Seguidores

15 de setembro de 2009

Na calada da noite

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovaram contra a vontade do povo brasileiro e da grande maioria das entidades sérias como a OAB, por exemplo, parecer do Deputado Flávio Dino (PC do B – MA) autorizando a promulgação da Proposta de Emenda Constitucional que aumenta em sete mil o número de vereadores no país.
É curioso que a proposta partiu de um parlamentar do antigo partido comunista do Brasil, o PC do B, que sempre teve uma conduta menos fisiológica e estapafúrdia que seus concorrentes no parlamento. Outra curiosidade é que o parlamentar é oriundo do Estado do Maranhão, terra do Todo Poderoso José Sarney e sua sarneylândia.
A medida á absurda, incompreensível do ponto de vista do nosso cotidiano, pois até as crianças brasileiras sabem que o que nosso país menos precisa é de um político a mais para nos enganar, enrolar e desviar recursos públicos, que dirão sete mil novos vereadores.
Votaram contra na Comissão, o DEM o PT e o PSDB, mas estiveram a favor o PMDB de José Sarney e demais partidos da casa. O TSE é contra o aumento, o governo Lula diz que é contra, mas em políticos não podemos confiar, pois mudam de opinião ao estalar das moedas.
O acréscimo dos vereadores trará um novo rombo nas finanças públicas, pois imaginem que teremos de ter assessores para os novos vereadores a serem empossados, novas salas, reformas, gastos com móveis e até imóveis. O rombo será enorme e pago com nosso dinheiro é óbvio.
Se cada vereador em média tiver dois assessores e um secretário, teremos 21 mil novos funcionários nas Câmaras Municipais de todo o país. Isso é um descalabro, pela falta de seriedade, pela inoperância deveríamos estar discutindo a diminuição dos vereadores existentes e não o acréscimo.
No nosso país a conta é simples, deveríamos ter menos 30% de vereadores do total existente antes dessa aprovação. O Senado poderia funcionar com dois senadores por Estado, passando dos atuais 81 para 54. A Câmara Federal deveria ter no máximo 200 parlamentares. Com a redução imediata do número de servidores à disposição dessa escumalha hipócrita e desavergonhada que habita nossa política.
Vamos esperar que algo seja feito evitando que a decisão dessa minoria da Câmara seja levada a cabo, inundando nossos municípios de péssimos políticos, pessoas imorais, sem qualificação pessoal e profissional parar estar representando nossa gente.

9 de setembro de 2009

Deu a louca no trânsito de Bauru

O gradual aumento do volume de automóveis, motos e caminhões no trânsito de Bauru aliado a falta de investimentos em obras viárias, implementação de semáforos e reeducação para parte dos usuários tem causado um verdadeiro caos nas ruas e avenidas da cidade.
Os governos passados, pouco fizeram para evitar que a cidade tivesse um trânsito totalmente inviável, com artérias obstruídas, tráfego intenso, falta de sinalização adequada, rotatórias obsoletas, ausência de semáforos inteligentes e toda sorte de investimentos por pura incompetência.
Uma boa parcela dos usuários ajuda a complicar ainda mais esse cenário de verdadeira loucura nos horários de pico do trânsito da cidade. Esses motoristas desconhecem o porquê da existência de placas PARE. É impressionante o número de colisões nas esquinas de Bauru por conta desse péssimo hábito dos motoristas. É a prática de uma genuína roleta russa.
Outro grave problema no trânsito são as conversões permitidas em grandes avenidas e ruas de movimento elevado. Isso acontece somente em Bauru, nenhuma cidade como fluxo de veículo igual à de Bauru permiti que os motoristas possam efetuar contornos sem que haja semáforos. A Avenida Getúlio Vargas é um exemplo da falta de atitude da Emburb. Os veículos podem cruzá-la, contorná-la e colocar em risco pedestres e motoristas.
Alguns motociclistas representam perigo iminente nas nossas ruas, alguns deles abusam da velocidade, cortam veículos pelos dois lados sem a menor cerimônia, cruzam semáforos no vermelho, desconhecem a placa “PARE” e por esse motivo vivem se envolvendo em acidentes fatais. Claro que eles nem sempre são os culpados, mas contribuem com sua forma de pilotar para que acidentes aconteçam.
A falta de investimento do poder público em educação no trânsito é o maior culpado ao longo dos anos, cursos de direção defensiva e o investimento na educação dos jovens nas escolas poderia ajudar a formar motoristas melhores a curto e médio prazo. Fazendo com que a cidade passasse em breve a ter um trânsito melhor, com menos acidentes e sem tantas vitimas fatais.
O nosso jovem prefeito deveria começar a pensar seriamente em investir na compra de semáforos modernos e principalmente na aprovação de obras de duplicação e modernização das nossas artérias principais, assim, a fluidez do nosso trânsito ganharia contorno de cidade de primeiro mundo.
O que não pode é ficar pensando que a colocação de radares resolvem alguma coisa, exceto encher os cofres da prefeitura de dinheiro oriundo da indústria das multas, é preciso educar, é preciso fazer obras viárias e punir os infratores com a adoção de policiamento de trânsito inclusive à noite na cidade. Colocar guardinhas para multar não resolvem nada, é preciso ter coragem para de uma vez por todas selar convênios com o Estado e ter uma policia de trânsito equipada e com profissionais competentes dia e noite!

1 de setembro de 2009

As similitudes entre o PT e o PSDB

Fica cada mais claro aos brasileiros que nosso país possui um arremedo de sistema político partidário. São quase trinta partidos em sua grande maioria fisiológicos ao extremo e totalmente improdutivos do ponto de vista de formulação de projetos e da participação na discussão dos rumos do nosso país.
Muitos dos partidos foram vitimas de uma miscelânea que misturou esquerda com direita, centro com dinheiro, descaracterizando-os e tornando seus Estatutos meros papéis decorativos. Eles se perderam na lama do fisiologismo e hoje estão completamente às margens do sistema políticos eleitorais, mais parecendo ostras nos cascos dos navios que afundam a cada dia no conceito do povo.
O PMDB, DEM, PDT, PTB, PL, PP têm estatutos progressistas, fisionomias de partidos, mas não possuem militância política, não possuem nenhuma identidade ideológica e vivem em busca de cargos em empresas estatais, ministérios, governos estaduais, assembléias legislativas e no congresso nacional.
Não querem disputar a Presidência da República, abdicam do poder pelo próprio poder, ficar ao lado dele é melhor do que se desgastar por ele pensam os espertos parlamentares e verdadeiros donos dessas siglas.
Os pequenos partidos vivem alhures ao processo eleitoral, sobrevivendo da mesada que recebem para serem eternos coadjuvantes no processo político nacional. Conseguem sobreviver elegendo vereadores, prefeitos e alguns deputados estaduais.
Assim como aconteceu na década de sessenta quando tínhamos dois partidos monopolizando as atenções nas eleições numa briga constante entre Jânio Quadros e Ademar de Barros, ou durante a ditadura militar quando Arena e MDB lutavam isoladamente pelo parco poder permitido pelos militares. Desde 1994 até hoje vemos dois partidos brigarem pelo poder no Brasil, são eles PT e PSDB.
Nos primeiros oito anos de poder do PSDB o PT era a oposição ácida, feroz, que tudo sabia, tudo poderia fazer melhor e nunca estava satisfeita com nada, via problemas até onde eles não existiam.
Nos últimos oito anos o poder ficou invertido, o PT assumiu o país e o PSDB foi para a oposição junto com o que sobrou de sua antiga base aliada. Não faz a mesma oposição que o PT, pois não tem vocação para esse papel, é um partido sem militância, mas com sede de poder. É denominada por uma elite paulista gananciosa e sem preocupações algumas com o trabalhador, o povo pobre e a justiça social.
Alguns fatores e semelhanças chamam a atenção nesses dezesseis anos de poder entre os dois partidos.
1. O país não evoluiu politicamente e nem socialmente;
2. Ambos tiveram o PMDB como fator de desequilíbrio a favor nas suas votações de projetos e decretos;
3. Ambos governaram viajando muito e deixando-se deslumbrar pelo poder no exterior;
4. Ambos fracassaram na missão de concretizar uma reforma política, econômica, social decente para o país;
5. Ambos sucumbiram no dever de combater a corrupção dentro dos corredores próximos ao poder executivo;
6. Ambos prometeram o que não puderam cumprir em seus oito anos de mandatos;
7. Ambos criticaram tudo que depois fizeram igual ao antecessor, foi até o momento um “Mais do mesmo”;
8. Ambos criaram impostos em excesso e mantiveram a desigualdade social no limite do insuportável;
9. Embora tenham origens diferentes, são burgueses ao extremos e populistas disfarçados de estadistas;
10. Por último continuam brigando pelo poder desde que a última eleição terminou, não pensam em outra coisa, pouco se importam com o povo e seus sofrimentos constantes, querem o poder pelo poder.
Assim, prefiro anular meu voto em 2010 a entregá-lo novamente a esses dois irmãos Karamazov da nossa política tupiniquim que é muito chinfrim e sem graça.

30 de agosto de 2009

Belchior saiu de cena

Ele é apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior. E de repente some sem deixar pistas, sem deixar fortunas, sem incomodar ninguém, não deixa quase nada além de seu talento quase todo construída com ricas melodias e belas letras.
Ele saiu de cena sorrateiramente, poucos perceberam seu desaparecimento, ninguém sabe onde e nem com quem está e por que resolveu se distanciar de seu violão, do seu palco e de suas músicas.
Não consta em lugar algum seu óbito, logo, seus fãs e amigos começam a imaginar qual seria seu destino e como conseguiu se isolar em pleno século XXI, fugindo das antenas, das câmeras escondidas, do flash das câmeras digitais, dos celulares e da internet, das revistas de fofocas que inundam bancas de jornais pelo mundo afora.
Como pode alguém sair de cena assim tão fugaz sem deixar um só recado, sem permitir que a cortina do espetáculo tenha chegado totalmente ao chão do seu palco? E por que sumir depois de ter procurado com tanto afinco a fama, o sucesso e a grana decorrente de tudo que fez com sabedoria?
Não quis voar como um padre maluco, não alterou sua genética, não aderiu ao pagode ou sertanejo, deixando sua reputação limpa como as águas do Ganges. Mas então por que desaparecer nas nuvens?
Talvez ele estivesse realmente mais angustiado que um goleiro na hora do gol. Ou quem sabe alguém entrou como um sol no seu quintal? Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual. A letra dessa linda canção, composta por Belchior intutulada Divina comédia humana, talvez seja uma pista para aquilo que ele procurava.
Quem diria que num mundo totalmente globalizado, antenado, com buscas quase imediatas no Google e com videos espalhados pelo You Tube,alguém famoso conseguisse se perder sem ser achado?
É verdade que ele não estava mais compondo letras romanticas e intrigantes há um bom tempo, mas eu sumiria com os os nossos oitenta e um senadores em troca do Bechior. Eu trocaria a volta de Belchior por todos ministros do governo Lula.
A música é eterna, a poesia também, seria bom que esse desaparecimento do cantor do Ceará fosse elucidado o quanto antes. Já pensou se a moda pega e se de repente Belo, Ovelha, Banda Kalipso e o algumas duplas sertanejas resolvem desaparecer assim também?
Por fim tenho apenas um receio, dentre todos os crimes cometidos pelo pessoal da nossa política, apenas um ainda não foi denunciado. Será que o Sarney sequestrou Belchior? Será que é culpa do Sarney?


20 de agosto de 2009

Descaso na saúde mata mais que o virus A (H1N1)

Desde que a OMS anunciou os primeiros casos de mortes por conta da Gripe A (H1N1) conhecida mundialmente como gripe suína, o Brasil vem mergulhando em suas próprias mazelas e deixando a população à mercê de uma pandemia descontrolada.
No começo o ministro da Saúde José Gomes Temporão disse à população que não haveria motivos concretos para pânico, que a rede pública e o governo federal estariam dando suporte a população. Nada foi feito nem nas entradas principais do país, nem para com aqueles que entravam oriundos de países onde a gripe já se alastrava perigosamente.
Em seguida, quando os casos dentro do país começaram a ser divulgados pela mídia, o governo determinou que o medicamento Tamiflu somente fosse ministrado depois que os exames detectassem a doença. Sendo que os infectologistas afirmavam o contrário, pois o medicamento só é eficaz se ministrado até 48 horas do contágio inicial.
Na fase atual as mortes superam 390 casos em parte do pais, visto que muitas regiões ainda não tiveram casos registrados. Desse total 14,5% são de mulheres grávidas, vitimas dessa doença que tudo leva crer tenha sua origem em laboratórios do primeiro mundo.
Segundo foi apurado, o governo federal cujo mandatário principal vive viajando, investiu através do Ministério da Saúde até o momento menos de 10% da verba inicialmente destinada para tal finalidade, ou seja, estão escondendo dinheiro, estão escamoteando a verdade, estão como sempre deixando de agir com seriedade para economizar em prol de viagens e propagandas.
O ministro da saúde é um fanfarrão, pois sem a gripe nosso sistema de saúde pública já era precário e não atendia a população como deveria, principalmente se levarmos em conta aquilo que é arrecadado em impostos neste nosso Brasil.
Agora quando entramos dentro de uma roleta russa chamada Gripe Suína, cuja exposição e contato podem multiplicar sua existência, fica difícil não acreditar em milhares de mortes.
Não vejo nossas autoridades empenhadas a fundo em atacar o problema da gripe A nem da saúde pública, como nunca estiveram preocupados com nada que nos diga respeito, o que mais falta, aliás, é respeito. Quem discordar, acorde às seis horas da manhã e vá até um posto de saúde. Veja como são atendidos ao longo do dia aqueles mais necessitados.
A gripe A pode matar se não for tratada a tempo, mas, os nossos governantes matam com requintes de crueldade, matam lentamente o povo e a esperança de um Brasil melhor no futuro. Roubam diariamente a paciência de uma nação que não sabe mais o que fazer para se livrar de tanta incompetência, tanta falta de comprometimento com a coisa pública, tanta desfaçatez de homens públicos eleitos ou nomeados para cargos tão importantes.
Em breve teremos vacina em massa para a Gripe Suína, infelizmente os nossos políticos suínos continuaram a nos infectar por mais algumas décadas. Essa é a nossa sina.

11 de agosto de 2009

Diálogo entre Senadores

O Senado Federal chegou ao fundo de um poço enorme, uma cratera de lama, esgoto e muita corrupção. Os atos ilícitos ou imorais envolvem desde funcionários até o alto clero da casa.
São dezenas de denúncias gravíssimas que até o momento não foram apuradas, não foram sequer levadas a sério pelos seus membros. Viagens com dinheiro público, nomeações irregulares, contratações em desacordo com a Constituição do nosso país e muitos outros crimes contra o decoro e as finanças do Senado brasileiro.
Percebendo que nada iria mesmo acontecer, como provavelmente não vá mesmo ocorrer, alguns senadores começaram a guerrear nas tribunas, trocas de acusações que mais se parecem com um imenso ventilador de cem metros de altura espalhando coliformes fecais por toda casa.
Imaginei então o que seria um diálogo surrealista numa dessas noites quentes no Senado, onde a verborragia felina de alguns tomasse de assalto a mais distante e perdida condição moral de seus interlocutores. Um diálogo fictício entre um senador da situação contra o seu opositor.
_ O nobre Senador do Ceará não tem moral para me agredir, visto que usou dinheiro público para pagar suas viagens em jatos executivos.
_ Usei e paguei com meu dinheiro, pois sou rico, estou na vida pública há muitos anos e acumulei riquezas às minhas custas e dos eleitores é claro.
_ Vossa Excelência é um parlamentar honesto.
_ Modere seu linguajar Senador, pois senão irei recomendar sua inclusão na Comissão de Ética como quebra do decoro parlamentar.
_ Pois Senador, eu não retiro uma vírgula de minhas palavras, o senhor é honesto desde criança.
_ Vossa Excelência está ultrajando meu passado ilibado nesta casa, eu exijo que Vossa Excelência retire essas acusações levianas.
_ Pois apesar de Vossa Excelência ser um coronel bem sucedido em seu Estado, não me coloca medo e nem tão pouco irei me curvar diante de suas falácias.
_ Presidente, senhor Presidente, Senhor José Sarney, o senhor tem a obrigação, embora desconheça o que seja honestidade, visto que nunca precisou lançar mão dela para nada em seus cinqüenta e cinco anos de vida pública, de punir o nobre Senador Renildo, caso contrário meu partido irá continuar com essa guerrilha contra vossa pessoa.
_ Senhores Senadores, eu José Sarney que nem meus netos conheço, por que motivo deveria conhecer esse tal de Senhor Honesto, do qual estão falando a meia hora?
Assim caminha nosso Congresso Nacional, praticamente falido, senão do ponto de vista institucional, mas do ponto de vista moral. Uma casa que não apresenta um único trabalho a favor do povo há muitos anos, nenhuma votação, nenhuma discussão que envolva assuntos de relevância ao conjunto de nossa sociedade. A troca de poder de oito em oito anos, possibilitou que se formassem dois blocos distintos – A maioria de fanfarrões aproveitadores e uma minoria sem voz para mudar alguma coisa.

Porque?

Por que certas coisas não acontecem com maior freqüência no Brasil? O que acontece em terras tupiniquins que nos deixam sempre com a pergunta engatilhada na ponta da língua? Claro que o Brasil não é o melhor e nem talvez seja o pior dos países, existem coisas ruins que afetam outras nações, mas com certeza boa parte delas não ocorrem com tanta freqüência. Como por exemplo:

1. O Senador do Amapá José Sarney, nascido e criado no Maranhão, recebe uma acusação por dia nos grandes jornais e não é cassado. Por quê?
2. O piloto Rubens Barrichello não tem talento, carece de ousadia e arrojo, mas ainda assim continua pilotando carros de F1 tirando a vaga de jovens talentosos, por quê?
3. O Brasil não tem um centro de excelência para natação, judô, atletismo, hipismo, ciclismo, basquete, além de não investir os milhões disponíveis em esportes de base, então realizar Olimpíadas por quê?
4. Os jogadores do Brasil que jogam na seleção brasileira de futebol atuam em clubes estrangeiros, enquanto os craques que ainda estão jogando nos nossos péssimos estádios não recebem atenção da CBF e nem são convocados pelo técnico Dunga, por quê?
5. A cada novo feriado milhares de bandidos saem sem o mínimo critério dos nossos presídios, cerca de 10% em média, não voltam para a prisão, outros 15% são presos cometendo crimes nas ruas durante o período e muitos outros ainda roubam e matam sem serem reconhecidos, voltando para os presídios impunemente. Então, indulto por quê?
6. O PT criticou o PSDB de 1995 a 2001. O PSDB está criticando o PT desde 2002. E você eleitor vai votar em 2010, num dos dois partidos que vivem se criticando por quê?
7. No Brasil, se um elemento quiser se livrar de seu algoz sem ser preso basta o matar atropelando-o, pois ninguém no país é preso nessa situação. Por quê?
8. Para arrumar emprego no Brasil é preciso formação acadêmica, pós isso e pós aquilo. Experiência de cinco anos, falar dois idiomas, etc. Para ser vereador, deputado ou senador não é preciso nem o a conclusão do primário. Por quê?
9. No Estado de SP a fiscalização pública não consegue deter sonegadores, crimes contra a saúde pública entre outras coisas. Não possui bafômetros em número suficiente para fiscalizar as estradas estaduais, mas inventa uma Lei contra o fumo. Se não consegue fiscalizar, lei então para quê?
Nosso país é o campeão mundial da impunidade e inventa leis apenas quando o provável infrator poderá ser um trabalhador ou um cidadão pobre. Pois quando é para coibir bandalheiras dos homens do colarinho branco ou pelas donas de boutique de luxo, pode sonegar a vontade. Depois é só mostrar o atestado médico e dizer que está doente que fica em casa livrinha da silva, assim como a dona da Daslu em SP.
O porquê de tudo isso se explica de várias formas, desde a forma como fomos colonizados até a falta de investimento em educação há séculos no Brasil. O que tem ajudado a formar gerações de cidadãos desenformados, vivendo aquém de seus direitos e deixando espaço livre para os espertalhões corruptos da alta classe política nacional
.

25 de julho de 2009

Atos secretos versus impunidade escancarada

Até o momento em que escrevo essas linhas são 544 (quinhentos e quarenta e quatro) atos obscenos, digo, secretos beneficiando membros do Senado Federal nos últimos quatorze anos de Sarneylândia no Congresso Nacional. Todos sob a batuta do incomum, do homem acima de qualquer suspeita, do Imortal, do Senador e Ex-Presidente José Sarney.
Ao longo desses quatorze anos seu afiliado, homem de confiança e braço direito Agaciel Maia “O Todo Poderoso” nomeou, efetivou, contratou, deitou e rolou naquela casa, antes do povo e que agora é a casa mais suspeita de corrupção do nosso país.
Os relatórios diversos já redigidos apontam para muitas excrescências cometidas contra a constituição, contra as leis vigentes e contra a ética e o decoro parlamentar, faltam apenas demitir, exonerar e destituir verdadeiros bandidos dos cargos ocupados, coisa que até agora não aconteceu em Brasília.
Na gráfica do Senado, reduto de impunidade e gastos abusivos sem comprovações, foram contratados à revelia da própria Constituição Brasileira oitenta e dois estagiários sem concurso público, como manda a Lei. Para o povão, dá-lhe concursos com pagamento de altas taxas, índices de aprovação beirando vestibular de medicina e na maioria das vezes sem que os vencedores consigam emprego.
Já foram confirmados duzentos e dezoito nomeados por atos secretos a cargos diversos, entre os quais os famosos diretores para coisa nenhuma. Foram nomeados funcionários fantasmas para trabalhar em gabinetes igualmente fantasmas de parlamentares em carne e osso.
A sociedade assiste a tudo calada, sabendo por antecedência e experiência que na melhor das hipóteses apenas os beneficiários dos atos serão punidos, ou seja, os ex-estagiários podem ser exonerados, os nomeados podem perder suas boquinhas, mas o principal que seria a apuração dos valores envolvidos para serem devolvidos aos cofres públicos e a cassação dos senadores envolvidos me parece muito distante de vir a acontecer.
Os caras pintadas (estudantes da UNE) que fizeram passeatas pelo impeachment de Collor em 1990 sumiram, agora são pagos pela Petrobrás, são estudantes neutros e preferem não se meter com política exceto quando é para arrecadar dinheiro a fundos perdido para a entidade estudantil.
As centrais sindicais estão satisfeitas com a montanha de dinheiro que recebem do poder público e dos bolsos furados dos trabalhadores e não se manifestam para defender a moral, a ética e o povo brasileiro. O sindicalismo nacional passa por um momento de total estagnação, velhos pelegos felizes e tranqüilos no comando de um negócio altamente lucrativo.
As demais entidades representativas como a OAB – Ordem dos Advogados Brasileiros, por exemplo, assiste a tudo sem fazer maiores movimentos no sentido de usar sua força em prol da restauração da honestidade na política nacional.
Resta ao povo pensar mil vezes antes de votar nas próximas eleições, nenhum dos atuais membros do Congresso Nacional merece nosso voto, os que não fizeram compactuaram com o que foi feito, votaram e assinaram documentos, silenciaram e se omitiram durante os últimos quatorze anos no mínimo. Nulo Neles!

18 de julho de 2009

Viagem (in) tranquila

O artigo não trata de uma viagem de passeio onde tudo ocorreu na maior tranqüilidade, mas sim de uma viagem por uma estrada federal e outras duas estaduais sem que nenhum integrante da PRF – Polícia Rodoviária Federal fosse avistado ao longo de quase dois mil quilômetros ida e volta entre São Paulo e Ouro Branco nas Minas Gerais.
Devo ressaltar que tive a felicidade de pagar um preço justo (R$ 1,10) em cada pedágio que meu automóvel passou, diferente das estradas paulistas, coincidentemente governadas pelo mesmo partido de - PSDB, onde o valor dos pedágios é um roubo à mão desarmada. Aqui na Rodovia Castelo Branco em uma única praça de pedágio você gasta o equivalente a viagem de 700 km de SP à BH.
Mas voltando ao percurso, avistei policiais rodoviários dentro das cabines de seus postos e nada mais, nenhuma viatura fora do seu posto, exceto uma que estava acompanhando um comboio cujo caminhão transportava carga com excesso lateral.
Como podemos ter tranqüilidade numa estrada sem fiscalização, sem a presença da sua autoridade maior? Onde estão os policiais rodoviários federais? Qual é o seu contingente para cada estrada federal brasileira? Quantos foram contrastados nos últimos dezesseis anos, quando tivemos dois péssimos exemplos de administração pública? Qual o salário pago a um policial rodoviário? Com certeza bem menos do que se despende para pagar um mordomo da família Sarney, é claro.
Os profissionais não têm culpa são comandados, recebem ordens e as cumprem com certeza alguém no comando da equipe que atua na Rodovia Fernão Dias sabe os motivos e as razões para essa situação estar acontecendo.
Nas estradas MG 383 e 040, sob a responsabilidade do governo mineiro a mesma situação aconteceu durante três horas nenhuma viatura, nenhum comando, nada, absolutamente nenhuma fiscalização para averiguar documentações, possíveis motoristas alcoolizados, carros roubados ou em situações irregulares trafegando nas estradas mais violentas do país. As estatísticas não mentem, a cada feriado prolongado mais mortes acontecem e na hora de utilizarmos as estradas verificamos que elas estão abandonadas por quem deveria estar cuidando delas.
Ou seja, neste sentido percebo que tanto nas rodovias federais como nas estaduais, ao menos em SP e MG, contratar, remunerar a altura e treinar policiais rodoviários não é o mais importante para os dois governadores atuais.
A relação dos tucanos com o funcionalismo público é no mínimo estranha, eles precisam dos quadros públicos, dependem deles, mas os tratam como se fossem bandidos. Remuneram mal, corrigem seus vencimentos sempre abaixo da inflação, não contratam novos empregados para os postos que deveriam ter maior contingente e quando o fazem geralmente não são para as áreas da educação, saúde, fiscalização e policiamento.
Em 2010, em SP teremos a possibilidade da manutenção dos tucanos no poder, concomitante com sua presença no comando da republica também, ou seja, mais quatro ou oito anos perdidos, tais quais foram os anos FHC e estão sendo os anos Lula.

Cheque mate!

O comércio em geral não está mais aceitando cheques em suas transações comerciais, alegam e com razão que os desonestos passam muitos cheques sem fundo e isso prejudica suas contas. Os bancos e seus banqueiros milionários nada fazem para coibir essa prática, exceto abrir contas e mais contas sem critérios, inclusive, para desonestos, que além de passarem cheques sem fundos ainda estão conseguindo aos olhos do comércio igualar os honestos aos desonestos.
A Febraban nada faz, pois representa os banqueiros e depende deles para ficar cada vez mais rica e poderosa, bancando políticos pelo Brasil adentro. A Federação do Comércio nada faz para impedir que o comércio possa novamente receber cheques como forma de pagamento. Prefere deixar os comerciantes nas mãos dos bancos, pois ao aceitarem os cartões de débito e crédito, os donos dos pontos têm de pagar a cada transação registrada e os valores não são de se desprezar.
Logo percebemos, que os banqueiros como sempre nada fazem para aumentar a segurança do sistema, estão felizes com os juros obscenos que podem cobrar à revelia da nossa constituição, felizes demais, pois continuam cobrando caro pelos talões de cheques que não estão sendo mais aceitos na praça e lucram ainda mais com o uso dos cartões.
As únicas vítimas no sistema financeiro são os cidadãos honestos que pagam seus tributos, são escorchados pelos bancos e pelo comércio, ajudam a sustentar toda essa escória de banqueiros e políticos e ainda tem menos direitos que os desonestos que andam a solta, possuem contas em bancos, crédito na praça e riem dos que preferem agir com honestidade.
O cidadão honesto, o comerciário, o comerciante e seus representantes nada fazem para por um fim a essa estória, carneirinhos obedientes que somos, aceitamos tudo e nos prejudicamos sempre em detrimento de regras que são criadas por beócios a serviço do poder estabelecido. Não existem regras para proteger os clientes honestos, os cidadãos que cumprem com as obrigações, mas o que tem de obstáculos para podermos exercer nossa liberdade cotidiana é uma grandeza.
Na década de setenta, um pilantra que tivesse seu cheque devolvido sem fundos pela segunda vez, além da multa teria sua conta suspensa por dois anos em quaisquer estabelecimentos bancários. Hoje só falta os banqueiros estabelecerem metas premiando esses safados.
Ao comércio falta preparo para distinguir o joio do trigo, lançam mão de receber cheques por que não querem fazer cadastros, telefonar para órgãos de defesa do sistema, não querem e nunca pedem documentos ao cliente que está passando o cheque. Preferem vender rapidamente e ouvir o tilintar de suas caixas registradoras sem perder tempo.
Do alto do olimpo os governantes riem de todos, dos banqueiros que a cada quatro anos depositam gordas quantias para os elegerem, dos comerciantes que mantém o sistema comercial funcionando e arrecadando milhões ao tesouro e gargalham mais ainda quando olham para os honestos... pobre minoria!

11 de julho de 2009

Corruptobrás S/A

Não é a Petrobrás nem a Eletrobrás ou qualquer outra empresa privada que detém o maior faturamento bruto em nosso país nos últimos trinta anos. A empresa que mais fatura é a Corruptobrás – Corruptos do Brasil S/A.
Uma empresa sólida com matriz em Brasília e filiais em todos os Estados da União, englobando milhares de empregados e beneficiários diretos e indiretos em todo Brasil.
Uma empresa que não para de crescer, desde os tempos do Império vem se firmando no cenário nacional como um dos grandes braços do crime organizado.
Está atuando principalmente no setor público, mas tem ramificações comprovadas em muitas áreas privadas, emprega lobistas, empresários, políticos e demais abnegados que se dedicam integralmente à missão da empresa.
Não é uma empresa necessariamente jovem, pois atua quase sempre com profissionais experientes, sempre bem treinados, quase sempre realizando seus trabalhos sem deixar marcas ou rastros.
A Corruptobrás investe pouco, mas arrecada bilhões dos cofres públicos e privados, desvia muitos recursos que deveriam ser carreados para a saúde pública, educação e demais serviços tão importantes para a sociedade. A empresa não tem uma hierarquia exata, não tem diretoria, nem conselho fiscal ou administrativo, trabalha quase sempre de forma matricial, está enraizada nos Municípios, Estados e principalmente no governo federal, onde atuam nos três poderes, dando significativa importância de suas ações ao poder legislativo.
É uma empresa lucrativa, raramente tem de devolver dinheiro aos cofres públicos, embora tenha sempre um importante respaldo jurídico, dificilmente é levada às barras dos tribunais. Tem isenção fiscal, seus membros investem o lucro em mansões, castelos, viagens ao exterior, e principalmente ao enriquecimento de seus bens particulares.
A Corruptobrás não gasta um centavo com propaganda, pois como é sabido por todos não tem em solo nacional e nem estrangeiro qualquer tipo de concorrência.
Recentemente conseguiu implantar no Congresso Nacional, vários benefícios como Atos secretos, Criação de diretorias fantasmas no senado, apadrinhamento gratuito, programa de empregabilidade para parentes e correligionários, programa de milhagem com dinheiro público de verbas a fundo perdido do Senado, enfim, uma série de benfeitorias muito importantes para poder manter a empresa em destaque.
A Corruptobrás está em todos os cantos do Brasil, se tiver dinheiro tem ações individuais ou coletivas de corrupção ativa e passiva por perto. Não há possibilidade alguma de ser diferente, pois a Impunidade dá total retaguarda à vida longa dessa mácula que nós brasileiros temos de carregar em nossos ombros cansados de tantos impostos, mentiras e injustiças sociais.

29 de junho de 2009

Plano de carreira perfeito

Muitos empregados assalariados no país não sabem o que significa plano de carreira, outros sonham com a implantação desse sistema em suas empresas, mas na verdade só o nosso congresso nacional possui o mais sofisticado, mais bem elaborado e vantajoso plano de carreira do planeta.
Nem as multinacionais americanas, nem as empresas asiáticas com suas performances altamente lucrativas conseguiram até hoje implantar tão audacioso plano para compor seu menu de benefícios e vantagens na área de recursos humanos com a mesma audácia e capacidade que nossos amigos parlamentares.
Claro que, o congresso não é uma empresa, se fosse seria um prostíbulo internacionalmente conhecido por suas atuações e atos secretos já por demais divulgados aos quatro cantos do planeta. Tendo o dinheiro público como seu aliado os senadores e deputados fazem mágica e transformam água em vinho.
Os salários dos empregados dos senadores e deputados não se prendem aos salários de mercado, coisa para mortais, os dirigentes daquela casa tem seus próprios critérios para designar a remuneração dos seus subordinados.
Por exemplo: Um mordomo que ganha em média entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00 reais no mercado de trabalho comum, no congresso recebe a soma de R$ 12.000,00 reais para trabalhar para a Senadora Roseana Sarney. Claro que o mordomo tem de ter formação universitária, pós-graduação e falar ao menos três idiomas (Português, Inglês e Maranhês – dialeto praticado pelos Sarney’s no Maranhão).
Outro exemplo clássico é o de copeira, no mercado de trabalho seu salário ficaria entre R$ 465,00 e 600,00 reais, mas no congresso a funcionária Valéria Freire dos Santos, nomeada por ato secreto para trabalhar no gabinete pessoal do Senador José Sarney (Um homem incomum segundo Lula) dando expediente de meio período recebe a quantia de R$ 2.313,00 por mês.
Se a funcionária que trabalha meio período servindo cafezinho recebe o equivalente a quase cinco vezes o salário mínimo vigente, imagine os empregados graduados e que trabalham em funções de chefia e assessoria dentro do congresso nacional? Sem precisar comprovar experiências anteriores, sem precisar comprovar escolaridade, apenas tendo Q.I. (Quem indica) e nada mais.
Assim caminha o enorme esgoto da política brasileira, onde alguns se corrompem, outros se locupletam e a maioria se omite no dever de denunciar, investigar e punir os corruptos, evitando que essa situação vergonhosa para a nossa sociedade se perpetue.

19 de junho de 2009

Denuncismo na visão de Lula

Nosso presidente realmente não pode ter um microfone ao alcance da boca que começa a vociferar asneiras que ferem a sua história e a nossa inteligência normalmente.
Quando está falando de seu governo, de seus ministros e da economia tem seus méritos e acertos, mas bastou ser cutucado sobre problemas de políticos e de ética na gestão ou no congresso que a maionese desanda feio.
Em sua defesa percebo que um de seus problemas é parar demasiadamente pouco em Brasília no seu gabinete, como está sempre em processo de milhagem pelo mundo afora, participando de posses, reuniões, batizados e outras bobagens mais, raramente tem tempo para ver e ouvir o que se passa no Brasil.
Desse modo quando vai emitir sua opinião, ela geralmente está fora do que se espera de um presidente e muito longe do que se imagina ser a opinião de um líder de uma nação como o Brasil.
Em sua passagem por Astana no Cazaquistão, veja até onde chega o nosso presidente em suas viagens, vai aonde ninguém jamais sonhou em ir um dia.
Mas voltando ao presidente, os intrépidos repórteres perguntaram a Lula, o que ele achava do discurso de José Sarney na tribuna do Senado quando o dono do Maranhão se defendeu de inúmeras denúncias de empreguismo, nepotismo e outras coisinhas mais. Nosso presidente então disse que: “Considera Sarney uma pessoa séria, e que todas as evidências não passam de simples denuncismos da nossa imprensa e que fica preocupado as denúncias não tem fim e depois não acontece nada”.
Uma boa parte do povo brasileiro também está até as tampas com essa pouca vergonha de tanta denúncia e nenhuma punição. A impunidade, aliás, é um dos maiores incentivadores dessa baderna que acontece no Brasil há muitas décadas. Quem dera as denúncias fossem realmente apuradas, houvesse julgamento e punição para os culpados, sejam os denunciados ou aqueles que eventualmente tenham feito denúncias vazias.
Quanto à opinião de Lula sobre Sarney, em que pese ser o maranhense do PMDB um aliado dessa gestão, fica difícil achar alguma seriedade num político que indicou diretores para cargos inexistentes no Senado, um homem que é junto com sua família dono de um Estado cujo povo passa necessidades básicas enquanto seus aliados estão cada vez mais milionários.
É certo que ao indicar parentes e amigos pelo Brasil adentro, o Senador Sarney o faz com muita seriedade e disso ninguém duvida senhor Lula, quem dera ele apenas lutasse pelo povo. Cumprindo sua obrigação para com seus eleitores e a nação com a seriedade e a ética tão ausente naquela casa do povo.
Sarney está no poder desde sempre, seus tentáculos estão nos alicerces do congresso nacional, uma apuração rigorosa levaria o senador maranhense a cassação com certeza absoluta. Mas outros crimes e outros deslizes até mais graves já foram perpetuados por outros senadores e nada aconteceu.
Bons tempos em que o sindicalista e candidato Lula defendia a ética, a soberania, a honestidade e transparência dos políticos e governantes, bons tempos, tempos de greves no ABC em favor dos operários e demais trabalhadores, tempos de um homem que defendia a verdade acima dos cargos e nomes.

10 de junho de 2009

Rebanho de "Jabutis"

O Ministro da Defesa Nelson Jobim, ao defender a demissão de vários assessores ocupantes de cargos de “confiança” na Infraero usou a denominação “Jabotis nos galhos”. Disse textualmente que “Se estavam lá é por que alguém botou, por que Jaboti não sobe em árvore”. O ministro ainda confirmou que muitos desses “Jabotis” não eram sequer conhecidos pela administração.
A maioria deles foi colocada na Infraero dentro do pacote de bondades do governo para com o PMDB, o maior sanguessuga da nossa política. As indicações dos cerca de noventa e oito empregados sem concurso e sem critérios é fato corriqueiro no país, e se falta vergonha e patriotismo sobra candidatos a aspones (Assessores de Coisas Nenhuma).
Se na Infraero que sempre está nas paginas dos jornais como uma empresa inchada, mal administrada e que não consegue de forma alguma tomar conta dos nossos aeroportos, imaginem no resto desse imenso país quantos “jabotis” estão pastando às custas do nosso suado dinheiro?
Além do governo federal, dos estaduais, dos municipais ainda temos jabotis no congresso nacional, nas assembléias legislativas, nas câmaras e também nas autarquias e fundações espalhadas por todo nosso vasto território. São milhares de cargos criados exclusivamente com a finalidade de contemplar partidos políticos em troca de favores e votos que contrariam a vontade popular e os mais lícitos interesses do conjunto da nossa sociedade.
O jaboti tem como uma de suas características a casca grossa para protegê-lo no mundo animal, pois no mundo da nossa política sórdida o “Jaboti” que ocupa cargo de confiança também às vezes é casca grossa, trata mal seus interlocutores, desaparece do serviço público como se fosse um imenso tatu.
A proliferação de Jabotis começa sempre nos anos eleitorais após as negociações entre partidos e as composições das futuras e odiosas “bases eleitorais”. Ao assumir o cargo, o partido vencedor já sabe de antemão da cota de “Jabotis” que terá de arrumar para saciar a sede de poder dos seus aliados.
A venda de empresas estatais que alguns políticos cínicos chamavam de cabide de empregos diminuiu para eles mesmos o poder de barganha, restaram poucas empresas nos governos e o jeito foi entrar no seio dos governos, em áreas ministeriais e suas autarquias e fundações.
O certo é que se fossemos exportar carne de “jabotis” teríamos lucros exorbitantes e com certeza seria um alivio para os cofres públicos em seu mais amplo sentido, pois além do recurso da venda teríamos a economia de estarmos privados de figuras tão nocivas quanto patéticas no meio do funcionalismo público e estatal brasileiro. Onde, diga-se de passagem, a maioria é séria e muito profissional.

A violência dentro e fora dos estádios

Mais um torcedor perdeu a vida nesta semana antes de chegar ao estádio para assistir um jogo de futebol entre o Corinthians e o Vasco da Gama. Não foi o primeiro e nem será o último, visto que as autoridades policiais, judiciais e do governo federal não querem mesmo acabar com essa situação que privilegiam marginais em detrimento das famílias que gostariam de freqüentar os estádios brasileiros.
Muitas idéias surgem sempre que um homicídio ocorre, mas nenhuma dessas brilhantes sugestões é capaz de evitar novas mortes. São idéias pequenas, são factóides que não atacam o cerne da questão da violência fora e dentro dos estádios de futebol.
Ainda estão discutindo se devem ou não banir torcidas organizadas, se devem ou não cadastrar torcedores que compram ingressos, se deve ou não proibir isso ou aquilo. Na verdade várias são as medidas que deveriam vigorar desde vinte anos atrás.
A primeira medida é acabar com o fim da impunidade que rola solta mais do que as bolas nos campos de jogo. O elemento suspeito de ter assassinado o rapaz em São Paulo, foi preso, identificado e solto. Sim solto, ele é Leonardo Scorza Pereira carioca, membro da Força Jovem do Vasco e estava dentro da sede da Mancha Verde quando foi preso. O meliante é suspeito da morte de um torcedor do Flamengo no Rio de Janeiro.
Como que alguém suspeito de um crime pode estar nas ruas para cometer outro crime semelhante, mas em cidades diferentes?
Quem soltou o marginal? De que adianta proibir a entrada de bandeiras nos estádios paulistas se entram criminosos livres e impunemente?
Enquanto a polícia não estiver preparada efetivamente para punir e coibir com medidas preventivas essa escória de andar livremente nas ruas, não somente os torcedores nos estádios correm perigo, mas sim, o conjunto da sociedade. A justiça brasileira é omissa e lenta, recheada de leis, que na sua maioria são repletas de benesses e vantagens aos criminosos. Leis de primeiro mundo vigendo em país de terceiro mundo que sonha em realizar grandes eventos.
É preciso reescrever as leis no Brasil, tirar dos seus meandros tantas liberalidades, tantas hipocrisias, é preciso que se tenhamos leis aplicáveis da mesma forma que o fazem países sérios do primeiro mundo. Rigor, não mata ninguém, impunidade sim.
Realizar jogos de uma torcida só é o atestado ISO 21.000 que se concede ao Estado que não tem capacidade alguma de defender a sociedade que lhe remunera com pesados impostos. É o atestado de incompetência final.
As torcidas organizadas devem ser banidas imediatamente da face do esporte. Os dirigentes esportivos que interagirem com essa escória devem igualmente ser defenestrados do comando de seus clubes. O elemento que brigar dentro ou fora do estádio deve ser fichado e proibido de assistir jogos de quaisquer modalidades por cinco anos. Se houver crime contra o patrimônio ou a vida, o rigor da lei deve ser o maior possível.
O resto é balela, conversa mole de comentaristas esportivos e procuradores a fim de aparecerem na mídia ou conseguirem se eleger no futuro à custa desse assunto.

4 de junho de 2009

Dengue, febre amarela e Copa do Mundo

A escolha das doze cidades que irão compor as sedes brasileiras para a Copa do Mundo de 2014 neste domingo de maio em 2009, deixou os aficionados por futebol em êxtase, entretanto preocupa e muito o conjunto da nossa sociedade com relação aos muitos bilhões de reais que serão desviados e não aplicados em saúde e educação.
Um país cuja saúde pública ainda é vitima da dengue, febre amarela e que enfrenta carências de toda ordem deixando sua população mais pobre sem atendimento médico, priorizar a festa do futebol é no mínimo uma insensatez.
Um país que camufla suas mazelas enrustidas no interior de seu vasto território, com números medianos nas suas capitais podem até enganar alguns incautos, porém jamais vai iludir o povo sofrido que vive em condições desumanas privadas de saneamento básico e que ainda sobrevivem nas mais primitivas condições de moradia.
Nas últimas décadas nossas estradas estão se esfacelando sem que nenhum dos cinco últimos presidentes que lá estiveram desde 1989 (Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula) tenham feito algo para arrumar os caminhos a serem percorridos pelos nossos veículos. Aliás, obras de infra-estrutura quase não foram erguidas nesse mesmo período. Agora elas fazem parte dos cadernos de interesse das cidades escolhidas pela Fifa para serem candidatas a sedes da futura copa.
Nossos políticos querem aparecer e a realização de uma copa do mundo é um excelente negócio para ficarem em evidência na mídia. Enquanto isso a educação sobrevive com índices medíocres e com os professores recebendo salários miseráveis. O SUS é um arremedo de sistema de saúde, uma brincadeira de mau gosto para com o povo brasileiro. A segurança pública inexiste.
Não temos índices de desenvolvimento humano aceitáveis, temos uma corrupção altíssima e números medianos para um país de terceiro mundo, mas nem isso e nem nada nesse mundo irá parar o ímpeto dos oportunistas que queriam a realização de um evento mundial em nosso país.
A recente realização dos Jogos Pan Americanos do RJ em 2007, não foi suficiente para acordar a nossa sociedade, bilhões foram gastos, obras foram superfaturadas, mentiras orçamentárias, falta de definição para aproveitamento dos investimentos, dinheiro jogado no ralo e muitas praças esportivas em pleno estado de abandono dois anos após o fim dos jogos.
A maior ironia de todas é que a copa do mundo será para turistas que vão trazer recursos do exterior para o Brasil, sendo assim, não é um evento para brasileiros, prioritariamente os torcedores de outros países terão mais facilidades para a compra dos ingressos do que os nossos torcedores. Até por que os preços dos ingressos serão compatíveis com espetáculos internacionais, proibitivos para os bolsos do povão que recebem salários mínimos.

3 de junho de 2009

O pedreiro e o deputado

O Brasil é um dos poucos países no mundo onde uma lei tem duas interpretações claras, a jurídica que normalmente pune os mais pobres e a interpretação política que é branda com os poderosos, os políticos e os mais abastados da sociedade.
Isso vem desde os tempos do império, nunca mudou e dificilmente vai mudar um dia, pois já está enraizado de tal forma que virou uma lei oficiosa que sobrepõe até a constituição do país.
No ano passado foi implantada a famosa Lei Seca, para punir os motorista que forem flagrados ao volante embriagados. O limite de dosagem alcoólica permissível é o menor possível, a multa altíssima e a possibilidade de cadeia para os infratores deixou a população com uma forte expectativa de que o problema seria finalmente sanado em nossas ruas e estradas.
O bafômetro passou a ser um equipamento de muito uso e a cada acidente sua utilização passou a ser fundamental para poder detectar o grau de álcool no sangue dos motoristas envolvidos. No começo boas notícias, diminuição dos acidentes nas estradas e nas cidades mais fiscalizadas.
Campanhas publicitárias incentivando as pessoas a não ingerirem álcool quando forem dirigir. Rodízio entre amigos conscientes para que um entre eles não estivesse bebendo, sendo responsável por guiar o veículo na volta para casa, etc.
Entretanto, alguns problemas não foram equacionados e nem serão com facilidade, visto que, o poder público não leva a sério o suficiente às coisas da sociedade para as quais é o responsável. A fiscalização constante e o cumprimento das leis independente de quem esteja ao volante ou de quem seja o motorista embriagado.
Até por que muitos são os casos de motoristas sem a habilitação rodando impunemente por nossas ruas, avenidas e estradas sem serem importunados por policiais do trânsito ou rodoviários. Não é a toa que estamos vendo dezenas de casos de motoristas que invadem a contra-mão de estradas movimentadas do país, colocando em risco vidas de terceiros.
Quanto ao outro problema que diz respeito ao cumprimento da lei seca, dois casos recentes exemplificam como funcionam o poder policial e a justiça no Brasil.
No Paraná o deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), com vinte e três infrações por excesso de velocidade, carteira cassada e alcoolizado provocou um acidente que culminou com a morte de dois inocentes.
Em Osasco – SP, um pedreiro sem habilitação, embriagado sobe na calçada e mata uma mulher de 30 anos, grávida de gêmeos de forma instantânea.
A diferença é que o Deputado está livre, não será preso e o pedreiro está na cadeia como deveria e terá muitas dificuldades para se defender. Esses dois fatos não são tragédias e sim crimes contra a vida humana, merecem todos o rigor da lei, mas serão tratados de forma diferente e o mais rico e poderoso escapará impune
.

9 de maio de 2009

Eles estão em toda parte no Brasil


“Se a gente quiser modificar alguma coisa,
é pelas crianças que devemos começar"
Ayrton Senna

O Tribunal de Contas da União resolveu investigar os beneficiários nos programas assistencialistas e que servem exclusivamente para manter uma pesada propaganda eleitoral do governo federal. Ao fazer as checagens entre os nomes dos beneficiários em relação aos proprietários de veículos descobriu mais uma fraude Made in Brasil.
O mais importante e alardeado programa de transferência de renda do governo federal está favorecendo pessoas que possuem automóveis nacionais, importados e até caminhões. Com certeza se a pesquisa fosse mais a fundo chegaria a milhões de lares cujas pessoas poderiam estar inclusas no programa, mas passam fome.
A única coisa nesse país que funciona são as cobranças de impostos, pedágios e multas, de resto, nada é fiscalizado, a corrupção e a bandalheira correm soltas no congresso nacional e nos governos de todas as instâncias.
Para termos uma idéia dos absurdos que são cometidos nos narizes entupidos convenientemente dos nossos governantes, uma família do Sergipe havia declarado renda mensal de R$ 35 (trinta e cinco reais) por pessoa e assim, se credenciou a receber R$ 94 (noventa e quatro) reais por mês do Bolsa Família. O TCU verificou que a família pobrezinha possuía sete caminhões avaliados em R$ 756 mil reais.
Em outros casos escabrosos milhares de beneficiários aparecem como donos de motocicletas importadas, veículos nacionais e importados com valor de compra acima de R$ 100 mil reais. Como sempre a Receita Federal cujo alcance muitas vezes se limita aos avisos de pagamentos dos trabalhadores honestos não conseguiu ainda checar os participantes desses inúmeros benefícios fornecidos pelo Governo Federal.
Para participar e se credenciar como beneficiário do Bolsa Família ninguém pode ter renda acima de R$ 137,00 (cento e trinta e sete reais na família. Se tivessem cumprido esse pré-requisito básico o governo Lula teria economizado R$ 320 milhões no período de um ano somente. Mas ao invés de fiscalizar eles preferem propagandear e discursar bobagens em palanques de inaugurações e da mídia em geral.
Para “surpresa” dos auditores do TCU, ao cruzarem as informações das listas de beneficiários do programa Bolsa Família encontraram vinte mil políticos que recebem o benefício. Sim meus amigos, políticos de novo, roubando ou fraudando de novo! O prejuízo somente no mês de Fevereiro foi de um milhão e seiscentos mil reais com esses políticos.
Fora os políticos os auditores encontraram um milhão e cem mil famílias irregulares que não deveriam estar recebendo nada do governo, o prejuízo foi de aproximadamente sessenta e cinco milhões de reais aos cofres públicos. Entre elas 300 mil pessoas mortas estão constando do cadastro.
E o povo continua votando, sonhando com o país do futuro, acreditando em políticos canalhas e pensando inocentemente que as leis são para todos.

5 de maio de 2009

Verborragia inútil e imoral

“O conformismo é o carcereiro da liberdade
e o inimigo do crescimento"

John Kennedy

No espaço de um mês vieram à tona inúmeras denúncias devidamente comprovadas de crimes cometidos por parlamentares e funcionários do Congresso Nacional contra o erário. Ninguém foi demitido, cassado ou simplesmente punido, fato este que não se consiste em nenhuma novidade, apenas reforça a lista de obscenidades praticadas contra o povo brasileiro.
Agora pior do que essa impunidade sem vergonha praticada e até incentivada pelos políticos brasileiros é a conduta do nosso presidente eleito pelo voto popular. Em discurso recente o Sr. Luiz Inácio diz o seguinte: “Levar a mulher ou um sindicalista para Brasília, não vejo onde está o crime. Se esse fosse o mal do Brasil, o Brasil não tinha mal”.
Percebe-se a desfaçatez com a qual nosso presidente trata uma questão que merece abordagem séria, punições rigorosas e a cassação dos envolvidos. Digo ao presidente que em minha opinião se um parlamentar quer levar a esposa para Brasília, que se mude com ela para lá ao se eleger e tomar posse. Deixar esposa na terra natal é coisa de jogador de futebol que quer aproveitar a solteirice em terras distantes.
Quanto ao sindicalistas que o presidente diz ser normal viajar a custa do erário, vejo como a mais obscenas e imorais de todas as ilações que o presidente poderia fazer a respeito de um assunto tão sério. As centrais sindicais recebem milhões de reais e podem e devem custear viagens de seus membros à Brasília, bem como, a qualquer canto do país.
Nós, que trabalhamos, somos descontados em folha de pagamento não temos essas prerrogativas imorais, indecentes e criminosas alardeadas aos quatro cantos. Um trabalhador não pode levar a esposa à custa da empresa, seja ela privada ou estatal. Um trabalhador não pode pagar por um advogado quando tem necessidade de acompanhamento de um processo em Brasília.
Vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos tema cesso a tudo, os parlamentares tem mordomias dignas de uma príncipe da antiguidade enquanto o povo não tem sequer a saúde pública ao seu alcance e de seus familiares.
Os parlamentares ficam ricos em oito anos, os dirigentes sindicais andam de carros importados e ganham presentes como passagens aéreas, viagens ao exterior e até veículos Land Rover, os empresários próximos ao poder público estão ricos e superfaturando obras impunemente, enquanto o povo é obrigado a pagar impostos escorchantes para manter essa casta de bandidos.
O senhor Lula tem feito um governo razoável, mas quando discursa o faz com um deslumbramento acima do normal, de sua boca proliferam bobagens que não condizem com seu cargo. Discursos que não estão de acordo com sua origem, visto que abandonou as causas do povo há muito tempo, tendo exercido a função de sindicalista e político muito mais do que o foi como operário simples, que não concordava à época com essas indecências que agora acha normal.
Normal senhor presidente é o cumprimento das leis, o parlamentar lutar pelas coisas do povo e abdicar de favorecimentos escusos. Normal é um sindicalista ser mais honesto que um parlamentar e recusar favorecimentos de quaisquer ordens o tempo todo, não se deixando levar pela euforia momentânea do cargo que exerce em nome dos trabalhadores de sua base.

ONGs - Da concepção à realidade no Brasil

Com certa freqüência temos encontrado notícias de algumas Organizações Não Governamentais que recebem dinheiro do governo, sob os variados títulos, muitas vezes percebe-se que por trás da ONG estão partidos políticos, pessoas influentes do próprio governo, etc. Com isso algumas organizações acabam virando noticia em páginas policiais, por fraudes, desvio de funções e de verbas públicas.
A quantia destinada pelo governo federal para as ONGs chama a atenção até dos leigos e deixam a todos preocupados, pois por trás da verdadeira essência dessas organizações podem estar os mesmos espertalhões de sempre, afinal, no Brasil onde há dinheiro sempre é preciso muito cuidado, pois cedo ou tarde golpes viram ao conhecimento público.
As organizações chamadas de Organizações Não Governamentais conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro setor da sociedade civil sem fins lucrativos, que se declaram com finalidades públicas e que agem em diferentes áreas da nossa sociedade. Estão na defesa do Meio Ambiente, do Menor, do consumidor, etc.
O sociólogo Betinho assim definia as organizações não governamentais: “Uma ONG se define por sua vocação política, por sua positividade política: uma entidade sem fins de lucro cujo objetivo fundamental é desenvolver uma sociedade democrática, isto é, uma sociedade fundada nos valores da democracia – liberdade, igualdade, diversidade participação e solidariedade. (...) As ONGs são comitês da cidadania e surgiram para ajudar a sociedade democrática com que todos sonham”.
Recentemente a empresa Petrobrás torrou um milhão e quatrocentos mil reais no nordeste através de uma ONG, cuja vice-presidente é membro do Partido dos Trabalhadores no local. A discussão é por que uma ONG deve intermediar um assunto que a empresa pode facilmente licitar ou contratar ou até comprar com seu próprio esforço e pessoal?
É sabido que uma ONG não tem valor jurídico no Brasil, é também por demais sabido que as mesmas podem complementar o trabalho do Estado, entretanto o que é imoral e pode ser ilegal é a participação conveniente de pessoas ligadas a interesses escusos travestidas de ONGs. Isso precisa ser apurado e passado a limpo pelo Ministério Público o mais rápido possível.
Algumas pessoas que manipulam o erário no Brasil perderam a vergonha por completo e se utilizam de quaisquer mecanismos para obter verbas públicas ou até privadas. Não existe discernimento e essa gente quer roubar o mais que conseguir alcançar. Nesse sentido é preciso que consigamos distinguir o joio do trigo, separando e punindo aqueles que venham a denegrir a imagem das organizações (maioria) sérias que atual por causas sérias no país.