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9 de setembro de 2012

Reforma do Poder Judiciário!

“O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo”. Aristóteles


O Brasil é uma Nação nova, tem apenas 517 anos, se comparada aos países Europeus e a algumas nações milenares da Ásia é apenas um jovem país em formação. Entretanto, não podemos ficar esperando o futuro, se, de alguma forma não fizermos no presente as lições de casa que nossa sociedade tanto almeja. Para tanto, é preciso coragem, capacidade, honestidade, princípios éticos, moralidade e muita vontade política.

Temos deficiências no ensino, onde nossa Educação é frágil. Nosso sistema de saúde é bom, porém não funciona em razão de nossa péssima máquina burocrática que engole as virtudes e expõe as vicissitudes do próprio sistema.

Temos carências em vários setores da administração pública, muitas coisas por corrigir para que possamos aperfeiçoar o país e torna-lo uma grande Nação. Para tanto é necessário que os governantes deixem de se acovardar e implementem reformas políticas, tributárias, administrativas e tornem possível sonharmos com um futuro digno.

O país retomou seu processo de redemocratização política em 1985, a partir de 1990, voltou a eleger seus candidatos a todos os cargos eletivos por meio do sufrágio universal. Neste sentido tentou aperfeiçoar o sistema eleitoral dotando-o de meios informatizados e com regras mais abrangentes e rígidas.

Porém no meio deste longo caminho de retomada da redemocratização, alguns setores ficaram à mercê da corrupção, que cresceu como uma praga e se enraizou em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira. Deixando marcas indeléveis em todos os setores da nossa vida.

A Justiça que poderia ser nossa guardiã e nos proteger desta epidemia, infelizmente também foi infectada, ficando doente, fragilizada e moribunda. Deixou de ser uma fortaleza contra o crime e seus mandatários. Atuando de forma branda, deixa mais fácil a vida dos criminosos dentro e fora das penitenciárias em todo país.

Leis foram redigidas para beneficiar criminosos do chamado colarinho branco, políticos, governantes, empresários e funcionários do sistema politico brasileiro em geral. O sistema judiciário precisa de reformas profundas. A começar pela proibição da indicação dos membros do STF pelo Poder executivo.

As cadeiras de todas as instâncias do sistema judiciário devem ser preenchidas de acordo com regras pré-estabelecidas pelo próprio sistema. Outra alteração que deve nortear o sistema á a atualização constante dos códigos civis, penais que são as bíblias do nosso sistema judiciário e não podem ficar 40 ou 50 anos sem serem atualizadas.

A criminalidade no país é crescente, assusta e preocupa a todo conjunto da sociedade. Impossível que as autoridades do Poder Judiciário continuem alheias ao clamor popular por alterações nas leis criminais deste país. Como por exemplo:

1. Fim da proibição de penas acima de 30 anos;

2. Prisão perpétua para os chamados crimes hediondos;

3. Instituição de penas severas para crimes de sequestro, sequestro relâmpago, estupro, assaltos a qualquer estabelecimentos comerciais com uso de artefatos explosivos em caixas eletrônicos;

4. Fim dos benefícios de Indulto. A chamada “Saidinha” é algo imoral que não deve nortear nossas penitenciárias a cada feriado sem critérios técnicos e fiscalização do Poder Judiciário;

5. Fim da Progressão de Penas, exceto para penas leves de até 10 anos de prisão e desde que o criminoso estude ou trabalhe na prisão, não tenha tirado a vida ou contribuído para tira-la;

6. Fim do pagamento de qualquer benefício com recursos da Previdência Social para presos ou familiares de quem é condenado pela Justiça;

7. Reforma completa das Policias Federal, Militar e Civil em todo país. O combate à criminalidade começa com sistema policial exemplar, moderno e com profissionais bem treinados, bem remunerados e dotados de alta tecnologia;

8. Reforma completa do Sistema Penitenciário com investimento maciço em Presídios de Segurança Máxima dotados de alta tecnologia e autossustentável (onde os presos trabalhem e estudem em tempo integral);

9. Fim da permissividade em todo sistema prisional do país com duplicação de penas para quem usar celulares e outros meios de comunicação externa;

10. Duplicação de penas para casos de fugas, brigas e rebeliões;

11. Penas em dobro para todo e qualquer criminoso oriundo do sistema penitenciário, judicial, policial ou que atue em qualquer órgão público do país como agente público;

12. Duplicação das penas para quaisquer crimes cometidos sob ingestão de drogas ou bebidas alcoólicas;

Não há mais tempo nem espaço para nossos governantes, a hora é agora, a criminalidade ultrapassa o bom senso, violenta o aceitável e faz o país perder bilhões por ano aparando arestas e gastando comum sistema falido e ultrapassado, além de covarde.

26 de agosto de 2012

Saudade do velho amigo João!

"A amizade é sublime:
nela resplandece a força da humanidade."
Franz Feuerbach.

Estava chegando a Bauru no final do ano de 1996, ainda residia em Bariri, há 65 quilômetros de distância, fiquei três anos me deslocando entre as duas cidades até poder comprar um imóvel em Bauru. A cidade de Bauru acabava de ter o resultado das eleições para prefeito definida. A oposição ganhará o pleito daquele ano e a cidade vivia um momento de ebulição política.

Eu aos poucos começava a conhecer a chamada cidade sem limites, seu tamanho não me preocupava nem me assustava, visto que nasci em São Paulo e havia vivido na capital paulista por 38 anos de minha vida. Minha preocupação era me adaptar ao ritmo de vida da cidade, conhecer suas peculiaridades e tudo de bom que pudesse nos oferecer.

Trabalhava numa empresa que ficava fora da área urbana da cidade, aproximadamente quatorze quilômetros distante do centro da cidade. Como a empresa não possuía refeitório, eu e o amigo Amauri, vínhamos até o centro para almoçar em um de seus restaurantes.

Estacionávamos o carro bem no centro da cidade, num estacionamento que fica até hoje no cruzamento das ruas Agenor Meira com Ezequiel Ramos, um lugar que nos possibilitava acesso fácil a várias opções de restaurantes e lanchonetes.

Foi neste ápoca que então conheci o “velho” João Cervantes, que trabalhava neste estacionamento, uma figura simpática, sempre sorridente, que brincava muito conosco, nos provocava às vezes, ria conosco e sempre tinha algo de bom para nos falar naqueles rápidos momentos em que deixávamos o veículo ou quando o retirávamos pra voltar ao trabalho. Esta convivência embora rápida, tornou-se para mim prazerosa pelo contato com aquela pessoa do bem.

Quando ele ficou sabendo que trabalhávamos na Cesp abriu um enorme sorriso e rapidamente nos contou que sua filha trabalhava na mesma empresa. Quem o ouvia falar dela pensava que era uma adolescente, tal o carinho e a intensidade com que falava das filhas, netos e esposa. Fui conhecê-la tempos depois e temos até hoje uma solida amizade entre nossas famílias.

Todos os dias na hora do almoço era o mesmo ritual, ele nos via, dirigia-se até o carro e ao sairmos nos provocava, brincava e às vezes nos contava uma piada. Essa rotina de segunda à sexta acabou fortalecendo uma linda amizade entre eu e o João.

Encontramo-nos várias vezes, fui conhecer sua casa e sua adorável esposa tempos depois e fiquei encantado com sua generosidade, sua simplicidade e a forma bonita como criou suas filhas e tratava a todos ao seu redor.

No ano de 2010, num daqueles enredos que somente Deus pode desvendar um dia aos pobres mortais, num curto espaço de tempo João e sua esposa foram ao encontro do pai celestial. Deixando a todos tristes pela ausência prematura, porém, ficou em meu coração o exemplo de vida, o respeito ao próximo, e o amor incondicional, imutável, indiscutível que João nutria pela “Dona Leonor” e por todos ao seu redor.

Onde quer que esteja, sabemos que está bem, que estão de mãos dadas, provavelmente caminhando e sorrindo para a nova vida. Espero um dia poder reencontra-los.

23 de agosto de 2012

O ensino no país é mais uma vez reprovado!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

A divulgação dos índices que tentam mensurar a qualidade da educação feita no Brasil é a mesma dos nossos governantes, ou seja, zero! O IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica criado em 2005 e divulgado a cada dois anos mostram que a educação, bem como nossos governantes foram reprovados. Os números são tão baixos e tão aquém do desejável que somente três Estados conseguiram média superior a 4,0. São eles SP, SC e PR respectivamente. Isso numa escala que varia de 0 a 10.

Chama a atenção que o ensino particular, antes um oásis neste segmento, com melhores escolas, sistemas educacionais e qualidade de ensino e profissionais, vem mostrando uma queda que preocupa e deveria ser motivo de muita reflexão por parte daquele setor.

Neste segmento com melhores salários e condições de ensino, posso crer que a ganância dos seus proprietários possa ser o fator que esteja prejudicando a qualidade do ensino por eles adotados. Recursos podem estar migrando para longe das salas de aulas. Preocupante que o antes melhor ensino do pais, possa estar sendo reprovado em índices qualificativos e tenha diminuição sensível nos seus resultados mesmo tendo um preço elevado para os pais de seus alunos.

Quanto às escolas públicas, elas vêm sendo sucateadas há anos pelos nossos intrépidos e corruptos governantes, não se investe na qualidade das escolas, na transformação do sistema, com ênfase para a qualificação e melhora da remuneração dos profissionais envolvidos. Faz-se premente a realização de um estudo a nível nacional da revisão da grade curricular no ensino médio, um trabalho que deve ser feito por Educadores de todo imenso território nacional. Ocasião em que se pode discutir todo o sistema educacional brasileiro, modernizando-o e o recolocando no patamar merecido e que toda sociedade espera.

A educação em todo país precisa de investimentos maciços e contínuos, além de um planejamento severo para que os recursos sejam efetivamente carreados para atender necessidades regionais de cada Estado. A carência de profissionais, a falta de formação adequada e a necessidade de melhoria das carreiras são os maiores problemas enfrentados pelos gestores para mudar esta triste realidade.

O IDEB pode não ser o maior nem o melhor índice, pode ser questionado ou não, o que não tem discussão é a qualidade que advém do sistema educacional brasileiro há muitos anos. Esta com certeza é indiscutível e beira a reprovação ou júbilo como dizíamos há 40 anos. O Brasil precisaria ter investido “ontem” na educação, pois a seguir desta forma, nossa sociedade não terá futuro como nação. Que profissionais estaremos formando para daqui a vinte anos? Os prejuízos serão incalculáveis e ficará impossível mensurar o quanto o país perderá com esta situação promovida pela ausência de sensibilidade e caráter dos governantes para com a educação de nosso povo.

20 de agosto de 2012

Os nossos recursos continuam sendo mal utilizados!


Assim devemos ser todo dia, mutantes,
porém, leais com o que pensamos e sonhamos;
lembre-se, tudo se desmancha no ar,
menos os pensamentos. Paulo Baleki

O nosso país é o que mais arrecada impostos no planeta sem dar em troca o valor arrecadado em forma de saúde pública, educação de qualidade, segurança pública, habitação e saneamento básico principalmente.

Esta arrecadação tributária exorbitante e desmedida serve para custear programas sociais de eficiência duvidosa, alimentar indústria da corrupção e ser utilizada para custear a divida interna de um governo sem controles.

Esta situação em maior ou menor proporção é extensiva aos governos estaduais e municipais por todo vasto território nacional. Privatizaram setores da economia, desempregaram milhões, porém não conseguem fazer uma reestruturação administrava decente em seus próprios governos.

Com isso torram milhões com um quadro de funcionários imenso, sem que, no entanto façam com que esta multidão preste serviços de qualidade a população. Gastam outros milhões com propaganda do que prometem, do que pensam que vão fazer e até do que nunca fizeram.

O orçamento da União assim como dos Estados e Municípios é discutido à exaustão, mas sempre ao final do ano seguinte, a maioria das verbas a eles destinadas não é gasta com aquilo que se aprovou e deveria contemplar a sociedade.

Obras são prometidas e não raramente não saem dos papéis, sequer são erigidos seus projetos ou seus processos licitatórios. Faltam penitenciárias, hospitais, escolas, casas populares, manutenção e conservação de estradas, ferrovias, construção de novos aeroportos e portos, hidrovias, etc.

Sem contar com a premente e já exaurida necessidade de reformas politicas, tributárias, dos sistemas judiciais, enfim, uma reformulação completa que recoloque o Brasil próximo do terceiro mundo, visto que nos últimos anos de corrupção desenfreada descemos um pouco neste patamar de avaliação de países dentro da conjuntura mundial.

Temos potencial, mas no falta ação, honestidade de propósitos de nossos falidos governantes, que gastam mal, não tem visão de futuro e acabam levando a corrupção para o meio da sociedade, transformando-a em algo “normal” para todos.

No dia 15/08/2012 a presidenta Dilma Rousseff mais uma vez prometeu assim como seus três últimos antecessores (Collor, FHC e Lula) um pacote de obras de infraestrutura nos transportes (Rodovias e Ferrovias).

O pacote de concessão (Privatizar ou terceirizar) para duplicar quase 6.000 quilômetros de rodovias sem ter conseguido cumprir metas bem mais modestas de obras iniciadas há quatro anos em estradas federais concedidas.

O último grande pacote de concessões de rodovias foi licitado em 2007, com contratos assinados em 2008 que previam investimentos de R$ 945 milhões (R$ 1,2 bilhão em valores atualizados) em 270 km de obras de duplicação e construção de estradas.Essas obras deveriam estar concluídas até o início de 2013, mas nenhuma ficará pronta no prazo. Até fevereiro, apenas pouco mais de R$ 100 milhões haviam sido gastos nos projetos.

Impossível acreditar nela e em seu staff do ministério dos transportes. A promessa levada ao ar por todas as formas de mídia existentes, não será cumprida assim como não foram nenhumas das anteriores nos últimos 25 anos no país. Estradas existem apenas em SP, construídas antes do PSDB tomar posse eterna do Estado, onde a maioria está pedagiada (Pedágio - que é a maior obra do PSDB em 17 anos), pois no restante do país, temos arremedos de estradas sem duplicação, sem asfalto e sem segurança alguma para veículos pequenos e caminhões.

Nem o escoamento da safra é feito de forma correta, perdemos milhões com o desperdício de grãos, centenas de acidentes diários com mortes por causa dos milhares de caminhões circulando em nossas estradas precárias.

Safra, aliás, que deveria ser feita através de ferrovias modernas e seguras, visto que nosso país tem imensa plataforma continental assim como a China, Índia, etc. Mas FHC e o seu PSDB preferiu sucatea-las ao invés de implementa-las para maior segurança e eficácia dos nossos deslocamentos internos e de nossas cargas. O PT comodamente deixou tudo como estava.

Uma vergonha nacional que se soma aos aeroportos compatíveis com republiquetas de quinta categoria. Nossos portos então são obsoletos e nos envergonham diariamente. Portanto, esta soma vultosa de recursos prometidos por Dilma Rousseff talvez seja mais um ato de marketing, num ano eleitoral, onde o partido do poder precisa de espaço na mídia para tentar manter seu status quo.

17 de agosto de 2012

O alto custo de uma medalha olímpica!

“O poder da observação cuidadosa é chamado
cinismo por aqueles que não o possuem" G. Shaw




O governo brasileiro divulga que investiu R$ 1,4 bilhão de 2009 a 2012, em modalidades olímpicas. Estes recursos são oriundos do orçamento da União, empresas estatais, lei de incentivo ao esporte, loterias federais, etc.

Ou seja, caso esta afirmação seja verdadeira e toda esta montanha de recursos tenha realmente sido carreada para o esporte olímpico, podemos afirmar que cada uma das 17 medalhas obtidas em Londres custou à bagatela de R$ 82.352.941,18 (Oitenta e dois milhões, trezentos e cinquenta e dois mil, novecentos e quarenta e um reais e dezoito centavos) aos brasileiros que custearam com seus impostos e ações estes investimentos.


Não penso que o nosso país seja obrigado a se transformar numa potencia olímpica, seria muito mais inteligente investirmos na educação maciça onde o esporte poderia estar atrelado em projetos voltados para a disseminação dos esportes de acordo com a aptidão dos alunos.


Seria muito mais coerente que investíssemos nossos recursos em Centros de Excelência do Esporte incluindo diversas modalidades em várias cidades do país. Onde jovens estudantes poderiam praticar natação, vôlei, basquete, judô, atletismo, para crescerem respirando cidadania e saúde.


Um país cuja saúde pública é de terceiro mundo não pode nem deve sonhar em ser potencia olímpica jamais. Gastar bilhões para satisfazer o ego de meia dúzia de dirigentes e dezenas de ufanistas não é digno de uma Nação tão carente como o Brasil.


A Noruega e muitos outros países europeus enviam delegações modestas aos jogos olímpicos. Investem poucos recursos e estão pouco se importando com medalhas de ouro, resultados ou recordes. Na verdade o que mais importa a eles é viver com saúde, educação de qualidade e terem uma geração de jovens saudáveis e preparados para a vida.


Aqui no nosso país, comemoramos medalhas olímpicas ao custo obsceno de bilhões de reais, dinheiro mais do que suficiente para erguer escolas, hospitais e dar saneamento básico e água potável para milhares que ainda não possuí em suas propriedades.


Claro que sempre observando o fato de que não temos certeza se estes recursos ora divulgados foram realmente empregados naquilo que o governo federal afirma ter investido. São tantos desvios, superfaturamentos e corrupção que não dá pra crer sem ver os comprovantes carimbados e auditados.

16 de agosto de 2012

Comportamento da Idade Média no Século XXI

A humanidade não se divide em heróis e tiranos.
As suas paixões, boas e más, foram-lhe
dadas pela sociedade, não pela natureza.
Charles Chaplin

Uma cena no cotidiano da cidade de Jundiaí no Estado de São Paulo, chocou aqueles que a presenciaram ou viram pela TV ou ainda na internet. Uma agressão selvagem, totalmente desnecessária, que coloca o casal de agressores a um idoso muito abaixo de qualquer espécie do reino animal. Em tempo, nenhum animal agiria assim com certeza.


O fato aconteceu dentro do terminal rodoviário da cidade do interior paulista quando uma das filhas do casal de oito anos de idade passa por baixo da catraca, contrariando a lei que permite apenas que crianças com até cinco anos passem gratuitamente naquele local.


O senhor que trabalha no local advertiu os pais, que reagiram de forma violenta, agredindo o funcionário de 70 anos com uma brutalidade desproporcional ao fato gerado por culpa deles próprios. Isso tudo na frente de seus filhos, que não entenderam nada do que acontecia.


O idoso ficou bastante machucado enquanto os covardes fugiam do local. Instantes depois a guarda municipal conseguiu localiza-los e prende-los. Foram então levados a uma delegacia onde foi lavrado Boletim de Ocorrência e os selvagens liberados para responder em liberdade.

Seria oportuno que o conselho tutelar visitasse o casal de agressores, pois não é difícil imaginar como seja a vida destas pobres e inocentes crianças cujo único pecado foi nascer no mesmo teto de seus ignóbeis pais.


Seria importante também que a justiça para variar um pouco acordasse e fizesse com que este ato de agressão contra um homem indefeso de 70 anos não passasse impune. Estes dois cretinos deveriam pagar tendo de trabalhar naquele mesmo local durante 360 dias, para então aprenderem a se relacionar com gente.
Às vezes nem parece que vivemos no século XXI, pois no Brasil tem pessoas que mais parecem agir como se estivessem na Pré-História.


12 de agosto de 2012

Greve escancara a má gestão dos recursos!


Não há silêncio que não termine.
Pablo Neruda

Uma boa parte do contingente de funcionários públicos do governo federal está em greve. Por razões nem sempre iguais, porém convergindo sempre quando a reivindicação é salarial, policiais federais, professores, técnicos alfandegários, enfim, empregados de diversas áreas cruzaram seus braços.

Dilma do PT se iguala e nivela suas ações como gestora de recursos humanos à FHC, que durante seus oito anos de governo tratou os funcionários públicos a pão e água e em bebedouro distante. Durante aquele período a categoria sequer recebeu a correção da inflação pelo período de oito anos.

Podemos questionar os percentuais pedidos em cada categoria, podemos questionar o direito ou não à greve, o momento e a estratégia utilizada pelos seus representantes, mas uma coisa não se pode discutir, os trabalhadores têm de receber seus salários em dia, corrigidos anualmente pelos índices de inflação.

Dinheiro existe e em grande quantidade, pois se a crise europeia, tão utilizada em discursos por Dilma assustasse de verdade nosso país não estava embarcado nos devaneios da realização de Copa do Mundo e Olimpíadas em 2014 e 2016.

Na hora de fazer discursos lá fora de forma ufanista o governo federal cita realizações e a organização destes eventos, quando precisa justificar a má conduta e a sua ausência nas mesas de negociações salariais, diz que o mundo está em crise.

O petismo perdeu a coerência quando assumiu a função de governo, rasgou estatutos, jogou no lixo seu ideário, passando a agir como um relés partido de direita que embevecido pelo poder perde repentinamente a memória e faz tudo que criticava ferozmente antes de ser Poder.

Claro que, muitos podem criticar o funcionalismo público, entretanto, precisam distinguir o joio do trigo, pois quem não trabalha são os funcionários sem concurso e que foram contratados pelos nossos governantes para exercerem funções de assessoria, chefia, enfim, não são os professores, técnicos, policiais, gente que bate ponto, carregando nas costas um patrão que se faz ausente em tempo integral.

Desde o governo Collor a única coisa que deveria ter sido feita para resolver esta questão e que simplesmente nenhum governante (Collor, FHC, Lula e Dilma) quis fazer é uma reestruturação completa do serviço público federal neste país. Uma revolução administrativa que deveria conter o seguinte:

Ø Redimensionamento do quadro de pessoal;
Ø Enxugamento da máquina estatal, com remanejamentos entre órgãos e pessoas se necessário;
Ø Plano de carreira com definições claras de alcance para cada segmento;
Ø Premiar por eficiência, adotando um plano de correção salarial que leve em conta experiência anterior e no cargo ocupado, formação acadêmica, pontualidade, criando pagamento de bônus e mérito por meio de ferramentas de controle e averiguação técnica de produtividade e criatividade.
Ø Adotar correção salarial por índices como FIPE, por exemplo, corrigindo distorções existentes nas categorias de forma separada, tratando os iguais de forma diferente.
Ø Por fim, o governo federal deveria investir em treinamento, qualificação e modernização do seu quadro de funcionários possibilitando a diminuição dos gastos com folha de pagamento.

O que não pode é o país semiparalisado ouvindo Dilma discursar ao vento. Se reclamarmos do PIB baixo a gerentona engrossa a voz para dizer que prefere investir na criança e adolescente. Se funcionários estão em greve ela diz que prefere investir em empregos no setor privado.

Então Dilma, faça ambas as coisas que prega, pois você foi eleita pela maioria para gerenciar tudo, inclusive crises. Faça pelo jovem, invista na busca por emprego com carteira assinada, sem deixar de gerenciar com competência o quadro de funcionários públicos federais.

5 de agosto de 2012

Regulamentações versus Jeitinho brasileiro!


Uma comissão consiste de uma reunião de
pessoas importantes que, sozinhas,
não podem fazer nada, mas que,
juntas, decidem que nada pode ser feito.
Fred Allen

O povo brasileiro embora não admita, acabou se acostumando com o execrável “jeitinho brasileiro” para resolver as coisas que lhe são afetas em seu cotidiano pessoal e profissional. Não existe país no mundo onde leis, decretos, regras e regulamentações sejam tão burladas, combatidas e não cumpridas.

Tanto é verdade que antes das leis, regulamentos ou ordens serem dadas alguém na galera já saí na frente e diz: “Esta coisa (Lei) não vai pegar”. Fica claro a cada dia que muitos querem viver de seu jeito, dentro de sua zona de conforto, sem precisar cumprir regras e determinações oficiais que alterem sua vida.

No momento estamos com alguns exemplos claros desta forma de viver a vida do nosso povo. Em São Paulo uma regulamentação da profissão de Mototaxista e Motoboys sofre uma imensa rejeição por parte dos interessados que protagonizaram um dia de fúria na cidade, parando diversas avenidas em protesto contra a mesma.

O Contram (Conselho Nacional de Trânsito) exigiu em 2010 que para a regulamentação da profissão os envolvidos deveriam realizar um curso de capacitação que deveria entrar em vigor a partir de sábado próximo dia 04/08/12. Ou seja, dois anos após publicar a resolução.

Os sindicalistas representantes das duas categorias alegam que não houve tempo para que os mesmo cumprissem a regulamentação. Estranho, em dois anos apenas 20% da categoria concluiu o curso e agora os demais alegam falta de tempo...

Os caminhoneiros estavam parando as rodovias brasileiras pelo mesmo motivo até ontem. Não querem aceitar uma regulamentação que beneficia a própria categoria. Na verdade neste caso, desconfia-se que os empresários do ramo estejam pro trás da ordem para paralisação.

Mas que categoria é esta que aceita que seus comandados sejam obrigados a parar em nome de uma regra que os beneficiam no cumprimento de suas atividades?

O código florestal brasileiro sofreu do mesmo problema, ninguém se entende, todos os itens têm duas ou três versões diferentes e no fim, tudo cai no esquecimento e a população arca com os prejuízos.

Ninguém quer na verdade regras rígidas, leis firmes, ficam procurando brechas para poder burlar o que é certo. Recorrem, fazem greve, mas na verdade estes mesmos cidadãos jamais participariam de uma greve geral contra a Corrupção no país.

A maioria dos mototaxistas, motoqueiros, motoboys, caminhoneiros e brasileiros em geral são corretos, mas infelizmente, a minoria grita mais alto e acaba levando vantagem sobre um maioria inerte, sonolenta e conformada com o destino de suas vidas e de nosso país.

Quem dera todos eles se unissem em prol do bem comum. De uma sociedade mais justa e correta. Por que não parar o país contra a corrupção? Por que não fazer paralisações na frente do STF para mostrar nossa indignação contra os mensaleiros corruptos?

1 de agosto de 2012

No Brasil legado dos jogos é sinônimo de dividas e mentiras!


“Sejamos razoáveis,
busquemos o impossível”.
Platão, 400 A.C

Em 2002 a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede dos jogos Pan Americanos para o ano de 2007 vencendo a cidade de Santo Antônio nos EUA. Na ocasião seus governantes, empresários e lobistas fizeram festas e comemoraram muito a escolha feita pelos integrantes da ODEPA.

Um dos argumentos mais utilizados pelo governo do RJ na ocasião era de que a cidade herdaria um imenso legado com os jogos. Isso não aconteceu, na verdade por incrível que possa parecer, as instalações sequer serão utilizadas para os Jogos Olímpicos na mesma cidade em 2016. O povo? Bem o povo não tem acesso a nada como de praxe.

Após os Jogos, entretanto, algumas instalações foram subutilizadas, o que gerou descontentamento entre atletas e dirigentes. O Velódromo da Barra, por exemplo, ficou mais de um ano sem receber competições oficiais de ciclismo, chegando a ser usado para eventos de outros esportes, como judô e levantamento de peso, e o Parque Aquático Maria Lenk ficou meses fechado.

Os gastos com a preparação e construção das praças desportivas foram muito acima do orçamento inicial, o governo federal teve que dar aporte de milhões para que os jogos pudessem ser realizados. Suspeitas de superfaturamento eram evidentes até para uma criança na Etiópia.

Entretanto, nenhuma fiscalização ou investigação mais rigorosa foi realizada e levada a cabo pelo MP ou pelo Congresso Nacional. Dúvidas ficaram no ar sobre forma de licitações e procedimento utilizados pelos organizadores. Os gastos estimados giram em torno de R$ 6 bilhões de reais.

Mesmo assim, os mesmos “Organizadores” partiram para um sonho ainda maior, com gastos ainda maiores na organização da Olimpiada RJ/2016. Sendo que entre um e outro haverá ainda a Copa do Mundo de Futebol com uma das sedes sendo justamente na cidade do Rio de Janeiro.

A cidade parece um imenso canteiro de obras, claro que, aquelas realizadas com preço a peso de ouro para o Pan/2007, foram esquecidas, agora é tudo novo, alguns canalhas dizem que a culpa é do COI, cujas exigências são muito rigorosas e acima das da ODEPA.

Mentira – O presidente do Cômite Olímpico Brasileiro é Carlos Nuzman que também era em 2007membro do mesmo COI. Será que o Senhor Nuzman não sabia das tais exigências na hora de fazer o PAN/2007?

A perspectiva é de que passemos vergonha antes e durante as realizações da Copa do Mundo/14 e Olimpíadas no RJ/16, para depois passarmos muita raiva quando as faturas das duas aventuras começarem a ser cobradas da sociedade.

O rombo na nossa economia talvez seja o maior legado que Eduardo Paes (Prefeito do RJ), Sérgio Cabral (Governador do RJ), Carlos Nuzman (Presidente do COB) e Dilma Rousseff deixem para o povo carioca e braileiro pagarem.

21 de julho de 2012

O incompreensível fardo da carga tributária sobre os salários!


“Sejamos razoáveis,
busquemos o impossível”.
Platão, 400 A.C

Entra governo sai desgoverno no Brasil e nunca tivemos alguém que eu me lembre, preocupado em aliviar ou trazer para um patamar inteligente e razoável a perversa cobrança da carga tributária sobre os salários no Brasil.

A cada empregado com carteira assinada o empregador no país recolhe algo em torno de 80% a 110% de impostos para engordar os cofres de quem a principio deveria incentivar a contratação em massa de brasileiros com carteiras assinadas, garantindo recolhimento de INSS, FGTS, etc.

Hoje em dia no mercado de trabalho estão sendo oferecidos empregos para quem tem formação universitária com salários que estão geralmente abaixo de R$ 900,00.

Esta absurda carga tributária tem alguns efeitos nocivos à sociedade e em particular ao empregador e aos empregados que quase sempre estão desempregados.

São elas as seguintes:

 Onerando o emprego, diminuímos a quantidade de empregados com carteira assinada sendo contratados, o chamado efeito “Tiro no pé”;

 Isto acaba, embora não se justifique, levando a geração de milhões de empregos sem carteira assinada, sem benefícios e sem o devido recolhimento de INSS, IR, FGTS, etc. Gerando o efeito Sonegação Oficiosa nas barbas do governo.

 Os brasileiros acabam sendo obrigados a aceitar salários miseráveis que beiram o ridículo, porém, é o que está sendo oferecido pelo mercado;

 O governo perde em arrecadação, embora não haja nenhum ser inteligente e com coragem suficiente para mudar esta situação absurda, pois quanto menor forem os tributos, maiores serão as arrecadações do governo.

Nem FHC com sua plumagem aristocrática, nem o metalúrgico rústico Lula, nem tampouco a gerentona Dilma, conseguiram enxergar o óbvio e preferiram perpetuar a crescente cobrança de impostos onerando em demasia a classe média e destruindo qualquer possibilidade de crescimento da oferta sustentável de empregos no país.

No geral os governantes querem duas ou três coisas no máximo: 1º: Se elegerem; 2º: Se reelegerem e em 3º: Torrar recursos públicos com publicidade e ter gastos em obras e serviços com seus financiadores e correligionários.

Manter a inflação desde 1994 é uma meta que segue sendo mantida, porém, para tanto engessaram a nossa economia e continuam gastando bilhões com uma divida interna que não para de crescer.

Deixando de lado medidas cabíveis que poderiam ser adotadas como, por exemplo: A redução da carga tributária em favorecimento do combate à sonegação fiscal dos aplicadores e mega investidores que têm no país salvo conduto.

Reduzir impostos que incidem sobre contratações é oxigenar o mercado de trabalho, investindo em novas aquisições, na obrigação da carteira assinada para quem hoje trabalha sem proteção alguma no Brasil.

Isso é uma utopia quando olhamos para a qualidade dos nossos arrogantes governantes em todas as esferas de poder no país.

20 de julho de 2012

O trio calafrio da Penitenciária de Tremembé - SP!

“O afã da riqueza obscurece a noção
do justo e do injusto" Antífenes

Uma penitenciária feminina no interior de São Paulo na cidade de Tremembé abriga entre tantas mulheres um trio que causa calafrios em qualquer cidadão brasileiro. Estão juntas no mesmo espaço daquela penitenciária Elize Matsunaga, Suzane Richthofen e Anna Carolina Jatobá.

Para quem eventualmente não se recorda de quem sejam estas mulheres, apesar de terem ficado expostas nas paginas policiais e nos telejornais durante muito tempo, elas são:

Suzane Richtoffen > Planejou o assassinato de seus pais, tendo como parceiros no crime, seu antigo namorado e um irmão deste. Seus pais foram assassinados na cama enquanto dormiam com requintes de extrema crueldade. Num país sério, com justiça de alto nível, esta moça morreria na cadeia e jamais seria libertada. Um monstro desqualificado e sem coração é o que ela sempre foi.

Anna Carolina Jatobá > Que cumpre pena pelo assassinato da enteada Isabella Nardoni jogada do apartamento em que estava na companhia da madrasta e de seu pai, co-autor deste crime chocante ocorrido em São Paulo.

Junto a estas mulheres da pesada, junta-se agora a detenta Elise Matsunaga, que matou e esquartejou seu marido dentro do mesmo apartamento em que com ele e a filha recém nascida vivia. Como nos dois casos anteriores, este crime não tem justificativa, não têm atenuantes, não tem perdão.

A unidade de Tremembé foi escolhida para abrigar estas monstras em pele de mulheres por que é uma unidade prisional que abriga presas que em sua maioria cometeram crimes muito graves, normalmente rejeitados por outras presas em unidades prisionais do Estado.

Se até as presas comuns rejeitam e tem asco destas criminosas, o que podemos dizer da sociedade que vive em pânico sem segurança alguma nas ruas e casas das nossas cidades? Sem contar que já temos milhares de homens cometendo crimes hediondos e a estes se juntam nas estatísticas estas mulheres sem coração.

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão, Anna Jatobá foi condenada a 26 anos de reclusão e por isso trabalham diariamente para poder reduzir o tempo que terão de ficar presas. Elise ainda aguarda julgamento, motivo pelo qual ainda não trabalha no presídio.

Ambas têm em comum duas coisas: Cometeram crimes hediondos, triplamente qualificados. E também por que tinham antes de os cometerem uma vida confortável, carros, casa, dinheiro em conta. Agora dividem os mesmos muros e com certeza seus pesadelos.

Percebemos que a criminalidade não está atrelada a condição financeira das pessoas, porém, a impunidade que campeia em nosso país, é um tremendo fator motivador para que pessoas como estas acima tenham ousado tirar a vida de inocentes.

16 de julho de 2012

Pedágio urbano – Nova forma de tirar dinheiro do povo em SP!

“Todas as pessoas podem ser inovadoras
desde que a sua sobrevivência dependa disso.”
Akio Morita – Fundador da Sony.

O governo do PSDB em SP está no poder desde janeiro de 1995, tempo mais do que suficiente para realizar inúmeras coisas para uma sociedade que vive no Estado mais rico da nação. Tempo para que o Estado tivesse passado por profundas realizações administrativas, sociais e com muitas obras de infraestrutura.

Entretanto, nestes longos dezessete anos poucas obras tem a marca do partido em sua gestão paulista. No transporte viário, eles herdaram as melhores estradas do país, construídas em parte pela ditadura militar ou pela dupla Quércia/Maluf.

Não satisfeitos, resolveram privatizar boa parte delas para terceiros (Empreiteiros amigos) para que estes pudessem então administrar as rodovias e de quebra encherem seus cofres com todo dinheiro arrecadado nas centenas de praças de pedágios espalhadas pelas rodovias.

Cobraram de todas as empresas que venceram os processos de terceirização um ágio, esta quantia obrigou os empreiteiros a cobrarem dos usuários a maior tarifa de pedágio da América Latina. Um preço obsceno e exorbitante para usufruir de estradas que não foram construídas pelas empreiteiras e sim com dinheiro do povo.

O dinheiro arrecadado sumiu como também sumiram todos os recursos oriundos das privatizações dos setores elétricos, bancário, etc. dentro do Estado.

Não satisfeitos com tudo isso os tucanos agora preparam novo golpe a ser dado contra os proprietários de veículos automotores no Estado de SP. Vão instalar nas rodovias privatizadas a cobrança eletrônica de pedágio, fato que levará milhões de motoristas a pagar para circular até nos entornos destas rodovias em áreas consideradas urbanas.

Ao transitar nas rodovias Airton Senna, Anchieta, Raposo Tavares, etc. em deslocamentos pequenos dentro da área urbana o motorista terá de pagar em virtude da instalação dos pórticos ao longo da via para cobrança do chip instalado nos veículos. Hoje estes deslocamentos são gratuitos e não oneram milhões de usuários destes trechos. Inclusive pequenos comerciantes, prestadores de serviços e moradores.

Na Rodovia que liga Indaiatuba a Campinas os testes que estão sendo realizados contém um pórtico a cada 8 (oito) quilômetros na rodovia. O que leva a conclusão que a estrada será 100% (cem por cento) pedagiada para todos os seus usuários independente da quantidade de quilômetros percorridos.

A implantação prevista para ser efetivada entre 2013 e 2014 dependerá de um cálculo muito complicado para o governador tucano Geraldo Alckmin > O sistema é justo e pode até reduzir os preços das tarifas, mas com o ônus de que vai cobrar muito mais motoristas nas vias onde forem instaladas.

Enquanto isso no restante do Estado as estradas vicinais e as ligações entre pequenas e médias cidades com pistas simples padecem de manutenção, sinalização, asfalto de qualidade (Coisa que o Estado desconhece), duplicações e fiscalização da Polícia Rodoviária e de outros órgãos estaduais.

Espero que o cidadão que possui qualquer veículo automotor ou dependam deles indiretamente, comece a dar sua resposta ao PSDB nestas eleições municipais, mostrando ao partido que qualquer tipo de sistema que venha a onerar a já exaurida classe média é motivo de alijamento deste partido do poder de qualquer uma das três instancias políticas do país.

12 de julho de 2012

As toalhas suspeitas

Vivemos tempos de insegurança total, quer seja nas ruas, em nossas residências, estabelecimentos comerciais, não importa, o medo nos acompanha sempre. O Estado brasileiro há muito não nos protege nem nos dá segurança mínima.

Com isso cresceu assustadoramente a procura por empresas e segmentos que trabalham com segurança pessoal ou residencial, transformando as casas e pontos de comércio e indústria em verdadeiras fortalezas.

Câmeras de visão noturna, cercas eletrificadas, alarmes de todo tipo e espécie inundaram o mercado de segurança transformando-se num enorme filão para alguns empresários do ramo.

Outro dia ouvi um amigo relatar uma tentativa de invasão à sua residência em bairro nobre na cidade onde reside com sua família. O marginal subiu ao muro de seu vizinho dos fundos, forçou a cerca eletrificada da sua casa, provavelmente achando que a mesma estivesse desligada e tomou um enorme susto quando sentiu que a mesma estava ligada.

A empresa de segurança foi até o local onde o alarme havia disparado. Consertaram o dano nas hastes que foram entortadas pelo meliante e resolveram o problema, que não deixou de ser um grande susto para o interlocutor e sua família.

Tempos depois me conta o mesmo amigo de uma segunda tentativa de invasão, ou ao menos de um novo disparo de alarme em sua residência.

Desta vez, o alarme foi detectado pela empresa que comunicou o proprietário lhe dando a indicação de que os sensores próximos às portas do fundo da casa haviam notado alguma presença.

Sendo assim, ligou para a polícia militar e voltou para casa com seus familiares assustados com o que podiam encontrar ao retornar ao lar. Ao chegar ao local, duas viaturas da PM já estavam no local. Os policiais de armas em punho adentraram a casa junto com ele e o rapaz da empresa de monitoramento.

Sensação de filme policial americano acompanhada da angústia por não saber o que iria encontrar ao chegar ao ponto de suposta invasão. Vidros quebrados, objetos furtados, enfim, o que encontrariam?

Chegando aos fundos da residência policiais vasculharam tudo e procuraram evidências que pudessem justificar o disparo do sistema de alarme da casa. Nada encontraram e já estavam desistindo quando um policial mais experiente perguntou ao rapaz do monitoramento:

_ Estes sensores são de presença ou calor?

_ O jovem disse que eram sensores de presença.

Momento ao qual o policial fez uma segunda e última pergunta ao rapaz:

_ Estas toalhas de banho no varal poderiam disparar o alarme?

_ Meio inseguro, mas sem pestanejar o rapaz disse que sim, elas poderiam fazer o sistema disparar, afinal eram toalhas de banho, grandes, com a força do vento poderiam levar o sensor ao disparo.

Os policiais deram graças a Deus por não ser nada mais do que isso e saíram da residência acompanhada do constrangido dono que se desculpou e foi buscar a família aflita que aguardava noticias na casa da vizinha.

Ao chegar à casa da vizinha, esposa e filhos perguntaram a ele:

_Pai o que aconteceu? Roubaram alguma coisa? Tinha alguém nos fundos da casa?

_ Não filha, os policiais não encontraram nada suspeito, ninguém entrou na casa.

_Então por que o alarme disparou pai?

_ Foram as toalhas que sua mãe colocou para secar ao vento ao lado dos sensores de presença...

6 de julho de 2012

O dia da redenção Corinthiana!


“Tanto vencedores quanto derrotados, ambos,
tropeçam e caem; a diferença é que
os vencedores se levantam rapidamente".
Peter George

O Sport Clube Corinthians Paulista foi fundado por operários em São Paulo no bairro pobre do Bom Retiro em 01 de setembro de 1910. Nascia ali numa esquina mal iluminada o clube de futebol do povo, fundado por gente simples do povo, mas como nome inglês de seu homônimo inglês, terra aonde o futebol nasceu.


Não demorou para que o time crescesse, sua torcida oriunda de bairros pobres da Capital paulistana começou a seguir os jogos da equipe, não tardou a vencer seu primeiro jogo, seu primeiro campeonato da Liga, até chegar ao primeiro título estadual. Na época aquilo era o máximo que uma equipe poderia alcançar em termos de conquistas no futebol ainda incipiente e amador no país.

Os anos se passaram e em 1953, o Corinthians já havia conquistados vários títulos estaduais, então, arriscou jogar o que foi denominado pela organização como “Pequeno Mundial de Clubes na Venezuela”. Foi campeão invicto contra Barcelona, Roma e Seleção Venezuelana em turno e returno, ganhando um título internacional.

No ano seguinte começava nova etapa, vencia o estadual pela 16ª vez, sobre o arquirrival Palmeiras, ficando depois disso 22 anos sem conquistar mais nada. Por mais contraditório que possa parecer, sua torcida cresceu demais neste período, passou a ser uma religião para os fanáticos que sofriam sem vencer um campeonato sequer.

Quando veio a noite da redenção em 13 de outubro de 1977, uma noite quente em São Paulo, sua fiel torcida soltou o grito pelo país afora, uma grande festa messiânica tomou as ruas de SP e de várias cidades. Porém, os rivais começaram a dar importância ao Campeonato Brasileiro, que havia começado em 1971 (seis anos), diziam os infelizes que nosso time era “regional”.

Até o dia 16 de dezembro quando no Morumbi contra o dono da casa e de uma das torcidas que nos chamavam de time regional vencemos o Campeonato Nacional daquele ano, com duas vitórias por 1x0 no mesmo estádio. Começava ali a redenção nacional, com títulos em 1998, 1999, 2005 e 2011.

Sem contar que a Copa do Brasil, torneio nacional, fora vencido em 1995, 2002 e 2009. Sendo assim, aquele time “regional” tem hoje oito conquistas a nível nacional.

Os rivais desesperados começaram a partir de 1992, pois até então nunca haviam ganhado nada internacional, a dizer que éramos um time “Nacional”, sem passaporte, sem a Libertadores, sem conquistas internacionais, etc.

Desde então, nestes últimos anos passaram a atormentar os corinthianos com a tal Libertadores da América. Ou seja, vinte anos (1992 – 2012) de gozações e discussões em torno apenas de um torneio. Desprezaram até o 1º Título Mundial de clubes organizado pela FIFA no Brasil em 2000. Para piorar a situação em 2007 caímos para a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2008 com nova direção, mais profissional e honesta, conseguimos o seguinte:

2008 > Campeão da Série B (Retorno a Série A) - Vice-Campeão da Copa do Brasil

2009 > Campeão Paulista Invicto - Campeão da Copa do Brasil

2011 > Campeão Brasileiro.

Mas faltava algo, para “Eles” (Os Anti-Corinthianos) e a redenção internacional para nós, mas como? O presidente ditou a forma, jogar várias vezes a mesma competição e então com experiência vence-la.

Feito isso, o time participou em 2010, 2011 e 2012, desacreditado como sempre, lutou contra tudo e contra todos que tinham medo de que ele triunfasse no torneio. Passou a primeira fase em segundo lugar entre os trinta e dois competidores. Enfrentou e derrubou um a um seus oponentes até a tão sonhada final, começando pelo Emelec do Equador, Vasco da Gama, San7os e chegando às finais contra o temido e badalado Boca Juniors da Argentina, seis vezes campeão do mesmo torneio que os rivais tanto idolatravam.

No primeiro jogo dia 27 de junho, uma quarta feira de frio em Buenos Aires, o Corinthians enfrenta o time argentino em seu temido estádio. As estatísticas que não ganham jogo fizeram parte do café, almoço e janta dos comentaristas esportivos e dos torcedores rivais. Sempre apontando para a vitória do time argentino.

O jogo acabou empatado em 1x1, com um gol corinthiano de Romarinho aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogador deu seu primeiro toque na bola. Tudo ficava em aberto, agora seria o Pacaembu o palco da grande final.

O imbatível time portenho contra a melhor defesa da história da Libertadores, o time invicto e sua fiel torcida num estádio desconhecido para o Boca Juniors. O jogo nervoso e a angústia duraram exatamente metade da partida, no segundo tempo o Timão atropelou o Boca Juniors, mostrou raça, superioridade técnica e capacidade física superiores ao adversário.

A torcida enlouquecida não arredou pé do Pacaembu (38.000 mil fanáticos), enquanto a cidade e o país aguardavam a maior de todas as festas, a redenção da América. Todos os times tem uma torcida, é obvio, por menor que sejam ou por mais numerosas que possam ser. A diferença no nosso caso, é que nós (Nação Fiel) temos um time, gritamos, exigimos, cobramos e fazemos em alguns jogos ele jogar por nós corinthianos.

Salve a América, Salve o Corinthians, campeão de todos os torneios já disputados no Brasil e fora dele, dos quais participou.

1 de julho de 2012

Lições da Eurocopa 2012


“Na vida intelectual, o passado,
assim como é centro poderoso de resistência,
é débil princípio de atividade." Angel Ganivet

A UEFA – União Europeia de Futebol organiza a cada quatro anos em seu continente um torneio de seleções chamado de Eurocopa. Este ano a realização está sendo dividida entre a Polônia e a Ucrânia.

São dezesseis seleções divididas em quatro grupos após uma fase classificatória longa que dura quase dois anos antes de cada evento. No mesmo molde da Copa do Mundo de Futebol organizada pela FIFA, exceto pelo fato de que a UEFA utiliza 16 e não 32 seleções.

Ao observarmos os jogos podemos perceber que a qualidade dos estádios europeus são infinitamente superiores aos da América do Sul, incluindo o Brasil. Estádios com conforto, tecnologia de ponta, gramados em condições excelentes. Pontualidade exemplar e segurança feita sob responsabilidade dos organizadores, sem policiamento militar.

A entrada dos times em campo precedida de danças típicas e com os dois times entrando juntos em campo de forma civilizada é outra enorme diferença para nosso futebol mambembe e amador. Não há sinalizadores espalhando fumaça, nem bandeiras ou qualquer artefatos sendo utilizados pelas torcidas, que ao invés disso dão show de civilidade e alegria.

O horário dos jogos é outro fator que chama a atenção, pois no Brasil a Rede Globo impõe horários esdrúxulos prejudicando ao máximo o torcedor de futebol nas grandes cidades. Partidas acabando em torno de meia noite sacrificam aqueles que residem na periferia destas cidades.

Na Eurocopa os horários privilegiam os torcedores dos países sedes e turistas e não uma ou outra emissora de televisão que se acha dona do futebol no país.

Ao assistirmos estes eventos percebemos o quão longe estamos da organização propiciada pelos países de primeiro mundo. Aqui no Brasil os dirigentes e autoridades acham que profissionalismo é movimentar milhões de reais em torno do esporte. Na Europa, profissionalismo é dar ao público conforto e qualidade nos espetáculos. Uma sutil diferença!