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1 de março de 2026

A situação das Minas Gerais com Sassá Mutema

 

Eleito para ser governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022 para um segundo mandato até dezembro de 2026, Romeu Zema (Partido Novo) gosta de criticar o presidente Lula e os partidos de esquerda com alfinetadas sem ter provas e, o pior, sem que esteja fazendo em seu estado uma gestão primorosa sob diversos aspectos.

Na Educação, os índices escolares são inferiores aos estados do Nordeste, como Ceará, por exemplo. Na saúde pública, em quase oito anos de gestão não construiu hospitais, provendo o povo mineiro de alternativas viáveis no quesito saúde.  

O pior está na situação financeira em que se encontra Minas Gerais sob a batuta de Zema. Atualmente, o cenário da dívida mineira divide-se em dois grandes blocos:

1. Dívida Consolidada (Total)

O montante total do que o estado deve (incluindo a União, bancos e outros compromissos) ultrapassou a marca dos R$ 200 bilhões no final de 2025.

       De acordo com relatórios enviados ao Tesouro Nacional em fevereiro de 2026, a Dívida Consolidada Líquida está na casa dos R$ 187,1 bilhões.

       A maior parte desse valor — cerca de R$ 179,3 bilhões — refere-se especificamente ao débito com a União.

2. O "Rombo" de Caixa para 2026

Além da dívida histórica, Minas Gerais iniciou o ano de 2026 com um desafio imediato de caixa:

       Déficit de Caixa: O estado entrou no ano com uma indisponibilidade líquida de R$ 11,3 bilhões (o chamado "cheque especial").

       Déficit Orçamentário: A previsão aprovada pela Assembleia Legislativa para o ano de 2026 estima um déficit de R$ 5,2 bilhões (despesas maiores que as receitas).

Por que a dívida continua subindo?

Embora o governo estadual tenha quitado parcelas recentemente — foram pagos cerca de R$ 13,1 bilhões à União entre 2019 e o início de 2026 — o estoque total ainda cresce devido aos juros e encargos (indexados à Selic e ao IPCA).

O governo aposta agora no Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que permite o refinanciamento em 360 meses, na tentativa de fazer com que o estoque da dívida comece a cair efetivamente dentro de 2 a 3 anos.

Resumo: A dívida com a União é de R$ 179,3 bilhões, mas o endividamento total consolidado já supera os R$ 201 bilhões.

Pois mesmo assim, Zema o caipira rico, que muito se parece com o personagem de uma novela Sassá Mutema, interpretado por Lima Duarte, fala como se fosse um gênio da administração pública, critica o governo federal em tudo, como se não estivesse devendo mundos e fundos ao mesmo governo.

Zema não passa de um bolsonarista de quinta categoria, jamais lembrado pela cúpula nem para ser auxiliar de escritório, quanto mais candidato a presidência.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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