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1 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro quer impor o Bolsonistão ou Evangelistão ao Brasil!

  

            O Brasil ainda é um país com maioria católica, com quase 57% de seus habitantes se declarando católicos apostólicos romanos. Mesmo assim, Flávio Bolsonaro, diz que pretende transformar o Brasil em país de Jesus, com isso, indica tacitamente que haverá mudança e que Nossa Senhora Aparecida não será mais considerada Padroeira do Brasil a partir de sua posse.

Religião / condição

    Percentual

           Aproximadamente

Católica apostólica romana

56,7%

100,2 milhões

Evangélicas

26,9%

47,4 milhões

Sem religião

9,3%

16,4 milhões

Outras religiosidades

4,0%

7,1 milhões

Espírita

1,8%

3,3 milhões

Umbanda e Candomblé

1,0%

1,8 milhão

Tradições indígenas

0,1%

cerca de 190 mil

Não sabe/sem declaração

0,2%

cerca de 295 mil

Fonte: IBGE, Censo 2022.

Embora bolsonaristas covardemente estejam desmentindo o que disseram e o que fizeram, fato é que, o ex-deputado federal Victório Galli, autor de um projeto de lei que propunha retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, integrou o governo de Jair Bolsonaro como assessor especial da Presidência da República. A informação voltou ao debate em meio à repercussão de publicações que associaram a proposta ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O texto propunha alterar a Lei 6.802/1980, responsável por estabelecer o feriado nacional de 12 de outubro, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta também previa mudar a referência a “culto público e oficial” para “homenagem oficial”.

O argumento apresentado por Galli era de que, por ser um Estado laico, o Brasil não deveria ter uma padroeira oficial. O projeto foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e acabou arquivado em agosto de 2008.

Agora, em plena campanha eleitoral, Flávio querendo ou necessitando desesperadamente manter o curral volta ao assunto. O mesmo Flávio que não disse uma só palavra sobre como seu governo iria ajudar aos mais necessitados, quais obras estariam em seu plano de governo. Limitou-se a dizer que faria tudo que seu pai fez e copiaria o que Milei está fazendo na destruição da economia e do povo argentino.

Portanto, a última coisa com que o candidato de extrema direita deveria se preocupar é com questões religiosas. Afinal de contas mexer com a fé das pessoas não é algo produtivo e inteligente. De um candidato à presidência os eleitores esperam propostas para saberem qual será o rumo do país caso ele vença nas urnas.

Pensar em jogar os católicos e demais religiões contra os evangélicos é falta de caráter, sensibilidade religiosa e inteligência de Flávio Bolsonaro. Seu pai liberou armas que nos anos seguintes ainda matam milhares de pessoas inocentes. Atrelar isso a uma guerra religiosa é querer transformar o estado laico num Evangelistão ou Bolsonistão.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

A casa da luz vermelha!

 

Antigamente as pessoas do interior se referiam a zona ou prostibulo da sua cidade como “A casa da luz vermelha”. Hoje em dia o Brasil virou essa Casa da Luz Vermelha.

Em meio a tanta corrupção, mentiras, desfaçatez, justiça se imiscuindo com corruptos e voando nos mesmos jatos, bebendo o mesmo whisky ou usufruindo de resorts e orgias comandadas por um banqueiro inescrupuloso, tem aflorado notícias que demonstram que o país e suas autoridades perderam a vergonha na cara.

A condenada e fugitiva Cláudia Zambelli, abrigada na Itália, faz um pedido sui generis ao Brasil. Pede a liberação para entrar no país, votar na sua mãe para deputada estadual por São Paulo e retornar livremente para a Itália.

Os advogados de Jair Presidiário Bolsonaro pedem para que o STF (ou melhor, o Ministro Kássio Nunes) cancele sua condenação há 27 anos de prisão.

Temos ministros do STF (Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Kassio Nunes, Luiz Fux) envolvidos com dinheiro, voos, benefícios a familiares e orgias de Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, segue mentindo descaradamente durante campanha eleitoral, cujo único projeto é depois de eleito, soltar o pai presidiário e o restante da quadrilha que foi condenada e presa por planejar um golpe de Estado contra nossa democracia.

A grande mídia vira latas prestando mais um desserviço ao país e ao jornalismo, segue fazendo vistas grossas a corrupção dos bolsonaristas de extrema direita enquanto procura divulgar fatos irreais para confundir os eleitores e o conjunto da sociedade.

Na outra ponta da linha, Donald Trump, presidente dos EUA, quer nos roubar terras raras, se apossar de nosso petróleo e eliminar o Pix que tanto incomoda as empresas americanas de credito. Uma ameaça inequívoca a nossa soberania.

Tudo isso acontecendo e mais da metade da população se fazendo de tontos, indicando nas pesquisas o voto no candidato sem projetos e que na condição de presidente irá prejudicar em demasia justamente os mais pobres. A perspectiva é congelamento dos reajustes do salário mínimo, correção das aposentadorias e pensões. Um risco do corte de programas assistenciais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular, Programas Pé de meia, além da vontade explícita de mexer no SUS, que sempre foi gratuito e nas Universidades Públicas, passando a cobrar mensalidades para afastar os filhos da classe média e dos mais pobres.

Em resumo, como não tem projetos para a economia, Flávio pretende copiar o que Milei fez na Argentina. Um país que está com desemprego altíssimo, queda da economia, fechamento de diversas empresas, caos absoluto. Esse será um pouco do que nos espera caso esse sujeito sem qualificação vença a eleição.

Depois que isso ocorrer, com o passar dos dias e meses, não se encontrará um só bolsonarista que afirme ter votado no corrupto ligado a milícias no RJ. Vão argumentar que não ligam para política, que não discutem esse assunto e irão fugir do tema como o diabo foge da cruz.


Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.


Precisamos conversar sobre o STF.

  

Precisamos conversar sobre o STF. Foto Andressa Anholete - STF.

Nossa Suprema Corte virou assunto de botequim. Inconcebível que o impeachment de ministros do STF tenha virado o principal assunto da campanha de 2026, em clima de Cruzeiro X Atlético ou de Fla X Flu.

É inacreditável o que está ocorrendo. Nossa Suprema Corte, o STF, virou assunto de botequim. Inconcebível que o impeachment de ministros do STF tenha virado o principal assunto da campanha de 2026, em clima de Cruzeiro X Atlético ou de Fla X Flu. Há temas envolvendo nossa organização econômica e social e a inserção do Brasil numa realidade global turbulenta muito mais importantes.

Daron Acemoglu e James Robison em seu best seller "POR QUE AS NAÇÕES FRACASSAM" argumentam que o sucesso ou o fracasso de uma país depende da qualidade das instituições, onde há instituições inclusivas, que promovem a participação da população e a inovação, e instituições extrativas, que concentram o poder em uma elite dominante. O livro resultou no Prêmio Nobel de Economia para Acemoglu e Robison, em 2024.

O escândalo do Master e as consequências na imagem externa do STF e na convivência interna na Corte, dinamitaram a sua credibilidade, já questionada antes, junto à sociedade brasileira. A última pesquisa GLOBO/Quaest, de setembro, revelou que 56% dos brasileiros afirmam não confiar no STF, 30% confiam pouco e 9% confiam muito.

A sessão do STF, do último 15 de setembro, tendo como pauta a abertura de investigação sobre as relações entre o Ministro Alexandre Moraes e Daniel Vorcaro, foi a gota dágua. Transmitida ao vivo pela TV Justiça e outros canais, foi acompanhada por centenas de milhares de brasileiros, fora a repercussão jornalística e nas redes sociais posterior. Só a CNN teve a maior audiência de sua história com 450 mil espectadores. Os mecanismos de transmissão ao vivo, criados em nome da transparência, colocaram a nu a fratura exposta nas relações entre os ministros, a radicalização do debate e o distanciamento em relação às expectativas da população. Hoje, o brasileiro comum sabe escalar os dez magistrados de nossa mais alta Corte como escalava a seleção brasileira, em plena Copa. Nos EUA, se um dos nove integrantes da Suprema Corte entrar em um shopping, provavelmente não será reconhecido. Aqui a hostilidade popular é crescente.

Mas como diria o "grande filósofo contemporâneo" Dadá Maravilha, o Peito de Aço: "Não me venham com a problemática, que eu tenho a solucionática". Fora a equivocada percepção difundida de que a função mais importante de um senador da República é cassar ministros do STF, é preciso reconhecer que a presente crise impõe uma profunda reforma do nosso Judiciário.

A vantagem da democracia é permitir, diante de crises, que se vá formando consensos em torno de soluções, e elas apontam, no caso do STF, para seis medidas: 1. Mandato de 10 anos para não permitir a perpetuação de posições de poder; 2. Impedimento que parentes atuem, direta ou indiretamente, em favor de clientes com processos na Corte; 3. Fim das decisões monocráticas sobre assuntos relevantes envolvendo grandes interesses, resgatando o princípio da colegialidade; 4. Mudanças nos critérios e no processo de nomeação de ministros, fortalecendo a exigência de notório conhecimento e experiência e idade mínimas, quem sabe, com uma lista tríplice vinda do presidente da República para o Senado decidir; e, 5. Aprovação de um Código de Ética para regular as relações dos ministros com interesses econômicos, políticos e sociais.

Vamos apostar no sucesso ou no fracasso? Ou, pior, no caos absoluto? 

Autor: Marcus Pestana – Publicado no Site Congresso em Foco.

O uso político das notícias contra Alexandre de Moraes, por Luís Nassif

 

A intenção não é fazer jornalismo: é anular o STF, como última trincheira contra o golpe, por isso manchetes recorrentes.

Há um pecado original na relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master: o contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa com a instituição de Daniel Vorcaro. É fato relevante e merece apuração rigorosa.

A contratação de escritórios politicamente bem relacionados pode obedecer a duas lógicas distintas. A primeira é a compra de prestígio: ao anunciar que contratou familiares de um ministro do STF, o cliente exibe força e acesso institucional. Isso é eticamente questionável, mas não comprova, por si só, corrupção. A segunda hipótese é que o contrato tenha produzido influência concreta sobre votos ou decisões favoráveis ao cliente.

Até agora, não surgiu uma evidência objetiva sequer de que o contrato com o escritório de sua esposa tenha levado Moraes a votar em favor de Vorcaro. Ainda assim, parte da imprensa procura novos elementos para manter essa conexão na pauta. O episódio mais recente foi o uso, por Moraes, de um helicóptero da Prime You, empresa da qual Vorcaro foi sócio por meio do fundo Patrimonial Blue até setembro de 2025.

As imagens são de 22 de agosto de 2025. Pode ter sido uma locação comercial regular? Pode. A hipótese precisa ser verificada antes de se converter a coincidência em prova de favorecimento. Mas os fatos, ah!, os fatos, servem apenas para atrapalhar a manchete. Ou seja, há um enorme alarido em torno de uma tese duvidosa – se foi aluguel normal ou oferta do banqueiro – e não se consegue encontrar uma prova de beneficiamento de Vorcaro. Ao mesmo tempo, a divulgação de mensagens de Vorcaro e os episódios recentes no Supremo trouxeram elementos mais concretos sobre a atuação de outros ministros e que não mereceram sequer o acompanhamento dos jornalões.

O caso de maior interesse para o banqueiro era o reconhecimento de precatórios da Destilaria Alcídia, que mereceu bela reportagem de Breno Pires na revista Piauí:

· Kássio Nunes Marques havia se declarado impedido. Depois, atribuiu o registro de impedimento a um erro, pediu vista, devolveu o processo com um voto de dez páginas favorável à destilaria e formou maioria de 3 a 2. Quatro minutos após o resultado, Luiz Rennó, diretor jurídico do Master, enviou a Vorcaro o contato de Kevin Marques, filho do ministro, acompanhado da frase: “Dominado aqui”.

·  Dias Toffoli também alterou sua posição: votou inicialmente contra a destilaria e, depois, passou a apoiar a tese favorável aos precatórios. Há uma montanha de suspeitas contra Toffoli, mas só enquanto interessava a sua queda da relatoria do Master. 

·  André Mendonça também decidiu sobre os custos dos cemitérios de São Paulo, tema de interesse direto de Vorcaro, um dia depois de se reunir com o banqueiro na capital paulista, na sede do Instituto Iter.

Esses fatos constam da reportagem de Bruno Pires na revista Piauí. O ponto central não é retirar Moraes do escrutínio, mas exigir coerência: se vínculos indiretos justificam manchetes sucessivas, mensagens, mudanças de voto e possíveis benefícios a familiares exigem investigação jornalística ainda mais intensa.

Mas a intenção não é fazer jornalismo: é anular o STF, como última trincheira contra o golpe.

 

Autor: Luis Nassif: Publicado no Blog GGN Notícias.