Seguidores

20 de fevereiro de 2026

O resultado de eleger um maluco de extrema-direita

                                                        Imagem Correio do Povo.

Os eleitores argentinos, mesmo tendo a referência repassada pelos brasileiros de um governante de extrema-direita que, ao final de sua gestão planejou um golpe de estado, culminando com sua prisão, insistiram com a loucura de eleger um político sem a mínima condição de governar aquele país.

Portanto, não surpreende que o governo do presidente Javier Milei tenha conseguido aprovar, na madrugada de 20/02, uma reforma trabalhista na Câmara dos Deputados da Argentina. A votação terminou com 135 votos favoráveis e 115 contrários, após o projeto já ter passado pelo Senado na semana anterior, onde sofreu mais de 20 alterações.

O texto aprovado na Câmara precisará voltar ao Senado, pois o governo precisou retirar o tópico que reduzia o salário dos trabalhadores em 50% em casos de acidentes fora do ambiente de trabalho.

Vista como uma das reformas mais amplas e nocivas na legislação trabalhista argentina desde a sua redemocratização, a proposta reúne mais de 200 artigos e promove mudanças profundas nas regras trabalhistas. Entre os principais pontos estão a redução das indenizações por demissão, a possibilidade de dividir o período de férias e a ampliação da jornada de trabalho, que pode chegar a até 12 horas diárias em determinados casos.

O governo Milei defende que a reforma é essencial para reduzir a informalidade, que afeta mais de 40% dos trabalhadores do país, e estimular a criação de empregos. Já a oposição considera o projeto prejudicial aos trabalhadores e afirma que a medida representa um retrocesso nos direitos trabalhistas. Alguns parlamentares também alertaram para possíveis impactos negativos no financiamento de fundos trabalhistas e no sistema previdenciário.

A sessão onde foi aprovado esse retrocesso foi marcada por forte tensão política e ocorreu no mesmo dia em que sindicatos realizaram uma greve geral de 24 horas, a quarta desde o início do governo Milei.

Manifestantes se concentraram nas proximidades do Congresso, em Buenos Aires, e houve confrontos com as forças de segurança. A polícia utilizou jatos d’água e gás de pimenta para dispersar a multidão após o lançamento de objetos contra os agentes. Pelo menos 14 pessoas foram detidas.

Mesmo diante da resistência, o governo pretende sancionar a reforma até o início de março, quando começam as sessões ordinárias do Congresso, consolidando uma das principais promessas da agenda econômica de Milei.

Veja os principais pontos da reforma

             Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias;

             Restrições a greves em setores considerados essenciais;

             Ampliação do período de experiência para até seis meses com indenizações reduzida;

             Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias;

             Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais;

             Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado.

Já passou da hora dos eleitores no Brasil, Argentina e toda a América do Sul evitarem o voto em políticos de extrema-direita, cuja vocação para golpes de estado, aniquilação de direitos trabalhistas e demais regras que defendem os trabalhadores, aposentados e pensionistas sejam as suas únicas prioridades de  governo.

                                                Imagem Jornal Extra Classe 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Nenhum comentário: