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3 de abril de 2025

As estranhas pesquisas da Quaest!

  

O CEO da Quaest, Felipe Nunes (Foto Reprodução da CNN Brasil).

As coisas não se encaixam. A Quaest deve explicações

Em um dia, o diretor do instituto de pesquisas Quaest, Felipe Nunes, sintetiza da seguinte maneira a descida ladeira abaixo do governo Lula captada por seu levantamento: "Houve uma quebra de confiança entre o eleitorado e Lula." No dia seguinte, com a divulgação de nova sondagem da mesma Quaest, desta vez sobre as eleições presidenciais de 2026., mostrando Lula à frente de todos os concorrentes nos oito cenários pesquisados, a conversa do executivo já é outra: para ele, a polarização política escalou para a "calcificação" do voto na sociedade brasileira. Por isso, reprovação do governo não quer dizer mudança de voto, pois o eleitor compara os dois lados.

Será?

Há muito abandonei aquela postura comum no universo da política, que é festejar pesquisas favoráveis e rejeitar as que não trazem boas notícias. Isso não quer dizer, no entanto, que as sondagens não devam ser vistas com senso crítico, especialmente sua exploração midiática.

Por exemplo: embora eu não assista mais a GloboNews, via redes sociais fiquei sabendo que o CEO da Quaest esteve presente ontem em praticamente toda a programação da emissora, para comentar o "pior momento de Lula" junto com repórteres e apresentadores. 

Abre parênteses: é importante registrar que muitos problemas apontados pela pesquisa Quaest vividos pelo governo Lula são reais. O que eu debato aqui é a extensão e a profundidade deles, bem como o clima artificial de fim de mundo, de game over para o governo. Fecha parênteses.

Perguntas:

1) Se foram feitas nas mesmas datas, entre 27 e 31 de março passados, por que apenas a pesquisa sobre a popularidade em queda do governo foi divulgada nesta quarta (2 de abril), enquanto a pesquisa presidencial ficou para o dia seguinte, com muito menos destaque na Globo e em toda a imprensa comercial? Penso que a decisão está ligada à estratégia de concentrar o noticiário de um dia inteiro na baixa popularidade do governo.

2) Será que o diretor da Quaest será outra vez chamado aos estúdios da Globo para explicar como o chefe de um governo tão "mal avaliado" pode liderar as pesquisas para a próxima eleição? E, caso seja convidado, o que duvido muito, terá o mesmo tempo oferecido quando a pauta era traçar um quadro de fundo de poço para o governo?

Outro ponto que merece atenção é que Lula desponta como favorito não só contra candidatos da extrema-direita, incluindo Bolsonaro, mas também diante de hipotéticos candidatos de centro e de direita. Então, apenas a tese da polarização intensa, a tal da "calcificação", não explica a boa performance de Lula nas pesquisas. 

E mais: quando Felipe Nunes detecta uma quebra de confiança popular em Lula, ele está querendo dizer, na verdade, que o encanto de Lula se partiu entre os brasileiros, o que sugere uma sentença definitiva.

Difícil acreditar que esse mesmo eleitor cético e desiludido seja o mesmo que pretende dar a Lula um quarto mandato presidencial.

As coisas não se encaixam.

A Quaest deve explicações. 

Autor: Bepe Damasco - Jornalista, editor do Blog do Bepe. Publicado no Site Brasil 247.

1 de abril de 2025

O roteiro de um julgamento sem farsa jurídica e Power Point!

Primeiro, a Polícia Federal trabalhou silenciosamente, reunindo as peças do quebra-cabeça sobre a organização criminosa estruturada por Bolsonaro e seus aliados, tanto militares quanto civis. Um processo longo, exaustivo e contendo minuciosamente todas as etapas do planejamento do golpe de estado e da morte do presidente da república, seu vice-presidente e o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A investigação continha os fatos desde o final da eleição, com os atos golpistas de invasão de estradas, acampamentos na frente de quartéis, tentativa de invasão da sede de Polícia Federal no dia da diplomação de Lula e Alckmin pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a tentativa de explosão de um caminhão tanque carregado de combustíveis ao lado do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

Depois, os relatos da invasão da esplanada na Praça do Três Poderes, com a destruição, roubo e vandalismo do STF, Palácio do Planalto e Congresso Nacional. Tudo feito com base em fotos, áudios, vídeos e documentação farta que compuseram um processo de 800 páginas entregues à Procuradoria Geral da República (PGR).

Os procuradores se debruçaram sobre o extenso processo e, meses depois, apresentaram o mesmo ao Supremo Tribunal Federal. Coube então aos cinco ministros da primeira turma o julgamento para aceitação ou não dos indiciados como réus. Fizeram parte do julgamento os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Na manhã de outono de 26 de março, as águas de Tom Jobim rolaram na planície central com o anúncio da aceitação do processo que tornaram réus: Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

 

Qual a sequência do processo?

Os oito denunciados passarão à condição de réus. A partir daí, será aberta uma ação penal na qual PGR e defesas poderão apresentar provas e depoimentos.

No final do processo, os ministros julgarão se houve crime e, se condenados, os réus poderão pegar penas de prisão.

 

Qual o teor da denúncia?

A PGR afirma que Bolsonaro e aliados formaram uma organização criminosa estável, com divisão de tarefas, para promover a ruptura democrática. Os crimes apontados são:

·        Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

·        Golpe de Estado;

·        Organização criminosa;

·        Dano qualificado ao patrimônio da União;

·        Deterioração de patrimônio tombado.

Os bolsonaristas, os políticos de direita e extrema-direita e uma parcela da grande mídia vira lata do nosso país não se conformam com o processo e seu resultado inicial com a aceitação dos crimes que tornaram réus Bolsonaro e seus parceiros criminosos.

Para quem paga impostos, tem inteligência e oxigenação cerebral pouco importa a opinião deles na atual conjuntura. Até porque foram eles mesmos que estiveram ao lado do golpe militar em 1964, no Impeachment criminoso de Dilma Rousseff e durante o desgoverno do vagabundo das motociatas e das mamatas ao lado dos filhos, sem nunca se colocarem a favor do Brasil, sempre a favor das elites financeiras e empresariais.

Se Bolsonaro fugir, possibilidade que existe, não tem problema: o julgamento irá continuar e, sendo condenado, será considerado fugitivo, não podendo retornar ao solo brasileiro, sob pena de ser preso, e nem poderá ser candidato a cargo eletivo algum até o final de seus dias. Isso, na verdade, será um alívio a quem preza pela democracia e pelos valores éticos e morais deste país.

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

O declínio começou com a apropriação indevida da camiseta amarela!

  

Foto reprodução.

Em 2017, quando um deputado medíocre do baixo clero, expulso do exército por má conduta e tentativa de explosões de bombas se candidatou a presidência, surgiram apoiadores fascistas de todos os lados. Em comum, o fato de resolverem usar a camiseta amarela da seleção brasileira. Como se isso fosse o máximo do patriotismo.

Coincidência ou não, a seleção brasileira de futebol começou sua decadência justamente quando sua camiseta amarela passou a ser utilizada como símbolo do fascismo, vandalismo, de pessoas da sociedade que disseminam o ódio, mentiras e apoiam um genocida vagabundo.

As demais pessoas, na maior parte torcedores que não apoiavam aquele candidato que foi eleito em 2018, passaram a não utilizar mais a camiseta amarela da CBF. A peça do uniforme da seleção ficou amaldiçoada e ao ver alguém vestindo-a logo se imagina ter pela frente um patriotário.

A fabricante do uniforme com contrato milionário com a CBF, em alguns momentos já manifestou sua preocupação com a baixa venda daquela peça do uniforme da seleção. Pensou em mudar, mas a CBF, administrada por gente sem a mínima qualificação esportiva e de marketing, recusou a troca.

O declínio da seleção que veio depois está nas costas do presidente da CBF, fraco, despreparado e sem capacidade para ocupar tal cargo. Somam-se a isso, jogadores sem alma, brilho e caráter. Uma mídia vira lata que é ufanista e desconectada da atualidade. O mundo viu suas seleções evoluírem tanto quanto nós vimos um time que é a cara de Neymar...

Levará muitos anos para que a seleção volte a jogar um bom futebol, ainda mais tempo levará para que as pessoas inteligentes deste nosso imenso país, esqueçam que a camiseta amarela virou símbolo da tirania, do ódio, do fascismo, do oportunismo de um político baixo, rasteiro, ignóbil que a cada final de semana vestia uma camiseta de clube diferente, pensando estar agradando milhões.

O fascismo da direita nacional não produziu nada relevante, não tem legado e está sempre associada a mentira, ao ódio, desprezo pelas pessoas mais pobres e aliadas a uma religião. Esse mesmo fascismo contém a distorção dos fatos históricos tentando mascarar a verdade com narrativas falsas, disseminadas em grupos de WhatsApp e Telegram.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.