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19 de março de 2026

Milei levando a Argentina para o caos!

Imagem: Carta Capital.

Enquanto aqui no Brasil bolsonaristas espalham mentiras sobre a economia na Argentina, tentando iludir e desinformar as pessoas sobre o que realmente acontece naquele país governado por um louco extremista de direita, a situação da indústria argentina vive uma das maiores retrações das últimas décadas. Em apenas dois anos sua produção industrial acumulou queda de 7,9%, colocando o país como o segundo pior desempenho industrial entre 56 economias analisadas pela United Cátions Industrial Development Organization. No mesmo período, 2.436 empresas manufatureiras encerraram atividades e 72.955 trabalhadores industriais perderam seus empregos, uma redução de cerca de 6% da força de trabalho do setor.

Os números não mentem e demonstram uma tendência clara de desindustrialização acelerada. A capacidade instalada das fábricas caiu para 57,9% em 2025, o menor nível da última década fora do período da pandemia. Setores tradicionais como metalmecânica, têxtil, couro e calçados registraram alguns de seus piores resultados históricos. Ao mesmo tempo, a queda nas importações de máquinas e bens de capital indica que novos investimentos produtivos também estão recuando, o que dificulta qualquer recuperação no curto prazo.

O contraste regional é evidente. Enquanto a indústria argentina acumulou forte retração, Brasil cresceu cerca de 3,5% e Chile 5,2% no mesmo período. Ou seja, não se trata de uma tendência global inevitável, mas de um processo específico que atinge a estrutura produtiva do país.

Esse processo está profundamente ligado às políticas neoliberais. A abertura comercial acelerada, as privatizações e os cortes no investimento público reduzem a capacidade do Estado de apoiar o desenvolvimento industrial. Sem crédito, planejamento ou proteção diante da concorrência internacional, empresas nacionais passam a fechar ou perder espaço para produtos importados.

Esse modelo também reforça uma lógica histórica do Imperialismo. Países periféricos acabam sendo empurrados para uma posição subordinada na economia global, concentrando-se na exportação de commodities e matérias-primas, enquanto as economias centrais mantêm o controle sobre tecnologia, indústria e cadeias produtivas mais complexas.

O resultado é uma divisão internacional do trabalho, que acumula riquezas em um polo enquanto gera desemprego fome e miséria em outro polo do planeta. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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