Tudo no Brasil passa por três fases: delito, explicação e carnaval.
Nos quatro dias de Momo, o CPF some. Volta na quarta, cobrando explicações.
Enquanto os foliões sambavam sobre o asfalto, os policiais marchavam sobre os foliões.
STF anuncia: decisões futuras de Toffoli serão monitoradas por VAR.
Há quem envelheça bem. E há quem envelheça instagramável, o que já é um começo.
Um autor tão minimalista que escreve com caneta emagrecedora.
No futebol moderno, torcida não canta: consome.
Perguntei a um imigrante de Nova Iorque como estão as coisas. Ele olhou para os lados e respondeu: “Depende de quem está ouvindo”.
Jeffrey Epstein morar nas Ilhas Virgens revela muito sobre sua personalidade.
A felicidade dura bem menos que os guarda-chuvas.
Meu celular me incentiva a caminhar. Principalmente até onde ele estiver.
Mais pesada que os pesos da academia só a culpa por não os levantar.
Aquele fusquinha todo amassado, com som no talo, é o grito de quem perdeu tudo, mas não o subwoofer.
Trump é para a ética o que o fone de ouvido é para o surdo. Nossas prateleiras de livros revelam quem queremos ser; nossas playlists o que somos.
Autor: Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio fundador do grupo de humor Língua de Trapo. Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. Artigo publicado no Site Brasil de Fato.

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