Os bolsonaristas são os "Profetas da Ignorância". A base das profecias era fundamentada sobre narrativas falsas e expectativas do caos. Porém, não possuem base inteligente e dentro da realidade dos fatos. Por estes motivos erram grotescamente naquilo que dizem que irá acontecer.
Não viramos uma Venezuela, como profetizou o ex-ministro da economia Paulo Guedes, mas se o golpe de estado tivesse sido realizado, estaríamos assistindo brasileiros na fila para comer ossos e reeleições liberadas na constituição para que Bolsonaro pudesse exercer o cargo reiteradas vezes. Teríamos o cerceamento da liberdade de imprensa, com a consequente prisão e morte dos adversários.
Jair tinha o sonho de realizar o mesmo que Hugo Chávez fez na Venezuela ao chegar ao poder pelo voto. Fechar o Congresso e o Supremo Tribunal submetendo-os as suas ordens. Fechamento de jornais e televisões, principalmente estrangeiras e o endurecimento das liberdades e direitos da população.
Os patriotários usados como massa de manobras, depois de pedirem intervenção militar nas portas dos quartéis, voltariam para suas casas e passariam a apoiar a ditadura do Jair. A maioria felizes por imaginar que não teriam mais o risco da volta do “comunismo” nem de outra vitória de Lula nas urnas.
As urnas eletrônicas seriam trocadas por votos em cédulas a partir da eleição seguinte, dando espaço ao discurso de evitar possíveis fraudes eleitorais.
Assim como o presidiário havia indicado Kássio Nunes Marques e André Mendonça para o STF, com toda certeza Flávio faria a troca dos demais ministros do STF e do TSE. Colocando nos cargos pessoas ligadas a extrema direita, independente de terem ou não capacidade para exercer os cargos.
Obviamente com o golpe, haveria o cerceamento da mídia alternativa, enquanto a grande mídia (Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Band, Record) estaria lado a lado com os golpistas enaltecendo as ações do governo e encobrindo seus problemas.
Assim como aconteceu na Ditadura Militar (1964 – 1985), a maior parte dos brasileiros não iria se dar conta dos esquemas, da corrupção, das mortes e prisões efetuadas pelo governo autoritário.
Os religiosos mantendo a postura covarde e omissa, seguiriam suas vidas sem se importar com absolutamente nada. Eles aceitam ditaduras, golpes, corrupção e tudo que vier da direita sem erguer um dedo para reclamar.
Assim seria o país caso o golpe de estado planejado por Jair Messias Bolsonaro tivesse tido êxito em janeiro de 2023. Não estaríamos falando em eleições, não poderíamos estar escrevendo artigos contrários ao governo e a família Bolsonaro.
Portanto, não dar seu voto a Flávio Copenhague Rachadinha Bolsonaro é questão cívica, é questão de inteligência e caráter.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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