar obstáculos que estão hoje fragmentados e esse talvez seja seu maior desafio, retribuindo aos americanos sejam eles democratas ou republicanos a esperança de um futuro digno de sua história de lutas e conquistas nem sempre democráticas.

31 de outubro de 2008

Bancos - Lucro certo e respeito zero

Se existe uma profissão lucrativa e sem riscos no Brasil, essa é a de banqueiro, quanto maior o seu banco e o seu poder de fogo, mais ricos são os seus donos. Os bancos que eventualmente quebram são pequenos no Brasil, geralmente usados para operações escusas como a lavagem de dinheiro, a sonegação fiscal e outros crimes federais.
É uma moleza poder operar num sistema benevolente, coadjuvado por uma justiça lenta, demorada em demasia e sempre favorável ao mais forte. Seu poderio econômico engole sindicatos, fiscalizações, leis e só não derruba ou enfrenta o Banco Central, de resto manda e desmanda na nossa vida.
Eles auferem lucros bilionários, quantias exorbitantes sem, no entanto investirem em remuneração e qualificação profissional de seus parceiros (empregados deveriam ser tratados dessa forma), compatíveis com suas importâncias na instituição.
Ao invés disso os bancários são tratados algumas vezes como escravos, meros vendedores de produtos, sem direito a nada exceto trabalhar sem reclamar. Os salários são corrigidos pelo menor índice todo ano, em contrapartida a correção dos juros e das dívidas executados pelos banqueiros, que são estratosféricas.
Para os correntistas uma das piores coisas além das taxas abusivas, dos juros estonteantes do cheque especial e das obscenas taxas para empréstimos é sem sombra de dúvidas a falta absoluta de segurança dentro das agências e em seus quiosques. Os banqueiros deveriam ter vergonha e o governo atitude para exigir a colocação imediata de alguns itens para a segurança dos clientes, como por exemplo:
1. Os cartões dos bancos deveriam ser à prova de clonagens e fraudes;
2. Câmeras embutidas nos quiosques e nas agências, com imagens sendo gravadas e depois enviadas para uma central de segurança;
3. Segurança efetiva nas agências, pois é usual alguém retirar uma quantia acima de mil e quinhentos reais e ser assaltado no estacionamento do Banco ou na primeira esquina. Essa coincidência chama-se “Falta de Interesse do Banqueiro” em relação ao seu cliente.
4. A Federação Nacional do Comércio deveria exigir que os bancos tomassem uma providência definitiva quanto aos péssimos clientes que passam cheques sem fundo trazendo prejuízos aos comerciantes, bem como aos cidadãos honestos. Lembro que há não muito tempo atrás se um correntista tivesse seu cheque devolvido duas vezes seguidas sua conta era encerrada e não poderia abrir outra em nenhum estabelecimento bancário por dois anos. Assim deveria ser nos dias atuais onde os “Gersons” brasileiros proliferam aos milhares.
Se assim agissem, os banqueiros deixariam de serem tão mal vistos pela maioria das pessoas e suas instituições seriam até mais respeitadas. É preciso enfim avisa-los, que propaganda não resolve questões de segurança, juros criminosos e atendimento pífio.

24 de outubro de 2008

Visibilidade dos esportes de base e o monopólio das transmissões esportivas

Assistir a uma partida de futebol na TV está ficando cada dia mais chato, o politicamente correto está abatendo o futebol aos poucos, nada pode ou é aceitável aos olhos dos comentaristas, narradores e outros donos da verdade no mundo da televisão.
Um esbarrão, um toque no corpo e pronto, esquecem que o jogo é de contato físico e dá-lhe falação e ilações absurdas que beiram a idiotice. Se querem se preocupar com coisas sérias deveriam então pensar em algumas coisas que creio, sejam muito mais importantes para o público.
Começo pela excessiva carga de transmissões e programas exclusivos sobre futebol, adoro futebol, mas ninguém destina tempo ao basquete, atletismo, natação e tantos outros esportes, exceto em tempos de Pan ou Olimpíadas. É uma vergonha, a Rede Globo, inclusive chega ao cúmulo de ter um programa na sua grade esportiva chamado “Globo Esporte”, muitas vezes seus editores esquecem esse mero detalhe e não tecem uma linha sequer sobre o mundo dos esportes.
Esse fato ocorre também na mídia escrita, páginas e mais páginas são dedicadas ao futebol no Brasil e no mundo, campeonatos de países que não temo a mínima relação são destaque, agora, por exemplo, estão em moda os resultados e comentários sobre o Uzbequistão, só por que o Zico treina um time onde joga o Rivaldo.
É um exagero descabido, deviam estar incentivando a discussão sobre a criação de centros de excelência para o esporte amador, divulgando resultados de competições de Tae Ken Dôo, Judô, Canoagem, Natação, etc. Isso só ocorre aos domingos quando algum esporte é colocado na grade dominical para preencher a lacuna no Esporte Espetacular, que a rigor, mostra mais esportes chamados radicais (Talvez por serem radicalmente perigosos e desnecessários) do que os esporte de base.
As transmissões de jogos da Seleção de Futebol desde a chegada ao mundo de Galvão Bueno se tornaram quase que um símbolo da pátria. É um ufanismo sem igual, uma onda verde amarela que não cola em ninguém. É insuportável ver essa seleção de novos ricos semi alfabetizados sem amor ao esporte, sem amor ao que fazem e sem amor ao público entrarem em campo.
Uma seleção sem técnico de verdade, comandada pelo dono da CBF, Ricardo Teixeira e com convocações estapafúrdias de jogadores que não serviriam sequer para jogar no time da Islândia.
Mas na hora dos jogos, dá-lhe patriotada e um monte de patacoadas proferidas pelo Profeta da Nação, o homem mais brasileiro de tantos quantos possam haver, Galvão o Rei do ufanismo. Um homem que não tem coragem de dirigir uma única crítica ao sistema, ao continuísmo descarado de Ricardo Teixeira a frente dos destinos (R$) do nosso futebol. Não é a toa que as audiência tem caído vertiginosamente, ao contrário das Olimpíadas quando a diversidade de esportes e de emissoras/profissionais faziam com que o público tivesse oportunidade de realmente assistir boas transmissões de esporte

17 de outubro de 2008

Existem greves não políticas?

Sempre que uma greve é deflagrada e o governo não consegue resolve-la através da manutenção do diálogo e do respeito aos trabalhadores envolvidos, o Governador aparece com a conversa mole de que a greve é política. Interessante, qual greve não é política? Existem movimentos em que o trabalhador acorda pela manhã e liga para o companheiro e diz:
_ Oi Zé, vamos fazer uma greve hoje? Vamos encaminhar uma reivindicação ao Governador por melhores salários e condições de trabalho?
Claro que o processo de negociação trabalhista é político, envolve diversos fatores, diversos poderes em jogo, envolve a essência da arte de fazer política, que é o diálogo. Ocorre que no Brasil e em particular no Governo de SP, não existem diálogos e a via é de mão única, sempre em direção ao Estado.
Se um governo que está no poder a 14 anos e não conseguiu após tantos anos equacionar a questão de plano de carreira, piso salarial decente e demais benefícios aos seus professores, policiais civis e militares, que moral tem para jogar a culpa do movimento em um partido que nunca foi poder no Estado?
Incompetência? Desprezo pelos funcionários públicos? Desprezo pela sociedade que fica à mercê não dos grevistas, mas da falta de atitude de um governo que está preocupado única e exclusivamente com a sua possibilidade de êxito na eleição de 2010 para Presidência da República.
A sociedade assiste a tudo passivamente, não se posiciona e sofre calada pela ausência dos policiais civis em seus postos e ainda por cima vota em candidatos do mesmo partido.
Haja passividade, haja tolerância, haja falta de engajamento e de um mínimo de leitura do quadro que está posto para quem quiser ver. Se o leitor tem alguma dúvida, converse com um membro da policia civil ou com um familiar deste, pergunte ao interlocutor há quanto tempo seu parente não recebe um aumento de salário, pergunte qual é o salário dos policiais civis e compare com o de Estados como o Maranhão, Pará, e pelo Brasil afora, veja a discrepância. O Estado mais rico da nação e com os maiores índices de criminalidade quer pagar aos policiais civis e militares também salários miseráveis.
Justamente os profissionais que dão segurança ou que pelo menos tentam fazer seu trabalho apesar da falta absoluta de condições, equipamentos, treinamentos adequados e freqüentes, faltam nas delegacias na cidade de São Paulo até papel higiênico, com isso fica desnecessário alongar ainda mais a discussão.
Contra fatos não há argumentos, o piso inicial para Delegado no Estado de SP, comandado há 14 anos pelo PSDB é o mais baixo entre todos os Estados brasileiros. Aqui o piso é de R$ 3.926,00 enquanto no Acre é de R$ 5.874,00. Se depois de quatorze anos os tucanos não conseguiram equacionar a questão salarial de seus policias, professores e demais funcionários públicos, é melhor mesmo continuar a culpar o Lula, a Martha, o Quércia...

A Globo deveria usar computação gráfica nos jogos

Quando adolescente me recordo de ir ao Pacaembu em São Paulo para assistir jogos de times paulistas em rodada dupla. O primeiro jogo começa às 18h30min e o segundo as 20h30min. Tempos depois foram alterados para 19h00min e 21h00min. Não havia brigas e nem confusões para se comprar ingressos, grande jogos bons tempos.
Alguns tempos mais tarde, a televisão passou a transmitir alguns jogos no meio de semana, ainda não eram exclusividade ad-perpétua da Rede Globo, com isso as rodadas duplas foram sendo substituídas por rodadas simples como é até hoje.
Quando a Rede Globo comprou os direitos dos campeonatos estaduais e do Brasileirão, começaram a acabar com a alegria do torcedor, a falta de respeito ao torcedor passou a ser a marca registrada dos eventos futebolísticos no Brasil.
Os horários dos jogos foram passados para as 21h30min até chegar as 22h00min como acontecem hoje em dia, com a desculpa sempre esfarrapada de respeito a sua grade de programas. O horário que o torcedor deve chegar ao estádio e depois retornar a sua residência pouco importa. Também não estão preocupados se o horário em que termina a transmissão é absurdo para quem trabalha no dia seguinte e tem de pegar transporte coletivo nas grandes cidades.
O pior é que, além disso, tudo, a seleção brasileira foi vendida literalmente aquela emissora de televisão, a exclusividade nas transmissões, entrevistas e furos de reportagens são obscenas, na maioria dos países os jogos da seleção nacional é transmitidos por várias emissoras, dando aos torcedores a possibilidade de verem mais de uma opinião além do Galvão.
Quem determina os jogos e os horários é a Globo, quem escala a seleção é a Globo, quem determina quando e como os jogos serão realizados é a Globo, por isso que entendemos essa avacalhação que está hoje em dia a seleção brasileira, o time do povo virou uma peça da programação da emissora.
Como a Rede Globo não está preocupada e aliás, nunca esteve com os milhões de torcedores brasileiros, minha sugestão é que a emissora peça ao seu especialista em designer gráfico Hans Donner que faça uma tela ao fundo representando a presença de milhares de torcedores nos jogos transmitidos pela emissora, assim o torcedor não seria mais indispensável como antigamente.
A torcida da poltrona teria a impressão que o estádio estaria cheio, numa festa sem igual, mas sem a necessidade do povão. Não haveria brigas, nem torcedores robotizados com placas pedindo – “Galvão, Filma nóis”. Não haveria venda de ingressos e sem os abomináveis bandidos travestidos de cambistas. Que beleza!
Esse domínio de exclusividade da Globo é nocivo, pernicioso e vai acabar com o encanto dos campeonatos e da seleção. É preciso que outras emissoras entrem na briga e tirem da Globo esse direito ditatorial de permissividade apelidado de direitos exclusivos. Chega de Galvão e suas bobagens nacionalistas baratas, chega de seleções de Dunga sendo aduladas como se merecessem algum respeito.

11 de outubro de 2008

O FMI (Fundo Monetário Internacional) em apuros

Quem não se lembra até pouco tempo atrás das incursões sempre arrogantes e com os semblantes pernósticos dos auditores americanos do FMI – Fundo Monetário Internacional pelos corredores de Brasília?
Quem não se lembra do ódio com que os militantes de esquerda, inclusive a chamada esquerda festiva recebia os senhores do dinheiro, que ano após ano vinham ao Brasil para nos fiscalizar. E também obrigar o governo subserviente a implementar medidas restritivas ao crédito, aumentar impostos, diminuir a dívida interna e principalmente verificar se os pagamentos dos juros exorbitantes estavam em ordem.
Pois é, nada como um dia após o outro, como já diziam os antigos. Pois os auditores sumiram, bastou um pouco de sensatez e o equilíbrio da nossa economia para que o Brasil honrasse seus compromissos financeiros e pagasse sua dívida e agora não precisasse mais das visitas indesejáveis desses auditores medíocres.
A atual crise americana que já levou a bancarrota alguns bancos americanos e europeus, derrubou a dinheirama de alguns espertalhões e está fazendo um verdadeiro strike na agiotagem mundial, mas não foi prevista e nem evitada pelos antigos senhores do dinheiro alheio. Eles agora aparecem nas coletivas com cara de cachorro molhado, humildes, cabeças baixas por vergonha do que estava acontecendo sob seus próprios narizes enquanto eles viajavam pelo terceiro mundo.
O Brasil pode até não estar imune aos riscos dessa ciranda financeira que a globalização impôs ao planeta. A nossa economia dá sinais de força, embora ainda possam até sofrer alguns impactos que acabem resvalando em nossa administração financeira. Entretanto, nesse momento não há como não se sentir recompensado e imaginar a reação daqueles que xingavam esses branquelos auditores sem escrúpulos que chegavam ao Brasil olhando-nos de cima para baixo.
Como se fossem seres superiores, coisa que a atual crise americana provou não serem em definitivo. Os auditores no dia quinze de setembro de 2008, acordaram na Rua da Amargura, esquina com a Rua da Sandália da Humildade, sem número.
O mundo precisa se reordenar e controlar com rigidez essa estúpida brincadeira de meninos mimados nas bolsas de valores do mundo inteiro. O mundo precisa de ações para que tenha desenvolvimento sustentado, controle ambiental, projetos que eliminem a fome e a destruição em massa por todos os continentes.
A ganância dos investidores e demais envolvidos nessa ciranda de sonegadores fiscais e homens inertes responsáveis pela perda de trilhões de dólares jogados no ralo da incompetência e da devassidão financeira merecia punição exemplar.

Quem são mesmo os infiéis em São Paulo?

É impressionante como nossa classe política é volúvel, focada apenas e tão somente em seus próprios interesses mesquinhos e pequenos diante de tanta coisa por fazer pela sociedade que eles dizem que representam.
As eleições para a Prefeitura de São Paulo transcorrem normalmente, o único fato esquisito foi à entrada do candidato Geraldo Alckmin na disputa, mesmo sabendo que o atual prefeito Gilberto Kassab iria concorrer à reeleição, fato mais do que natural.
Estranha a atitude de Geraldo, pois até então nos últimos 15 anos o DEM (EX-PFL) era parceiro fiel do PSDB tanto nas disputas nacionais como em grande parte dos Estados brasileiros. Mas para não ficar de fora da vida pública e ser esquecido, Alckmin mesmo enfrentando resistências internas em seu partido lançou-se candidato de seu partido.
Como a gestão de Kassab era fruto da dobradinha entre Serra/Kassab, tendo o governador abandonado o cargo de prefeito um ano após a eleição, todo o secretariado municipal é composto por pessoas indicadas pelo DEM e pelo PSDB. Com a entrada de Alckmin na campanha, quase todos ficaram numa saia justa sem precedentes.
Como alguém do PSDB que esteja trabalhando na Prefeitura vai apoiar Alckmin e trair o Prefeito que o indicou ao cargo? Nesse momento entra em cena alguns apadrinhados de Alckmin, ex-aliados e alguns puxa-sacos, para implantarem em pleno século XXI a Inquisição tucana versão 2008.
Em Bauru, inconformado o deputado Pedro Tobias defendeu com veemência a expulsão daqueles que ele cunhou de “infiéis” ao partido, por não estarem apoiando seu amigo “Gerardo” em sua corrida a Prefeitura paulistana.
Pois agora que a poeira assentou e as eleições chegam ao seu crepúsculo, terminado o primeiro turno e dando início para a reta final que definirá o prefeito para a maior cidade da América Latina. De SP chegam as noticias de que FHC e o Presidente do DEM formalizam acordo para apoiarem Kassab no segundo turno. Lembrando que Kassab é apoiado por Quércia, a quem FHC e o PSDB diziam ter quebrado o “Estado” de SP num passado recente.
Ora bolas, quer dizer que Pedro Tobias não sabia disso? Quer dizer que enquanto a eleição não está definida eles são infiéis, mas depois para compor o segundo turno os mesmos infiéis são “companheiros de luta?” Por que não expulsar FHC então senhor Deputado Pedro Tobias?
Esse PSDB é anacrônico, é um partido típico de gabinete, obra prima das elites políticas brasileiras, um partido que não tem o cheiro do povo, é elitizado ao extremo, discute as questões e as decide à revelia do povo e de seus correligionários sob a frescura do ar condicionado.
Quando alguém quiser falar de traições tucanas basta recordar e buscar em arquivos próprios cartas de Mário Covas garantindo que não venderia a CPFL. Ou de decisões do PED, excluindo a CTEEP de processo de privatização, fato que foi estranhamente esquecido por Geraldo Alckmin em Junho/06.
Quem são então os verdadeiros infiéis???

3 de outubro de 2008

Setecentos bilhões de dólares jogados no lixo

O governo americano com a intenção de evitar um colapso em seu sistema financeiro vai injetar a módica quantia de U$ 700 bilhões. A minuta da proposta enviada ao Congresso no sábado permite que o Departamento do Tesouro compre até US$ 700 bilhões em ativos hipotecários nas mãos dos bancos. O plano da administração Bush para conter a crise é lançado enquanto as instituições financeiras enfrentam a pior turbulência dos mercados nas últimas décadas, e também põe em risco o sistema bancário internacional.
Os motivos desse colapso não me interessam francamente, aliás, pouco importa para bilhões de pessoas ao redor do mundo. A forma escolhida pelo maior país capitalista para salvar sua pele também não é problema nosso.
O que me deixa perplexo é a rapidez para resolver essa questão que envolve o mesmo George Bush que torra outros bilhões de dólares com a estúpida guerra contra o petróleo do Iraque. Se somarmos o dinheiro gasto para manter a farsa da guerra contra Sadam mais o real problema que agora atinge a economia americana teríamos a bagatela de U$ 1,400 (Um trilhão e quatrocentos bilhões de dólares).
Isso convertido para a moeda brasileira chegaria bem perto de dois trilhões, seiscentos e sessenta bilhões de reais. Dinheiro suficiente para resolver boa parte dos problemas angustiantes dos países da América do Sul.
Essa montanha de dinheiro jogada no ralo da incompetência e do lixo do sistema capitalista falido dos norte americanos poderia estar sendo empregado em pesquisas para a descoberta definitiva de doenças como o câncer, mal de Alzheimer, diabetes e tantas outras enfermidades graves que matam milhões de pessoas em todo mundo.
Esse dinheiro poderia estar sendo utilizado para salvar milhões de pessoas que ainda morrem de fome no século XXI. Seres humanos que foram explorados pelos ingleses, espanhóis, portugueses quando da colonização de seus países. Ou pelos americanos em suas costumeiras invasões como no Iraque, Vietnã, Afeganistão, etc.
Os economistas e adeptos ferrenhos do mórbido sistema capitalista não enxergam nada além de suas bolsas de valores, suas ações, seus investimentos em uma indústria bélica imoral e que está levando o mundo ao caos.
Triste perceber que os mesmos defensores da idéia de salvamento dos bancos sejam os primeiros a impedir que os americanos assinem o tratado de Kyoto. Que algo seja feito para que o efeito estufa não acabe com a camada de ozônio do planeta em que vivemos.
Salvar as aparências de seu sistema obsoleto, superado e ganancioso ao extremo é por enquanto mais importante do que olhar para o futuro que está mais próximo do que eles imaginam. Os primeiros sinais já foram dados pela natureza e são cada vez mais violentos e destruidores, não fazer nada e ficar se omitindo é muito mais tenebroso do que permitir eventualmente que bancos e banqueiros paguem por seus próprios erros.

25 de setembro de 2008

Mais uma doação a fundo perdido

"Só o erro é que precisa apoio do governo,
A verdade, essa fica de pé por si própria"
Thomas Jefferson

O primeiro Ministro da Noruega Jens Stoltenberg, assinou ontem um memorando de entendimento com o governo brasileiro para a doação de U$ 1 bilhão, ao Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia. O primeiro repasse em 2008, será da ordem de U$ 130 milhões, sendo que o restante da verba será completada até o ano de 2015.
O compromisso brasileiro e outros detalhamentos de como serão feitas as reduções de desmatamento ainda estão sendo negociadas entre as chancelarias do Brasil e da Noruega. O gesto norueguês mostra que aquele país está preocupado com o que pode vir acontecer com a floresta amazônica se algo não for feito imediatamente.
Entretanto, fica muito difícil acreditar que as duas coisas possam acontecer. Primeiro que a verba seja integralmente utilizada para a finalidade ao qual está proposta. Segundo, que o governo brasileiro consiga mesmo utilizando essa verba obter êxito no controle daquela região do país.
É sabido por todos que o governo brasileiro não tem vocação alguma para planejamento, muito menos para fiscalização e monitoramento de suas terras e águas. A Floresta está sangrando há anos e ninguém do governo consegue ao menos uma medida que possa dar esperança ao povo brasileiro de que a floresta sobreviverá à ganância privada e ao descaso público.
São milhares de hectares desmatados mensalmente, toneladas de vegetação queimadas todos os dias sem que ninguém seja preso, sem que haja um esforço concentrado do governo, congresso e judiciário para que medidas enérgicas sejam colocadas em prática contra quem está tirando a vida do planeta.
A floresta está virando pasto sob o nariz entupido do Ibama e demais órgãos fiscalizadores ambientais. Dizer que o dinheiro será repassado a ONG’s é o mesmo que pedir ao pessoal do PCC para cuidar do Banco Central. Existem entidades do terceiro setor preocupados e centradas em ajudar a nossa sociedade. Porém, sabemos que não são todas as organizações não governamentais confiáveis, havendo inúmeros casos de desvios de verbas, apropriação indébita de recursos públicos e fraudes de toda natureza.
As forças armadas estão com seus equipamentos sucateados, defasagens salariais e absoluta falta de apoio para que possam se desenvolver tecnicamente e tecnologicamente como as demais forças armadas da maioria dos países.
É notório que nos arredores da floresta amazônica estão concentrados diversos tipos nefastos como madeireiros irregulares, bandidos travestidos de mineradores, além da posse irregular de milhões de hectares por assassinos que roubam e matam para poder passar para seus nomes a posse das terras que ocupam de forma irregular.
Seria preciso um governo com muita coragem (coisa que não temos) para implementar em conjunto com o Legislativo e o Judiciário medidas de aplicação imediata, inclusive de exceção se necessário, para a limpeza da região. Devolvendo assim a Floresta a floresta, banindo os usurpadores e colocando na cadeia os criminosos de toda espécie que lá se encontram.
O dinheiro norueguês é um excelente sinal passado pelo primeiro mundo, mas será recebido no terceiro mundo e consumido sem que seja alcançada a nobre finalidade idealizada para sua utilização.
Salvar a Floresta Amazônica é colocar para fora dela, inclusive os estrangeiros que lá estão de forma irregular sugando nossas ervas e levando-as para seus países para a produção de medicamentos que depois serão comprados pelo Brasil. Ser otimista é muito bom, mas vivendo no Brasil e convivendo com nossa classe política não podemos nos dar ao luxo de acreditar que algum dinheiro será poupada do roubo ou da ganância de nossa gente de colarinho branco.