Jair Bolsonaro e presídio da Papuda - Foto Reuters Reprodução.
Apesar de tentativa de golpe de Estado ser uma excrescência, Bolsonaro será condenado, simbolicamente, pelo “conjunto da obra”
Exatamente hoje, dia 25 de março de 2025, o Supremo Tribunal Federal decide se acolhe a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República sobre a tentativa de golpe de Estado liderada por Jair Messias Bolsonaro.
É certo que a denúncia será aceita. Assim, Jair Messias Bolsonaro e sua turba serão julgados. Durante o julgamento, os réus terão direito ao contraditório e amplo direito de defesa. Se condenados, cumprirão pena.
E assim será.
Os crimes de Jair Messias Bolsonaro são evidentes. Há um robusto conjunto de provas que o indica. Todo o trâmite será seguido, e o ex-presidente da República será preso. A grande maioria do povo festejará! Porque, apesar de tentativa de golpe de Estado ser uma excrescência, o réu será condenado, simbolicamente, pelo “conjunto da obra”.
Como, por exemplo, elogiar Carlos Alberto Brilhante Ustra – o maior torturador que este país já conheceu. Como, por exemplo, dizer para a deputada federal Maria do Rosário que não iria a estuprar porque ela não merecia. Como, por exemplo, dizer que no quilombo só havia pretos de sete arrobas que não serviam sequer para procriar. Como, por exemplo, dizer que fazia sexo com a galinha, com a bezerrinha, com a cabritinha e com a jumentinha.
Como, por exemplo, ter 51 imóveis sem renda compatível. Como, por exemplo, se apropriar de joias que eram presente para o Estado Brasileiro. Como, por exemplo, contribuir para a morte de milhões de pessoas durante a Covid-19 (sim, porque não são 700 mil pessoas que foram vitimadas, há muitas subnotificações de casos). Como, por exemplo, dizer que os petistas iam morrer na ponta da praia. Como, por exemplo, dizer que precisava matar pelo menos 30 mil pessoas, em uma guerra civil.
Como, por exemplo, dizer que, se virasse presidente, daria um golpe de Estado no primeiro dia de mandato. Como, por exemplo, planejar a explosão da adutora do Rio Guandu. Como, por exemplo, ser amigo íntimo dos executores de Marielle Franco. Como, por exemplo, simular uma facada que nunca recebeu.
Continuamos, ou paramos por aqui?
Jair Messias Bolsonaro é, indubitavelmente, um criminoso.
Seus crimes são incontáveis.
Cadeia nele!
Autor:
Luis Filipe Chateaubriand - É professor de Administração Estratégica e autor do
livro “Futebol Brasileiro: Um Novo Projeto de Calendário”. Publicado no Site
Brasil 247.
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