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15 de março de 2026

Como nossa grande mídia pode ser tão indulgente com políticos de direita?

 

A chamada grande mídia brasileira detém informações sobre a maior parte dos assuntos que nos envolvem em nosso cotidiano, na política e na história recente do país como um todo. Os dados, estatísticas e um volume sem igual de informações são de conhecimento dos jornais e emissoras de rádio e televisão.

Por qual motivo então se esmeram em divulgar notícias mentirosas ou com caráter dúbio? Qual a razão de se afastarem da sociedade atuando com comportamento ou espírito sectário? O que ganham omitindo a verdade sobre os verdadeiros algozes da população? Aqueles que se imiscuem em escândalos de corrupção amplamente divulgados nas redes sociais.

Se, justamente, os jornalistas que estudaram, e com isso detém conhecimentos não usarem das ferramentas que dispõem para serem os formadores de opinião, quem acaba se aproveitando e deturpando a informação são os disseminadores de Fake News. Isso é parte de um episódio triste que vivemos em nosso país.

Eles sabem quem são os corruptos e com quem eles interagem. Sabem quem os financia e apoia, porém, voltam seus olhos no afã de praticar uma ideologia rasteira, vil, e totalmente alhures a sagrada verdade dos fatos.

Entretanto, os grandes grupos poderosos que são proprietários das empresas de comunicação, não aceitam a democracia e suas nuances de poder entre esquerda, centro e direita. São parciais em seus editoriais, matérias e atuam como um jornalismo retrógado que busca apenas favorecer os segmentos empresariais, grandes grupos financeiros e os partidos e políticos do espectro de direita.

Não importa para essas pessoas os roubos e desvios de corrupção de Maluf, Pitta, Collor e as suspeições sobre Nunes e Tarcísio. Nestes casos a mídia age como cúmplice, evitando se aprofundar e usar de um jornalismo investigativo imparcial para levar aos brasileiros informação com precisão e isenção.

Os exemplos desde 2014 demonstram inequivocamente a participação da grande mídia, seja como cúmplice ou se omitindo de falar a verdade. O golpe do Impeachment contra Dilma teve apoio de Globo, Folha e Estadão, assim como, a farsa da lava jato com toda canalhice orquestrada por Sergio Moro e Deltan.

Nas eleições de 2018 e 2022, mesmo sendo avacalhados por Bolsonaro publicamente, deram seu apoio tácito ao candidato que depois de eleito permitiu com seu negacionismo e ignorância a morte de 700 mil brasileiros na pandemia pelo atraso na compra de vacinas.

O escândalo BolsoMaster está recebendo apoio pleno, e nenhuma linha é escrita sobre depósitos para Tarcísio e Bolsonaro feitos por Vorcaro, nem sobre orgias realizadas em Trancoso ou voos em jatos de políticos como Nicolas Ferreira.

Os crimes cometidos pela direita, como aquele absurdo dos R$ 450 mil encontrados pela PF na casa do Deputado Sóstenes Cavalcante líder do PL, ficam sempre escondidos. Se um boato é lançado mesmo que por Fake News contra o governo ou Lulinha eles colocam páginas em destaque total. 

Rafael Moia Filho – Escritor, Membro da Academia Bauruense de Letras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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