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14 de novembro de 2016

A vitória de Trump e suas consequências!

Tem políticos que aspiram
tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas
esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido
A inesperada vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA para presidente, pegou uma parte do planeta de surpresa, e os deixou atônitos com o que poderá vir pela frente na gestão do magnata do capitalismo americano.
A razão para isso foram as suas estapafúrdias declarações durante o decorrer da longa campanha eleitoral americana. Desde a escolha dos representantes dos dois maiores partidos (Democrata e Republicano) até a batalha final contra Hillary Clinton.
O bufão americano violou a ética, usou de mensagens de xenofobia pura, homofobia, racismo, machismo e tudo que você puder elencar em seus discursos obscuros e sem conteúdo.
Sua relação com as mulheres não é das melhores, após três casamentos e muitos processos por assédio sexual, agressão e comportamento completamente equivocado e torpe, destilou veneno contra sua adversária na campanha mais agressiva de todos os tempos nos EUA.
Trump é um milionário americano que enriqueceu atuando no ramo imobiliário e no mercado de investimento. Lançou sua candidatura pelo partido republicano pela primeira vez justamente nestas eleições de 2016.
Seu estilo de vida extravagante permitiu que ganhasse destaque na mídia mundial. Sua entrada no business show foi através da série televisa “The Aprrentice” apresentada no Brasil como “O aprendiz” onde fazia “O Chefe”.
Antes de ser candidato, sempre apoiou o partido republicano com doações milionárias, embora constem também doações aos democratas, inclusive Hillary Clinton em 2012.
Esse político de estilo conservador, com ideias apoiadas pela direita ultraconservadora, trouxe muitas preocupações ao mundo político. Falou em erguer um muro separando a fronteira dos EUA com o México, embora no dia seguinte a sua eleição, já tenha voltado atrás.
Falou em fechar a “Internet” para poder frear as ações do Estado Islâmico em solo americano. Disse que iria fechar as fronteiras americanas para os muçulmanos de todo mundo para proteger os EUA de atentados.
Claro que, uma coisa é falar bobagens na campanha, outra é enfrentar a realidade de um mundo nem sempre amável aos EUA, onde estão em jogo trilhões de dólares que fazem parte das relações comerciais entre os americanos e os demais países do planeta.
Ao invés de atrair investidores para a economia americana, ao invés de seduzir os possíveis parceiros comerciais e o mundo com propostas que valorizassem a ética, o meio ambiente e a solidariedade entre os povos, Trump, propõe que os EUA não assinem acordos para redução da poluição no planeta.
Pois é esse reacionário falastrão que irá governar uma das maiores economias do planeta, e a julgar pela sua campanha, o mundo terá que ficar atento aos seus movimentos, bem como dos diversos grupos terroristas que odeiam a Nação americana.
Muitos conservadores europeus, sul-americanos e nos demais continentes estão exultantes com a vitória da direita fascista, ultrarreacionária que relega o povo a um quinto plano e dá a indústria bélica, aos exploradores de petróleo e aos industriais gananciosos e sem ética toda atenção e recursos públicos.
Voltamos no tempo ao menos 50 anos com esse resultado da eleição americana. O futuro dirá o quanto o mundo civilizado estará ameaçado ou não a partir de 2017.

11 de novembro de 2016

Um simples desabafo!

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente. 
A senhora pediu desculpas e disse: 

- Não havia essa onda verde no meu tempo. 

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam com suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

8 de novembro de 2016

Como a Ministra do STF Carmem Lúcia impediu medicamentos mais baratos!


Para a medicina, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ministra Carmen Lucia, seria um placebo – uma substância sem propriedades farmacológicas destinadas unicamente a impressionar os pacientes.
A Ministra é o maior exemplo desses tempos de superficialidade das redes sociais, das pessoas que exercitam o senso comum, o jogo de cena exclusivamente para obter aprovação do botão “curtir”, sem nenhuma preocupação com aspectos mais profundos dos temas tratados. E se está falando da presidente da mais alta corte nacional.
Ontem, Carmen Lúcia cometeu mais um de seus momentos Facebook.
Analisando a questão dos remédios adquiridos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) através de ações judiciais individuais, a popular Carmen Lucia declarou: “A dor tem pressa”. Disse mais:
“Eu sou juíza, não sou ministra da Fazenda. (ganhou um curtir) Não desconheço a responsabilidade dele. Eu não sou ministra da Saúde (mais dois curtir). Eu sou juíza, eu tenho a Constituição, que diz que é garantido o direito à saúde. Eu estudo que a medicina pode oferecer uma alternativa para essa pessoa viver com dignidade (ganhou mais cinco curtir)” (http://migre.me/vrDnL).
Fantástica humanista, uma iluminista, defensora da Constituição, dos brasileiros que necessitam de medicamentos:
“Há uma democratização da sociedade brasileira. O cidadão brasileiro que morria até pelo menos a década de 1980, antes dessa Constituição, não sabia que ele tinha direito à saúde, que podia reivindicar. Hoje ele sabe e vai à luta, porque a democracia voltou ao Brasil. Graças a Deus!”
Em relação às sentenças obrigando o SUS a adquirir medicamentos, há um conjunto de pontos a serem discutidos, mas que a Ministra passa ao largo.
O primeiro, o alto custo das sentenças, cerca de R$ 7 bilhões, desviando recursos de outros programas do SUS.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) trabalha com protocolos, que definem os tipos de doença e os medicamentos e tratamentos adequados. Os remédios não estão na lista de medicamentos autorizados. Portanto, são sentenças de tribunais não especializados em medicina obrigando o SUS a adquirir remédios que não fazem parte dos protocolos da ANVISA. O que traz a desconfiança de que, em alguns casos, médicos e laboratórios possam se associar para criar demandas para produtos sofisticados e de uso não comprovado.
Os grandes sanitaristas brasileiros – de Adib Jatene a todos os demais Ministros da Saúde – desde sempre alertaram que muitas das sofisticações médicas, em equipamentos ou medicamentos, são incompatíveis com a realidade brasileira, criando uma demanda pouco realista sem análise correta da relação custo-benefício.
Mas os laboratórios ganham!
O que seria uma política de saúde responsável? Por exemplo, uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que questionasse a Lei de Propriedade Industrial quando garante o monopólio a produtos e medicamentos já de domínio público, os chamados pipeline.
Com a criação da OMC (Organização Mundial do Comércio) houve a assinatura do Acordo TRIPS, para regular a propriedade intelectual. Em pleno governo FHC, o Brasil ofereceu muito mais do que o previsto no acordo: incluiu na proteção as chamadas patentes pipeline, um sistema temporário para campos tecnológicos não reconhecidos anteriormente. Entre eles, vários medicamentos essenciais para a saúde pública.
Artigo da USP (http://migre.me/vrDKy) de julho/outubro de 2010 estimou os custos adicionais para o Brasil por medicamentos de AIDS, sem contrapartida do aumento do investimento em P&D.
Em 26 de fevereiro de 2010, o Procurador Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo um ADIN assinada pela vice-procuradora Geral da República Deborah Duprat e pelo PGR Roberto Gurgel.
A ADIN esmiúça a função e o papel das patentes. Explica que o direito fundamental não é do inventor, que tem apenas direitos de natureza patrimonial, mas da coletividade. É o requisito da novidade que compatibiliza os direitos dos inventores com os da coletividade.
A ADIN afirmava que as patentes pipeline seria inconstitucionais “exatamente por permitirem o monopólio de produtos e medicamentos que já estariam em domínio público, integrando o patrimônio comum da sociedade, sem que apresentasse, assim, o requisito da novidade”.
A ADIN caiu na relatoria da Ministra Carmen Lúcia. Até hoje não saiu de sua gaveta. “Graças a Deus!”, diriam não os doentes, mas as multinacionais farmacêuticas. 


Artigo do Economista Luis Nassif, publicado em seu Site em 07/11/16.

4 de novembro de 2016

O legado deixado por Eduardo Paes para o Rio de Janeiro!

Semelhante a uma flor que parece linda,
mas não tem nenhum perfume, assim são
as palavras infrutíferas do homem que
as fala e não as coloca em prática.
Dhammapada
Quando da candidatura da cidade do Rio de Janeiro à sede das Olimpíadas de 2016, e, a bem da verdade até a sua realização, o discurso entre o Comitê Olímpico Nacional e o Governo Municipal comandado por Eduardo Paes era o legado que o povo da cidade iria herdar.
Eu, particularmente nunca acreditei nessa conversa mole, creio que auditorias nos cofres municipais, e, nas cotas do Comitê Olímpico, possam trazer recordes e números nunca imaginados pela plebe enganada.
O povo do RJ não acreditou na conversa mole, fez sua parte ao receber bem os turistas, deu uma aula de festa popular, porém, nas eleições não elegeu o candidato do Prefeito Paes.
A dívida apenas com os fornecedores passa de R$ 20 milhões de reais. A Justiça do RJ bloqueou recentemente quase R$ 10 milhões das contas da RJ/2016, depois de uma ação da Euromedia, empresa ucraniana que foi contratada para fornecer faixas e banners para decoração de instalações esportivas - o chamado "look dos Jogos". Os europeus alegam não ter recebido os valores acordados e também que houve rescisão unilateral de contrato pelo comitê sem que as contas fossem pagas.
Além das dívidas com fornecedores, a RJ/2016 tem de pagar 140 mil torcedores que esperam o reembolso por ingressos devolvidos dos Jogos. O PROCON/RJ já autuou os organizadores da Olimpíada e caso não paguem as dividas poderão sofrer uma multa de R$ 9 milhões.
Temos dívidas e estamos negociando. Isso eu posso dizer. Mas é normal. O Comitê assumiu o compromisso de não utilizar dinheiro público. Ainda temos recursos de patrocinadores e também do COI para entrar. No final vai dar tudo certo. Não tem chance (de os fornecedores ficarem sem receber). O Rio 2016 vai honrar todos os compromissos - disse Mario Andrada, diretor de comunicação do Comitê Organizador.
Depois da festa, dos recordes e índices obtidos pelos atletas, da linda recepção dos torcedores, aparecem novas modalidades instituídas pelo Comitê Olímpico no RJ: “Calote à Distância” e “Roubo sem barreiras”.
Ainda, segundo a "Folha de SP", muitos fornecedores não concordaram com o abatimento da dívida, e alguns entraram com ações na Justiça do Rio de Janeiro e de São Paulo - há pelo menos 25 processos judiciais tramitando  nas esferas estadual e federal.
O legado é a fraude, o calote, o não cumprimento das regras estabelecidas e o pior de tudo, a quebra da confiança depositada por torcedores, turistas e fornecedores que deram o seu melhor antes e durante os jogos.

Uma viagem ao Azerbaijão à custa do povo!

Seria uma atitude muito ingênua esperar que as
classes dominantes desenvolvessem uma forma de
educação que permitisse aos menos favorecidos
perceberem as injustiças sociais de forma critica.
Paulo Freire
O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), número um na sucessão do Presidente Michel Temer, imitando seu chefe, resolveu viajar de forma oficial com alguns deputados (Comitiva), para a distante República do Azerbaijão.
O problema é que a viagem será custeada com nosso dinheiro. Além do mais, a viagem não será nenhuma oportunidade para trazer ao nosso pais quaisquer negócios, assinaturas de contratos ou parcerias comerciais.
A viagem é uma daquelas famosas farras com nossos recursos que ele e seu chefe querem congelar com a PEC 241. Se não tem dinheiro porque viajar sem motivo? É muito fácil congelar recursos da educação, saúde e segurança pública do que segurar o ímpeto destes sanguessugas no afã de torrar dinheiro do erário.
O Azerbaijão é uma república dissidente da antiga URSS, e, está comemorando 25 anos de sua independência. Sua capital é Baku, sua população aproximada é de 9, 5 milhões de pessoas, que falam o idioma Azeri. Sua força está na extração de petróleo, uma das mais antigas do mundo e na agricultura.
Mesmo sem querer entender a opção da comitiva da gastança, pelo passeio ao Azerbaijão, ficaria feliz em entender a lógica desta viagem, ou seja:
Antes das eleições não houve expediente na Câmara por conta das visitas dos deputados as suas bases eleitorais. Agora, após as eleições, visitas e passeios internacionais daqueles que deveriam das exemplos de austeridade ao país.
O Azerbaijão conta com uma Embaixada brasileira, inaugurada na gestão de Dilma Rousseff em 2012, porém, as relações comerciais são tênues e não representam muito para a economia de ambos os países. Um motivo a mais para questionarmos o interesses repentino de Rodrigo Maia neste passeio com nossos recursos.
Fácil governar o Brasil, discursando sobre congelamento de despesas, mas torrando o erário ao mesmo tempo. Fácil querer arrochar o tempo de serviço para aposentadoria do povo, que trabalha e ao mesmo tempo manter todos os privilégios possíveis aos políticos, desembargadores e outros que se aposentam como verdadeiros marajás do serviço público nacional.
Na verdade, acredito que a viagem seja uma parte do pagamento (agradecimento) aos “fiéis” deputados que aprovaram o Impeachment e a PEC 241. Eles estão mostrando que o país mudou depois do Impeachment. Que beleza, que orgulho!

28 de outubro de 2016

Estudo mostra que o cérebro se acostuma a contar mentiras!

Mentirinhas tendem a se tornar maiores, pois sentimento negativo se reduz.

RIO — “A mentira é como uma bola de neve; quanto mais rola, mais cresce”. O dito popular, atribuído a Martinho Lutero, tem agora uma explicação científica. Pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, descobriram que o ato de contar mentiras, mesmo as pequenas que parecem inofensivas, acostuma o cérebro às emoções negativas associadas e, com o tempo, pode encorajar as pessoas a contarem mentiras maiores.
— Os exemplos estão em todo o lugar, seja nas fraudes políticas ou financeiras ou na infidelidade — disse Tali Sharot, coautora do estudo publicado nesta segunda-feira no periódico “Nature Neuroscience”.
Tali e seus colegas se questionaram se o cérebro se acostuma com as mentiras, da mesma forma que acontece com o horror gerado por uma imagem violenta se ela for vista várias vezes. Normalmente, as pessoas se sentem culpadas por mentir, mas será que este sentimento desaparece com a prática? Aparentemente, a resposta é sim.
O estudo envolveu 80 voluntários, que participaram de um experimento que os encorajava a mentir, enquanto a atividade cerebral era monitorada. Basicamente, cada pessoa recebia um jarro com diferentes quantidades de moedas, e deveria enviar uma estimativa do valor no pote a um parceiro em outra sala, que via apenas uma imagem borrada do jarro e precisava acertar a quantia com base nas estimativas que recebia.
No primeiro cenário, foi dito aos participantes que quanto mais correta fosse à estimativa, melhor seria para o voluntário e o parceiro na outra sala. Dessa forma, seria benéfico para ambos enviar uma estimativa verdadeira. Mas em outros cenários, respostas erradas beneficiavam os voluntários em detrimento dos parceiros, e quanto maior fosse o erro, maior seria a recompensa.

Resposta cerebral diminui
Os pesquisadores perceberam que as pessoas começaram a fornecer estimativas com um pequeno erro, e o ato de contar essas mentiras provocavam uma forte atividade na amígdala cerebelosa, região do cérebro associada com a emoção. Mas com o tempo, a margem de erro na estimativa aumentava, enquanto a resposta da amígdala diminuía.
— Quando você rouba ou mente em seu próprio benefício, você se sente mal — disse Sophie van der Zee, da Universidade Livre de Amsterdã, na Holanda, à revista “New Scientist”. — Mas quando você continua mentindo, esse sentimento desaparece então você está mais disposto a mentir novamente.
A correspondência entre a mentira e os efeitos na amígdala era tão forte que os pesquisadores puderam usar os resultados do monitoramento cerebral para prever qual seria o tamanho da próxima mentira. Para Neil Garret, coautor do estudo, ficou claro que “atos repetidos de desonestidade refletem numa redução da resposta emocional para esses atos”.
— Isso está de acordo com a nossa sugestão de que a amígdala sinaliza aversão a atos que consideramos errados ou imorais — disse Garret. — Nós testamos apenas a desonestidade nesse experimento, mas o mesmo princípio talvez seja aplicável ao escalonamento de outras ações, como comportamento de risco e violência.

Fonte da reportagem: Jornal O Globo – 24/10/2016.            

27 de outubro de 2016

Sociedade precisa fazer sua parte e agir de forma ética!

Quando se tem oportunidade de furtar R$ 0,50 (Cinquenta centavos) tirando fotocopia pessoal na máquina copiadora da empresa em que trabalha, não se perde a chance de faze-lo;
Quando se tem oportunidade de furtar R$ 5,00 (Cinco reais) levando para casa a caneta da empresa, não se perde a chance;
Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 25,00 (Vinte e cinco reais) pegando uma mais alta, na hora do almoço, para que a empresa reembolse, não se perde a chance;
Quando se tem a oportunidade de roubar R$ 30,00 (Trinta reais)de um artista comprando um DVD pirata, não se perde a chance;
Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 250,00 (Duzentos e cinquenta reais) comprando uma antena desbloqueada que capta o sinal do satélite das TV's a cabo, não se perde a chance;
Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 469,99 da Microsoft baixando um Windows craqueado num site ilegal, não se perde a chance;
Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 2.000,00 (Dois mil reais) escondendo um defeito do seu carro na hora de vendê-lo, enganando o comprador, não se perde a chance;
Muitos não perdem a chance em nenhuma oportunidade, devolvem a carteira, mas furtam o conteúdo em dinheiro, sonegam imposto de renda, fornecem o endereço falso para poder adquirir benefícios ao quais não tem direito, etc.
Bom, se você trabalhasse no Governo, e caísse no seu colo a oportunidade de roubar R$ 1.000.000,00 (Um milhão), com toda certeza, se você não perdeu uma oportunidade das anteriores, iria entrar de cabeça nesta chance. Tudo é uma questão de acesso a oportunidade.
A nossa gente precisa entender que o problema do Brasil não são apenas aquela turma de 513 políticos que compõe o Congresso Nacional e ficam ao lado do poder, pois eles, são apenas o reflexo dos quase 200 milhões de brasileiros que não agem com ética e honestidade em muitos momentos de suas vidas. Os políticos de hoje foram ontem os oportunistas e senão mudarmos a estrutura de valores de nossa sociedade e trazer a Ética e a Moral como pilares do comportamento nunca seremos um povo realmente justo e honesto.   
Compartilhe o texto cuja autoria desconheço, mas que pode servir para iniciar uma mudança de comportamento em quem precisa.

26 de outubro de 2016

Ato falho ou inconsciente adormecido?

A tortura de uma consciência
culpada é o inferno do ser vivo.
John Calvin

A disputa pelo voto, no segundo turno em Belo Horizonte protagonizou no último debate entre os dois postulantes à prefeitura, uma daquelas frases que com certeza vão acompanhar o candidato até o fim de sua vida política.
Lá mesmo nas Gerais em tempos primórdios Paulo Maluf disse: “Estupra, mas não mata a mulher”. Isso lhe rendeu muitas dores de cabeça e vários pontos no ibope na eleição seguinte.
Agora em BH, Alexandre Kalil (PHS-MG) que disputa a prefeitura contra João Leite (PSDB), disse o seguinte: “Eu devo para o Sr. Geraldo [Ex-empregado], sim, mas essa mão aqui é limpa”. “Falou que eu roubo... Eu roubo, mas não peço propina em Furnas”, concluiu brilhantemente o candidato.
A frase inusitada do candidato Kalil acabou viralizando na internet e despertando reações diversas nas redes sociais. Seria um simples ato falho? Ou seria o inconsciente adormecido do candidato, aflorando em plena campanha no mais inusitado momento?
É fato, que a empresa de Alexandre Kalil - Erkal Engenharia deve ao FGTS a soma de R$ 1,3 milhão. Além de possuir mais de 2.000 títulos protestados em cartórios da capital mineira.
O que leva o eleitor mais atento a questionar se Kalil poderia mesmo ser um bom administrador público mesmo sendo um devedor de FGTS de sua empresa e, portanto péssimo administrador privado?
Um ex-dirigente de futebol que é um empresário praticamente falido concorre ao cargo mais importante das Minas Gerais, a terceira maior capital do país. Os partidos políticos se baseiam na memória fraca dos eleitores, e na falta de informação que os mesmos possuem, para colocar candidatos que não representam o anseio da sociedade.
Aproveitando o fato de usar um dirigente do clube de grande torcida nas Minas Gerais, o PHS tenta sair no lucro com a possibilidade de fazer um prefeito de uma das grandes capitais do país.
O eleitor mineiro de BH, que votar em Kalil, já sabe antecipadamente que ele jamais receberá propinas durante seu mandato, entretanto, ficará para sempre na dúvida se ele vai roubar ou não... O futuro dirá!
E disse, com o final das apurações no segundo turno o Prefeito de Belo Horizonte será Alexandre Kalil, que obteve 52,98% dos votos contra 47,02% do candidato João Leite. Para quase 53% dos eleitores provavelmente foi apenas um ato falho. Segue a vida...
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/04/1877068-apos-pregar-chega-de-politico-na-eleicao-kalil-agora-diz-que-e-politico.shtml

24 de outubro de 2016

Compra de votos resiste ao tempo e as leis!

“Estude as frases que parecem
certas e coloque-as em dúvida".
David Riesman

A compra de votos em currais eleitorais é uma prática antiga, muito usada nos rincões brasileiros, onde o coronelismo mandava prender e soltar, e, às vezes até matar para se perpetuar no poder.
O sistema político mudou ao longo dos últimos anos, leis foram sancionadas para coibir e punir as várias formas de fraudes eleitorais, mas nada conseguiu o efeito desejado quando se fala em compra de votos.
A impunidade, somada à baixa escolaridade dos eleitores, a falta completa de informação e o sentimento latente de usufruir da Lei de Gerson – Levar vantagem em tudo, são alguns dos ingredientes perfeitos para que isso ainda ocorra em pleno século XXI.
Um exemplo aconteceu em Goiás, quando investigações da Polícia Federal (PF), apontaram para a existência de esquemas de doações de Cestas básicas, combustíveis e até o pagamento de contas pessoais para poder comprar eleitores.
A PF deflagrou para tanto a sua Operação Pão e Circo, que combate à compra de votos na cidade de Serranópolis – GO. Foram cumpridas onze ordens judiciais expedidas pela 18ª Zona Eleitoral de Jataí – GO, e mais dois mandados de prisão preventiva e nove de condução coercitiva.
Com certeza esse expediente que levou às investigações naquela localidade, ainda ocorre em outros Estados brasileiros. A PF não teria contingente suficiente para investigar e prender a todos que ainda praticam esse tipo de crime.
O enorme território nacional, e a falta de informatização contendo um sistema de identificação com os dados dos brasileiros são alguns dos dificultadores no combate ao crime no país.
Os investigados foram indiciados pela prática de captação ilegal de sufrágio (Compra de votos), e por falsidade ideológica eleitoral.
Resta saber por quanto tempo os envolvidos ficarão presos, e, se julgados e condenados, qual será o tempo de prisão. Com certeza responderão em liberdade, e caso condenados, terão uma pena leve, que no fundo vai ter compensado o crime cometido.

23 de outubro de 2016

Se o mundo fosse uma pequena aldeia!

As ilusões são certamente prazeres dispendiosos,
mas a destruição delas é mais dispendiosa ainda.

Se o nosso imenso planeta fosse uma pequena aldeia com apenas 100 habitantes, mantendo as proporções existentes atualmente, seria algo assim:
Haveria:
57 Asiáticos;
21 Europeus;
8 Africanos e
4 Americanos.
Destes
52 seriam mulheres e
48 homens.
70 não seriam brancos e
30 seriam brancos.
70 não seriam cristãos e
30 seriam.
89 seriam heterossexuais e
11 seriam homossexuais.
Dos cem habitantes apenas 6 pessoas possuiriam 59% de toda riqueza da terra, sendo que os 6 seriam americanos. Ainda destas cem pessoas 80 viveriam em condições sub-humanas.
Das cem pessoas 70 não saberiam ler e escrever, outras 50 sofreria de desnutrição, 1 estaria a ponto de morrer, um bebe estaria para nascer e só um, apenas um teria educação superior.
Nesta aldeia apenas uma pessoas iria possuir um computador. Ao analisar nosso mundo desta perspectiva tão reduzida, se faz mais presente a necessidade de aceitação, entendimento e educação.
Então agora pense... Se você se levantou nesta manhã com saúde e sem doenças, então você tem muito mais sorte do que milhões de pessoas que não sobreviveriam nesta semana.
Se você nunca experimentou os perigos de uma guerra, a solidão de estar preso, a agonia de ser torturado, ou a aflição da fome. Então você está muito melhor do que 500 milhões de pessoas.
Se você pode ir a sua igreja sem medo de ser humilhado, preso, torturado ou morto, então você é mais afortunado do que 3 bilhões de pessoas no mundo.
Se você tem comida na sua geladeira, roupa no armário, um teto sob sua cabeça e um lugar para dormir, voe é mais rico do que 75% da população mundial.
Se você guarda dinheiro no Banco, na carteira, e tem algumas moedas num cofrinho... Já está entre os 8% mais ricos do planeta. Se você tem seus pais vivos e unidos, você é uma pessoa muito rara.
Se você leu esta mensagem, acabou de receber uma dupla benção, pois alguém estava pensando em você e, mais ainda, tem uma sorte melhor do que mais de 2 bilhões de pessoas neste mundo, que não sabem ler.
Divulgue este texto a quem você considera como amigos. Ajude a levar a consciência do mundo a mais pessoas. A única coisa que pode acontecer, se decidir repassá-la, é que, graças a seu gesto, alguém se sentirá por instantes menos solitário.

Texto divulgado na internet com autor desconhecido. 

11 de outubro de 2016

Entenda a proposta que limita os gastos do Governo e por que ela não tira o país da recessão, mas pode ajudar.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (10) o texto base da proposta de emenda à Constituição que congela os gastos federais pelos próximos 20 anos, prioridade do governo Michel Temer para 2016. A proposta restringe as despesas do governo à inflação dos 12 meses anteriores, e tem duração de duas décadas, com possibilidade de mudança na forma de limitar os gastos a partir do décimo ano.
Em dez pontos, entenda o que é a medida, porque ela foi criada e como ela ajuda o Brasil, mas não tira o país da recessão.

1 - O que é PEC e por que é Teto?
É um mecanismo proposto pelo governo para limitar o crescimento dos gastos públicos a longo prazo, fixando como teto a inflação passada.
Como algumas despesas têm regras ditadas pela Constituição, como saúde e educação, para alterá-las é preciso fazer uma proposta de emenda constitucional (PEC), cuja votação tem um rito especial. Depende de dois turnos na Câmara dos Deputados e dois no Senado e só passa com aprovação de ampla maioria três quintos dos deputados (308 votos) e dos senadores (49 votos).
Tratada como prioridade número 1 do governo, a proposta tem boas chances de ser aprovada neste ano.

2 - Gastando chegamos até aqui.
Os gastos do governo crescem mais do que o PIB há duas décadas e, repetidas vezes, o buraco foi tapado com aumento de impostos ou criação de tributos como a extinta CPMF ou a Cide (que incide sobre a gasolina). Outra forma foi aumentar a dívida pública, que chegou a 70% do PIB neste ano bem acima da média dos países com o mesmo estágio de desenvolvimento do Brasil (45% do PIB).
A recessão, iniciada em 2014, piorou tudo: fez cair às receitas públicas e gerou desconfiança com o futuro do Brasil, o que se traduziu em aumento das taxas de juros cobrada pelos investidores para financiar o governo. Com isso, a dívida assumiu uma trajetória insustentável no longo prazo.

3- O prazo de validade do teto é longo.
O teto do gasto proposto pelo governo durará pelo menos nove anos, se for aprovado pelo Congresso. Depois disso, ou seja, em 2025, o presidente da República poderia propor uma nova regra para contenção dos gastos, válida para o seu mandato. E assim seria até 2036. Segundo economistas do governo, o prazo dilatado é importante para sintonizar o ritmo das despesas com o das receitas sem recorrer a mais impostos ou a um corte drástico de gastos. Economistas como Felipe Salto, assessor do senador José Aníbal (PSDB), argumentam, porém que é tempo demais para uma medida tão dura, que na prática congela os gastos do governo.
Alternativas chegaram a ser ventiladas, como atrelar o teto à evolução da dívida pública ou reduzir o prazo de vigência, mas até agora prevaleceu o argumento do governo.

4 - A PEC não resolve o problema.
Para funcionar, o teto dos gastos públicos depende de mudanças na Previdência que limitem o aumento dos gastos com benefícios e pensões. Por isso, a reforma previdenciária é a segunda prioridade do governo.
Os gastos da Previdência representam cerca de 45% das despesas públicas e crescem atualmente 4% acima da inflação por ano, segundo o economista Bernard Appy, do Centro de Estudos e Políticas Públicas. Para analistas do Itaú Unibanco, sem a reforma da Previdência o teto só contribuiria para o equilíbrio das contas públicas até 2019.

5 - O resultado do teto só aparece no longo prazo.
Com o teto, os gastos do governo devem cair como proporção do PIB, mas isso só vai acontecer quando o país (e as receitas do governo) voltarem a crescer a um ritmo superior à inflação, o que deve levar algum tempo.
Hoje o país enfrenta uma recessão que deve chegar a 3,1% neste ano e inflação de 7,2%. Assim, no curto prazo, afirma o economista Felipe Salto, o efeito do teto será nulo e até permitirá mais gastos. E, ao fim de 20 anos, produziria um superávit primário brutal (equivalente a 6,5% do PIB), muito superior ao necessário para reduzir a dívida pública.
Analistas que defendem o teto, como Mauricio Oreng, do holandês Rabobank, dizem que, mesmo com o teto, o governo só conseguirá fazer com que a dívida pare de subir por volta de 2022, quando ela terá atingido um nível elevado (86% do PIB). Ou seja, o endividamento público subirá por mais seis anos antes de estabilizar e depois cair.

6- Tudo muda na saúde e na educação.
Depois da Previdência, saúde e educação são as duas áreas de maior despesa do governo. Por isso, foram incluídas nos gastos sujeitos ao teto. Isso altera as atuais regras, que destinam às duas áreas uma fatia fixa das receitas públicas.

7- Mas por que a polêmica na saúde e educação?
Especialistas em educação e saúde temem que as duas áreas percam a disputa de recursos para grupos com lobby mais bem organizado no Congresso. E reclamam que, com as regras em vigor, receberiam mais no longo prazo.
O governo argumenta que, com a recessão, as receitas caíram sem que houvesse redução dos gastos. Ou seja, a regra atual não protege as duas áreas no momento mais difícil e quando mais gente recorre aos serviços públicos.
Além disso, o teto estabelece que saúde e educação devam receber, no mínimo, o mesmo que gastaram no ano anterior mais a inflação. Se durante a elaboração do Orçamento os deputados quiserem destinar mais dinheiro para essas duas áreas, será permitido, desde que cortem outras despesas. O teto global para a expansão do gasto público não poderia ser desrespeitado.

8- A PEC do Teto não tira o Brasil da recessão. Mas ajuda.
Conter gastos não estimula a economia, mas indica que as contas do governo são sustentáveis. No curto prazo, isso se traduz em mais confiança para os empresários -que podem voltar a investir e produzir- e de consumidores. A confiança começou a voltar lentamente. Com sinais de que o governo vai ajustar suas contas, a taxa de juros também deverá cair, o que ajuda a reativar a economia. O Itaú Unibanco prevê que, neste cenário, o país poderá crescer 4% em 2018.
No longo prazo, porém, o Brasil deveria discutir outras reformas para melhorar a eficiência da economia, observa o economista Bernard Appy, com mudanças no sistema tributário e nas leis trabalhistas.

9- Se não fizer é o precipício. Mas o que é o precipício?
A primeira alternativa ao teto seria aumentar impostos. O governo prevê um déficit de R$ 170,5 bilhões neste ano, equivalente a cinco vezes o que o governo previa arrecadar com a CPMF em um ano. Ainda que coloque as despesas do passado em dia, os gastos continuarão subindo e exigirão mais impostos a cada ano.
Segundo analistas do Itaú Unibanco, sem o teto, o governo teria que aumentar a carga tributária em 4 pontos percentuais do PIB, o que levaria os brasileiros a entregar ao governo quase R$ 4 a cada R$ 10 que produzirem o que é muito para um país em desenvolvimento.
A segunda opção seria reduzir os gastos públicos artificialmente. O governo imprimiria reais para pagar suas contas e deixaria a inflação subir para corroer as despesas. A saída foi muito aplicada no passado e levou o país à hiperinflação no início dos anos 1990.
A terceira possibilidade seria deixar a dívida subir e não pagar, o que seria um calote. E mais de 80% dos credores são poupadores brasileiros, que aplicam em fundos de investimento e no Tesouro Direto, por exemplo, ou são ainda fundos de pensão e de previdência privada.

10- O que acontece se o teto for aprovado?
A expectativa de economistas como Eduardo Loyo, do banco BTG Pactual, é que o reordenamento das contas do governo permitirá uma queda permanente da taxa de juros do Brasil, uma das mais elevadas do mundo, o que facilitaria o acesso de empresários e consumidores a crédito. Para outros economistas, seria a chance de o governo gerenciar melhor o dinheiro público e escolher políticas que deem melhor resultado caso queiram permanecer no poder.

Autora Jornalista Mariana Carneiro
Publicado na Folha de SP em 11/10/16.

5 de outubro de 2016

Voto obrigatório, uma herança antiga!

“Grandes almas sempre encontraram
forte oposição de mentes medíocres”.
Albert Einstein

O voto obrigatório foi criado durante o governo de Getúlio Vargas em 1932. Na ditadura militar, com sua ideologia conservadora e na Constituinte de 1988, com fortes tendências de esquerda, essa herança foi mantida em território nacional.
O nosso sistema eleitoral carece de inúmeras modificações, modernizações e tem na urna eletrônica sua única mudança palpável em relação ao seu funcionamento no século passado.
Precisamos discutir com a sociedade brasileira uma série de mudanças possíveis no atual sistema eleitoral. A questão do Voto Distrital é uma delas, acrescida da implantação ou não das Listas de Votação por partidos, por exemplo.
É preciso ampliar a discussão sobre as regras da inelegibilidade, a manutenção das coligações partidárias, o número obsceno de partidos funcionando no país, a questão crucial dos financiamentos de campanhas eleitorais e a formação de Caixa 2 ainda impune às leis e a Justiça.
Enfim, temos muito que conversar para podermos avançar até chegarmos a um ponto de equilíbrio nas futuras eleições. Que inclusive, deveriam acontecer simultaneamente (Município, Estado, Senado, Presidência) e todos os demais cargos proporcionais (Vereadores, Deputados Estaduais e Federais) trazendo enorme economia ao país.
Mas, antes de começarmos todas estas discussões, importantes com a sociedade brasileira, em todos os seus segmentos, temos que primeiramente rever a questão primordial do Voto Obrigatório.
No regime militar (1964 – 1985) ele foi utilizado como propaganda do regime para uma pseudo democracia que na verdade não existia em sua total amplitude democrática. Depois, por ocasião da Constituinte de 1988, sua permanência ficou atrelada para estimular o eleitor menos politizado e até desacostumado com o processo a votar.
Hoje, depois de mais de 25 anos, é necessário à rediscussão dessa obrigatoriedade de todos os cidadãos votarem. A crescente abstenção, somada aos votos nulos e brancos, muitas vezes superiores aos números dos candidatos eleitos, nos faz repensar a efetividade dessa condição a qual os nossos eleitores estão sujeitos.
Antes de obrigar o povo a votar, é preciso que reduzamos os 35 partidos existentes para no máximo nove. A qualidade dos candidatos precisa ser melhorada para estimular os eleitores ao ato de votar e não o contrário. Não é possível continuar a votar no “menos pior” a cada nova eleição por imposição do sistema.
Os eleitores em sua grande maioria vão às urnas contra sua vontade. O governo brasileiro ainda ampliou e hoje podem votar pessoas de 16 a 70 anos de idade. Transformando eleições com candidatos medíocres em eventos democráticos sem qualidade, sem abrangência e inúteis aos olhos do povo brasileiro.
Voto obrigatório é uma farsa, onde os partidos políticos escolhem puxadores de votos, ao invés de bons candidatos com formação adequada e propostas sérias de governo. Se não houver a obrigatoriedade, quem sabe os políticos se mexam de suas cadeiras confortáveis para melhorar o nível da política nacional.
Autor: Rafael Moia Filho: Escritor, Blogger, Graduado em Gestão Pública.

4 de outubro de 2016

Uma breve análise sobre as eleições municipais!

Numa época de dissimulação, falar
a verdade é um ato revolucionário.
George Orwell

A eleição municipal foi realizada e seus resultados começam a propiciar diversas análises em todo quadro político partidário nacional. Das noventa e duas cidades com mais de 200 mil eleitores, cinquenta e cinco delas terão o segundo turno em 30 de outubro próximo.
Neste primeiro turno, o PMDB, apesar de todo desgaste com o envolvimento de muitos de seus lideres em ações de corrupção da Operação Lava Jato, teve um desempenho que o levou a obter o maior número de prefeituras no país. Ao todo, o partido do Presidente Temer conquistou 1.028 cidades, o que não deixa de ser incrível, visto que, esteve ao lado do PT desde 2002.
Em segundo lugar veio o PSDB, que conquistou 793 municípios dando um bom salto em relação a sua performance de 2012. Logo atrás em terceiro e quarto lugar aparece o PSD com 539 e o PP com 496 prefeitos eleitos.
O grande derrotado com certeza foi o PT, que em 2012 havia alcançado 630 municípios e neste pleito caiu para 256. Essa queda era previsível depois de todo processo desgastante de impeachment e o desenrolar da operação Lava Jato, cujo foco sempre foi restrito ao seu partido, deixando ao menos por enquanto de incriminar os demais partidos envolvidos em denúncias e delações.
Dentre os cinco partidos que estrearam nestas eleições, destaque para o Solidariedade com 61 prefeituras conquistadas. Os demais partidos conseguiram 121 prefeituras somadas as suas participações.
Um fato negativo foi à elevada quantidade de votos nulos, brancos e abstenções em todo território nacional, cerca de 28,9%, do eleitorado. Na cidade de São Paulo, 21,84% deixaram de comparecer as urnas. O percentual de votos nulos representaram 11,35% e os votos em branco foram de 5,29%. Para o leitor ter uma ideia do que esses percentuais representam o vencedor da eleição Dória Jr., obteve 3.085.000 milhões de votos enquanto que 3.096.000 milhões declinaram de escolher um candidato.
No que tange a eleição para vereadores o PMDB conseguiu 7.571 vagas, seguido do PSDB com 5.371, PP 4.746 e PSD 4.639 eleitos. O PT elegeu 2.808 vereadores, ficando muito abaixo dos demais partidos considerados como força política no cenário nacional. Na metade das capitais onde havia candidatos tentando a reeleição, os eleitores os reprovaram e não deixaram que cumprissem seus segundos mandatos.
Neste primeiro momento, a mídia deu grande destaque a vitória do até então desconhecido João Dória Jr. Que concorreu com o PSDB de Geraldo Alckmin em São Paulo. Com sua vitória no primeiro turno, começaram a especular a possível candidatura do governador à presidência em 2018.
Este cenário já conhecido dos eleitores paulistanos poderá levar pela segunda vez a um ato que eu chamo de estelionato eleitoral. Explico: Se Alckmin confirmar sua candidatura à presidência, Dória poderá após um ano de Prefeitura sair como candidato ao governo do Estado de SP, assim como o fez José Serra em 2006.
Portanto, aquele que vai governar o município por três anos (2018 a 2020) será o vice-prefeito Bruno Covas. O paulistano que votou em Dória terá seu vice como prefeito, algo que muito provavelmente não foi motivo de análises mais profundas antes do voto. Os eleitores votam no candidatos esperando que eles ao menos cumpram seus mandatos.
Com o término do segundo turno em 30/10/16, mais 55 prefeitos serão conhecidos e pouco vão alterar o quadro político nacional. Agora, o tabuleiro para as eleições de 2018 já começam a ser movidos lentamente a partir de janeiro de 2017 com a posse dos novos prefeitos e vereadores.