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25 de julho de 2009

Atos secretos versus impunidade escancarada

Até o momento em que escrevo essas linhas são 544 (quinhentos e quarenta e quatro) atos obscenos, digo, secretos beneficiando membros do Senado Federal nos últimos quatorze anos de Sarneylândia no Congresso Nacional. Todos sob a batuta do incomum, do homem acima de qualquer suspeita, do Imortal, do Senador e Ex-Presidente José Sarney.
Ao longo desses quatorze anos seu afiliado, homem de confiança e braço direito Agaciel Maia “O Todo Poderoso” nomeou, efetivou, contratou, deitou e rolou naquela casa, antes do povo e que agora é a casa mais suspeita de corrupção do nosso país.
Os relatórios diversos já redigidos apontam para muitas excrescências cometidas contra a constituição, contra as leis vigentes e contra a ética e o decoro parlamentar, faltam apenas demitir, exonerar e destituir verdadeiros bandidos dos cargos ocupados, coisa que até agora não aconteceu em Brasília.
Na gráfica do Senado, reduto de impunidade e gastos abusivos sem comprovações, foram contratados à revelia da própria Constituição Brasileira oitenta e dois estagiários sem concurso público, como manda a Lei. Para o povão, dá-lhe concursos com pagamento de altas taxas, índices de aprovação beirando vestibular de medicina e na maioria das vezes sem que os vencedores consigam emprego.
Já foram confirmados duzentos e dezoito nomeados por atos secretos a cargos diversos, entre os quais os famosos diretores para coisa nenhuma. Foram nomeados funcionários fantasmas para trabalhar em gabinetes igualmente fantasmas de parlamentares em carne e osso.
A sociedade assiste a tudo calada, sabendo por antecedência e experiência que na melhor das hipóteses apenas os beneficiários dos atos serão punidos, ou seja, os ex-estagiários podem ser exonerados, os nomeados podem perder suas boquinhas, mas o principal que seria a apuração dos valores envolvidos para serem devolvidos aos cofres públicos e a cassação dos senadores envolvidos me parece muito distante de vir a acontecer.
Os caras pintadas (estudantes da UNE) que fizeram passeatas pelo impeachment de Collor em 1990 sumiram, agora são pagos pela Petrobrás, são estudantes neutros e preferem não se meter com política exceto quando é para arrecadar dinheiro a fundos perdido para a entidade estudantil.
As centrais sindicais estão satisfeitas com a montanha de dinheiro que recebem do poder público e dos bolsos furados dos trabalhadores e não se manifestam para defender a moral, a ética e o povo brasileiro. O sindicalismo nacional passa por um momento de total estagnação, velhos pelegos felizes e tranqüilos no comando de um negócio altamente lucrativo.
As demais entidades representativas como a OAB – Ordem dos Advogados Brasileiros, por exemplo, assiste a tudo sem fazer maiores movimentos no sentido de usar sua força em prol da restauração da honestidade na política nacional.
Resta ao povo pensar mil vezes antes de votar nas próximas eleições, nenhum dos atuais membros do Congresso Nacional merece nosso voto, os que não fizeram compactuaram com o que foi feito, votaram e assinaram documentos, silenciaram e se omitiram durante os últimos quatorze anos no mínimo. Nulo Neles!

18 de julho de 2009

Viagem (in) tranquila

O artigo não trata de uma viagem de passeio onde tudo ocorreu na maior tranqüilidade, mas sim de uma viagem por uma estrada federal e outras duas estaduais sem que nenhum integrante da PRF – Polícia Rodoviária Federal fosse avistado ao longo de quase dois mil quilômetros ida e volta entre São Paulo e Ouro Branco nas Minas Gerais.
Devo ressaltar que tive a felicidade de pagar um preço justo (R$ 1,10) em cada pedágio que meu automóvel passou, diferente das estradas paulistas, coincidentemente governadas pelo mesmo partido de - PSDB, onde o valor dos pedágios é um roubo à mão desarmada. Aqui na Rodovia Castelo Branco em uma única praça de pedágio você gasta o equivalente a viagem de 700 km de SP à BH.
Mas voltando ao percurso, avistei policiais rodoviários dentro das cabines de seus postos e nada mais, nenhuma viatura fora do seu posto, exceto uma que estava acompanhando um comboio cujo caminhão transportava carga com excesso lateral.
Como podemos ter tranqüilidade numa estrada sem fiscalização, sem a presença da sua autoridade maior? Onde estão os policiais rodoviários federais? Qual é o seu contingente para cada estrada federal brasileira? Quantos foram contrastados nos últimos dezesseis anos, quando tivemos dois péssimos exemplos de administração pública? Qual o salário pago a um policial rodoviário? Com certeza bem menos do que se despende para pagar um mordomo da família Sarney, é claro.
Os profissionais não têm culpa são comandados, recebem ordens e as cumprem com certeza alguém no comando da equipe que atua na Rodovia Fernão Dias sabe os motivos e as razões para essa situação estar acontecendo.
Nas estradas MG 383 e 040, sob a responsabilidade do governo mineiro a mesma situação aconteceu durante três horas nenhuma viatura, nenhum comando, nada, absolutamente nenhuma fiscalização para averiguar documentações, possíveis motoristas alcoolizados, carros roubados ou em situações irregulares trafegando nas estradas mais violentas do país. As estatísticas não mentem, a cada feriado prolongado mais mortes acontecem e na hora de utilizarmos as estradas verificamos que elas estão abandonadas por quem deveria estar cuidando delas.
Ou seja, neste sentido percebo que tanto nas rodovias federais como nas estaduais, ao menos em SP e MG, contratar, remunerar a altura e treinar policiais rodoviários não é o mais importante para os dois governadores atuais.
A relação dos tucanos com o funcionalismo público é no mínimo estranha, eles precisam dos quadros públicos, dependem deles, mas os tratam como se fossem bandidos. Remuneram mal, corrigem seus vencimentos sempre abaixo da inflação, não contratam novos empregados para os postos que deveriam ter maior contingente e quando o fazem geralmente não são para as áreas da educação, saúde, fiscalização e policiamento.
Em 2010, em SP teremos a possibilidade da manutenção dos tucanos no poder, concomitante com sua presença no comando da republica também, ou seja, mais quatro ou oito anos perdidos, tais quais foram os anos FHC e estão sendo os anos Lula.

Cheque mate!

O comércio em geral não está mais aceitando cheques em suas transações comerciais, alegam e com razão que os desonestos passam muitos cheques sem fundo e isso prejudica suas contas. Os bancos e seus banqueiros milionários nada fazem para coibir essa prática, exceto abrir contas e mais contas sem critérios, inclusive, para desonestos, que além de passarem cheques sem fundos ainda estão conseguindo aos olhos do comércio igualar os honestos aos desonestos.
A Febraban nada faz, pois representa os banqueiros e depende deles para ficar cada vez mais rica e poderosa, bancando políticos pelo Brasil adentro. A Federação do Comércio nada faz para impedir que o comércio possa novamente receber cheques como forma de pagamento. Prefere deixar os comerciantes nas mãos dos bancos, pois ao aceitarem os cartões de débito e crédito, os donos dos pontos têm de pagar a cada transação registrada e os valores não são de se desprezar.
Logo percebemos, que os banqueiros como sempre nada fazem para aumentar a segurança do sistema, estão felizes com os juros obscenos que podem cobrar à revelia da nossa constituição, felizes demais, pois continuam cobrando caro pelos talões de cheques que não estão sendo mais aceitos na praça e lucram ainda mais com o uso dos cartões.
As únicas vítimas no sistema financeiro são os cidadãos honestos que pagam seus tributos, são escorchados pelos bancos e pelo comércio, ajudam a sustentar toda essa escória de banqueiros e políticos e ainda tem menos direitos que os desonestos que andam a solta, possuem contas em bancos, crédito na praça e riem dos que preferem agir com honestidade.
O cidadão honesto, o comerciário, o comerciante e seus representantes nada fazem para por um fim a essa estória, carneirinhos obedientes que somos, aceitamos tudo e nos prejudicamos sempre em detrimento de regras que são criadas por beócios a serviço do poder estabelecido. Não existem regras para proteger os clientes honestos, os cidadãos que cumprem com as obrigações, mas o que tem de obstáculos para podermos exercer nossa liberdade cotidiana é uma grandeza.
Na década de setenta, um pilantra que tivesse seu cheque devolvido sem fundos pela segunda vez, além da multa teria sua conta suspensa por dois anos em quaisquer estabelecimentos bancários. Hoje só falta os banqueiros estabelecerem metas premiando esses safados.
Ao comércio falta preparo para distinguir o joio do trigo, lançam mão de receber cheques por que não querem fazer cadastros, telefonar para órgãos de defesa do sistema, não querem e nunca pedem documentos ao cliente que está passando o cheque. Preferem vender rapidamente e ouvir o tilintar de suas caixas registradoras sem perder tempo.
Do alto do olimpo os governantes riem de todos, dos banqueiros que a cada quatro anos depositam gordas quantias para os elegerem, dos comerciantes que mantém o sistema comercial funcionando e arrecadando milhões ao tesouro e gargalham mais ainda quando olham para os honestos... pobre minoria!

11 de julho de 2009

Corruptobrás S/A

Não é a Petrobrás nem a Eletrobrás ou qualquer outra empresa privada que detém o maior faturamento bruto em nosso país nos últimos trinta anos. A empresa que mais fatura é a Corruptobrás – Corruptos do Brasil S/A.
Uma empresa sólida com matriz em Brasília e filiais em todos os Estados da União, englobando milhares de empregados e beneficiários diretos e indiretos em todo Brasil.
Uma empresa que não para de crescer, desde os tempos do Império vem se firmando no cenário nacional como um dos grandes braços do crime organizado.
Está atuando principalmente no setor público, mas tem ramificações comprovadas em muitas áreas privadas, emprega lobistas, empresários, políticos e demais abnegados que se dedicam integralmente à missão da empresa.
Não é uma empresa necessariamente jovem, pois atua quase sempre com profissionais experientes, sempre bem treinados, quase sempre realizando seus trabalhos sem deixar marcas ou rastros.
A Corruptobrás investe pouco, mas arrecada bilhões dos cofres públicos e privados, desvia muitos recursos que deveriam ser carreados para a saúde pública, educação e demais serviços tão importantes para a sociedade. A empresa não tem uma hierarquia exata, não tem diretoria, nem conselho fiscal ou administrativo, trabalha quase sempre de forma matricial, está enraizada nos Municípios, Estados e principalmente no governo federal, onde atuam nos três poderes, dando significativa importância de suas ações ao poder legislativo.
É uma empresa lucrativa, raramente tem de devolver dinheiro aos cofres públicos, embora tenha sempre um importante respaldo jurídico, dificilmente é levada às barras dos tribunais. Tem isenção fiscal, seus membros investem o lucro em mansões, castelos, viagens ao exterior, e principalmente ao enriquecimento de seus bens particulares.
A Corruptobrás não gasta um centavo com propaganda, pois como é sabido por todos não tem em solo nacional e nem estrangeiro qualquer tipo de concorrência.
Recentemente conseguiu implantar no Congresso Nacional, vários benefícios como Atos secretos, Criação de diretorias fantasmas no senado, apadrinhamento gratuito, programa de empregabilidade para parentes e correligionários, programa de milhagem com dinheiro público de verbas a fundo perdido do Senado, enfim, uma série de benfeitorias muito importantes para poder manter a empresa em destaque.
A Corruptobrás está em todos os cantos do Brasil, se tiver dinheiro tem ações individuais ou coletivas de corrupção ativa e passiva por perto. Não há possibilidade alguma de ser diferente, pois a Impunidade dá total retaguarda à vida longa dessa mácula que nós brasileiros temos de carregar em nossos ombros cansados de tantos impostos, mentiras e injustiças sociais.

29 de junho de 2009

Plano de carreira perfeito

Muitos empregados assalariados no país não sabem o que significa plano de carreira, outros sonham com a implantação desse sistema em suas empresas, mas na verdade só o nosso congresso nacional possui o mais sofisticado, mais bem elaborado e vantajoso plano de carreira do planeta.
Nem as multinacionais americanas, nem as empresas asiáticas com suas performances altamente lucrativas conseguiram até hoje implantar tão audacioso plano para compor seu menu de benefícios e vantagens na área de recursos humanos com a mesma audácia e capacidade que nossos amigos parlamentares.
Claro que, o congresso não é uma empresa, se fosse seria um prostíbulo internacionalmente conhecido por suas atuações e atos secretos já por demais divulgados aos quatro cantos do planeta. Tendo o dinheiro público como seu aliado os senadores e deputados fazem mágica e transformam água em vinho.
Os salários dos empregados dos senadores e deputados não se prendem aos salários de mercado, coisa para mortais, os dirigentes daquela casa tem seus próprios critérios para designar a remuneração dos seus subordinados.
Por exemplo: Um mordomo que ganha em média entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00 reais no mercado de trabalho comum, no congresso recebe a soma de R$ 12.000,00 reais para trabalhar para a Senadora Roseana Sarney. Claro que o mordomo tem de ter formação universitária, pós-graduação e falar ao menos três idiomas (Português, Inglês e Maranhês – dialeto praticado pelos Sarney’s no Maranhão).
Outro exemplo clássico é o de copeira, no mercado de trabalho seu salário ficaria entre R$ 465,00 e 600,00 reais, mas no congresso a funcionária Valéria Freire dos Santos, nomeada por ato secreto para trabalhar no gabinete pessoal do Senador José Sarney (Um homem incomum segundo Lula) dando expediente de meio período recebe a quantia de R$ 2.313,00 por mês.
Se a funcionária que trabalha meio período servindo cafezinho recebe o equivalente a quase cinco vezes o salário mínimo vigente, imagine os empregados graduados e que trabalham em funções de chefia e assessoria dentro do congresso nacional? Sem precisar comprovar experiências anteriores, sem precisar comprovar escolaridade, apenas tendo Q.I. (Quem indica) e nada mais.
Assim caminha o enorme esgoto da política brasileira, onde alguns se corrompem, outros se locupletam e a maioria se omite no dever de denunciar, investigar e punir os corruptos, evitando que essa situação vergonhosa para a nossa sociedade se perpetue.

19 de junho de 2009

Denuncismo na visão de Lula

Nosso presidente realmente não pode ter um microfone ao alcance da boca que começa a vociferar asneiras que ferem a sua história e a nossa inteligência normalmente.
Quando está falando de seu governo, de seus ministros e da economia tem seus méritos e acertos, mas bastou ser cutucado sobre problemas de políticos e de ética na gestão ou no congresso que a maionese desanda feio.
Em sua defesa percebo que um de seus problemas é parar demasiadamente pouco em Brasília no seu gabinete, como está sempre em processo de milhagem pelo mundo afora, participando de posses, reuniões, batizados e outras bobagens mais, raramente tem tempo para ver e ouvir o que se passa no Brasil.
Desse modo quando vai emitir sua opinião, ela geralmente está fora do que se espera de um presidente e muito longe do que se imagina ser a opinião de um líder de uma nação como o Brasil.
Em sua passagem por Astana no Cazaquistão, veja até onde chega o nosso presidente em suas viagens, vai aonde ninguém jamais sonhou em ir um dia.
Mas voltando ao presidente, os intrépidos repórteres perguntaram a Lula, o que ele achava do discurso de José Sarney na tribuna do Senado quando o dono do Maranhão se defendeu de inúmeras denúncias de empreguismo, nepotismo e outras coisinhas mais. Nosso presidente então disse que: “Considera Sarney uma pessoa séria, e que todas as evidências não passam de simples denuncismos da nossa imprensa e que fica preocupado as denúncias não tem fim e depois não acontece nada”.
Uma boa parte do povo brasileiro também está até as tampas com essa pouca vergonha de tanta denúncia e nenhuma punição. A impunidade, aliás, é um dos maiores incentivadores dessa baderna que acontece no Brasil há muitas décadas. Quem dera as denúncias fossem realmente apuradas, houvesse julgamento e punição para os culpados, sejam os denunciados ou aqueles que eventualmente tenham feito denúncias vazias.
Quanto à opinião de Lula sobre Sarney, em que pese ser o maranhense do PMDB um aliado dessa gestão, fica difícil achar alguma seriedade num político que indicou diretores para cargos inexistentes no Senado, um homem que é junto com sua família dono de um Estado cujo povo passa necessidades básicas enquanto seus aliados estão cada vez mais milionários.
É certo que ao indicar parentes e amigos pelo Brasil adentro, o Senador Sarney o faz com muita seriedade e disso ninguém duvida senhor Lula, quem dera ele apenas lutasse pelo povo. Cumprindo sua obrigação para com seus eleitores e a nação com a seriedade e a ética tão ausente naquela casa do povo.
Sarney está no poder desde sempre, seus tentáculos estão nos alicerces do congresso nacional, uma apuração rigorosa levaria o senador maranhense a cassação com certeza absoluta. Mas outros crimes e outros deslizes até mais graves já foram perpetuados por outros senadores e nada aconteceu.
Bons tempos em que o sindicalista e candidato Lula defendia a ética, a soberania, a honestidade e transparência dos políticos e governantes, bons tempos, tempos de greves no ABC em favor dos operários e demais trabalhadores, tempos de um homem que defendia a verdade acima dos cargos e nomes.

10 de junho de 2009

Rebanho de "Jabutis"

O Ministro da Defesa Nelson Jobim, ao defender a demissão de vários assessores ocupantes de cargos de “confiança” na Infraero usou a denominação “Jabotis nos galhos”. Disse textualmente que “Se estavam lá é por que alguém botou, por que Jaboti não sobe em árvore”. O ministro ainda confirmou que muitos desses “Jabotis” não eram sequer conhecidos pela administração.
A maioria deles foi colocada na Infraero dentro do pacote de bondades do governo para com o PMDB, o maior sanguessuga da nossa política. As indicações dos cerca de noventa e oito empregados sem concurso e sem critérios é fato corriqueiro no país, e se falta vergonha e patriotismo sobra candidatos a aspones (Assessores de Coisas Nenhuma).
Se na Infraero que sempre está nas paginas dos jornais como uma empresa inchada, mal administrada e que não consegue de forma alguma tomar conta dos nossos aeroportos, imaginem no resto desse imenso país quantos “jabotis” estão pastando às custas do nosso suado dinheiro?
Além do governo federal, dos estaduais, dos municipais ainda temos jabotis no congresso nacional, nas assembléias legislativas, nas câmaras e também nas autarquias e fundações espalhadas por todo nosso vasto território. São milhares de cargos criados exclusivamente com a finalidade de contemplar partidos políticos em troca de favores e votos que contrariam a vontade popular e os mais lícitos interesses do conjunto da nossa sociedade.
O jaboti tem como uma de suas características a casca grossa para protegê-lo no mundo animal, pois no mundo da nossa política sórdida o “Jaboti” que ocupa cargo de confiança também às vezes é casca grossa, trata mal seus interlocutores, desaparece do serviço público como se fosse um imenso tatu.
A proliferação de Jabotis começa sempre nos anos eleitorais após as negociações entre partidos e as composições das futuras e odiosas “bases eleitorais”. Ao assumir o cargo, o partido vencedor já sabe de antemão da cota de “Jabotis” que terá de arrumar para saciar a sede de poder dos seus aliados.
A venda de empresas estatais que alguns políticos cínicos chamavam de cabide de empregos diminuiu para eles mesmos o poder de barganha, restaram poucas empresas nos governos e o jeito foi entrar no seio dos governos, em áreas ministeriais e suas autarquias e fundações.
O certo é que se fossemos exportar carne de “jabotis” teríamos lucros exorbitantes e com certeza seria um alivio para os cofres públicos em seu mais amplo sentido, pois além do recurso da venda teríamos a economia de estarmos privados de figuras tão nocivas quanto patéticas no meio do funcionalismo público e estatal brasileiro. Onde, diga-se de passagem, a maioria é séria e muito profissional.

A violência dentro e fora dos estádios

Mais um torcedor perdeu a vida nesta semana antes de chegar ao estádio para assistir um jogo de futebol entre o Corinthians e o Vasco da Gama. Não foi o primeiro e nem será o último, visto que as autoridades policiais, judiciais e do governo federal não querem mesmo acabar com essa situação que privilegiam marginais em detrimento das famílias que gostariam de freqüentar os estádios brasileiros.
Muitas idéias surgem sempre que um homicídio ocorre, mas nenhuma dessas brilhantes sugestões é capaz de evitar novas mortes. São idéias pequenas, são factóides que não atacam o cerne da questão da violência fora e dentro dos estádios de futebol.
Ainda estão discutindo se devem ou não banir torcidas organizadas, se devem ou não cadastrar torcedores que compram ingressos, se deve ou não proibir isso ou aquilo. Na verdade várias são as medidas que deveriam vigorar desde vinte anos atrás.
A primeira medida é acabar com o fim da impunidade que rola solta mais do que as bolas nos campos de jogo. O elemento suspeito de ter assassinado o rapaz em São Paulo, foi preso, identificado e solto. Sim solto, ele é Leonardo Scorza Pereira carioca, membro da Força Jovem do Vasco e estava dentro da sede da Mancha Verde quando foi preso. O meliante é suspeito da morte de um torcedor do Flamengo no Rio de Janeiro.
Como que alguém suspeito de um crime pode estar nas ruas para cometer outro crime semelhante, mas em cidades diferentes?
Quem soltou o marginal? De que adianta proibir a entrada de bandeiras nos estádios paulistas se entram criminosos livres e impunemente?
Enquanto a polícia não estiver preparada efetivamente para punir e coibir com medidas preventivas essa escória de andar livremente nas ruas, não somente os torcedores nos estádios correm perigo, mas sim, o conjunto da sociedade. A justiça brasileira é omissa e lenta, recheada de leis, que na sua maioria são repletas de benesses e vantagens aos criminosos. Leis de primeiro mundo vigendo em país de terceiro mundo que sonha em realizar grandes eventos.
É preciso reescrever as leis no Brasil, tirar dos seus meandros tantas liberalidades, tantas hipocrisias, é preciso que se tenhamos leis aplicáveis da mesma forma que o fazem países sérios do primeiro mundo. Rigor, não mata ninguém, impunidade sim.
Realizar jogos de uma torcida só é o atestado ISO 21.000 que se concede ao Estado que não tem capacidade alguma de defender a sociedade que lhe remunera com pesados impostos. É o atestado de incompetência final.
As torcidas organizadas devem ser banidas imediatamente da face do esporte. Os dirigentes esportivos que interagirem com essa escória devem igualmente ser defenestrados do comando de seus clubes. O elemento que brigar dentro ou fora do estádio deve ser fichado e proibido de assistir jogos de quaisquer modalidades por cinco anos. Se houver crime contra o patrimônio ou a vida, o rigor da lei deve ser o maior possível.
O resto é balela, conversa mole de comentaristas esportivos e procuradores a fim de aparecerem na mídia ou conseguirem se eleger no futuro à custa desse assunto.

4 de junho de 2009

Dengue, febre amarela e Copa do Mundo

A escolha das doze cidades que irão compor as sedes brasileiras para a Copa do Mundo de 2014 neste domingo de maio em 2009, deixou os aficionados por futebol em êxtase, entretanto preocupa e muito o conjunto da nossa sociedade com relação aos muitos bilhões de reais que serão desviados e não aplicados em saúde e educação.
Um país cuja saúde pública ainda é vitima da dengue, febre amarela e que enfrenta carências de toda ordem deixando sua população mais pobre sem atendimento médico, priorizar a festa do futebol é no mínimo uma insensatez.
Um país que camufla suas mazelas enrustidas no interior de seu vasto território, com números medianos nas suas capitais podem até enganar alguns incautos, porém jamais vai iludir o povo sofrido que vive em condições desumanas privadas de saneamento básico e que ainda sobrevivem nas mais primitivas condições de moradia.
Nas últimas décadas nossas estradas estão se esfacelando sem que nenhum dos cinco últimos presidentes que lá estiveram desde 1989 (Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula) tenham feito algo para arrumar os caminhos a serem percorridos pelos nossos veículos. Aliás, obras de infra-estrutura quase não foram erguidas nesse mesmo período. Agora elas fazem parte dos cadernos de interesse das cidades escolhidas pela Fifa para serem candidatas a sedes da futura copa.
Nossos políticos querem aparecer e a realização de uma copa do mundo é um excelente negócio para ficarem em evidência na mídia. Enquanto isso a educação sobrevive com índices medíocres e com os professores recebendo salários miseráveis. O SUS é um arremedo de sistema de saúde, uma brincadeira de mau gosto para com o povo brasileiro. A segurança pública inexiste.
Não temos índices de desenvolvimento humano aceitáveis, temos uma corrupção altíssima e números medianos para um país de terceiro mundo, mas nem isso e nem nada nesse mundo irá parar o ímpeto dos oportunistas que queriam a realização de um evento mundial em nosso país.
A recente realização dos Jogos Pan Americanos do RJ em 2007, não foi suficiente para acordar a nossa sociedade, bilhões foram gastos, obras foram superfaturadas, mentiras orçamentárias, falta de definição para aproveitamento dos investimentos, dinheiro jogado no ralo e muitas praças esportivas em pleno estado de abandono dois anos após o fim dos jogos.
A maior ironia de todas é que a copa do mundo será para turistas que vão trazer recursos do exterior para o Brasil, sendo assim, não é um evento para brasileiros, prioritariamente os torcedores de outros países terão mais facilidades para a compra dos ingressos do que os nossos torcedores. Até por que os preços dos ingressos serão compatíveis com espetáculos internacionais, proibitivos para os bolsos do povão que recebem salários mínimos.

3 de junho de 2009

O pedreiro e o deputado

O Brasil é um dos poucos países no mundo onde uma lei tem duas interpretações claras, a jurídica que normalmente pune os mais pobres e a interpretação política que é branda com os poderosos, os políticos e os mais abastados da sociedade.
Isso vem desde os tempos do império, nunca mudou e dificilmente vai mudar um dia, pois já está enraizado de tal forma que virou uma lei oficiosa que sobrepõe até a constituição do país.
No ano passado foi implantada a famosa Lei Seca, para punir os motorista que forem flagrados ao volante embriagados. O limite de dosagem alcoólica permissível é o menor possível, a multa altíssima e a possibilidade de cadeia para os infratores deixou a população com uma forte expectativa de que o problema seria finalmente sanado em nossas ruas e estradas.
O bafômetro passou a ser um equipamento de muito uso e a cada acidente sua utilização passou a ser fundamental para poder detectar o grau de álcool no sangue dos motoristas envolvidos. No começo boas notícias, diminuição dos acidentes nas estradas e nas cidades mais fiscalizadas.
Campanhas publicitárias incentivando as pessoas a não ingerirem álcool quando forem dirigir. Rodízio entre amigos conscientes para que um entre eles não estivesse bebendo, sendo responsável por guiar o veículo na volta para casa, etc.
Entretanto, alguns problemas não foram equacionados e nem serão com facilidade, visto que, o poder público não leva a sério o suficiente às coisas da sociedade para as quais é o responsável. A fiscalização constante e o cumprimento das leis independente de quem esteja ao volante ou de quem seja o motorista embriagado.
Até por que muitos são os casos de motoristas sem a habilitação rodando impunemente por nossas ruas, avenidas e estradas sem serem importunados por policiais do trânsito ou rodoviários. Não é a toa que estamos vendo dezenas de casos de motoristas que invadem a contra-mão de estradas movimentadas do país, colocando em risco vidas de terceiros.
Quanto ao outro problema que diz respeito ao cumprimento da lei seca, dois casos recentes exemplificam como funcionam o poder policial e a justiça no Brasil.
No Paraná o deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), com vinte e três infrações por excesso de velocidade, carteira cassada e alcoolizado provocou um acidente que culminou com a morte de dois inocentes.
Em Osasco – SP, um pedreiro sem habilitação, embriagado sobe na calçada e mata uma mulher de 30 anos, grávida de gêmeos de forma instantânea.
A diferença é que o Deputado está livre, não será preso e o pedreiro está na cadeia como deveria e terá muitas dificuldades para se defender. Esses dois fatos não são tragédias e sim crimes contra a vida humana, merecem todos o rigor da lei, mas serão tratados de forma diferente e o mais rico e poderoso escapará impune
.

9 de maio de 2009

Eles estão em toda parte no Brasil


“Se a gente quiser modificar alguma coisa,
é pelas crianças que devemos começar"
Ayrton Senna

O Tribunal de Contas da União resolveu investigar os beneficiários nos programas assistencialistas e que servem exclusivamente para manter uma pesada propaganda eleitoral do governo federal. Ao fazer as checagens entre os nomes dos beneficiários em relação aos proprietários de veículos descobriu mais uma fraude Made in Brasil.
O mais importante e alardeado programa de transferência de renda do governo federal está favorecendo pessoas que possuem automóveis nacionais, importados e até caminhões. Com certeza se a pesquisa fosse mais a fundo chegaria a milhões de lares cujas pessoas poderiam estar inclusas no programa, mas passam fome.
A única coisa nesse país que funciona são as cobranças de impostos, pedágios e multas, de resto, nada é fiscalizado, a corrupção e a bandalheira correm soltas no congresso nacional e nos governos de todas as instâncias.
Para termos uma idéia dos absurdos que são cometidos nos narizes entupidos convenientemente dos nossos governantes, uma família do Sergipe havia declarado renda mensal de R$ 35 (trinta e cinco reais) por pessoa e assim, se credenciou a receber R$ 94 (noventa e quatro) reais por mês do Bolsa Família. O TCU verificou que a família pobrezinha possuía sete caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
Em outros casos escabrosos milhares de beneficiários aparecem como donos de motocicletas importadas, veículos nacionais e importados com valor de compra acima de R$ 100 mil reais. Como sempre a Receita Federal cujo alcance muitas vezes se limita aos avisos de pagamentos dos trabalhadores honestos não conseguiu ainda checar os participantes desses inúmeros benefícios fornecidos pelo Governo Federal.
Para participar e se credenciar como beneficiário do Bolsa Família ninguém pode ter renda acima de R$ 137,00 (cento e trinta e sete reais na família. Se tivessem cumprido esse pré-requisito básico o governo Lula teria economizado R$ 320 milhões no período de um ano somente. Mas ao invés de fiscalizar eles preferem propagandear e discursar bobagens em palanques de inaugurações e da mídia em geral.
Para “surpresa” dos auditores do TCU, ao cruzarem as informações das listas de beneficiários do programa Bolsa Família encontraram vinte mil políticos que recebem o benefício. Sim meus amigos, políticos de novo, roubando ou fraudando de novo! O prejuízo somente no mês de Fevereiro foi de um milhão e seiscentos mil reais com esses políticos.
Fora os políticos os auditores encontraram um milhão e cem mil famílias irregulares que não deveriam estar recebendo nada do governo, o prejuízo foi de aproximadamente sessenta e cinco milhões de reais aos cofres públicos. Entre elas 300 mil pessoas mortas estão constando do cadastro.
E o povo continua votando, sonhando com o país do futuro, acreditando em políticos canalhas e pensando inocentemente que as leis são para todos.

5 de maio de 2009

Verborragia inútil e imoral

“O conformismo é o carcereiro da liberdade
e o inimigo do crescimento"

John Kennedy

No espaço de um mês vieram à tona inúmeras denúncias devidamente comprovadas de crimes cometidos por parlamentares e funcionários do Congresso Nacional contra o erário. Ninguém foi demitido, cassado ou simplesmente punido, fato este que não se consiste em nenhuma novidade, apenas reforça a lista de obscenidades praticadas contra o povo brasileiro.
Agora pior do que essa impunidade sem vergonha praticada e até incentivada pelos políticos brasileiros é a conduta do nosso presidente eleito pelo voto popular. Em discurso recente o Sr. Luiz Inácio diz o seguinte: “Levar a mulher ou um sindicalista para Brasília, não vejo onde está o crime. Se esse fosse o mal do Brasil, o Brasil não tinha mal”.
Percebe-se a desfaçatez com a qual nosso presidente trata uma questão que merece abordagem séria, punições rigorosas e a cassação dos envolvidos. Digo ao presidente que em minha opinião se um parlamentar quer levar a esposa para Brasília, que se mude com ela para lá ao se eleger e tomar posse. Deixar esposa na terra natal é coisa de jogador de futebol que quer aproveitar a solteirice em terras distantes.
Quanto ao sindicalistas que o presidente diz ser normal viajar a custa do erário, vejo como a mais obscenas e imorais de todas as ilações que o presidente poderia fazer a respeito de um assunto tão sério. As centrais sindicais recebem milhões de reais e podem e devem custear viagens de seus membros à Brasília, bem como, a qualquer canto do país.
Nós, que trabalhamos, somos descontados em folha de pagamento não temos essas prerrogativas imorais, indecentes e criminosas alardeadas aos quatro cantos. Um trabalhador não pode levar a esposa à custa da empresa, seja ela privada ou estatal. Um trabalhador não pode pagar por um advogado quando tem necessidade de acompanhamento de um processo em Brasília.
Vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos tema cesso a tudo, os parlamentares tem mordomias dignas de uma príncipe da antiguidade enquanto o povo não tem sequer a saúde pública ao seu alcance e de seus familiares.
Os parlamentares ficam ricos em oito anos, os dirigentes sindicais andam de carros importados e ganham presentes como passagens aéreas, viagens ao exterior e até veículos Land Rover, os empresários próximos ao poder público estão ricos e superfaturando obras impunemente, enquanto o povo é obrigado a pagar impostos escorchantes para manter essa casta de bandidos.
O senhor Lula tem feito um governo razoável, mas quando discursa o faz com um deslumbramento acima do normal, de sua boca proliferam bobagens que não condizem com seu cargo. Discursos que não estão de acordo com sua origem, visto que abandonou as causas do povo há muito tempo, tendo exercido a função de sindicalista e político muito mais do que o foi como operário simples, que não concordava à época com essas indecências que agora acha normal.
Normal senhor presidente é o cumprimento das leis, o parlamentar lutar pelas coisas do povo e abdicar de favorecimentos escusos. Normal é um sindicalista ser mais honesto que um parlamentar e recusar favorecimentos de quaisquer ordens o tempo todo, não se deixando levar pela euforia momentânea do cargo que exerce em nome dos trabalhadores de sua base.

ONGs - Da concepção à realidade no Brasil

Com certa freqüência temos encontrado notícias de algumas Organizações Não Governamentais que recebem dinheiro do governo, sob os variados títulos, muitas vezes percebe-se que por trás da ONG estão partidos políticos, pessoas influentes do próprio governo, etc. Com isso algumas organizações acabam virando noticia em páginas policiais, por fraudes, desvio de funções e de verbas públicas.
A quantia destinada pelo governo federal para as ONGs chama a atenção até dos leigos e deixam a todos preocupados, pois por trás da verdadeira essência dessas organizações podem estar os mesmos espertalhões de sempre, afinal, no Brasil onde há dinheiro sempre é preciso muito cuidado, pois cedo ou tarde golpes viram ao conhecimento público.
As organizações chamadas de Organizações Não Governamentais conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro setor da sociedade civil sem fins lucrativos, que se declaram com finalidades públicas e que agem em diferentes áreas da nossa sociedade. Estão na defesa do Meio Ambiente, do Menor, do consumidor, etc.
O sociólogo Betinho assim definia as organizações não governamentais: “Uma ONG se define por sua vocação política, por sua positividade política: uma entidade sem fins de lucro cujo objetivo fundamental é desenvolver uma sociedade democrática, isto é, uma sociedade fundada nos valores da democracia – liberdade, igualdade, diversidade participação e solidariedade. (...) As ONGs são comitês da cidadania e surgiram para ajudar a sociedade democrática com que todos sonham”.
Recentemente a empresa Petrobrás torrou um milhão e quatrocentos mil reais no nordeste através de uma ONG, cuja vice-presidente é membro do Partido dos Trabalhadores no local. A discussão é por que uma ONG deve intermediar um assunto que a empresa pode facilmente licitar ou contratar ou até comprar com seu próprio esforço e pessoal?
É sabido que uma ONG não tem valor jurídico no Brasil, é também por demais sabido que as mesmas podem complementar o trabalho do Estado, entretanto o que é imoral e pode ser ilegal é a participação conveniente de pessoas ligadas a interesses escusos travestidas de ONGs. Isso precisa ser apurado e passado a limpo pelo Ministério Público o mais rápido possível.
Algumas pessoas que manipulam o erário no Brasil perderam a vergonha por completo e se utilizam de quaisquer mecanismos para obter verbas públicas ou até privadas. Não existe discernimento e essa gente quer roubar o mais que conseguir alcançar. Nesse sentido é preciso que consigamos distinguir o joio do trigo, separando e punindo aqueles que venham a denegrir a imagem das organizações (maioria) sérias que atual por causas sérias no país.

20 de abril de 2009

O Brasil da monocultura e dos automóveis!

Em plena crise da economia mundial o Brasil dá um exemplo ao mundo de sua falta de planejamento e seriedade, caindo de joelhos diante do império das montadoras. Para que as vendas de carros não sofressem nenhum problema o governo federal e o do Estado de SP, injetaram quase dez bilhões de dólares no caixa das montadoras. Não satisfeito ainda reduziu o IPI da maioria dos automóveis.
Triste ver que não usou do mesmo expediente para reduzir a pesada carga tributária que incide sobre as industrias de calçados, têxteis, alimentos, vestuários, comércio e indústria em geral, dando as montadoras o privilégio de sempre.
Uma sociedade a serviço das grandes indústrias de automóvel, bem ao contrário dos EUA, onde a crise é muito maior e a GM e Chrysler podem inclusive ir a falência.
Aqui no Estado de SP, a maior parte das terras produtivas estão nas mãos gananciosas dos usineiros que produzem combustíveis para nossa frota flex, interessante que o motor é flex, mas o uso é somente de álcool.
O preço dos combustíveis não deixa margem para escolha, embora o álcool seja uma opção demasiadamente cara, principalmente se levarmos em conta que existe exclusividade por parte das montadoras e o aval do governo, que inclusive ajuda através do BNDES com financiamentos generosos.
Em breve teremos de comer cana de açúcar e exportar alimentos para tentar matar a fome dos brasileiros. A industria automobilística não terá mais ninguém para quem vender suas carroças com preços de limusines.
Esse tempo não está distante como se supõe, parte do primeiro mundo busca alternativas de energia limpa, de meios de transportes de massa não poluentes e de combustíveis elétricos para contribuir com a diminuição dos poluentes e do aquecimento global. Aqui no Brasil, destinamos milhões de alqueires de terras produtivas para o plantio da cana de açúcar e ainda temos de pagar um preço obsceno para usar esse combustível.
O governo federal ainda quer através de Lula introduzir o bio-diesel, outra opção que é nefasta às terras que poderiam estar sendo destinadas à plantação de alimentos.
Como sempre faltam iniciativas inteligentes e com base científica por parte de nossos governantes, sobram explicações enganosas e também possibilidades de enriquecimento ilícito. Ninguém faz nada pensando no povo e muito menos ainda no meio ambiente.
Temos um território que é praticamente um continente com recursos hídricos, com sol o ano inteiro e reservas de petróleo e minerais abundantes, mas não possuímos mentes brilhantes no nosso meio político. Nossos governantes são um desastre em todos os sentidos, destroem boas idéias, desviam recursos e geralmente não investem em planejamento, desenvolvimento sustentado e pesquisas científicas.
Estamos atrasados e eles ainda acham que somos os bons, Lula se perde em devaneios quando está fora do Brasil, esquece nossas mazelas, nossos problemas e a nossa péssima situação no campo educacional, habitacional, saúde pública e de saneamento básico. Parece que quando ele sai das nossas fronteiras vira príncipe e ao voltar ao país vira abóbora novamente.

9 de abril de 2009

A Fofa

Uma empregada doméstica quando tem a sorte de ser registrada nos moldes da lei, geralmente recebe um salário mínimo em São Paulo e nos demais Estados do Sul e Sudeste, daí para baixo a coisa é bem diferente, ou seja, a maioria não está registrada e fazem bicos, limpeza como diaristas ou trabalhando de porta em porta de sol a sol por alguns trocados.
Porém em Brasília no Distrito Federal têm profissionais abençoadas pelo destino, mulheres como a Fofa, para quem não a conhece, Maria Helena, uma mulher simples que recebe algo em torno de R$ 1.608,00 (Um mil, seiscentos e oito reais) por mês.
E você sabe quem é o patrão dessa qualificada profissional? Nós, sim meu amigo (a) leitor (a), nós é que pagamos os salários através de nossos recolhimentos de impostos, pois a Fofa era contratada da Câmara Federal para trabalhar no gabinete de Arnaldo Jardim (PPS-SP) e nas horas vagas em seu apartamento funcional.
Depois que foi pego no flagra o nobre e inteligente parlamentar demitiu a empregada, dizendo que: “Eu não vejo conflito ético no fato da empregada ser paga com dinheiro público, entendia que o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar”. Vou fazer para respeitar o regimento da casa.
A Fofa trabalha para parlamentares desde 2004, já esteve com outros parlamentares que também não viam problemas éticos e nem morais do povo custear a empregada doméstica deles com certeza.
O mais curioso é que a Fofa estava ajudando o Deputado Arnaldo Jardim quando da realização de evento em seu apartamento para o lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção, no mês de março. Assim caminha a vida em Brasília, paraíso da impunidade, centro da iniqüidade e da falta de vergonha oficial em nosso país, que acumula problemas sociais, tem mazelas espalhadas pelos quatro cantos e imensa dificuldade em resolver as enormes carências na saúde, educação, saneamento básico, mas ao mesmo tempo produzem situações como as que estão sendo divulgadas a nossa sociedade cotidianamente, sem que nada mude e ninguém seja punido.

Viúvas das privatização

Diante das noticias divulgadas pelo JC em Bauru, dando conta de que a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica está determinando um aumento da ordem de 21,56% nas contas de energia residencial e comercial de nossa região. Um aumento que para se permanecer no razoável, diríamos que seja um acinte, um roubo que está sendo cometido à “luz do dia” contra nosso bolso.
A desculpa estapafúrdia ou a justificativa para o pesado aumento se baseia entre outros no aumento da cotação do dólar. Como sempre o inverso não é verdadeiro, ou seja, quando a moeda americana estava cotada a R$ 1,60 o preço da nossa energia não estava mais em conta.
Quando o setor elétrico foi privatizado muitos foram aqueles que estiveram a favor da privatização. Defendendo com unhas e dentes isso que agora percebem ser um grande prejuízo a sociedade. Nenhum kw/hora a mais, a distribuição de energia feita igualmente, mas com menos funcionários. A iluminação pública de Bauru não deixa dúvidas quanto ao tipo de serviço prestado.
Esse aumento abusivo, desproporcional é um prêmio à atuação decisiva de políticos como Mario Covas, Geraldo Alckmin, FHC, Pedro Tobias e tantos outros que defenderam essa venda do patrimônio paulista a preço de banana e depois não destinaram os recursos da venda para segurança, saúde e educação.
Para quem não sabe a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica foi criada por FHC e ao que parece está a serviço das empresas privadas e não na defesa do público consumidor.
Outro fato interessante é que os empregados da empresa que está sendo contemplada com generoso aumento tarifário tenham recebido apenas 6,8% de aumento salarial em Junho/08. Ou seja, mesmo tendo um quadro enxuto, mesmo dando apenas a reposição dos índices da inflação aos empregados, ainda é premiada com 21,56% de reajuste tarifário.

Educação e Saúde só nas propagandas

Como é gostoso e reconfortante assistirmos na televisão as propagandas pagas com recursos dos nossos impostos mostrarem como está maravilhosa a Educação e a Saúde no Estado de SP.
Os professores nas propagandas ganham salários compatíveis com a sua importância para a nossa sociedade e ainda recebem treinamento e atualização constante para poderem fazer frente aos grandes desafios que a educação possibilita em suas carreiras. Ainda possuem salas informatizadas e facilidades para aquisição de notebook financiados com juros europeus em várias parcelas.
As salas de aula sempre repleta de alunos felizes, com seus materiais em mãos, sempre atualizados e em ordem. Logo no segundo dia de aula todos os alunos já estão de posse de seus materiais. A preocupação com a qualidade do ensino é tanta que os livros trazem até situações hipotéticos da América do Sul com dois mapas do Paraguai e a exclusão do Equador. Coisa linda para aguçar a inteligência dos pequenos.
A merenda é coisa de primeiro mundo, alimentação balanceada e contendo todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento sadio de nossas crianças. Aliado a distribuição pontual de novos uniformes e calçados para todos os mais necessitados.
A saúde pública vista pelas lentes das propagandas do governo são de tirar o chapéu, aliás, dá vontade de marcar uma consulta e pedir logo uma série de exames clínicos. Que beleza são os hospitais públicos estaduais. Funcionários educados, bem treinados e remunerados à altura de sua capacidade e importância. Nunca faltam médicos nem nas mais distantes regiões do Estado.
Tudo supervisionado e controlado rigorosamente pela Séc. da Saúde, afinal, já dizia o antigo ditado: “Com saúde não se brinca”. E as propagandas deixam claro que ninguém está brincando, é tudo coisa séria e visando não as eleições em 2010, mas sim o bem estar e a informação aos usuários do sistema. Que beleza!
Na verdade, ironia a parte, estão torrando milhões de reais com publicidade em rádio, televisão, jornais e revistas além de placas e outdoors espalhados de norte a sul sem que nada disso citado acima esteja acontecendo em SP. A imprensa séria sempre tem mostrado a dura e cruel realidade dos profissionais dessas áreas e dos usuários.
Os professores não receberam nenhum notebook, que sequer foram licitados, mas na propaganda a atriz entra na sala de aula feliz portando em suas mãos o parelho de extrema utilidade. Existem várias escolas onde os alunos não receberam seus materiais escolares, apesar das aulas terem começado em Fevereiro deste ano.
Agendar um exame clinico é um parto a fórceps e requer paciência e muita “saúde” por parte dos que dela necessitam, pois a rede pública de atendimento hospitalar está cada vez pior.
O que existe além de muita publicidade enganosa é a desfaçatez de governantes que não estão no poder exceto para querer atingir seus objetivos pessoais e mesquinhos de poder.

7 de abril de 2009

A Seleção pavãozinho do Dunga

A seleção brasileira de futebol que nós acostumamos a chamar de seleção canarinho, nas mãos do treinador Dunga mais parece uma seleção pavãozinho. Cheia de jogadores que atuam no exterior e que pensam que são craques. Um bando de endinheirados mal acostumados à fama, que agora jogam um futebolzinho medíocre e vivem à custa da projeção do nosso futebol no passado.
São convocações equivocadas, são escalações sempre previsíveis e com sobra de arrogância e petulância por parte de Dunga, um treinador inexperiente e que pensa que ser grosseiro com a imprensa é o mesmo que ser raçudo como jogador.
Ele foi um jogador apenas e tão somente razoável, em 1994, foi campeão do mundo e jogou o mesmo futebol limitado e previsível de sempre, mas teve ao seu lado o genial Romário e mais dois ou três craques que acabaram por levantar aquele caneco nos EUA.
Nunca foi treinador de clubes nem no Brasil nem no exterior, sua trajetória na seleção preocupa os amantes do nosso futebol, com ele jogamos sempre com os mesmo jogadores, estejam eles em boa ou péssima fase. O clone de jogador Ronaldinho Gaúcho é um exemplo desses que não saem do time por nada desse mundo apesar de não estar jogando um bom futebol há pelo menos três anos, mesmo em seu clube.
As convocações atendem a critérios esquisitos, alijando de cara os craques que atuam no nosso país, mistério, nenhum país do mundo usa essa tática que remete o pensamento do torcedor a um só lugar - Ao interesse de patrocinadores e empresários sobrepujando a verdadeira motivação de uma seleção.
Dunga ao contrário de alguns antecessores não representa a escola do futebol arte e nem do futebol força, ele representa o futebol medíocre, sem brilho, sem classe e sem nenhuma lembrança com o que sempre caracterizou o futebol nacional.
Nossos jogadores da seleção em sua maioria são baladeiros, despreocupados com a paixão do nosso povo pelo futebol. Só querem de saber de suas noitadas, de seus pagodes, de suas “Marias Chuteiras” e do pagamento milionário que nem sempre usufruem com parcimônia.
Ficam no Brasil jogadores talentosos como Hernanes, Nilmar, Keirrison e grandes promessas como Neymar e tantos outros aguardando serem vendidos ao exterior para depois então serem convocados sistematicamente por Dunga – “O zangado”.

26 de março de 2009

Violência nos estádios de futebol

A crescente violência no país tem dentro dos estádios de futebol do Brasil uma parte de sua pior faceta, são as torcidas organizadas. Se em SP temos organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios tal qual no Rio de Janeiro, no futebol lidamos com as odiosas torcidas “organizadas”.

Muito já se falou e pouco foi feito, mas a verdade é que algumas coisas tem de ser ditas:
1. A impunidade supera quaisquer atitudes de simples boa vontade e de discursos por parte do Ministério Público, é preciso agir com rigor e colocar atrás das grades quem comete crimes dentro ou fora dos estádios;


2. É preciso que a Justiça faça sua parte com rigor, estabelecendo linha direta com a CBF, Federações, Policia Militar e Civil;


3. Os Estados tem de providenciar o treinamento das tropas envolvidas com a realização de eventos esportivos. Separando aqueles que fazem apenas a triagem e a segurança externa daqueles que efetivamente tem de coibir com inteligência quaisquer atos ilícitos dentro dos estádios;


4. Em grandes jogos com públicos acima de vinte mil pessoas ou em grandes clássicos é preciso que se façam presentes estações móveis com delegados, promotores e até juízes para que aqueles que forem presos possam ser julgados no local. Se condenados, devem ser encaminhados a carceragem mais próxima;


5. Não se pode permitir a venda de bebidas alcoólicas nas imediações dos grandes estádios de futebol;


6. Ambulantes e cambistas tem de ser banidos das imediações dos espetáculos doa a quem doer;


7. Dirigentes e membros de comissões técnicas que derem declarações que motivem ainda mais a violência devem responder civil e criminalmente por sua verborragias;


8. Os clubes devem ser responsabilizados por atitudes que comprometam a segurança dos espetáculos. Tanto na organização, definição de praças esportivas, vendas antecipadas de ingressos, enfim, tudo que disser respeito à promoção do jogo. Inclusive a proibição da relação promiscua existentes atualmente entre dirigentes de clubes e chefes de torcidas organizadas;


9. O torcedor que cometer crimes ou atos de violência deve ser banido dos estádios por dez anos no mínimo;


10. A PM deve se valer da utilização de bafômetros e os estádios devem ter obrigatoriamente em suas entradas detectores de metais e outros equipamentos como os circuitos fechados de TV e gravação online de imagens que auxiliem na prisão de vândalos e criminosas que insistam em tomar os lugares dos verdadeiros torcedores de futebol no Brasil.


O resto é brincadeira e medidas fantasiosas que pessoas que nunca foram aos estádios de futebol querem implantar para aparecerem o suficiente para depois se candidatarem a cargos públicos. Chega de balela, é preciso impor a ordem e o respeito, é preciso colocar marginais na cadeia e não permitir que voltem a frequentar lugares que são para famílias em busca de diversão e lazer associado a maior paixão do nosso povo.


O Brasil em 2014 pretende organizar uma Copa do Mundo de futebol, se realmente não quer passar vergonha e nem ser humilhado pelos países de primeiro mundo é preciso começar imediatamente a mudar a cultura do nosso torcedor. É iminente que as mudanças para o combate efetivo à violência e a impunidade sejam colocadas em prática já, pois o que se viu ontem no Estádio do Pacaembu dá a exata dimensão do que teremos em 2014, ou até pior.

23 de março de 2009

Pedágio ou mina de ouro em SP?

Um motorista usando veículo de passeio que viajar de São Paulo para Belo Horizonte irá gastar a partir da próxima segunda feira aproximadamente R$ 7,70 (sete reais e setenta centavos). Essa é a conta imposta pela construção de sete praças de pedágio durante o trajeto entre as duas capitais.
O valor de R$ 1,10 (um real e dez centavos) foi avençado na licitação federal que concedeu a administração da rodovia Fernão Dias no trecho que compreende SP e BH. Uma realidade bem diferente da que vivem os motoristas usuários do sistema em SP.
Para quem não reside em SP, uma única praça de pedágio em nossas estradas ultrapassa os valores da viagem na Fernão Dias inteira. Na Rodovia Castelo Branco tem pedágio custando até R$ 10,80 (dez reais e oitenta centavos). O custo de uma viagem de Bauru a São Paulo (340 km) é de aproximadamente R$ 47,00 (quarenta e sete reais).
Notem como o governo paulista do PSDB é bonzinho com as empresas privadas na hora de estipular valores de contratos de concessão. Enquanto na Rodovia Federal o valor é de R$ 1,10 aqui em SP chega numa única praça a R$ 10,80. Coisa de pai para filho, um negócio da China em época de crise.
Num país que está privado de ter transporte ferroviário, visto que as ferrovias foram sucateadas durante o governo FHC e não retomadas durante a gestão Lula, não fica difícil entender o porquê do sorriso aberto das montadoras em solo tupiniquim.
Ninguém é contra a terceirização das rodovias, porém a grande maioria é contra o roubo que se pratica nas praças de pedágios em favorecimentos as empresas concessionárias desses serviços.
Sem contar que o volume de automóveis, caminhões e ônibus nas estradas de SP, muitas vezes são maiores do que em algumas estradas federais, a conservação delas era muito melhor do que a Régis Bittencourt, Fernão Dias e a Dutra por exemplo. É o famoso mamão com açúcar que dizem os jovens empresários na gíria para esse tipo de negócio vantajoso para o Estado, lucrativo para os empreiteiros e altamente prejudicial para os usuários.
Junto com os serviços cartoriais e com as carreiras políticas a administração de estradas está entre as grandes mamatas do país. São minas de ouro em pó, ao chegarmos perto das praças de pedágio em SP, ouvimos ao longe o tilintar das moedas caindo no cofre dos Tios Patinhas do ramo.
O usuário que paga em SP o maior IPVA do Brasil, o preço mais caro do combustível com a pior qualidade no mundo ainda tem de desembolsar uma verdadeira fortuna para poder se locomover dentro do próprio Estado. O dinheiro que o Estado economiza vai para a conta de propaganda e marketing, pois a segurança é ridícula, a habitação mediana e a Educação ao lado da Saúde continuam a desejar e muito.