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1 de fevereiro de 2026

Cresce o número de mortes no trânsito no Brasil.

 

Enquanto as autoridades do trânsito, com aval do governo federal flexibilizam as questões que envolvem a formação de novos motoristas e a renovação da CNH, as mortes envolvendo motocicletas respondem por mais da metade dos óbitos na região nordeste do país em 2024.

Pela primeira vez a região Nordeste se tornou a região com mais mortes no trânsito no Brasil. Foram 11.894 óbitos em 2024, contra 10.995 do Sudeste, região mais populosa do país e até então líder na mortalidade do trânsito.

Não é de hoje que assistimos imagens de motociclistas trafegando em ruas e estradas do norte e nordeste sem o uso de capacetes e infringido diversas outras normas de trânsito. Essa elevação do número de mortes é algo que podemos chamar de uma tragédia anunciada.

Neste momento, penso que, seria muito mais inteligente que houvesse seriedade maior na retirada da CNH pelos brasileiros e normas rígidas para a renovação da mesma. A fiscalização sobre a s auto escolas deveriam ser aumentadas e os custos reduzidos para que os alunos não fugissem do dever de fazer o trâmite da busca pela CNH de forma oficial.

 

Todos sabemos que nas ruas e estradas brasileiras existe um número enorme de motoristas e motociclistas dirigindo sem habilitação, sem documentação dos veículos, por haver uma redução do policiamento nas ruas brasileiras e nas nossas estradas.

 

No total no país, 37.150 pessoas morreram no trânsito em 2024, cerca de 6,5% a mais que os 34.881 casos do ano anterior. O número é o maior desde 2016, quando 37.345 pessoas acabaram mortas. A comparação entre os tamanhos das frotas regionais preocupa os especialistas. Em dezembro de 2024, o Sudeste contava com aproximadamente 59 milhões de veículos cadastrados, mais que o dobro dos 22,3 milhões do Nordeste, conforme a Secretaria Nacional de Trânsito – Senatran.

 

Infelizmente, no país a maior parte dos motoristas estão dirigindo sem CNH, sem documentação em dia dos veículos e não raros embriagados. Fiscalização deficiente e impunidade são fatores motivadores para essa situação que é uma das principais causas dos acidentes fatais.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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