Assim como no caso envolvendo o Banestado (que foi um dos maiores esquemas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro da história do Brasil), ocorrido principalmente nos anos 1990 e início dos 2000. E que se tratava de um esquema que permitia que bilhões de dólares fossem enviados ilegalmente para o exterior, sem declaração ao Banco Central nem pagamento de impostos. O nome vem do Banco do Estado do Paraná (Banestado), que foi usado como canal principal dessas operações.
Hoje temos o caso Banco Master, conhecido como BolsoMaster, devido ao envolvimento de diversos políticos e segmentos da direita bolsonarista. O escândalo que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e de gestão relacionadas ao Banco Master, uma instituição financeira brasileira que ganhou notoriedade nos últimos anos.
De forma geral, o caso gira em torno de:
· Operações financeiras de alto risco: o banco cresceu rapidamente oferecendo produtos com rendimentos elevados (como CDBs com taxas acima da média), o que levantou dúvidas sobre a sustentabilidade dessas operações.
· Estratégias agressivas de captação: forte atuação para atrair investidores pessoa física, muitas vezes via plataformas digitais.
· Exposição a ativos problemáticos: suspeitas de concentração em créditos de maior risco ou de difícil recuperação.
Em ambos os casos de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra as finanças do país, tanto a mídia como a Justiça deram um tratamento seletivo. Ou seja, enquanto tinham esperança de que a esquerda estivesse envolvida estavam animados e festivos nas redações e no STF. Bastou os verdadeiros nomes dos envolvidos virem à tona e um silencio constrangedor tomou conta de tudo e de todos.
Nem o Congresso, nem a investigação do Ministro André Mendonça do STF, muito menos os power points da GloboNews vão denunciar e levar a julgamento e condenação os verdadeiros criminosos. Escândalos no Brasil somente prosperam se os envolvidos forem de partidos de esquerda. No mais, muita enrolação, suposições e incriminações falsas para desviar o foco e a atenção dos verdadeiros criminosos.
Em ambos os casos (Banestado e Master) temos juízes incompetentes a frente dos processos (Banestado era Sergio Moro e o Master André Mendonça). Também temos políticos de direita envolvidos até o pescoço na lavagem de dinheiro, corrupção e uso de jatinhos dos donos do Banco. Para completar, temos a suspeita da conivência e participação de próceres da emissora nave mãe da comunicação do país em ambos os casos.
Em comum nos dois escândalos, não há participação de nenhum político de esquerda. Assim como no caso do INSS, a bandidagem é toda da direita. Iniciaram a roubalheira, usufruíram durante quatro anos da gestão Bolsonaro e foram pegos a partir das investigações da PF a mando do atual governo. O resto é narrativa falsa de criminosos ou de políticos inescrupulosos nas redes sociais.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.


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