Seguidores

20 de maio de 2011

Dois países dentro do mesmo Brasil

O Brasil tem dados e números que poderiam deixar qualquer analista perdido em suas análises teóricas. Somos um país que produz minérios em quantidade que supera os demais países do mundo, temos riquezas infinitas em nosso solo, subsolo e nas águas da nossa imensa extensão territorial.
Possuímos matas e a floresta amazônica rica em produtos e subprodutos que atraem a indústria farmacêutica, cosmética e de outros segmentos pelo mundo afora. São incontáveis nossas possibilidades de exploração de turismo ecológico.
Temos em São Paulo números comparáveis as maiores metrópoles do planeta, na gastronomia, comércio, produção de veículos, compra e utilização da frota de helicópteros, enfim, números que assombram o mundo.
Sem contar a força da agricultura que mesmo sem o devido incentivo do governo é uma das mais produtivas do mundo. A indústria de agros negócios é uma realidade e já realiza grandes feiras e atrai milhares de investidores.
Do outro lado, nosso país, por não aproveitar o que tem de melhor e desviar através de seus políticos o fruto do que é arrecadado em impostos e outras receitas com corrupção, desperdício e desvio de finalidade possibilitam que tenhamos índices de IDH, Educação e Saúde abaixo de países muito pobres da África por exemplo.
Temos milhares de pessoas vivendo em extrema miséria, temos criminalidade assustadora, nossa saúde pública é uma das piores do mundo, nossa educação carece de investimentos na estrutura e no seu pessoal. Somos gigantes vivendo apequenados e sem nenhuma esperança de melhora.
Nossa classe político legislou durante um século em causa própria, excluindo qualquer possibilidade de termos um país justo que faça jus a democracia que foi reinstaurada há 25 anos. Vivemos eternamente com o slogan “Brasil, o país do futuro”. Tempo que não chega, pois estamos atrasados e vivendo das mazelas do passado e que infernizam nosso momento atual.
As propagandas a preço de ouro tentam transformar o Brasil em potencia mundial, mas a realidade das ruas e do povo é bem diferente. Temos combustíveis caros apesar de sermos auto-suficientes em exploração de petróleo. Pagamos a maior carga tributária do planeta e não temos nada em troca.
Enfim, o Brasil é uma grande incógnita, poderia ser a salvação do planeta, mas nem sua própria floresta, pulmão do mundo é tratada com respeito por seus governantes. Suas riquezas esvaem por tratados que prejudicam o povo e enriquecem empresários gananciosos.
O país do futuro jamais se livrará do seu passado e se no presente não mudar sua forma de encarar o mundo globalizado ao seu redor. É preciso dar valor a sua gente, recuperar o tempo perdido, missão quase impossível diante da falta de qualidade dos nossos políticos.

13 de maio de 2011

Querem criar mais um devorador de impostos

"Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!”
A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o
produto da cobiça em agonia,
da amargura dos homens que temem o avanço humano..."
Charles Chaplin

O Brasil já possui 27 Estados e o que menos precisa neste momento é da criação de um novo Estado para absorver bilhões das reservas públicas. Consumir milhões com a duplicação da estrutura já existente no Estado a ser dividido, que no caso é o Pará.

Não me interessa as questões técnicas, quem defende a divisão do Pará ou a criação de um novo Estado nem o seu possível futuro nome. Isso é um crime contra o povo do Pará e do Brasil inteiro.

Já vimos este filme várias vezes no nosso país, dividem um Estado, criam milhares de cargos, fazem as indicações sem concurso público, torram milhões do nosso dinheiro para montar sedes de governo, palácios para a instalação da sede do Poder Judiciário e Poder Legislativo.

Criam novas Estatais, nova bandeira, novos símbolos, tudo isso a preço de ouro, sem que o contribuinte tenha necessariamente alguma vantagem com a divisão de um Estado antigo e que bem ou mal poderia ser melhorado sem ser dividido.

Os partidos se alvoroçam e entram em luta para assumir o poder no novo Estado a ser criado, são duas eleições a mais na região, com mais deputados estaduais e federais, sem contar que terão quatro senadores ao invés dos dois atuais. É uma mamata sem precedentes para muita gente.

Alguns espertalhões vão ganhar muito dinheiro e o povo como sempre vai pagar por tudo na forma de impostos e do desperdício brutal de dinheiro que poderia ser encaminhado para saúde, educação e segurança no Pará.

Estamos cheios de municípios quase insolventes, que não tem receita suficiente e esbanjam despesas sem sentido, pois foram criados de forma política por indivíduos sem capacidade alguma e sem a mínima preocupação coma coletividade.

Temos políticos demais, temos honestidade de menos em nosso país. Sobram espertalhões sem escrúpulo algum querendo sempre achar um meio de dilapidar o erário a revelia do povo e sem que a sociedade seja ouvida para opinar sobre o que está sendo decidido em gabinetes que representam a corrupção e os desmandos.

O Brasil precisa de muita coisa, na maioria coisas simples como trabalho, honestidade, educação, saúde e vergonha na cara. Precisamos de Justiça e não de mais bandalheiras como esta idéia sem pé nem cabaça de formar novos Estados ou dividir os já existentes.
















9 de maio de 2011

O PT premia suspeitos e joga no lixo seu estatuto

“Quando o dinheiro fala, a verdade cala"
Provérbio Chinês


     A aceitação do petista Delúbio Soares pelas bases do PT – Partido dos Trabalhadores, sendo reintegrado depois de ter sido associado ao Mensalão em Brasília mostra ao povo brasileiro que o PT perdeu de uma vez por toda sua identidade com o trabalhador que diz representar.
     Rasgaram a Cartilha e o Estatuto e ainda se defendem dizendo que o partido não pode aplicar pena de prisão perpétua contra ninguém. Ora bolas, não bastassem fazer acordos espúrios para apoios eleitorais com Sarney, Collor, Renan Calheiros e tantos outros, ainda permitem suspeitos de lesar o erário em suas tropas?
     "A política é construir uma sociedade nova, passo a passo, para alcançar dias melhores para todos. É um processo que cria oportunidade para o País superar a miséria, como fez o presidente Lula", afirmou Delúbio. Vejam que coisa meiga e linda diz o manganão que retorna ao velho posto.
     Segundo informações que circulam na internet, Delúbio Soares ex-tesoureiro do PT e suspeito de ser coordenador do Mensalão estava trabalhando como “Consultor da Incorporadora Brookfield que presta serviços ao governo federal.
     Ela já vendeu duas torres para a Previ, maior fundo de pensões do Brasil pela bagatela de R$ 342 milhões. A Brookfield também já construiu quase dois mil imóveis para o programa “Minha Casa, Minha Vida. A empresa do irmão de Delúbio Carlos Rubens Soares – Brasil Gerais para construir prédios do Parque Corporate vendido a Previ.
     Não bastasse isso vem o governo federal capitaneado pelo PT numa decisão pessoal do ministro da Defesa, Nelson Jobim, pela primeira vez no Brasil condecorar um ex-guerrilheiro com a Medalha da Vitória - comenda concedida a militares e civis que contribuíram para difundir a atuação do País em defesa da liberdade e da paz mundial, em especial na 2ª Guerra Mundial.
     O agraciado foi o ex-deputado federal José Genoino, que atuou na Guerrilha do Araguaia na década de 70 e hoje é assessor especial da Defesa. Brincadeira? Não, o governo brasileiro não brinca jamais com coisa séria.
     Os membros do Mensalão petista agora começam a voltar à ativa, recebendo prêmios, churrascos, reintegração aos cargos na direção do partido e na vida que foi interrompida pelos crimes cometidos ou pela suspeita não levada a sério pela nossa inconseqüente justiça.
     Aos poucos tudo vai voltando ao normal neste país sem vergonha, sem memória e sem justiça que é o pior de tudo, pois um trabalhador que não declarar imposto de renda, ou cometer qualquer deslize ficará marcado pelo resto da sua vida junto ao governo, aos órgãos de crédito e a justiça.
     A volta de Delúbio é um prenúncio do retorno de outros envolvidos em esquemas de fraudes e desvios de verbas públicas, afinal de contas Palocci é Ministro da Casa Civil, José Genuíno é Assessor do Ministério da Justiça, em breve José Dirceu assume um carguinho, Delúbio também e a coisa volta à normalidade.
     Claro que, outros partidos fazem e fariam o mesmo, mas o PT paga pela língua, pela forma agressiva que sempre discutiu com a sociedade a questão de que eram uma alternativa para tudo de errado que havia no pais. Não eram, são farinha do mesmo saco!

30 de abril de 2011

Os vereadores de Bauru querem, o povo não!

Em Bauru, uma cidade cuja população de 350 mil habitantes sofre com a falta de saúde pública, reclama da ausência do poder público na resolução dos problemas em seus bairros, da Dengue que castiga e mata, os vereadores querem de uma vez só propor duas medidas no mínimo controversas para a sociedade.

A primeira seria a proposta obscena do aumento de 16 para 21 ou 23 vereadores na cidade a partir de 2012. Os números desejados pouco importam, vale para a maioria dos cidadãos honestos da cidade que este suposto aumento não combina com a produtividade atual.

Demanda existiria se houvesse contrapartida dos Edis atuais, porém, no nosso cotidiano vemos que um ou dois, no máximo três vereadores fazem jus ao seu mandato, os demais apenas aparecem nas sessões às segundas feiras e depois vão cuidar de seus afazeres pessoais.

O que o Brasil inteiro menos precisa e Bauru está contida nesta situação é de novos políticos, precisamos de muitas coisas, como obras, honestidade, ética e o arregaçar das mangas em prol de uma cidade que está parada no tempo por mais de vinte anos, o resto é balela.

A segunda surpresa que os vereadores nos preparam é ainda mais difícil de entender, estão sondando a opinião pública para tentar nos convencer da necessidade da construção de uma nova Câmara. Ou seja, querem substituir a atual por uma maior e melhor para então, não fazerem nada num lugar melhor e mais suntuoso as nossas custas.

Como isso sairá do bolso dos contribuintes, pouco importa para eles priorizar o pagamento das dívidas e os muitos compromissos que esses políticos têm de resolver para o cidadão bauruense.

A cidade continua esburacada, dois viadutos inacabados sem solução, dívidas com o DAE, Funprev, sem contar que a cidade precisa resolver a questão da construção da Estação de Tratamento de Esgotos, Viabilização do novo aterro sanitário, Equacionamento do atendimento médico que é precário além de fiscalizar e coibir o absurdo loteamento das secretarias para uso partidário.

Eles aprovaram a compra da Estação Ferroviária com a intenção de lá se instalarem, mas isso já não serve mais, como quem vai pagar não são eles, nada como uma nova despesa, pois, certamente isso poderia possibilitar um ganho indireto de algum empreiteiro “cumpadre”.

Igualmente à questão anterior o que a sociedade bauruense menos precisa no momento é da construção de uma nova Câmara, quando na verdade clamamos pela construção de ao menos cinco novos Postos de Saúde, incluindo os três desativados de forma inconseqüente pelo município.

Existe prioridades que devem ser seguidas, basta consultarem a sociedade, seus eleitores e até seus familiares, que com certeza eles irão dizer que a cidade precisa de:

• Estação de Tratamento de Esgotos;

• Novos Postos de Saúde;

• Um novo Pronto Socorro;

• Obras viárias (incluindo término dos dois viadutos);

• Reformas (das escolas e creches com a ampliação da oferta de vagas);

• Instalação de câmeras de vídeo ao menos no centro da cidade para coibir a violência;

• Luta junto ao governo estadual para Duplicação da Rodovia Bauru Arealva; Ampliação da força policial; Investimento maciço na Saúde e Educação;

• Cobrar do Prefeito e sua Vice que de uma vez por todas viajem a Brasília para cumprir a promessa de campanha eleitoral da busca de recursos federais para a nossa cidade. Chega de enrolação com os Edis fingindo não ver o que está acontecendo;

Portanto, jogue no lixo a idéia de aumento de coleguinhas e da construção de nova Câmara, vamos fazer o simples – Trabalhar em dobro! Honrar seus mandatos e lutar por uma Bauru melhor.

28 de abril de 2011

Não Faz Sentido! - #PrecoJusto

Venho usar este espaço para divulgar um protesto que contém uma campanha proposta pelo jovem Felipe Neto na internet. A sua luta é contra os altos impostos que estão embutidos em praticamente todos os produtos fabricados em território nacional e nos produtos importados, cujos preços lá fora são muito menores que os praticados aqui no país.

A campanha se chama #preçojustojá e tem meu total apoio, enviei o link atraves do twitter, facebook e para meus amigos na caixa postal de meu e-mail. Espero que todos que concordem possam aderir, entrando no site e colocando seus dados como apoio a campanha.

O endereço do site que aparece no vídeo é http://www.precojustoja.com.br/ e não custa nada tentarmos através desta simples ferramenta lutarmos contra essa escória que nos governa para que saibam que não concordamos com os preços dos produtos que consumimos. Ou queremos consumir e cujos preços justos são muito inferiores em países como Argentina, Uruguai, EUA e tantos outros, onde os governos não são corruptos e nem roubam seus contribuintes descaradamente como o nosso governo.

Sempre ouço pessoas reclamando, poucos tomam alguma atitude pró-ativa, ninguém usa seu precioso tempo para incomodar os poderosos, sejam eles  governantes ou políticos, ambos sustentados com nosso dinheiro, logo, temos obrigação de faze-lo, a eleição não termina jamais na apuração, mas sim ao final do mandato, quando recomeça o ciclo seguinte. 

A falta de vigilância da sociedade é o que eles mais querem, quanto menos incomodarmos melhor para os que não prestam, portanto, creio, sejam motivos suficientes para não deixa-los em paz.

Vejam o vídeo e acessem o site, além de divulgarem a seus amigos e conhecidos em geral.

25 de abril de 2011

Carga tributária sobre diversão em casa

“Só há duas opções nesta vida:
se resignar ou se indignar.
E eu não vou me resignar nunca".
Darcy Ribeiro

Vivemos no Brasil uma ditadura dos impostos que recaem sobre tudo que o brasileiro usa, compra e para tudo que o governo arrecada, quase nada retorna em serviços de qualidade na educação, saúde, segurança e obras de infra-estrutura.

Mas o que poucos sabem ou ao menos observam é que na maioria dos produtos comercializados em nosso país está embutido um percentual enorme de tributos, seja o produto importado ou fabricado dentro do país.

Nada escapa da sanha governista por recursos, nada mesmo, desde um saquinho de pipocas ou do ingresso do cinema, tudo vem com tributação sobre o produto ou serviço utilizado.

No campo da diversão não é diferente, vejam abaixo:

Aparelho Toca CD       47,25%
Aparelho MP3 ou Ipod  49,45%
Notebook (+de 3 mil)  33,62%
Aparelho DVD             51,59%
Televisor                   44,94%

Ou seja, quando estamos vendo um filme através de um DVD em nossa sala junto com nossa família, não temos noção momentânea de quanto imposto estão embutidos na nossa frente, quer seja no Televisor, Aparelho de DVD, Blue Ray, ou no Toca CD ou MP3.

Nossos governantes não estimulam a fabricação de produtos pelas empresas nacionais, ao contrário cobram delas muitos impostos. E para que nossos governantes precisam de tanto dinheiro?

Na verdade para poder fazer frente à trilionária dívida interna do país, que cresce mais que a criminalidade e o buraco da camada de ozônio. Lamentável, mas é a pura realidade, gastam mais com a máquina pesada do que com investimentos em obras e serviços.

Contratam de forma equivocada, torram dinheiro com publicidade e despesas desnecessárias ao invés de cortar gastos que poderiam equilibrar as contas.

E assim, o brasileiro vai sustentando esta máquina de engolir dinheiro chamada Governo Brasileiro. Um filme de horror sem suspense e com final macabro.

21 de abril de 2011

Brasil - Um canteiro de promessas vazias

“Se você planta a tragédia, você colhe o fracasso.
Se você planta o positivo, você colhe o sonho realizado”
Jaime Lerner

No passado não muito distante eu ouvia a expressão “esta cidade está um canteiro de obras”. Eram outros tempos, havia políticos interessados no desenvolvimento da cidade, no crescimento e na visão do futuro. Tínhamos políticos visionários.

Hoje percebo que não existem mais políticos com essa nobre preocupação, querem apenas vender o patrimônio público ao invés de efetuarem reformas administrativas baseadas em conceitos da administração moderna. Preferem terceirizar a outros o papel que sempre coube ao Estado.

São tempos em que os governantes aparecem muito antes das eleições onde fazem promessas inócuas que jamais serão cumpridas. Depois de eleitos somem em três meses e não executam nem cinqüenta por cento do que prometeram em rádio e televisão.

O país se comprometeu a realizar Copa do Mundo de Futebol em 2014 e Olimpíadas no RJ em 2016. Entretanto, desde que conseguiu este feito, o governo federal não mexeu um dedo sequer na direção de efetuar as obras de infra-estrutura necessárias para abrigar as duas competições.

Os aeroportos do Brasil não suportam nem os feriados nacionais nos dias atuais, que dirá um evento da magnitude de uma Copa do Mundo, onde os deslocamentos são constantes.

Aqui em SP, a Hidrovia Tietê-Paraná acaba de receber no papel a promessa de investimento de alguns bilhões de reais. Há muitos anos isso acontece com a mesma freqüência, não as obras, nem o investimento, apenas as promessas.

O Rio Tietê há três anos não recebe limpeza em seu trecho urbano, sendo mais um dos facilitadores para as enchentes em São Paulo, se o maior rio não recebeu o tratamento devido, que poderemos esperar de seus afluentes? O PSDB governa SP há 17 anos, tempo suficiente para realizar muitas obras, mas seu currículo é pobre, suas propagandas são impressionantes.

O PT dizia que faria muito após chegar ao poder e após oito anos tem propagandas, mas não tem conteúdo, não implantou o trem bala, não reformou aeroportos, não construiu estradas e nem reformou as existentes. Não vejo obras grandes, não vejo desenvolvimento sustentado.

O problema não está nos partidos e sim na falta de caráter dos seus ocupantes, eles mal acabam de se eleger e já estão preocupados com duas coisas, a saber:

1. Atender seus correligionários com cargos e benesses diversas como forma de quitarem suas “dividas de campanha”;

2. Se prepararem para as próximas eleições. Sempre de olho em reeleições ou em cargos maiores e mais rentáveis. Nada mais!

13 de abril de 2011

Carta ao Ministro da Ciência e Tecnologia

Senhor Aloísio Mercadante
Ministro da Ciência e Tecnologia

Venho por meio da ouvidoria do MCT, até porque não existe outra forma de contato direto com Vossa Excelência, para tecer algumas considerações como cidadão que cumpre seus deveres nesta sociedade brasileira em que vivemos e pressupõe que tem o direito de expor suas idéias ao governo brasileiro da qual o senhor é parte importante.

A questão que desejo abordar é com relação a sua entrevista em Pequim na China, quando o senhor cita que "O governo brasileiro poderá taxar os proprietários de veículos movidos a gasolina sejam eles nacionais ou importados, a fim de incentivar o uso do etanol e angariar recursos para o desenvolvimento estratégico do País"

Difícil como cidadão que vive aqui dentro do nosso país e percebe como as coisas funcionam, entender sua lógica perversa em relação à minoria que se utiliza de veículos movidos a gasolina.

O Brasil desviou milhões de hectares de terras altamente produtivas para produção de alimentos para que as mesmas fossem utilizadas na monocultura da cana de açúcar, com o objetivo de incentivar e desenvolver o projeto do pró-Álcool.

O mesmo governo federal concedeu incentivos e até permitiu que a indústria automobilística desenvolvesse o motor com tecnologia "Flex". Motor que obviamente consome muito mais combustível e que em 99% dos carros usa etanol.

Ou ao menos usava antes que os usineiros resolvessem brincar com a população e começassem a fazer açúcar ao invés de etanol, fazendo com que o combustível chegasse a preços estrelares, claro que o senhor como ministro não abastece o carro, mas com certeza tem acompanhado a evolução dos preços dos combustíveis no país, inclusive a gasolina.

Esta mesma gasolina que tem 25% de etanol, que sofre com adulterações constantes, que tem água em sua composição em excesso e que é vendida no Paraguai e Argentina por um real a menos que no Brasil. Isto num país que alardeou aos quatro cantos do mundo que era auto-suficiente em petróleo. Imagino se não fosse o que estaríamos pagando nas bombas, talvez R$ 3,80 o litro?

Voltando a questão principal, anos depois e com todas as facilidades que o etanol possui na nossa enorme frota veicular, o senhor ainda quer punir parte considerável dos consumidores com um "Novo imposto"?

Senhor Ministro, acho que o que o nosso país menos precisa é de impostos, até porque a gasolina e demais combustíveis já tem uma incidência obscena de impostos e taxas que a fazem chegar ao abusivo preço que pagamos nas bombas.

Logo, penso que o país precisa de investimentos em Educação, Saúde, Segurança Pública, Saneamento Básico, mas nunca, jamais sobre a gasolina ou qualquer outro combustível, que precisam sim, de revisão dos preços para abaixar este preço que é um roubo que está sendo praticado até em cidades ao lado de usinas de álcool e açúcar.

Tributar parte da frota apenas demonstrará que o governo Dilma em nada difere dos anteriores, inclusive de FHC, Collor e Sarney, pois estes criaram impostos a revelia da sociedade sem que tivéssemos retorno palpável em forma de prestação de serviços e de educação, saúde e segurança para dizer o mínimo.

Tributar veículos movidos a gasolina é sinalizar aos usineiros que eles podem ficar tranquilos, o governo bonzinho vai acabar de vez com esta coisa chamada veículo que não utiliza o "seu" (deles) combustível.

Ninguém do MCT pensou em exigir que os novos veículos tenham maior autonomia por exemplo. Assim como o fazem os europeus com suas frotas. Ninguém pensou em buscar fontes alternativas de energia para o país, como energia eólica ou solar por exemplo.

Por fim Senhor Ministro, gostaria de ver o seu ministério assim como todo governo Dilma brigando para reduzir impostos, diminuindo a divida interna que é absurda, lutando pelos brasileiros que pagam muitos impostos e não enxergam melhoras na qualidade de vida.

Mas nunca criando um novo imposto, seja ele com qualquer finalidade, em minha opinião criar impostos é trair os eleitores, é trair o povo brasileiro, já saturado de pagar tantos impostos embutidos em tudo neste país.

Atenciosamente


Rafael Moia Filho

5 de abril de 2011

O ultrajante preço dos combustíveis

O nosso país sofreu durante muitos anos com a dependência total do petróleo vendido a preço de ouro pela OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Eram tempos difíceis onde o Brasil em plena ditadura militar fazia das tripas coração para manter o abastecimento.

Era criança e me lembro das restrições para poder abastecer um veículo, finais de semana os postos ficavam fechados, incluindo estradas. Fechavam a meia noite de sexta feira e só reabriam na segunda feira às seis da manhã.

Os preços eram altos, a inflação e a disparada dos preços do barril por qualquer motivo faziam o liquido precioso subir mais que a grama do ouro. Sempre que havia reajustes anunciados pelo governo as filas nos postos davam voltas em quarteirões.

Pois com o passar dos anos o Brasil conseguiu dominar a tecnologia para usar o etano álcool combustível em sua frota. A princípio com motores a álcool e a gasolina separados. No início da década de ’80 começaram a circular vários modelos a álcool e os proprietários começaram a transformar seus antigos carros movidos a gasolina para álcool.

O novo combustível era mais barato, menos poluente e começou a cair nas graças dos consumidores. Eram outros tempos e a dissidência política começava lentamente em nosso país com a transição do regime para o que temos nos dias atuais.

Com a aceitação do álcool combustível, a indústria automobilística recebe sinal verde do governo federal e começa a desenvolver a tecnologia Flex com motores bi-combustíveis.

Nos últimos 20 anos a Petrobrás descobriu inúmeras bacias de petróleo, além disso, com a descoberta da tecnologia para perfurar na camada do pré-sal, ficamos auto-suficientes em petróleo.

Um cenário perfeito para se ter abundância de combustíveis a preços justos, mas não no Brasil. Aqui o povo deverá pagar sempre um preço maior por tudo independente do que seja, da onde venha e quem o esteja fabricando.

Trocamos milhões de hectares de terras férteis para alimentação por cana de açúcar, incentivos fiscais foram dados, motores Flex garantiram o uso do Etanol, porém a ganância fala mais alto e joga tudo por terra.

Usineiros mandam no negócio e se sobrepõe ao governo inerte do nosso país. Aumentam o preço do álcool para patamares jamais vistos, subvertem a ordem e fazem com que o consumidor use gasolina ao invés do etano. Dizem que preferem exportar açúcar e dão uma banana aos consumidores.

Pela primeira vez o consumidor brasileiro está descontente com o etanol, não com o combustível, mas sim com o preço que já supera o da gasolina nas contas de consumo. O custo do etanol na usina não deve superar R$ 0,40 por litro, mas está chagando ao consumidor por R$ 2,25 o litro em Bauru.

O governo mostra-se incapaz de defender o consumidor, preferindo se omitir diante das consequências que esta situação tem trazido para toda frota nacional de veículos. A inversão do consumo faz com que a gasolina comece a desaparecer de algumas bombas. Com isso seus preços disparam e em breve teremos um caos.

Nossos governantes se acostumaram nos últimos 16 anos a aumentar a arrecadação tributária como forma de disfarçar o déficit interno, gigantesco e sem freios. Com isso, sempre que uma medida deve ser tomada e interfira na arrecadação ela fica jogada meses num canto. Essa omissão faz com que as premissas iniciais que justificaram a adoção do etanol sejam todas jogadas no lixo da história.

Afinal de contas o combustível poluente voltou a ser usado e com preços ainda mais atrativos que o xodó dos usineiros gananciosos.

O biogás morreu quando Evo Moralez o tresloucado índio boliviano tomou posse alguns anos atrás, portanto não resta ao governo do Brasil nenhuma alternativa que não seja tomar novamente as rédeas do processo e mostrar se governa para o povo com o povo.

Ou o governo assume para todos que se apequenou diante de seus investidores de campanhas políticas que ao que tudo indica são como diria Antonio Rogério Magri – “Imexíveis”.

30 de março de 2011

Pequeno tributo a José Alencar - 1931 - 2011

O mineiro José Alencar nasceu pobre em Itamura, município de Muriaé em pleno coração da Zona da Mata mineira no dia 17 de outubro de 1931. Foi o décimo primeiro de uma família de 15 irmãos, algo natural naquela época.

Aos 18 anos abriu um pequeno comércio na cidade de Caratinga, em virtude das imensas dificuldades financeiras e das inúmeras provações conseguiu estudar até a quinta série.

Trabalhou como viajante comercial, atacadista de cereais, dono de fábrica de macarrão, atacadista de tecidos e industrial do ramo de confecções. Em 1967, conseguiu um financiamento subsidiado da Sudene para instalar, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do país.

Sua trajetória política não é extensa, foi candidato ao governo de MG pelo PMDB em 1994. Ficou em terceiro lugar naquelas eleições. Nas eleições seguintes foi eleito Senador com três milhões de votos.

Em 2001 entrou para o PL e começou a se destacar por suas posições firmes em defesa do empresariado, suas criticas ao governo e assim em junho de 2002 formou com o PT de Lula a aliança que o conduziu a vice – presidência do pais.

Interessante que sua simplicidade, sua carreira brilhante como empresário e a bem sucedida aliança com Lula não foram tão importantes como sua luta pela vida desde que teve diagnosticado um câncer contra o qual lutou até 29/03/11.

Foi exemplo de luta pela vida, seus posicionamentos sempre otimistas com relação à morte e a sua fé inabalável em Deus foram mais importantes que seus discursos como político.

Poucas vezes no Brasil percebemos que a população fica realmente consternada com uma morte que envolva um político, que na sua imensa maioria são detestados pela mesma sociedade.

No céu estará ao lado de homens à altura de sua ilibada e perfeita estrutura moral e ética. Deixa um legado de que poderá sempre ser usado pelos mais jovens na luta pela vida, na disputa por um lugar ao sol, seu estilo empreendedor será sempre exemplo para os jovens brasileiros.

O Brasil perde um grande homem, nos tempos atuais, isso não é pouco, já está fazendo muita falta aos parentes e amigos e a todos os brasileiros que sonham sempre com homens públicos decentes.

15 de março de 2011

Motoristas selvagens

As manchetes não deixam dúvidas quanto à nova safra de motoristas que estão guiando nas ruas e estradas do nosso país. São os motoristas selvagens que transformaram seus veículos em máquinas mortíferas e saem praticando barbaridades sem fim.

Contribuem para a existência destes ignóbeis a impunidade, a falta absoluta de fiscalização, afinal nossas autoridades acham que radar é policial, quando na verdade é estático e apena multa o que passa correndo. Além do principal que é a falta de educação dos motoristas fruto da falta da adoção de programas educacionais pelas autoridades nas escolas.

Colaboram também a péssima forma como os novos motoristas adquirem suas carteiras nacionais de habilitação para guiarem em nosso trânsito. Existem muitas falcatruas e os Detran's passam longe de serem exemplo de órgãos públicos probos.

As leis existem aos montes, entretanto, nem sempre são cumpridas ou na maioria das vezes coexistem com burlas oficiais como a aplicação dos valores ínfimos de fianças. É uma vergonha que alguém cometa um crime ao volante e depois recolha cem ou duzentos reais e saia livre enquanto do outro lado familiares choram perdas irreparáveis de seus entes queridos.

Nas estradas estamos convivendo com uma pratica odiosa que causa repúdio, são os constantes animais dirigindo na contramão em estradas bem sinalizadas sem que sejam parados a tempo por policiais rodoviários. Este é outro fator complicador – A ausência de policiais rodoviários nas estradas estaduais e federais. Não se contratam novos agentes e a fiscalização fica restrita a radares.

Outro dia, um maluco dirigiu na contramão numa estrada federal em SP, ultrapassou dois pedágios, quebrou as cancelas, assustou a todos e só foi parado por uma viatura após barbarizar por 23 quilômetros. Foi preso com drogas e libertado a seguir. Pense – O que ele precisaria fazer para ser preso e ficar detido?

Em duas situações recentes ciclistas foram atropelados no Rio Grande do Sul causando ferimentos em vários inocentes. Os elementos foram presos e já estão sendo muito bem assistidos juridicamente para provavelmente serem libertados ou não serem processados e presos como deveriam se as leis fossem cumpridas com o rigor que delas se esperam.

O que está acontecendo no nosso trânsito é uma verdadeira desobediência civil e criminal. Onde malucos, bêbados, gente sem carteira de habilitação, menores de idade e pessoas sem quaisquer condições de dirigir estão matando impunemente. Nas mesmas ruas onde o medo impera por falta de policiamento soma-se agora o pavor de andar livremente de automóveis.

Não existe um só movimento das autoridades para mudar esta situação em nosso país. O Código de Nacional de Trânsito é recente e já está obsoleto, é preciso que a justiça volte seus olhos para si mesma e faça profunda reflexão de seus atos e regras, pois como está não há mais condições de ficar.

O poder executivo precisa rever seus procedimentos e contratar novos policiais, treinar exaustivamente suas equipes e dotá-los de equipamentos eletrônicos que tornem ágeis para o combate ao motorista infrator. Não é possível que viajemos de Bauru – SP – Bauru (640 km) sem que nenhum policial rodoviário seja notado atuando, multando, trabalhando, orientando os motoristas.

O governo do estado de SP precisa saber que terceirizou apenas a estrada para empresas cobrarem pedágios e ficarem ricas, entretanto, cabe ao governo a fiscalização policial. Governador contrate policiais, exija que os mesmos atuem, pois é isso que a sociedade espera do seu trabalho.

Energia alternativa pode salvar o planeta

O terremoto seguido de tsunami que abalou o Japão e causaram sérios problemas a população daquele país, além das vitimas fatais, dos desabrigados trouxe também motivos para uma profunda reflexão a toda comunidade internacional.

As usinas nucleares que estavam na região afetada pelo tsunami podem trazer consequências ainda mais trágicas ao Japão. Os reatores estão super aquecendo e podem explodir se medidas urgentes não forem implementadas com sucesso.

Neste momento, seria importante que lideranças mundiais começassem uma discussão sobre a necessidade premente de investimentos maciços em fontes de energias alternativas para paulatinamente substituírem as perigosas usinas nucleares e as poluentes usinas termoelétricas.

Existem alternativas e muitas já foram colocadas em prática com enorme sucesso, seja como na Espanha onde próximo a Sevilha foram construídas torres giratórias com imensas placas solares que acompanham o movimento do sol ao longo do dia e podem gerar muita energia limpa para toda região.

Na Dinamarca a energia eólica está implantada com absoluto sucesso, e já podem ser avistadas torres com suas enormes pás giratórias produzindo energia tão limpa quanto o ar que lá se respira.

Na Noruega o lixo orgânico é transformado em energia elétrica em usinas, auxiliando o meio ambiente duas vezes, na limpeza dos dejetos que não vão para a natureza e na adoção de fontes de energia limpa que servem a sociedade norueguesa.

Ou seja, existem alternativas e modelos não faltam para que sejam implementados em países onde a energia elétrica não conte com recursos naturais. Mesmo no Brasil, já passou da hora dos nossos governantes esquecerem as monstruosas hidrelétricas e começarem a investir em energia limpa e renovável.

No Ceará e boa parte do nordeste brasileiro é possível obter energia a partir do sistema eólico, assim como milhões de toneladas de lixo urbano poderiam passar por usinas e serem transformados em energia elétrica, gerando empregos, desenvolvimento e meio ambiente limpo.

Para tanto, é preciso que governantes tirem o traseiro das cadeiras confortáveis de seus suntuosos escritórios e comecem a trabalhar em prol da sociedade que lhes paga justos salários para justamente administrar recursos e fontes de energia e riquezas. O tempo é agora, foi ontem e não se pode esperar!

Os obscuros cargos de conselheiros em Estatais

Nas décadas de ’70 e ’80 os cargos de conselheiros nas administrações de Empresas Estatais e Autarquias dos governos federal e estaduais eram normalmente ocupados por pessoas do ramo, ou sejam critérios técnicos norteavam a escolha e a posse dos conselheiros.

A partir da década de ’90 os governantes começaram a encontrar dificuldades em realocar seus aliados em cargos públicos, notoriamente como Secretários de Estado e Ministros. Os salários considerados baixos deixaram de ser atrativos para a assunção aos cargos, fazendo com que os nossos administradores públicos fossem “criativos”.

Pena que a criatividade deles sempre interfiram na moral e na ética do serviço público, são rápidos para arrumar soluções que os beneficiem, sem pensar nas consequências futuras.

Explicando melhor, os governantes passaram a remunerar os conselheiros designados para estatais e autarquias, sendo assim, arrumaram uma forma “legal” de fazer com que seus indicados políticos pudessem receber um salário acoplado ao vencimento como conselheiro.

O salário de um secretario em SP não passa de 12 mil reais, entretanto o vencimento como conselheiro numa estatal chega a R$ 4.500 para comparecer a uma reunião por mês. Assim acontece no âmbito federal, entretanto dependendo da empresa pode-se auferir vencimentos ainda maiores, como no caso da Petrobrás.

Nos últimos anos em SP segundo divulgado pelo Estadão, muitos derrotados em eleições, aliados políticos, quadros do PSDB estão sendo agraciados com vagas em conselhos destas empresa, onde o governo despreza totalmente a questão técnica.

Em SP ao menos 55% dos indicados são ligados ao PSDB, que chegou a indicar um cineasta para ocupar cargo no conselho de empresa responsável pela construção de rodovias paulistas. Ou o caso de uma ex-diretora da orquestra Sinfônica de SP que foi indicada para conselheira de empresa operados do sistema gerador de energia em SP.

Um total desrespeito ao cidadão comum, às empresas, aos acionistas e aos seus empregados que poderiam representar melhor e por menor custo o conselho. Sem contar que em algumas empresas estatais os conselheiros recebem bônus anuais, participação nos lucros e outros benefícios.

Em resumo, político legisla para político, para o povo sobram leis que punem, cobram, multam e infernizam a vida dos cidadãos honestos.

3 de março de 2011

Falta coragem aos nossos congressistas!

Estamos vivendo tempos difíceis nas médias e grandes cidades brasileiras, onde a criminalidade enfrenta muitos problemas para ser combatida com a eficiência que a sociedade necessita e que o Estado não possui e nem quer possuir.

O primeiro grande problema está no fato de que as cidades crescem, a criminalidade aumenta assustadoramente numa proporção inversa a contratação de novos policiais, bem como, a dotação dos batalhões existentes de estrutura para investimento em ciência e tecnologia de ponta para o eficaz combate ao crime organizado. Notoriamente em São Paulo percebemos que o Estado não contrata policiais em suas diversas corporações (Civil, Militar, Rodoviária e Bombeiros).

Aliado ao fato de que, nossos jovens vêem com desdém a carreira policial, que é desprezada pelos nossos governantes, pois os salários e vantagens (Seguro de Vida, Planos de Carreira, e Benefícios) são ínfimos se comparados aos perigos e riscos da profissão de defender a sociedade.

O segundo problema está na Justiça morosa e cheia de facilidades intrínsecas que, de certa forma motivam ainda mais os criminosos a agirem livremente. A lentidão, as penas leves, o sistema penitenciário sem trabalho e estudo para manter presos em atividade, a facilidade para a entrada de celulares e demais objetos usados para a prática dos crimes à distância são elementos motivadores.

Entretanto, um dos mais odiosos e permissivos itens que causam nojo profundo a toda a sociedade são as tais comutações de penas, progressões de regimes fechados para semi-abertos, indultos e outras regras que apenas facilitam o retorno dos monstros as nossas ruas.

Esse atestado de bom comportamento tem o caráter totalmente duvidoso, muitos foram os facínoras que conseguiram sair das prisões para em seguida matarem inocentes por culpa de psicólogos e diretores de presídios mal intencionados ou despreparados.

Em Goiânia recentemente um monstro foi libertado com atestado psicológico e em seguida matou vários jovens de forma brutal. Em Bauru no ano passado um estuprador estava solto graças a um indulto qualquer e em seguida estuprou na linha férrea uma jovem inocente.

Também temos o fato de que em nenhum lugar decente do mundo um preso deixa de cumprir a pena estipulada a ele em júri popular. Temos nas ruas do Estado de SP, estupradores, sequestradores, assassinos confessos que foram agraciados com regime semi-aberto e nunca mais voltaram à prisão, porém continuam barbarizando famílias inteiras nas nossas grandes cidades.

Sem contar os milhares de condenados que não foram encontrados pela nossa justiça e ficam cometendo crimes em conjunto com aqueles que fogem do sistema. O governo federal não constrói presídios na mesma proporção que torra nossos impostos na forma de desperdício, corrupção e publicidade. Em 16 anos quantos presídio s de segurança máxima foram inaugurados no país?

O cidadão comum paga elevados tributos e não tem serviços à altura do que deixa nos cofres federais, estaduais e municipais, entretanto percebe que os criminosos possuem mais regalias que o cidadão honesto neste país.

As redução de penas, regressão para regimes semi-abertos são válvulas de escape para monstros que estupram, matam e sequestram nossos filhos e irmãos nas ruas e residências. Isso é uma excrescência que precisa ser extirpada com coragem e determinação por aqueles que nos representam no Congresso Nacional sem medo e sem dó nem piedade.

Mirem-se no exemplo dos Estados Unidos da América, onde alguns Estados possuem penas de morte, penas de prisão perpétua, mas nenhum criminoso sai da cadeia antes de cumprir até o último segundo de sua pena. Não estou falando da eficácia das leis americanas, o que importa é que lá e na maioria dos países sérios não existem abrandamento de penas e nem indultos.

Se algum bandido quer ser libertado com base em bom comportamento, que o tenha antes de cometer crimes hediondos contra a nossa sociedade, depois de preso não interessa a ninguém aqui fora, se ele está "bonzinho" apenas para usufruir de benesses dadas por autoridades fracas e sem compromisso com o povo.

Recentemente enviei mensagens a vários senadores e deputados, a maioria deles sequer se deu ao trabalho de responder, a minoria respondeu e fez alusões a questões sociais, recursos federais que não são enviados aos Estados enfim, encheram lingüiça, mas não apontaram uma saída, não tiveram coragem de assumir a fraqueza do sistema que pune o lado honesto da nossa sociedade.

28 de fevereiro de 2011

Reestruturação do DAE em Bauru

O prefeito Rodrigo Agostinho nomeou recentemente o terceiro presidente para o DAE – Departamento de Águas e Esgoto de Bauru em seus dois anos de gestão. Desde que resido em Bauru dezenas de outros nomes foram guindados a este cargo por outros alcaides e um a um foram substituídos sem que tivéssemos avanços significativos nas gestões daquela autarquia.

Nesta última troca o prefeito acuado pelas suspeitas de uso irregular de verbas carimbadas do Fundo Especial para construção da ETE – Estação de Tratamento de Esgoto da cidade para finalidades diversas perdeu a grande oportunidade de efetivamente mudar o DAE.

Isso por que trocar o presidente é menos difícil do que efetuar uma reestruturação firme e definitiva numa autarquia que não agrada pelos serviços prestados em geral, apesar de possuir um corpo técnico experiente.

Ao ter de pedir o afastamento do presidente anterior, nosso jovem alcaide deveria ter realizado três coisas antes de definir o nome do novo ocupante ao cargo:

1. Efetuar uma auditoria completa da portaria à sala da presidência. Por que será que auditar números e documentos sempre assombra políticos brasileiros?

2. Efetuar uma completa reestruturação administrativa na empresa, trocando sua diretoria e não somente indicando mais um presidente. Nesta troca completa de comando com certeza identificaria e acabaria com os possíveis feudos existentes naquela autarquia, eliminando o ranço antigo que vem minando o DAE tal qual um vazamento pequeno e imperceptível que no fim seca uma barragem.

3. Após eliminar as etapas anteriores o prefeito deveria nomear uma nova direção, com base em critérios técnicos, utilizando apenas em último caso indicações externas.

As cotas dos partidos por apoiarem os candidatos nas eleições são um câncer terrível, pois o partido que apóia quer cargos, não está preocupado em indicar pessoas necessariamente qualificadas para ocupar tais cargos.

O prefeito deveria antes de aceitar o postulante fazer uma checagem assim como as empresas privadas agem antes de contratar alguém para pisar dentro de suas instalações. Analisar currículo, verificar ficha pregressa, analisar atuações anteriores e exigir formação compatível com o cargo vago.

No caso do DAE é notória a falta de sintonia entre presidentes indicados e a diretoria. É claro que, existem panelinhas dentro da autarquia maiores que os problemas apurados pela imprensa de Bauru.

A sequencia de denúncias contra a autarquia parece que ficou restrita na visão do prefeito apenas na troca dos presidentes, quando deveria ter causado um verdadeiro tsunami na atual administração. Afinal não se pode virar as costas para fatos como os que foram denunciados pela imprensa e acompanhados de perto por alguns cidadãos e pela Batra, tais quais:

• Indenizações altamente suspeitas para pagamentos de alevinos sem quaisquer critérios técnicos e desobedecendo a lógica das empresas públicas de recorrer à exaustão quando acionadas judicialmente. O acordo para pagamento foi firmado em folha de papel de pão;

• Denúncias muito bem fundamentadas pelo JC de Bauru evitaram que as obras de instalação de interceptores para levar o esgoto para a futura ETE fossem superfaturadas. Para se ter uma idéia o Trecho 1 saiu para os cofres do DAE por R$ 19 milhões. O Trecho 2 depois de apuradas as denúncias ficaria em torno de R$ 11 milhões.

• Se num caso de licitação grandes diferenças financeiras e de procedimentos saltam aos olhos, como podemos ter certeza que as coisas estão funcionando a contento nos demais processos licitatórios?

• O Fundo criado exclusivamente para arrecadar verba suficiente para construir a ETE, foi usado em flagrante desrespeito as regras para comprar veículos para uso administrativo, cujas verbas existem na autarquia para cobrir esta finalidade.

Enfim, são muitas as suspeitas, a maioria apuradas ou diagnosticadas pelo jornalismo atuante do JC e pela ação da Batra que ingressou com ação competente no Ministério Público cobrando explicações e uma ação efetiva daquela instância.

A lamentar apenas a falta de interesse da nossa sociedade em se aprofundar no que está acontecendo com um Fundo que é tirado mensalmente de seus bolsos através da conta de água e esgoto emitidos pelo DAE.

Sabemos que é um processo lento, mas a sociedade precisa se mobilizar e cobrar as autoridades, vereadores e a própria direção da autarquia. Não adianta reclamar depois que o água e o esgoto estiverem da mesma cor e com o mesmo cheiro na sua conta mensal.

21 de fevereiro de 2011

Um grande equívoco

Um dos maiores equívocos que a administração pública comete em grande escala tanto nos serviços públicos como em suas autarquias, fundações e empresas estatais é permitir o envelhecimento de sua massa trabalhadora sem a conseqüente renovação de seus quadros altamente qualificados.

A média de idade hoje é seguramente acima de quarenta anos na maioria desses órgãos e embora exista uma redução constante dos quadros através de saídas por aposentadorias e os desligamentos em programas de incentivos anualmente, o recrutamento de pessoal é praticamente zero, restrito a alguns concursos em carreiras secundárias.

Isso vem acarretando aos órgãos públicos ausência de uma sadia reciclagem em suas equipes, recebendo gente jovem para poder oxigenar seus quadros e atividades profissionais. O que nas empresas privadas é uma coisa natural, com a existência de um turn over constante, nas empresas públicas não é praticado.

O envelhecimento traz uma série de conseqüências quando não existem renovações graduais e concomitantes de seus quadros técnicos e universitários. Como por exemplo, à falta de um arejamento da cultura e da quebra gradual de alguns vícios de ordem administrativa enraizadas ao longo de muitos anos.

Enquanto isso, nas grandes corporações a administração persegue a qualidade total de seus serviços e atividades, tentando ultrapassar as barreiras inerentes a busca pela competitividade de mercado e a permanente renovação de pessoas e de idéias para seus negócios.

Claro que não podemos fingir desconhecer a péssima qualidade de nossos administradores públicos, oriundos de nossa classe política acostumada ao “É dando que se recebe”, mas não podemos deixar que esse fator seja impeditivo também a valorização e ao crescimento dos serviços públicos e de seus profissionais.

O tempo de garantia de emprego deve ser substituído paulatinamente pela garantia da modernização profissional e a permanente evolução dos nossos profissionais frente à demanda crescente junto a nossa sociedade.

Nossos homens públicos que costumeiramente preferem gastar todo erário com propagandas, investimentos de qualidade duvidosa e algumas obras superfaturadas vão aprender com o tempo que o maior patrimônio existente nos órgãos públicos está em seus quadros profissionais.

Quadros que devem ser constantemente valorizados, treinados e também submetidos a um regime profissional para que em alguns casos consigam apagar a péssima imagem que nutrem junto à população brasileira.

Para que isso possa ocorrer é necessário um esforço de todos os envolvidos, tais como os legisladores, executivos, sindicalistas e os maiores envolvidos que são os profissionais das áreas públicas em todas as esferas de poder do nosso imenso país.

Privatizar é simples, terceirizar é cômodo, reestruturar e modernizar equipes e empresas é o desafio dos governantes deste século que apenas acabou de começar.

19 de fevereiro de 2011

Imposto de Renda é usado para manobra política

O governo federal cobra um dos impostos de renda mais caros do mundo se levarmos em conta os péssimos serviços que eles prestam em retorno ao que recebem. Além do que nossos salários são utilizados para descontos com tabelas raramente corrigidas, nossas despesas com educação de qualidade e saúde não são abatidas como deveriam.

O governo deixa a vontade vários setores da sociedade, não taxa as grandes fortunas e cobra do assalariado e daqueles que empregam milhões de trabalhadores uma conta altíssima e nada justa. Os milionários recolhem menos impostos do que alguns trabalhadores com salários mais altos.

Isso faz parte da desigualdade social que é construída e incentivada por governos desacreditados, sem vinculo com o povo e cujas campanhas e gestões são bancadas por setores da construção civil, bancos, usinas de álcool e demais setores empresariais coniventes.

Neste começo de ano que coincide com o início da gestão da primeira mulher presidente do Brasil, a discussão do valor do salário mínimo nacional esbarrou no imposto de renda. De forma a transformá-lo em moeda suja de troca.

A presidente orientou seu ministro da fazenda a negociar com centrais sindicais (estamos fracos de representação hein?) um valor do mínimo atrelado a correção da tabela do imposto de renda, ou seja, dou um pouco a menos de correção do mínimo, mas em troca corrijo melhor a tabela do I.R.

Sacanagem? Chamar esse golpe de sacanagem é desconhecer a origem da palavra. Isso é um golpe aviltante, é manter o povão com salário de fome bem aquém do que realmente deveriam receber e dar uma colher de açúcar para os assalariados que recebem acima do teto de cobrança do I.R.

Os preços não estão alinhados, sobem a vontade e a deriva do controle governamental, enquanto isso salários são mantidos pelo cabresto dos empresários gananciosos. Para completar o trabalhador recolhe no holerite um valor mensal, que ao final do ano em alguns caso equivale a um carro popular zero km.

O governo que apenas recolhe impostos e não da nada em troca, exceto propagandas enganosas, criminosamente não corrige anualmente as tabelas de desconto para dependentes, educação, saúde, etc. Isso gera um imposto de renda cada vez maior e mais desigual.

Ah se o Egito fosse aqui com aquelas praças lotadas e com aquela revigorante força de vontade inabalável daquele povo cansado, mas com muita fé e coragem para mudar o que está escrito.

1 de fevereiro de 2011

Aumento de vereadores - Uma imoralidade maior que o Brasil

“Aqueles que corrompem a opinião pública
são tão funestos como aqueles
que roubam as finanças públicas”
Adlai Stevenson

Está sendo discutido à revelia da sociedade civil um debate nos subterrâneos sinuosos da política nacional para voltar à carga a questão do aumento obsceno dos vereadores nos municípios brasileiros. Sou contra por princípio e pela questão simples que os que já existem trabalham aquém do que deveriam.

Por exemplo, na maioria absoluta das cidades brasileiras o cargo de Vereador exige uma reunião por semana, quinzena ou até mensal. Se quiserem aumentar os coleguinhas de bancada, por que não aumentam a ridícula carga horária e dão exemplo?

Na cidade de Bauru com trezentos e cinqüenta mil habitantes e centenas de problemas a serem resolvidos, com a necessidade iminente de mais fiscalização ao Poder Público os vereadores são dezesseis. Querem com certeza que este número suba para vinte e um e vinte e três. Simples, trabalhem mais do que uma vez por semana. Sejam úteis!

Claro que, existem aqueles que se dedicam integralmente ao ofício de servir a municipalidade com sua representação, mas são exceções a regra, são minoria infelizmente.

A maioria tem empregos ou atividades informais, são profissionais liberais, etc. A vereança é um mero trampolim para saltos mais altos no futuro. Estes antes de discutir aumento de vereadores deveriam discutir éticas e se inteirar um pouco mais das agruras dos trabalhadores para sustentar suas famílias enquanto eles brincam de representar o munícipe.

Esta discussão deveria ser feita no sentido contrário, o Brasil precisa diminuir o número de Vereadores, Deputados Estaduais, Federais e até o número de Senadores. Em minha opinião, dois senadores por Estado estariam de bom tamanho. Um Estado rico como SP não deveria ter mais do que sessenta deputados estaduais.

O número de deputados federais deveria ser reduzido para 300 em todo território nacional, com a alteração de definição por Estado para sua representatividade. Além do mais temos o parlamento mais caro do mundo, um custo exorbitante para manter mordomias e uma estrutura nababesca de milhares de pessoas à serviço deles.

É ignóbil que SP, MG, RJ tenham proporcionalmente menos representantes que estados como Piauí, Maranhão, Acre, etc. O certo seria levar em conta a força de arrecadação de impostos, percentual do PIB, ou qualquer outro índice que não fizesse como que Estados menores pudessem ter representatividade maior do SP, MG, RJ, etc.

Aumentar o número de políticos depois de tantos escândalos e corrupções é ir contra o povo, a ética e a inteligência da nossa sociedade que paga impostos elevados sem receber nada em troca.

28 de janeiro de 2011

Privatizamos a Vale e criamos a Não Vale

Durante as gestões do governo FHC várias empresas foram vendidas a preço de bananas, um dos maiores crimes contra o patrimônio nacional foi à venda da Empresa de Mineração Vale do Rio Doce por um preço muito aquém do seu real valor. Muito se discutiu à época, mas a carruagem seguiu e FHC continuou como um cavalo de parada militar... Cagando e andando para os reclamos da sociedade.

Hoje, oito anos depois, recebemos a notícia que o governo federal conseguiu se superar em termos de absurdos administrativos em toda sua história democrática. Criou uma empresa estatal chamada “Empresa Brasileira do Legado Esportivo Brasil 2016”. Com a finalidade de elaborar estudos técnicos sobre obras destinadas à realização da Olimpíada de 2016 no RJ.

Ela foi criada por Lula em Maio/2010 através das abjetas Medidas Provisórias, que levou o número de MP 488. A mesma caducou por não ter sido votada dentro do prazo estipulado e perdeu a eficácia em Setembro do mesmo ano. Os deputados trabalharam bem menos este ano por conta da Copa do Mundo e das eleições.

Mas nada detém nossa burocracia federal, nem o prazo, nem recurso nada detém o impulso para criar novos cargos e mamatas no governo federal. Na visão (míope) das autoridades do Ministério dos Esportes a qual a estatal está subordinada é de que a empresa continua existindo por que atos tomados na vigência da medida provisória não podem ser desfeitos (eu não disse que ninguém os detém jamais?).

Assim, o ministro dos esportes afirmou que falta apenas indicar um Presidente para a empresa. Após esta indicação a empresa começará a operar para sorte do nosso país. Afinal como poderemos viver sem a tal empresa?

Engraçado que mesmo sem a empresa estar funcionando, já existe um Conselho Administrativo que até reuniões já realizou, estranho, mas muito pertinente afinal, estes conselhos estaduais ou federais como nesta situação, remuneram muito bem seus indicados. Não tem moleza no Brasil, basta indicar e eles já saem se reunindo, só esqueceram de montar a empresa primeiro. Coisa pequena, leve e que pode ser corrigida é claro.

Falta agora fazerem um concurso para escolhermos o logo da empresa, afinal tudo que é pertinente a RJ/2016 tem de ter logo e festa. O nome corriqueiro e popular deveria ser Legadobras ou Desperdíciobras.

Nada mais do que a pura realidade, num país sem infraestrutura, sem saneamento básico, sem segurança pública e saúde o povo ter de engolir excrescências como estas criadas por políticos imbecis que não tem o que fazer exceto desperdiçar nosso dinheiro e paciência.

Aposentadorias e pensões para marajás afrontam à Constituição

A situação é simples, enquanto a Constituição Brasileira proíbe o pagamento de pensões e aposentadorias a ex-governadores e seus pensionistas dez Estados desobedecem à carta magna e efetuam pagamentos que oneram o erário e causa asco aqueles que pagam pesados tributos o ano inteiro. Esses pagamentos efetuados em alguns Estados têm o poder de violar os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade pública.

Alguns aproveitadores e párias da nossa vida política ficaram alguns dias ou meses ocupando cargos interinamente como governadores e recebem mesmo assim cerca de R$ 15 mil mensais a titulo de “aposentadoria”.

Ao todo são 127 espertalhões que se aproveitaram da mamata para onerar em mais de trinta milhões por ano o bolso dos contribuintes destes Estados benevolentes e cujas regras afrontam a nossa constituição.

Os Estados que concedem esse benefício espúrio são: Sergipe, Paraná, Amazonas, Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Notem que a maioria destes Estados são pobres, com uma população carente, sem saúde pública, educação de qualidade e saneamento básico, entretanto se dão ao luxo de gastarem verbas preciosas com políticos banais e seus beneficiários.

Isso é o retrato do país, poucos vivendo de forma nababesca, se locupletando, usurpando verbas públicas, enquanto a maioria da população é obrigada há trabalhar 35 anos para receber menos de dois salários mínimos. Depois não querem que taxemos nossa nação de Republiqueta das Bananas.

O INSS paga uma miséria graças a mecanismos atuariais de caráter duvidosos colocados nos cálculos das aposentadorias dos pobres mortais, tais como pedágio, fator previdenciário, todos instituídos pelo ignóbil FHC. Agora acabar com essa indecência que privilegia 127 marajás não tem limite nem leis que possam segurar ou evitar.

Existem milhares de aposentados aguardando o pagamento de ações de revisões de seus benefícios julgados há anos e cujos processos apodrecem nas gavetas do INSS a espera da morte dos seus requerentes.

Existem milhares de pessoas que não conseguem receber suas aposentadorias depois de 35 anos de trabalho prestado, com toda documentação em ordem por que os analistas do INSS colocam em dúvida alguns detalhes fazendo com que o trabalhador fique até dez anos sem receber o que lhe é de direito. Os casos de aposentadoria especial são um exemplo desta palhaçada cometida contra gente séria do nosso povo.

Enquanto isso, políticos, viúvas, filhas e filhos de cento e vinte e sete paspalhões riem da cara do povo, vivem com cerca de R$ 15 mil reais por mês ou mais ou menos vinte e oito salários mínimos por mês.

O requinte é que alguns políticos requerem seus “direitos” até vinte anos após o ocorrido. E ainda recebem o retroativo pelo tempo decorrido, conseguindo boladas que ultrapassam um milhão e seiscentos mil reais. O trabalhador não recebe nada enquanto os monstros do INSS não carimbam seu pedido. Esse tal de retroativo inexiste para pobres e os valores reais são ínfimos.

Na hora de divulgarem os índices do salário mínimo e da correção da aposentadoria, analistas fazem cálculos como se o Brasil fosse quebrar pagando um por cento a mais, entretanto estes mesmos analistas jamais fazem contas dos rombos causados por pagamentos imorais e ilegais como estes aos centos e vinte e sete marajás nacionais.