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15 de janeiro de 2026

Os três grandes golpes no Brasil!

  

Imagem - Infomoney.

As três grandes farsas recentes no Brasil aconteceram em:

2016: Pedaladas fiscais para Impeachment da Dilma;

2017: Moro e a farsa da prisão do Lula sem provas;

2018: Facada fake em Juiz de Fora.

Embora sejam eventos com diferença de um ano entre seus acontecimentos, a execução foi planejada com antecedência visando tirar Dilma, do PT, da presidência e evitar a eleição de Lula em 2018.

Conseguiram êxito na execução dos golpes, fazendo com que os mesmos não estivessem associados entre si no momento em que foram praticados. Iludiram a população disseminando milhões de disparos de fake news e contaram com a providencial ajuda da grande mídia vira-lata do nosso país.

Tudo começou quando Aécio Neves (PSDB-MG), perdeu as eleições para a presidência da república para Dilma Rousseff em 2014 por uma margem pequena de votos. Inconformado, tentou convencer a sociedade e o TSE que houve fraudes na apuração dos votos pelas urnas eletrônicas, a mesma patifaria utilizada por Jair Bolsonaro na derrota em 2022. Coincidências? Não. Era desespero e tentativa de fraude no processo legítimo nas duas eleições.

Quando percebeu que sua tentativa não havia emplacado, começou junto com a direita na Câmara um processo de fritura para derrubar Dilma Rousseff do poder. Aliou-se a Eduardo Cunha e outros próceres da extrema-direita nacional e começaram a boicotar o governo federal, além de buscarem algo que pudesse ser utilizado para dar um golpe em Dilma.

 

Usaram então as famosas pedaladas fiscais como justificativa para o Impeachment da presidente Dilma. Tudo orquestrado e premeditado nos corredores do Congresso Nacional. As acusações não configuravam crimes de responsabilidade de forma clara e foram um pretexto para poder impor o Impeachment. Houve um forte componente de perseguição política onde o processo foi impulsionado por uma crise econômica, uma insatisfação popular (manifestações de rua forjadas pela direita usando estudantes como massa de manobra) e por setores políticos e midiáticos contrários ao governo.

O objetivo principal era interromper um projeto de governo eleito democraticamente, caracterizando uma ruptura indireta da ordem democrática.

Lula havia sido presidente de 2003 a 2010, seguido por Dilma Rousseff de 2011 a 2016, o pavor daqueles políticos e empresários era acontecer uma nova vitória com Lula em 2018. Começaram então a segunda etapa do plano: derrubar Lula e inviabilizar sua candidatura.

Em 2017, surge Sérgio Moro, seus promotores e o esquema da República de Curitiba, onde criaram um tribunal de exceção. Usaram então a Operação Lava Jato para poder em seguida chegar a Lula.

Prenderam empresários, donos de grandes empreiteiras, causando desemprego e favorecendo empresas americanas. Mas o único objetivo era investigar o ex-presidente Lula. Fizeram de tudo: buscas, apreensão, escutas ilegais, delações forçadas em troca de liberdade desde que mentissem sobre o governo Lula.

Ao final de todas as investigações os promotores capitaneados por Deltan Dallagnol não conseguiram encontrar dinheiro no exterior nem no Brasil em nome de Lula. Não acharam sequer indícios de corrupção nem nada que desabonasse o ex-presidente.

Num ato de desespero usaram um triplex no Guarujá que não pertencia a Lula e um sítio em Atibaia que não pertencia a Lula, mas era registrado no Cartório de Registro de Imóveis daquela cidade em nome de Fernando Bittar, amigo de Lula.

Mesmo sem provas, mesmo sem ter quaisquer indícios mínimos que fossem de corrupção, Sérgio Moro forjou uma sentença onde condenava Lula a cumprir prisão em regime fechado na sede da PF de Curitiba. O processo com mais de 18.000 páginas foi apreciado pelo TRF4 de Porto Alegre em tempo recorde (menos de cinco dias), onde aceitaram as denúncias contra o ex-presidente.

Até os dias atuais, nunca ninguém conseguiu encontrar no meio daquelas 18 mil páginas onde estão as acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva. Nem Deltan, nem Sérgio Moro sabem dizer em quais páginas um cidadão poderia encontrar as acusações que eles diziam ter contra Lula. Foi uma farsa criminosa.

Após a prisão de Lula, faltava ainda vencer as eleições em 2018, onde o PT tinha Fernando Haddad como candidato à presidência. As alianças em torno de Jair Bolsonaro temiam que ele não conseguisse vencer as eleições, pois, tinha menos de 30 segundos no horário de rádio e TV.

Surge então a facada sem sangue, a facada misteriosa que levou Bolsonaro ao hospital e o tirou dos debates que aconteceriam naquele mês no rádio e na televisão. O documentário realizado pela equipe do jornalista Joaquim de Carvalho (Brasil 247), não deixa uma única dúvida sobre a farsa grotesca daquele episódio recheado de mentiras e segredos guardados a mil chaves pela família Bolsonaro.

Dois meses depois Bolsonaro era eleito presidente da república, algo que ele nunca imaginou que pudesse acontecer. Ficou na presidência de 2019 a 2022, sem fazer nada em prol do povo, sem erguer um único Hospital ou Universidade, sem duplicação de estradas ou qualquer coisa que pudesse ser lembrada como seu legado. Um desastre de gestão de um sujeito que nunca trabalhou na vida e que passou quatro anos planejando um golpe de Estado para poder se perpetuar no poder.

Hoje está preso, condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Falta agora apurar tudo em torno de Sérgio Moro, dando um fim a este período de golpes e fraudes processuais e eleitorais que marcaram o Brasil. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública. 

https://www.youtube.com/watch?v=v6R47KZka3E

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