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14 de janeiro de 2026

Uma situação preocupante para nosso país!

 

Imagem: Toda matéria. 

Os analfabetos do século XXI não
serão aqueles que não sabem ler
e escrever, mas aqueles que não
sabem aprender, desaprender e reaprender.
Alvin Toffer

          Uma pesquisa recente do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), que avalia a capacidade de leitura, compreensão e uso de textos no cotidiano, mostrou que na população brasileira de 15 a 64 anos: 29% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais — ou seja, não conseguem interpretar textos de compreensão básica, mesmo sabendo ler e escrever frases simples ou isoladas.

Isso significa, inversamente, que aproximadamente 71% da população nessa faixa etária tem nível de alfabetização funcional, isto é, são capazes de interpretar e usar textos para tarefas cotidianas (como entender notícias, instruções ou informações médias).

Ainda na pesquisa, percebemos que pessoas com alfabetismo intermediário ou proficiente (interpretação mais complexa) somam uma parte menor da população — por exemplo, cerca de 10% no nível proficiente, que conseguem interpretar textos longos e nuances como ironia ou argumentos.

Segundo o relatório da OCDE com base no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - PISA de 2018, que avaliou estudantes de 15 anos de idade em vários países, cerca de 67% dos estudantes brasileiros nessa faixa etária não conseguem diferenciar fato de opinião ao interpretar textos.

No relatório de 2022, o Brasil ficou abaixo da média da OCDE e atrás de muitos países latino-americanos, como Chile, Uruguai e México. Em outras palavras: o Brasil tem uma aprendizagem média inferior à de muitos outros países com grande parte dos estudantes sem proficiência mínima, especialmente em matemática e ciências, e pouca presença nos níveis mais altos de proficiência

Isso significa que apenas cerca de 33% têm algum domínio dessa habilidade nesse contexto escolar específico. Adicionalmente, outros dados de PISA e análises associadas mostram que uma proporção muito pequena de estudantes alcança os níveis mais altos de proficiência em leitura, onde a distinção entre fatos e opinião é parte das competências avaliadas (por exemplo, apenas cerca de 2% atingem os níveis mais avançados de leitura que incluem análise crítica complexa).

Se levarmos em conta que temos o analfabetismo absoluto (não sabem ler e escrever) segundo o IBGE (Pesquisa PNAD Contínua/dados de 2024) de 5,3% da população com 15 anos ou mais, ou seja, não sabe ler e escrever um bilhete simples. Esse é um nível historicamente baixo em termos absolutos e representa cerca de 9,1 milhões de pessoas.

Cerca de 7% são analfabetos “absolutos”, incapazes de realizar tarefas simples de leitura. Aproximadamente 22% têm alfabetismo tão rudimentar que não conseguem aplicar leitura e escrita em situações cotidianas mais exigentes.

Neste universo preocupante temos pessoas na internet dando opinião sobre diversos assuntos como política, geopolítica internacional, saúde pública, educação, economia, etc. Pessoas que em tese podem ser analfabetos funcionais ou que não sabem interpretar sequer um texto.

A situação que explica a dificuldade pela busca de boas oportunidades no mercado de trabalho, afinal, sem qualificação, experiência profissional e tendo dificuldades de expressão e entendimento é quase impossível encontrar bons empregos.

                                                                Imagem:Ploc Social

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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