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20 de agosto de 2009

Descaso na saúde mata mais que o virus A (H1N1)

Desde que a OMS anunciou os primeiros casos de mortes por conta da Gripe A (H1N1) conhecida mundialmente como gripe suína, o Brasil vem mergulhando em suas próprias mazelas e deixando a população à mercê de uma pandemia descontrolada.
No começo o ministro da Saúde José Gomes Temporão disse à população que não haveria motivos concretos para pânico, que a rede pública e o governo federal estariam dando suporte a população. Nada foi feito nem nas entradas principais do país, nem para com aqueles que entravam oriundos de países onde a gripe já se alastrava perigosamente.
Em seguida, quando os casos dentro do país começaram a ser divulgados pela mídia, o governo determinou que o medicamento Tamiflu somente fosse ministrado depois que os exames detectassem a doença. Sendo que os infectologistas afirmavam o contrário, pois o medicamento só é eficaz se ministrado até 48 horas do contágio inicial.
Na fase atual as mortes superam 390 casos em parte do pais, visto que muitas regiões ainda não tiveram casos registrados. Desse total 14,5% são de mulheres grávidas, vitimas dessa doença que tudo leva crer tenha sua origem em laboratórios do primeiro mundo.
Segundo foi apurado, o governo federal cujo mandatário principal vive viajando, investiu através do Ministério da Saúde até o momento menos de 10% da verba inicialmente destinada para tal finalidade, ou seja, estão escondendo dinheiro, estão escamoteando a verdade, estão como sempre deixando de agir com seriedade para economizar em prol de viagens e propagandas.
O ministro da saúde é um fanfarrão, pois sem a gripe nosso sistema de saúde pública já era precário e não atendia a população como deveria, principalmente se levarmos em conta aquilo que é arrecadado em impostos neste nosso Brasil.
Agora quando entramos dentro de uma roleta russa chamada Gripe Suína, cuja exposição e contato podem multiplicar sua existência, fica difícil não acreditar em milhares de mortes.
Não vejo nossas autoridades empenhadas a fundo em atacar o problema da gripe A nem da saúde pública, como nunca estiveram preocupados com nada que nos diga respeito, o que mais falta, aliás, é respeito. Quem discordar, acorde às seis horas da manhã e vá até um posto de saúde. Veja como são atendidos ao longo do dia aqueles mais necessitados.
A gripe A pode matar se não for tratada a tempo, mas, os nossos governantes matam com requintes de crueldade, matam lentamente o povo e a esperança de um Brasil melhor no futuro. Roubam diariamente a paciência de uma nação que não sabe mais o que fazer para se livrar de tanta incompetência, tanta falta de comprometimento com a coisa pública, tanta desfaçatez de homens públicos eleitos ou nomeados para cargos tão importantes.
Em breve teremos vacina em massa para a Gripe Suína, infelizmente os nossos políticos suínos continuaram a nos infectar por mais algumas décadas. Essa é a nossa sina.

11 de agosto de 2009

Diálogo entre Senadores

O Senado Federal chegou ao fundo de um poço enorme, uma cratera de lama, esgoto e muita corrupção. Os atos ilícitos ou imorais envolvem desde funcionários até o alto clero da casa.
São dezenas de denúncias gravíssimas que até o momento não foram apuradas, não foram sequer levadas a sério pelos seus membros. Viagens com dinheiro público, nomeações irregulares, contratações em desacordo com a Constituição do nosso país e muitos outros crimes contra o decoro e as finanças do Senado brasileiro.
Percebendo que nada iria mesmo acontecer, como provavelmente não vá mesmo ocorrer, alguns senadores começaram a guerrear nas tribunas, trocas de acusações que mais se parecem com um imenso ventilador de cem metros de altura espalhando coliformes fecais por toda casa.
Imaginei então o que seria um diálogo surrealista numa dessas noites quentes no Senado, onde a verborragia felina de alguns tomasse de assalto a mais distante e perdida condição moral de seus interlocutores. Um diálogo fictício entre um senador da situação contra o seu opositor.
_ O nobre Senador do Ceará não tem moral para me agredir, visto que usou dinheiro público para pagar suas viagens em jatos executivos.
_ Usei e paguei com meu dinheiro, pois sou rico, estou na vida pública há muitos anos e acumulei riquezas às minhas custas e dos eleitores é claro.
_ Vossa Excelência é um parlamentar honesto.
_ Modere seu linguajar Senador, pois senão irei recomendar sua inclusão na Comissão de Ética como quebra do decoro parlamentar.
_ Pois Senador, eu não retiro uma vírgula de minhas palavras, o senhor é honesto desde criança.
_ Vossa Excelência está ultrajando meu passado ilibado nesta casa, eu exijo que Vossa Excelência retire essas acusações levianas.
_ Pois apesar de Vossa Excelência ser um coronel bem sucedido em seu Estado, não me coloca medo e nem tão pouco irei me curvar diante de suas falácias.
_ Presidente, senhor Presidente, Senhor José Sarney, o senhor tem a obrigação, embora desconheça o que seja honestidade, visto que nunca precisou lançar mão dela para nada em seus cinqüenta e cinco anos de vida pública, de punir o nobre Senador Renildo, caso contrário meu partido irá continuar com essa guerrilha contra vossa pessoa.
_ Senhores Senadores, eu José Sarney que nem meus netos conheço, por que motivo deveria conhecer esse tal de Senhor Honesto, do qual estão falando a meia hora?
Assim caminha nosso Congresso Nacional, praticamente falido, senão do ponto de vista institucional, mas do ponto de vista moral. Uma casa que não apresenta um único trabalho a favor do povo há muitos anos, nenhuma votação, nenhuma discussão que envolva assuntos de relevância ao conjunto de nossa sociedade. A troca de poder de oito em oito anos, possibilitou que se formassem dois blocos distintos – A maioria de fanfarrões aproveitadores e uma minoria sem voz para mudar alguma coisa.

Porque?

Por que certas coisas não acontecem com maior freqüência no Brasil? O que acontece em terras tupiniquins que nos deixam sempre com a pergunta engatilhada na ponta da língua? Claro que o Brasil não é o melhor e nem talvez seja o pior dos países, existem coisas ruins que afetam outras nações, mas com certeza boa parte delas não ocorrem com tanta freqüência. Como por exemplo:

1. O Senador do Amapá José Sarney, nascido e criado no Maranhão, recebe uma acusação por dia nos grandes jornais e não é cassado. Por quê?
2. O piloto Rubens Barrichello não tem talento, carece de ousadia e arrojo, mas ainda assim continua pilotando carros de F1 tirando a vaga de jovens talentosos, por quê?
3. O Brasil não tem um centro de excelência para natação, judô, atletismo, hipismo, ciclismo, basquete, além de não investir os milhões disponíveis em esportes de base, então realizar Olimpíadas por quê?
4. Os jogadores do Brasil que jogam na seleção brasileira de futebol atuam em clubes estrangeiros, enquanto os craques que ainda estão jogando nos nossos péssimos estádios não recebem atenção da CBF e nem são convocados pelo técnico Dunga, por quê?
5. A cada novo feriado milhares de bandidos saem sem o mínimo critério dos nossos presídios, cerca de 10% em média, não voltam para a prisão, outros 15% são presos cometendo crimes nas ruas durante o período e muitos outros ainda roubam e matam sem serem reconhecidos, voltando para os presídios impunemente. Então, indulto por quê?
6. O PT criticou o PSDB de 1995 a 2001. O PSDB está criticando o PT desde 2002. E você eleitor vai votar em 2010, num dos dois partidos que vivem se criticando por quê?
7. No Brasil, se um elemento quiser se livrar de seu algoz sem ser preso basta o matar atropelando-o, pois ninguém no país é preso nessa situação. Por quê?
8. Para arrumar emprego no Brasil é preciso formação acadêmica, pós isso e pós aquilo. Experiência de cinco anos, falar dois idiomas, etc. Para ser vereador, deputado ou senador não é preciso nem o a conclusão do primário. Por quê?
9. No Estado de SP a fiscalização pública não consegue deter sonegadores, crimes contra a saúde pública entre outras coisas. Não possui bafômetros em número suficiente para fiscalizar as estradas estaduais, mas inventa uma Lei contra o fumo. Se não consegue fiscalizar, lei então para quê?
Nosso país é o campeão mundial da impunidade e inventa leis apenas quando o provável infrator poderá ser um trabalhador ou um cidadão pobre. Pois quando é para coibir bandalheiras dos homens do colarinho branco ou pelas donas de boutique de luxo, pode sonegar a vontade. Depois é só mostrar o atestado médico e dizer que está doente que fica em casa livrinha da silva, assim como a dona da Daslu em SP.
O porquê de tudo isso se explica de várias formas, desde a forma como fomos colonizados até a falta de investimento em educação há séculos no Brasil. O que tem ajudado a formar gerações de cidadãos desenformados, vivendo aquém de seus direitos e deixando espaço livre para os espertalhões corruptos da alta classe política nacional
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25 de julho de 2009

Atos secretos versus impunidade escancarada

Até o momento em que escrevo essas linhas são 544 (quinhentos e quarenta e quatro) atos obscenos, digo, secretos beneficiando membros do Senado Federal nos últimos quatorze anos de Sarneylândia no Congresso Nacional. Todos sob a batuta do incomum, do homem acima de qualquer suspeita, do Imortal, do Senador e Ex-Presidente José Sarney.
Ao longo desses quatorze anos seu afiliado, homem de confiança e braço direito Agaciel Maia “O Todo Poderoso” nomeou, efetivou, contratou, deitou e rolou naquela casa, antes do povo e que agora é a casa mais suspeita de corrupção do nosso país.
Os relatórios diversos já redigidos apontam para muitas excrescências cometidas contra a constituição, contra as leis vigentes e contra a ética e o decoro parlamentar, faltam apenas demitir, exonerar e destituir verdadeiros bandidos dos cargos ocupados, coisa que até agora não aconteceu em Brasília.
Na gráfica do Senado, reduto de impunidade e gastos abusivos sem comprovações, foram contratados à revelia da própria Constituição Brasileira oitenta e dois estagiários sem concurso público, como manda a Lei. Para o povão, dá-lhe concursos com pagamento de altas taxas, índices de aprovação beirando vestibular de medicina e na maioria das vezes sem que os vencedores consigam emprego.
Já foram confirmados duzentos e dezoito nomeados por atos secretos a cargos diversos, entre os quais os famosos diretores para coisa nenhuma. Foram nomeados funcionários fantasmas para trabalhar em gabinetes igualmente fantasmas de parlamentares em carne e osso.
A sociedade assiste a tudo calada, sabendo por antecedência e experiência que na melhor das hipóteses apenas os beneficiários dos atos serão punidos, ou seja, os ex-estagiários podem ser exonerados, os nomeados podem perder suas boquinhas, mas o principal que seria a apuração dos valores envolvidos para serem devolvidos aos cofres públicos e a cassação dos senadores envolvidos me parece muito distante de vir a acontecer.
Os caras pintadas (estudantes da UNE) que fizeram passeatas pelo impeachment de Collor em 1990 sumiram, agora são pagos pela Petrobrás, são estudantes neutros e preferem não se meter com política exceto quando é para arrecadar dinheiro a fundos perdido para a entidade estudantil.
As centrais sindicais estão satisfeitas com a montanha de dinheiro que recebem do poder público e dos bolsos furados dos trabalhadores e não se manifestam para defender a moral, a ética e o povo brasileiro. O sindicalismo nacional passa por um momento de total estagnação, velhos pelegos felizes e tranqüilos no comando de um negócio altamente lucrativo.
As demais entidades representativas como a OAB – Ordem dos Advogados Brasileiros, por exemplo, assiste a tudo sem fazer maiores movimentos no sentido de usar sua força em prol da restauração da honestidade na política nacional.
Resta ao povo pensar mil vezes antes de votar nas próximas eleições, nenhum dos atuais membros do Congresso Nacional merece nosso voto, os que não fizeram compactuaram com o que foi feito, votaram e assinaram documentos, silenciaram e se omitiram durante os últimos quatorze anos no mínimo. Nulo Neles!

18 de julho de 2009

Viagem (in) tranquila

O artigo não trata de uma viagem de passeio onde tudo ocorreu na maior tranqüilidade, mas sim de uma viagem por uma estrada federal e outras duas estaduais sem que nenhum integrante da PRF – Polícia Rodoviária Federal fosse avistado ao longo de quase dois mil quilômetros ida e volta entre São Paulo e Ouro Branco nas Minas Gerais.
Devo ressaltar que tive a felicidade de pagar um preço justo (R$ 1,10) em cada pedágio que meu automóvel passou, diferente das estradas paulistas, coincidentemente governadas pelo mesmo partido de - PSDB, onde o valor dos pedágios é um roubo à mão desarmada. Aqui na Rodovia Castelo Branco em uma única praça de pedágio você gasta o equivalente a viagem de 700 km de SP à BH.
Mas voltando ao percurso, avistei policiais rodoviários dentro das cabines de seus postos e nada mais, nenhuma viatura fora do seu posto, exceto uma que estava acompanhando um comboio cujo caminhão transportava carga com excesso lateral.
Como podemos ter tranqüilidade numa estrada sem fiscalização, sem a presença da sua autoridade maior? Onde estão os policiais rodoviários federais? Qual é o seu contingente para cada estrada federal brasileira? Quantos foram contrastados nos últimos dezesseis anos, quando tivemos dois péssimos exemplos de administração pública? Qual o salário pago a um policial rodoviário? Com certeza bem menos do que se despende para pagar um mordomo da família Sarney, é claro.
Os profissionais não têm culpa são comandados, recebem ordens e as cumprem com certeza alguém no comando da equipe que atua na Rodovia Fernão Dias sabe os motivos e as razões para essa situação estar acontecendo.
Nas estradas MG 383 e 040, sob a responsabilidade do governo mineiro a mesma situação aconteceu durante três horas nenhuma viatura, nenhum comando, nada, absolutamente nenhuma fiscalização para averiguar documentações, possíveis motoristas alcoolizados, carros roubados ou em situações irregulares trafegando nas estradas mais violentas do país. As estatísticas não mentem, a cada feriado prolongado mais mortes acontecem e na hora de utilizarmos as estradas verificamos que elas estão abandonadas por quem deveria estar cuidando delas.
Ou seja, neste sentido percebo que tanto nas rodovias federais como nas estaduais, ao menos em SP e MG, contratar, remunerar a altura e treinar policiais rodoviários não é o mais importante para os dois governadores atuais.
A relação dos tucanos com o funcionalismo público é no mínimo estranha, eles precisam dos quadros públicos, dependem deles, mas os tratam como se fossem bandidos. Remuneram mal, corrigem seus vencimentos sempre abaixo da inflação, não contratam novos empregados para os postos que deveriam ter maior contingente e quando o fazem geralmente não são para as áreas da educação, saúde, fiscalização e policiamento.
Em 2010, em SP teremos a possibilidade da manutenção dos tucanos no poder, concomitante com sua presença no comando da republica também, ou seja, mais quatro ou oito anos perdidos, tais quais foram os anos FHC e estão sendo os anos Lula.

Cheque mate!

O comércio em geral não está mais aceitando cheques em suas transações comerciais, alegam e com razão que os desonestos passam muitos cheques sem fundo e isso prejudica suas contas. Os bancos e seus banqueiros milionários nada fazem para coibir essa prática, exceto abrir contas e mais contas sem critérios, inclusive, para desonestos, que além de passarem cheques sem fundos ainda estão conseguindo aos olhos do comércio igualar os honestos aos desonestos.
A Febraban nada faz, pois representa os banqueiros e depende deles para ficar cada vez mais rica e poderosa, bancando políticos pelo Brasil adentro. A Federação do Comércio nada faz para impedir que o comércio possa novamente receber cheques como forma de pagamento. Prefere deixar os comerciantes nas mãos dos bancos, pois ao aceitarem os cartões de débito e crédito, os donos dos pontos têm de pagar a cada transação registrada e os valores não são de se desprezar.
Logo percebemos, que os banqueiros como sempre nada fazem para aumentar a segurança do sistema, estão felizes com os juros obscenos que podem cobrar à revelia da nossa constituição, felizes demais, pois continuam cobrando caro pelos talões de cheques que não estão sendo mais aceitos na praça e lucram ainda mais com o uso dos cartões.
As únicas vítimas no sistema financeiro são os cidadãos honestos que pagam seus tributos, são escorchados pelos bancos e pelo comércio, ajudam a sustentar toda essa escória de banqueiros e políticos e ainda tem menos direitos que os desonestos que andam a solta, possuem contas em bancos, crédito na praça e riem dos que preferem agir com honestidade.
O cidadão honesto, o comerciário, o comerciante e seus representantes nada fazem para por um fim a essa estória, carneirinhos obedientes que somos, aceitamos tudo e nos prejudicamos sempre em detrimento de regras que são criadas por beócios a serviço do poder estabelecido. Não existem regras para proteger os clientes honestos, os cidadãos que cumprem com as obrigações, mas o que tem de obstáculos para podermos exercer nossa liberdade cotidiana é uma grandeza.
Na década de setenta, um pilantra que tivesse seu cheque devolvido sem fundos pela segunda vez, além da multa teria sua conta suspensa por dois anos em quaisquer estabelecimentos bancários. Hoje só falta os banqueiros estabelecerem metas premiando esses safados.
Ao comércio falta preparo para distinguir o joio do trigo, lançam mão de receber cheques por que não querem fazer cadastros, telefonar para órgãos de defesa do sistema, não querem e nunca pedem documentos ao cliente que está passando o cheque. Preferem vender rapidamente e ouvir o tilintar de suas caixas registradoras sem perder tempo.
Do alto do olimpo os governantes riem de todos, dos banqueiros que a cada quatro anos depositam gordas quantias para os elegerem, dos comerciantes que mantém o sistema comercial funcionando e arrecadando milhões ao tesouro e gargalham mais ainda quando olham para os honestos... pobre minoria!

11 de julho de 2009

Corruptobrás S/A

Não é a Petrobrás nem a Eletrobrás ou qualquer outra empresa privada que detém o maior faturamento bruto em nosso país nos últimos trinta anos. A empresa que mais fatura é a Corruptobrás – Corruptos do Brasil S/A.
Uma empresa sólida com matriz em Brasília e filiais em todos os Estados da União, englobando milhares de empregados e beneficiários diretos e indiretos em todo Brasil.
Uma empresa que não para de crescer, desde os tempos do Império vem se firmando no cenário nacional como um dos grandes braços do crime organizado.
Está atuando principalmente no setor público, mas tem ramificações comprovadas em muitas áreas privadas, emprega lobistas, empresários, políticos e demais abnegados que se dedicam integralmente à missão da empresa.
Não é uma empresa necessariamente jovem, pois atua quase sempre com profissionais experientes, sempre bem treinados, quase sempre realizando seus trabalhos sem deixar marcas ou rastros.
A Corruptobrás investe pouco, mas arrecada bilhões dos cofres públicos e privados, desvia muitos recursos que deveriam ser carreados para a saúde pública, educação e demais serviços tão importantes para a sociedade. A empresa não tem uma hierarquia exata, não tem diretoria, nem conselho fiscal ou administrativo, trabalha quase sempre de forma matricial, está enraizada nos Municípios, Estados e principalmente no governo federal, onde atuam nos três poderes, dando significativa importância de suas ações ao poder legislativo.
É uma empresa lucrativa, raramente tem de devolver dinheiro aos cofres públicos, embora tenha sempre um importante respaldo jurídico, dificilmente é levada às barras dos tribunais. Tem isenção fiscal, seus membros investem o lucro em mansões, castelos, viagens ao exterior, e principalmente ao enriquecimento de seus bens particulares.
A Corruptobrás não gasta um centavo com propaganda, pois como é sabido por todos não tem em solo nacional e nem estrangeiro qualquer tipo de concorrência.
Recentemente conseguiu implantar no Congresso Nacional, vários benefícios como Atos secretos, Criação de diretorias fantasmas no senado, apadrinhamento gratuito, programa de empregabilidade para parentes e correligionários, programa de milhagem com dinheiro público de verbas a fundo perdido do Senado, enfim, uma série de benfeitorias muito importantes para poder manter a empresa em destaque.
A Corruptobrás está em todos os cantos do Brasil, se tiver dinheiro tem ações individuais ou coletivas de corrupção ativa e passiva por perto. Não há possibilidade alguma de ser diferente, pois a Impunidade dá total retaguarda à vida longa dessa mácula que nós brasileiros temos de carregar em nossos ombros cansados de tantos impostos, mentiras e injustiças sociais.

29 de junho de 2009

Plano de carreira perfeito

Muitos empregados assalariados no país não sabem o que significa plano de carreira, outros sonham com a implantação desse sistema em suas empresas, mas na verdade só o nosso congresso nacional possui o mais sofisticado, mais bem elaborado e vantajoso plano de carreira do planeta.
Nem as multinacionais americanas, nem as empresas asiáticas com suas performances altamente lucrativas conseguiram até hoje implantar tão audacioso plano para compor seu menu de benefícios e vantagens na área de recursos humanos com a mesma audácia e capacidade que nossos amigos parlamentares.
Claro que, o congresso não é uma empresa, se fosse seria um prostíbulo internacionalmente conhecido por suas atuações e atos secretos já por demais divulgados aos quatro cantos do planeta. Tendo o dinheiro público como seu aliado os senadores e deputados fazem mágica e transformam água em vinho.
Os salários dos empregados dos senadores e deputados não se prendem aos salários de mercado, coisa para mortais, os dirigentes daquela casa tem seus próprios critérios para designar a remuneração dos seus subordinados.
Por exemplo: Um mordomo que ganha em média entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00 reais no mercado de trabalho comum, no congresso recebe a soma de R$ 12.000,00 reais para trabalhar para a Senadora Roseana Sarney. Claro que o mordomo tem de ter formação universitária, pós-graduação e falar ao menos três idiomas (Português, Inglês e Maranhês – dialeto praticado pelos Sarney’s no Maranhão).
Outro exemplo clássico é o de copeira, no mercado de trabalho seu salário ficaria entre R$ 465,00 e 600,00 reais, mas no congresso a funcionária Valéria Freire dos Santos, nomeada por ato secreto para trabalhar no gabinete pessoal do Senador José Sarney (Um homem incomum segundo Lula) dando expediente de meio período recebe a quantia de R$ 2.313,00 por mês.
Se a funcionária que trabalha meio período servindo cafezinho recebe o equivalente a quase cinco vezes o salário mínimo vigente, imagine os empregados graduados e que trabalham em funções de chefia e assessoria dentro do congresso nacional? Sem precisar comprovar experiências anteriores, sem precisar comprovar escolaridade, apenas tendo Q.I. (Quem indica) e nada mais.
Assim caminha o enorme esgoto da política brasileira, onde alguns se corrompem, outros se locupletam e a maioria se omite no dever de denunciar, investigar e punir os corruptos, evitando que essa situação vergonhosa para a nossa sociedade se perpetue.

19 de junho de 2009

Denuncismo na visão de Lula

Nosso presidente realmente não pode ter um microfone ao alcance da boca que começa a vociferar asneiras que ferem a sua história e a nossa inteligência normalmente.
Quando está falando de seu governo, de seus ministros e da economia tem seus méritos e acertos, mas bastou ser cutucado sobre problemas de políticos e de ética na gestão ou no congresso que a maionese desanda feio.
Em sua defesa percebo que um de seus problemas é parar demasiadamente pouco em Brasília no seu gabinete, como está sempre em processo de milhagem pelo mundo afora, participando de posses, reuniões, batizados e outras bobagens mais, raramente tem tempo para ver e ouvir o que se passa no Brasil.
Desse modo quando vai emitir sua opinião, ela geralmente está fora do que se espera de um presidente e muito longe do que se imagina ser a opinião de um líder de uma nação como o Brasil.
Em sua passagem por Astana no Cazaquistão, veja até onde chega o nosso presidente em suas viagens, vai aonde ninguém jamais sonhou em ir um dia.
Mas voltando ao presidente, os intrépidos repórteres perguntaram a Lula, o que ele achava do discurso de José Sarney na tribuna do Senado quando o dono do Maranhão se defendeu de inúmeras denúncias de empreguismo, nepotismo e outras coisinhas mais. Nosso presidente então disse que: “Considera Sarney uma pessoa séria, e que todas as evidências não passam de simples denuncismos da nossa imprensa e que fica preocupado as denúncias não tem fim e depois não acontece nada”.
Uma boa parte do povo brasileiro também está até as tampas com essa pouca vergonha de tanta denúncia e nenhuma punição. A impunidade, aliás, é um dos maiores incentivadores dessa baderna que acontece no Brasil há muitas décadas. Quem dera as denúncias fossem realmente apuradas, houvesse julgamento e punição para os culpados, sejam os denunciados ou aqueles que eventualmente tenham feito denúncias vazias.
Quanto à opinião de Lula sobre Sarney, em que pese ser o maranhense do PMDB um aliado dessa gestão, fica difícil achar alguma seriedade num político que indicou diretores para cargos inexistentes no Senado, um homem que é junto com sua família dono de um Estado cujo povo passa necessidades básicas enquanto seus aliados estão cada vez mais milionários.
É certo que ao indicar parentes e amigos pelo Brasil adentro, o Senador Sarney o faz com muita seriedade e disso ninguém duvida senhor Lula, quem dera ele apenas lutasse pelo povo. Cumprindo sua obrigação para com seus eleitores e a nação com a seriedade e a ética tão ausente naquela casa do povo.
Sarney está no poder desde sempre, seus tentáculos estão nos alicerces do congresso nacional, uma apuração rigorosa levaria o senador maranhense a cassação com certeza absoluta. Mas outros crimes e outros deslizes até mais graves já foram perpetuados por outros senadores e nada aconteceu.
Bons tempos em que o sindicalista e candidato Lula defendia a ética, a soberania, a honestidade e transparência dos políticos e governantes, bons tempos, tempos de greves no ABC em favor dos operários e demais trabalhadores, tempos de um homem que defendia a verdade acima dos cargos e nomes.

10 de junho de 2009

Rebanho de "Jabutis"

O Ministro da Defesa Nelson Jobim, ao defender a demissão de vários assessores ocupantes de cargos de “confiança” na Infraero usou a denominação “Jabotis nos galhos”. Disse textualmente que “Se estavam lá é por que alguém botou, por que Jaboti não sobe em árvore”. O ministro ainda confirmou que muitos desses “Jabotis” não eram sequer conhecidos pela administração.
A maioria deles foi colocada na Infraero dentro do pacote de bondades do governo para com o PMDB, o maior sanguessuga da nossa política. As indicações dos cerca de noventa e oito empregados sem concurso e sem critérios é fato corriqueiro no país, e se falta vergonha e patriotismo sobra candidatos a aspones (Assessores de Coisas Nenhuma).
Se na Infraero que sempre está nas paginas dos jornais como uma empresa inchada, mal administrada e que não consegue de forma alguma tomar conta dos nossos aeroportos, imaginem no resto desse imenso país quantos “jabotis” estão pastando às custas do nosso suado dinheiro?
Além do governo federal, dos estaduais, dos municipais ainda temos jabotis no congresso nacional, nas assembléias legislativas, nas câmaras e também nas autarquias e fundações espalhadas por todo nosso vasto território. São milhares de cargos criados exclusivamente com a finalidade de contemplar partidos políticos em troca de favores e votos que contrariam a vontade popular e os mais lícitos interesses do conjunto da nossa sociedade.
O jaboti tem como uma de suas características a casca grossa para protegê-lo no mundo animal, pois no mundo da nossa política sórdida o “Jaboti” que ocupa cargo de confiança também às vezes é casca grossa, trata mal seus interlocutores, desaparece do serviço público como se fosse um imenso tatu.
A proliferação de Jabotis começa sempre nos anos eleitorais após as negociações entre partidos e as composições das futuras e odiosas “bases eleitorais”. Ao assumir o cargo, o partido vencedor já sabe de antemão da cota de “Jabotis” que terá de arrumar para saciar a sede de poder dos seus aliados.
A venda de empresas estatais que alguns políticos cínicos chamavam de cabide de empregos diminuiu para eles mesmos o poder de barganha, restaram poucas empresas nos governos e o jeito foi entrar no seio dos governos, em áreas ministeriais e suas autarquias e fundações.
O certo é que se fossemos exportar carne de “jabotis” teríamos lucros exorbitantes e com certeza seria um alivio para os cofres públicos em seu mais amplo sentido, pois além do recurso da venda teríamos a economia de estarmos privados de figuras tão nocivas quanto patéticas no meio do funcionalismo público e estatal brasileiro. Onde, diga-se de passagem, a maioria é séria e muito profissional.

A violência dentro e fora dos estádios

Mais um torcedor perdeu a vida nesta semana antes de chegar ao estádio para assistir um jogo de futebol entre o Corinthians e o Vasco da Gama. Não foi o primeiro e nem será o último, visto que as autoridades policiais, judiciais e do governo federal não querem mesmo acabar com essa situação que privilegiam marginais em detrimento das famílias que gostariam de freqüentar os estádios brasileiros.
Muitas idéias surgem sempre que um homicídio ocorre, mas nenhuma dessas brilhantes sugestões é capaz de evitar novas mortes. São idéias pequenas, são factóides que não atacam o cerne da questão da violência fora e dentro dos estádios de futebol.
Ainda estão discutindo se devem ou não banir torcidas organizadas, se devem ou não cadastrar torcedores que compram ingressos, se deve ou não proibir isso ou aquilo. Na verdade várias são as medidas que deveriam vigorar desde vinte anos atrás.
A primeira medida é acabar com o fim da impunidade que rola solta mais do que as bolas nos campos de jogo. O elemento suspeito de ter assassinado o rapaz em São Paulo, foi preso, identificado e solto. Sim solto, ele é Leonardo Scorza Pereira carioca, membro da Força Jovem do Vasco e estava dentro da sede da Mancha Verde quando foi preso. O meliante é suspeito da morte de um torcedor do Flamengo no Rio de Janeiro.
Como que alguém suspeito de um crime pode estar nas ruas para cometer outro crime semelhante, mas em cidades diferentes?
Quem soltou o marginal? De que adianta proibir a entrada de bandeiras nos estádios paulistas se entram criminosos livres e impunemente?
Enquanto a polícia não estiver preparada efetivamente para punir e coibir com medidas preventivas essa escória de andar livremente nas ruas, não somente os torcedores nos estádios correm perigo, mas sim, o conjunto da sociedade. A justiça brasileira é omissa e lenta, recheada de leis, que na sua maioria são repletas de benesses e vantagens aos criminosos. Leis de primeiro mundo vigendo em país de terceiro mundo que sonha em realizar grandes eventos.
É preciso reescrever as leis no Brasil, tirar dos seus meandros tantas liberalidades, tantas hipocrisias, é preciso que se tenhamos leis aplicáveis da mesma forma que o fazem países sérios do primeiro mundo. Rigor, não mata ninguém, impunidade sim.
Realizar jogos de uma torcida só é o atestado ISO 21.000 que se concede ao Estado que não tem capacidade alguma de defender a sociedade que lhe remunera com pesados impostos. É o atestado de incompetência final.
As torcidas organizadas devem ser banidas imediatamente da face do esporte. Os dirigentes esportivos que interagirem com essa escória devem igualmente ser defenestrados do comando de seus clubes. O elemento que brigar dentro ou fora do estádio deve ser fichado e proibido de assistir jogos de quaisquer modalidades por cinco anos. Se houver crime contra o patrimônio ou a vida, o rigor da lei deve ser o maior possível.
O resto é balela, conversa mole de comentaristas esportivos e procuradores a fim de aparecerem na mídia ou conseguirem se eleger no futuro à custa desse assunto.

4 de junho de 2009

Dengue, febre amarela e Copa do Mundo

A escolha das doze cidades que irão compor as sedes brasileiras para a Copa do Mundo de 2014 neste domingo de maio em 2009, deixou os aficionados por futebol em êxtase, entretanto preocupa e muito o conjunto da nossa sociedade com relação aos muitos bilhões de reais que serão desviados e não aplicados em saúde e educação.
Um país cuja saúde pública ainda é vitima da dengue, febre amarela e que enfrenta carências de toda ordem deixando sua população mais pobre sem atendimento médico, priorizar a festa do futebol é no mínimo uma insensatez.
Um país que camufla suas mazelas enrustidas no interior de seu vasto território, com números medianos nas suas capitais podem até enganar alguns incautos, porém jamais vai iludir o povo sofrido que vive em condições desumanas privadas de saneamento básico e que ainda sobrevivem nas mais primitivas condições de moradia.
Nas últimas décadas nossas estradas estão se esfacelando sem que nenhum dos cinco últimos presidentes que lá estiveram desde 1989 (Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula) tenham feito algo para arrumar os caminhos a serem percorridos pelos nossos veículos. Aliás, obras de infra-estrutura quase não foram erguidas nesse mesmo período. Agora elas fazem parte dos cadernos de interesse das cidades escolhidas pela Fifa para serem candidatas a sedes da futura copa.
Nossos políticos querem aparecer e a realização de uma copa do mundo é um excelente negócio para ficarem em evidência na mídia. Enquanto isso a educação sobrevive com índices medíocres e com os professores recebendo salários miseráveis. O SUS é um arremedo de sistema de saúde, uma brincadeira de mau gosto para com o povo brasileiro. A segurança pública inexiste.
Não temos índices de desenvolvimento humano aceitáveis, temos uma corrupção altíssima e números medianos para um país de terceiro mundo, mas nem isso e nem nada nesse mundo irá parar o ímpeto dos oportunistas que queriam a realização de um evento mundial em nosso país.
A recente realização dos Jogos Pan Americanos do RJ em 2007, não foi suficiente para acordar a nossa sociedade, bilhões foram gastos, obras foram superfaturadas, mentiras orçamentárias, falta de definição para aproveitamento dos investimentos, dinheiro jogado no ralo e muitas praças esportivas em pleno estado de abandono dois anos após o fim dos jogos.
A maior ironia de todas é que a copa do mundo será para turistas que vão trazer recursos do exterior para o Brasil, sendo assim, não é um evento para brasileiros, prioritariamente os torcedores de outros países terão mais facilidades para a compra dos ingressos do que os nossos torcedores. Até por que os preços dos ingressos serão compatíveis com espetáculos internacionais, proibitivos para os bolsos do povão que recebem salários mínimos.

3 de junho de 2009

O pedreiro e o deputado

O Brasil é um dos poucos países no mundo onde uma lei tem duas interpretações claras, a jurídica que normalmente pune os mais pobres e a interpretação política que é branda com os poderosos, os políticos e os mais abastados da sociedade.
Isso vem desde os tempos do império, nunca mudou e dificilmente vai mudar um dia, pois já está enraizado de tal forma que virou uma lei oficiosa que sobrepõe até a constituição do país.
No ano passado foi implantada a famosa Lei Seca, para punir os motorista que forem flagrados ao volante embriagados. O limite de dosagem alcoólica permissível é o menor possível, a multa altíssima e a possibilidade de cadeia para os infratores deixou a população com uma forte expectativa de que o problema seria finalmente sanado em nossas ruas e estradas.
O bafômetro passou a ser um equipamento de muito uso e a cada acidente sua utilização passou a ser fundamental para poder detectar o grau de álcool no sangue dos motoristas envolvidos. No começo boas notícias, diminuição dos acidentes nas estradas e nas cidades mais fiscalizadas.
Campanhas publicitárias incentivando as pessoas a não ingerirem álcool quando forem dirigir. Rodízio entre amigos conscientes para que um entre eles não estivesse bebendo, sendo responsável por guiar o veículo na volta para casa, etc.
Entretanto, alguns problemas não foram equacionados e nem serão com facilidade, visto que, o poder público não leva a sério o suficiente às coisas da sociedade para as quais é o responsável. A fiscalização constante e o cumprimento das leis independente de quem esteja ao volante ou de quem seja o motorista embriagado.
Até por que muitos são os casos de motoristas sem a habilitação rodando impunemente por nossas ruas, avenidas e estradas sem serem importunados por policiais do trânsito ou rodoviários. Não é a toa que estamos vendo dezenas de casos de motoristas que invadem a contra-mão de estradas movimentadas do país, colocando em risco vidas de terceiros.
Quanto ao outro problema que diz respeito ao cumprimento da lei seca, dois casos recentes exemplificam como funcionam o poder policial e a justiça no Brasil.
No Paraná o deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), com vinte e três infrações por excesso de velocidade, carteira cassada e alcoolizado provocou um acidente que culminou com a morte de dois inocentes.
Em Osasco – SP, um pedreiro sem habilitação, embriagado sobe na calçada e mata uma mulher de 30 anos, grávida de gêmeos de forma instantânea.
A diferença é que o Deputado está livre, não será preso e o pedreiro está na cadeia como deveria e terá muitas dificuldades para se defender. Esses dois fatos não são tragédias e sim crimes contra a vida humana, merecem todos o rigor da lei, mas serão tratados de forma diferente e o mais rico e poderoso escapará impune
.

9 de maio de 2009

Eles estão em toda parte no Brasil


“Se a gente quiser modificar alguma coisa,
é pelas crianças que devemos começar"
Ayrton Senna

O Tribunal de Contas da União resolveu investigar os beneficiários nos programas assistencialistas e que servem exclusivamente para manter uma pesada propaganda eleitoral do governo federal. Ao fazer as checagens entre os nomes dos beneficiários em relação aos proprietários de veículos descobriu mais uma fraude Made in Brasil.
O mais importante e alardeado programa de transferência de renda do governo federal está favorecendo pessoas que possuem automóveis nacionais, importados e até caminhões. Com certeza se a pesquisa fosse mais a fundo chegaria a milhões de lares cujas pessoas poderiam estar inclusas no programa, mas passam fome.
A única coisa nesse país que funciona são as cobranças de impostos, pedágios e multas, de resto, nada é fiscalizado, a corrupção e a bandalheira correm soltas no congresso nacional e nos governos de todas as instâncias.
Para termos uma idéia dos absurdos que são cometidos nos narizes entupidos convenientemente dos nossos governantes, uma família do Sergipe havia declarado renda mensal de R$ 35 (trinta e cinco reais) por pessoa e assim, se credenciou a receber R$ 94 (noventa e quatro) reais por mês do Bolsa Família. O TCU verificou que a família pobrezinha possuía sete caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
Em outros casos escabrosos milhares de beneficiários aparecem como donos de motocicletas importadas, veículos nacionais e importados com valor de compra acima de R$ 100 mil reais. Como sempre a Receita Federal cujo alcance muitas vezes se limita aos avisos de pagamentos dos trabalhadores honestos não conseguiu ainda checar os participantes desses inúmeros benefícios fornecidos pelo Governo Federal.
Para participar e se credenciar como beneficiário do Bolsa Família ninguém pode ter renda acima de R$ 137,00 (cento e trinta e sete reais na família. Se tivessem cumprido esse pré-requisito básico o governo Lula teria economizado R$ 320 milhões no período de um ano somente. Mas ao invés de fiscalizar eles preferem propagandear e discursar bobagens em palanques de inaugurações e da mídia em geral.
Para “surpresa” dos auditores do TCU, ao cruzarem as informações das listas de beneficiários do programa Bolsa Família encontraram vinte mil políticos que recebem o benefício. Sim meus amigos, políticos de novo, roubando ou fraudando de novo! O prejuízo somente no mês de Fevereiro foi de um milhão e seiscentos mil reais com esses políticos.
Fora os políticos os auditores encontraram um milhão e cem mil famílias irregulares que não deveriam estar recebendo nada do governo, o prejuízo foi de aproximadamente sessenta e cinco milhões de reais aos cofres públicos. Entre elas 300 mil pessoas mortas estão constando do cadastro.
E o povo continua votando, sonhando com o país do futuro, acreditando em políticos canalhas e pensando inocentemente que as leis são para todos.

5 de maio de 2009

Verborragia inútil e imoral

“O conformismo é o carcereiro da liberdade
e o inimigo do crescimento"

John Kennedy

No espaço de um mês vieram à tona inúmeras denúncias devidamente comprovadas de crimes cometidos por parlamentares e funcionários do Congresso Nacional contra o erário. Ninguém foi demitido, cassado ou simplesmente punido, fato este que não se consiste em nenhuma novidade, apenas reforça a lista de obscenidades praticadas contra o povo brasileiro.
Agora pior do que essa impunidade sem vergonha praticada e até incentivada pelos políticos brasileiros é a conduta do nosso presidente eleito pelo voto popular. Em discurso recente o Sr. Luiz Inácio diz o seguinte: “Levar a mulher ou um sindicalista para Brasília, não vejo onde está o crime. Se esse fosse o mal do Brasil, o Brasil não tinha mal”.
Percebe-se a desfaçatez com a qual nosso presidente trata uma questão que merece abordagem séria, punições rigorosas e a cassação dos envolvidos. Digo ao presidente que em minha opinião se um parlamentar quer levar a esposa para Brasília, que se mude com ela para lá ao se eleger e tomar posse. Deixar esposa na terra natal é coisa de jogador de futebol que quer aproveitar a solteirice em terras distantes.
Quanto ao sindicalistas que o presidente diz ser normal viajar a custa do erário, vejo como a mais obscenas e imorais de todas as ilações que o presidente poderia fazer a respeito de um assunto tão sério. As centrais sindicais recebem milhões de reais e podem e devem custear viagens de seus membros à Brasília, bem como, a qualquer canto do país.
Nós, que trabalhamos, somos descontados em folha de pagamento não temos essas prerrogativas imorais, indecentes e criminosas alardeadas aos quatro cantos. Um trabalhador não pode levar a esposa à custa da empresa, seja ela privada ou estatal. Um trabalhador não pode pagar por um advogado quando tem necessidade de acompanhamento de um processo em Brasília.
Vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos tema cesso a tudo, os parlamentares tem mordomias dignas de uma príncipe da antiguidade enquanto o povo não tem sequer a saúde pública ao seu alcance e de seus familiares.
Os parlamentares ficam ricos em oito anos, os dirigentes sindicais andam de carros importados e ganham presentes como passagens aéreas, viagens ao exterior e até veículos Land Rover, os empresários próximos ao poder público estão ricos e superfaturando obras impunemente, enquanto o povo é obrigado a pagar impostos escorchantes para manter essa casta de bandidos.
O senhor Lula tem feito um governo razoável, mas quando discursa o faz com um deslumbramento acima do normal, de sua boca proliferam bobagens que não condizem com seu cargo. Discursos que não estão de acordo com sua origem, visto que abandonou as causas do povo há muito tempo, tendo exercido a função de sindicalista e político muito mais do que o foi como operário simples, que não concordava à época com essas indecências que agora acha normal.
Normal senhor presidente é o cumprimento das leis, o parlamentar lutar pelas coisas do povo e abdicar de favorecimentos escusos. Normal é um sindicalista ser mais honesto que um parlamentar e recusar favorecimentos de quaisquer ordens o tempo todo, não se deixando levar pela euforia momentânea do cargo que exerce em nome dos trabalhadores de sua base.

ONGs - Da concepção à realidade no Brasil

Com certa freqüência temos encontrado notícias de algumas Organizações Não Governamentais que recebem dinheiro do governo, sob os variados títulos, muitas vezes percebe-se que por trás da ONG estão partidos políticos, pessoas influentes do próprio governo, etc. Com isso algumas organizações acabam virando noticia em páginas policiais, por fraudes, desvio de funções e de verbas públicas.
A quantia destinada pelo governo federal para as ONGs chama a atenção até dos leigos e deixam a todos preocupados, pois por trás da verdadeira essência dessas organizações podem estar os mesmos espertalhões de sempre, afinal, no Brasil onde há dinheiro sempre é preciso muito cuidado, pois cedo ou tarde golpes viram ao conhecimento público.
As organizações chamadas de Organizações Não Governamentais conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro setor da sociedade civil sem fins lucrativos, que se declaram com finalidades públicas e que agem em diferentes áreas da nossa sociedade. Estão na defesa do Meio Ambiente, do Menor, do consumidor, etc.
O sociólogo Betinho assim definia as organizações não governamentais: “Uma ONG se define por sua vocação política, por sua positividade política: uma entidade sem fins de lucro cujo objetivo fundamental é desenvolver uma sociedade democrática, isto é, uma sociedade fundada nos valores da democracia – liberdade, igualdade, diversidade participação e solidariedade. (...) As ONGs são comitês da cidadania e surgiram para ajudar a sociedade democrática com que todos sonham”.
Recentemente a empresa Petrobrás torrou um milhão e quatrocentos mil reais no nordeste através de uma ONG, cuja vice-presidente é membro do Partido dos Trabalhadores no local. A discussão é por que uma ONG deve intermediar um assunto que a empresa pode facilmente licitar ou contratar ou até comprar com seu próprio esforço e pessoal?
É sabido que uma ONG não tem valor jurídico no Brasil, é também por demais sabido que as mesmas podem complementar o trabalho do Estado, entretanto o que é imoral e pode ser ilegal é a participação conveniente de pessoas ligadas a interesses escusos travestidas de ONGs. Isso precisa ser apurado e passado a limpo pelo Ministério Público o mais rápido possível.
Algumas pessoas que manipulam o erário no Brasil perderam a vergonha por completo e se utilizam de quaisquer mecanismos para obter verbas públicas ou até privadas. Não existe discernimento e essa gente quer roubar o mais que conseguir alcançar. Nesse sentido é preciso que consigamos distinguir o joio do trigo, separando e punindo aqueles que venham a denegrir a imagem das organizações (maioria) sérias que atual por causas sérias no país.

20 de abril de 2009

O Brasil da monocultura e dos automóveis!

Em plena crise da economia mundial o Brasil dá um exemplo ao mundo de sua falta de planejamento e seriedade, caindo de joelhos diante do império das montadoras. Para que as vendas de carros não sofressem nenhum problema o governo federal e o do Estado de SP, injetaram quase dez bilhões de dólares no caixa das montadoras. Não satisfeito ainda reduziu o IPI da maioria dos automóveis.
Triste ver que não usou do mesmo expediente para reduzir a pesada carga tributária que incide sobre as industrias de calçados, têxteis, alimentos, vestuários, comércio e indústria em geral, dando as montadoras o privilégio de sempre.
Uma sociedade a serviço das grandes indústrias de automóvel, bem ao contrário dos EUA, onde a crise é muito maior e a GM e Chrysler podem inclusive ir a falência.
Aqui no Estado de SP, a maior parte das terras produtivas estão nas mãos gananciosas dos usineiros que produzem combustíveis para nossa frota flex, interessante que o motor é flex, mas o uso é somente de álcool.
O preço dos combustíveis não deixa margem para escolha, embora o álcool seja uma opção demasiadamente cara, principalmente se levarmos em conta que existe exclusividade por parte das montadoras e o aval do governo, que inclusive ajuda através do BNDES com financiamentos generosos.
Em breve teremos de comer cana de açúcar e exportar alimentos para tentar matar a fome dos brasileiros. A industria automobilística não terá mais ninguém para quem vender suas carroças com preços de limusines.
Esse tempo não está distante como se supõe, parte do primeiro mundo busca alternativas de energia limpa, de meios de transportes de massa não poluentes e de combustíveis elétricos para contribuir com a diminuição dos poluentes e do aquecimento global. Aqui no Brasil, destinamos milhões de alqueires de terras produtivas para o plantio da cana de açúcar e ainda temos de pagar um preço obsceno para usar esse combustível.
O governo federal ainda quer através de Lula introduzir o bio-diesel, outra opção que é nefasta às terras que poderiam estar sendo destinadas à plantação de alimentos.
Como sempre faltam iniciativas inteligentes e com base científica por parte de nossos governantes, sobram explicações enganosas e também possibilidades de enriquecimento ilícito. Ninguém faz nada pensando no povo e muito menos ainda no meio ambiente.
Temos um território que é praticamente um continente com recursos hídricos, com sol o ano inteiro e reservas de petróleo e minerais abundantes, mas não possuímos mentes brilhantes no nosso meio político. Nossos governantes são um desastre em todos os sentidos, destroem boas idéias, desviam recursos e geralmente não investem em planejamento, desenvolvimento sustentado e pesquisas científicas.
Estamos atrasados e eles ainda acham que somos os bons, Lula se perde em devaneios quando está fora do Brasil, esquece nossas mazelas, nossos problemas e a nossa péssima situação no campo educacional, habitacional, saúde pública e de saneamento básico. Parece que quando ele sai das nossas fronteiras vira príncipe e ao voltar ao país vira abóbora novamente.

9 de abril de 2009

A Fofa

Uma empregada doméstica quando tem a sorte de ser registrada nos moldes da lei, geralmente recebe um salário mínimo em São Paulo e nos demais Estados do Sul e Sudeste, daí para baixo a coisa é bem diferente, ou seja, a maioria não está registrada e fazem bicos, limpeza como diaristas ou trabalhando de porta em porta de sol a sol por alguns trocados.
Porém em Brasília no Distrito Federal têm profissionais abençoadas pelo destino, mulheres como a Fofa, para quem não a conhece, Maria Helena, uma mulher simples que recebe algo em torno de R$ 1.608,00 (Um mil, seiscentos e oito reais) por mês.
E você sabe quem é o patrão dessa qualificada profissional? Nós, sim meu amigo (a) leitor (a), nós é que pagamos os salários através de nossos recolhimentos de impostos, pois a Fofa era contratada da Câmara Federal para trabalhar no gabinete de Arnaldo Jardim (PPS-SP) e nas horas vagas em seu apartamento funcional.
Depois que foi pego no flagra o nobre e inteligente parlamentar demitiu a empregada, dizendo que: “Eu não vejo conflito ético no fato da empregada ser paga com dinheiro público, entendia que o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar”. Vou fazer para respeitar o regimento da casa.
A Fofa trabalha para parlamentares desde 2004, já esteve com outros parlamentares que também não viam problemas éticos e nem morais do povo custear a empregada doméstica deles com certeza.
O mais curioso é que a Fofa estava ajudando o Deputado Arnaldo Jardim quando da realização de evento em seu apartamento para o lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção, no mês de março. Assim caminha a vida em Brasília, paraíso da impunidade, centro da iniqüidade e da falta de vergonha oficial em nosso país, que acumula problemas sociais, tem mazelas espalhadas pelos quatro cantos e imensa dificuldade em resolver as enormes carências na saúde, educação, saneamento básico, mas ao mesmo tempo produzem situações como as que estão sendo divulgadas a nossa sociedade cotidianamente, sem que nada mude e ninguém seja punido.

Viúvas das privatização

Diante das noticias divulgadas pelo JC em Bauru, dando conta de que a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica está determinando um aumento da ordem de 21,56% nas contas de energia residencial e comercial de nossa região. Um aumento que para se permanecer no razoável, diríamos que seja um acinte, um roubo que está sendo cometido à “luz do dia” contra nosso bolso.
A desculpa estapafúrdia ou a justificativa para o pesado aumento se baseia entre outros no aumento da cotação do dólar. Como sempre o inverso não é verdadeiro, ou seja, quando a moeda americana estava cotada a R$ 1,60 o preço da nossa energia não estava mais em conta.
Quando o setor elétrico foi privatizado muitos foram aqueles que estiveram a favor da privatização. Defendendo com unhas e dentes isso que agora percebem ser um grande prejuízo a sociedade. Nenhum kw/hora a mais, a distribuição de energia feita igualmente, mas com menos funcionários. A iluminação pública de Bauru não deixa dúvidas quanto ao tipo de serviço prestado.
Esse aumento abusivo, desproporcional é um prêmio à atuação decisiva de políticos como Mario Covas, Geraldo Alckmin, FHC, Pedro Tobias e tantos outros que defenderam essa venda do patrimônio paulista a preço de banana e depois não destinaram os recursos da venda para segurança, saúde e educação.
Para quem não sabe a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica foi criada por FHC e ao que parece está a serviço das empresas privadas e não na defesa do público consumidor.
Outro fato interessante é que os empregados da empresa que está sendo contemplada com generoso aumento tarifário tenham recebido apenas 6,8% de aumento salarial em Junho/08. Ou seja, mesmo tendo um quadro enxuto, mesmo dando apenas a reposição dos índices da inflação aos empregados, ainda é premiada com 21,56% de reajuste tarifário.

Educação e Saúde só nas propagandas

Como é gostoso e reconfortante assistirmos na televisão as propagandas pagas com recursos dos nossos impostos mostrarem como está maravilhosa a Educação e a Saúde no Estado de SP.
Os professores nas propagandas ganham salários compatíveis com a sua importância para a nossa sociedade e ainda recebem treinamento e atualização constante para poderem fazer frente aos grandes desafios que a educação possibilita em suas carreiras. Ainda possuem salas informatizadas e facilidades para aquisição de notebook financiados com juros europeus em várias parcelas.
As salas de aula sempre repleta de alunos felizes, com seus materiais em mãos, sempre atualizados e em ordem. Logo no segundo dia de aula todos os alunos já estão de posse de seus materiais. A preocupação com a qualidade do ensino é tanta que os livros trazem até situações hipotéticos da América do Sul com dois mapas do Paraguai e a exclusão do Equador. Coisa linda para aguçar a inteligência dos pequenos.
A merenda é coisa de primeiro mundo, alimentação balanceada e contendo todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento sadio de nossas crianças. Aliado a distribuição pontual de novos uniformes e calçados para todos os mais necessitados.
A saúde pública vista pelas lentes das propagandas do governo são de tirar o chapéu, aliás, dá vontade de marcar uma consulta e pedir logo uma série de exames clínicos. Que beleza são os hospitais públicos estaduais. Funcionários educados, bem treinados e remunerados à altura de sua capacidade e importância. Nunca faltam médicos nem nas mais distantes regiões do Estado.
Tudo supervisionado e controlado rigorosamente pela Séc. da Saúde, afinal, já dizia o antigo ditado: “Com saúde não se brinca”. E as propagandas deixam claro que ninguém está brincando, é tudo coisa séria e visando não as eleições em 2010, mas sim o bem estar e a informação aos usuários do sistema. Que beleza!
Na verdade, ironia a parte, estão torrando milhões de reais com publicidade em rádio, televisão, jornais e revistas além de placas e outdoors espalhados de norte a sul sem que nada disso citado acima esteja acontecendo em SP. A imprensa séria sempre tem mostrado a dura e cruel realidade dos profissionais dessas áreas e dos usuários.
Os professores não receberam nenhum notebook, que sequer foram licitados, mas na propaganda a atriz entra na sala de aula feliz portando em suas mãos o parelho de extrema utilidade. Existem várias escolas onde os alunos não receberam seus materiais escolares, apesar das aulas terem começado em Fevereiro deste ano.
Agendar um exame clinico é um parto a fórceps e requer paciência e muita “saúde” por parte dos que dela necessitam, pois a rede pública de atendimento hospitalar está cada vez pior.
O que existe além de muita publicidade enganosa é a desfaçatez de governantes que não estão no poder exceto para querer atingir seus objetivos pessoais e mesquinhos de poder.

7 de abril de 2009

A Seleção pavãozinho do Dunga

A seleção brasileira de futebol que nós acostumamos a chamar de seleção canarinho, nas mãos do treinador Dunga mais parece uma seleção pavãozinho. Cheia de jogadores que atuam no exterior e que pensam que são craques. Um bando de endinheirados mal acostumados à fama, que agora jogam um futebolzinho medíocre e vivem à custa da projeção do nosso futebol no passado.
São convocações equivocadas, são escalações sempre previsíveis e com sobra de arrogância e petulância por parte de Dunga, um treinador inexperiente e que pensa que ser grosseiro com a imprensa é o mesmo que ser raçudo como jogador.
Ele foi um jogador apenas e tão somente razoável, em 1994, foi campeão do mundo e jogou o mesmo futebol limitado e previsível de sempre, mas teve ao seu lado o genial Romário e mais dois ou três craques que acabaram por levantar aquele caneco nos EUA.
Nunca foi treinador de clubes nem no Brasil nem no exterior, sua trajetória na seleção preocupa os amantes do nosso futebol, com ele jogamos sempre com os mesmo jogadores, estejam eles em boa ou péssima fase. O clone de jogador Ronaldinho Gaúcho é um exemplo desses que não saem do time por nada desse mundo apesar de não estar jogando um bom futebol há pelo menos três anos, mesmo em seu clube.
As convocações atendem a critérios esquisitos, alijando de cara os craques que atuam no nosso país, mistério, nenhum país do mundo usa essa tática que remete o pensamento do torcedor a um só lugar - Ao interesse de patrocinadores e empresários sobrepujando a verdadeira motivação de uma seleção.
Dunga ao contrário de alguns antecessores não representa a escola do futebol arte e nem do futebol força, ele representa o futebol medíocre, sem brilho, sem classe e sem nenhuma lembrança com o que sempre caracterizou o futebol nacional.
Nossos jogadores da seleção em sua maioria são baladeiros, despreocupados com a paixão do nosso povo pelo futebol. Só querem de saber de suas noitadas, de seus pagodes, de suas “Marias Chuteiras” e do pagamento milionário que nem sempre usufruem com parcimônia.
Ficam no Brasil jogadores talentosos como Hernanes, Nilmar, Keirrison e grandes promessas como Neymar e tantos outros aguardando serem vendidos ao exterior para depois então serem convocados sistematicamente por Dunga – “O zangado”.

26 de março de 2009

Violência nos estádios de futebol

A crescente violência no país tem dentro dos estádios de futebol do Brasil uma parte de sua pior faceta, são as torcidas organizadas. Se em SP temos organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios tal qual no Rio de Janeiro, no futebol lidamos com as odiosas torcidas “organizadas”.

Muito já se falou e pouco foi feito, mas a verdade é que algumas coisas tem de ser ditas:
1. A impunidade supera quaisquer atitudes de simples boa vontade e de discursos por parte do Ministério Público, é preciso agir com rigor e colocar atrás das grades quem comete crimes dentro ou fora dos estádios;


2. É preciso que a Justiça faça sua parte com rigor, estabelecendo linha direta com a CBF, Federações, Policia Militar e Civil;


3. Os Estados tem de providenciar o treinamento das tropas envolvidas com a realização de eventos esportivos. Separando aqueles que fazem apenas a triagem e a segurança externa daqueles que efetivamente tem de coibir com inteligência quaisquer atos ilícitos dentro dos estádios;


4. Em grandes jogos com públicos acima de vinte mil pessoas ou em grandes clássicos é preciso que se façam presentes estações móveis com delegados, promotores e até juízes para que aqueles que forem presos possam ser julgados no local. Se condenados, devem ser encaminhados a carceragem mais próxima;


5. Não se pode permitir a venda de bebidas alcoólicas nas imediações dos grandes estádios de futebol;


6. Ambulantes e cambistas tem de ser banidos das imediações dos espetáculos doa a quem doer;


7. Dirigentes e membros de comissões técnicas que derem declarações que motivem ainda mais a violência devem responder civil e criminalmente por sua verborragias;


8. Os clubes devem ser responsabilizados por atitudes que comprometam a segurança dos espetáculos. Tanto na organização, definição de praças esportivas, vendas antecipadas de ingressos, enfim, tudo que disser respeito à promoção do jogo. Inclusive a proibição da relação promiscua existentes atualmente entre dirigentes de clubes e chefes de torcidas organizadas;


9. O torcedor que cometer crimes ou atos de violência deve ser banido dos estádios por dez anos no mínimo;


10. A PM deve se valer da utilização de bafômetros e os estádios devem ter obrigatoriamente em suas entradas detectores de metais e outros equipamentos como os circuitos fechados de TV e gravação online de imagens que auxiliem na prisão de vândalos e criminosas que insistam em tomar os lugares dos verdadeiros torcedores de futebol no Brasil.


O resto é brincadeira e medidas fantasiosas que pessoas que nunca foram aos estádios de futebol querem implantar para aparecerem o suficiente para depois se candidatarem a cargos públicos. Chega de balela, é preciso impor a ordem e o respeito, é preciso colocar marginais na cadeia e não permitir que voltem a frequentar lugares que são para famílias em busca de diversão e lazer associado a maior paixão do nosso povo.


O Brasil em 2014 pretende organizar uma Copa do Mundo de futebol, se realmente não quer passar vergonha e nem ser humilhado pelos países de primeiro mundo é preciso começar imediatamente a mudar a cultura do nosso torcedor. É iminente que as mudanças para o combate efetivo à violência e a impunidade sejam colocadas em prática já, pois o que se viu ontem no Estádio do Pacaembu dá a exata dimensão do que teremos em 2014, ou até pior.

23 de março de 2009

Pedágio ou mina de ouro em SP?

Um motorista usando veículo de passeio que viajar de São Paulo para Belo Horizonte irá gastar a partir da próxima segunda feira aproximadamente R$ 7,70 (sete reais e setenta centavos). Essa é a conta imposta pela construção de sete praças de pedágio durante o trajeto entre as duas capitais.
O valor de R$ 1,10 (um real e dez centavos) foi avençado na licitação federal que concedeu a administração da rodovia Fernão Dias no trecho que compreende SP e BH. Uma realidade bem diferente da que vivem os motoristas usuários do sistema em SP.
Para quem não reside em SP, uma única praça de pedágio em nossas estradas ultrapassa os valores da viagem na Fernão Dias inteira. Na Rodovia Castelo Branco tem pedágio custando até R$ 10,80 (dez reais e oitenta centavos). O custo de uma viagem de Bauru a São Paulo (340 km) é de aproximadamente R$ 47,00 (quarenta e sete reais).
Notem como o governo paulista do PSDB é bonzinho com as empresas privadas na hora de estipular valores de contratos de concessão. Enquanto na Rodovia Federal o valor é de R$ 1,10 aqui em SP chega numa única praça a R$ 10,80. Coisa de pai para filho, um negócio da China em época de crise.
Num país que está privado de ter transporte ferroviário, visto que as ferrovias foram sucateadas durante o governo FHC e não retomadas durante a gestão Lula, não fica difícil entender o porquê do sorriso aberto das montadoras em solo tupiniquim.
Ninguém é contra a terceirização das rodovias, porém a grande maioria é contra o roubo que se pratica nas praças de pedágios em favorecimentos as empresas concessionárias desses serviços.
Sem contar que o volume de automóveis, caminhões e ônibus nas estradas de SP, muitas vezes são maiores do que em algumas estradas federais, a conservação delas era muito melhor do que a Régis Bittencourt, Fernão Dias e a Dutra por exemplo. É o famoso mamão com açúcar que dizem os jovens empresários na gíria para esse tipo de negócio vantajoso para o Estado, lucrativo para os empreiteiros e altamente prejudicial para os usuários.
Junto com os serviços cartoriais e com as carreiras políticas a administração de estradas está entre as grandes mamatas do país. São minas de ouro em pó, ao chegarmos perto das praças de pedágio em SP, ouvimos ao longe o tilintar das moedas caindo no cofre dos Tios Patinhas do ramo.
O usuário que paga em SP o maior IPVA do Brasil, o preço mais caro do combustível com a pior qualidade no mundo ainda tem de desembolsar uma verdadeira fortuna para poder se locomover dentro do próprio Estado. O dinheiro que o Estado economiza vai para a conta de propaganda e marketing, pois a segurança é ridícula, a habitação mediana e a Educação ao lado da Saúde continuam a desejar e muito.

Governo Federal mentiu de novo!

Quando da terrível tragédia que se abateu sobre o povo catarinense nas inundações causadas por fortes chuvas e deslizamentos acontecidos há quatro meses naquele Estado, o governo federal prontamente se dispôs a liberar recursos para ajudar aquela gente sofrida que passava por momentos desesperadores.
Após cento e vinte dias, a chuva já não castiga mais passou aquela região. A tragédia não tem mais espaço na mídia, a terra secou e o dinheiro prometido em rede nacional não foi enviado. As pessoas continuam reerguendo-se sozinhas, sem o auxilio do Governo Federal.
Quando uma tragédia acontece os governantes surgem na televisão com cara de tristeza e fingem estar preocupados com os envolvidos, em seguida pegam seus aviões ou helicópteros oficiais e somem sem nunca mais deixar noticias. Descumprem promessas, não ajudam, não liberam verbas e só voltam na eleição seguinte para buscar votos.
Esse tal de PAC – Programa de Aceleração do Crescimento implantado com pompa e circunstância por Lula é um tremendo engodo, as obras anunciadas em rede de televisão são sempre jogadas para inaugurações anos à frente, tem nome pomposo como os programas inócuos lançados por FHC, o país não vai crescer se depender desses programas caça eleitores.
Nos oito anos de gestão de FHC foram lançados o Brasil em Ação e Avança Brasil, pois o país nem avançou e muito menos teve ação de crescimento sustentado. Ao contrário, vendeu suas ferrovias que em seguida foram sucateadas pelos abutres que as compraram. O setor elétrico desde então não cresceu um quilowatt hora e nenhum grande projeto foi concebido pelos felizes compradores.
Agora nos seis anos de gestões Lula, temos a mesma situação acontecendo, com apenas a mudança do nome eleitoral do plano. Nem assim, o povo de Santa Catarina conseguiu verbas para amenizar o sofrimento de milhares de desabrigados. Nenhuma casa foi construída ou reerguida pelo governo federal. Nenhuma grande ação verdadeiramente social foi levada a cabo. Nada versus nada.
De que adianta o “Lula das marolas” (Em Nov/08 Lula disse que a crise era um Tsunami para os EUA, mas que aqui seria apenas uma marolinha), ficar fazendo bravatas em relação a nossa economia se continua usando de mentiras e subterfúgios para enganar ao cidadão brasileiro.Pobre país que precise de homens públicos do nível do político padrão brasileiro para recomeçar sua vida ou tentar reerguer sua cidade, bairro ou casa simplesmente, é melhor se unir a vizinhos, contar com ajuda religiosa ou de outras organizações sérias, pois quatro meses para liberar uma verba que deveria ter sido encaminhada na própria semana é um despautério sem precedentes.

Zorra total no Senado

O que podemos dizer de uma casa onde seus membros não sabem sequer quem faz parte de sua estrutura administrativa? O que dizer então do Senado que possuí 81 membros eleitos pelo povo a cada quatro anos e alegam que não sabiam que possuíam 181 funcionários em cargos de diretoria?
A desculpa de alguns senadores que passam a maior parte do tempo criticando o governo federal é ridícula, pois foram pegos de calças curtas, pois como sabem de tudo que acontece no governo Lula e não sabiam dessa imoralidade dentro dos seus próprios gabinetes?
Quem indicou os cento e oitenta e um empregados do Senado para os cargos de diretoria? Quem agora pode em sã consciência dizer que não sabia que havia tantos diretores naquela casa do povo?
Onde estão os paladinos da mídia, os senadores Artur Virgílio (PSDB), Álvaro Dias (PSDB) e tantos outros que vivem aparecendo na mídia pré-julgando políticos e instituições enquanto a farra das diretorias acontecia sob os seus narizes entupidos?
O detalhe mais importante é que a atual estrutura contendo entre outras irregularidades o número estapafúrdio de cento e oitenta e uma diretorias foi aprovada em plenário pelos senadores, aprovando no ato a resolução criada para tal finalidade.
São mais de dois diretores para cada senador e a grande maioria sem nenhuma função que justifique tal cargo. Tem diretoria para tudo no Senado, deve ter até Diretoria para Assuntos de Diretoria. Tudo isso custeado pelo povo, milhões e milhões de reais jogados mensalmente no lixo, justamente na casa que deveria ser o maior exemplo do país.
Entre as muitas diretorias bizarras, temos a Diretoria de Check in, Diretoria de Autógrafos, Diretoria de Garagem. Na verdade além da nomenclatura estar incoerente com as atividades, temos também os salários que são desproporcionais para as responsabilidades assumidas. Alguns cargos poderiam ser substituídos por Mirins ou Office boys e os serviços estariam em ótimas mãos.
Tem Diretorias que possuem um único funcionário, sim, ele próprio, o Diretor dele mesmo. É digno de participar do humorístico Zorra Total, pois se isso não é piada, é o que então?
Os senadores que ocuparam aquela casa desde 1995 até a gestão atual, fizeram vistas grossas para todas as privatizações e terceirizações efetuadas a bel prazer pelo governo federal e os estaduais, entretanto nunca tiveram a coragem e a decência de terem realizado naquela casa uma reestruturação honesta e condizente com aquilo que aceitavam para as empresas estatais brasileiras.Agora depois que o esquemão foi denunciado e chegou ao conhecimento da sociedade aparecem os xerifes do senado e dizem que vão fazer um corte de 50% das diretorias. O certo seria acabar com todas as diretorias e o Senado através de uma Instituição idônea criar uma estrutura inteligente e pertinente para administrar os meandros daquela casa. Afinal, não é apenas o número que está errado e sim a essência do fato em si que nos choca.

7 de março de 2009

Mulheres - Um longo caminho até a igualdade de direitos

"Quase sempre as mulheres fingem desprezar
o que mais vivamente desejam."

William Shakespeare.
Neste dia 08 de março as mulheres estão comemorando o dia internacional dedicado a elas, embora na verdade e na prática todos os dias são os dias das mulheres. A mulher que é jovem, a mulher esposa, a mulher companheira, a mãe zelosa e a mulher madura e consciente de se papel primordial na nossa sociedade.
Entretanto, em que pese o avanço de suas conquistas em pleno território machista e de difícil acesso, a mulher ainda encontra barreiras enormes principalmente no campo profissional. Neste aspecto vem conquistando seu espaço, está ocupando cargos e está tendo destaque em áreas onde até alguns anos eram exclusividade masculina.
Porém, elas ainda têm muito a conquistar, pois está claro que, recebem, em média, salários bem abaixo do que os correspondentes ao homem. Segundo pesquisas recentes realizadas num universo de 20 países, o Brasil está com o pior índice de diferença salarial entre homens e mulheres. Para se ter uma idéia, na Índia a diferença entre a média dos salários pagos aos homens em relação às mulheres é de 6,3%, enquanto no Brasil o percentual é de 34%.
O problema é ainda pior quanto maior o cargo, o que revela um preconceito absurdo, visto que a formação adequada não é suficiente para que os vencimentos sejam idênticos, prevalecendo sim, o preconceito.
Não existe a princípio justificativas inteligentes para que um homem tenha um salário maior que o de uma mulher que faça exatamente o mesmo serviço e tenha a mesma produtividade em sua atividade profissional. É mais um passo que a mulher tem de dar no sentido de conquistar sua igualdade tão necessária e justa na sociedade em que vivemos.
É claro, que a violência doméstica contra a mulher e outros tantos problemas são também desafios permanentes na luta pela igualdade plena de seus direitos em nossa sociedade. Algumas leis e ações do Poder Público têm de certa forma minorado essa situação, mas de forma alguma resolveram os muitos problemas e dificuldades existentes para a mulher no Brasil.
A mulher deve estar atenta e saber exigir e lutar com toda sua inteligência e coragem para que essas diferenças, sejam salariais, ou não, possam ser superadas e levem a mulher para um patamar digno de seu papel fundamental na nossa sociedade contemporânea.
É uma luta constante e assim, o dia oito de março é sempre bom como referência para uma luta que é diária, é cotidiana e deve estar atrelada aos objetivos de toda mulher brasileira. Um mulher forte, das mais lindas do mundo, sensual e presente na vida de nossa terra, como símbolo de beleza e força de um povo que nada recebeu de graça e precisa lutar muito por seus verdadeiros direitos.

27 de fevereiro de 2009

Só no Brasil os políticos conseguem com tanta facilidade

Tem certas coisas que só acontecem no Brasil, têm outras que raramente acontecem em qualquer lugar do planeta. Por exemplo, desde que tomou posse da presidência dos Estados Unidos, Barack Obama tem se reunido constantemente com seus assessores, ministros, economistas, parlamentares e com setores da sociedade civil daquele país que atravessa grave período de turbulência econômica.
Esse é um fato normal na grande maioria dos países que tem uma democracia forte e estabelecida vigorando. Entretanto, aqui no Brasil, há seis anos nosso presidente e ex-líder sindical tem se destacado por nunca estar presente a reuniões de serviço em solo brasileiro.
Desde que tomou posse em seu primeiro mandato no dia 01.01.2003 até esta data (17/02/2009), foram exatos 2.240 dias de gestão à frente dos destinos do nosso país. Nesse período, se descontarmos viagens ao exterior, viagens pelo nosso país e alguns períodos de férias, verificaremos que nosso atual presidente pouco ou nada ficou pilotando seu gabinete em Brasília.
Como pode um presidente de uma nação imensa, com tantos desafios, tantas coisas por fazer, tantas barreiras por ultrapassar, tantas obras e batalhas sociais por realizar, conseguir ficar tão ausente e omisso?
Sua equipe ministerial conta com quase quatro dezenas de ministros, centenas de assessores e milhares de pessoas nos demais escalões da burocracia estatal brasileira e mesmo assim raramente, ou quase nunca soubemos de alguma reunião importante de trabalho que resultou em benefícios para nossa gente.
Quando foi a última vez que você ouviu dizer que Lula estava reunido com sua equipe ministerial para:
1. Realizar ou discutir algum planejamento;
2. Reunidos para traçar metas;
3. Definindo estratégias;
4. Reunião para acompanhamento do orçamento;
5. Cobrança de resultados;
6. Reunião para definição de ações?

A resposta é nunca, ou estão se reunindo as escondidas do povo e da imprensa. É uma vergonha um país cujo presidente e sua equipe ministerial não se conversam, não trocam idéias com equipes dos governadores e raramente ouvem o povo através de seus representantes e entidades civis. Exceto quando interesses outros estão na pauta e não são com certeza de interesse da nossa gente sofrida.
A arrogância é um dos problemas, os caras se acham Deuses, outros até tem certeza como FHC por exemplo no período de 1991 a 2002. O outro dificultador é que nosso presidente não tem por hábito trabalhar em seu gabinete, comandar o país, trocar impressões com subalternos, analisar a crise econômica com nossos muitos economistas graduados, falar sobre segurança pública, ouvindo quem realmente entende do processo. Ouvir e agir com transparência.
Ao invés disso, o presidente ri de tudo e de todos, acreditando saber de tudo e confiando cegamente em seus asseclas como sendo a sua única fonte de informações fidedignas sobre o que está acontecendo ao seu redor.
Mesmo assim, por uma total deformação no nosso sistema educacional e nas condições de difícil acesso pelo nosso povo às informações nosso presidente consegue ter mais de oitenta por cento de aceitação ao seu governo.
Isso deixa claro o quanto estamos distantes da realidade. Como pode alguém que viaja o tempo inteiro, não reduz taxas de juro, permite que os bancos roubem seus clientes à mão armada, que não reduza a carga tributária nem por decreto nem por milagre possa ter um governo bem aceito?

17 de fevereiro de 2009

Como construir um castelo no Brasil?

A divulgação das fotos do Castelo do Deputado Edmar Moreira – DEM-MG pela imprensa brasileira expôs uma série de falcatruas e falhas no sistema, o mesmo que fiscaliza com imenso rigor aos trabalhadores, fiscaliza os clientes de bancos e não perdoa os demais brasileiros que aqui vivem. A divulgação dessa barbaridade que já está obviamente caindo no esquecimento popular e da mídia, deixa algumas questões no ar, tais como:

1. Quem consegue construir algo no Brasil envolvendo milhões de reais, compra de materiais importados sem ser incomodado por fiscais municipais para que faça a devida comprovação do recolhimento de ISS, INSS, taxas e tributos de toda ordem e natureza? Experimente fazer aquele puxadinho nos fundos da casa do cunhado e lá estarão fiscais e até a polícia se bobear.

2. Quem após construir uma obra nababesca e descomunal como essa consegue ocultá-la da Receita Federal? Ações trabalhistas, indenizações são tributadas sem dó nem piedade.

3. Quem consegue empréstimos e financiamentos habitacionais na CEF ou BB para construir um castelo sem levantar suspeitas e sem ser questionado por gerentes e analistas de habitação por conta de certidões negativas, documentos e farta burocracia?

4. Quem consegue construir uma obra faraônica dessas e ao mesmo tempo estar em débito com o INSS e ter cerca de 120 processos contra seu nome e sua empresa no Brasil? Aquele comerciante honesto não conseguiria se manter em atividade, mas o Deputado...

Após conseguir tudo isso, levantar R$ 1,9 mi do Banco do Brasil o parlamentar consegue se eleger Deputado e ainda de brinde vira da noite para o dia o Segundo Vice-Presidente e Corregedor da Câmara dos Deputados em Brasília. Só mesmo um intrépido parlamentar brasileiro para conseguir tudo isso sem esbarrar nas entranhas das leis, na burocracia estatal, nas regras e regulamentos “rigorosos” do Banco do Brasil, do Banco Central e da nossa Receita Federal.
O trabalho para erigir a obra levou o candidato a esquecer de informar a Justiça Eleitoral e a Receita Federal sobre a existência dessa “casinha” para lazer aos finais de semana em São João do Nepomuceno (MG). Oh pobre parlamentar atarefado, preocupado em julgar seus colegas suspeitos de fazer parte do mensalão esqueceu tudinho como se amnésia tivesse.
Agora ao ser inquirido sobre a origem do dinheiro o Parlamentar – Rei respondeu que o Palácio não lhe pertence mais, pois foi doado a um de seus filhos pertencente à realeza dos Moreira’s. Quando então questionado sobre o por quê da construção de um Castelo, o nobre astuto disse que a intenção era explorar mais o turismo da região, cuja cidade de São João de Nepomuceno conta com menos de cinco mil habitantes e jamais foi polo turístico nas Minas Gerais.
Às vezes tenho absoluta certeza que cadeia seria pouco para certos políticos espertalhões que roubam dinheiro público, desviam recursos do erário e ainda solapam o sonho de esperança de um futuro melhor para o povo brasileiro.

9 de fevereiro de 2009

Quando os preços dos combustíveis vão baixar no Brasil?

Nenhuma lei de mercado ou regra da economia mundial consegue emplacar no Brasil e o motivo é sempre o mesmo, a lei da ganância nacional sobrepõe às leis da economia mundial. O preço sobe por que estamos na entressafra, o preço subiu por que choveu demais e os produtos estão em falta, o preço subiu por que não choveu, enfim, tudo é desculpa para ganhar mais e nunca diminuir os preços dos produtos.
Nem a crise que afeta a economia mundial nem a queda de um planeta do nosso sistema solar, nada será capaz de intervir na cadeia de preços nacionais. O governo faz a sua parte e ao contrário do mundo civilizado não reduz impostos, não reduz o déficit público e jamais vai permitir que a taxa de juros seja de um dígito. O Japão, a Grã Bretanha, os EUA e demais países estão todos errados, ninguém entende nada de economia, certo estão Lula, Meirelles e o Mantega.
O preço obsceno dos nossos combustíveis (Álcool, Gasolina e Diesel) é a maior prova dessa tese. Hoje mesmo o preço do álcool em Bauru – SP, está em torno de R$ 1.399 o litro nas bombas de combustíveis da cidade. A gasolina não sai por menos do que R$ 2.399 o litro. Isso independente da oscilação do dólar, do mercado externo e de qualquer outro mecanismo de análise utilizado.
O barril de petróleo no exterior variou nos últimos meses de U$ 140,00 (cento e quarenta dólares) no pico até U$ 38,00 (Trinta e oito dólares). O Brasil atingiu a meta de auto-suficiência na prospecção de petróleo e ainda descobriu milhões de toneladas de petróleo abaixo das barreiras do pré-sal. Mesmo assim, a gasolina que usamos com 23% de adição de álcool e um percentual desconhecido de impurezas jamais tiveram seu preço diminuído pelo governo Lula.
A plantação de cana de açúcar no Estado de SP ocupa a maior parte das terras produtivas e mesmo assim, com plantio constante e colheitas cada vez maiores, sem que haja problemas de quaisquer natureza ou entressafras, o álcool chega às bombas com preços abusivos, intermediados por recuos estratégicos seguidos de novos aumentos sem explicação plausível.
Os usineiros riem à toa, auferem lucros nababescos e ainda por cima têm acesso a linhas de crédito do BNDES para seus projetos e expansões de ganhos. Tratamento bem diferente daqueles que são dados aos agricultores, comerciantes e empresários em geral, para eles à Lei e os regulamentos burocráticos.
Hoje o litro de ouro, digo, de álcool é equivalente a 58% (cinqüenta e oito por cento) do valor do litro de gasolina no Estado de São Paulo. A Venezuela e a Argentina praticam preços menores para a gasolina que segundo consta é de qualidade muito superior à nossa. E a Petrobrás segue dando show de lucros mirabolantes enquanto os consumidores continuam indo as oficinas mecânicas trocarem suas bombas de combustíveis danificadas por utilizarem combustíveis idênticos à qualidade dos nossos políticos.

Congresso Nacional - Quanto desperdício de tempo e dinheiro!


A eleição para a presidência do Congresso Nacional demonstrou claramente para a nação brasileira o quanto se desperdiça dinheiro e tempo em prol exclusivamente dos interesses mesquinhos dos membros daquela casa. Por trás da fachada da democracia parlamentares negociam, vendem e distribuem abertamente seus preços como se ali estivesse um bordel eletrônico.
Com a diferença que no bordel pelo menos as mulheres trabalham e muito para ganhar seu sustento. A eleição do eterno Senador José Sarney custou muito aos cofres do Congresso e custará ainda mais na hora dos acertos de contas provenientes dos apoios solicitados e importantes nas costuras realizadas para contemplar o dono do Maranhão no poder.
Um cargo cujo orçamento é maior do que o da cidade de Porto Alegre, não pode ser desprezado. Nossos parlamentares jamais fariam isso em hipótese alguma, tem muito dinheiro e poder em jogo, quanto à importância democrática do cargo, bem, isso é fica para os discursos e entra apenas nos anais da casa.
Durante os quatro anos dos mandatos dos Deputados Federais e dos oito anos de mandato dos Senadores, raramente temos a oportunidade de ver a plenária lotada de parlamentares ávidos por votarem, por trabalharem.
Pois no dia da eleição para a Presidência do Senado e da Câmara, teve até parlamentar que veio de cadeiras de rodas para poder exercer seu direito. Quando é para votar coisas de interesse do povo...Juntar meia dúzia já é tarefa muito complicada. Teve político que até passou mal e teve de ser atendido pelo posto médico da casa. Ainda não se sabe se a causa do mal estar foi por conta do enorme esforço de ir ao seu trabalho ou se pela emoção de votar em Sarney e Temer.
O alto escalão da Justiça só pensa quase que exclusivamente em reajustar ou equiparar salários de seus membros da corte. O poder executivo gasta com viagens e propagandas além de desperdiçar tempo e dinheiro do povo. O poder legislativo trabalha em prol dele próprio e consome bilhões por ano em salários, benefícios que nenhum outro segmento da sociedade possuí e não produz nada de positivo para a sociedade que paga toda essa farra.
Enquanto isso o povo reza, os trabalhadores metalúrgicos diminuem salários em troca de chantagem para evitar demissões em massa e a sociedade como um todo continua pagando pesados tributos para manter essa fonte inesgotável de prejuízo intitulada democracia brasileira.

31 de janeiro de 2009

Uma licitação pra lá de estranha

Recebi outro dia uma mensagem pela internet, onde constava uma informação sobre uma licitação para a aquisição de quinze milhões de saches de gel lubrificantes. A licitação estava sendo conduzida pelo Ministério da Saúde do Brasil, fato comprovado através de uma pesquisa realizada junto ao site institucional daquele ministério.
O mais estranho nessa licitação é sabermos o porquê dela existir, quem no governo em seu Ministério da Justiça poderia justificar esse gasto absurdo com tal produto que entre outras coisas jamais foi item essencial para a saúde pública por exemplo. Saúde essa que carece de médicos na maior parte do país, medicamentos para os mais necessitados, hospitais com leitos disponíveis e equipamentos em pleno funcionamento para atender a enorme demanda.
Ao invés de investimento sério em itens que venham a favorecer milhões de brasileiros carentes de saúde pública percebemos que o governo quer torrar nosso dinheiro em gel lubrificantes. Talvez seja para a classe média usar na hora de ter de enfiar “goela” abaixo tantos impostos inócuos.
A verdade é que não há planejamento no governo brasileiro para nada, exceto a cobrança de impostos, algo que os nossos governantes leva muito a sério. De resto, inexiste a correta alocação de recursos naquilo que efetivamente é necessário para o povo mais carente do país.
Ao invés de torrar milhões com a compra de quinze milhões de saches de gel lubrificantes seria muito melhor que o mesmo ministério comprasse então “óleo de peroba” para que os membros do governo passassem nas suas faces sempre que fossem justificar compras e ações como essa do gel lubrificante.
No norte e nordeste além da região centro oeste o atendimento médico é precário para o povo daquelas regiões que com certeza não optariam jamais pelo investimento governamental de milhões de reais em gel quando faltam estoques de sangue, equipamentos para exames de raio X, ultrassonografias, entre outros mais importantes.
Mas como sempre, as justificativas são muitas e sempre muito bem elaboradas, exceto pelo fato de esquecerem de ouvir o povo para saberem realmente a onde a sociedade civil quer que o seu dinheiro seja investido centavo por centavo. A isso se chama transparência e participação popular nos destinos de uma nação, algo que está muito longe de ocorrer em nosso país.

Os gatos e ratos do Bolsa Família

“A palavra progresso não terá qualquer
sentido quando houver crianças infelizes”
Albert Einstein

A divulgação confirmando que um gato (felino) recebeu R$ 20,00 para seu dono, um agente de saúde da cidade de Antonio João (MS) foi quem descobriu a fraude e a denunciou ao poder público. O felino pertencia ao Sr. Eurico S. da Rosa que além do bichano ainda recebia mais dois valores provenientes de crianças que o casal nunca teve.
O Senhor Eurico é nada mais nada menos que o Coordenador do Programa Bolsa Família naquele município em Mato Grosso do Sul e para dar o exemplo de que essas políticas sociais são frágeis e ineptas roubava em seu favor.
Se um gato pode receber imaginem quantos “ratos” como o Eurico percebem mensalmente numerários irregulares frutos de fraudes contra o dinheiro público no Brasil? Se o próprio Coordenador escolhido a dedo pelo governo federal rouba, desvia e frauda o sistema, o que podemos pensar do restante do benefício?
No município de Antonio João existem 1.184 beneficiários do Bolsa Família, resta saber se devidamente cadastrados ou se são felinos, cães e ratos como o caso do benefício do Eurico. Ele será indiciado, teve o benefício suspenso, terá de devolver o que recebeu ilicitamente, foi exonerado do cargo, mas nada disso traz de volta a credibilidade perdida.
Ao invés de gastarmos bilhões de reais por ano com toda sorte de projetos tipo “bolsa esmola” o governo deveria investir em programas de desenvolvimento sustentável, obras para geração de novos empregos, redução das sua perversa política de juros estratosféricos e cobrança tributária irreal. Seria muito melhor que essa montanha de dinheiro usada como beneficio eleitoral fosse canalizada para projetos de saúde e educação nas cidades mais pobres do país.
Ao invés de pagar felinos seria muito mais inteligente que fosse implantado o projeto do Senador Eduardo Suplicy de renda mínima, um programa sério, comprometido e facilmente fiscalizado pelo governo federal. Suplicy tem divulgado e insistido sempre com a implantação de seu projeto em vão, uma vez que o governo federal prefere jogar dinheiro fora pela janela ou melhor para o lixo.

24 de janeiro de 2009

O viés cruel das montadoras

A sanha governista por mais impostos e pela manutenção de um Estado arrecadador e incompetente não tem fim jamais. Enquanto convive com gastos absurdos para poder manter sua estrutura gigantesca com mais de 37 ministérios e uma infraestrutura de dar inveja pela forma nababesca que arrecada e consome nossos recursos, o governo federal impõe à sociedade uma ditadura dos impostos.
Agora estamos convivendo com uma crise que afeta a economia mundial, essa crise mal chegou ao Brasil e já começa a mostrar a faceta mais cruel dos nossos empresários gananciosos e sem um mínimo de ética.
Um exemplo concreto é dado pelas montadoras que aqui instalam seus parques industriais, ganham fortunas, conseguem manter o balanço das suas matrizes e ainda recebem dos nossos governantes um tratamento diferenciado em relação aos impostos e tributos que deveriam recolher.
Ou seja, recebe de graça, isenção de impostos municipais, estaduais e federais por até dez anos. Contratam empregados por salários abaixo do mercado e lucram muito por anos a fio sem reclamar de nada. Até que acontece uma crise cujos brasileiros nada tem a ver, os gananciosos perdem dinheiro nas bolsas de valores, em especulação imobiliária e resolvem punir os empregados com a demissão sumária.
Os governantes bonzinhos que concederam isenções tributárias, nessa hora somem do mapa e da mídia, deixando os metalúrgicos ao Deus dará, sem auxílio algum. É um verdadeiro golpe do conto do vigário, o país recebe a multinacional, apóia, isenta de impostos, investe em estradas e infraestrutura e depois percebe que as empresas não têm nenhum compromisso com o nosso povo, com o nosso governo e muito menos reconhece os empregados como seus parceiros.
O setor de autopeças é quase tão nefasto quanto o das montadoras, seus empregados tem baixa remuneração, os preços praticados pelo setor são os maiores do mundo, não importando se a peça é ou não para veículos nacionais ou importados.
A ganância e a falta de compromisso com parceiros e colaboradores é marca registrada no setor automotivo nacional, bem diferente das propagandas promovidas por eles o ano inteiro. Aliás, o gasto com esse item supera em muito, o que deveriam investir em ética e qualidade de seus produtos.

9 de janeiro de 2009

O mundo surtou de uma vez

Algumas notícias neste começo de 2009 deixam-nos a impressão de que o mundo surtou de vez, que a vida não é mais a mesma e de que precisamos tomar um trem para o espaço ou viajarmos sem bilhete de volta para outro planeta.
Pois vejam alguns exemplos do que está acontecendo lá fora nesse instante:

1. A indústria pornográfica americana solicita U$ 5 bilhões ao governo americano em virtude da crise financeira que assola o mundo. Se até a indústria da sacanagem explícita está falindo, o que podemos imaginar do resto da economia ortodoxa? Se até a sacanagem está pedindo dinheiro, começo a achar que o mundo vai parar. Aqui no Brasil quem torra nosso dinheiro público é a Indústria da Corrupção, se bem que, também produz muita sacanagem.
2. Após o divórcio um homem pede na justiça americana que a ex-mulher lhe devolva seu rim doado a ela quando ainda estavam casados e ainda lhe pague uma indenização de U$ 1,5 mi a título de compensação. O médico disse que doou o rim em 2001, sendo que a “ingrata” entrou com pedido de separação quatro anos mais tarde. Em quem confiar? Logo teremos pedidos de devolução de implante de silicone, cirurgias plásticas, retiradas de botox...
3. No Brasil um prefeito assume a gestão da cidade e encontra um estoque no almoxarifado da Prefeitura de R$ 250 mil em papel higiênico. Seu antecessor preocupado com a higiene nos banheiros da prefeitura não poupou esforços para deixar tudo limpo. Haja sujeira para usar tanto papel. E a educação, saúde e demais áreas no município continuam uma m...
4. O presidente boliviano Evo Moralez assumiu seu governo falando grosso e ameaçando o Brasil com a estatização do gás boliviano e a nacionalização da nossa Petrobrás em solo boliviano. Atualmente o intrépido aprendiz de Chavez reclama com o mesmo Brasil, pela queda na demanda do mesmo gás que tentou usar para fazer chantagem e pressão. Pelo visto a bola do Evo murchou de vez e ele vai precisar de muito gás para enchê-la novamente.
5. A britânica Karen Ferrier obsessiva por dálmatas está leiloando sua coleção de itens com bolas pretas imitando a raça dos cães que tanto ama. Entre as inúmeras peças, estão papeis higiênicos, dois automóveis brancos com bolinhas pretas entre as três mil e quinhentas peças da inglesa maluquinha. O marido conseguiu escapar ileso e não foi obrigado a colocar bolinhas pretas em lugar algum do corpo.
6. Um casal de chilenos tentou ludibriar uma agencia bancária, fazendo a jovem maquiada se passar por sua avó que estava viajando enquanto o netinho tentava roubar seu dinheiro no Banco. A caracterização mal feita acabou fazendo com que os pombinhos traiçoeiros fossem presos. Se fosse no Brasil, com certeza o golpe seria aplicado e passaria numa boa, por uma questão de now know de nossa gente criminosa.

Isso é só uma pequena e ínfima amostra das loucuras que andam acontecendo mundo afora e que se fossem todas relatadas ultrapassariam todos os limites.

Comércio poupa Bancos mas pune os honestos

Os comerciantes sofrem nas mãos dos vigaristas, estelionatários e falsários que habitam a nossa terra brasilis desde há muito tempo. Nos últimos anos essa situação de cheques sem fundo, roubados e outras aberrações tem se proliferado mais que político corrupto.
Os bancos por sua vez viraram casa de comércio de cartões de crédito, seguros, empréstimos e financiamentos e não importa à qualidade e a idoneidade de seus clientes, quantidade é a meta. Se um cliente passar um cheque sem fundo a instituição bancária o premia com mais um ou dois talões de cheques.
O Banco Central regulamenta tudo que não importa para a sociedade, mas permiti essa farra do boi, deixando que a credibilidade do sistema fique à deriva completamente. As punições são brandas para ambos os lados e no fim do túnel sofrem todos menos os que deveriam. A impunidade é a marca indelével do sistema e não seria diferente na nossa economia de mercado.
O cidadão que leva a vida como seguidor da infeliz “Lei de Gerson” navega em águas calmas, pode ter conta em banco, possuir cartão de crédito e talão de cheque, pode assim, enganar comerciantes e incautos e ainda estar livre para comprar cada vez mais, sem se preocupar com a nossa justiça. Aquela que está muito mais preocupada em exceder limites de salários para marajás do que para com a nossa vida terrena.
O honesto enfim, bom, esse é punido pelo governo que lhe cobra altíssimos impostos e tributos de toda natureza. Não pode passar cheque em estabelecimentos comerciais, onde o comerciante impõe limites e cerceia-lhe o direito à compra, exigindo cartões, identificações e toda qualidade de burocracia e imposições formais. Existem casas de comércio que não aceitam mais cheques, outras impõe limites máximos para aceitá-los.
O cidadão honesto paga a conta pelo comerciante que não procura identificar através de cadastro prévio e informatização seu ponto comercial. Paga pela omissão do Banco Central e dos Banqueiros que fazem vistas grossas aos falsários, paga também por ser honesto e agir a vida inteira de acordo com as leis e os bons costumes exigidos e cumpridos em qualquer sociedade de primeiro mundo.
Ao invés das Federações e Associações Comerciais travarem guerra contra a permissividade dos bancos em favor dos clientes honestos, prefere impedir o acesso de todos ao uso do cheque. Exigir cadastro, documentação, assinatura é melhor do que nivelar a todos no mesmo patamar.
Seria simples resolver o impasse: Cheque devolvido = conta encerrada. Conta encerrada = a nome no SPC/Serasa/Banco Central. Reincidência: Igual à Multa de vinte salários mínimos + Processo. Mas isso requer inteligência, trabalho e o fim da impunidade, o que nesse país é simplesmente impossível.