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21 de maio de 2010

O fator político previdenciário

Se havia alguma dúvida quanto aos verdadeiros motivos para que FHC e o PSDB tivessem criado o monstro chamado Fator Previdenciário em 1998 eles se dissiparam durante as votações no Congresso Nacional para a extinção ou não do mesmo.

Quando o PSDB estava no poder, foram divulgadas muitas noticias dando conta de um déficit na Previdência que seria irrecuperável, algo tinha de ser feito segundo os gênios de plantão. Muito medo, muitas noticias mentirosas foram então espalhadas para que em seguida o PSDB e sua base aliada implantassem essa vergonha chamada Fator Previdenciário em detrimento do suado dinheiro do trabalhador justamente no momento de se aposentar.

Não eliminaram nenhuma aberração, não efetuaram nenhuma grande auditoria no INSS, não fizeram nenhuma reorganização profunda naquele órgão e apenas e tão somente roubaram o dinheiro de quem de lá para cá se aposentou de forma honesta.

Na ocasião Lula e o PT criticaram demais essa implantação do Fator pelo PSDB, sendo que após assumirem o poder em 2002, nada fizeram para extirpar esse entulho nas gestões de FHC entre 1995 e 2001.

A emenda do Senador Paulo Paim então cai como uma luva no colo dos congressistas para que pudessem apreciar enfim, esse assunto tão relevante para quem já se aposentou e para os que estão no mercado de trabalho com carteira assinada.

Depois de demoradas e exaustivas discussões o projeto chega a sua reta final de votação e a maioria vota pela extinção do abjeto Fator sem maiores delongas.

Nesse momento percebemos que não houve empenho algum do governo e sua base aliada para votar a favor ou contra, com certeza por que confiam e receberam ordem emanado pelo Cacique Lula para deixar a pelota com ele, ou seja, caberá a ele Lula, vetar o projeto.

Isso então nos leva a seguinte reflexão:

1. Os parlamentares do PSDB, DEM, PP que votaram a favor do projeto mostraram o quanto ele era absurdo, medíocre e sem propósito, pois esses mesmos partidos foram quem criaram esse monstro em 1998. Mudaram agora por quê? O que mudou? Não tem mais déficit na Previdência? Ou FHC estava brincando com o dinheiro dos aposentados na ocasião, aqueles aos quais ele denominava como vagabundos?

2. O intrépido viajante Lula e seu partido que tanto criticaram a implantação do Fator, agora podem conviver com o veto de Lula? Mesmo em que pese muitos senadores coerentes do PT terem votado pela eliminação do mesmo e a emenda ser de autoria de um petista. Lula não vê mais problemas ou também passou a achar que os aposentados são vagabundos?

Esse episódio prova definitivamente que todos os políticos, todos os partidos são mentirosos e não estão preocupados com o povo, nem com a previdência e muito menos com algo que diga respeito à nossa Nação. Quando estão na oposição gritam feito porcos atrás de lavagem, após assumirem o poder passam a ser urubus em busca de qualquer carne podre que estiver ao alcance deles.

Se vetar essa emenda o Presidente Lula estará rasgando de forma oficial sua trajetória, sua história política, sua carteirinha de sindicalista pelego e sua foto passará a figurar entre os muitos presidentes inúteis que tivemos no Brasil. Por falar em sindicatos, onde estão a CUT, a Força Sindical e os demais sanguessugas dos trabalhadores brasileiros neste momento tão importante?

Uma seleção que não é a do povo

Que saudade de Didi, Nilton Santos, Zito, Belini, Garrincha, Pelé, Gérson, Clodoaldo, Rivelino, Tostão, que além de gênios do futebol foram craques fora de campo também, muito ao contrário da selecinha que via a Copa da África daqui a um mês para disputar mais um mundial de futebol.

Que saudade de Paulo Machado de Carvalho que comandou a Seleção em seus mínimos detalhes em 1958 e 1962, homem forte, caráter e ética a toda prova, generoso e firme com os atletas e a comissão técnica, um vitorioso.

Que saudade de João Saldanha, repórter sem medo da ditadura e de falar a verdade sempre, doesse a quem quer que fosse, sua língua afiada era temida pelos hipócritas e seu conhecimento do verdadeiro futebol brasileiro incomodavam tanto que os militares barraram sua presença à frente da seleção brasileira preferindo colocar um cordeiro chamado Zagallo para entrar para a história do futebol mundial.

Que saudade de Mestre Telê Santana, absoluto, conhecedor profundo do futebol, dos desejos dos atletas e das necessidades de um time campeão, sabia como poucos treinar a exaustão e transformar jogadores medianos em craques. Era íntegro, era honesto, avesso a conchavos, ético e com moral acima da média. Formou um dos mais incríveis esquadrões de futebol de todas as Copas, seu time não venceu, assim como o da Hungria em 1954 e o da Holanda em 1974.

Ao ver a convocação da nossa seleção que vai a copa da África, senti náuseas, senti nojo, a seleção não é mais do povo brasileiro, a seleção que só tem três jogadores que atuam no Brasil é da Rede Globo que detém absurda exclusividade e faz dela o que bem entende. A seleção é de Ricardo Teixeira, que vai completar em 2014, vinte e cinco anos à frente da CBF. Ele sim é o verdadeiro “Imperador”, não o bagaço do Adriano do morro.

A seleção é do Dunga, que nunca dirigiu nenhum clube antes, mas que agora dirige o time mais recheado de estrelas do futebol mundial graças a critérios que o povão desconhece, mas desconfia quais sejam. Sua convocação é um equivoco, não pelos eventuais bons jogadores que não foram sequer relacionados alguma vez nas centenas de jogos que a seleção fez desde 2006. Como Elias, Pierre, Neymar, Ganso, André, Arouca, Fred, Caio e tantos outros bons jogadores.

O grande problema está na relação de jogadores que são da confiança do técnico por motivos meramente sentimentais – tipo – “Ele deixou seu clube e veio jogar um amistoso contra Bangladesh e eu devo esse reconhecimento a ele”. Vai se catar Dunga, seleção é o lugar dos melhores jogadores na hora da convocação. Ponto final.

Ele está levando jogadores que não atravessam boa fase, outros que nunca atravessaram esse patamar, são reservas em suas equipes na Europa, não estão jogando por deficiência técnica, caso de Josué, Ramires, Elano, Michel, Felipe Melo (Que horror) entre outros. O atacante Grafite é a sua maior incoerência, pois jogou 79 minutos em um amistoso. Qual a diferença para um jogador que é craque, mas que não tenha jogado antes na seleção? 79 minutos?

É obvio que a seleção dele pode se sagrar campeão mundial, mas com certeza jamais irá se consagrar perante a torcida brasileira. Será no máximo, com muita benevolência uma versão melhorada da seleção do Rei do Pragmatismo Parreira de 1994.

Não terá a minha torcida, não sou obrigado a torcer por ela, assim como não sou obrigado a votar em Serra ou Dilma. Tenho a opção e vou fazer uso dela, que me desculpem os que pensam ao contrário.

Pensão e prêmio para alguns jogadores de futebol

O presidente Lula assinou ontem (12/Maio/10) em Brasília um projeto de Lei que concede auxílio a ex-jogadores de futebol que serviram a seleção brasileira nas copas do mundo de 1958, 1962 e 1970. Pelo projeto cada jogador receberá um prêmio de R$ 100.000,00 (cem mil reais) pagos de uma só vez e mais uma pensão que será calculada entre o que o jogador recebe do INSS até o teto de R$ 3.000,00 (três mil reais).

Ou seja, se o jogador estiver recebendo a miséria que todos os não jogadores recebem, ou seja, um salário mínimo ele terá mais R$ 2.440,00 (dois mil quatrocentos e quarenta reais) mensais. Os que jogaram a Copa de 1966 como não a venceram não terão direito a nada. “Isso se chama rigor na Lei”.

Não tenho nada contra os jogadores de futebol, admiro boa parte deles e o esforço que fazem durante suas carreiras profissionais. Entretanto acho essa uma das maiores imoralidades que o governo brasileiro já perpetuou contra a sociedade.

Um operário que trabalha durante trinta e cinco anos ou um professor, um policial, um comerciário, um bancário, um gari, enfim, um trabalhador qualquer é lesado descaradamente pelos cálculos absurdos do INSS. Passa a receber no máximo o teto estabelecido sob regras discutíveis e totalmente prejudiciais aos trabalhadores, a maioria não recebe mais do que um salário mínimo por mês e tem de arcar com alimentação, vestuário, aluguel, medicamentos e o governo não dá nada em troca.

Agora usar nosso dinheiro para fazer média com quem viajou para o exterior, jogou bola, arrumou filhos pelo mundo afora como Garrincha, por exemplo, bebeu, caiu na noite e ao final da vida recebe módicos cem mil reais para compensar sua boa vida de playboy.

Concordar com isso é assumir nossa poção maior de incredulidade, nossa fragilidade frente a governantes que não tem pudor, não tem a mínima preocupação com a classe mais desfavorecida. Um pobre coitado sofre para conseguir se aposentar e tem dificuldade em provar tempos em que não tinha carteira assinada e ainda é humilhado, tem sua pensão ou aposentadoria maculada enquanto os ex-jogadores podem fazer uma última grande jogada.

Quando os parlamentares concedem um índice miserável de aumento aos aposentados a imprensa repercute lembrando sempre do rombo que aquele percentual concedido vai causar aos cofres combalidos da previdência. Agora quando um presidente quer fazer média, quer aparecer usando os nossos recursos ninguém tem coragem de gritar e espernear contra a medida.

Na hora que o INSS recebe pedidos de aposentadorias de quem trabalha a vida inteira em regime especial (químicos, professores, etc.) o pedido é engavetado ou negado de imediato e o trabalhador tem de recorrer a nossa (in) justiça e aguardar dezenas de anos para poder ter seu pedido julgado. Já os jogadores da seleção vão receber cem mil reais na conta...

Repito que nada tenho contra alguns jogadores serem ajudados, mas não dessa forma e com nosso dinheiro. Se o Lula queria ajudar alguém que o fizesse com seu dinheiro ou usando a CBF, aquela entidade que recentemente comprou um avião no exterior e torrou mais de cinqüenta milhões de reais. A CBF sim teria a obrigação de ajudar alguém que no passado recente trouxe divisas e glórias para o esporte nacional.

Ficha limpa num sistema sujo não adianta

O belíssimo projeto enviado pela população através de várias entidades ao Congresso Nacional será aprovado com algumas pequenas inserções, acertos e concessões que irão por certo descaracterizá-lo da idéia inicial como foi brilhantemente concebido. Isso não é novidade, sozinhos eles jamais teriam capacidade, discernimento e honestidade para fazer algo em prol da ética política. Ao receberem o projeto tentam de todas as formas alterá-lo e não concebê-lo.

O projeto ficha limpa precisaria ser precedido de uma grande reforma política como jamais foi feita naquela casa do povo. Mas como consegui-la se os baluartes que detém o poder e as canetas são justamente os que não querem em hipóteses alguma mudar o que lhes é favorável sempre?

O poder no Brasil é na verdade penso, ele pende apenas para o lado de quem legisla e de quem executa as leis e decretos. Ao povo restam pequenas migalhas que sempre estão em perigo nos corredores do Congresso, seja para diminuir, eliminar ou reduzi-las.

Não é viável um país cujos deputados legislam sobre o seu próprio aumento salarial à revelia do conjunto da sociedade. Os salários devem ser fixados e ter o salário mínimo como referência e ponto final, em cascata isso atingiria os demais políticos do pais.

Um partido político não pode ficar sem lançar candidatos aos cargos majoritários, prerrogativa básica de poder, o contrário leva ao que existe hoje no país, onde os maiores partidos querem apenas se agarrar como ostras nos cascos dos navios que disputam cargos (PT e PSDB).

Coligações deveriam ser terminantemente proibidas no primeiro turno das eleições, sendo possíveis nos segundos turnos, impedindo que os partidos deixem de disputar eleições e mostrarem suas propostas, projetos e a sua cara ao eleitor.

Reeleição nunca mais, quatro anos é mais do que suficiente para fazer o que fazem nossos governantes, ou seja, nada. Isso deveria ser estendido aos cargos de Senadores, Deputados e Vereadores que não poderiam mais se reeleger livremente por décadas.

Tudo tem limite na vida do trabalhador, logo dois mandatos para senadores e três mandatos para Deputados e Vereadores estaria de bom tamanho, independente de serem consecutivos ou alternados.

O Brasil não precisa de tantos partidos como temos hoje, partidos medíocres com nomes pomposos e ações pífias. Partidos sem ideologia, sem conteúdo verdadeiro e programático que possa servir para alguma coisa na democracia, além de fazer número e ter custo elevado para a sociedade. Dois partidos de direita, dois de esquerda e dois de centro e nada mais.

Assim, com certeza conseguiríamos trazer para a vida pública e política homens e mulheres com a ficha limpa, pois com tempo pré-determinado de mandatos, com salários corrigidos pelo salário mínimo e partidos em número menor e com mais austeridade com certeza afastaria um pouco dessa escória que hoje habita o planeta demagogia.

Governantes só lembram do povo na hora de pagar a conta

O mundo globalizado vem proporcionando algumas situações interessantes na economia mundial. Já tivemos a crise da Coréia, crise do Japão, crise dos EUA, crise nos países emergentes, enfim, crise é o que não falta na economia mundial de tempos em tempos.

Atualmente o mundo assiste atônito a queda das bolsas de valores e ao pânico geral em relação a mais uma crise num país europeu, dessa vez o problema afeta aos gregos. Helenas choram em Atenas e o governo grego se afundou numa das maiores derrocadas dos últimos tempos.

O déficit público superou as expectativas e começou a derrubar o governo grego aos poucos, a gastança desenfreada levou a economia grega á bancarrota. Nocaute!

Para sair dessa situação incomoda e desastrosa, a alta cúpula grega resolveu agir como qualquer republiqueta do terceiro mundo. Buscou um empréstimo vultoso com a Alemanha/Franca e o FMI. Esses exigiram como sempre o fazem alguns ajustes na economia grega.

Não precisa ser nenhum gênio para imaginar que as medidas foram todas nas costas do povão, dos trabalhadores, dos que pagam impostos, dos que nunca tiveram nada a ver com a crise econômica daquele pais.

Redução de salários, corte do décimo terceiro e do décimo quarto salário (Isso existe lá fora, aqui no Brasil só os Marajás tem direito), redução das aposentadorias e uma série de cortes drásticos que afetam diretamente a sociedade grega.

Aqui já vivemos isso várias vezes, com o Plano Collor confiscando até as poupanças, o tresloucado e ineficiente plano Sarney, enfim, plano é o que não falta na recente história da economia brasileira, todos sem exceção sempre ferrando o povo e os trabalhadores, nunca os marajás, os proprietários de grandes fortunas, o pessoal do andar de cima enfim.

Na Grécia, porém, uma grande diferença em relação ao Brasil aconteceu nas ruas e avenidas limpas e bem cuidadas. O povo grego reagiu, parou em greve geral, não aceitou a principio as medidas impostas por quem enquanto gastava nunca se preocupou em perguntar a sociedade civil se estava de acordo.

Por mera coincidência em 2000, os gregos realizaram as Olimpíadas da virada do milênio, torraram milhões de euros e depois foram sucumbindo ano após ano até chegaram ao estágio atual de sua economia combalida e fraca.

Que sirva de exemplo para governantes fanfarrões que chegam ao orgasmos quando consegue trazer para nosso pais a realização de onerosas competições internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Imaginem o que será gasto dentro da lei e por baixo dos panos com esses dois eventos?

O povo precisa ficar esperto e atento, pois tanto na Grécia como aqui em Brasília, tanto faz como tanto fez, se a maionese desandar quem vai pagar o prato quebrado serão os brasileiros do andar de baixo cm certeza.

7 de maio de 2010

Continuísmo dissimulado! PSDB = PT = PSDB...

As propostas podem não ser exatamente iguais, o discurso pode diferir em alguns pontos, mas o que se vê no próximo embate eleitoral para o cargo de presidente da república são dois candidatos monopolizando todos os demais partidos, exceção ao PV – Partido Verde, em troca de apoio para vencer as eleições.
O PMDB maior partido brasileiro não lança candidato desde 1989 se não me engano, prefere estar atrelado ao partido que julga ter o melhor casco para poder abrigar-se feito ostras no fundo da escuridão do poder republicano. Em troca de apoio de sua combalida legenda recebe cargos em ministérios, secretarias, diretorias de autarquias e estatais.
O DEM está agrupado com o PSDB desde sempre, não se dá ao trabalho de lançar candidatos próprios pelo mesmo motivo do PMDB. Está na oposição em Brasília no governo federal, mas sobra em muitos Estados com a ajuda do irmão tucano. Entre seus quadros está Arruda, Kassab, etc.
O PSDB governou de 1985 a 2001, o PT está no governo desde então, ou seja, dezesseis anos de continuísmo velado, dissimulado e com a desfaçatez característica em seus discursos nos palanques arrumados antes e durante as suas gestões. Vejamos alguns exemplos:
  • A carga tributária apenas cresceu, mas sempre foi injusta e nunca obteve apoio para uma ampla reforma em todo país. Jamais enquanto estiveram no poder tucanos ou petistas levaram alguma proposta com seriedade para diminuir o peso da cangalha que esta sob as costas da classe média brasileira.

  • A política econômica é a mesma desde 1994, nada mudou, nada foi acrescentado ou inovado depois que FHC saiu do poder, Lula que tinha tantas criticas ao estilo tucano de gerir suas finanças, após subir a rampa do planalto sofreu um forte ataque de amnésia que nunca mais o largou. Juros altos, política que favorece banqueiros e usineiros, dando as costas ao conjunto da sociedade.

  • A Saúde pública é tão idêntica que recentemente foi denunciado na imprensa que um projeto começado no governo FHC em 1.999 até hoje jamais foi implantado e o gasto já ultrapassa a casa dos R$ 419 milhões de reais. O mote foi à implantação do cartão eletrônico para os usuários do SUS- Sistema único de Saúde. Notem que nesta notícia percebemos que a incompetência e a corrupção são as mesmas nos dois partidos, pois até 2010 o tal cartão magnético não foi implantado em nenhum lugar.

  • O trabalhador paga em seus holerites IR durante doze meses, não tem a tabela de recolhimento de IR alterada, ficando a mesma congelada, recolhe um carro por ano a Receita Federal.
Enquanto isso o IGF – Imposto sobre Grandes Fortunas está parado no Congresso Nacional desde 1988, ou seja, nem PSDB nem PT nunca quiseram lutar para diminuir o imposto de renda do trabalhador assalariado, nem tão pouco cobrar dos milionários o que se deve e que está na nossa carta magna.
Nem PSDB nem muito menos o PT, jamais fizeram movimentos no sentido de implantar uma profunda reforma política no Brasil, apesar de sempre contarem com maioria absoluta durante suas gestões. Covardia? Medo? Defesa de interesses próprios? Ou o simples desejo da manutenção das regras espúrias que permitem que o jogo seja jogado assim como estamos assistindo há dezesseis anos?
Portanto ao chegar à frente da urna eletrônica esqueça o que leu e o que ouviu do PSDB e do PT e lembre-se que os dois candidatos Dilma e Serra pertencem ao mesmo útero, são irmãos siameses que se separaram para apenas e tão somente brigarem por si próprios. Nenhum deles vai reduzir as desigualdades que enfrentamos no nosso cotidiano, nenhum deles via reduzir o preço dos combustíveis e dos pedágios, nenhum deles vai diminuir ministérios ou reduzir a divida interna, nenhum deles vai ao menos rever o que está errado há mais de cem anos.

Voto - Uma escolha difícil

Ao longo das duas gestões do Lula percebi que a classe média não o tolera, alguns tem preconceito, outros tem criticas ácidas ao seus modos, muitos criticam a permissividade de seu governo para com a corrupção. Estão certos, porém nunca agiram assim em relação a Maluf, Quércia, Pitta, Kassab e tantos outros que já estiveram no poder.

O PT incomodou a todos com sua mania de querer ser perfeccionista, de achar que jamais cometeria erros, de que jamais iriam ver seus lideres envolvidos com as mesmas falcatruas que tanto criticou. Achavam que nunca iriam ver seus lideres com as mãos sujas da pior lama existente no solo de Brasília, o lodo da corrupção. Essa intransigência de parte dos petistas, quase uma soberba irritou durante anos os incautos, os apolíticos, os ateus, enfim, eles passavam a impressão de que quem não era petista era ladrão, era fraco, era imoral, era de direita e isso persistiu até que Lula foi ungido pelas urnas em 2001.

Poucos criticam suas gestão do ponto de vista prático, ou seja, partindo da premissa básica de que prometeu muito e pouco cumpriu; de que não fez nada para reduzir a carga tributária obscena que inviabiliza o crescimento ainda maior do país; da redução drástica da incidência de impostos sobre o "trabalho", o trabalhador com registro em carteira custa caro ao empregador, Lula não corrigiu essa distorção, como também não fez nada para que a distribuição de renda fosse menos injusta no país.

Lula não construiu e nem reformou estradas, portos, aeroportos em oito anos de mandato. Sua gestão em muito se assemelha às gestões de FHC, muita propaganda, planos com nomes pomposos para marketing, centenas de viagens e nada mais.

A economia mantida em patamares estáveis, dólar na faixa de desejo dos exportadores e a garantia de que os investidores fossem tratados melhor que o povo brasileiro em geral. Mas em que o governo FHC foi diferente, em nada, vendeu empresas, privatizou serviços e concedeu aos empresários negócios altamente lucrativos em troca de exploração de serviços que deveriam estar nas mãos do Estado.

Não fez nada e agora lança Serra para tentar impedir o avanço de Dilma, uma mulher que está longe de ter o escopo de uma petista tradicional, tem tanta experiência administrativa quanto FHC, tem menos estudo talvez.

Mas em nome da ojeriza à Lula, a Internet está inundada de mensagens que chegam a ponto de começar a defender o indefensável movimento que levou o pais a uma ditadura militar nojenta, movimento apoiado pelos americanos e que se baseou na ruptura da liberdade de imprensa, da não investigação dos atos daqueles que estavam no poder, vide Artur da Costa e Silva.

Uma ditadura que matou inocentes estabeleceu a censura para a cultura em geral. Fechou o congresso nacional e em seguida criou um bi-partidarismo com um partido de direita e outro de centro direita, ou seja, Arena e MDB.

Agora leio mensagens de defesa a essa mesma ditadura no afã de incriminar Dilma que foi uma das muitas pessoas que ajudaram a combater esse regime nefasto.

Incrível que Serra, FHC, Covas e muitos outros sempre se vangloriaram por terem sido expulsos do país por essa mesma ditadura, agora seus aliados ajudam a difamar a Dilma por ela ter sido mais "homem" que esses oportunistas que saíram em exílio, estudaram em universidades caríssimas, ganharam dinheiro e notoriedade à custa do regime militar.

Eu não voto em Dilma por vários motivos, mas nenhum deles passa próximo pelo fato dela ter tido coragem de lutar contra um bando de militares corruptos que se apoderaram de dinheiro, prestígio e governaram esse país com arrogância e crueldade.

Os mais novos é claro não se lembram desse período negro da história do país, das mortes de operários, estudantes e donas de casa que por qualquer motivo eram presos, torturados e assassinados nos porões fétidos do DOI-CODI em SP.

O episódio dantesco ocorrido no Rio de Janeiro com a explosão de uma bomba no colo de uma coronel do exército, artefato esse que ele iria soltar no Rio Centro, local de eventos e que estava lotado é uma das facetas nojentas dessa escória.

Essa mesma ditadura que criou e apoiou Maluf, ACM e tantos políticos nefastos.

Reitero que não votarei em Dilma, entretanto não posso votar no PSDB, uma partido que está a dezesseis anos no poder e não conseguiu formular um projeto educacional inteligente, não implantou um programa sequer para a saúde pública e olha que o tal Serra foi ministro da pasta da saúde.

O PSDB vendeu dezenas de empresas públicas, arrecadaram bilhões e esse dinheiro jamais teve uma explicação para sua aplicação. Não pagam precatórios, não reajustam salários de empregados de estatais e nem funcionários públicos, que, aliás, eles odeiam. Adoram publicidade, odeiam investir em segurança e habitação, se possível fosse fariam acordos até com o PCC, mas não conseguem fazer uma acordo que seja com os dirigentes e sindicalistas da Educação e Saúde em SP.

Diante disso prefiro anular meu voto, não somos obrigados a votar, mas sim comparecer as urnas, entre as opções estão o voto nos candidatos, o voto em branco e o voto nulo, aquele que serve para demonstrar ao poder estabelecido que as alternativas são fracas, muito aquém do que imaginamos capazes de dirigir o nosso Município, Estado ou País.

Desde a ditadura o TSE vem fazendo campanhas pagas para incutir na cabeça do povo que o voto é um grande avanço da democracia. Faz uma verdadeira lavagem cerebral, mas não explica por que então não retiram a alternativa "Nulo" da urna eletrônica? Se ela existe, devemos considerá-la como um a das opções, então por que votar em Serra ou Dilma?

Precisamos de mudanças estruturais, mudanças de atitude, de comportamento. Uma gente nova que venha para fazer uma revolução ética e rasgar tudo que favorece grupos corruptos que se aproveitam de tudo neste país de tantas riquezas, onde milhões ainda são analfabetos, outros milhões não têm água potável, nem esgoto tratado e vivem de forma miserável, são vitimas desses candidatos que ai estão. Enganados ainda votam com esperança nessa escória que depois de eleitos irão sumir e enriquecer cada vez mais.

26 de abril de 2010

Apenas mais uma coisa que deveríamos erradicar

A Progressão da Pena criada pela Lei nº 7.210/1984 é uma entre as muitas aberrações que são cometidas contra a sociedade brasileira em nome de algo que a própria sociedade não teve o direito de votar se queria ou não. Elegemos os políticos que depois de eleitos não nos perguntam (via plebiscito) qual a nossa opinião sobre determinados assuntos.
Elaboram leis e acham que estão fazendo algo em prol de alguém, por certo, sempre estão, mas raramente legislam em prol do povo brasileiro. No caso em questão, essa lei beneficia apenas e tão somente os criminosos e os administradores dos sistemas penitenciários.
A rigor a sociedade quer ver os réus presos, pagando por seus crimes atrás das grades, preferencialmente sem indultos, sem visitas íntimas, sem benefícios que tornem minimamente atraente a prisão. Hoje no Brasil temos um verdadeiro paraíso nas penitenciárias, onde os criminosos usam celulares, possuem acesso a TV de LCD e outras tantas regalias inaceitáveis que afrontam aos cidadãos que estão do lado de fora pagando toda essa aberração.
As penitenciárias são administradas por gente sem a necessária qualificação e competência, normalmente indicadas por governadores que não estão preocupados com essa questão tão séria. Lá fora muitos países adotaram a postura de privatizar as penitenciárias, aqui os governantes preferem dar aos empresários negócios melhores como Bancos, Ferrovias, Setor Elétrico, etc.
A redução das penas começou na Grã Bretanha, mais uma vez nossos políticos e os membros do judiciário preferiram agradar os seguidores dos direitos humanos, sem levar em conta que a Grã Bretanha vive uma realidade de primeiro mundo. Preferem dar chance ao criminoso para que ele se comporte bem na cadeia, em detrimento a sociedade que tem de conviver com o facínora mais rápido do que pretendia.
Isso facilita a vida dos administradores de presídios com certeza, mas faz com que o crime seja um pouco mais sedutor aos bandidos que não são poucos nas ruas. Isso sem contar que nas ruas estão também os que não foram presos, os que aguardam julgamento e os fugitivos do nosso sistema pena falido.
Em muitos países da Europa a pena é cumprida até o fim sem dó nem piedade. Nos EUA não existem redutores de penas e ainda tem a prisão perpétua e a pena de morte em alguns Estados. Nos países sérios do, não existe a necessidade de devolver estupradores, seqüestradores e homicidas ao convívio com a sociedade rapidamente, eles precisam antes pagar com rigor a divida contraída para com a sociedade.

Alguns brasileiros merecem os nossos políticos!

A maioria da população brasileira definitivamente não merece os políticos que temos, pois são honestos, trabalham, encontram tempo para prestar serviços voluntários, prezam a ética e cumprem com seus deveres de cidadãos em sua plenitude. Essa parte da população trabalha, gera empregos, geram divisas, riquezas e possuem hábitos saudáveis de modo de vida dentro de uma sociedade minimamente organizada. Podem ser assalariados, comerciantes, industriais, profissionais liberais, etc.

Entretanto, para cada brasileiro acima citado existem pelo menos três que são o oposto, vivem de forma desregrada, cometem atos ilícitos a cada novo dia em suas vidas. São muitos e estão devidamente espalhados por nosso imenso território.

Cometem vários tipos de pequenos delitos, contravenções, erros e tem como missão de vida levar vantagem para ganhar dinheiro da forma mais fácil possível, obter cargos, postos de serviço, poder, lugares nas filas, vantagens no bairro, no trânsito, nas escolas, enfim, são o avesso do avesso daquilo que é necessário para se catalogar como cidadão de bem.

Sempre os percebemos nas tragédias, nos momentos difíceis, nos acidentes, no caos eles emergem e se deixam conhecer do público em geral, embora nem sempre seja possível identificá-los formalmente. Pode ser um gerente de lotérica que não faz o jogo e engana centenas de pessoas ou um simples golpista.
No trânsito circulam sem CNH - Carteira Nacional de Habilitação, quase sempre causam graves acidentes, matam e ferem nas ruas e estradas impunemente, mas não desistem, somente param quando são interpelados em raras batidas policiais.

Nos pátios abarrotados de carros acidentados existem milhares de veículos que pertenciam a essa escória que envergonham e agem fora da lei. Na maioria esses veículos ficarão nos pátios para sempre aguardando decisões de juízes para serem destruídos e ou leiloados. Ainda nas estradas convivemos com os motoristas de caminhão, uma boa parte dirige conscientemente, respeitando os demais usuários e a si próprio.

Mas os demais são párias que aceitam das transportadoras covardemente horários e percursos inadmissíveis, para cumpri-los como cordeiros, se transformam em “bestas” animais e se drogam com comprimidos e outros narcóticos para então agüentarem firmes e cumprirem as ordens pré-determinadas. São os maiores causadores de grandes acidentes e mortes nas estradas, não raramente dormem e matam inocentes.

Existem os brasileiros que se deixam corromper, achando que sempre levam vantagem, com isso acabam alimentando uma cadeia genética de corruptos que ceifam vidas, progresso e desenvolvimento. Aceitam facilmente dinheiro ou postos de trabalho para em troca facilitar as coisas para os corruptos.
Uma parcela considerável não tem coragem de enfrentar alguém em posto de poder, seja governante ou um chefe de autarquia, mas gritam a vontade com seus subordinados, com sua funcionária (doméstica), gritam com caixas de supermercados e são arrogantes que se acham donos do universo. Para não se alongar muito vou apenas citar sem arrastar demais os dedos no teclado.

São todos que faltam com a verdade na frente dos tribunais, que maltratam animais, que colocam ou mandam atear fogo em terrenos, matas ou qualquer local que tenha vida, aqueles que cruzam semáforos no vermelho em plena luz do dia, aqueles que ficam na direita nas avenidas e estradas e impedem até ambulâncias de ultrapassarem-nos, aqueles que se acovardam nos escritórios e empresas em benefício próprio, enfim, todos os brasileiros que acreditam na Lei de Gerson. Vocês merecem os políticos que estão nos governando. Nós, por outro lado não merecemos nem vocês muito menos “eles”.

13 de abril de 2010

Uma ilha chamada Bauru

A cidade de Bauru continua sofrendo com a falta absoluta de iniciativa do Prefeito eleito e seus comandados, problema crônico que assola a administração da cidade desde há muitos anos. Falta criatividade, vontade de arregaçar as mangas e muito esforço no sentido de buscar as tais verbas federais prometidas por sua vice e pelo próprio prefeito. Falta buscar junto ao Governo estadual mais obras, mais desenvolvimento e menos conversa fiada.
O governo do Estado, aliás, cercou a região ao entorno de Bauru com muitos presídios, em seguida os transformou em regime semi-aberto. Isso vem causando muitos problemas para a já difícil segurança pública. Falta ao Prefeito exigir, sim, exigir do Governador que defina um novo comando da polícia militar para nossa cidade.
A zona sul vem sendo atacada a luz do dia e sem a luz da CPFL, que a rigor é péssima, pagamos taxa de iluminação, mas recebemos luz de lampião desta que já foi uma das melhores empresas do setor elétrico nacional. Hoje é um arremedo, minha rua está aqui para provar isso antes que algum “aspone” da companhia venha tentar defender o indefensável nesta tribuna.
Faltam policiais, faltam equipamentos em quantidade superiores a necessidade advinda da nova demanda em razão dos presídios e também do deslocamento de familiares e amigos dos presos que acabam ficando na nossa cidade esperando o momento para “trabalhar”.
A policia militar da cidade sempre teve um excelente resultado frente às situações em que foram exigidas de suas tropas, entretanto, passou da hora do Prefeito, da Vice- Prefeita e do representante da assembléia legislativa da região somarem esforços junto aos seus lideres e partidos para que a situação seja revertida. Não sei sinceramente o que estão esperando.
Durante muito tempo a cidade viveu distante das praças de pedágios, exceto para aqueles que rumavam para São Paulo com seus veículos. Agora estão sentindo na pele o custo abusivo dos pedágios tucanos espalhados pelas estradas paulistas. No Estado são exatamente 227 praças de pedágios que transformam o quilometro rodado no nosso Estado como o mais caro do Brasil e do mundo. São R$ 126 mil por segundo arrecadado nas praças de pedágio.
Algumas estradas estavam prontas como, por exemplo, as Rodovias Castelo Branco, Bandeirantes, Anhanguera, etc. Outras como a Bauru – Ipaussu ainda não estava pronta e foi transferida para concessionárias que instalaram rapidamente as praças de pedágios para depois de cinco ou seis anos duplicarem a estrada. No caso das grandes estradas que já estavam duplicadas com dinheiro publico o lucro é imediato.
O percurso entre a cidade de Lins (cem quilômetros de Bauru) até Botucatu (94 km de Bauru) ficou mais caro do que a viagem entre SP – Belo Horizonte (578 km’s). Ou seja, andar 200 quilômetros dentro do nosso Estado é mais dispendioso do que andar quase seiscentos numa rodovia federal igualmente duplicada e com concessão.
Dentro de Bauru temos falta de segurança, trânsito caótica, sujeira nas ruas e logradouros públicos, falta de desenvolvimento sustentado e toda sorte de problemas não resolvidos há décadas. Ao redor de Bauru temos presídios e pedágios escorchantes colocados graças ao Governo do Estado. Fugir para onde? Manter as estradas em ordem sempre foi desde sempre responsabilidade total do Estado, portanto dizer que pagamos pedágio, mas temos as melhores estradas é querer chamar o cidadão de otário. Pois quem construiu as grandes rodovias paulistas não foram aqueles que as encheram de pedágios. Sem contar que ainda pagamos IPVA e licenciamento.

Assassino mata com a ajuda indireta da Justiça e da Policia Civil

Primeiro um jovem desapareceu da cidade de Luziânia – GO, a mãe deu parte do desaparecimento à polícia civil e nada. Em seguida mais cinco jovens desapareceram e seus familiares fizeram o mesmo trajeto até a delegacia e receberam respostas absurdas daqueles que deveriam proteger e trabalhar em prol do povo daquela cidade.
- Calma senhora, seu filho deve estar na casa de algum parente.
- Calma senhora, será que ele não fugiu de sua casa?
O caso ganhou manchetes nacionais, as mães descontroladas foram até Brasília pedir ajuda ao Congresso Nacional inutilmente como já era esperado, em seguida pediram ajuda ao governo, nova perda de tempo, foram então a polícia federal.
Neste ínterim a polícia local consegue uma pista e percebe que estava sendo precipitada ao pré-julgar os jovens perante seus pais, eles não haviam se envolvido com drogas, não haviam fugido de casa, estavam mortos.
Foram cruelmente assassinado Diego Alves, 13 anos, Paulo Victor de 16 anos, George Rabelo de 17 anos, Divino Luiz de 16 anos, Flávio Augusto de 14 anos e por fim Márcio Luiz de 19 anos. Todos executados a pauladas e enterrados em cova rasa nas proximidades de Luziânia.
O facínora que cometeu esses crimes bárbaros estava solto graças à justiça brasileira que permite que criminosos sejam libertados sem a mínima condição de convivência social. Em 23 de dezembro o monstro foi libertado da Cadeia de Papuda em Brasília após avaliação do Juizado de Instrução Penal.
Esse monstro havia sido preso por abuso de criança e após quatro aninhos a justiça ficou com piedade e soltou o criminoso para que ele acaba-se com a vida de seis jovens e de todas as seis famílias. Somente no Brasil um psicopata desses consegue sair da prisão sem que sejam realizados laudos rigorosos e baseados em estudos sérios.
A pressa de devolver os monstros assassinos para o seio da sociedade é tanto e depois ainda ficamos à mercê de uma polícia fraca, mal equipada, mal remunerada e sem vontade alguma de prestar os serviços para os quais foram contratados.
É preciso que a nossa sociedade acorde, chega de direitos humanos para criminosos, chega de leis brandas, chega de obscenidades como essa ridícula progressão penal, chega de indultos. O sistema brasileiro que ser de primeiro mundo aplicado num país de terceiro mundo com políticos de quinto mundo.
Essa estória de querer recuperar criminosos e monstros irrecuperáveis já passou da hora de ser revista. Todos são iguais perante as leis, a partir do momento que o cidadão mata, seqüestra, estupra e comete crimes hediondos, sua conduta deve levá-lo a julgamento e se condenado a cumprir pena em regime ultrafechado, sem direito a nenhuma mordomia.
Os defensores dos direitos humanos e do atual sistema penitenciário que façam uma visita às famílias dos seis jovens inocentes que foram massacrados a pauladas e digam a elas que defendem o imoral sistema jurídico brasileiro.
Admar de Jesus é o nome do monstro que alguns burocratas da Cadeia da Papuda no Distrito Federal soltaram para tirar a vida de seis jovens menos de um mês depois em Luziânia – GO. Esses membros do Juizado de Instrução Penal são parte integrante dessa indecência que temos de aturar nesse país medíocre, onde quem comete crimes hediondos têm mais liberdade e direitos do que quem sustenta toda essa corja com impostos.

O descaso oficial de Angra á Niterói

Mudam as cidades, o Estado é o mesmo, os prefeitos são diferentes, mas o povo será tratado sempre da mesma forma, ou seja, com desprezo absoluto. A cada nova tragédia e elas se multiplicam nas páginas dos jornais e nos telejornais noturnos, são centenas de mortos, milhares de desabrigados e milhões atingidos a cada nova desgraça.
O Presidente da República diz que o problema é da natureza, e também das invasões desordenadas, mas alerta a todos, haverá Copa do Mundo e Olimpíadas no RJ. Ufá, que bom saber que continuaremos vendo o sofrimento dos cariocas sem perder os eventos tão importantes e imprescindíveis para a sociedade.
O Governador Cabral que outro dia estava em prantos por conta da diminuição da montanha de dinheiro a entrar relativo aos Royalties no seu Estado, jamais derrubou uma lágrima para os familiares das vitimas de Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Niterói.
Quanto às tragédias o governador manteve a mesma opinião com relação aos “culpados”, São Pedro foi eleito como o grande vilão do Rio de Janeiro. Claro que, os políticos sempre esquecem que por maiores que sejam os seus volumes pluviométricos que desabem sobre a cidade jamais vão matar tanto se obras de infra-estrutura tivessem sido realizadas com o dinheiro de impostos e royalties inclusive.
O prefeito fanfarrão da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paez, igualmente culpou a natureza e as invasões desordenadas aos morros pelo povo. Engraçado esse fulano, quem durante esses anos todos arrecadou impostos como o IPTU, por exemplo, e permitiu as invasões? Foi a Prefeitura Municipal ou ela não sabia que deveria fiscalizar e punir os invasores ao longo deste tempo todo?
Os três amigos (Lula, Cabral e Paes) são amigos entre si, mas não gostam muito de resolver as coisas do povo. Os projetos habitacionais existem nas propagandas e nas promessas eleitoreiras de ambos, porém quando a chuva cai e o morro desaba, eles dizem que os invasores são os únicos culpados ao lado de São Pedro.
Quando então esses clones de políticos vão agir e dotar a cidade de habitações com saneamento básico, energia elétrica, coleta de lixo, transporte e escolas? Quando? Eu sei, nunca...
Nem na Copa do Mundo de 2014, se houver, pois nenhuma obra começou e o tempo corre contra os incompetentes também. Nem nas Olimpíadas em 2016, pois o superfaturamento de obras tomará o tempo dessa escória envolvida neste projeto megalomaníaco.
O lixão que explodiu no morro do Bumba em Niterói deveria estar cheio de resíduos de prefeitos anteriores e do atual que na verdade é meio perpétuo naquela cidade. Está no poder desde 1989 e nunca fez nada por ninguém de sua cidade. Um verdadeiro lixão de políticos que cheira mal e pode matar.
Ou seja, não foi à primeira nem a última tragédia que se abateram sobre os cariocas, infelizmente outras enchentes, deslizamentos ocorrerão e as desculpas serão as mesmas, pode mudar as moscas, mas o estrume será o mesmo.

5 de abril de 2010

Ao mestre Armando Nogueira

O craque das letras foi se embora nesta manhã de março, sem alarde, deixou fãs, amigos e muitos seguidores tristes. Conviver sem o mestre será por certo, muito difícil, o câncer levou Armando e não teve defesa que impedisse sua única derrota nesta vida.
Mestre das palavras e com o dom do jornalismo esportivo nas veias, foi muito mais que um simples redator, chefe de equipe, entrevistador, foi o grande exemplo a ser seguido por onde passou seja, nos jornais, radio ou televisão.
Era botafoguense desde sempre, alegre, inteligente, um visionário que ajudou a Rede Globo a estruturar sua área de jornalismo e montar o JN - Jornal Nacional que neste ano completa quarenta anos.
No céu estará ao lado de outros grandes craques do futebol e da vida, quem sabe vai comentar os dribles de Garrincha e as grandes jogadas de mestre Zizinho.
Deixa um legado que pode ser qualificado como uma verdadeira obra aos futuros alunos de jornalismo do nosso país.
Mais do isso deixa seu exemplo de vida, de companheirismo e dignidade com a qual exibiu seu talento, sua fleuma inconfundível e seu jeito sereno de transmitir conhecimentos e deixar a todos com saudade.
O Brasil perde um grande homem, nos tempos atuais, isso não é pouco, já está fazendo falta aos parentes e amigos.

Desafiando gigantes

Desafiar alguém significa instigar, incentivar essa pessoa a agir. Quando um ser é desafiado, ele tem a necessidade de provar o contrário, de mostrar que é capaz. Mas, mesmo sendo desafiados, os líderes mundiais não estão agindo para melhorar as condições ambientais do planeta.
Tomando como exemplo o Brasil, nenhuma ação foi tomada para, além de preservar, catalogar as espécies animais e vegetais que ainda vivem sob o aquecimento global. Segundo Carlos Alfredo Joly, pofessor da Universidade Estadual de Campinas, espécies raras e nunca antes vistas morrem sem virem a público.
Encontros entre líderes são realizados todos os anos, supostamente à procura de soluções e respostas. O mais recente ocorreu em Copenhague, em 2009, e teve resultado zero. Dias à espera de resultados e novas propostas para se descobrir que foram dias perdidos e que soluções que deveriam ter sido tomadas a anos, ainda não surgiram.
Vemos que a palavra desafio não tem sentido em meio a políticos, e que a biodiversidade estará em contagem regressiva enquanto não houver mudanças. Catalogar as espécies e descobrir índices de mortalidade deverá ser o primeiro passo para evitar que a natureza comece a desafiar o homem e mostrar que, ainda, não está morta.

Marina Gonçalves Moia
3º ano – Colégio Batista de Bauru

24 de março de 2010

Quem são os responsáveis pelo trânsito - radares ou autoridades?

O trânsito está uma vergonha em todo território nacional, o poder público vem adquirindo através da contratação de serviços de instalação de diversos tipos de radares, visando abastecer a indústria de multas já instalada em solo nacional.
Tem radares para tudo e para todas as funções, exceto para coibir aquilo que somente um profissional treinado e bem remunerado poderia fazer nas ruas, avenidas e estradas. O agente de trânsito, policial militar de trânsito ou o policial rodoviário está em extinção.
Diariamente vemos motoristas embriagados transitando livremente por nossas ruas e estradas, matando, destruindo e depois sendo encaminhado ao distrito policial para teste de bafômetro, recolher a multa e em seguida voltar a beber e a dirigir livremente. Sem contar aqueles que dirigem sem habilitação, ou seja, sem a CNH, não por que esqueceram-na, mas por nunca se preocuparam em tirá-la.
A lei? Sim, ela existe, mas continua inócua, o motorista bebe, mata no trânsito e sua prisão é trocada por uma indecorosa quantia estipulada sob a forma de fiança que beira o ridículo. Alguns reais colocam de volta às ruas qualquer marginal, seja ele bandido ou motorista.
Ultimamente temos percebido que tem aumentado consideravelmente o número de motoristas trafegando na contramão em nossas estradas em SP. Alguns ficamos sabendo que estavam alcoolizados, outros morrem no acidente por eles provocados e não ficamos sabendo se as autoridades policiais realizaram teste de sangue no IML, como em qualquer país civilizado.
São casos estranhos, dirigir na contramão em uma grande avenida seria absurdo, mas como explicar que esses energúmenos consigam dirigir por muito km’s em grandes rodovias com câmeras, devidamente cheias de praças de pedágios sem serem importunados por policiais rodoviários? Onde está a fiscalização? Onde estão os policiais que deveriam nos proteger e cuidar da segurança das estradas?.
Radar não flagra motoristas na contramão? Governadores e Prefeitos vamos licitar, vamos agregar mais esse imprescindível serviço em detrimento da fiscalização e da ordem antes que seja natural demais andar na pista contrária.
No Rio de Janeiro o jogador Adriano do Flamengo e da Seleção do Dunga circula livremente com seus carrões mesmo tendo 87 pontos computados em sua CNH, já são 19 infrações de trânsito, esse é o exemplo que as autoridades deixam para a sociedade.
Isso deixa claro como e por quem estamos sendo governados no âmbito estadual e municipal, demonstrando claramente que o que vale para eles é arrecadar, cobrar impostos, recolher multas e formar uma enorme receita para depois torrar sob a forma de desperdícios e corrupção.

O Brasil precisa se reinventar - Parte III - Legislativo

“O afã da riqueza obscurece
a noção do justo e do injusto"

Antífanes


Esse poder tem a primazia de alimentar e sustentar o Poder Executivo no país divide-se em oposição mínima e base governista (antiga situação). Quando finda as eleições para o executivo nas três esferas uma tropa de choque denominada “Base governista” começa a receber o pagamento em forma de cargos em ministérios, autarquias, estatais e até na esfera diplomática sobram no exterior bons cargos de poder.
Aquela minoria que se autodenomina oposição fica à míngua de quatro a oito anos, então passa a criticar e reclamar de tudo e de todos, longe deles estarem trabalhando em prol do povo, nunca, aliás, eles chegariam a esse ponto. Querem é incomodar aqueles que estão nadando em dinheiro e poder.
As nomeações são um câncer maligno que impregna o poder legislativo, desde as que são feitas dentro do senado, câmara federal, assembléias legislativas até a menor das câmaras nos município distantes. Votam para presidente da casa, vice, relatores, presidentes de comissões, e por ai vai até que se esgote o último naco de poder dentro das casas da lei.
Em seguida começam a corrida pelos cargos que sobram após a posse do poder executivo. Ministérios, secretarias, diretorias e tudo quanto é cargo disponível, exceto aqueles que necessitem de esforço, honestidade e retidão, esses ficam para os funcionários de carreira é claro.
Em SP depois de dezesseis anos a assembléia legislativa bateu um recorde mundial, não aprovando nenhuma investigação ao partido que está no poder. Foram sessenta e tantas tentativas por parte da oposição que é minoria e que jamais passaram pelo crivo dos “Representantes do Governador”. Agora em ano de eleição eles finalmente aprovaram uma CPI, claro que, para investigar a oposição. Os deputados da base governista são eleitos para trabalhar, rezar a cartilha e viver pelo governador, nunca pelo povo, aliás, do povo só precisam do voto, nada mais.
E o povo elege ano após ano vereadores medíocres que mal sabem ler ou escrever. Artistas oportunistas, representantes de classes, com raras exceções uma grande escória que após eleita muda o discurso e foge da responsabilidade que o elegeu.
São centenas de deputados eleitos para nomear ruas, dar medalhas e prêmios de cidadania a quem a eles interessa. Não fiscalizam nada, não questionam o poder executivo, não atendem a população, não respondem os poucos que tem acesso a gabinete e internet.
A maioria opta pela política tradicional de ficar fazendo caridade com verbas alheias, um assistencial imo moderno, que não leva a nada, não muda nada e nem muito menos ajuda ao povo, apenas dá ibope em jornais que divulgam os feitos como se fossem grandes realizações.
Dentro do Congresso Nacional funciona um empresa de suporte aos parlamentares que hoje conta com dezoito mil funcionários entre os concursados (legítimos) e os apadrinhados (escória). São atos secretos para criação de cargos, promoções, contratações e todo tipo de negociações à revelia dos verdadeiros interesses do povo.
Não fazem nada e quando legislam sempre é em causa própria, sempre as leis são feitas com atalhos que beneficiaram futuros golpes impetrados por eles próprios ou seus comparsas. Aprovam tudo que os seus governantes pediram não importando se aquilo é ou não necessário, se vai ou não beneficiar a sociedade.
Quando vemos na televisão alguns deputados criticando algo que o governo está propondo pode ter a certeza que eles não foram ou nem serão contemplados, por isso da mini revolta.
O poder legislativo da amparo a corrupção na medida em que não fiscalizam, não exigem, não trabalham e não ouvem o clamor popular. São egocêntricos, arrogantes ao extremo, ganham um salário nababesco acrescido de rubricas como auxilio transporte, moradia, correios e telefonia, viagens pelo mundo afora, gratificações que transformam a remuneração deles em algo acima da média mundial.
Se fossemos fazer a cada final de ano um relatório de produtividade teríamos que demitir a maioria e não chegaríamos ao final de quatro anos com mais de duas dezenas de deputados e senadores. Inúteis e nocivos!

O Brasil precisa se reinventar - Parte II - Poder Executivo

“Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém
escuta é preciso dizer de novo"

André Gilde


Esse é poder no Brasil que alimenta a maior fonte de corrupção do mundo, os responsáveis diretos e indiretos por todas as mazelas do país. São seguramente os piores políticos do mundo a frente de uma nação que tem povo cordato, terras férteis, riquezas infindáveis sob o solo, petróleo jorrando nas profundezas do mar e mesmo assim, somos uma república de quinto mundo por culpa exclusiva deles – Os políticos.
Nas três esferas de poder executivo, municipal, estadual e federal enfrentamos o mesmo problema sempre. São eles fonte inesgotável de arrecadação tributária, nem César conseguiu roubas tanto em Roma. Aliás, duas coisas funcionam milimetricamente neste país, cobrança de impostos e corrupção.
Os impostos são um capítulo a parte na sofrida vida do povo brasileiro. A maioria deles foi feita para o povo em geral, grande parte para os assalariados e nenhuma para aqueles que realmente ganham dinheiro fácil e vivem de forma nababesca.
A carga tributária sobre o salário é uma vergonha, somos roubados a cada novo pagamento. A maioria paga INSS e nunca usou o SUS. Ao se aposentar depois de 35 anos de contribuição é vitima de um roubo por parte dos mecanismos engendrados por patifes que inventam taxas de mortalidade da Europa para nos tirar o que pagamos e nos é de direito.
Além disso, mesmo quem contribui pelo teto, recebe na hora de se aposentar uma miséria, claro que as exceções são os políticos e demais marajás da casta superior (Juízes, Congressistas, Governantes, etc.) Esses não têm limite algum e recebem verdadeiras fortunas.
Temos setenta e tantos impostos que incidem direta ou indiretamente sobre o povo brasileiro, alguns cuja necessidade há muito se discute, como por exemplo, a tal de taxa de licenciamento de veículos automotores. Ninguém fiscaliza ninguém verifica os veículos, ninguém faz nada, os governos estaduais roubam os proprietários anualmente e nada recebemos em troca.
Junto a esse imposto tem o IPVA, cujo percentual é fixo, mas nunca deprecia o veículo ano apo ano, fazendo com que o valor base dos automóveis seja sempre além do valor real, um roubo descarado. Enchem os cofres das prefeituras e nenhum serviço é dado em retorno. E cada vez que o cidadão sai e pega uma estada paga pedágios equivalentes aos países mais ricos do mundo.
Impostos incidem sobre alimentos, bens duráveis, remédios e tudo que se imagina, porém somente a poderosa indústria automobilística tem redução de IPI. Estranho, nenhum “Aspone” entendeu ainda que devemos reduzir impostos da cadeia alimentar, dos produtos e insumos agrícolas, ou seja, da força produtiva e não somente de um segmento que manda e desmanda na nossa economia e impedem de quebra o desenvolvimento das hidrovias, ferrovias e tudo que se mova sem serem veículos e caminhões.
O poder executivo não serve para nada, além de nos causar prejuízos incalculáveis com a falta de aplicação honesta dos nossos impostos, do superfaturamento das obras, da corrupção deslavada aplicada na forma de mensalão, propinas e outros meios de roubar o dinheiro público.
Os nossos políticos independentemente dos seus partidos são a escória do nosso povo, o calvário que temos de aturar, não adianta pensar que sabe votar, eles vão nos enganar mais cedo ou mais tarde. É só questão de tempo é preço, nada mais do que isso. As eleições democráticas são sempre vencidas pelos mesmos e quando são derrotados conseguem cargos altos na esfera do poder executivo.
Vejam o exemplo da cidade de São Paulo, cujo DEM abrigou centenas de derrotados nas eleições para prefeito no interior. No âmbito estadual Geraldo Alckmin saiu do governo e virou secretário para não para poder servir, mas sim, ser servido pela máquina estadual, viajando e fazendo campanha para aas eleições deste ano.
Não há renovação, quem está na mamata não quer perder a boca e quem é honesto não tem porta aberta que facilite a renovação. Esses homens que provavelmente vão arder no fogo do inferno (pobre Lúcifer), aqui são reis, raramente são presos, nunca condenados a devolver o que roubaram e sempre voltam...

O Brasil precisa se reinventar - Parte I - A Justiça

“Tanto vencedores quanto derrotados, ambos,
tropeçam e caem; a diferença é que os
vencedores se levantam rapidamente".
Peter George


Poucas coisas no Brasil estão certas, no lugar certo e funcionando da forma esperada pela sociedade brasileira. No âmbito dos governos em todas as suas esferas a corrupção e a cobrança exacerbada de impostos são as únicas coisas que funcionam com simetria perfeita.
Muitas reformas precisam ser feitas imediatamente para que o país possa andar com mais rapidez, tendo como base a ética, a moral e os mais perfeitos padrões de administração pública.
Para começar temos de refazer por completo nosso sistema judiciário desde a reforma dos seus códigos ultrapassados que compõe sua base até a limpeza completa de todos os seus meandros tortuosos que burocratizam e fazem com que o sistema fique lerdo favorecendo criminosos.
A fiança deve ser totalmente reformulada, seus valores são uma vergonha, desqualificam o próprio sistema e possibilitam que os presos saiam com o pagamento de dinheiro de pinga como se diz na gíria.
A escolha de juízes com experiência mínima de cinco a dez anos, bem como a indicação dos membros de todas as suas instâncias deve ser desvinculada do Poder Executivo. Exigência mínima de quinze anos de experiência na função de juiz para os candidatos ao Supremo Tribunal Federal.
Suspensão de obras nababescas em detrimento das instalações medievais de muitos Fóruns espalhados pelo Brasil. Estudo completo das carreiras dos funcionários do judiciário, exceto os cargos mais elevados que não precisam de reanálise, pois se assim o fizéssemos teriam de ser rebaixados.
A etapa seguinte seria a completa mudança do sistema prisional do Brasil, fazendo uma revolução em sua metodologia, nas suas prioridades. Reforma e construção de milhares de vagas para que nenhum preso ficasse albergado em delegacias sem condições de manutenção de criminosos perigosos. O preso então cumpriria sentença em seu Estado de origem, evitando que o sudeste concentre 90% dos presos do Brasil.
Fim dos benefícios que transformam o preso em cidadão de primeira classe tais como TV, permissão de visitas intimas, indultos, concessão de redutores de quaisquer naturezas para os criminosos, aumento das penas previstas para crimes de toda natureza, inclusive os assassinatos cometidos no trânsito por bêbados e delinqüentes sem CNH.
Fim do limite de trinta anos de pena para crimes hediondos inclusive, por que o criminoso que tira vidas inocentes não pode ficar mais de trinta anos apodrecendo na prisão? Preso que estive com droga ou bebida alcoólica no sangue pena em dobro. Policial que comete crime pena acrescida em 50%.
É preciso que o brasileiro pare com essa mania de achar que todo preso tem que necessariamente ser reintegrado a sociedade, quem comete o crime tem de saber que foi ele que saiu da linha e não a sociedade honesta. Imitamos tudo, se preocupamos com Cuba, Irã, Haiti, mas não buscamos nos países ricos a saída para o sistema prisional, os EUA, por exemplo.
O poder executivo se omite nas questões de segurança do país, não constrói presídios seguros e modernos à prova de narcotraficantes. Usa parte da verba aprovada pelo Congresso e ao final de cada ano desperdiça milhões em propagandas quando deveria estar modernizando e atuando na busca por um país menos violento.

5 de março de 2010

Radar - O único remédio dos maus governantes

Em algumas cidades como São Paulo é impressionante como estão sendo instalados novos radares com poderes cada vez mais sofisticados. Tem o radar para detectar velocidade de automóveis trafegando acima da velocidade da via, aparelho para detectar veículos com documentação irregular, aparelho para carros com IPVA e ou licenciamento atrasado, aparelho para detectar veículos cujos motoristas ultrapassam o semáforo no vermelho e agora recentemente o radar para detectar veículos que param em cima da faixa de pedestres.
Claro que, todos os motoristas devem andar dentro dos limites e das regras estabelecidas pelo Código Nacional de Trânsito, fora disso devem mesmo ser reeducados ou multados na reincidência.
Engraçado é que as grandes cidades convivem com problemas crônicos de falta de estrutura viária, ausência de novas vias duplicadas, novos semáforos, novas pontes e viadutos e para isso não têm radar.
Os famigerados pedágios estão cada vez mais próximos das cidades, digo, a um passo de se estabelecerem dentro do perímetro urbano. Os municípios ainda arrecadam uma fortuna com o IPVA e o Estado se garante com o licenciamento de veículos sem dar nada em troca ao contribuinte.
Todo esse dinheiro além das arrecadações da indústria das multas some e não aparece como obras ou ao menos no investimento em educação no trânsito.
Já falei há muito tempo atrás que a sociedade precisa de radares para detectar políticos que roubam, gente que desvia dinheiro público, que fazem falcatruas com licitações públicas, que não entregam obras importantes à população e torram milhões em propagandas de seus governos inúteis.
A população precisa de radares que evitem enchentes como as ocorridas em São Paulo, onde o Prefeito não gastou nem 20% da verba anual destinada e aprovada para tal finalidade e depois deixa milhares de cidadãos no meio da lama e do esgoto enquanto faz propaganda de corrida americana de Fórmula Indy.
A cidade precisa de radar contra a violência e a falta absoluta de contingente policial nas ruas para diminuir a insegurança do povo. Se nos quartéis houvesse um radar que detectasse quantos policiais estão efetivamente à disposição e quantos deveriam ser contratados com certeza muita gente se surpreenderia com a falta de efetivo policial nas grandes cidades.
Radares nos hospitais, postos de saúde e prontos socorros para detectar ausência de médicos e o tamanho das filas seria interessante para desnudar aqueles que vivem fazendo propaganda mentirosa na mídia alegando que possuem serviços de saúde com nomes pomposos e engraçadinhos, mas que na verdade não passam de propagandas enganosas.
Radar é bom, mas precisa ser acompanhado de novos modelos que defendam o povo, que ajudem o cidadão a enxergar quem está por trás dessas empresas que prestam esse tipo de serviço fácil e lucrativo aos governantes de meia tigela que possuímos no nosso país. Quem são os donos dessas empreiteiras do setor da indústria de multas S/A.?

Em breve teremos o PAC do Haiti

O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo Lula, é a grande vedete de propaganda e arma de marketing para impulsionar a candidatura Dilma neste ao eleitoral.
Aliás, no Brasil o que não faltam são siglas inúteis para programas jamais realizados. No âmbito estadual também temos muitas jogadas de marketing antes que a obra seja sequer licitada.
Não bastasse termos dúvidas sobre a execução de parte dessas promessas do PAC dentro do território nacional, vai o presidente Lula ao Haiti e promete ao povo haitiano a construção de uma usina hidroelétrica. Era o que faltava, o PAC haitiano do Lula.
Nosso país tem bolsões de miséria (Vale do Jequitinhonha, Vale do Paraíba, sertão nordestino, agreste pernambucano, região norte do país e ficamos doando alimentos (260 mil toneladas) para dez países, perdoamos dívidas de países pobres, mantemos soldados pagos com dinheiro do povo no Haiti e agora o luxo supremo, vamos construir o que não temos aqui.
O Brasil tem carência de energia elétrica, os apagões e situação precária em algumas regiões do país são provas irrefutáveis de que primeiro temos de sanar nossas deficiências para depois pensarmos em ajudar os estrangeiros que necessitam de ajuda.
Mande a China, Rússia, EUA, França, Inglaterra, Itália ou Japão ajudarem o Haiti, os países menos assistidos do continente africano, ao invés de querer aparecer à custa de quem paga impostos nesse país injusto e sem igualdade na distribuição de rendas.
Os países ricos riem do Don Quixote brasileiro, pois com isso ficam tranqüilos gastando o dinheiro deles em guerras, investimento em novas tecnologias. Geração de empregos e outros programas dirigidos aos seus povos.
O presidente Lula ainda não percebeu que enquanto tenta ajudar Haiti, Chile, Bolívia ou Venezuela, deixa de somar esforços para realmente ajudar a quem precisa, ou seja, o povo de Santa Catarina cujas casas foram devastadas. O povo de Angra dos Reis, do nordeste, enfim, tem milhares de pessoas esperando ajuda em solo brasileiro enquanto Lula faz discursos no exterior.
O Brasil perdoou divida da Bolívia que em troca tentou confiscar a Petrobrás dentro de seu território. A Argentina reclama de tudo, mas mantém 400 produtos brasileiros sob o julgo da sua política comercial nacionalista.
Alguns países africanos têm recebido ajuda nas muitas visitas de Lula, ocorre que essa ajuda deveria ser viabilizada pelos países que sugaram as riquezas dos africanos à exaustão, vide a Inglaterra na África do Sul.
O Brasil tem problemas demais e Lula precisa deixar seu ego em solo brasileiro para cuidar dos problemas de saúde pública, segurança, corrupção, lavagem de dinheiro, educação etc.

24 de fevereiro de 2010

Exigências descabidas do mercado de trabalho

“Grandes almas sempre encontraram
forte oposição de mentes medíocres.”
Albert Einstein

O mercado de trabalho sempre exigiu bastante de seus futuros parceiros profissionais, isso sempre foi algo normal. Escolaridade compatível com a função a ser exercida, experiência profissional anterior comprovada, testes específicos e até psicológicos, entrevistas e diversas dinâmicas eram realizadas pelos candidatos.
O serviço público a partir da Constituição de 1988 tem a obrigatoriedade de efetuar concursos para preencher vagas. Sempre muito concorridas e hoje equiparadas em grau de dificuldade a um vestibular de medicina.
Entretanto, as vagas públicas possibilitam aos aprovados um salário compatível com as enormes exigências e ao concorrido exame do concurso.
No caso das empresas privadas acontece o contrário, ou seja,
a vaga quando disponibilizada não necessita de concurso para serem aprovadas, algumas empresas até fazem processo seletivo, a maioria faz uma seleção após análises de alguns CV e em seguida chamam os candidatos para várias entrevistas e alguns testes.
O grande problema para os candidatos está no fato de que as exigências são enormes, as áreas de recursos humanos exigem formação completa, pós-graduação, MBA e até doutorado para os candidatos. Quer experiência profissional de três ou quatro anos e ainda exige que o candidato fale ao menos dois ou três idiomas com total desenvoltura.
Para uma remuneração baixa, as exigências são descabidas, querem empregados que sejam coringas, faça de tudo um pouco, sem levar em consideração que um recém formado jamais terá essa experiência. Querem candidatos que sejam gênios em informática e saibam com perfeição lidar com programas sofisticados que o mercado nem sempre possuí. Como um estudante recém formado vai poder cursar MBA, Pós-graduação ou outros cursos extensivos senão tem emprego remunerado?
Além disso, após submeter o candidato a todas as exigências vem o pior de tudo, o empregado terá de aceitar trabalhar sem carteira profissional assinada, sem benefícios oficiais, ficando a disposição do mesmo um salário miserável de R$ 600,00 (seiscentos reais) + vale coxinha (Refeição) e o vale transporte.
Isso para alguém que exigiu formação com pós-graduação, inglês fluente, experiência na função, etc. Um verdadeiro absurdo, depois nem a carteira profissional os malandros querem assinar, ou seja, exigem muito, mas deixam transparecer que são covardes, ao invés de brigarem contra o governo federal preferem sonegar os órgãos federais à custa dos empregados.
São sonegadores contratando pessoas para a corporação como se fossem grandes empresários de empresas antenadas com o que de melhor existe no mundo profissional. Faltam a essas empresas, ética, vergonha na cara e muita multa de um governo que não serve nem para isso.

20 de fevereiro de 2010

Ano de eleição

Esse começo de ano já deu a mostra de como será chato aturar o período pré-eleitoral no Brasil. Estamos em fevereiro, antes do carnaval e já ouvimos mais bobagens que cobrador de ônibus. Comparações estapafúrdias sendo feitas diariamente entre o hoje e o ontem, ninguém projeta o amanhã.
É um festival de “ex” para tudo lado, na televisão, nas rádios, nas revistas, nos jornais e na Internet. Ex-presidente, ex-vice-presidente, ex-corrupto, ex-financiador de campanha, enfim, todos ressurgem mirando uma boquinha na futura composição do novo governo que recomeçará a ferrar o povo em 2011.
O desespero é tão grande para assumir aquilo que no momento eles dizem ser inviável que fica difícil acreditar que o seja mesmo. O governador candidato se encontra com cantoras pop star e promete investir naquilo que ele mesmo não acredita, tanto que cortou as verbas orçamentárias em 50%.
O presidente leva sua candidata à tira colo por onde quer que ele vá e olhe que ele viaja e muito. Nem sua esposa agüenta mais essa estória. Mas tudo pelo poder, tudo pelo social, tudo pelo povo...Me engana que eu gosto.
Em Brasília o governador e alguns dos seus comparsas foram presos antes do carnaval e se tudo correr bem não vão sair da cadeia a tempo de ver a folia do bloco do povo pagador de impostos nas ruas e avenidas desse país. Porém, nada garante que lá ficaram por muito tempo, já sabemos como funcionam nossos tribunais. Um habeas corpus sempre aparece na cara do gol e retira das grades os nossos colarinhos peçonhentos branco. Oh! Charles de Gaulle, que boca hein?
Os militantes do partido que está no poder criticam seus opositores por eles fazerem tudo aquilo que eles mesmos fizeram oito anos atrás quando eram oposição. Em contrapartida a oposição desdiz o que disse, desfaz o que fez e mente descaradamente confiando que o povo não tenha mesmo memória...Pior que não tem mesmo.
Isso sem contar aqueles candidatos eternos cujas musiquinhas de campanha são as mesmas de dezesseis anos atrás, jingles medonhos que anunciam o apocalipse e nos dão um frio mortal na espinha. A interrupção da programação normal da TV deveria ser feita através de uma voz com os seguintes dizeres:
_ Iremos interromper nossa programação normal e sem graça para que você possa ir ao banheiro ou desligar sua televisão por dez minutos, se Deus quiser e se nosso estomago agüentar voltaremos em dez minutos. Por precaução tire as crianças da sala e tome um antiácido.
Não existem propostas, não existem programas de governo, mas sim um amontoado de intenções e mentiras que compõe o caderno de campanha dessa gentalha que circula em nosso país impunemente e cada vez mais rico e esnobe.
Depois da Copa do Mundo eles entram em campo e nós perdemos o sossego completamente. Haja DVD...Haja assunto na sala...Haja passeios e visitas as sogras. Tudo menos o programa eleitoral obrigatório da mentira nacional.

2 de fevereiro de 2010

Pobre vai a falência, rico vai a Londres

Quando um pequeno comerciante, um proprietário de uma indústria de médio porte ou um cidadão comum vai à falência e tem dificuldades enormes para se reerguer, não tem portas abertas junto a nenhum órgão governamental. Tem de pagar suas dividas, honrar compromissos assumidos, recolher todos os seus tributos sem dó nem piedade.
Agora um milionário incompetente leva uma das maiores marcas do comércio varejista à falência, deixa milhares de trabalhadores honestos e competentes desempregados, dividas que hoje somam um bilhão de reais e ainda assim vive viajando à Londres.
Mora numa mansão nababesca em Ribeirão Preto no interior paulista onde pratica golfe, tênis, anda pelas ruas com sua BMW zero quilometro. Sem ser importunado pela justiça o cidadão da elite teve tempo e condições para comprar duas usinas de álcool e açúcar e uma faculdade.
Isso por que ele está com seus bens bloqueados, seu nome sujo na praça e com uma divida bilionária junto a diversos credores. Como ele consegue e o comerciante, o industrial e o pobre mortal não conseguem?
A resposta é simples, a justiça é propositalmente lenta para que pessoas ricas ou próximas ao poder possam levar vantagens, usufruir do dinheiro guardado ilegalmente fora do país e não confiscado por nossas pseudo-autoridades. A demora no processo cria inúmeras dificuldades para os credores da massa falida e principalmente para os trabalhadores, mas facilita a vida dos empresários.
Nesse meio tempo o playboy espertalhão consegue separar da primeira esposa, casar com uma jovem beldade e circular como se fosse um nobre nas festas da alta sociedade local. É bajulado, vai se reerguendo aos poucos e em breve suas empresas recém adquiridas estarão conseguindo empréstimos junto aos bancos oficiais e ao BNDES. Aquelas mesmas instituições que dificultam ao extremo as operações financeiras e empréstimos para gente honesta.
As empresas adquiridas e a instituição de ensino comprada pelo empresário falido estão em nomes de terceiros para evitar novos bloqueios. Se a justiça fosse rápida tudo seria diferente e esse cidadão estaria agora tentando arrumar emprego e não sendo dono de novos negócios que amanhã poderão vir a ruir igualmente ao Mappin, Mesbla.

Terceirizando até a alma

A terceirização é uma ferramenta utilizada para transferir a terceiros as atividades intermediárias das empresas, possibilitando a elas direcionar seus esforços somente ao objetivo final do negócio a que se propõem.
É uma metodologia de busca de parcerias e motivação a criação de micro e médias empresas, gerando mais empregos, ganhos de especialidade, qualidade e eficiência.
A terceirização gera demissões, baixa de salários, descontentamento e desmotivação da maioria das pessoas envolvidas no processo, ficando o ganho do negócio somente para os proprietários das empresas que foram criadas.
Aqui no Brasil ela começou aproximadamente na década de oitenta, não demorou muito e os governantes descobriram um filão de ouro. Como a contratação de empregados é dispendiosa por conta dos impostos que eles mesmos criam e também por que a partir da atual constituição ficou vedada a contratação sem concurso público, a terceirização “salvou” a lavoura dos nossos governantes.
Entretanto, alguns começaram a exagerar, contrariando a filosofia principal do processo de terceirização que é o seguinte: A terceirização é uma ferramenta utilizada para transferir a terceiros as atividades intermediárias das empresas, possibilitando a elas direcionar seus esforços somente ao objetivo final do negócio a que se propõem.
No caso do poder público, qual era a finalidade básica, principal que imaginamos? Dar ao cidadão educação, saúde, habitação, segurança, transportes, enfim, administrar com probidade os recursos arrecadados em prol da sociedade.
Entretanto aos pouco começaram a privatizar os serviços essenciais como a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, telefonia, transmissão de dados, setor ferroviário, e em seguida começaram a terceirizar a manutenção das estradas que já estavam construídas com dinheiro público, dando em troca a galinha dos ovos de ouro aos empresários (pedágios). Depois começaram a pensar em terceirizar as linhas do Metrô depois de prontas e pagas pelo contribuinte é claro.
A saúde que vai de mal a pior está por um fio, pois em São Paulo já existe projetos circulando pela assembléia legislativa onde o governo repassa a administração da saúde pública para terceiros.
Agora vem a noticia de que em Sergipe o governo estadual terceirizou o atendimento de chamadas á policia (190) para empresas de telemarketing. Ou seja, ao invés de conversarmos com um experiente policial passamos a pedir socorro a um atendente de telemarketing, que com todo respeito não entende nada de emergências e situações que envolvam risco á vida.
Pois um comerciante em Aracaju ligou para o 190 e pediu ajuda, pois havia dois suspeitos em uma moto rondando seu estabelecimento comercial. Apesar de detalhar a sua informação, a atendente não colocou em ação a polícia como deveria, e o comerciante foi assassinado pelos meliantes em seguida.
Com certeza em muito breve essa idéia sergipana estará em plena atividade em todo Brasil. Fica provado então que nossos governantes apenas servem para arrecadar impostos, nada mais, não querem fazer anda em troca, não querem contratar professores, nem policiais, muito menos médicos.
Não vai demorar muito e eles vão nos governar direto de uma sala num paraíso fiscal qualquer, onde aplicaram nosso dinheiro enquanto uma empresa terceirizada governa em seus lugares.

Tragicômico

Assim é o Brasil, uma potencia em recursos minerais, água em abundância, vasto território recheado de riquezas no seu solo com belezas invejadas pelo mundo todo, mas dominada por uma casta política das piores do mundo contemporâneo. Nem as piores guerras, nem as piores doenças nem as maiores catástrofes destruíram tanto uma nação como a nossa gente de colarinho branco.
Somos assim e aceitamos isso de bom grado, usualmente ouvimos nosso pessoal dizer: “É assim mesmo”, “Não adianta reclamar, isso não vai mudar nunca”, “Isso existe desde que fomos colonizados”. E assim caminha um país que poderia ser uma das maiores potencias mundiais, um dos maiores produtores de alimentos da humanidade a passo de tartaruga.
Quando a Polícia Federal prende algum grande empresário, amigo do poder, ele sempre dá um jeito de desqualificar sua prisão, usando frases de efeito como, por exemplo:
- Isso não passa de perseguição política;
- Eu vou provar minha inocência.
Claro que tudo não passa de encenação, horas mais tarde está livre amparado por um atestado médico ou um belo “Hábeas Corpus” emitido ou vendido pela nossa Justiça. Se o cidadão preso for de algum partido político ou for empresário envolvido com partidos políticos, a coisa fica mais fácil. Primeiro verifica-se se o sujeito é situação ou oposição.
Se for da situação vai alegar que isso é perseguição política, que estão querendo desestruturar seu governo ou partido. As provas por mais contundentes serão todas, uma a uma desqualificadas e o caso acabará devidamente arquivado.
Se o envolvido por da oposição, valia me Deus, a alegação será de que aquilo trata-se de perseguição política da situação em virtude de sua atuação firme na defesa dos direitos dos cidadãos. Vão alegar que estranham o partido de situação não estar envolvido e vão igualmente desqualificar a denúncia e todas as suspeitas caíram limpas como se banhadas no Rio Ganges estivessem.
Percebe-se que as desculpas são as mesmas, a pizza é sempre a mesma e o arquivamento do processo é literalmente idêntico para ambos os lados. Danem-se as leis, dane-se o povo, dane-se a justiça, dane-se tudo, pois enriquecer é o objetivo a ser alcançado.
Aqui na terra brasilis quem devia dar o exemplo rouba primeiro, subtrai, se envolve com gente da pior espécie e derruba todas as teses sobre ética existente no mundo civilizado. São tantos e o fazem como se estivessem numa escola, onde a vereança é o ensino médio, a assembléia o ensino superior e a Câmara e o Senado são a Pós-Graduação e a tese de Mestrado final da Lei de Gérson.
Quando começam na vida pública são aprendizes ainda e às vezes até enganam seus eleitores, mas com o passar do tempo seguem dois caminhos, ou são parias de seus partidos esquecendo sempre de defender o povo que os elegeu ou simplesmente roubam tudo que podem e cometem todos os atos ilícitos que estiverem ao seu alcance.O brasileiro não se surpreende com mais nenhum ato ilícito que venha da sua casta política, roubo, desvio de verbas, improbidade, corrupção, formação de quadrilha, contratações irregulares, fraudes em licitações, apropriações indébitas, aumento abusivo de salários e vencimentos, construção de Castelos, enfim, nada mais será surpresa até o fim dos tempos, eles esgotaram o repertório e agora perderam a vergonha na cara, agindo como se o que eles fazem fosse o normal.

19 de janeiro de 2010

Quantas diferenças

Nesta segunda feira, dia dezoito de janeiro de 2010, deixou a prisão na região de Ancara na Turquia o terrorista turco Memhmet Ali Agca que em 1981 tentou assassinar o então Papa João Paulo II no Vaticano.
Isso após cumprir rigorosamente trinta anos de prisão em regime fechado, sem direito a habeas corpus, sem direito a sursis, sem benefícios como uso de celulares dentro da prisão, visitas íntimas ou até o estapafúrdio indulto.
Para mostrar o quanto os demais países levam a sério a relação com seus criminosos, a primeira coisa que aconteceu ao terrorista após cumprir sua pena, foi se apresentar ao exército turco, pois como cometeu o crime ainda jovem, o criminoso não serviu ao exército de seu país, tendo que fazê-lo agora aos 52 aninhos de vida.
Note a diferença em relação ao país do vale tudo em que vivemos, note como lá fora seja no primeiro mundo ou em países em desenvolvimento as Leis existem, são cumpridas e a sociedade vive melhor.
É preciso ressaltar que o próprio Papa João Paulo II em sua magnitude plena perdoou o criminoso ainda em vida, nem isso, nem os muitos recursos impetrados alteraram a decisão suprema da justiça turca. Isso deveria servir de exemplo para a nossa pífia justiça de araque no Brasil.
Não se podem confundir direitos humanos aos quais todos têm o direito de ter acesso com libertinagem, com excessiva preocupação com um lado do crime apenas e tão somente. É preciso sim, olhar pelos dois lados e reconhecer que as vitimas precisam de amparo pós-trauma.
Se o mesmo atentado contra o Papa houvesse acontecido no Brasil, o criminoso com certeza estaria livre há pelo menos vinte anos, isso, se tivesse sido preso, pois nossa polícia não dispõe de nada além de viaturas e policiais mal remunerados e sem nenhuma tecnologia à disposição. Ciência não existe no trabalho policial do Brasil.
Isso sem contar que o terrorista teria apoio popular, apoio total da mídia que o levaria nos programas da tarde para entrevista e com um pouco de sorte ele estaria fazendo parte dos BBB’s ou da Fazenda. Entrevista com Luciana Gimenez e participação especial no “Arquivo confidencial” do Faustão, aonde o apresentador iria ressalta virtudes do criminoso desconhecidas até do próprio.
A nossa justiça, nosso sistema prisional e a nossa força policial está por culpa dos nossos péssimos governantes anos luz do mundo civilizado. O primeiro mundo prende, julga e o criminoso cumpre penas severas para cada tipo de crime cometido sem dó nem piedade, pois a piedade deve estar ao lado das vítimas e não dos que resolvem sair da estrada do bem comum.

Criticar o povo sempre é mais fácil

Geralmente a maioria da população dos chamados formadores de opinião gosta de culpar o povo pela maioria das mazelas que ocorrem no país. Se ocorrer uma enchente eles enxergam apenas as coisas que o mais pobres jogam nas ruas e rios, mas se esquecem dos governantes que prometem, tem orçamento e nada faz ano após ano.
Sem contar que o motivo que leva um cidadão a jogar lixo onde não deve geralmente ocorre por falta de educação e informação. Coisa que compete aos governantes prover numa sociedade.
Quando temos problemas de corrupção envolvendo políticos, logo em seguida alguém diz: A culpa é do povo que vota nesses bandidos. Como se houvesse múltiplas alternativas para os eleitores que sempre tem os mesmos candidatos e partidos nas eleições.
Sem contar que o voto qualificado e melhor elaborado somente poderia acontecer com mais uma sociedade com melhor nível de educação e saúde inclusive. Coisas que mais uma vez são de responsabilidade total dos governantes.
Percebemos que ficamos no meio de um tremendo circulo vicioso que persegue a sociedade e nunca é resolvido, pois os governantes e toda classe política sem exceções não quer dar ao povo empregos, alimentação saudável, educação e saúde. Ao invés disso buscam sediar Olimpíadas, Copa do Mundo, torram milhões com obras absurdas e totalmente desnecessárias.
Gastam muito mais com propaganda e corrupção do que com Educação e Saúde. A classe mais pobre tem pouco ou nenhum entendimento do que está acontecendo ao seu redor. Não foi instruída para isso e nem sofre com decisões políticas, a fome e a miséria estão no portão.
A classe mais abastada não sofre, critica de vez em quando os governantes, quase sempre idolatram os políticos de direita e criticam os de esquerda independentemente de qualidade de governo ou de uma análise mais criteriosa. Pouco se importam com o resto do mundo, suas posses, suas futuras heranças e riquezas e seus animais de estimação são mais importantes do que o resto.
A classe média paga a conta, paga os impostos, trabalha por todos e é sempre a maior prejudicada na maioria das decisões governamentais. Paga o pato e tempero e pouco pode usufruir em contrapartida.
Tem de colocar seus filhos em escolas particulares sem reembolso de IR, tem de pagar planos de saúde para fugir do inferno chamado SUS, paga o combustível mais caro do planeta. Suas casas têm de ter proteção extra como alarmes, cercas eletrificadas e cães, pois o governo nada garante.
Os empregos a disposição não garantem carteira assinada fazendo com que ao chegar aos sessenta anos não possa se aposentar dignamente, ficando nas mãos do INSS e seus milhares de obstáculos burocráticos.
Os pobres são maioria e votam errado por não ter educação e informação, os ricos votam em ricos ou em candidatos de gravata e formação superior, tipo Arruda, Maluf, Collor, Sarney, Kassab, etc. Classe média vota, mas não é maioria e tem de engolir seus algozes a cada quatro anos sem que essa ciranda termine ou tenha um destino diferente.

7 de janeiro de 2010

Em SP tem indulto até para estupradores

Tão repugnante como o crime de estupro cometido contra mulheres no Brasil é a permissividade das nossas autoridades em São Paulo libertando estupradores nos vários indultos com os quais os criminosos presos em São Paulo são agraciados. Eles dizem que somente aqueles que cometeram delitos menores e cumpriram pena com bom comportamento saem às ruas, entretanto isso é mentira.
No último indulto concedido em São Paulo por conta dos feriados de Natal e Ano Novo milhares de bandidos foram jogados nas ruas para desespero da população, que sabe que o contingente policial é diminuto no Estado Tucano.
Entre os bons meninos que o sistema penitenciário devolveu as ruas paulistas estava um estuprador que cumpria pena por estupro na cadeia de Guareí. Ele então resolveu fazer jus a confiança do nosso Estado e estuprou uma menina de dezesseis anos em Bauru.
O mentecapto foi preso pela Policia Militar de Bauru e foi reconduzido ao presídio onde será processado por mais um crime idêntico ao que o levou a cadeia para cumprir apenas e tão somente onze aninhos de detenção.
Não é difícil imaginar quantos bandidos que cometeram crimes hediondo como estupro, seqüestro seguido de morte, assassinatos, estejam entre os “meninos bonzinhos” que o sistema paulista libera para voltar ao convívio de quem paga impostos e vive sem segurança diariamente.
O mesmo Estado que não provém a segurança pública, que não moderniza sua tropa, que não contrata novos policiais em quantidade necessária para todas as regiões do Estado, que não paga salários aos policiais a altura de sua importância é o Estado que permite essa imoralidade a cada novo feriado.
A família dessa moça vitima de estupro não será procurada pelo governo paulista, nem será visitada por nenhum membro dos direitos humanos que sempre aparecem quando alguém é vitima da própria policia, mas que fogem quando o vitimado é do povo.
Creio que, a família deveria entrar com um processo contra o Estado que foi nessa situação o [único e exclusivo responsável pelo que aconteceu a jovem inocente que foi estuprada dentro da cidade de Bauru. Por que se não fosse essa indecência, essa imoralidade chamada indulto, esse canalha estaria dentro do presídio, onde, aliás, deveria cumprir pena de prisão perpétua, se ela existisse.
Aqui no Brasil, tudo favorece os criminosos, desde os pé rapados até os governantes, as leis são frívolas, as penas são ridículas e as benesses extrapolam o limite da inteligência e do bom senso. Somos um dos poucos países senão os únicos onde os criminosos têm tantos subterfúgios à disposição.
Esse estupro ocorrido em Bauru com a menina de 16 anos deveria ter o Estado como co-réu em minha opinião, quem sabe assim esse tal excremento chamado indulto pudesse ser revisto.