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8 de outubro de 2012

COB - Comitê Olímpico Brasileiro - Poder ilimitado e sem fiscalização!

“Nada há de permanente,
exceto a mudança.”
Heráclito (450 A.C.).

O Brasil é prodígio em pessoas que se eternizam no poder, seja ele de origem política como José Sarney por exemplo que não sai do poder a 48 anos aproximadamente. Quer seja no esporte onde misteriosamente algumas pessoas viram reis e não desgrudam mais de seus tronos.



Ricardo Teixeira (CBF) era um destes casos emblemáticos de apego ao poder que conquistou não por praticar ou pertencer ao esporte, mas sim por ser genro do ex-presidente da CBF na ocasião em que foi guindado ao cargo. Nele ficou e enriqueceu muito por 21 anos seguidos. Tendo se desligado quando percebeu este ano que a água começava a entrar pelo convés.



Carlos Arthur Nuzman ex-jogador de Vôlei e dirigente da Federação daquele esporte no Brasil por muitos anos, resolveu dar saltos mais altos e foi ocupar o cargo de Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro em 1995.



Pois passados 18 anos e lá está o eterno Nuzman concorrendo a mais um mandato no COB de 2013/2016. Para facilitar e não correr riscos, o fez sem ter nenhuma candidatura oponente ao seu cargo, como conseguiu todos imaginam ou já viram em algum lugar.



Claro que, envolvido com a organização dos Jogos Olímpicos da cidade do Rio de Janeiro o senhor Nuzman não poderia de forma alguma deixar de continuar a dar sua valiosa “contribuição” para o possível sucesso das negociações, digo, da realização dos jogos.



O ex-presidente do COB João Havelange, o mesmo que conduziu Ricardo Teixeira ao poder por 21 anos na CBF, esteve na sessão e, como membro-nato da entidade, teve direito a voto.



Apoiador de Nuzman, o dirigente chegou a pensar que tivesse errado seu voto no pleito. Após a divulgação do resultado, com a reeleição do atual presidente, Havelange foi enfático. "O erro é uma necessidade da vida".



A única voz dissonante entre os votantes para chapa composta por Nuzman e o vice André Gustavo Richer no pleito foi da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). Na quarta-feira, os canais ESPN trouxeram as denúncias do presidente da entidade, Eric Maleson, que afirmou que pessoas do COB invadiram a sede da CBDG.



Aliás a ESPN – Brasil foi à única emissora de televisão do país a contestar e criticar esta manutenção absurda de Nuzman no poder e sua forma truculenta utilizada para manter-se por tanto tempo a frente de tanto dinheiro e prestígio.



Em 2016 ele completará 21 anos no poder irrestrito sem que nenhuma investigação do MP ou da Receita Federal seja realizada em suas contas e nas contas do COB. Um comitê que recebe bilhões a cada quatro anos do poder público oriundos de impostos e das loterias da CEF.



No desempenho no quadro de medalhas nas últimas Olimpíadas sob o comando de Nuzman no COB (de Atlanta-1996 a Londres-2012), o Brasil conquistou 69 medalhas, sendo 14 de ouro, 20 de prata e 35 de bronze, com uma média aproximada de 13 medalhas por Jogos. A melhor colocação brasileira neste período foi um 16º lugar em Sidney-2000.



Nada justifica a permanência de qualquer cidadão por tanto tempo a frente de qualquer entidade principalmente daquelas que possuem orçamentos com verbas públicas, gastos imensos com viagens, hospedagens e tantas outras formas sem que sejam devidamente apuradas com rigor.
http://esportes.estadao.com.br/noticias/jogos-olimpicos,patrimonio-de-carlos-nuzman-cresceu-457-aponta-mpf,70002028553

1 de outubro de 2012

A mais importante das eleições

"Se quiser por à prova o caráter de um
homem, dê-lhe poder." Abraham Lincoln

No próximo mês de outubro estaremos novamente exercitando nossa cidadania através do saudável exercício do voto. Nesta eleição em particular, escolhendo os mais importantes personagens políticos de nossa vida. Prefeito e vereadores legislam, administram, projetam nossas cidades, podem melhorar e muito nossa vida e também alçarem uma luz intensa sobre nosso futuro ou nos deixarem nas trevas da escuridão e da corrupção.

Mais do que governadores, presidentes ou quaisquer outros cargos eletivos, estes dois personagens da democracia brasileira estão ao nosso lado, estarão por quatro anos trabalhando por aquilo que realmente nos interessa em nossos municípios, evidenciando ainda mais a sua importância na hora das nossas escolhas.

No domingo da eleição não importa o futebol, nem o andamento das condenações dos réus do Lava Jato, a eleição é local e não estadual ou nacional como alguns sempre querem. Ela é o palanque dos nossos mais concretos interesses enquanto cidadãos e tem o dom de decidir nosso presente e o futuro dos próximos quatro anos.

O prefeito não pode se esconder assim como muitas vezes um governador ou presidente o faz, aparecendo raramente em nossas cidades. O prefeito e os vereadores eleitos estarão vivendo ao nosso lado, morando na mesma cidade, andando por ela e trabalhando em endereços por demais conhecidos de todos.

As cobranças podem ser feitas pessoalmente em alguns casos, por escrito ou até por telefone, diferentemente dos governadores e do presidente que ficam em posições inatingíveis do povo comum de nossa terra.

Vote consciente, vote com lisura, tenha atenção, não brinque nesta hora, leve a sério seu voto e respeite a si mesmo, seus familiares e sua cidade. Aqui é a hora, aqui é sua realidade, não faça piada do que não tem graça, seja o mais rigoroso possível. E lembre-se que a eleição não finda no domingo do pleito quando os resultados são anunciados, ao contrário, elas terminam somente ao final do mandato dos eleitos em 2020, quando o eleitor estará novamente votando nestes mesmos cargos.

Em Bauru teremos várias opções para elegermos um candidato que irá administrar nossa imensa cidade de Janeiro de 2017 à Dezembro de 2020. Não existe candidato perfeito, mas precisam existir eleitores perfeitos, éticos e cientes de suas responsabilidades.

São mais de duzentos candidatos a vereadores, destes elegeremos dezessete para legislar, fiscalizar o poder público municipal e nos representar frente aos mais importantes interesses da nossa vida na cidade em que vivemos.

Esteja atento, opções não faltam, existem bons candidatos e existem péssimas opções também, porém só você fará a diferença, Faça o certo e não esqueça para quem votou pelos próximos quatro anos, exigindo dele lisura, trabalho e honestidade no cumprimento de suas promessas eleitorais, fiscalizando-o e cobrando como se empregado seu ele fosse, pois na verdade... Ele vai trabalhar por você, caro Eleitor.

27 de setembro de 2012

Árbitros de futebol no Brasil são péssimos

A arbitragem no futebol sempre foi um grande problema para seus organizadores e torcedores. No Brasil que é o país penta campeão mundial de futebol a coisa não poderia ser diferente, ao contrário, aqui temos uma das piores arbitragens de futebol do mundo.

As regras são simples, poucas, na verdade temos dezessete apenas, porém algumas são interpretativas, fato que por si só, complica e muito o trabalho dos nossos árbitros em campeonatos regionais ou nos nacionais. Não há coerência nem mesmo num mesmo jogo. Às vezes duas decisões são tomadas num mesmo lance numa partida.

Outra questão que não pode conviver com os tempos em que vivemos é a ausência da profissionalização da arbitragem no mundo do futebol. Seja como Empresas formais ou em grandes Cooperativas, um árbitro deve se dedicar a manter a forma e o foco na sua atividade esportiva.

Para tanto, deveria receber salários compatíveis com sua importância no esporte que arrasta multidões, movimenta bilhões e precisa de seriedade nas decisões que vão permear seu trabalho dentro de campo.

Com a dupla jornada os árbitros não conseguem manter uma forma física e mental a altura dos compromissos que possuem na sua agenda dos campeonatos em que trabalham. São viagens, hospedagens e retorno ao trabalho sem tempo para reflexão e aprimoramento do que realizou em campo.

No Brasil apenas políticos gozam de imunidade total em todas as coisas que o brasileiro comum sofre para conquistá-las. O jogador e o árbitro de futebol não têm regras claras para suas aposentadorias, algo deveria ser estudado, não para aposentá-lo ao parar precocemente sua carreira curta, mas para ter condições quando completasse 35 anos de trabalho somados ao futebol poder ter uma aposentadoria digna.

As federações e os clubes deveriam ser obrigados a manter planos previdenciários privados para que os jogadores pagassem às suas expensas e garantissem minimamente seu futuro. Enfim, algo deveria ser discutido, porém nem as partes envolvidas (Atletas, Clubes, Sindicatos, Árbitros) nem o governo o fazem, deixando a situação cada vez pior.

A profissionalização dos árbitros também afastaria de certa forma o árbitro dos poderes das nefastas comissões de arbitragem das Federações Estaduais e da CBF. Quem definiria a escolha da arbitragem dos jogos do campeonato com critérios técnicos seria a Cooperativa ou Empresa contratada previamente.

Sem isso, continuaremos convivendo com erros grotescos, desconfiança dos torcedores e o risco de na Copa do Mundo do Brasil não termos ao menos um árbitro em condições técnicas de representar o nosso país.

21 de setembro de 2012

Religião pode, mas não deveria se misturar com políticos.

Estamos vivendo um período de campanha eleitoral no Brasil, com acirradas disputas para eleição de vereadores e de prefeitos em todas as cidades do país. Vamos definir aquilo que mais nos diz respeito em nossa vida em sociedade, ou seja, no município em que vivemos elegeremos quem vai legislar e administrar nossos recursos e zelar pelo patrimônio público.


Sendo assim, a eleição deste ano se reveste de zelo especial, de muito cuidado e deveria ser levada a sério por todos os eleitores do país.


Chama a minha atenção que alguns candidatos em São Paulo na briga por uma vaga de Prefeito da maior e mais complicada cidade do país, do maior orçamento e também dos maiores problemas administrativos estejam misturando eleição com religião.


Claro que os lideres religiosos podem opinar, vivemos numa democracia, porém deveriam ter redobrado cuidado com são seus interlocutores nesta campanha. Penso que muitas religiões estão sendo usada com interesses escusos e mesquinhos por candidatos ignóbeis e muitas vezes sequer praticantes de uma religião qualquer.


A política brasileira não é exemplo de ética e honestidade para entrar em templos, igrejas, salões de orações etc. Alguns dos nossos políticos não são modelos de vida para ninguém. Seria excelente que os fiéis fossem orientados com relação ao sistema eleitoral e outras informações importantes, mas daí a induzir votos para este ou aquele candidato é inaceitável.


Por trás de apoios, normalmente vem cobranças, exigências, com as quais nossa classe política está acostumada a praticar. Haja visto o que as tais coligações fazem hoje em dia para receber cargos e verbas em troca de seus apoios partidários.


Os fiéis devem desconfiar de tudo e de todos, agradeça a informação e o empenho do seu Pároco, Pastor, Monsenhor, Bispo, mas vote com sua consciência, vote limpo, vote em quem você acredita e não em quem alguém com interesses que você desconhece está lhe pedindo em nome de sua religião.


Nesta turminha ninguém é santo, aliás, muito longe disso, não praticam nada que esteja próximo de algo puro. Seus interesses políticos são mesquinhos, ateus e estão ligados a poder, dinheiro e muita corrupção. Olho vivo!

18 de setembro de 2012

Caminhões do tamanho de um trem nas estradas.

Desde a posse de Fernando Collor, passando por Itamar, FHC, Lula e atualmente Dilma, o sistema ferroviário nacional foi sofrendo um desmonte sem igual, um sucateamento de suas linhas, equipamentos e a da sua perspectiva de futuro enquanto sistema de transporte utilizado com sucesso mundialmente.

Em troca desde a década de sessenta com ênfase absoluta nos desgovernos acima citados, a indústria automobilística e de caminhões deitou e rolou impondo seus veículos para fazer o transporte de passageiros e cargas no país. Está certo que financiou muitas campanhas eleitorais para eles, é verdade.

Com isso nossas estradas excetuando-se as do Estado de SP, foram sendo destruídas enquanto os governantes assistiam a tudo incólumes e sem que novas obras fossem feitas, sem que houvesse a devida manutenção das existentes para suportar a crescente elevação da frota viária do país.

As estradas brasileiras no Centro Oeste, Nordeste e Norte do país são verdadeiros lixos, boa parte sem asfalto, sem duplicações, sem sinalizações adequadas. Elas causam desperdícios, acidentes e muito prejuízo aos seus usuários.

Mas a opção foi clara dos nossos governantes, ao invés de investimentos no setor ferroviário para transportar a safra agrícola, minérios e outras cargas pela via férrea deixaram o sistema ser sucateado por meia dúzia de empresas desqualificadas em troca de alguns milhões de dólares.

O dinheiro não foi utilizado no sistema de transportes e hoje temos prejuízos assombrosos sem que o país possa buscar soluções imediatas. Sem contar que o sistema de transporte hidroviário sempre foi relegado a terceiro plano, tanto em SP como no resto do país.

Este panorama fez com que o setor de transportes de cargas começasse a optar por caminhões pesados, carretas enormes, com cada vez mais espaço para suas cargas. Como o trem não existe, transformaram caminhões em trens do asfalto.

Esta prática perigosa deveria ser revista pelas autoridade que legislam sobre o trânsito no Brasil, pois além de danificarem ainda mais o piso das estradas, estes “trens” do asfalto estão sendo guiados pelos mesmos motoristas apressados, sem treinamento e principalmente sem descanso em nossas vias.

Tem caminhões em forma de trens com até três compartimentos passando de trinta metros de cumprimento em nossas estradas. Se as transportadoras querem transportar tudo de uma vez por que não exigem do governo que seja por transporte férreo ou hidroviário?

Quanto maior o caminhão ainda maior é a ganância dos donos de transportadoras, situação inversamente proporcional a preocupação dos mesmos com a segurança nas estradas.

Como sempre no Brasil, todos ganham menos o povo em todas as situações onde existam recursos envolvidos. Em breve cruzaremos com verdadeiros transatlânticos nas nossas estradas, com 50 ou até 80 metros de cumprimento. Quem viver e dirigir verá...


13 de setembro de 2012

Quase todos respondem em liberdade no Brasil

No Brasil a regra é quase unânime para todos que cometem crimes, cada vez com mais raras exceções, todos são liberados pelo delegado de plantão para que possam responder seus processos em liberdade.

Um sujeito em Bauru entra num supermercado lotado e sem motivo aparente saca de uma enorme faca e faz uma senhora refém de sua sandice. Não quer roubar, pois tem quase mil reais na carteira, não quer protestar, apenas por em risco a vida da senhora que apavorada fica à mercê do cidadão.

Ele é finalmente dominado e preso por policias militares, que o levam para a delegacia, onde o delegado sem saber explicar com precisão libera o perigoso cidadão para responder em liberdade ao processo brando que contra ele será movido.

É permitido matar no trânsito, esfaquear, roubar enfim, é possível quase tudo neste país, só não é permitido de forma alguma colocar em risco a vida de um bandido – Isso não!

Na mesma cidade de Bauru, um cidadão é feito refém dentro de sua residência com seus dois filhos e sofre nas mãos de bandidos oriundos da classe média alta da cidade. Quando a esposa chega e aciona o portão eletrônico é alvejada por tiros. Ela resiste e anda com seu veículo por trezentos metros e grita por socorro aos vizinhos.

Eles a socorrem, enquanto o marido desesperado ao ouvir tiros, se desamarra pula de uma altura de mais ou menos três metros e com uma arma da família atira contra os marginais da alta sociedade. Eles não se ferem, conseguem fugir ilesos para votarem aos seus lares.

A esposa vai para a UTI, o marido é preso por que sua arma não estava legalizada ou com o registro em dia. O que importa é que seus dois filhos foram massacrados psicologicamente por bandidos dentro de casa, a mãe respirava numa UTI hospitalar e o pai era preso pelo nosso sistema judicial falido e bisonho.

Não tem explicação, não tem argumentação inteligente. Temos sim excesso de leis imbecis, que normalmente defendem bandidos e políticos com brechas enormes do tamanho do grande Canyon americano.

O que temos é excesso de preciosismo e uma justiça voltada para evitar prisões, para facilitar a saída de presos do regime fechado para semiaberto. Combinado ou não, sistema judiciário soltam presos para que o sistema penitenciário não se exponha ao vexame de confirmar o que já sabemos – O déficit de vagas no sistema prisional é indecente.

Como podemos viver sabendo que a Justiça não prende criminosos por falta de competência dos governantes? Tem dinheiro para gastos com publicidade, Copa do Mundo, corrupção, obras superfaturadas, enfim, só não tem recursos para obras importantes.

Precisamos de várias reformas, entre elas urge que se aprove um novo Código Penal, com menos leis, mais rigor e que venha para defender a sociedade perante a crescente criminalidade que se alastra por todo território nacional.

Chega de impunidades! Basta de dar benefícios para criminosos! Chega deste negócio de responder em liberdade e depois fugir e não ser recapturado por que a Policia não tem efetivo suficiente. A impunidade é a pior epidemia que o Brasil já teve, ela mata, sangra recursos, tolhe a liberdade, fere a democracia e expõe fragilidade do caráter de nossos governantes e autoridades.

Precisamos de menos leis e mais ação e proteção aos cidadãos que com seus impostos sustentam esta zona chamada Brasil. Enquanto houver impunidade, pouco investimento em Educação e leis permissivas não há investimentos em presídios que supra a necessidade prisional deste país.

9 de setembro de 2012

Reforma do Poder Judiciário!

“O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo”. Aristóteles


O Brasil é uma Nação nova, tem apenas 517 anos, se comparada aos países Europeus e a algumas nações milenares da Ásia é apenas um jovem país em formação. Entretanto, não podemos ficar esperando o futuro, se, de alguma forma não fizermos no presente as lições de casa que nossa sociedade tanto almeja. Para tanto, é preciso coragem, capacidade, honestidade, princípios éticos, moralidade e muita vontade política.

Temos deficiências no ensino, onde nossa Educação é frágil. Nosso sistema de saúde é bom, porém não funciona em razão de nossa péssima máquina burocrática que engole as virtudes e expõe as vicissitudes do próprio sistema.

Temos carências em vários setores da administração pública, muitas coisas por corrigir para que possamos aperfeiçoar o país e torna-lo uma grande Nação. Para tanto é necessário que os governantes deixem de se acovardar e implementem reformas políticas, tributárias, administrativas e tornem possível sonharmos com um futuro digno.

O país retomou seu processo de redemocratização política em 1985, a partir de 1990, voltou a eleger seus candidatos a todos os cargos eletivos por meio do sufrágio universal. Neste sentido tentou aperfeiçoar o sistema eleitoral dotando-o de meios informatizados e com regras mais abrangentes e rígidas.

Porém no meio deste longo caminho de retomada da redemocratização, alguns setores ficaram à mercê da corrupção, que cresceu como uma praga e se enraizou em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira. Deixando marcas indeléveis em todos os setores da nossa vida.

A Justiça que poderia ser nossa guardiã e nos proteger desta epidemia, infelizmente também foi infectada, ficando doente, fragilizada e moribunda. Deixou de ser uma fortaleza contra o crime e seus mandatários. Atuando de forma branda, deixa mais fácil a vida dos criminosos dentro e fora das penitenciárias em todo país.

Leis foram redigidas para beneficiar criminosos do chamado colarinho branco, políticos, governantes, empresários e funcionários do sistema politico brasileiro em geral. O sistema judiciário precisa de reformas profundas. A começar pela proibição da indicação dos membros do STF pelo Poder executivo.

As cadeiras de todas as instâncias do sistema judiciário devem ser preenchidas de acordo com regras pré-estabelecidas pelo próprio sistema. Outra alteração que deve nortear o sistema á a atualização constante dos códigos civis, penais que são as bíblias do nosso sistema judiciário e não podem ficar 40 ou 50 anos sem serem atualizadas.

A criminalidade no país é crescente, assusta e preocupa a todo conjunto da sociedade. Impossível que as autoridades do Poder Judiciário continuem alheias ao clamor popular por alterações nas leis criminais deste país. Como por exemplo:

1. Fim da proibição de penas acima de 30 anos;

2. Prisão perpétua para os chamados crimes hediondos;

3. Instituição de penas severas para crimes de sequestro, sequestro relâmpago, estupro, assaltos a qualquer estabelecimentos comerciais com uso de artefatos explosivos em caixas eletrônicos;

4. Fim dos benefícios de Indulto. A chamada “Saidinha” é algo imoral que não deve nortear nossas penitenciárias a cada feriado sem critérios técnicos e fiscalização do Poder Judiciário;

5. Fim da Progressão de Penas, exceto para penas leves de até 10 anos de prisão e desde que o criminoso estude ou trabalhe na prisão, não tenha tirado a vida ou contribuído para tira-la;

6. Fim do pagamento de qualquer benefício com recursos da Previdência Social para presos ou familiares de quem é condenado pela Justiça;

7. Reforma completa das Policias Federal, Militar e Civil em todo país. O combate à criminalidade começa com sistema policial exemplar, moderno e com profissionais bem treinados, bem remunerados e dotados de alta tecnologia;

8. Reforma completa do Sistema Penitenciário com investimento maciço em Presídios de Segurança Máxima dotados de alta tecnologia e autossustentável (onde os presos trabalhem e estudem em tempo integral);

9. Fim da permissividade em todo sistema prisional do país com duplicação de penas para quem usar celulares e outros meios de comunicação externa;

10. Duplicação de penas para casos de fugas, brigas e rebeliões;

11. Penas em dobro para todo e qualquer criminoso oriundo do sistema penitenciário, judicial, policial ou que atue em qualquer órgão público do país como agente público;

12. Duplicação das penas para quaisquer crimes cometidos sob ingestão de drogas ou bebidas alcoólicas;

Não há mais tempo nem espaço para nossos governantes, a hora é agora, a criminalidade ultrapassa o bom senso, violenta o aceitável e faz o país perder bilhões por ano aparando arestas e gastando comum sistema falido e ultrapassado, além de covarde.

26 de agosto de 2012

Saudade do velho amigo João!

"A amizade é sublime:
nela resplandece a força da humanidade."
Franz Feuerbach.

Estava chegando a Bauru no final do ano de 1996, ainda residia em Bariri, há 65 quilômetros de distância, fiquei três anos me deslocando entre as duas cidades até poder comprar um imóvel em Bauru. A cidade de Bauru acabava de ter o resultado das eleições para prefeito definida. A oposição ganhará o pleito daquele ano e a cidade vivia um momento de ebulição política.

Eu aos poucos começava a conhecer a chamada cidade sem limites, seu tamanho não me preocupava nem me assustava, visto que nasci em São Paulo e havia vivido na capital paulista por 38 anos de minha vida. Minha preocupação era me adaptar ao ritmo de vida da cidade, conhecer suas peculiaridades e tudo de bom que pudesse nos oferecer.

Trabalhava numa empresa que ficava fora da área urbana da cidade, aproximadamente quatorze quilômetros distante do centro da cidade. Como a empresa não possuía refeitório, eu e o amigo Amauri, vínhamos até o centro para almoçar em um de seus restaurantes.

Estacionávamos o carro bem no centro da cidade, num estacionamento que fica até hoje no cruzamento das ruas Agenor Meira com Ezequiel Ramos, um lugar que nos possibilitava acesso fácil a várias opções de restaurantes e lanchonetes.

Foi neste ápoca que então conheci o “velho” João Cervantes, que trabalhava neste estacionamento, uma figura simpática, sempre sorridente, que brincava muito conosco, nos provocava às vezes, ria conosco e sempre tinha algo de bom para nos falar naqueles rápidos momentos em que deixávamos o veículo ou quando o retirávamos pra voltar ao trabalho. Esta convivência embora rápida, tornou-se para mim prazerosa pelo contato com aquela pessoa do bem.

Quando ele ficou sabendo que trabalhávamos na Cesp abriu um enorme sorriso e rapidamente nos contou que sua filha trabalhava na mesma empresa. Quem o ouvia falar dela pensava que era uma adolescente, tal o carinho e a intensidade com que falava das filhas, netos e esposa. Fui conhecê-la tempos depois e temos até hoje uma solida amizade entre nossas famílias.

Todos os dias na hora do almoço era o mesmo ritual, ele nos via, dirigia-se até o carro e ao sairmos nos provocava, brincava e às vezes nos contava uma piada. Essa rotina de segunda à sexta acabou fortalecendo uma linda amizade entre eu e o João.

Encontramo-nos várias vezes, fui conhecer sua casa e sua adorável esposa tempos depois e fiquei encantado com sua generosidade, sua simplicidade e a forma bonita como criou suas filhas e tratava a todos ao seu redor.

No ano de 2010, num daqueles enredos que somente Deus pode desvendar um dia aos pobres mortais, num curto espaço de tempo João e sua esposa foram ao encontro do pai celestial. Deixando a todos tristes pela ausência prematura, porém, ficou em meu coração o exemplo de vida, o respeito ao próximo, e o amor incondicional, imutável, indiscutível que João nutria pela “Dona Leonor” e por todos ao seu redor.

Onde quer que esteja, sabemos que está bem, que estão de mãos dadas, provavelmente caminhando e sorrindo para a nova vida. Espero um dia poder reencontra-los.

23 de agosto de 2012

O ensino no país é mais uma vez reprovado!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

A divulgação dos índices que tentam mensurar a qualidade da educação feita no Brasil é a mesma dos nossos governantes, ou seja, zero! O IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica criado em 2005 e divulgado a cada dois anos mostram que a educação, bem como nossos governantes foram reprovados. Os números são tão baixos e tão aquém do desejável que somente três Estados conseguiram média superior a 4,0. São eles SP, SC e PR respectivamente. Isso numa escala que varia de 0 a 10.

Chama a atenção que o ensino particular, antes um oásis neste segmento, com melhores escolas, sistemas educacionais e qualidade de ensino e profissionais, vem mostrando uma queda que preocupa e deveria ser motivo de muita reflexão por parte daquele setor.

Neste segmento com melhores salários e condições de ensino, posso crer que a ganância dos seus proprietários possa ser o fator que esteja prejudicando a qualidade do ensino por eles adotados. Recursos podem estar migrando para longe das salas de aulas. Preocupante que o antes melhor ensino do pais, possa estar sendo reprovado em índices qualificativos e tenha diminuição sensível nos seus resultados mesmo tendo um preço elevado para os pais de seus alunos.

Quanto às escolas públicas, elas vêm sendo sucateadas há anos pelos nossos intrépidos e corruptos governantes, não se investe na qualidade das escolas, na transformação do sistema, com ênfase para a qualificação e melhora da remuneração dos profissionais envolvidos. Faz-se premente a realização de um estudo a nível nacional da revisão da grade curricular no ensino médio, um trabalho que deve ser feito por Educadores de todo imenso território nacional. Ocasião em que se pode discutir todo o sistema educacional brasileiro, modernizando-o e o recolocando no patamar merecido e que toda sociedade espera.

A educação em todo país precisa de investimentos maciços e contínuos, além de um planejamento severo para que os recursos sejam efetivamente carreados para atender necessidades regionais de cada Estado. A carência de profissionais, a falta de formação adequada e a necessidade de melhoria das carreiras são os maiores problemas enfrentados pelos gestores para mudar esta triste realidade.

O IDEB pode não ser o maior nem o melhor índice, pode ser questionado ou não, o que não tem discussão é a qualidade que advém do sistema educacional brasileiro há muitos anos. Esta com certeza é indiscutível e beira a reprovação ou júbilo como dizíamos há 40 anos. O Brasil precisaria ter investido “ontem” na educação, pois a seguir desta forma, nossa sociedade não terá futuro como nação. Que profissionais estaremos formando para daqui a vinte anos? Os prejuízos serão incalculáveis e ficará impossível mensurar o quanto o país perderá com esta situação promovida pela ausência de sensibilidade e caráter dos governantes para com a educação de nosso povo.

20 de agosto de 2012

Os nossos recursos continuam sendo mal utilizados!


Assim devemos ser todo dia, mutantes,
porém, leais com o que pensamos e sonhamos;
lembre-se, tudo se desmancha no ar,
menos os pensamentos. Paulo Baleki

O nosso país é o que mais arrecada impostos no planeta sem dar em troca o valor arrecadado em forma de saúde pública, educação de qualidade, segurança pública, habitação e saneamento básico principalmente.

Esta arrecadação tributária exorbitante e desmedida serve para custear programas sociais de eficiência duvidosa, alimentar indústria da corrupção e ser utilizada para custear a divida interna de um governo sem controles.

Esta situação em maior ou menor proporção é extensiva aos governos estaduais e municipais por todo vasto território nacional. Privatizaram setores da economia, desempregaram milhões, porém não conseguem fazer uma reestruturação administrava decente em seus próprios governos.

Com isso torram milhões com um quadro de funcionários imenso, sem que, no entanto façam com que esta multidão preste serviços de qualidade a população. Gastam outros milhões com propaganda do que prometem, do que pensam que vão fazer e até do que nunca fizeram.

O orçamento da União assim como dos Estados e Municípios é discutido à exaustão, mas sempre ao final do ano seguinte, a maioria das verbas a eles destinadas não é gasta com aquilo que se aprovou e deveria contemplar a sociedade.

Obras são prometidas e não raramente não saem dos papéis, sequer são erigidos seus projetos ou seus processos licitatórios. Faltam penitenciárias, hospitais, escolas, casas populares, manutenção e conservação de estradas, ferrovias, construção de novos aeroportos e portos, hidrovias, etc.

Sem contar com a premente e já exaurida necessidade de reformas politicas, tributárias, dos sistemas judiciais, enfim, uma reformulação completa que recoloque o Brasil próximo do terceiro mundo, visto que nos últimos anos de corrupção desenfreada descemos um pouco neste patamar de avaliação de países dentro da conjuntura mundial.

Temos potencial, mas no falta ação, honestidade de propósitos de nossos falidos governantes, que gastam mal, não tem visão de futuro e acabam levando a corrupção para o meio da sociedade, transformando-a em algo “normal” para todos.

No dia 15/08/2012 a presidenta Dilma Rousseff mais uma vez prometeu assim como seus três últimos antecessores (Collor, FHC e Lula) um pacote de obras de infraestrutura nos transportes (Rodovias e Ferrovias).

O pacote de concessão (Privatizar ou terceirizar) para duplicar quase 6.000 quilômetros de rodovias sem ter conseguido cumprir metas bem mais modestas de obras iniciadas há quatro anos em estradas federais concedidas.

O último grande pacote de concessões de rodovias foi licitado em 2007, com contratos assinados em 2008 que previam investimentos de R$ 945 milhões (R$ 1,2 bilhão em valores atualizados) em 270 km de obras de duplicação e construção de estradas.Essas obras deveriam estar concluídas até o início de 2013, mas nenhuma ficará pronta no prazo. Até fevereiro, apenas pouco mais de R$ 100 milhões haviam sido gastos nos projetos.

Impossível acreditar nela e em seu staff do ministério dos transportes. A promessa levada ao ar por todas as formas de mídia existentes, não será cumprida assim como não foram nenhumas das anteriores nos últimos 25 anos no país. Estradas existem apenas em SP, construídas antes do PSDB tomar posse eterna do Estado, onde a maioria está pedagiada (Pedágio - que é a maior obra do PSDB em 17 anos), pois no restante do país, temos arremedos de estradas sem duplicação, sem asfalto e sem segurança alguma para veículos pequenos e caminhões.

Nem o escoamento da safra é feito de forma correta, perdemos milhões com o desperdício de grãos, centenas de acidentes diários com mortes por causa dos milhares de caminhões circulando em nossas estradas precárias.

Safra, aliás, que deveria ser feita através de ferrovias modernas e seguras, visto que nosso país tem imensa plataforma continental assim como a China, Índia, etc. Mas FHC e o seu PSDB preferiu sucatea-las ao invés de implementa-las para maior segurança e eficácia dos nossos deslocamentos internos e de nossas cargas. O PT comodamente deixou tudo como estava.

Uma vergonha nacional que se soma aos aeroportos compatíveis com republiquetas de quinta categoria. Nossos portos então são obsoletos e nos envergonham diariamente. Portanto, esta soma vultosa de recursos prometidos por Dilma Rousseff talvez seja mais um ato de marketing, num ano eleitoral, onde o partido do poder precisa de espaço na mídia para tentar manter seu status quo.

17 de agosto de 2012

O alto custo de uma medalha olímpica!

“O poder da observação cuidadosa é chamado
cinismo por aqueles que não o possuem" G. Shaw




O governo brasileiro divulga que investiu R$ 1,4 bilhão de 2009 a 2012, em modalidades olímpicas. Estes recursos são oriundos do orçamento da União, empresas estatais, lei de incentivo ao esporte, loterias federais, etc.

Ou seja, caso esta afirmação seja verdadeira e toda esta montanha de recursos tenha realmente sido carreada para o esporte olímpico, podemos afirmar que cada uma das 17 medalhas obtidas em Londres custou à bagatela de R$ 82.352.941,18 (Oitenta e dois milhões, trezentos e cinquenta e dois mil, novecentos e quarenta e um reais e dezoito centavos) aos brasileiros que custearam com seus impostos e ações estes investimentos.


Não penso que o nosso país seja obrigado a se transformar numa potencia olímpica, seria muito mais inteligente investirmos na educação maciça onde o esporte poderia estar atrelado em projetos voltados para a disseminação dos esportes de acordo com a aptidão dos alunos.


Seria muito mais coerente que investíssemos nossos recursos em Centros de Excelência do Esporte incluindo diversas modalidades em várias cidades do país. Onde jovens estudantes poderiam praticar natação, vôlei, basquete, judô, atletismo, para crescerem respirando cidadania e saúde.


Um país cuja saúde pública é de terceiro mundo não pode nem deve sonhar em ser potencia olímpica jamais. Gastar bilhões para satisfazer o ego de meia dúzia de dirigentes e dezenas de ufanistas não é digno de uma Nação tão carente como o Brasil.


A Noruega e muitos outros países europeus enviam delegações modestas aos jogos olímpicos. Investem poucos recursos e estão pouco se importando com medalhas de ouro, resultados ou recordes. Na verdade o que mais importa a eles é viver com saúde, educação de qualidade e terem uma geração de jovens saudáveis e preparados para a vida.


Aqui no nosso país, comemoramos medalhas olímpicas ao custo obsceno de bilhões de reais, dinheiro mais do que suficiente para erguer escolas, hospitais e dar saneamento básico e água potável para milhares que ainda não possuí em suas propriedades.


Claro que sempre observando o fato de que não temos certeza se estes recursos ora divulgados foram realmente empregados naquilo que o governo federal afirma ter investido. São tantos desvios, superfaturamentos e corrupção que não dá pra crer sem ver os comprovantes carimbados e auditados.

16 de agosto de 2012

Comportamento da Idade Média no Século XXI

A humanidade não se divide em heróis e tiranos.
As suas paixões, boas e más, foram-lhe
dadas pela sociedade, não pela natureza.
Charles Chaplin

Uma cena no cotidiano da cidade de Jundiaí no Estado de São Paulo, chocou aqueles que a presenciaram ou viram pela TV ou ainda na internet. Uma agressão selvagem, totalmente desnecessária, que coloca o casal de agressores a um idoso muito abaixo de qualquer espécie do reino animal. Em tempo, nenhum animal agiria assim com certeza.


O fato aconteceu dentro do terminal rodoviário da cidade do interior paulista quando uma das filhas do casal de oito anos de idade passa por baixo da catraca, contrariando a lei que permite apenas que crianças com até cinco anos passem gratuitamente naquele local.


O senhor que trabalha no local advertiu os pais, que reagiram de forma violenta, agredindo o funcionário de 70 anos com uma brutalidade desproporcional ao fato gerado por culpa deles próprios. Isso tudo na frente de seus filhos, que não entenderam nada do que acontecia.


O idoso ficou bastante machucado enquanto os covardes fugiam do local. Instantes depois a guarda municipal conseguiu localiza-los e prende-los. Foram então levados a uma delegacia onde foi lavrado Boletim de Ocorrência e os selvagens liberados para responder em liberdade.

Seria oportuno que o conselho tutelar visitasse o casal de agressores, pois não é difícil imaginar como seja a vida destas pobres e inocentes crianças cujo único pecado foi nascer no mesmo teto de seus ignóbeis pais.


Seria importante também que a justiça para variar um pouco acordasse e fizesse com que este ato de agressão contra um homem indefeso de 70 anos não passasse impune. Estes dois cretinos deveriam pagar tendo de trabalhar naquele mesmo local durante 360 dias, para então aprenderem a se relacionar com gente.
Às vezes nem parece que vivemos no século XXI, pois no Brasil tem pessoas que mais parecem agir como se estivessem na Pré-História.


12 de agosto de 2012

Greve escancara a má gestão dos recursos!


Não há silêncio que não termine.
Pablo Neruda

Uma boa parte do contingente de funcionários públicos do governo federal está em greve. Por razões nem sempre iguais, porém convergindo sempre quando a reivindicação é salarial, policiais federais, professores, técnicos alfandegários, enfim, empregados de diversas áreas cruzaram seus braços.

Dilma do PT se iguala e nivela suas ações como gestora de recursos humanos à FHC, que durante seus oito anos de governo tratou os funcionários públicos a pão e água e em bebedouro distante. Durante aquele período a categoria sequer recebeu a correção da inflação pelo período de oito anos.

Podemos questionar os percentuais pedidos em cada categoria, podemos questionar o direito ou não à greve, o momento e a estratégia utilizada pelos seus representantes, mas uma coisa não se pode discutir, os trabalhadores têm de receber seus salários em dia, corrigidos anualmente pelos índices de inflação.

Dinheiro existe e em grande quantidade, pois se a crise europeia, tão utilizada em discursos por Dilma assustasse de verdade nosso país não estava embarcado nos devaneios da realização de Copa do Mundo e Olimpíadas em 2014 e 2016.

Na hora de fazer discursos lá fora de forma ufanista o governo federal cita realizações e a organização destes eventos, quando precisa justificar a má conduta e a sua ausência nas mesas de negociações salariais, diz que o mundo está em crise.

O petismo perdeu a coerência quando assumiu a função de governo, rasgou estatutos, jogou no lixo seu ideário, passando a agir como um relés partido de direita que embevecido pelo poder perde repentinamente a memória e faz tudo que criticava ferozmente antes de ser Poder.

Claro que, muitos podem criticar o funcionalismo público, entretanto, precisam distinguir o joio do trigo, pois quem não trabalha são os funcionários sem concurso e que foram contratados pelos nossos governantes para exercerem funções de assessoria, chefia, enfim, não são os professores, técnicos, policiais, gente que bate ponto, carregando nas costas um patrão que se faz ausente em tempo integral.

Desde o governo Collor a única coisa que deveria ter sido feita para resolver esta questão e que simplesmente nenhum governante (Collor, FHC, Lula e Dilma) quis fazer é uma reestruturação completa do serviço público federal neste país. Uma revolução administrativa que deveria conter o seguinte:

Ø Redimensionamento do quadro de pessoal;
Ø Enxugamento da máquina estatal, com remanejamentos entre órgãos e pessoas se necessário;
Ø Plano de carreira com definições claras de alcance para cada segmento;
Ø Premiar por eficiência, adotando um plano de correção salarial que leve em conta experiência anterior e no cargo ocupado, formação acadêmica, pontualidade, criando pagamento de bônus e mérito por meio de ferramentas de controle e averiguação técnica de produtividade e criatividade.
Ø Adotar correção salarial por índices como FIPE, por exemplo, corrigindo distorções existentes nas categorias de forma separada, tratando os iguais de forma diferente.
Ø Por fim, o governo federal deveria investir em treinamento, qualificação e modernização do seu quadro de funcionários possibilitando a diminuição dos gastos com folha de pagamento.

O que não pode é o país semiparalisado ouvindo Dilma discursar ao vento. Se reclamarmos do PIB baixo a gerentona engrossa a voz para dizer que prefere investir na criança e adolescente. Se funcionários estão em greve ela diz que prefere investir em empregos no setor privado.

Então Dilma, faça ambas as coisas que prega, pois você foi eleita pela maioria para gerenciar tudo, inclusive crises. Faça pelo jovem, invista na busca por emprego com carteira assinada, sem deixar de gerenciar com competência o quadro de funcionários públicos federais.

5 de agosto de 2012

Regulamentações versus Jeitinho brasileiro!


Uma comissão consiste de uma reunião de
pessoas importantes que, sozinhas,
não podem fazer nada, mas que,
juntas, decidem que nada pode ser feito.
Fred Allen

O povo brasileiro embora não admita, acabou se acostumando com o execrável “jeitinho brasileiro” para resolver as coisas que lhe são afetas em seu cotidiano pessoal e profissional. Não existe país no mundo onde leis, decretos, regras e regulamentações sejam tão burladas, combatidas e não cumpridas.

Tanto é verdade que antes das leis, regulamentos ou ordens serem dadas alguém na galera já saí na frente e diz: “Esta coisa (Lei) não vai pegar”. Fica claro a cada dia que muitos querem viver de seu jeito, dentro de sua zona de conforto, sem precisar cumprir regras e determinações oficiais que alterem sua vida.

No momento estamos com alguns exemplos claros desta forma de viver a vida do nosso povo. Em São Paulo uma regulamentação da profissão de Mototaxista e Motoboys sofre uma imensa rejeição por parte dos interessados que protagonizaram um dia de fúria na cidade, parando diversas avenidas em protesto contra a mesma.

O Contram (Conselho Nacional de Trânsito) exigiu em 2010 que para a regulamentação da profissão os envolvidos deveriam realizar um curso de capacitação que deveria entrar em vigor a partir de sábado próximo dia 04/08/12. Ou seja, dois anos após publicar a resolução.

Os sindicalistas representantes das duas categorias alegam que não houve tempo para que os mesmo cumprissem a regulamentação. Estranho, em dois anos apenas 20% da categoria concluiu o curso e agora os demais alegam falta de tempo...

Os caminhoneiros estavam parando as rodovias brasileiras pelo mesmo motivo até ontem. Não querem aceitar uma regulamentação que beneficia a própria categoria. Na verdade neste caso, desconfia-se que os empresários do ramo estejam pro trás da ordem para paralisação.

Mas que categoria é esta que aceita que seus comandados sejam obrigados a parar em nome de uma regra que os beneficiam no cumprimento de suas atividades?

O código florestal brasileiro sofreu do mesmo problema, ninguém se entende, todos os itens têm duas ou três versões diferentes e no fim, tudo cai no esquecimento e a população arca com os prejuízos.

Ninguém quer na verdade regras rígidas, leis firmes, ficam procurando brechas para poder burlar o que é certo. Recorrem, fazem greve, mas na verdade estes mesmos cidadãos jamais participariam de uma greve geral contra a Corrupção no país.

A maioria dos mototaxistas, motoqueiros, motoboys, caminhoneiros e brasileiros em geral são corretos, mas infelizmente, a minoria grita mais alto e acaba levando vantagem sobre um maioria inerte, sonolenta e conformada com o destino de suas vidas e de nosso país.

Quem dera todos eles se unissem em prol do bem comum. De uma sociedade mais justa e correta. Por que não parar o país contra a corrupção? Por que não fazer paralisações na frente do STF para mostrar nossa indignação contra os mensaleiros corruptos?

1 de agosto de 2012

No Brasil legado dos jogos é sinônimo de dividas e mentiras!


“Sejamos razoáveis,
busquemos o impossível”.
Platão, 400 A.C

Em 2002 a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede dos jogos Pan Americanos para o ano de 2007 vencendo a cidade de Santo Antônio nos EUA. Na ocasião seus governantes, empresários e lobistas fizeram festas e comemoraram muito a escolha feita pelos integrantes da ODEPA.

Um dos argumentos mais utilizados pelo governo do RJ na ocasião era de que a cidade herdaria um imenso legado com os jogos. Isso não aconteceu, na verdade por incrível que possa parecer, as instalações sequer serão utilizadas para os Jogos Olímpicos na mesma cidade em 2016. O povo? Bem o povo não tem acesso a nada como de praxe.

Após os Jogos, entretanto, algumas instalações foram subutilizadas, o que gerou descontentamento entre atletas e dirigentes. O Velódromo da Barra, por exemplo, ficou mais de um ano sem receber competições oficiais de ciclismo, chegando a ser usado para eventos de outros esportes, como judô e levantamento de peso, e o Parque Aquático Maria Lenk ficou meses fechado.

Os gastos com a preparação e construção das praças desportivas foram muito acima do orçamento inicial, o governo federal teve que dar aporte de milhões para que os jogos pudessem ser realizados. Suspeitas de superfaturamento eram evidentes até para uma criança na Etiópia.

Entretanto, nenhuma fiscalização ou investigação mais rigorosa foi realizada e levada a cabo pelo MP ou pelo Congresso Nacional. Dúvidas ficaram no ar sobre forma de licitações e procedimento utilizados pelos organizadores. Os gastos estimados giram em torno de R$ 6 bilhões de reais.

Mesmo assim, os mesmos “Organizadores” partiram para um sonho ainda maior, com gastos ainda maiores na organização da Olimpiada RJ/2016. Sendo que entre um e outro haverá ainda a Copa do Mundo de Futebol com uma das sedes sendo justamente na cidade do Rio de Janeiro.

A cidade parece um imenso canteiro de obras, claro que, aquelas realizadas com preço a peso de ouro para o Pan/2007, foram esquecidas, agora é tudo novo, alguns canalhas dizem que a culpa é do COI, cujas exigências são muito rigorosas e acima das da ODEPA.

Mentira – O presidente do Cômite Olímpico Brasileiro é Carlos Nuzman que também era em 2007membro do mesmo COI. Será que o Senhor Nuzman não sabia das tais exigências na hora de fazer o PAN/2007?

A perspectiva é de que passemos vergonha antes e durante as realizações da Copa do Mundo/14 e Olimpíadas no RJ/16, para depois passarmos muita raiva quando as faturas das duas aventuras começarem a ser cobradas da sociedade.

O rombo na nossa economia talvez seja o maior legado que Eduardo Paes (Prefeito do RJ), Sérgio Cabral (Governador do RJ), Carlos Nuzman (Presidente do COB) e Dilma Rousseff deixem para o povo carioca e braileiro pagarem.