Seguidores

21 de abril de 2014

IBGE sofre com interferências nada sutis!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com
quem não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson


O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas é uma fundação pública da administração federal criada em 1934 e instalada em 1936 com o nome de Instituto Nacional de Pesquisas. Foi fundada pelo pesquisador e estatístico Mauro Augusto Teixeira de Freitas. O nome IBGE passou a ser utilizado a partir de 1938.

O IBGE tem atribuições ligadas às geociências e estatísticas sociais, demográficas e econômicas, o que inclui realizar censos e organizar as informações obtidas nesses censos, para suprir órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal, e para outras instituições e o público em geral.

O IBGE sobreviveu ao período da ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985, sem que sofresse intervenções ou pedidos de abrandamento das suas pesquisas e trabalhos. Entretanto, enfrenta no governo petista um problema que pensou não ter de enfrentar nestes anos todos de existência – a ingerência política na divulgação de seus trabalhos.

Para chegar ao atual estágio de credibilidade este instituto repassou a sociedade informações confiáveis que foram utilizadas por empresas, empresários, instituições, governos e mídia na medida em que foram coletadas e distribuídas de forma independentes e sem estarem atreladas a partidos e ideologias. Estatísticas confiáveis sempre foi terreno fértil para a elaboração de políticas públicas e para se construir cenários com segurança no meio empresarial.

Em 2014 o IBGE é responsável por mais de 50 pesquisas mensais e anuais no país. Um trabalho que exige seriedade, profissionais competentes e sem que haja manipulação por razões políticas. No começo deste mês de abril/2014, uma grave crise levou duas diretoras do IBGE a pedirem exoneração de seus cargos. Também, outros 18 empregados que ocupavam cargos de coordenação ameaçaram seguir o mesmo exemplo das duas diretoras.

O motivo foi explanado numa carta que apontava a “subserviência” do Instituto a interesses do governo federal. Uma paralisação montou um piquete em frente à sede do IBGE no RJ, depois que a cúpula do IBGE resolveu interromper a divulgação do PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que é uma versão ampliada e aperfeiçoada do antigo PNAD.

O governo federal quer que informações como a taxa de desemprego apontada na PNADC de 7,1% não seja divulgada em ano eleitoral, mas sim em janeiro/2015. O número é muito maior que o divulgado pelo governo de 5,4%. O novo índice “contrariou” os marqueteiros e lideranças do governo Dilma, que preferem à mentira a verdade dos dados econômicos e estatísticos do país.

A decisão passa por congressistas da base do governo como a Senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil. Que questionou a metodologia da pesquisa, como se entendesse algo de pesquisa e estatística. Entende na verdade, assim como muitos políticos brasileiros de conveniência, mentiras e lama negra.

Se a sociedade civil, os empregados e a mídia não ficarem atentos em breve o IBGE estará seguindo o mesmo caminho do Indec, órgão similar da Argentina que foi totalmente desmoralizado pelos políticos daquele país.

O que se esconde sob a humildade de Pepe Mujica?

No início da “Divina Comédia”, Dante encontra Virgílio, seu guia no inferno, e lhe diz: “Mestre, para mim, são tão certos e me impõem tanta confiança os teus arrazoados, que os demais me parecem carvões apagados”.

Pepe Mujica, o presidente do Uruguai, erra muito pouco. Em sua última entrevista, ao jornal “O Globo”, explicou como pretende lidar com as visitas de turistas a seu país para fumar maconha (como se sabe, o Uruguai legalizou o comércio da erva). Falou muito mais. E, como costuma acontecer, transcende as questões comezinhas e dá a qualquer conversa um tom filosófico. Nas palavras de Vargas Llosa, é um velhinho estadista que fala com sinceridade insólita para um governante.

“Queremos tirar o mercado do narcotráfico, queremos tirar-lhes o motivo econômico, queremos que o narcotráfico tenha um competidor forte e não seja o monopolista do mercado. Ao mesmo tempo, tentamos incitar as pessoas a atuarem do ponto de vista médico”, disse ele. “Mas temos que ter muito cuidado, porque não é uma legalização como as pessoas supõem no exterior, não vai ter um comércio, os estrangeiros não poderão vir aqui ao Uruguai para comprar maconha. Não vai existir o turismo da maconha. A decisão tomada não tem nada que ver com esse mundo boêmio. É uma ferramenta de combate a um delito grave, o narcotráfico, é para proteger a sociedade. É muito sério”.

Sobre seu exemplo como líder: “Pretende ser um mini-ato de protesto. As repúblicas não vieram ao mundo para estabelecer novas cortes, as repúblicas nasceram para dizer que todos somos iguais. E entre os iguais estão os governantes. Têm uma responsabilidade implícita e penso que devem viver de forma bastante similar à maneira de viver da maioria do seu povo. Ninguém é mais que ninguém, começando pelo governante.”.

Sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo: “O casamento homossexual, por favor, é mais velho que o mundo. Tivemos Julio Cesar, Alexandre, O Grande, por favor. Dizer que é moderno, por favor, é mais antigo do que nós todos. É um dado de realidade objetiva, existe. Para nós, não legalizar seria torturar as pessoas inutilmente”.

Sobre trabalho: “Temos que lutar para que todos trabalhem, mas trabalhem menos, todos devemos ter tempo livre. Para quê? Para viver, para fazer o que gostam. Isto é a liberdade. Agora, se temos de consumir tanta coisa, não temos tempo por que precisamos ganhar dinheiro para pagar todas essas coisas. Aí vamos até que pluff, apagamos”.

Sobre manifestações: “Eu simpatizo com os protestos, mas não levam a lugar nenhum. Não construíram nada. Para construir, há de se criar uma mente política, coletiva, de longo prazo, com ideias, disciplina, e com método. E isso é antigo, ou parece antigo. Mas sem interesses coletivos, é difícil mudar. Não são os grandes homens que mudam as sociedades, mudam quando os protestos se organizam, disciplinam, têm métodos de longo prazo. Estes movimentos de protesto têm a vantagem do novo, e tentam alguma coisa nova porque desconfiam de todos os velhos, especialmente os partidos, por que perderam a confiança neles. Mas as primaveras têm se transformado em inverno por que não sabem aonde ir.”

Sobre política: “Temos de revalorizar o papel da política. Mas no mundo real, muita gente se mete na política por que gosta de dinheiro, estes devem ser expulsos porque prostituem a política. A política tem de ser feita com carinho, a política tem a ver com a harmonia das contradições que há na sociedade, tem de lutar para harmonizar este mundo frágil e cheio de contradições que estamos vivendo.”

Sobre seu reconhecimento: “Não é que me achem tão excepcional, me usam como uma maneira de criticar os outros. A última vez que estive na ONU escutei discursos de um presidente de um país europeu [Hollande, da França] pelo qual temos um respeito enorme pela cultura, por suas tradições, pelo que significou no mundo. Fiquei assustado, porque parecia um discurso neocolonialista. Eu não sou nada, sou um camponês com senso comum. Sem dúvida, estou vivendo uma peripécia. Talvez, se não tivesse passado tantos anos presos com tempo para pensar, fosse diferente.”

Sobre o Brasil e a América Latina: “Brasil vai fazer um campeonato do mundo lindo. Brasil deve apreciar o melhor que tem, não é a Amazônia nem o petróleo, é o experimento social de ser o país mais mestiço do mundo. E tem uma grande alegria de viver, mesmo com as dificuldades e isso deve à África. Por isso, a luta é que brasileiros sejam mais latino-americanos.”

A admiração de Llosa é genuína, mas há algo de condescendente em sua consideração. Mujica é também mais que um camponês com senso comum. É alguém em quem sempre vale a pena prestar atenção. Um mestre. Como disse Dante: “Com aquela medida que o homem usa para medir a si mesmo, mede as suas coisas”.

Sobre o Autor: Kiko Nogueira
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

19 de abril de 2014

Para que servem as agências reguladoras?

Numa época de dissimulação,
falar a verdade é um ato revolucionário.
George Orwell


Uma das “obras” realizadas pelas gestões de FHC e mantidas por Lula e Dilma foram as malfadadas Agências Reguladoras. Elas foram criadas quando começaram as privatizações dos setores de telefonia, energia, telecomunicações entre outras.

As Agências Reguladoras foram criadas através de Leis e tem natureza de Autarquia com regime jurídico especial. Consistem em autarquias com poderes especiais, integrantes da administração pública indireta, que se dispõe a fiscalizar e regular as atividades de serviços públicos executados por empresas privadas, mediante prévia concessão, permissão ou autorização. Sendo assim, o país tem hoje as seguintes agências:
Agência Nacional de Águas (ANA);
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC);
Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)
Agência Nacional do Cinema (ANCINE)
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
Agência Nacional de Mineração (ANM) - em processo de criação para substituição do DNPM.

O objetivo deste monte de cabides de empregos seria a princípio regular o mercado atuando entre as empresas recém-privatizadas e o público em geral, dando suporte, regulamentando os setores, punindo excessos e erros destas agências. Entretanto, com o passar do tempo, transformaram-se em enormes elefantes brancos da administração pública federal. Trabalham para as empresas dos seus setores e não para a sociedade.

Um dos exemplos é a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar que não dá ao cidadão comum que possui planos de saúde a mesma tranquilidade que ele merece e pelo qual paga muito caro. Aplicam multas que o cidadão comum jamais vai ter certeza absoluta se foram aplicadas as empresas de plano de saúde e se entraram efetivamente nos cofres públicos.

A mesma coisa acontece por exemplo com a ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Não tem numero suficiente de fiscais, não consegue punir rigorosamente aqueles que fraudam os nossos combustíveis, nem tampouco conseguem exigir dos produtores e distribuidores combustíveis de qualidade e sem adição de água, solvente, querosene e outras porcarias no líquido pelo qual pagamos tão caro.

Estas agências possibilitam a contratação, por exemplo, de um ex-dono de empresa aérea cuja aeronave caiu em solo nacional e teve sua caixa preta trocada para evitar punições da própria ANAC e da Justiça brasileira. Pois o manganão após o acidente e durante as investigações lentas e carregadas de omissões e corrupção assistia a tudo dando ordens do outro lado do muro (Da vergonha, é claro).

Na verdade estas agências formam um exército sem armas, sem vontade política e à mercê do sistema que deveriam controlar fiscalizar e autuar em nome do povo brasileiro.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/02/1586745-ans-nao-cobra-planos-por-atendimentos-feitos-no-sus.shtml

Propagandas enganosas no Brasil!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com
quem não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson

No Brasil, a quantidade e o custo das propagandas realizadas pelo poder público são tantas e de tal ordem que em muitas gestões ultrapassam o que foi dispendido orçamentariamente com Educação, Saúde ou Segurança pública.

Além destes gastos obscenos, como por exemplo: Dilma Rousseff gastou em 2013 o equivalente a R$ 2,3 bilhões com publicidade. Um gasto que poderia ter sido em parte destinado para a Saúde que agoniza na UTI da imoralidade.

Para completar, temos situações em que já esperamos pelas peças publicitárias com antecedência, senão vejamos: Situação A; Governo e empresas estatais pagam por publicidade e a espalham pela mídia em geral (TV, Rádio, Internet, Revistas e Jornais entre outros).

Situação B; Algo de ruim acontece ou é denunciado pela mídia e após alguns dias aparecem na mesma mídia publicidades em profusão enaltecendo Governos, Empresas Estatais, Autarquias, para tentar levar a sociedade uma propaganda enganosa que consiga desmentir à denúncia ou suspeita levantada anteriormente contra sua imagem.

A Petrobrás torrou verdadeira fortuna em propagandas desde o ano passado, como que se preparando para a avalanche de denúncias que viriam e vieram a cair no colo dos brasileiros. A malfadada e absurda compra da Refinaria de Pasadena nos EUA era o verdadeiro motivo de tantas peças publicitárias da Petrobrás.

Eles ainda criam slogans fantásticos que tentam enganar o público. Por exemplo: Petrobrás; “O desafio é nossa maior energia” ou ainda “Gente. É o que inspira a gente”. Outro mais recente diz que nosso combustível é um dos melhores do mundo, quando sabemos que isso é mentira, nosso combustível é um dos mais caros do mundo e mais adulterados também.

O governo federal usa alguns slogans em suas peças publicitárias que são pura enganação, como, por exemplo: “Brasil, um país de todos” Quem são todos? O Brasil é um país de uma minoria que está no poder ou ao lado dele e que nos subtraem nossas riquezas e nossa esperança num futuro melhor e mais decente.

Outro slogan mais recente é “Brasil, país rico e sem pobreza”. Esse é tão mentiroso e fantasioso que seu autor deveria ser preso, junto com quem o aprovou. Somos ricos em quê? Alegria? Desinformação? Falta de Educação? Ausência de Saúde Pública? Violência nas ruas? E sem pobreza? O país está repleto de favelas, casas de palafitas, pessoas vivendo sem saneamento básico e até água potável.

Aqui em SP, também acontece o mesmo fenômeno publicitário, basta aparecer alguma denúncia na mídia e o governo tucano corre para aprovar centenas de peças publicitárias para tentar enganar os incautos. Se o problema é no Sistema Cantareira aparecem publicidades da SABESP, se o caso é policial, o governo corre a montar propagandas sobre o efeito policial e outras medidas que diz serem tomadas e que na verdade sabemos ser ato de desespero e mentira.

Em breve Metrô e CPTM vão fazer suas publicidades para tentar apagar o Cartel dos Trens que ainda está na cabeça dos eleitores paulistas e precisa na visão deles ser esquecida, nada melhor do que propaganda enganosa.

14 de abril de 2014

Precisamos melhorar muito como sociedade!

Perdoamos uma criança que tem medo de escuro facilmente.
A verdadeira tragédia da vida é quando homens têm medo da luz.
Platão

Muitos são os exemplos de que nossa gente bronzeada precisa rever urgentemente vários conceitos e modos de vida atualmente empregados no conjunto da nossa sociedade. Desde o péssimo “Jeitinho brasileiro” até o “Querer levar vantagem em tudo” passamos por uma série de conceitos equivocados e que nos ajudam a ter uma péssima imagem no exterior e dentro do nosso próprio país.

Elegemos péssimos candidatos muitas vezes por brincadeira, gozação, mas na verdade desconhecemos o próprio sistema eleitoral brasileiro e isso traz consequências que muitas vezes transformam o chamado voto de protesto num ato de burrice sem limites. Essas atitudes inconsequentes não é primazia de uma ou outra camada da sociedade, nela estão inclusas todas as letras que compõe as classes sociais de A a E.

Esta semana tivemos um exemplo que graças aos celulares e a internet ficou conhecido dentro e fora do nosso país. Claro que, com repercussão altamente negativa. Um jovem de classe média alta chega ao campus da UNB – Universidade de Brasília com seu veículo e abalroa outro veículo que estava estacionado corretamente naquele imenso estacionamento da UNB.

Ele iria fugir do local e de sua responsabilidade de cidadão honesto quando percebe que havia testemunhas e estas tinha celulares nas mãos. Ele então pega um pedaço de papel, se dirige ao para brisas do veículo danificado e deixa um bilhete: “Olá, meu nome é João. Bati acidentalmente no seu carro e alguém viu. Por isso, estou a fingir que escrevo meus dados. Desculpe”.

Ele não se chama João, não tem senso de cidadania nem de qualquer resquício de honestidade correndo em suas veias, apenas é mais um brasileiro levando vantagem sobre outro brasileiro vitima de uma sociedade perversa, mal administrada, porém, especializada em dar golpes e tentar se safar de seus equívocos, seus crimes e problemas.

Isso poderia acontecer em qualquer lugar do Brasil, porém, seria muito difícil imaginar que ocorra num país de primeiro mundo, onde o respeito pelo próximo é algo que vem de berço, vem do seio da família, sim, ainda existem famílias nos moldes tradicionais, daquelas que põe crianças no mundo, criam, educam e tornam as crianças cidadãs autenticas.

Enquanto isso nós aqui no quinto mundo vamos convivendo com os “Joãos” da vida. Somos os manés do mundo, pensamos ser espertos quando deveríamos ser inteligentes e honestos.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Gestor Público.

7 de abril de 2014

Mais bandidos, menos policiais!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

Quando assumiu o governo do Estado de São Paulo em 1995 o governo do PSDB que está no poder até os dias atuais resolveram vender a maioria das empresas estatais do Estado. Venderam Banespa, CPFL, Cesp, Cteep, Eletropaulo, Nossa Caixa e muitas outras empresas e seus patrimônios para grupos estrangeiros e nacionais. Com isso se livraram de milhares de empregados que faziam parte da folha de pagamento das mesmas.

Mas este mesmo partido “progressista” desde que assumiu o poder vem reduzindo também a cada ano seu contingente efetivo de policiais civis e militares. Claro que, o motivo é que eles custam caro à folha de pagamento do Estado, isso na visão míope de quem governa o mais rico Estado da Nação.

Em dez anos o índice caiu de 314 para 282 policiais por cada cem mil habitantes. A policia civil tem uma defasagem de 3.300 homens em sua equipe. Para efeito de comparação, a Itália, em 2012, tinha 465 policiais por cem mil habitantes. Lá, o índice de roubos era de 105 casos por cem mil habitantes enquanto no paraíso tucano em SP a taxa era de 608 roubos por cem mil habitantes.

Isso não é tudo, não há investimento em polícia científica, não há investimento em aparelhamento dos Institutos médicos legais no Estado. Os salários dos delegados e demais policiais é pífio e fica abaixo dos demais Estados do país, inclusive os mais pobres como Piauí e Maranhão. Uma completa vergonha.

Claro que, existem recursos em abundância para torrar com publicidade, mas não tem para construir presídios, para reformar o sistema penitenciário do Estado nem para aumentar o efetivo policial. Assim como não tem investimento maciço para o sistema educacional que poderia em tese ser o melhor antídoto contra a criminalidade a médio e longo prazo.

Os policiais da ativa esperando melhores condições de trabalho, equipamentos e o aumento do efetivo para poder combater a criminalidade, que ao contrário do governo do Estado de SP se equipa, crescem em número e em condições de dominar a sociedade amedrontada e sem saída.

As seguidas explosões de Bancos e Caixas eletrônicos não deixam dúvida de que lado está o poder neste momento em SP. Os bandidos têm mais armas, mais informações e maior número de contingente que a policia paulista.

Sempre que isso é levantado em SP o governador Geraldo Alckmin corre para os microfones apressadamente e mentirosamente diz:
_ Vamos abrir um concurso público e contratar milhares de policiais ou ainda:
_ Vamos remanejar policiais que estão fazendo trabalho burocrático e aumentar a força policiais nas ruas...

Dias depois, tudo volta ao normal e nada do que foi prometido nestes últimos 20 anos é cumprido. A sociedade que elege é a que mais sofre com a crescente violência nas ruas, dentro das suas casas, nos restaurantes que sofrem arrastões, nas explosões de caixas eletrônicos, nos assaltos, nos roubos de carros, sequestros e todo tipo de violência que possam ser praticados contra o cidadão.

6 de abril de 2014

A Petrobrás e o povo são as vitimas!

“Política é a arte de conciliar os interesses
próprios, fingindo conciliar o dos outros”.
Menotti Del Picchia

A Petrobrás está em evidência neste começo de 2014, menos por sua história, por suas descobertas de bacias petrolíferas, mas muito por erros cometidos por quem deveriam zelar por seus negócios e destino.

Depois de toda euforia pela descoberta ou pela possibilidade da extração de petróleo da camada do pré-sal veio à ressaca e com ela a exposição pública de negócios realizados em Pasadena que demonstram que a empresa foi dominada por politicagem em substituição ao critério técnico em sua direção principalmente em seu Conselho de Administração.

O governo petista aparelhou algumas empresas dando a seus aliados, seus sindicalistas e também para seus membros derrotados nas urnas. Com isso as empresas deixaram de ter foco no negócio e passaram a ser palanque de negociatas e de péssimos negócios, fazendo com que perdessem credibilidade e valor acionário.

A Petrobrás tem gasto milhões com publicidade nos quatro primeiros meses deste ano, para tentar recuperar sua combalida imagem no país e fora dele principalmente. Os prejuízos são inevitáveis e começam a incomodar os acionistas.

A compra de uma Refinaria em Pasadena nos Estados Unidos é apenas a ponta do iceberg da incompetência, arrogância e total falta de critérios técnicos para administrar uma empresa que é a maior do país.

A Refinaria Pasadena (EUA) havia sido vendida em 2005 para a empresa Belga Astra Oil por U$ 42,5 milhões de dólares. Um ano depois a então presidente do conselho de administração da Petrobrás Dilma Rousseff autoriza a compra de metade da Refinaria por U$ 360 milhões. Em 2012 depois de longas discussões e processos a Petrobrás é obrigada a pagar mais U% 820 milhões à empresa belga. Sem contar que em 2007 a Petrobrás pagou U$ 85 milhões para compensar a receita da sua sócia.

Em resumo, a Petrobrás gastou a bagatela de U$ 1,3 bilhões (um bilhão e trezentos milhões de dólares), numa refinaria que valia tão somente U$ 42,5 milhões.

Para a empresa Belga Astra Oil não foi um negocio belga e sim um rentável negócio da China. Encheram os bolsos à custa da incompetência e da forma imoral com que políticos e seus paus mandados gerenciam nossas empresas, autarquias e o Estado brasileiro.

A conta do prejuízo da Petrobras pela compra da refinaria americana de Pasadena, no Texas, pode ficar ainda maior. Autoridades da região do Texas, nos Estados Unidos, cobram mais alguns milhões de dólares da refinaria na Justiça. A Refinaria de Pasadena fica numa área isenta de tributos federais e alfandegários. Mas, como compensação, esses valores têm que ser repassados ao Condado, que engloba mais de oitenta cidades da região, incluindo Pasadena e Houston, a maior cidade do Texas.

Cansei de ouvir na porta da empresa que trabalhei discursos inflamados de sindicalistas petistas pregando a honestidade, moralidade e competência do partido dos trabalhadores, que no poder nunca foi dos trabalhadores e sim, dos patrões, das negociatas, dos lobistas, dos corruptos e dos que querem se locupletar em cima do erário.

Hoje, passados quase dez anos, percebo que aquilo era apenas um discurso de tolos que jamais entenderam o que realmente estava por trás daquilo que eram obrigados a pregar à exaustão na portas de fábricas e das empresas estatais com a própria Petrobrás.

O povo brasileiro e a empresa Petrobrás não têm culpa, mas são as vitimas desta imensa corja de predadores. Uns por que votaram no PT e outros por que permitiram serem usados pelo mesmo partido. O link abaixo mostra como a empresa uso de seu poder para contornar a lei de licitações a revelia do MP:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1436864-petrobras-fecha-r-90-bi-em-contratos-sem-licitacao.shtml
  

31 de março de 2014

A verdade sobre a falta d'água em SP!

"Aqueles que corrompem a opinião
pública são tão funestos como àqueles
que roubam as finanças públicas”
Adlai Stevenson

O sistema de abastecimento de água da Cantareira é responsável pelo fornecimento de água potável a quase nove milhões de pessoas na cidade de São Paulo e mais de cinco milhões no interior do Estado. Sendo assim, deveria em tese ser mantido com toda eficiência pelo Governo Estadual, só que não é.

Em 2009 o governo do Estado foi alertado sobre os riscos do sistema Cantareira, sobre sua fragilidade e instruído por técnicos da Fundação de Apoio à USP a tomar medidas para evitar o colapso do abastecimento de água na região metropolitana.

Claro que, o governador e seu staff jamais se renderiam a apelos técnicos, dados convincentes e relatórios que não fossem formulados por gente do PSDB. Se tivessem levado a sério o reservatório não estaria hoje com seu menor volume útil desde que foi construído em 1974, bem antes do PSDB tomar posse de SP.

Houve demora do governo em tomar medidas eficazes para impedir a situação atual de iminente desabastecimento. Há dez anos a Sabesp empresa estatal paulista que é responsável pela distribuição de água em São Paulo deveria ter encontrado alternativas para enfrentar esta situação em 2014.

Na outorga de 2004, uma das condicionantes era que a empresa tivesse um plano de diminuição de dependência do Sistema Cantareira, mas não houve planejamento nem interesse da empresa nem do Governo do Estado no assunto. O Consórcio PCJ, que reúne prefeituras, empresas e entidades de mais de 43 cidades, divulgou nota em que acusa a Sabesp de não reduzir a dependência do sistema Cantareira.

O Governador não fez seu papel, pois pensou apenas na questão eleitoreira, postergando ao máximo, além do limite da responsabilidade técnica, a adoção de medida evidentemente impopular: o racionamento de água na Grande São Paulo.

As falhas de abastecimento afetam vários munícipios a oeste da Capital – como Barueri, Cotia, Embu das Artes, Santana do Parnaíba e Itapecerica da Serra. De acordo com a população destes municípios os problemas de abastecimento antecedem este verão de chuvas escassas.

Claro que, o governador, a Sabesp e todos os tucanos do governo culpam a estiagem, culpam São Pedro, culpam El Niño, enfim, todos menos quem está no governo há 19 anos e não fez o que deles se esperam quando estão no poder por tantos anos.

Quantos reservatórios poderiam ser construídos em 19 anos? Quantas medidas técnicas e eficientes poderiam ter sido adotadas em 19 anos? São quase duas décadas de inércia, omissão e cuja única preocupação foi e sempre será com a manutenção do poder no Estado e a reconquista do poder em Brasília no governo federal.

O descaso dos tucanos com os recursos hídricos não se limita a tais localidades. São estendidos aos demais locais de captação de água na cidade de São Paulo, bem como na Grande SP. O atual desperdício de água na região metropolitana é correspondente a 40% do sistema Cantareira.

Estudos encomendados pelo próprio governo avalia que será preciso construir, até 2035, represas equivalentes a dois sistemas idênticos ao da Cantareira com custo estimados hoje em R$ 4 bilhões a R$ 10 bilhões. Se não fizeram nada em 20 anos de governo, como podemos esperar que o façam nos próximos 21 anos?

20/12

“Numa nação corrompida, muitas
são as leis que se fazem”. Tácito

O título não se refere a um horário nem uma data específica, mas sim a outra coisa que passa como o tempo e que não produz nada, assim como nossos políticos. Trata-se de 20 anos de PSDB em São Paulo e 12 anos de PT no Governo Federal de forma ininterrupta e desastrosa igualmente. Após anos de luta para chegar ao poder, o PT aproveita-se da indicação de José Serra para vencer o pleito em 2001 e chegar ao poder máximo do país em janeiro de 2002.
Muitas promessas, euforia e o ar carregado de perspectivas de mudanças. Redução da carga tributária, combate à corrupção, administração participativa, fim dos vícios de poder como as barganhas por cargos com base aliada, honestidade e probidade eram algumas das muitas coisas que o país esperava ansiosamente.

Duas gestões de Lula e uma de Dilma depois e podemos afirmar que o Partido dos Trabalhadores rasgou seu estatuto e manchou para sempre sua história com corrupção (Mensalão), apoio a políticos ligados a tudo que não presta no país (Oligarquias, Ditadura, Máfias sindicais, etc.).

Flertou com o autoritarismo da América do Sul (Venezuela, Bolívia) e destinou bilhões de reais para republiquetas ao redor do mundo enquanto o povo brasileiro paga tributos obscenos, não tem Educação de qualidade, nem saúde nem serviço algum dentro do nosso vasto território.

Num período ainda maior (20 anos) o PSDB domina o cenário político de São Paulo, o maior e mais rico Estado do país. Mesmo privatizando empresas de segmentos que não deveriam ser privatizadas como Sistema Elétrico, por exemplo, bancos, ferrovias, estradas, não conseguiu economizar e aplicar os recursos em benefício da sociedade paulista.

O dinheiro das privatizações sumiram, as estradas construídas em governos anteriores estavam prontas e pagas, a única coisa que mudou foram às praças de pedágios que surgiram com a tarifa mais cara do país.

Nenhuma estrada do porte das que foram terceirizadas foi construída em 20 anos. O Rio Tietê continua imundo, a navegação por hidrovia patina e vive de propaganda enganosa. O Sistema de Captação de Águas sucumbe por culpa da inércia dos governos tucanos. Não fizeram as Estações de Tratamento de Esgoto, nem Reservatórios, nem tampouco se prepararam para enfrentar a estiagem no sistema Cantareira que está praticamente seco.
Assim como o PT no nível federal os tucanos abraçam o DEM e outros partidos fisiológicos, chegando ao ponto de subirem ao palanque em 2010 junto com Quércia, aquele que os tucanos demonizaram em 1995, acusando-o de quebrar o Estado.

Em 20 anos a base aliada dos tucanos na Assembleia não permitiu que uma só CPI investigasse seja lá o que for da gestão tucana em SP. Fica fácil dizer que é honesto quando se age desta forma.

Para completar, os tucanos adoram abrir CPI para os inimigos, porém não explicam quem corrompeu quem no Cartel dos Trens que abrangeu desde 1995 figuras ilustres do partido em SP. Empresas como a Cesp, Epte, Cteep, CPTM e Metrô jogaram fora quase um bilhão de reais destinados a propinas num cartel bilionário e ainda não investigado, apesar da Suíça, França e Alemanha terem fornecido milhares de páginas de dossiês e provas contundentes aos governantes do PSDB em SP.

Em resumo, apesar de polarizarem as últimas eleições desde 1994, nenhum dos dois merecem o voto do eleitor paulista e brasileiro.

Gigante pobre, violento e desinformado!

“O afã da riqueza obscurece
a noção do justo e do injusto"
Antífanes

O Brasil tem hoje aproximadamente uma população de 201 milhões de pessoas (IBGE-2013) espalhadas pelo quinto maior território do planeta, com 8.515.767.049 Km². Sendo o maior país da Américo do Sul com seus quase oito mil km de extensão litorânea.

Um país relativamente jovem, com média de idade de 30,3 anos para seu povo e uma expectativa de vida em torno de 73 anos. Podemos dizer que é um gigante que evoluiu bastante desde que aqui chegaram as 13 primeiras embarcações carregadas de portugueses, dando início ao nosso capitalismo selvagem e corrupto.

Mesmo assim, quinhentos e quatorze anos depois ainda vemos um país pobre, ignorante, violento e muito corrupto da raiz ao último fio de sua democracia ainda jovem, incipiente e imatura. A qualidade de vida dos países é medida pelo seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), onde o Brasil é apenas e tão somente o 85º entre 187 países analisados. O que demonstra que nossos governantes não estão fazendo absolutamente nada desde o fim do regime militar. Pior ainda, a corrupção e a inércia fazem com que uma boa parcela da população ainda sonhe com a volta dos mesmos militares ao poder.

Ao final da ditadura militar nosso IDH era de 0,522 (1980). O que demonstra que houve uma ligeira evolução até chegarmos aos atuais 0,730. Porém esta evolução foi lenta demais e parte da culpa está nas gestões políticas que tivemos desde a década de 80 no país. Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma prometeram muito, mas realizaram muito pouco.

O Brasil tem cerca de 25% dos seus municípios (1.431) que ainda estão nas faixas de baixo e muito baixo desenvolvimento humano. Onde faltam saneamento básico, água potável, habitação, desenvolvimento econômico e agrário, infraestrutura mínima para que possamos considera-los como brasileiros de verdade.

Ainda temos muito que avançar, porém existe um freio difícil de ser liberado, que são os nossos políticos. Essa classe consegue manter o país paralisado no Congresso Nacional, nas suas Assembleias Estaduais e nas mais de cinco mil Câmaras Municipais. Medidas, leis, projetos, trabalhos ficam paralisados por anos a fio nas gavetas destes políticos que apenas trabalham por suas eleições e reeleições quando não estão brigando por cargos e dinheiro junto ao Poder Executivo.

Somemos a isso a inércia e inaptidão dos nossos governantes eleitos nas três esferas do poder constituídos no Brasil. Onde Prefeitos, Governadores e os Presidentes da República não conseguem de forma alguma dar ao nosso povo saúde, educação, segurança pública, habitação e saneamento básico, preferindo investir neles próprios e nas suas bases eleitorais.

Nosso povo desinformado, sem educação de qualidade e sem saúde adequada, vive elegendo a cada dois anos essa escória que nos governa, nos cobra impostos de primeiro mundo e nos mantém rigorosamente no terceiro mundo há mais de 500 anos.

29 de março de 2014

Pesquisa mostra lado sombrio de parcela do povo brasileiro!

“A opinião pública já
mandou Cristo ao Calvário"
Viana Moog

O IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas divulgou uma nova edição do seu Sistema de Indicadores de Percepção Social a respeito da tolerância social à violência contra as mulheres no Brasil. O estudo aponta que o brasileiro médio se posiciona em sua maioria pela punição severa aos agressores, porém vê certa naturalidade nas afirmações que indicam uma complacência maior com a violência do gênero.


Causou espanto generalizado que mais de 50% dos entrevistados também culpam as mulheres pela motivação de agressões sexuais sofridas por elas em todo país. O espanto se transforma em absurdo medieval quando ficamos sabendo que 65,1% dizem concordar totalmente ou parcialmente com a afirmação obscena “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Já 58% concordam com a afirmação igualmente estapafúrdia que “Se as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, não os estupradores”.


A pesquisa do IPEA conclui que, por trás dessas afirmações machistas, ignorantes e insensatas, “está à noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, não os estupradores”.


Estamos vivendo o ano de 2014 – Século XXI, mas ao que parece o Brasil e sua gente bronzeada ainda não atravessou a fronteira distante do Século XVIII. Afirmações como estas assimiladas e transcritas na pesquisa do IPEA deixam claro o lado sombrio, ignorante e distante da realidade com o qual o povo brasileiro em uma parcela significativa vive e pensa.


Não é a toa que temos políticos tão corruptos e um sistema de governo tão banal e propenso a agir em causa própria deixando de lado projetos de desenvolvimento e de investimento em Educação, Saneamento, Segurança e Habitação. Um povo que diante de um crime hediondo como o estupro culpa a mulher por sua vestimenta é algo impensável e muito próximo dos povos da idade medieval e suas barbáries.


Difícil acreditar que com toda evolução da humanidade, com toda tecnologia e disponibilização de informações no século em que vivemos ainda tenhamos uma parcela maior que a metade dos brasileiros pensando de forma tão machista, ignóbil e obtusa.


Parece que esta gente pesquisada que deu esta opinião não tem mãe, nem avós, nem irmãs, nem filhas ou esposas. Devem ser apenas e tão somente protozoários acéfalos que vivem como amebas no fundo de um lodaçal sem fim.


PS: A pesquisa do IPEA ouviu 3.810 pessoas em todas as regiões do País.
PS¹: O IPEA após alguns dias assumiu que sua pesquisa estava incorreta, que não seriam 65,1%, mas sim algo em torno de 26%. O erro só vem agravar ainda mais a situação exposta na pesquisa original. 

17 de março de 2014

Você aprova que seu dinheiro tenha sido gasto erroneamente?

“Quando o dinheiro fala, a verdade cala"
Provérbio Chinês


Imagine se o fato descrito abaixo acontecesse numa grande empresa, depois imagine ainda qual seria a reação dos donos ou dos sócios com relação a quem cometeu o ato em si. Com certeza ele seria demitido sumariamente. Preste atenção nos valores envolvidos e o que este mesmo recurso possibilitaria a um governante inteligente realizar. Tire suas próprias conclusões:

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) cujo partido está no governo paulista desde 1995, ou seja, 19 anos, suspendeu a obra que iria possibilitar a construção do Complexo Cultural da Luz, na região central da cidade de São Paulo.

Até este ponto nenhuma novidade nem em São Paulo nem em nenhum outro Estado, afinal de contas, obras vivem sendo paralisados, suspensas, abandonadas aos montes. O que diferencia esta obra em SP, é que o Estado com recursos do povo paulista já investiu R$118 milhões.

Deste montante obsceno R$ 53 milhões foram para pagar o projeto dos arquitetos e consultores e R$ 65 milhões para pagar as desapropriações necessárias para que a obra fosse realizada.

O local fica no centro da cidade e seria muito interessante ter um Centro Cultural, pois faria com que o local tivesse enfim uma revitalização tão sonhada pelos moradores e paulistanos em geral. O projeto foi concebido por nada menos que um Escritório renomado da Suíça pertencente ao arquiteto Herzog Et de Meuron. Os consultores escolhidos são ingleses da Theatre Projects Consultants, especializada na construção de teatros pelo mundo.

Nota-se que os tucanos são finos e escolhem empresas estrangeiras para depois jogar no lixo o dinheiro suado do povo paulista. Sem contar que para chegar a este ponto, o governador mandou desapropriar 205 imóveis em três quadras.

Isso ampliou ainda mais a degradação da região com o aumento da área para a chamada Cracolândia, deixando ainda mais complicada a vida do paulistano que anda naquela área ou lá reside. A foto da região deixa transparecer que aquele local onde seria construído o Centro Cultural mas parecesse uma área bombardeada do Afeganistão ou Síria.

Mas o verdadeiro desastre é o custo desta indecisão do governador de São Paulo, sempre tão crítico assim como seus correligionários para com os outros partidos. A alegação do governador beira o ridículo. Geraldo Alckmin mandou paralisar a obra por considera-la cara demais (R$ 600 milhões) semelhante ao custo de uma arena para a Copa sem superfaturamento. Disse ainda, que “a obra tem cara de coisa para rico”. 

Ora governador, se o projeto custaria R$ 600 milhões por que o senhor não evitou gastar R$ 118 milhões com desapropriações + consultoria + Projetos internacionais? Por que a consultoria e o projeto de arquitetura não foram feitos numa das nossas Universidades paulistas? Por que desapropriar algo sem analisar o custo benefício, o custo parcial e total da obra?

Se o governador do Estado de São Paulo fosse empregado da sua empresa e torrasse R$ 118 milhões o que você faria? Demitiria? Pois o eleitor de São Paulo terá a chance de fazer esta análise em outubro, quando decidirá se vai tira-lo do governo ou lhe dar mais um cheque enorme em branco para que ele gaste sem critérios.

7 de março de 2014

Programa Garantia Safra tem recorde de safadeza!

“Raramente começa a corrupção pelo povo”
Montesquieu

Não existe no nosso país, ao menos de conhecimento público algum programa de governo, ou quaisquer movimentos que gerem recursos que não tenham sido vítimas de fraudes, desvios, corrupção ativa ou passiva. A impunidade é o fator motriz, porém, a ausência de seriedade na fiscalização do erário é coadjuvante merecedor de um Óscar.

O TCU – Tribunal de Contas da União acaba de divulgar mais um relatório onde aponta irregularidades no Programa Garantia Safra. Isso não é novidade (Fraude), porém, neste caso chama demais a atenção para onde os recursos originalmente destinados foram parar. O dinheiro que deveria ajudar agricultores pobres beneficiou mais de sessenta mil pessoas irregularmente entre 2012 e 2013.

Ao invés do beneficio conhecido popularmente por ajudar aos pequenos agricultores do sertão semiárido do nordeste tivemos somente no ano passado milhares de pessoas fraudando o sistema. Que deveria favorecer um milhão e duzentas mil pessoas com ajuda financeira de cerca de R$ 850,00 cada.

Ocorre que o benefício exige que o interessado, tenha um cadastro e este é realizado nas Prefeituras. Isso no Brasil historicamente é alimento para bode. Ao invés de cadastrar apenas quem faça jus ao benefício, milhares de pessoas que sequer pertencem ao segmento acabam sendo agraciadas com verba pública.

Segundo o TCU, cerca de 6.100 pessoas que recebiam mais de R$ 1.500,00 (Um mil e quinhentos reais) que era o teto para perceber o benefício, foram presenteadas sem ter direito. Outras dez mil e trezentas pessoas apaniguados do poder público receberam irregularmente o benefício, entre eles Prefeitos, Vice-Prefeitos, Vereadores, donos de veículos de luxo, empresários, enfim, toda escória que vive próxima ao poder.

No total o prejuízo chegou a R$ 66 milhões e como sempre dificilmente serão devolvidos integralmente ao erário. Duplo prejuízo à nação, visto que, muitos necessitados não receberam ajuda e pessoas sem caráter, de forma criminosa e fraudulenta receberam recursos que não lhes pertenciam.

O relator do processo do TCU Ministro José Mucio Monteiro, determinou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que é o responsável pelo cadastro, inicie processo de análise das irregularidades e cobre de volta os recursos pagos a quem não poderia receber. Nesta altura do campeonato isso se chama Projeto Sonho Meu, pois a maioria já sumiu com os recursos e a nossa justiça é mais lenta que jegue aperreado.

Pobre rico país sem investimentos em Educação, sem informação, sem cultura e sem Justiça severa, onde a impunidade campeia nas áreas urbanas, nos sertões nordestinos e em muitos palácios.

5 de março de 2014

Qual o papel do Teatro Municipal de Bauru?

“Se governar fosse fácil, não seriam
necessários espíritos iluminados”
Bertold Brecht.

Desde que cheguei a Bauru, há distantes 18 anos, espero, assim como todos os moradores da cidade que um dia o Teatro Municipal possa receber grandes peças, companhias de ballet, shows e ser utilizado por toda comunidade em grandes eventos.

Neste período que vivo na cidade, parte dele foi destinada a reformas, paralisações e funcionamento abaixo do que se espera de uma casa tão ilustre como o teatro municipal.

Nestes 18 anos a cidade gastou dinheiro com muita coisa, como festas desnecessárias, Jogos Abertos do Interior, obras que não saem do papel e outras que não terminam nunca como o viaduto que liga nada a lugar nenhum por estar completamente interrompido há anos.

Na semana passada minha esposa e uma grande amiga foram ao Teatro Municipal ver a peça “Palavra de Mulher”. A peça excelente fazia uma homenagem à fase feminina das letras geniais de Chico Buarque de Holanda. 

Ao chegarem ao teatro primeira sessão da noite uma delas foi usar o WC. Inacreditavelmente o banheiro feminino estava sem energia e sem papel higiênico. Sim, dois itens que não são assim tão importantes em quaisquer banheiros do mundo.

A Secretaria de Cultura contratou a peça, organizou a venda de ingressos e possibilitou que a mesma viesse a Bauru, apenas esqueceu-se de fazer o óbvio, que era checar todas as dependências do Teatro, antes que ele fosse aberto ao público e as atrizes.

Claro que, se este texto chegar ao conhecimento do Prefeito e do Secretario vão dar algumas desculpas, jogar a culpa em terceiros como todos sempre fazem no Brasil. Estamos muito distantes em termos gerais dos povos ditos do primeiro mundo, o motivo é simples, lá eles tem pessoas confiáveis, competentes e sérias na administração pública.

Não é só o Teatro Municipal que tem problemas com papel higiênico, pois no Fórum Criminal em Bauru os empregados precisavam trazer o mesmo de suas casas em 2006/7 quando lá trabalhei por alguns meses e vi com estes meus olhos atentos esta situação deplorável.

24 de fevereiro de 2014

Invasão estranha e muito mal explicada!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.
Abraham Lincoln

O futebol foi surpreendido com a invasão de cem torcedores ao Centro de Treinamento Joaquim Grava pertencente ao Sport Clube Corinthians Paulista duas semanas atrás numa manhã de trabalho da equipe. As primeiras notícias falavam em invasão violenta, barbárie, agressões, roubos, etc. Nenhum órgão da imprensa esportiva teve o cuidado de checar as informações antes de leva-las a público. Como sempre crucificaram alguns, fizeram muita analogia, brincadeiras e cara de espanto na frente das câmeras de televisão.

As poucas cenas a disposição dos telespectadores mostravam ambiente calmo, alguns poucos torcedores entrando por uma fresta do alambrado, outros pela porta da frente e muitos policiais assistindo a tudo sem que nenhuma confusão fosse notada nestas imagens disponibilizadas. A seguir, presidente, dirigentes, médico e jogadores contaram suas versões de pânico, correria, sofrimento e medo. Um Boletim de Ocorrências foi lavrado numa delegacia próxima e o resto foi sendo digerido aos poucos pelo oportunismo barato de alguns órgãos de imprensa.

Algumas perguntas não foram feitas e outras tantas ficaram sem respostas, embora a mídia tenha absorvido o que foi passado, não o que verdadeiramente aconteceu dentro do CT corinthiano. Sendo assim poucos sabem a verdade, tanto que as autoridades policiais ao começarem o processo originado no B.O. perceberam que havia muitas lacunas na versão apresentada pela diretoria alvinegra.

Como os torcedores organizados e os corintianos não fogem a regra vivem em meio a brigas, confusões, crimes dentro e fora do país, ficou fácil sustentar sem provas o que foi denunciado e aceito pela mídia.
As perguntas sem respostas são as seguintes:
1. Quem permitiu a entrada dos torcedores no CT?
2. Por que a polícia que estava presente não foi chamada para dentro das instalações se haviam tantos problemas ocorrendo no CT?
3. Por que o clube não explica o motivo de 20 das 22 câmeras estarem desligadas no momento da invasão?
4. Quem desligou estas câmeras? A empresa que as instalou negou qualquer tipo de problema técnico nas mesmas.
5. A quem interessava politicamente este episódio no CT do clube e por quê?
6. Por que o clube não estabelece distância completa das torcidas organizadas, ficando as mesmas restritas a torcer nas arquibancadas, sem direito a ingressos, ou ajuda financeira de qualquer origem?
7. Por que o clube não trocou os alambrados por muros de alvenaria quando da invasão pós-jogo contra o Tolima em 2011?
8. Como o clube quer manter uma imagem internacional e até receber seleções em seu CT se o mesmo não dispõe de segurança alguma?
9. Andrés Sanchez que participou da fundação de uma torcida organizada, e hoje está fora da direção do clube está de que lado neste episódio lamentável?

O presidente do clube Mário Gobbi deve muitas explicações verdadeiras aos torcedores da Nação corinthiana que na sua maioria não invadem, não brigam e limita-se a torcer, torcer e sofrer pelo Todo Poderoso Timão e são a maioria pacífica e inteligente neste meio de organizadas com antecedentes criminais.


23/02/2014 01h56 - Atualizado em 23/02/2014 02h06
Guerrero desmente presidente sobre invasão a CT: ‘Não me agrediram’
Atacante vai depor na segunda-feira, mas avisa que ‘não tem nada a dizer’. Mário Gobbi dizia que jogador teria sido ‘esganado’ em incidente ocorrido no clube.