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8 de outubro de 2018

Algumas ponderações sobre a eleição em I Turno

Aprenda como deter o julgamento; Aprenda a escutar;
Entre em contato com seu próprio Eu interior;
Olhe para a vida com alegria e jamais chore por algo que não
pode chorar por você. Cheewa James – Modoc

Após meses de incertezas, discussões acaloradas, coligações e conchavos mais de 147 milhões de eleitores conheceram neste domingo de outubro os resultados das eleições no Brasil. Foram 54 senadores que se juntam a outros 27 eleitos em 2014, formando o quadro de 81 parlamentares no Senado Federal. Também tivemos 513 deputados federais e aproximadamente 1059 deputados estaduais eleitos para quatro anos de mandato da Câmara Federal e Assembleias Estaduais.
Também tivemos eleições para governadores nos 27 Estados e no Distrito Federal. Em 13 Estados a vitória aconteceu em primeiro turno. Nos demais 14 Estados e no DF teremos segundo turno para decidir quem governará de 2019 a 2022.
A eleição para presidente da república também terá a ocorrência de segundo turno para decidir qual será o novo escolhido, ficando entre Jair Bolsonaro – PSL e Haddad – PT, conforme demonstra o quadro abaixo com o resultado final.
ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE
IBOPE – 06/10/18

SIGLA
CANDIDATO
IBOPE
VOTOS
URNAS
PSL
BOLSONARO
36
49.275.358
46,03
PT
HADDAD
22
31.341.839
29,28
PDT
CIRO GOMES
11
13.344.074
12,47
PSDB
ALCKMIN
07
5.096.277
4,76
NOVO
AMOÊDO
02
2.679.596
2,50
PATRI
CABO DACIOLO
01
1.348.317
1,26
MDB
MEIRELLES
02
1.248.941
1,20
REDE
MARINA
03
1.069.538
1,00
PODE
ALVARO DIAS
01
859.574
0,80
PSOL
BOULOS
-
617.115
0,56

VOTOS EM BRANCO

3.106.916
2,65

VOTOS NULOS

7.102.162
6.14

ABSTENÇÕES

29.932.639
20,32

TOTAL DE ELEITORES

147.306.295

Analisando o quadro final, tenho de destacar o fato de que 40.141.717 (Quarenta milhões, cento e quarenta e um mil, setecentos e dezessete) eleitores deixaram de votar por abstenção, voto nulo ou branco. Essa soma de brasileiros é maior do que a população do Canadá, um contingente inaceitável que terá de conviver com o mesmo país que os eleitores que usaram de seu direito ao voto. A soma poderia mudar o quadro político completamente e preocupa na medida em que estes milhões de votos deixaram de ser destinados ao legislativo também.
Os votos em branco teriam ficado em 5º lugar, os votos nulos ocupariam o quarto lugar no pleito e as abstenções estariam em terceiro lugar. Esse comportamento não auxilia em nada o processo democrático e apenas permite que muitos candidatos sem a mínima capacidade legislativa assumam cargos da maior relevância no Brasil.
Em São Paulo, por exemplo, mais uma vez tivemos a eleição de candidatos a deputado federal que sabidamente não possuem preparo necessário para ocupar a Câmara Federal, e representar os paulistas nas discussões sobre tantos assuntos importantes. Veja alguns exemplos da falta de seriedade do eleitor do Estado mais rico da Nação:
     a)   O palhaço sem graça Tiririca - 453.855 votos;
     b)  Ator pornô Alexandre Frota -   155.522 votos;
     c)   O suspeito Paulinho da Força – 75.613 votos;
De uma forma geral, o brasileiro vota contra alguém ou algum partido. Foi assim em 1986 quando votou em massa no PMDB contra a ditadura. Em 1990 quando votou em Collor contra Lula. Em 1994 e 1998 quando votou no Plano Real contra o PT. De 2002 a 2014 quando votou contra o PSDB. Em 2018 quando novamente vota contra o PT.
Talvez no dia em que de uma maneira geral, o eleitor brasileiro votar com consciência em projetos de governos calcados em propostas fundamentadas a favor do país e seu desenvolvimento talvez tenhamos algumas chances.
Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger e Gestor Público.

5 de outubro de 2018

Dados reais que parecem mentiras!

A lei de ouro do comportamento é a
tolerância mútua, já que nunca pensaremos
todos da mesma maneira, já que nunca
veremos senão uma parte da verdade
e sob ângulos diversos. Mahatma Gandhi

O Brasil é um país de contradições, capaz de comportar uma agricultura com vasta área de plantio como poucas regiões no mundo, e ao mesmo tempo abrigando milhares de pessoas no limite da miséria e da fome.
Uma concentração de riquezas incalculáveis nas mãos de um por cento da população de quase 208 milhões de brasileiros e os demais passando necessidades básicas, atingidos pelo desemprego, doenças e pobreza.
A oitava economia do planeta contratastando com milhões de desempregados, milhões de analfabetos completos e funcionais, num cenário de educação pública aquém da necessidade verdadeira daqueles que sonham chegar ao ensino superior.
Um Estado que arrecada como a Alemanha e retribui à sociedade como Uganda, fazendo com que os recursos sejam sugados pela máquina pública bilhões de recursos que deveriam ser investidos em Saúde, Educação, Habitação, Segurança, Saneamento obras de infraestrutura.
Um país de vasta área territorial e riquezas cobiçadas pelas grandes nações do planeta que não consegue explorar com inteligência a possibilidade de captação de recursos oriundos do turismo, nem com a venda de alimentos, ficando sempre a reboque das grandes potências mundiais.
Na base central dos problemas, o Brasil tem a pior casta política do mundo mantida por um eleitorado desinformado, carente de educação e de acesso a informação. Em sua grande maioria os eleitores responsáveis pela assunção ao poder de bandidos travestidos de salvadores da pátria não sabem em quem votaram nas eleições anteriores. A maioria não pesquisa, não cobra e nem reivindica seus direitos constitucionais, caminhando como zumbis das redes sociais completamente a deriva.
Impossível esperar crescimento e economia sustentável num país que despreza a Educação e pensa que o sistema democrático se resume ao ato de votação a cada dois anos. Impossível acreditar num sistema político falido, com instituições que funcionam, porém, não resolvem os problemas da sociedade nas três esferas de poder.
Como podemos entender que a oitava economia do planeta possa ter o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na posição vexatória de 79º lugar, o que por si só, mostra quão descontrolado é a comparação entre as riquezas e os investimentos feitos pelo país. A desigualdade social é a marca do Brasil e sua maior ferida, diante do fato de que seus governantes e congressistas trabalham na contra mão, favorecendo sempre os mais ricos e abastados.
Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger e Gestor Público.

4 de outubro de 2018

Os resultados na educação preocupam muito


Uma discussão prolongada significa
que ambas as partes estão erradas.

    Ao analisarmos os principais indicadores da educação, percebemos que apesar do acesso à educação ter melhorado um pouco, a qualidade não tem acompanhado esse crescimento. Os países da América Latina ainda ocupam as últimas posições nas avaliações PISA – OCDE. A média de abandono escolar é de mais de 40% e é deficitária a cobertura pública da Educação Infantil – uma peça chave na batalha pela equidade na educação.
    Os alunos no começo e no final do ensino fundamental não conseguiram adquirir as aprendizagens básicas em leitura e gramática. A análise dos resultados fica ainda pior na matemática, onde o desempenho é sofrível.
    Apesar de seu tamanho territorial e sua grandeza econômica, se comparada com a maior parte da América Latina, o Brasil luta para tentar manter seus jovens dentro do sistema educativo. Não existe uma política definida para a Educação, iniciando seus investimentos justamente no começo do processo educacional – Educação infantil. Ao contrário, nossos governantes invertem a pirâmide e dão mais apoio ao ensino superior, esquecendo-se do caminho que os alunos têm de percorrer até chegar à última etapa das suas vidas na educação.
    O reflexo aparece na vida adulta quando os jovens começam suas carreiras profissionais. Uma pesquisa feita pelo Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) na Argentina, Chile e Brasil identificou que a maioria das empresas tem inúmeras dificuldades para encontrar competências que precisam nos jovens saídos do Ensino Médio.
    Neste universo pesquisado, apenas 12% dos entrevistados declararam não ter dificuldades para encontrar jovens preparados para os desafios que suas empresas possuíam. As habilidades socioemocionais foram as mais difíceis de serem encontradas nos jovens entrevistados.
    A Educação deve fazer parte da estratégia de um governo, tem de estar em perfeita sintonia com o sistema educacional e o mercado de trabalho que deverá assumir essa oferta de jovens preparados para a vida profissional. Neste sentido, percebemos que no Brasil discutem-se muitas questões paralelas, porém, os jovens chegam ao mercado de trabalho despreparados para a realidade da indústria e do mercado sempre voláteis e em desenvolvimento constante. As novas tecnologias passam à mercê do sistema, enquanto nossos alunos continuam sendo obrigados a aprender matérias decorativas e sem qualquer aproveitamento na vida útil dos estudantes.
    A tarefa é árdua se nosso país quiser ser competitivo, ter educação de qualidade e produzir, desde a tenra idade jovens capazes de absorver todas as múltiplas informações advindas do período de ensino, desde o infantil até o superior.
Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger e Gestor Público.

3 de outubro de 2018

Alô companheiros da Elite!

Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas

Na FIESP, quando eu tinha 27 anos e era vice do Mario Amato, convidávamos outsiders para uma conversa no bar. Chamei o FHC, que estava na mídia com a pecha de maconheiro. Chamamos os 112 presidentes de sindicato, vieram oito. Ninguém topava falar com "comunista". Alguns anos depois, fui ao Roda Viva para alertar contra a eleição do Collor, queridinho passional das elites.
Recentemente, realcei que a ida das elites à Paulista para derrubar a Dilma equivalia a "eleger" o Temer e seus 40 amigos. Ninguém da elite quis ir às ruas para pedir antecipação de eleições. Erraram feio, como no passado, ou como quando deram as chaves da cidade ao Doria. Quanta ingenuidade.
Agora, estremeço ao ouvir amigos, sócios e metade da família aceitando a tese de que qualquer coisa é melhor do que o PT. Lá vamos nós, de novo. As elites avisaram que 800 mil empresários iriam para o aeroporto assim que Lula ganhasse. Em seguida, alguns dos principais empresários viraram conselheiros próximos do homem.
Sabemos que, em vencendo Haddad, boa parte da Faria Lima e da Globo se recordará subitamente que foi amiga de infância do Fernandinho --"tão boa pessoa, nada a ver com o Genoino, gente!".
A reação de medo e horror da esquerda, Ciro incluso, é ignorante. Vivemos, nós da elite, atrás de muros, cercados de arames farpados e vidros blindados, contratando os bonzinhos das comunidades para nos proteger contra favelados. Oras, trocar vigias com pistolas por seguranças com fuzis é um avanço? Ou é melhor aceitar que o país é profundamente injusto e um lugar vergonhoso para mostrarmos para amigos estrangeiros?
Vamos continuar na linha do projeto Marginal, plantando ipês lindos para desviar a atenção do rio?
​Não compartilho com os pressupostos ideológicos do PT e —até pouco— fui filiado a um partido só, o PSDB. Nunca pensei em me filiar ao PT, nunca aceitaria envolvimento num Conselhão de Empresários, por exemplo.
Apenas reconheço que as elites deste país sempre foram atrasadas, desde antes da ditadura, e nada fizeram de estrutural para evitar o sistema de castas que se instalou.
Nenhum de nós sabe o que é comprar na C&A e ser seguido por um segurança para ver se estamos para roubar, por sermos de outra cor de pele. Todos nós nos anestesiamos contra os barracos que passamos a caminho de GRU, com destino à Champs Élysées.
Este é um país que precisa de governo para quem tem pouco, a quase totalidade dos cidadãos. Nós da elite, aliás, sabemos nos defender. Depois do susto, o dólar cai, a Bolsa sobe, e voltamos a crescer. Estou começando três negócios novos neste mês.
Qual de nós quer pertencer ao clube dos países execrados, como Filipinas, Turquia, Venezuela? É um clube subdesenvolvido que foi criado à força, mas democraticamente, bradando segurança e autoridade forte. Soa familiar?
Quem terá coragem, num almoço da City de Londres, de defender a eleição de um capitão simplório, um vice-general, um economista fraco e sedento de poder, e novos diretores de colégio militares, com perseguição de gays, submissão de mulheres e distribuição de fuzis à la Duterte?
Lembrem-se desta frase do Duterte, a respeito de uma australiana violentada nas Filipinas: "Ela era tão bonita —eu deveria ter sido o primeiro". Impossível imaginar o Bolsonaro dizendo isso?
Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez quisesse e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária.
Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas. O Brasil é maior do que isto, e as elites podem ficar também. Confiem.
Autor: Ricardo Semler
Empresário, sócio da Semco Style Institute e fundador das escolas Lumiar; ex-professor visitante da Harvard Law School e de liderança no MIT (EUA).

2 de outubro de 2018

Equívocos frequentes!

"O orçamento deve ser equilibrado,
o Tesouro Público deve ser reposto,
a dívida pública deve ser reduzida,
a arrogância dos funcionários públicos
deve ser moderada e controlada,
e a ajuda a outros países deve ser eliminada,
para que Roma não vá à falência.
As pessoas devem novamente aprender a trabalhar,
em vez de viver à custa do Estado".
Ano 55 a.C. Marco Túlio Cícero

Há muito tempo, tanto que perdi a conta, ouvimos dizer que um dos problemas do sistema educacional brasileiro são as autoridades perdendo tempo e recursos em coisas que ao final não geram crescimento e desenvolvimento para o aprendizado. Tempo em que deixam de somar esforço nas ações que realmente deveriam importar.
Governantes torram milhões em licitações para a compra de equipamentos de informática, prédios, merendas e salários dos professores. Pouco se investe em coisas importantes como – formação dos quadros de professores e direção, discussão e modernização das práticas de sala de aula, dever de casa, avaliação, qualidade dos livros didáticos e dos materiais de apoio, currículo e o envolvimento com os resultados, pontos que costumam ser deixados de lado.
Segundo Gustavo Ioschpe: “A quantidade de estudos seria suficientes para fazer um túnel de papel daqui à Lua”, mostrando as duas situações acima elencadas.
Nas ruas, os brasileiros comuns pensam que os problemas da Educação no Brasil se resumem a recursos financeiros, ledo e cruel engano. Primeiro porque recursos existem, o grande desafio é fazê-lo chegar ao seu destino intacto. A corrupção no Brasil tem tentáculos em diversos escalões, estando presente em praticamente todos os lugares onde haja dinheiro e processos licitatórios.
Sabemos que a corrupção tem várias formas de atuação, podendo ocorrer na licitação, na forma de propinas, no desvio de verbas, etc. O Brasil precisa antes de qualquer coisa, ser estudado com profundidade, reformulado e redescoberto para poder do zero recomeçar.
Se o processo passar incólume pelo veio da corrupção, precisará ainda ultrapassar a barreira dos burocratas, dos incompetentes e dos intelectuais de plantão. Estes atuam em projetos que acabam desvirtuando o processo educacional, confundindo a sociedade e muitas vezes atraindo o ódio da mídia, dos pais e principalmente dos professores.
Para poder começar uma revolução na Educação é preciso prender os corruptos e afastar os demagogos usando a ferramenta universal da transparência, enquanto os incompetentes você reeduca. Ainda sobram os tecnocratas que lutam por programas quantitativos baseados apenas na ideologia. Para estes, é necessários implantar uma agenda maximalista.
Não adianta encher o currículo escolar de matérias como se a simples inclusão destas fosse dar a qualidade necessária em sala de aula idêntica as que os alunos do ensino privado e dos países de primeiro mundo possuem.
É mais do que importante que a sociedade questione: Nossas escolas conseguem dar conta de tanta inserção, tantas temáticas transversais? Óbvio que não, definitivamente não conseguem, bastando pesquisar e perceber que nossos alunos estão abaixo da média em Matemática e Língua Portuguesa.

Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger e Gestor Público.

29 de setembro de 2018

É difícil recuperar os neurônios da memória: É melhor evitar que eles morram!

Cientista norueguesa foi uma das descobridoras do ‘GPS’ com o qual nosso cérebro se orienta. 
“Meu GPS cerebral está em apuros hoje”, ri a cientista norueguesa May-Britt Moser (Fosnavåg, 1963), comentando a jornada cheia de encontros e deslocamentos que a Fundação AstraZeneca organizou para ela em Madri – e na qual se inclui esta entrevista. A referência aos sistemas de navegação e localização é uma piada autorreferente: Moser, Edvard Moser (seu então marido) e o norte-americano John O’Keefe partilharam em 2014 o prêmio Nobel de Medicina por seus trabalhos com as células cerebrais que servem para a nossa orientação.
Os trabalhos premiados são de 12 anos atrás, mas a pesquisadora continua atuando no mesmo campo. Com um acréscimo: “Encontramos, em uma área irmã do cérebro, as células que determinam como se percebe o tempo, por que às vezes ele passa voando, e às vezes parece eterno”, explica.
Ela salienta que seu laboratório se dedica à ciência básica, a qual, se tudo correr bem, acabará chegando a um uso clínico. Mas, embora esse não seja seu objetivo primordial, não se furta a especular sobre a utilidade de suas descobertas. “Estudamos uma área muito importante para a navegação espacial do hipocampo”, a zona do cérebro onde ela encontrou os neurônios relacionados com a localização e o tempo. É uma região “fundamental no ser humano, e, quando estas células morrem, perdem-se funções”.
A médica não acredita que aspectos tão básicos para o indivíduo possam ser facilmente recuperados. A realidade nos hospitais de meio mundo confirma isso. Quando uma pessoa tem Alzheimer, por exemplo, não há, ao menos por enquanto, uma maneira de que volte a recordar o que esqueceu. Por isso “é difícil recuperar os neurônios da memória; é melhor evitar que morram”, afirma. Não acredita que a plasticidade do cérebro, sua capacidade de substituir um circuito perdido por outro, seja de grande utilidade quando funções tão básicas se deterioram. “Se não soubermos por que morrem, não podemos agir”, conclui.
Apesar do cansaço, Moser comenta sua visita com entusiasmo, especialmente os diversos encontros com jovens. “Minha mensagem é que é preciso trabalhar para explicar como o cérebro elabora as lembranças episódicas [de um fato concreto]. Por que, como e quando essas memórias são recuperadas.” Embora às vezes receba comentários muito desconcertantes nesses encontros. “Como esses jovens que chegaram até mim esta manhã e me disseram: ‘Puxa, então você é um ser humano’”, conta, rindo. Mas acha isso bom. “Se me virem como um ser humano, sabem que eles também podem chegar a fazer o que amam.”
No caso dessa cientista (as mulheres são apenas 5% dos ganhadores do Nobel), o prêmio não mudou muito a sua vida. Houve ofertas – “e pressões”, admite – para que deixasse o laboratório de Trondheim, no meio da Noruega, onde trabalha. Também a solicitam muito para que vá a eventos – “mas nunca faço algo que não queira”. “Certamente me chamam mais que ao meu ex-marido, talvez porque eu seja mulher”, diz, “e isso que ele é mais amável”.
Imagina-se no mesmo lugar, pesquisando, pelos próximos 10 anos. Trabalhando e levando seu cachorro para passear. Apesar de suas duas filhas, já adultas, terem saído de casa, não se sente sozinha. “Quando você tem um cachorro, não há espaço para hobbies. Saio com ele pelo menos duas vezes por dia, e lhe dedico muito tempo.” O frio não a impede de sair à rua com seu animal. “Na Noruega dizemos que não há tempo tuim, o que há é roupa ruim. Eu me abrigo, e o cachorro, também.”

Autor: Emílio De Benito – Madri – Espanha
Publicado no El País
May-Britt Moser, Prêmio Nobel de Medicina em 2014, na quarta-feira em Madri. 

24 de setembro de 2018

A educação agoniza na UTI de um hospital em obras!

Educai as crianças, para que não
seja necessário punir os adultos.

Quem vaticinou anos atrás que o Brasil seria o “País do futuro”, de tanto esperar em vão deve ter cometido suicídio. Principalmente ao notar que em pleno Século XXI o nosso país está muito distante da realização de sua profecia.
O futuro do Brasil está pendurado nas mãos nem sempre hábeis de políticos e partidos perversos, corruptos e sem alma, deixando seu maior patrimônio que é a sua gente sem qualquer cuidado e zelo.
Neste sentido nota-se que a educação e os educadores, cientistas, pesquisadores ficam em terceiro plano, jogados às traças sem qualquer reconhecimento, investimento e cuidado, mesmo sendo parte das mais importantes de uma Nação.
Não é difícil apurarmos o quão distante estamos do futuro em relação aos demais países do nosso planeta. O último apontamento do Instituto Nacional de Alfabetismo Funcional – INAF em 2018 apontou que três em cada dez brasileiros com idade entre 15 a 64 anos no País – 29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais.
Esse grupo tem muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como fazer contas de uma pequena compra ou identificar as principais informações em um cartaz de vacinação. Há dez anos, a taxa de brasileiros nessa situação está estagnada, como mostram os dados do Indicador do Alfabetismo Funcional - INAF 2018.
Se considerarmos que temos 8% da população completamente analfabeta, teremos um quadro assustador onde quase cinquenta milhões de brasileiros não sabem ler e escrever ou são analfabetos funcionais.
O indicador tem como objetivo medir o quanto o brasileiro consegue entender e se fazer entendido em uma sociedade letrada. Infelizmente, estamos estagnados há muitos anos em patamar muito preocupante, diz Ana Lucia Lima, coordenadora do INAF.  
Com estes dados atuais e sem que tenhamos qualquer movimento por parte do governo federal e dos futuros candidatos à presidência em outubro próximo, como esperar uma revolução na educação e um futuro digno para nossa Nação?
Estamos caminhando celeremente para sermos o “País do Passado”, pois já tivemos educação de boa qualidade no ensino público, já tivemos bons professores bem remunerados e motivados, e agora vivemos uma época de incertezas rondando a educação pública nacional.
Não podemos perder a esperança, porém, caberá à sociedade mudar este estado de coisas que afetam e comprometem o futuro do nosso sistema educacional. Não podemos aceitar que alunos saiam do ciclo inicial sem a menor condição de progredir na sua vida escolar nem tampouco de integrar o mercado profissional que é cada dia mais exigente.
Esse quadro não pode simplesmente ser atribuído ao fato econômico de sermos uma Nação subdesenvolvida, pois países recém-saídos de uma guerra tiveram desempenhos muito maiores que os nossos, como a Coréia do Sul, por exemplo. É preciso um esforço gigantesco para que possamos enfim começar a caminhar na direção certa no que tange ao alcance de resultados satisfatórios no âmbito da educação.
Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger e Gestor Público.

Inteligência quase artificial!

Não tenha medo de ter opiniões excêntricas.
Toda opinião hoje aceita já foi, um dia, excêntrica.
Bertrand Russell

Segundo especialistas de grandes corporações norte americanas, a previsão é que até o ano de 2030 esteja no mercado norte americano aproximadamente 10,1 milhões de robôs fazendo serviços de limpeza de pisos, janelas ou piscinas. No Japão, país com a economia mais robotizada de todo o mundo, existem atualmente milhões de robôs industriais em atividade.
Na área doméstica os robôs estão sendo usados para cortar gramas, aspirar pó e tarefas residenciais. Na indústria a diversificação é muito maior, sendo que, os robôs fazem serviços de soldas em altas temperaturas entre outras atividades. Os cientistas afirmam com segurança que dentro de um prazo de cinquenta a cem anos teremos robôs em praticamente todos os segmentos da sociedade.
Isso me leva a viajar no tempo e imaginar num futuro não tão distante a possibilidade de termos robôs substituindo Vereadores, Deputados e Senadores em nosso imenso país. De uma só vez teríamos inúmeras vantagens em nosso sofrido cotidiano:
Ø Economia de milhões de reais com salários, mordomias, despesas diretas e indiretas dos políticos e de sua vasta assessoria, mesmo levando em conta o custo de aquisição e manutenção dos robôs. Esse custo seria diluído ao longo dos anos enquanto o preço que pagamos pelos políticos não cessa jamais;
Ø Robôs não folgam jamais, podendo trabalhar ininterruptamente sem precisar de duas férias anuais, descansos em feriados prolongados, ausências para campanhas políticas, visitas as bases eleitorais, faltas injustificadas e outras sandices, como interrupções para Festa Junina;
Ø Ao serem programados para trabalharem e defenderem o povo que os comprou, os robôs jamais iriam trair a confiança da sociedade, fazendo sempre aquilo que deles se espera no exercício de suas funções;
Ø Por serem todos iguais não precisaríamos mais nos preocupar com divisões por Estados ou Municípios, uma vez que cada Cidade/Estado teria o número pré-determinado de robôs para sua Câmara ou Assembléia. Além de economizarmos milhões de reais ao ano e não precisarmos fazer um processo eleitoral oneroso com gastos abusivos e retorno quase zero. 
Ø E o mais importante, os robôs jamais seriam corruptos ou corruptores em situações de prejuízo que geram as infrutíferas CPI’s. Procedimento inútil que jamais colocaram alguém na cadeia ou resolveram qualquer coisa nesse país.
Continuaríamos no exercício de nossa democracia elegendo a cada quatro anos políticos para os cargos de Prefeitos, Governadores e o Presidente da República até que a tecnologia robótica não nos apresentasse uma versão Windows 4.8 NT XP para esses políticos do Poder Executivo. Nesse momento seria o fim de uma era de corrupção, desvios de recursos públicos, mau uso do erário, ideologia barata, nepotismo e tantos outros problemas que esta escória nos traz desde há muito tempo.

Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger e Gestor Público.

21 de setembro de 2018

The Economist - Chama candidato de ameaça a democracia na América Latina!

Revista britânica defensora do liberalismo traz candidato do PSL na capa, diz que governo de deputado seria 'desastroso' para o País e o compara a experiências autoritárias na Venezuela e na Nicarágua. 
O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, é o destaque da capa da edição desta semana da revista britânica The Economist. No seu artigo principal, a publicação destaca o deputado como "a mais recente ameaça da América Latina" e considera que um eventual governo Bolsonaro seria "desastroso" para o Brasil e toda a região. Leia a íntegra do artigo. 
O texto compara o avanço de Bolsonaro e de suas propostas ao avanço do populismo nos Estados Unidos, com Donald Trump; na Itália, com Matteo Salvini; e nas Filipinas de Rodrigo Duterte. Para a Economist, Bolsonaro soube explorar a combinação de recessão econômica, descrédito com a classe política e aumento da violência urbana com a apresentação de visões conservadoras e uma proposta de economia pró-mercado.
"Os brasileiros não devem se enganar. Bolsonaro tem uma admiração preocupante por ditaduras", diz o texto, que o compara ao ditador chileno Augusto Pinochet.
A revista lembra também que o principal assessor econômico de Bolsonaro é Paulo Guedes, que, assim como a equipe do ditador chileno, foi educado na Universidade de Chicago, um bastião da ideologia do livre mercado. "Guedes é a favor da privatização de todas as estatais e uma simplificação brutal dos impostos", lembra a revista. 
"A América Latina conheceu homens fortes de todo tipo e a maioria dessas experiências foi horrorosa. Provas recentes disso são a Venezuela e a Nicarágua."
A revista lembra também que o próximo governo precisará do apoio do Congresso e dificilmente Bolsonaro terá maioria parlamentar. "Para governar, Bolsonaro poderia degradar o processo político ainda mais, potencialmente abrindo caminho para algo ainda pior", diz o texto. 
A Economist ainda diz que a chegada do petista Fernando Haddad ao segundo turno pode jogar muitos eleitores da elite e da classe média que culpam o ex-presidente Lula e o PT pelos problemas do País no colo de Bolsonaro.  
"Em vez de acreditar nas promessas vãs de um político perigoso na esperança de que ele resolva todos os problemas, os brasileiros precisam perceber que a tarefa de consertar sua democracia e reformar sua economia não será rápida nem fácil."

Matéria da Revista Britânica The Economist
Reproduzida pelo Jornal Estadão

19 de setembro de 2018

Para deputado, não vote na legenda do seu partido preferido!

Agora um candidato precisa atingir um mínimo de votos (10% do quociente eleitoral) para se eleger. Caso isso não ocorra, a cadeira conquistada pelo partido é perdida.
    A sugestão feita no título desse artigo pode parecer descabida para alguns eleitores. Afinal, eles gostam de um determinado partido e votar na legenda para deputado parece um caminho natural ajudar esse partido.
Minha sugestão para que o eleitor escolha um dos candidatos e não vote na legenda se deve a duas características da lei eleitoral brasileira. A primeira é a prática das coligações nas eleições proporcionais. Se gosto do partido A e ele está coligado com o partido B, meu voto ajudará A e B terem mais cadeiras, mas não contribuirá diretamente para eleger um candidato do partido A.
    Tenho tentando de diversas maneiras descobrir a lista das coligações nas eleições para deputado federal e estadual do Rio de Janeiro deste ano e não encontro. Assisto ao horário eleitoral e não consigo identificar qual partido está coligado com qual. Procuro na internet e não acho as informações. Se estou em busca e não encontro, imagino os eleitores comuns.
    Outra razão adicional para não votar na legenda deve-se a um dispositivo que já vigorou nas eleições de 2016 e será empregado pela primeira vez para deputado federal e estadual em 2018. Agora um candidato precisa atingir um mínimo de votos (10% do quociente eleitoral) para se eleger. Caso isso não ocorra, a cadeira conquistada pelo partido é perdida.
     É difícil estimar de antemão qual será o quociente eleitoral de uma eleição. No Rio de Janeiro, por exemplo, o quociente eleitoral para a eleição de deputado federal deve ser em torno de 150 mil votos. Portanto, um concorrente deve ter cerca de 15 mil votos para poder ser eleito.
    Imaginemos uma situação em que um partido recebe 310 mil votos, com a distribuição de votos tal qual a apresentada no quadro abaixo. Como o partido ultrapassou duas vezes o quociente eleitoral ele tem assegurada a eleição de dois deputados. No quadro observamos uma alta concentração de votos na legenda. Somente o candidato A ultrapassou os 15 mil votos. Desse modo, a cadeira a segunda cadeira é perdida e redistribuída para um outro partido. 

    O leitor já deve ter se dado conta que a concentração de votos em um ou mais candidatos —os puxadores de voto— pode gerar resultados semelhantes. Se mudarmos um pouco a distribuição do exemplo acima fica fácil observar. No quadro abaixo, o candidato A garante a sua eleição, mas o partido continua elegendo apenas um nome.
 
    A regra de 10% foi introduzida na legislação para evitar que um candidato muito popular eleja outros com votação insignificante. Mas, na prática, a regra também prejudica os partidos que concentram sua votação na legenda.
Por que então não acrescentar os puxadores de voto na sugestão feita no título do artigo? A resposta é simples: nunca sabemos antecipadamente com segurança que candidatos terão votação excepcional. Por mais que alguns partidos queiram privilegiar alguns nomes, o puxador de votos só é conhecido mesmo depois que os votos são contabilizados.

Autor: Jairo Nicolau é professor de Ciência Política da UFRJ.

Borges e a Teoria dos mundos paralelos!

Em 'O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam’, Borges antecipa a incerteza do entorno combinando literatura com a forma mais prestigiosa de conhecimento, isto é, a ciência.
Jorge Luis Borges lidou com a capacidade antecipatória da literatura com a maestria própria de um homem de ciência. Por essa razão, é o autor favorito dos cientistas. Um dos exemplos mais notáveis de seu espírito profético, no que se refere ao desenvolvimento científico, temos no conto intitulado O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam, datado de 1941, no qual Borges se antecipa com lucidez extrema à ideia dos universos paralelos que se multiplicam.
É curioso comprovar como, no citado conto, o autor argentino nos mostra a maneira como duas opções, com uma mesma origem, podem desenvolver-se ao mesmo tempo em torno dessa mesma origem e em um futuro próximo, de tal maneira que duas realidades opostas chegariam a existir de modo simultâneo. Com seu conto, o que Borges consegue é nos mostrar que se pode estar e não estar ao mesmo tempo, tornando ambas as opções, a de estar e a de não estar, em probabilidade cósmica.
Em O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam, Borges anteciparia a incerteza do entorno combinando literatura com a mais prestigiosa forma de conhecimento, isto é, a ciência. Ele consegue isso percorrendo um labirinto temporário, uma composição imaginária na qual é necessário enfrentar várias encruzilhadas ao mesmo tempo; alternativas que deixam de ser alternativas quando se opta simultaneamente por todas ao mesmo tempo, criando assim diversos tempos que se multiplicam e se bifurcam, pois, como nos diz Borges, todos os desenlaces acontecem e cada um é o ponto de partida de outras bifurcações.
Com tal ação, aparentemente contraditória, Borges se adianta alguns anos à chamada Interpretação de Muitos Mundos, mais conhecida como a Teoria dos Universos Paralelos, uma hipótese da Física Quântica desenvolvida pelo físico norte-americano Hugh Everett, que a introduziu em 1957 e que, para dar um exemplo, quer dizer que uma mesma partícula pode ser encontrada em uma infinidade de lugares ao mesmo tempo.
Porque toda vez que ocorre um evento quântico o universo se divide em dois universos paralelos e opostos entre si, de tal modo que, enquanto o evento ocorre em um, o contrário ocorrerá no outro. Com essas coisas, eventos quânticos acontecem e não acontecem ao mesmo tempo, dependendo do grau de sua probabilidade. Por isso é exemplar o conto O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam, cuja leitura é tão perturbadora como enigmática.
Há um momento em que o próprio conto profetiza o seu clímax quando, em um dos diálogos, há uma referência à obra de Ts'ui Pen, astrólogo chinês e personagem borgiano que se propusera empreender a aventura de duas tarefas bizarras. Por um lado, a de construir um invisível labirinto do tempo, estritamente infinito e, por outro, escrever um romance labiríntico e, portanto, também infinito e que teria como título O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam. Um livro em que todos os desenlaces ocorrem porque cada um deles é o ponto de partida de outras bifurcações.
"Em algumas ocasiões os caminhos desse labirinto convergem; por exemplo, o senhor chega a esta casa, mas em um dos passados possíveis o senhor é meu inimigo, em outro, meu amigo. Cria, assim, vários futuros, diversos tempos, que também proliferam e se bifurcam", afirma Yu Tsun bisneto de Ts'ui Pen, espião e protagonista da história borgiana. Chegados aqui, não é possível imaginar duas obras, pois labirinto infinito e livro infinito constituem um mesmo objeto no desenlace borgiano.
E para terminar, algumas palavras anedóticas sobre Hugh Everett, ateu convencido da não existência de Deus tanto quanto da existência de universos paralelos, e que morreu empenhado em demonstrar que, quando morresse, viveria para sempre nos labirintos de outro ramo quântico, já distante de seu corpo inerte. Talvez por causa disso, seu último desejo foi tão bizarro que suas cinzas acabaram na lata de lixo.
A PROFECIA CIBERNÉTICA
Embora vivesse na penumbra de sua cegueira, ele nunca deixaria de ver a si mesmo como um modesto Alonso Quijano que não se atreve a ser Quixote. Para dizer à maneira dele, Borges foi um homem cordato que inventou uma desordem de mundos a partir de seu lugar na ordem do universo.
Acima de tudo, concebeu a arte da fabulação como extensão mágica do ser humano e o labirinto como símbolo evidente de perplexidade infinita. Talvez por isso, sua obra seja uma extensão labiríntica do nosso inconsciente, onde não falta a inversão alquímica e onde também não faltam simetrias que nos mostrem Torquemada como o reverso de Cristo.
Atualmente, sua dimensão literária ultrapassou os limites da literatura e sua obra nos serve como ponte para a era cibernética. Antes da chegada da Internet, seu espírito profético sintonizou com as novas tecnologias de nossa era, antecipando-nos uma biblioteca infinita.

Autor: Montero Glez - O Machado de Pedra é uma seção em que o desejo de prosa, exerce sua pressão particular à realidade científica para manifestar que ciência e arte são formas complementares de conhecimento.