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6 de novembro de 2010

Diga "NÃO" a CPMF ou a qualquer outro imposto no Brasil

Por enquanto treze políticos traidores colocaram a cara para fora do seus palácios para se pronunciarem a favor da recriação da maldita CPMF. Aquele imposto que arrecada bilhões, não é usado para a finalidade que eles preconizam nem nunca foi, quando muito serve para que os arrecadadores oficiais de tributos possam não mais colocar dinheiro público para a saúde no orçamento da nação e substitui-lo pela CPMF, ao invés de acrescentar os mesmos aos recursos legais existentes. Os políticos são os seguintes:
ITEM  GOVERNADORES    PARTIDO    ESTADO
01      Tião Viana                  PT          AC
02      Jaques Wagner           PT           BA
03      Tarso Genro               PT           RS
04      Marcelo Déda             PT           SE
05      C. Capiberibe            PSB         AP
06      Cid Gomes                PSB         CE
07      R. Casagrande            PSB         ES
08      Ricardo Coutinho       PSB         PB
09      Eduardo Campos        PSB         PE
10      Wilson Martins           PSB         PI
11      Antonio Anastasia       PSDB       MG
12      André Puccinelli        PMDB       MS
13      Sinval Barbosa           PMDB       MT

A eleição não terminou em 31 de outubro, muito ao contrário, ela apenas começou, precisamos largar na frente destes senhores feudais que esconderam covardemente este e outros assuntos importantes em seus Estados para agora manifestarem apoio a essa indecência, essa imoralidade chamada CPMF. E por que estes governadores fizeram isto agora?

1. Primeiro por que são covardes e queriam fugir do assunto antes da votação;
2. Segundo por que estão dando um aviso sonoro aos deputados eleitos em seus Estados para que fiquem atentos e votem pela posição deles. Dane-se o povo!.

Então temos de agir com rapidez e com insistência junto a bancada dos deputados e senadores dos partidos alinhados acima, para entupirmos suas caixas postais de mensagens contrárias a essa obscenidade chamada aumento de impostos no Brasil.

Os endereços de e-mail dos partidos cujos os governadores já manifestaram posicionamento contra o povo são os seguintes:

PSB: psb@psbnacional.org.br
PSDB: tucano@psdb.org.br
PT: Acre - http://www.ptac.org.br/
Bahia-http://www.ptbahia.org.br/
R. G. Sul - http://www.ptrs.org.br/
Sergipe - http://www.prse.org.br/ - Ao entrar nos sites, procure por contato e mande sua mensagem a eles, já que é o PT é único partido que não disponibiliza endereços de e-mail.
PMDB: pmdb@pmdb.org.br

A partir de Fevereiro/11, com a posse do novo Congresso Nacional devemos entupir a caixa postal das lideranças dos partidos que estiverem na ocasião em defesa da indefensável CPMF ou quaisquer outros impostos a serem criados seja com que nome for e com a finalidade que tiverem.

Para isso é simples, basta acessar a página da Câmara Federal - www.camara.gov.br E procurar pela liderança dos partidos ou se preferir enviar diretamente para quem você votou ou ainda para os deputados que se manifestarem a favor da CPMF. No Senado www.senado.gov.br devemos agir da mesma forma.

Não importa em que votamos, se votamos nulo, branco ou se nos abstivemos de votar, esse é um problema nosso, a cobrança independe deste fator, somos mais importantes que eles, então devemos fazer valer nossa força e opinião.

Aqueles que puderem procurem em suas cidades entidades sérias que defendam o cidadão, o eleitor e a cidadania mostre a eles sua indignação contra qualquer tipo de pressão para aumentar um imposto qualquer em nosso país.

Aqui em Bauru tenho a honra de participar da Batra - Bauru Transparente (www.bauru.org.br). Existem muitas entidades sérias neste nosso país, no site da Batra acesse links e veja a relação de com algumas delas. Ou se quiser entre no Google e procure alguma outra pois existem várias. Usem a imprensa, enviem cartas, artigos, manifestem livremente sua contrariedade contra essa atitude espúria de parte dos nossos políticos.

Abaixo segue uma mensagem que enviei ao PSB:

Um abraço a todos e se concordar com isso envie e conclame seus amigos a repassarem esta minha mensagem ao maior número de pessoas possível

Rafael Moia Filho
_________________________________________________
Ao PSB – Nacional

Com relação à manifestação democrática do Governador Reeleito Eduardo Campos – PE, sobre a volta da CPMF, gostaria de tomar a liberdade para expressar um sentimento que além de meu, com certeza é da maioria absoluta do povo brasileiro. Sendo assim:
1. A CPMF foi criada, ou melhor, idealizada por Adib Jatene, médico ultra conceituado que pensou poder contar com verba extra e necessária para resolver os problemas da Saúde Pública nacional;
2. Entretanto, após, implantada no governo FHC, jamais ela foi usada para tal finalidade, ou pelo menos, foi usada isoladamente, pois o governo na ocasião excluiu as verbas orçamentárias que compunham a contabilidade da Saúde. Lula seguiu à risca a receita;
3. Esse foi então o primeiro equívoco, pois se na ocasião a verba era pequena, com o aporte da CPMF poderíamos ter uma Saúde Pública de qualidade, entretanto, o que se fez foi substituir a verba existente em orçamento pela contribuição extra da sociedade.
4. Vejo que a recriação da mesma ou de qualquer outro imposto deva merecer antes de mais nada uma profunda discussão, e por que não, da coragem dos nossos políticos para a implantação da tão sonhada Reforma Tributária. Nossa classe política que também paga impostos deveria lutar para acabar com as imensas desigualdades, bi-tributação, impostos cuja finalidade se confunde com interesses que passam longe do povo brasileiro. É preciso simplificar para poder arrecadar ainda mais, deixando sonegadores na cadeia e fazendo com que devolvam ao erário o que roubaram.
5. Como o PSB já sabe, a sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos, além de não suportar mais ver cair pelo ralo, verbas preciosas que poderiam ser utilizadas de formas inteligentes, honestas em prol do povo mais carente de nossa terra.

Sendo assim, conclamo o PSB a lutar pela Reforma Tributária antes de pensar na implantação de quaisquer impostos no Brasil. O povo brasileiro estará atento, podem ter certeza disso.

1 de novembro de 2010

Por que José Serra perdeu a eleição?

A campanha política para definição do novo presidente do Brasil em 2010 foi seguramente uma das piores de todos os tempos desde que a nossa república foi instaurada. Baixaria, acusações toscas, discussões imbecis, fuga completa dos verdadeiros assuntos que interessavam a Nação.

Desvio proposital da agenda política para a uma agenda religiosa ou de cunho sexual, um lixo completo. Mentiras em profusão proferidas pelo candidato que estava em segundo lugar, omissões e mentiras da primeira colocada, enfim, o povo foi colocado à margem do processo.

A candidata que representa os últimos oito anos de gestão se comportou de maneira insegura, demonstrando não ter o mesmo conhecimento e carisma de seu líder político e antecessor. Vacilou durante muitos momentos da campanha, não apresentou com clareza seu projeto de governo, deixando claro que, não vai mudar nada, será um Lula de saia. Pouco, muito pouco para quem esperava mudanças, melhorias, avanços reais e não mentirosos a serviço de seus sonhos pessoais.

O candidato do PSDB paulista, dono da sigla, pois somente os paulistas servem para ser ungidos a cargos importantes, essa ao menos é a mensagem que o eleitor inteligente compreende, afinal é a quinta eleição a Presidência que alguém de SP assume o desafio, demonstrando claramente que não existem na ótica tucana paulista companheiros do partido no Brasil que possam representá-los. Não fez diferente de sua concorrente.

O José Serra não discutiu assuntos sérios como a divida interna, reformas políticas, a reforma tributária, a troca de programas assistencialistas por programas baseados numa economia sustentável com geração de empregos.

Ele não disse uma vez sequer que não iria recriar a CPMF, nem tão pouco prometeu diminuir a carga tributária que incide sobre a classe média, omitiu tudo e mais um pouco.

Apelou para questões religiosas, beijou imagens e ao mesmo tempo se aliou com setores nefastos da religião, virou um homem das mil e uma faces religiosas, de manhã beijava santos e a noite participava de cultos onde às imagens não são aceitas. E ainda prometeu aos evangélicos um posicionamento contra união de homossexuais, para depois se colocar a favor no dia seguinte.

Prometeu aumentar os ministérios quando até o Tiririca sabe que temos ministérios inócuos demais. Não falou em redução da máquina obesa federal, não discutiu nada com seriedade e a profundidade necessária.

Talvez por isso também tenha perdido as eleições, por omissão, por medo e por usar intolerância religiosa onde se pedia apenas idéias diferentes.

Acusou sua opositora e o presidente de corrupção em suas gestões, mas nunca provou ter agido diferente quando pode como prefeito e governador de SP. Aliás, seu partido em 16 anos jamais o fez. Sete dezenas de CPIs arquivadas é recorde mundial e vai para o Guiness Book.

Nem Dilma será a presidente que esperávamos e merecíamos nem Serra fará falta por ter perdido a eleição por sua culpa. Culpar os pobres que votaram na Dilma é ridículo, afinal, se fosse assim teria muito mais votos no Sul e Sudeste do que teve. Serra que não é um político simpático nem mesmo dentro de seu partido. Que o digam Aécio e Geraldo Alckmin, perdeu para sua campanha que beirou o ridículo..

E mesmo por que, Serra acusou os adversários de usarem programas assistencialistas de forma eleitoreira, antes dele mesmo prometer que iria ampliar e criar até um 13º para o Bolsa Família, neste momento, não dava para acreditar em mais nada.

Se não discutiu com profundidade as questões cruciais, se prometeu absurdos que deveria suprimir, se faltou com a verdade, se tropeçou na missa e caiu no culto, não tinha mesmo condições de ser Presidente, perdeu para si próprio.

O PSDB perdeu por que escolheu o candidato errado e não por que o povo não soube votar, que isso fique claro, pois o mesmo povo, escolheu FHC por oito anos e o próprio PSDB por vinte anos em SP sabendo votar.

23 de outubro de 2010

Até sequestradores são beneficiados no Brasil

Um dos crimes mais cruéis e hediondos é o sequestro que hoje no Brasil está cada vez mais abrandado pela nossa justiça. Lá fora esse tipo de crime é classificado como ato de terrorismo, tratado com seriedade pela justiça e tem no sistema penal rigor absoluto. Depois de preso, julgado e condenado o facínora não põe a cara para fora do presídio de segurança máxima enquanto não acabar sua pena.

Isto quando o criminoso cruel e desumano não é condenado à prisão perpétua dependendo das leis e do país em questão. Aqui no paraíso da criminalidade e da corrupção tudo é diferente.

Depois de cumprir um sexto da pena, normalmente 5 anos se a pena máxima for de trinta anos de prisão, o bandido pode sair cinco vezes por ano da prisão se estiver em regime semi-aberto, local para onde vão quando possuem “bom comportamento”.

Ou seja, um verdadeiro play ground para criminosos, pois esse negócio de bom comportamento é para quem paga imposto, recolhe tributos e ainda paga pedágio quando sai de casa numa estrada, pois criminoso quando vai para a prisão, perdeu a chance de ter bom comportamento, tinha isso antes de seqüestrar, matar, estuprar, etc.

Aqui no Brasil onde alguns presídios são verdadeiras colônias de férias, com celular, televisão, jornais, cigarros, sexo e tudo mais, um criminoso tem mais regalias que muito cidadão que mal tem acesso a um prato de alimento diariamente.

O empresário e publicitário W. Olivetto foi seqüestrado em Dezembro de 2001, ficou 53 dias no cativeiro ameaçado de morte e só foi libertado com vida graças a uma denúncia anônima.

Pois bem, dois de seus algozes estavam cumprindo pena em regime semi-aberto e obviamente como a grande maioria dos criminosos nesta situação, fugiram e estão desaparecidos. Foi concedida a imoral saída no dia das crianças para dois homens que não tem mulher e nem filhos. O sistema é suspeito, altamente frágil e precisaria de investigações da alta corte para verificar a veracidade das informações contidas nos processos de liberdade concedida a bandidos.

Ou seja, a sociedade presume que um criminoso que comete um crime hediondo não deva merecer benefício algum além da luz do sol, alimento e água potável. Deveria ter além destes “direitos” o dever de trabalhar e se quisesse estudar.

Ao invés disso nosso sistema judiciário, um dos mais fracos e permissivos do mundo, enfraquece cada vez mais a nossa sociedade, dando benefícios aos criminosos como mudança de regime, indulto cinco vezes ao ano, saidinhas para praticar roubos e até fugirem em definitivo de um sistema medíocre.

Nossa justiça precisa ser reciclada, precisa ser separada por completo do podre poder executivo, que é pernicioso e corrupto. Precisamos que juristas renomados reescrevam nossos códigos e leis, é preciso trabalhar para a sociedade e parar de conceder benefícios escusos para criminosos que abdicaram da sua liberdade ao cometerem atos repugnantes aos olhos da sociedade.

17 de outubro de 2010

Dilma X Serra - Uma campanha sem respostas e sem alma

A campanha para presidência da república começou há muito tempo atrás em nosso país. Desde quando José Serra assumiu o governo de SP, nas eleições de 2006, em seguida começou a planejar sua campanha para a presidência em 2010. Fato que se repetiu com relação à Dilma, tão logo Lula se reelegeu em 2006 ela começou a pavimentar sua campanha.
Durante esses quase quatro anos, Serra e Dilma pouco fizeram de prático para o povo brasileiro, tudo que foi realizado visava poder, o poder pelo poder, nada mais, nada menos.
Escolheram assessores, colocaram silenciosamente o trio elétrico nas ruas, tomando apenas um cuidado, não feriar a legislação eleitoral, o resto pouco ou nada importou.
Desde então a internet passou a ter uma troca de mensagens ferozes acusando Dilma principalmente e Lula de um monte de coisas, a maioria inverdades, algumas poucas confiáveis. Serra também passou por isso mas em menor quantidade, pelo visto aqueles que podem usar computador e a rede da internet tendem a odiar o PT, Lula e Dilma.
As gestões de Lula cometeram vários erros, mas não nenhum erro preconizado antes de sua posse, não levou nosso país para o socialismo, não fez aliança alguma com China. Rússia ou Venezuela, apenas se fez passar por bobalhão ao lado de Hugo, Evo e outros idiotas que governam mundo afora. Na economia ousou manter a mesma toada de seu antecessor FHC.
Ajudou banqueiros como FHC, bajulou o poder e a sociedade elitizada, porém nunca teve dela algo a mai do que simples tolerância, ganharam dinheiro como nunca os banqueiros, usineiros e empreiteiros.
Mesmo assim a imprensa através do Estadão, Folha, Veja, Isto É, até da própria Globo estão muito mais com Serra do que com Dilma. Isso se reflete agora nas pesquisas para o desenlace final do segundo turno.
O primeiro turno foi horrível, nada de discussões e apenas muito proselitismo, muita enrolação, e nada que o eleitor realmente quisesse e merecesse ouvir.
No segundo turno a coisa continua idêntica, As discussões passam ao largo de alguns problemas graves e muito mais urgentes do que religião, aborto, casamento gay. São eles os seguintes:

1. Como o candidato (a) eleito (a) vai pagar R$ 1 trilhão e meio da divida interna? Vai arrochar a classe média, como se isso ainda fosse possível? Já tem um plano?

2. Como irá combater a corrupção no país? Em detalhes e não com alusões pouco factíveis.

3. Qual será sua ação em relação à Reforma Tributária e Fiscal? Quando irá encaminhá-las ao Congresso nacional em 2011?

4. Qual será sua ação em relação à Reforma Política?

5. Vai aumentar o tempo de idade das aposentadorias no INSS? Vai manter o Fator Previdenciário?

6. Vai acabar com quantos ministérios e embaixadas no exterior? No caso de Serra ser eleito acrescento o seguinte: Vai vender o Aerolula?

7. Vai depois de eleito enfrentar com seriedade os problemas de infra-estrutura (estradas, portos, aeroportos, saneamento básico? Ou vai dar nomes pomposos a planos irrealizáveis? PAC, Brasil em Ação etc.

8. Qual será seu posicionamento quanto à realização das obras para assumir o compromisso da realização da Copa do Mundo /2014 e Olimpíadas /2016? Ou será contra?

9. Depois de eleito vai manter essa espúria indicação do Poder Executivo para membros do Judiciário (STF)?

10. Qual será sua prioridade Banqueiros ou Trabalhadores?

11. Vai diminuir a carga tributária que incide sobre o trabalho e os setores de produção (Comércio, indústria e agronegócios)?

12. Vai manter o país sem nenhum outro novo imposto? Ou vai recriar a CPMF?

13. O que vai fazer pela Saúde Pública? Projeto claro, nada de nominhos pomposos outra vez.

14. Vai corrigir as imensas lacunas que existem entre as classes mais ricas e a classe média ou vai continuar punindo quem mantém a economia mesmo em tempos de crise?

15. Vai rejeitar alianças com partidos que hoje apóiam o adversário?

16. Qual será seu plano emergencial para a definitiva resolução do problema da terra no Brasil? MST, Latifundiários, queimadas e a sobrevivência da Floresta Amazônica como serão tratados?

Nada disso está sendo discutido e nem será, ou seja, estamos dando um cheque em branco a Dilma ou Serra. Nem PT nem PSDB muito menos o novo Congresso Nacional estão preocupados com coisas sérias, é o poder pelo poder, nada mais.

Coisas das transmissões esportivas

Como é fácil trabalhar escrevendo ou comentando em rádio, televisão ou jornais sobre futebol na atualidade. Ao contrário do que se prevê, não existe preocupação com a informação antecipada, tudo é analisado apenas no pós-jogo, quando o juiz já apitou o final da partida. No máximo durante a partida, quando desdizem o que disseram minutos antes.

Um time vence duas partidas e alguns gênios já começam a dizer que virá a arrancada, no terceiro jogo o time fraco toma uma atravessada daquelas de perder o rumo e ainda por cima contra o lanterna e dentro do seu estádio sempre vazio. Os caras somem e guardam as manchetes que dariam dizendo que já sabiam.

Os fatos são comentados sempre após acontecerem, ninguém faz como antigamente, discutindo ou analisando dentro de seus próprios conhecimentos. Na televisão é patético ver os ex-péssimos árbitros dizerem que foi falta e ao verem o lance em câmera lenta mudarem de opinião de forma vergonhosa, assim como o faziam quando eram péssimos árbitros dentro de campo tão somente.

Alguns narradores não conseguem falar na Band quando Neto está analisando o jogo, ele dá pitacos errados em quase tudo, inclusive na arbitragem, coisa que jamais entendeu. Como aquela emissora demitiu sumariamente o ex-árbitro, Neto finge que entende disso também. Nem quando era jogador sabia algo a respeito, que dirá agora.

Na Globo o padrão segue firme, quase não fazem criticas, quase não comentam e quase não narram, é uma loucura ver um jogo com Kleber “papo furado” Machado. É cansativo e leva o torcedor a recorrer ao radinho de pilha. Fica a imagem muda e o som do rádio.

Por falar em Rádio, bons tempos em que os narradores e comentaristas estavam ao vivo no estádio... Bons tempos! Hoje ao ligar o rádio é preciso primeiro peregrinar por centenas de emissoras religiosas com seus pastores gritando tresloucadamente, depois enfrentamos os programas com alucinados com seu som alto e desqualificado até chegarmos numa estação que se dispõe a transmitir um jogo de futebol, não mais ao vivo como antigamente... Perdeu a graça!

8 de outubro de 2010

A eleição do Seo Madruga em SP

A comédia continua, depois de assistirmos a eleição legítima do palhaço Tiririca graças a mais de um milhão e trezentos mil eleitores agora teremos na cidade de São Paulo a posse de Jonas Fontoura mais conhecido como Seo Madruga pelo PRP – Partido Republicano Progressista no dia 01 de fevereiro de 2011. Ele assumirá a vaga deixada pelo Vereador Marcelo Aguiar (PSC) que foi eleito para ocupar uma vaga de Deputado Federal em Brasília.

Este exemplo mostra o quão perigoso é votar sem consciência, sem entender o processo eleitoral em suas minúcias, sem saber como funciona o sistema proporcional de votos no caso das eleições para vereadores, deputados estaduais e federais. Nesta hora é preciso tomar cuidado com os puxadores de voto, com os candidatos que estão escondidos nas listas dos partidos e que aparecem do nada para tomar posse quando menos se espera.

O chamado Partido Republicano Progressista, que ao que tudo indica não é progressista na hora de escolher seus representantes, conseguiu eleger Seo Madruga com apenas e tão somente 7. 705 votos na maior cidade da América do Sul. Imaginem o que acontece no sertão nordestino ou no extremo norte do país a julgar que estamos falando da pujante e rica metrópole paulistana.

O Seo Madruga é um humilde comerciante da cidade de São Paulo, nada tem a ver com os votos que recebeu, sua posse é dentro da lei, porém de antemão não precisa ser gênio para imaginar que será engolido dentro da Câmara paulistana e nada poderá fazer na medida que não tem escolaridade, não tem conhecimento básico para lutar contra o poder estabelecido naquela casa.

Precisamos de representantes com experiência, com maturidade, com instrução escolar suficientes para não serem enganados, para representarem seus eleitores condignamente. Não importa se sejam ricos ou pobres, ou qual seja a sua profissão, a partir do momento que são guindados a um cargo de tamanha envergadura precisam ter ao menos noção da responsabilidade que estão assumindo.

O problema começa nos partidos, que deixaram a muito de ser entidades representativas da sociedade, para virarem balcões de negócios, sem escrúpulos, sem ideologia e sem quaisquer preocupações com a ética. Escolhem a esmo ou pesquisam entre o povo para saber quem exerce mais atenção e tem mais popularidade para então cooptá-los para uma eleição.

O Seo Madruga vai se juntar a outros políticos popularescos nada engraçados que além de não fazerem nada pela democracia e pela sociedade serviram de chacota e serão usados pela máquina azeitada dos corruptos profissionais.

5 de outubro de 2010

PV - Neutralidade ou a vala comum?

Os quase vinte milhões de votos depositados nas urnas para a candidata Marina Silva do Partido Verde, fizeram com que a mídia, candidatos do PT e do PSDB começassem a desenhar estratégias para a abordagem sobre o partido verde e sua estrela solitária horas após a apuração da última urna.

Isso é claro, acaba sendo repassado para a sociedade, às discussões já estão na internet e nos bares e ruas das cidades. Quem será que Marina Silva vai apoiar? Com quem o partido Verde deve fechar acordo?

Penso que o Partido Verde e Marina Silva deveriam pensar com muito zelo antes de definirem seu posicionamento para o segundo turno das eleições presidenciais. Lógico que não deveriam demorar em anunciar a decisão do partido, evitando especulações desnecessárias.

Em primeiro lugar por que os dois partidos que vão disputar o segundo turno dificilmente irá chamá-los para discutir ética, planos de governo, vicissitudes e semelhanças entre seus projetos de governo. Na prática, diz a lenda no Brasil que esses momentos são para oferenda de cargos e outras coisas mais.

Do alto de seus quase vinte milhões de votos, a análise do PV e de sua candidata deveria passar pela vertente que mostra que a maioria de seus eleitores não suportava a idéia de votar em Serra ou Dilma, portanto deram a ela o voto consciente, um voto a sua pessoa e ao comportamento de seu partido nas últimas eleições.

Votaram nela ao invés de anularem seus votos, ou melhor, votaram nela por acreditar na sua proposta ambiental e na ética do Partido Verde, um voto então carregado de consciência e esperança.

Sendo assim, a decisão a ser tomada se reveste de enorme responsabilidade para os "Verdes", pois estará em jogo muito mais do que transferir ou não votos para Dilma ou Serra. Estará em jogo a alma do partido verde, a lisura de suas propostas e a postura que será ou não levada aos próximos pleitos.

Enquanto estava em campanha o partido verde sofreu na pele a falta de espaço, não obteve coligações, não recebeu grandes doações enquanto seus adversários nadavam em dinheiro. Portanto, como dizia Tancredo Neves - "Por que falarmos mais do que ouvirmos se temos uma boca e dois ouvidos"?

Os holofotes estão ligados na direção de Marina do PV, é preciso que ela tenha muito discernimento antes de decidir pela neutralidade, algo que seus eleitores apreciariam muito com certeza. Ou optar por um dos partidos e cair definitivamente na vala comum onde todos os partidos estão, diga-se de passagem.

23 de setembro de 2010

Um assalto em SP para "matar" R. Biggs de inveja

Para quem eventualmente não conhece, Ronald Arthur Biggs nasceu em Lambeth, Inglaterra. Ficou famoso após assaltar um trem postal em Buckinghamshire, em 1963. Com a ajuda de mais 15 comparsas, roubou 2,6 milhões de libras, sendo detido no ano seguinte, juntamente com a maioria dos envolvidos. Este roubo ficou conhecido mundialmente como o Roubo do Século.

Pois se estivesse vivo ficaria corado e humilhado com o que aconteceu em São Paulo antiga terra da garoa e atual terra do PSDB. Vamos aos fatos que demonstram de forma inequívoca a fragilidade da vigilância bancária, da polícia paulista sucateada há 16 anos e da vigilância do Metrô.

Três homens armados, trajando ternos entram numa agência bancária em SP, por volta de 12:30, na Avenida Paulista coração financeiro do Brasil. A agência do Banco Santander (Ex-Banespa) fica em frente à Estação Consolação do Metrô.

Sem que os clientes percebam o trio assalta o banco e levam consigo R$ 170 mil como se estivessem agindo dentro da lei e da ordem pública. Coisa de cinema, sem tiros, sem alarde, sem alarme e sem nenhuma ação policial.

Ao saírem da agência bancária eles se dividem: Dois entram na estação Consolação do Metrô, enquanto o outro atravessa a movimentada avenida e entra tranquilamente no outro lado da estação do Metrô.

Em resumo até a noite de ontem (20/09) nenhuma prisão, nenhum suspeito, nada foi apurado pelas autoridades paulistas. Em pensar que outro criminoso de colarinho branco se expõe, fazem das tripas coração para roubar o erário enquanto os profissionais auferem o equivalente a 333 salários mínimos sem nenhum esforço ou risco.

Os grandes golpistas internacionais ficaram sem graça após saberem da facilidade e da falta de reação do nosso sistema de vigilância. Devem com certeza reclamar junto a Corte Suíça, pedindo explicações, afinal de contas para ganharem a vida no primeiro mundo passam por sofisticados sistemas eletrônicos de segurança, homens treinados e policiais que ganham salários compatíveis com sua importância para a sociedade.

Aqui os Bancos e Casas Lotéricas são iguais casinhas de criança, só não rouba quem não quer. Os banqueiros gananciosos resistem a gastar um pouco do polpudo lucro que obtém com segurança. Entrar e sair de uma agência é tão fácil que os caras roubam cento e setenta mil sem fazer barulho, sem dar um tiro e sem serem percebidos pela clientela.

Com certeza nem o gerente da agência percebeu no ato o que estava acontecendo, o pobre coitado estava vendendo seguros e demais produtos, única coisa que sobrou aos notáveis bancários nos dias de ganância atuais.

A polícia paulista (Civil e Militar) comandada pelo Governo Tucano ao longo dos últimos dezesseis anos sempre relegou os policiais ao segundo plano, além disso, jamais modernizou delegacias, IML’s, nem ao menos dotou a polícia científica de equipamentos com alta tecnologia para poder acompanhar a evolução do mundo da criminalidade. Ao contrário, sempre tratou os policiais com desprezo e desdém.

Esse é o preço que pagamos uma polícia sem condições técnicas aliada a uma Justiça fraca e omissa que ajuda o criminoso depois que são presos e condenados. Tudo conspira contra o cidadão que paga impostos.

A corrupção no Brasil não tem limites

Ela pode ser escancarada, pode ser escamoteada, disfarçada, entretanto nunca deixa de estar ao lado do poder no Brasil. Sejam eles Executivo, Judiciário ou Legislativo. O Brasil perde por ano bilhões com o “Custo Corrupção”, dinheiro jamais recuperado tendo em vista que a Justiça não move montanhas para tentar recuperar verbas desviadas em fraudes, licitações, etc.

Antigamente ouvíamos quando crianças algo sobre um tal de dez por cento (10%), que significava que a liberação de uma obra, documento ou quaisquer coisas dentro da burocracia nacional tinha este custo quase que pré-fixado. Pois hoje no nosso país esse custo inflacionou e não tem limites, não há percentual que consiga amainar a fome de poder e dinheiro dos corruptos e corruptores.

Após o fim do período em que o Brasil viveu sob uma ditadura militar, começou a ficar clara esta situação para os brasileiros, os escândalos começaram a se multiplicar a partir de 1985 quando da posse de José Sarney. Não à toa, recentemente a imprensa desvendou que o homem que já foi presidente da república havia conseguido fazer misérias com seus cargos de poder.

Nomeou amigos para cargos chaves, nomeou parentes e construiu uma rede que lhe permitiu ganhar muito dinheiro apenas e tão somente usando o sobrenome de sua família e a proximidade com o poder desde o término de seu mandato como Presidente.

Em seguida tivemos um presidente jovem, moderninho, coqueluche da elite nacional e da grande mídia. Não precisou de muito tempo, em menos de dois anos caiu em virtude de golpes que na atualidade seriam considerados infantis diante da roubalheira perpetuada a partir de Brasília.

Depois de um breve período com Itamar Franco, um dos poucos que conseguiu sair de cabeça erguida tivemos nos últimos dezesseis anos uma enxurrada de denúncias concretas de todos os tipos de atos de corrupção. A capital federal se tornou sede mundial do nepotismo, do desvio de verbas, das indicações de pessoas a cargos sem concurso público, das sombras nebulosas que se espalharam feito uma explosão atômica devastando e alastrando corrupção por todos os demais Estados da Federação.

Não tem um canto do país virgem, imune a algum golpe, desvio, ato ilícito, seja ele em órgãos públicos ou na rede privada onde alguns empresários descobriram como lucrar acima do imaginável. Empreiteiras ganham obras e licitações, pagam por fora, abastecem um mercado ilícito que continua sempre promissor.

Algumas ações da Polícia Federal costumam dar certo, nem sempre, mas alguns bandidos do colarinho branco e raros corruptores chegam à prisão. Em seguida entram em ação a segunda indústria mais lucrativa do Brasil, a dos Habeas Corpus Corporation. No dia seguinte ou no máximo em poucos dias lá estão os criminosos de volta ao seio da sociedade.

Nem sempre conseguem voltar a ocupar cargos de confiança, mas conseguem liberdade para abrir novos negócios e o principal – não devolvem nenhum centavo ao país. Perdem apenas um pouco nos gastos com seus brilhantes advogados, sem os quais não estariam livres.

Os episódios do chamado Mensalão, que existem em todos os cantos do país somados aos casos de intermediação de negócios escusos com o aval de pessoas e órgãos públicos ganharam uma dimensão astronômica. A oposição ao atual governo agora faz denúncias assim como fez o PT durante muitos anos. Mas não explicam por que onde são governo nos Estados a situação se repete com a mesma voracidade. Vide MS!

Em resumo são todos farinha do mesmo saco protegidos por leis que são escritas pelo Poder Executivo e Legislativo sem que a sociedade possa interferir diretamente. Leis que deveriam ser escritas por juristas em muitos casos são feitas pelos piores criminosos que uma sociedade por admitir.

Brasil - Um país sem futuro

Nenhum canto do mundo é perfeito, sempre temos alguma coisa que possa diminuir nosso interesse em viver fora do Brasil, seja o idioma, contrastes religiosos, clima, entretanto fica cada vez mais difícil morar neste país onde impera a corrupção, os desmandos, a injustiça social e principalmente a bandalheira oficial no poder Judiciário.

Nada é mais indecente do que a forma como nossa justiça age em nome de uma democracia que funciona e existe apenas no primeiro e segundo escalão dela própria.

Magistrados, Desembargadores recebem vencimentos dignos enquanto toda estrutura do judiciário vive a mingua, com salários e benefícios irrisórios e obscenos. Excesso de trabalho e nenhuma condição de realizá-los, ambientes imundos às vezes, sem papel higiênico e nem café em muitos Fóruns espalhados pelo país.

Um poder que dá aos políticos todas as regalias imagináveis, sem que aqueles que cometem crimes contra o erário sejam julgados e condenados para efetivamente cumprirem com as penas estabelecidas em nossos códigos antiquados, ultrapassados e totalmente desatualizados. Sem contar que ninguém é obrigado a devolver o que roubou.

No Amapá uma verdadeira quadrilha foi presa com mais de trinta envolvidos suspeitos de desvio de verba, corrupção ativa e passiva, fraudes em licitações e toda tipificação criminal possível. Eis que ontem (20/09) os elementos retornam ao Amapá, inclusive o candidato à reeleição como governador (Ficha Limpa?) e são filmados com a bandeira daquele Estado e nos braços de seus correligionários (cúmplices).

Recentemente o Poder Judiciário dando provas que trabalha para o bem estar dos criminosos decidiu que os presos condenados por tráfico de drogas teriam direito as mesma benesses dos demais bandidos. Ou seja, redução de penas, bom comportamento, indulto, etc. Uma atitude imoral e covarde para com aqueles que vivem amedrontados e presos em seus condomínios, suas casas e apartamentos sem direito a nada. Quem paga impostos não tem direito a nada, exceto de ser esfolado pela avalanche de impostos existentes.

Em São Paulo uma licitação com valores em torno de R$ 50 milhões definiu pela compra de tornozeleiras eletrônicas, algo que, nos países de primeiro mundo são usadas inclusive por artistas, autoridades e quem quer que cometa algum crime contra a sociedade.

Pois aqui no paraíso da impunidade, a (in) justiça definiu em alto e bom som que, somente irão usar as tornozeleiras aqueles facínoras que quiserem, a escolha é deles e não do sistema penitenciário.

Um absurdo que beira o inimaginável, demonstrando a total subserviência do Poder Judiciário e do Sistema Penitenciário aos bandidos. Eles mandam, eles podem tudo, eles não cumprem pena em regime fechado até o fim, eles saem por bom comportamento e tem a disposição indulto em todos os feriados do ano, celular na cela e TV além de encontros amorosos com parceiros (as).

O começo das aberrações está na indicação do Presidente da República na nomeação de novos integrantes do Supremo Tribunal Federal, instância máxima da nossa justiça. Como esses homens colocados neste cargo politicamente vão julgar com isenção seus antigos aliados?

Essa situação é impensável num país de primeiro mundo, pois é altamente permissiva e até promiscua em alguns casos, como daquele membro que nunca foi juiz de carreira e mesmo assim recebeu indicação de Lula. Ao povão vestibulares, concursos públicos ultra-rigorosos e aos amigos do poder vantagens e mordomias.

Estamos à mercê de políticos corruptos, governantes medíocres e de uma justiça tosca, atrasada, lenta e que pende demasiadamente para o lado do poder, seja ele político ou não. As coisas do povo são engavetadas e levam vinte anos para serem julgadas, numa clara demonstração de desprezo do judiciário pela sociedade.

O assassino e réu confesso Antonio Marcos Pimenta Neves foi preso, liberado para aguardar seu julgamento. Julgado, condenado está livre a dez anos recorrendo indefinidamente até quem sabe morrer e não precisar mais de advogados e nem do uso das inúmeras oportunidades que a Justiça brasileira concedeu para que um assassino confesso pudesse ficar dez anos impune.

Não vejo a OAB nem nenhuma Entidade democrática defendendo uma mudança radical nesta conjuntura atual, não existe político em solo brasileiro preocupado com esta vergonhosa situação. Não enxergo como antigamente em nosso meio juristas renomados que possam enfrentar esse corporativismo, essa indecência que aos poucos mata nossa democracia e vontade de viver em solo brasileiro.

10 de setembro de 2010

Por que rejeito votar em Dilma ou Serra

“Um bom jogador é aquele que tem a visão plena do tabuleiro, sabe que o mundo não começa nem termina na “casa” em que se está. Sabe que ela é transitória, faz parte da viagem e nunca é o destino final. Jamais haverá um bem que sempre dure ou um mal que nunca acabe. Ou seja, em qualquer fase da vida em que nos encontremos, é sempre possível mover as peças e seguir em frente. A mudança é inevitável, o crescimento é opcional”.
Autor Desconhecido


Na minha infância e juventude a ditadura militar impediu a todos de exercer o direito individual de elegermos nossos representantes aos principais cargos majoritários. Com o fim do regime e a queda dos militares veio a tão sonhada democracia e para variar no Brasil começou tudo errado, com pessoas erradas e a maldita síndrome da continuidade.

Ao invés de uma ampla eleição popular o que tivemos de aturar foi uma aliança do bem versus o mal numa eleição indireta, onde o mal esteve encarnado em Paulo Salim Maluf, homem de confiança do regime que foi derrotado por Tancredo Neves cuja única coisa ruim em seu propósito era seu vice José Sarney do Maranhão. O povo não votou, em seu lugar votaram os parlamentares em Brasília.

Como desgraça pouca é bobagem, antes de assumir o poder morre o político mineiro Tancredo Neves e assim tivemos de engolir um dos piores presidentes que o Brasil já teve. Ele pavimentou sua maléfica carreira política e construiu uma duradoura estrada que perdura até os dias atuais, os escândalos não nos deixam mentir sobre isso.

Em 1989 tivemos pela primeira vez a chance de eleger alguém ao cargo de presidente de nosso país e ao contrário do que todos sempre reclamam as opções no primeiro turno daquele pleito eram muitas, de todos os segmentos, ideologias e partidos. Tínhamos Ulisses Guimarães, Mário Covas, Brizola, Aureliano Chaves, Maluf (de novo), Gabeira, Ronaldo Caiado, Enéas, Roberto Freire, Collor e Lula, para ficar entre os principais nomes.

Mas a sociedade votou em peso em Collor e Lula, o primeiro era o candidato da classe média e preferido da mídia enquanto Lula era o sindicalista que havia participado da fundação do PT e era a opção dos trabalhadores e oposicionistas a tudo que havia no país até aquele momento. Venceu a classe média e as elites elegeram o carioca governador de Maceió, que foi deposto dois anos depois envolto a suspeitas que nos dias de hoje valeriam apenas uma página de jornal.

Itamar Franco seu vice então assumiu o poder em 1991 e levou o mandato até o seu final conseguindo eleger seu então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Seu governo foi razoável, seu mérito maior foi dar condições para o próximo governo implementar medidas na economia com segurança.

Entra então no poder o sociólogo que tinha todas as idéias e ferramentas a disposição para promover as mudanças que o país tanto precisava. Seu grande mérito foi resolver o crônico problema da inflação. Lançou o Plano Real e acabou de vez com a inflação na economia brasileira.

Não resolveu os problemas de segurança, nem de saneamento básico, educação, saúde e ainda criou impostos demais (a CPMF é obra de seu governo), elevando a carga tributária e privatizando empresas de mineração, ferrovias, setor elétrico, telefonia a preços de banana e resguardando aos compradores todas as benesses possíveis para então deixar o ônus nas mãos dos consumidores. Vide a maldita Taxa da Telefonia Fixa.

Depois de longos e tenebrosos oito anos sem que os funcionários públicos federais tivessem um só reajuste salarial à sociedade cansada do modelito tucano resolve apelar e votar em Lula e sua trupe petista sindical.

Lula assume em janeiro de 2003 e aos poucos faz com seus eleitores percam a esperança de um governo voltado para o povo e em particular para a sofrida classe média. Conseguiu em oito anos elevar ainda mais a carga tributária, o que parecia ser uma tarefa impossível depois dos tucanos. Defendeu a CPMF até sua extinção pelo Congresso Nacional, a falta de combate a corrupção, não apoiou reformas políticas, tributárias nem implantou nenhum grande projeto educacional ou de saúde pública que minorasse a situação da sociedade brasileira.

Marcou sua gestão por viagens infindáveis ao exterior, por discursos engraçados tanto quanto estapafúrdios. Nos seus dois mandatos a corrupção correu solta e teve amparo total do seu governo e ao final quer nos fazer engolir sua candidata Dilma goela abaixo em outubro desse ano.

A sua candidata Dilma Roussef tem uma rejeição enorme da classe média, maior talvez até que a rejeição que Lula possuía quando era chamado de sapo barbudo pelos empresários que depois de oito anos de gestão Lula estão ainda mais ricos. Ela não tem carisma, não tem experiência anterior em cargos executivos e não consegue ser unanimidade nem entre os eleitores petistas. Se vencer terá de agradecer para sempre o enorme carisma de Lula.

Quanto a Serra, nada mudará em seu mandato em relação ao que FHC fez ou tentou fazer. Vai deixar os funcionários públicos quatro ou oito anos sem aumentos salariais. Não vai fazer nada pela segurança pública, educação, reforma agrária, saúde assim como seu partido o fez em dezesseis anos de poder em SP. Ainda vai tentar privatizar o que sobrou no governo federal. Odeia investigações e CPIs em seus governos.

Gasta muito com propaganda, mas engana o povo não dizendo quantos anos levou para concluir o que enaltece. Ex. Rodoanel. Essa obra ainda não foi concluída, a tática deles foi fazer inaugurações parciais, festas, rojões e o povo sem saber que depois de dezesseis anos o PSDB não teve capacidade para terminar a tal obra.

Vive de mentiras e de propagandas, basta conversar com gente séria dos setores da saúde, educação ou segurança e toda a fanfarronice tucana cai pelo ralo. Serra é o continuísmo de Lula por incrível que possa parecer, assim como seria inimaginável dizer que Lula foi o continuísmo de FHC.

Sim, Lula manteve a mesma política tributária de FHC, manteve a mesma política econômica e não fez nenhuma reforma que prejudicasse, ou melhor, não atendesse banqueiros, usineiros e os grandes empreiteiros do país. Ainda viajou mais do que FHC pelo mundo afora.

Não ajudou a classe média que por ironia do destino votou em FHC, Lula e agora se arvora em votar em Dilma. Uma dupla ironia, visto que a classe média critica o povo pobre por não saber votar, por eleger qualquer um esquecendo-se de olhar para seu próprio umbigo, ou melhor, nos dias atuais para seu próprio e-mail.

Por tudo isso e muito mais que não cabe num artigo, rejeitarei nas urnas a mesmice, os mesmos discursos e as mesmas cantilenas de sempre, votarei em outro candidato se houver ou anularei com um sorriso na face meu voto. Chega de ser complacente com essa escória, chega de ser conivente com essa gente.

Anular o voto faz parte das opções que a frágil justiça eleitoral me franqueia, então por que não usá-la quando não temos opções inteligentes e decentes para votar.

Tem dinheiro sobrando, mas falta vontade política

O país arrecada bilhões de reais através de uma rede perversa de cobrança injusta de impostos jamais vista em canto algum do planeta. Um país onde o trabalhador assalariado e os pequenos comerciantes e industriais pagam mais impostos que os milionários.

O FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação vinculado ao MEC – Ministério da Educação lançou o Proinfância para atender os municípios com a construção de creches e pré-escolas.

Entretanto das 2003 creches e pré-escolas apenas 39 (1,94%) tiveram verbas liberadas para construção em três anos de programa. Muitas desculpas são dadas quando se coloca o problema á mesa, desculpas que não atendem a população, que não atendem milhões de crianças à espera de educação infantil.

Para o FNDE a culpa está nas prefeituras que não possuem estrutura. Para aquele órgão as prefeituras têm baixa capacidade técnica e inexperiência com licitações. É estranho que a verba não tenha sido consumida pelas grandes e médias cidades espalhadas pelo Brasil, onde estes fatores alegados não representam problemas.

Segundo o presidente da UNDIME – União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, além das dificuldades burocráticas dos processos licitatórios, a complexidade dos projetos exigidos atrapalha a construção. Engraçado que essas desculpas não atrapalham estes municípios na construção de obras desnecessárias e no uso irregular de verbas públicas.

O número de obras paradas supera o de obras concluídas, o que desmente em parte as afirmações acima citadas pelas autoridades responsáveis.

Como pode um país querer sediar uma Olimpíada ou uma Copa do Mundo com a respectiva construção de obras de grande vulto se não consegue sequer projetar, construir e entregar creches?

Isso que acontece no FNDE com a liberação para construção de creches ocorre também para com as verbas para construção de novas penitenciárias, habitação popular, saneamento básico, estradas e todo tipo de obras de infra-estrutura.

Ou seja, existem recursos em abundância, mas falta vontade política, falta capacidade técnica e principalmente competência do poder público em fazer com que os recursos sejam usados com parcimônia.

Quem tem a verba também não está nem ai para com o usuário final, fica colocando empecilhos, usufruindo de uma burocracia medíocre e burra para assim “economizar” o dinheiro que é da sociedade e não do departamento.

Quem poderia usufruir da verba (municípios) não possuem capacidade e nem vontade política para poder reverter à situação. Ao invés de contratar empregados qualificados preferem encher as prefeituras de assessores inúteis e sem capacitação para sequer comprar pão na esquina.

O povo fica desamparado, à mercê de uma burocracia imensa que impregna o solo infértil da política brasileira. Pagamos muitos impostos apenas para alimentar uma máquina estatal que consome bilhões com asneiras e não conseguem sequer usar o dinheiro disponível a favor da população.

25 de agosto de 2010

As últimas do Brasil

JUSTIÇA PARA RICOS COMEMORA 10 ANOS!

O assassino e réu confesso Antonio Marcos Pimenta Neves foi preso, liberado para aguardar seu julgamento. Julgado, condenado está livre a dez anos recorrendo indefinidamente até quem sabe morrer e não precisar mais de advogados e nem do uso das inúmeras oportunidades que a Justiça brasileira concedeu para que um assassino confesso pudesse ficar dez anos impunes. O pobre é preso, continua preso, se julgado e condenado fiará apodrecendo na cadeia até que alguém um dia lembre que sua pena terminou há alguns anos.

Assim é a justiça elitista, injusta e cega do Brasil.

BANDIDOS TRAPALHÕES MOSTRANDO O RJ AO MUNDO!

A estapafúrdia, ridícula e burra ação de dez bandidos cariocas tentando roubar um Hotel com mais de seiscentos hóspedes chamou a atenção do mundo nesta sexta-feira (20/Ago/10) no Rio de Janeiro. Os meliantes trapalhões entraram pelas portas do fundo do Hotel e fizeram de cara trinta e cinco reféns, deixando outros quinhentos soltos para ligarem a policia. Prédio cercado, medo, tiros e os panacas sendo presos.

Desta vez a polícia carioca deu show e agiu com profissionalismo e muita atenção, prendendo todos e salvando os reféns sem que ninguém fosse ferido.
CONTRIBUIÇÕES SOB SUSPEITAS E GOVERNANTES MENTIROSOS!

Muitas tragédias aconteceram desde o ano passado no Brasil, em Santa Catarina duas grandes enchentes, em Angra dos Reis desabamento e dor. Em Niterói chuvas e desabamento de um morro onde antes havia um lixão. Em São Luis do Paraitinga – SP destruição de quase toda cidade histórica. Em todas elas algo em comum, ou melhor, duas coisas em comum:

1: Solidariedade do povo brasileiro

2: Omissão dos governos municipais, estaduais e do federal.

Em SP na cidade de São Luis do Paraitinga a verba arrecadada como doações não foi usada pela Prefeitura até hoje, e o que foi utilizado ficou destinado a reerguer o prédio da própria prefeitura, enquanto milhares de pessoas continuam sem suas moradias. Onde estão o Ministério Público e o Governador de SP? Estão esperando o quê?
Nos demais casos tudo igual, nem um centavo dos governos para ajudar o povo sofrido, promessas na televisão, mas nada de ação e ajuda para quem paga impostos e precisa naquele momento de socorro.

DUNGA – ALÉM DE NÃO SABER NADA É MENTIROSO!

O ex-técnico (desculpem os demais que exercem a profissão) Dunga, além de não saber nada de futebol, mentiu e muito durante a preparação da seleção de futebol para a Copa do Mundo na África do Sul. Levou Kaká e disse sempre nervoso e com ódio no coração que ele estava em forma e que jogaria muito na Copa. Pois terminada a competição o jovem jogador se submete a uma cirurgia que deveria ter sido realizada antes da Copa. Essa mentira ajudou a enfraquecer ainda mais o time brasileiro e poderia ter encerrado ou ao menos comprometido à carreira do jogador. Se a comissão técnica e o médico mentiram neste caso quantas outras mentiras não ficaremos sabendo?

17 de agosto de 2010

Serra tem o mesmo desempenho do Marechal Lott

A desenvoltura do candidato a presidência José Serra do PSDB de SP está começando a se parecer com a do Marechal Lott nas eleições de 1960 pelo antigo PSD.

A análise nada tem a ver com questões ideológicas, partidárias, mas a simples questão de que o candidato Henrique Batista Duffles Teixeira Lott durante a campanha à presidência da república em 1960 visitou muitos Estados brasileiros, o que não é pouco numa época em que os transportes eram escassos no país.

A coincidência reside no fato de que o então candidato Marechal Lott foi muito mal justamente nos Estados em que visitou, fato que agora se reflete nas pesquisas eleitorais com relação a José Serra.

Na época avisado por seu staff de que o Marechal Lott estava seguindo para o Norte do país, o candidato Janio da Silva Quadros, em tom sereno e blasé disse ao seu assessor:

_ Acalme-se, se o Lott está indo para o Norte do país, não precisarei fazer campanha naquela região, sua presença me cobrirá de votos.

E o fato aconteceu realmente naquela eleição em que Janio venceu com larga margem de votos assumindo a Presidência da República, para logo em seguida renunciar.

As pesquisas eleitorais em 2010 também apontam para um declinio nos percentuais do candidato José Serra justamente onde ele fez visitas recentes.

No começo das pesquisas eleitorais o desempenho de Serra era muito bom, entretanto com o avançar da campanha e as definições dos demais candidatos Serra começou a perder terreno.

Os institutos de pesquisas apontam que justamente onde Serra mais apareceu, pior está sendo seu desempenho, fazendo com que a candidata Dilma possa até vencer a eleição no primeiro turno.

Se levarmos em consideração que o partido de Serra manda no Estado de SP desde 1994, permanecendo no poder a 16 anos initerruptos fica difícil crer que poderá fora daqui ter uma performance tão grandiosa que o leve a vitória.

Tomara que as coincidências entre Serra e o Marechal Lott parem nas pesquisas e que a candidata Dilma não repita o desempenho e a renúncia de Jânio Quadros, com sua estapafurdia desculpa de que saia do cargo por conta de “forças ocultas”. Forças essas jamais explicadas pelo candidato.

O novo Pinóquio paulistano

Não seria possível imaginar a maior cidade da América Latina sem recursos orçamentários para poder resolver seus inúmeros problemas. Na verdade os recursos existem, porém ou não são aplicados dentro do ano fiscal ou são desviados para atender outras demandas.

No primeiro caso temos o exemplo ocorrido com as verbas para “Combate às Enchentes” que estavam nos cofres paulistanos enquanto a cidade assistia ao desespero de moradores com seus pertences sob a água fétida de córregos e rios que transbordaram nas chuvas de verão.

O dinheiro não foi utilizado, as obras não foram realizadas, mas o prefeito exibia orgulhoso propaganda da Fórmula Indy em SP e outras coisas menos prioritárias para a sociedade paulistana.

A pior das facetas de uma gestão pública é possuir verbas arrecadadas com impostos e não utilizá-las de forma correta para melhorias na própria cidade. Recentemente foi descoberto que a Prefeitura retirou R$ 15 milhões destinados para a construção de três hospitais e repassou a verba para o gasto com “Consultorias”.

A administração da prefeitura paulistana não conseguiu explicar à imprensa quais seriam as finalidade destas tais consultorias. Mas é comum nos órgãos públicos, autarquias e fundações o uso deste subterfúgio quando se quer não fazer algo ou quando se quer desviar recursos.

Pode não ser o caso da prefeitura paulistana, entretanto Kassab deveria vi a público e detalhar quais são estas consultorias tão importantes e por que elas sobrepujaram a construção de três hospitais públicos em SP.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias do município paulistano a prefeitura prevê a entrega dos hospitais em 2011, sendo assim, ao retirar a verba Kassab está mentindo para a população paulistana. E se continuar mentindo desta forma em breve estará com o nariz maior do que o do personagem Pinóquio. Ou na melhor das hipóteses estará idêntico ao de outro prefeito mentiroso que agora se vê em apuros com a Lei da Ficha Limpa.

O orçamento de uma cidade faz parte de um processo de planejamento e não deveria ser alterado com facilidade, principalmente para uso em consultorias caras e de finalidade geralmente duvidosas. O que torna o orçamento do município uma peça de ficção, um amontoado de números sem respaldo técnico e financeiro.

O pior nesta estória é que não existe nenhuma punição ao Alcaide por alterar a peça orçamentária, exceto pelo eleitor nas próximas eleições, motivo pelo qual os prefeitos se sentem protegidos e fazem o que bem entendem. Prometendo, mentindo, alterando e depois segundo me frente sem problemas sua vidinha de homem público.

Morte e vida da TV Cultura

Uma das características do governo tucano é não deixar pedra sobre pedra ao final de suas gestões, é não querer administrar gente, é ter ojeriza por funcionários públicos e se afastar como o diabo foge da cruz de uma obra em suas gestões. Quando faz demora muito e ao terminar repassa imediatamente para a iniciativa privada.

Depois de vender praticamente todo setor elétrico paulista, dois bancos, várias empresas e repassar para os empreiteiros algumas estradas prontas para que esses explorassem as praças de pedágio era de se esperar que a TV Cultura fosse abduzida, vendida ou até mesmo fechada na gestão do tucanato paulista.

Faltou pouco para que a emissora que antes da posse do PSDB em 1995, era sinônimo de qualidade, criatividade e dona de uma avançada linha de programas que marcaram época na televisão brasileira. Em particular para as crianças e jovens que viram nascer naquela emissora, talentos promissores que ainda hoje são grandes estrelas da TV brasileira.

O corte paulatino de verbas, a presunção dos tucanos e a falta absoluta de investimentos foram definhando aquele símbolo da televisão de vanguarda nacional.

Uma emissora que sempre primou por exibir orquestras do mundo inteiro, teatro da melhor qualidade, cinema nacional, esportes, programas como Vila Sésamo, Sitio do Pica Pau Amarelo, Roda Vida, Ensaios com os maiores nomes da MPB, enfim, qualidade pertinente ao que se deseja numa emissora pública.

Mas o tucanato odeia o povo, tem desprezo por funcionários e não poderia tratar à emissora e seus parceiros de outra forma que não, servir pão e água em bebedouro distante. Sem verbas a qualidade deu lugar a programas menos atraentes ao público, o desgaste é natural e a concorrência brutal.

Ao longo de dezesseis anos o governo Tucano com muita competência foi minando e acabando com a emissora, aos poucos, de forma homeopática. A democracia carece de um espaço televisivo público, desde que com qualidade e competência, sem ser subserviente. Esse espaço existe e chama-se TV Cultura, um marco na televisão nacional que agora agoniza em solo tucano.

A direção de emissora sob ordens tucanas não permitiu que os patrocinadores da programação independente colocassem seus nomes nos créditos, fato que afastou definitivamente qualquer possibilidade de entrada de recursos externos. Programas excelentes sobre turismo e trilhas foram defenestrados pela absoluta falta de habilidade.

O último fio de esperança acabou quando o governo do PSDB nomeou um economista da chamada linha dura para administrar aquela emissora. O mesmo político que até outro dia dava as cartas na Cultura paulista. Sua primeira meta é demitir 450 funcionários, talvez pensando em “privatizar” a emissora paulista, pois os tucanos só sabem privatizar mesmo, administrar, reorganizar não é o forte deste partido.

A provável eleição de Geraldo Alckmin será o último suspiro de vida dessa emissora que tanto colaborou com a cultura paulista e nacional em todas as suas formas. Vai deixar saudade.

ENEM - Símbolo da incompetência do governo federal

Os responsáveis pela Educação no governo federal não conseguem de forma alguma realizar um exame de avaliação sem que não haja problemas de toda ordem, desde o vazamento das provas até a liberação de dados dos estudantes que fizeram inscrições nos últimos três anos. Dados estes que com certeza serão utilizados por marginais e toda espécie de escória à revelia dos donos.

O que deveria ser uma prova simples, segura passou a ser um verdadeiro transtorno na vida dos estudantes brasileiros. A falta de qualidade, segurança e inteligência daqueles que deveriam dar exemplo propiciam momentos grotescos para quem se aventura a realizar as provas.

O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio (des) Organizado pelo MEC – Ministério da Educação virou uma tremenda piada, perdeu a credibilidade junto aos estudantes e seus pais. Esse descalabro favorece os senhores feudais proprietários dos grandes cursinhos e administradores da indústria do vestibular.

Somente a eles interessa essa falta absoluta de critério, segurança e competência. No ano passado fraudes causaram transtornos gigantescos e alteraram datas de provas em todo país. Neste ano a sociedade fica sabendo pela imprensa que os dados econômicos e pessoais dos responsáveis pelos estudantes foram interceptados por bandidos virtuais e a esta altura estão sendo vendidos na Rua 25 de Março no centro de São Paulo.

Como pode um país que se arvora ser uma potência não conseguir sequer realizar uma prova para alunos do ensino médio?

Como pode o governo federal gastar, ou melhor, torrar milhões de reais do nosso bolso para realizar licitações que acabam por contratar empresas de fundo de quintal, despreparadas e incapazes de realizar bingo em quermesse de cidade pequena.

Se tivessem mais competência e cuidassem do dinheiro público da forma que manda a lei com certeza esses burocratas ignorantes não deixariam que esses absurdos acontecessem num país do tamanho do Brasil.

Aos alunos resta apenas rezar para que no final do ano possam efetivamente ter uma chance ao menos de fazer a prova e quem sabe assumir uma vaga numa universidade pública.

11 de agosto de 2010

As agruras de um Professor em SP

Existem dois sistemas educacionais vigentes no Estado de São Paulo, o oficial que contém a rede pública e a rede particular e o sistema que aparece apenas nas propagandas oficiais do governo em inserções repetitivas durante determinados períodos em que são liberados para o partido do governo paulista.

No sistema que aparece nas propagandas às salas de aulas tem dois professores, computadores novos e em pleno funcionamento, salas limpas com carteiras novas e alunos felizes assistindo suas aulas. Nota-se nestas propagandas que os pais entrevistados estão contentes, pois seus filhos recebem material escolar antes do início das aulas e sempre com enorme qualidade.

As escolas nas propagandas têm funcionários felizes e com professores muito bem treinados e remunerados a altura de seus merecimentos profissionais. Escolas limpas, sem problemas de infra-estrutura, com os prédios bonitos sem pichação.

Já na vida real, aquela longe dos políticos e pelas quais eles nunca se interessam a situação é caótica, professores mal remunerados, salas sujas com carteiras remendadas, prédios carecendo de todo tipo de serviços. 

Nenhuma sala de aula tem mais de um professor, que resistem à conduta dos alunos geralmente desinteressados e do Estado que nunca faz nada nem pelos professores muito menos pela Educação.

Para se ter uma ideia concreta da situação, foi publicado nesta data por jornais de grande circulação que os professores da rede publica estadual correm o risco de não receber o bônus por produtividade. Neste caso o Governo Alckmin oferece um reajuste de 2,5% num país que teve quase 12% de inflação oficial. 

Enquanto isso Alckmin sonha ser presidente em 2018, assim como Aécio e Serra. Alckmin torra milhões em publicidade de seu governo contando maravilhas do nosso Estado, mentindo de forma descarada e deslavada sem que ninguém ou nenhuma entidade desminta as suas falácias.

Segundo a Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo docente que cumpra a carga horária de 30 horas semanais recebe R$ 2.300,00 aproximadamente e seu vale alimentação é no máximo de R$ 100,00. Uma vergonha se comparado aos salários que os assessores dos nossos governantes recebem. Até o supervisor da limpeza no congresso nacional recebe da empreiteira muito mais do que esse valor.

O que o governo faz com seus funcionários públicos é uma vergonha sem precedentes, estão todos sujeitos a Norma 22: “Pão e água, de preferência em bebedouro distante”. Aos amigos, empreiteiros, banqueiros, usineiros e setor automobilístico tudo, dinheiro, investimento, garantia de retorno, aval para empréstimos internacionais, enfim, uma moleza.

Ser professor da rede pública é ato de coragem, bravura e deveria merecer ao menos uma aposentadoria digna pelo seu sacrifício de uma vida inteira para ensinar nossa juventude. Mas ao contrário, após se aposentar os docentes enfrentam o lado mais perverso da sua vida. Miséria, dificuldades, saúde precária sem assistência médica decente. Enquanto isso, alguns marajás mesmo cometendo crimes e lesando o erário saem aposentados com R$ 25 mil ao mês no judiciário.

4 de agosto de 2010

O buraco negro dos gastos com publicidade

O que os nossos governantes torram com publicidade no nosso país é uma obscenidade sem precedentes no mundo civilizado. Aqui na cidade de São Paulo somente no período entre 01 de janeiro a 22 de julho deste ano o Prefeito Gilberto Kassab desperdiçou R$ 66 milhões dos cofres públicos em publicidade.

Esse valor é proporcionalmente o maior de todos os tempos em São Paulo, superando o valor recorde gasto em 2002 que foi de R$ 69 milhões, como o Kassab ainda tem mais cinco meses será fácil bater esse valor astronômico.

No Estado de SP em 2009 o valor gasto foi de aproximadamente R$ 311 milhões ou quase R$ 26 milhões por mês, verba que poderia ser muito melhor utilizada pelo poder público em favor de tantas coisas que são necessidades prioritárias da sociedade.

Se pudéssemos somar as verbas gastas com publicidade pelo Governo Federal, os vinte e sete Estados da Nação, todos os municípios e mais o Congresso Nacional e cada Assembléia Legislativa e Câmara com certeza teríamos um valor astronômico sendo desperdiçado em troca de nada, ou melhor, usado apenas e tão somente para finalidades de divulgação de governantes com fins eleitoreiros.

Um país pobre com carências de todas as naturezas produz propagandas da administração direta e indireta como se fosse a maior e mais equilibrada economia do planeta. Não foi a toa que no golpe do mensalão havia indícios de envolvimento de agências, publicitários e pessoas ligadas ao esquema de publicidade oficial do governo federal.

Temos saúde, educação e saneamento básico de terceiro mundo, com graves distorções que precisam de muito investimento, entretanto percebemos que os governantes e demais autoridades do país permitem que se torre milhões de reais com propagandas inúteis de toda natureza.

Por exemplo, outro dia em Bauru estávamos vendo televisão e presenciamos propagandas de outros dois municípios do nosso Estado. Eu pergunto, a quem interessa saber o que está acontecendo no município vizinho, senão aos próprios munícipes? Informar quem mora distante é jogar dinheiro fora, desrespeitar seus munícipes e demonstrar claramente que o objetivo é fazer propaganda pessoal do gestor.

Em ano de eleições as verbas para publicidade são ainda maiores, no Estado de SP basta ligar a televisão na grade normal para ver a enxurrada de dinheiro público sendo gasto com informações muitas vezes mentirosas ou desnecessárias. A inovação são as propagandas em Revistas e Jornais de obras ainda não inauguradas, com maquete e fotos em alto relevo, coisa de primeiro mundo.

Sem contar com as malditas placas espalhadas aos milhares pelo Estado inteiro dando conta de obras que não existem, obras que já foram inauguradas e estão em funcionamento, obras que estão sendo feitas por empresas terceirizadas ou privatizadas. Nada passa batido, os governantes querem fazer propagandas de seus feitos, como se isso não fosse apenas e tão somente “OBRIGAÇÂO”, nada mais.

Se alguém um dia conseguisse somar quantas placas oficiais existem no Estado de SP e verificassem o custo enorme que cada placa desta custa ao erário, iria perceber que muito do dinheiro que deveria ser utilizado para a construção de novas escolas, hospitais, moradias e saneamento público está enterrada em propaganda inútil. Sem contar o desperdício de madeiras, tintas e papel.

Sabe quando teremos um governante com coragem e honestidade suficiente para acabar com essa farra? Nunca! Não nasceu ainda esse governante. Está longe, muito longe de aparecer alguém com tal desprendimento e inteligência.

Por que estão insistindo tanto com o Morumbi?

Desde que a FIFA escolheu o Brasil como a sede da próxima Copa do Mundo de Futebol que será realizada em Junho/2014, um processo de organização e planejamento se desencadeou automaticamente. No Brasil várias cidades lançaram suas candidaturas para ser uma das doze sedes da Copa.

Após a escolha com a apresentação formal dos pré-requisitos exigidos pela FIFA, as doze sedes foram formalmente definidas, cabendo em seguida, definir quem faria a abertura do Mundial, as semifinais e a grande final com o encerramento do evento.

Coube ao Estado de São Paulo a honra de fazer a festa de abertura. Ao Estado do Rio de Janeiro o grande encerramento. Sendo assim, o Rio de Janeiro elaborou um processo licitatório que escolherá em Setembro/10 a empresa vencedora para executar as obras de reforma do Maracanã e seus arredores.

Enquanto isso o Estado de SP e a Prefeitura da cidade de SP escolheram o estádio do Morumbi, esquecendo-se que o mesmo não tem estacionamentos, não tem acesso de vias de transporte público, fica entalado entre dois mundos, o lado rico e poderoso do bairro do Morumbi e suas recentes favelas.

Depois de muitos projetos e algumas mentiras e conversas de bastidores a FIFA vetou literalmente o estádio para a realização de jogos para a Copa, nem abertura nem nada. Os dirigentes do SPFC ficaram descabelados, pois viam na Copa a chance de ouro para completarem o ciclo de reforma do Estádio, que, aliás, foi concebido com a indispensável ajuda de governos estaduais de época em que foi construído.

Algumas razões foram elencadas e divulgadas pela mídia para tentar justificar o fracasso da empreitada dos políticos, dirigentes e demais envolvidos no processo. Nenhuma delas suficientemente inteligentes para dar cabo ao assunto. Reza a lenda que a aquisição do terreno do Estádio sempre esteve envolto em constantes processos de ajuda de pessoas ligadas a governantes, senão vejamos o que dizem:

“Que em dezembro de 1950 a Imobiliária Aricanduva, cujo dono era o Senhor Adhemar de Barros conseguiu empréstimo do Governo do Estado (o Governador era o próprio Adhemar) para terraplanar e criar toda a infra-estrutura em uma gleba na região do Morumbi. Um escândalo de corrupção na época, dentre vários ligados ao Governador Adhemar, que viria a ser cassado anos depois. O bairro com todas as benfeitorias passa a se chamar justamente JARDIM LEONOR (Nome da esposa de Adhemar de Barros).

Em dezembro de 1951 a diretoria do SPFC convidou Laudo Natel (político ligado a Adhemar de Barros) para ser tesoureiro do clube e o mesmo negociou a compra de um terreno de 68 mil m² na região e de forma inusitada "ganhou" do Governo do Estado um terreno de aproximadamente 90 mil m². Então em 1966 (em pleno regime de ditadura militar) o Senhor Laudo Natel já havia se tornado Presidente do São Paulo e simultaneamente ocupava o posto de Vice-Governador do Estado de São Paulo.”

Pois agora, quarenta e três anos depois o mesmo SPFC quer mais uma vez se beneficiar do poder público, pois um dos problemas apontados pela FIFA foi justamente a ausência de esclarecimentos formais sobre a forma de financiamento das obras necessárias para transformar aquele estádio em algo próximo daquilo que a FIFA chama de moderno e apto para a realização de jogos de uma Copa.

O grande problema do Estado de SP, é que não há por parte do governo do Estado vontade de construir um estádio novo para a Copa, querem o evento, mas não querem fazer nada, querem tudo de graça, assim como tudo que herdaram em SP e repassaram a iniciativa privada, setor elétrico, bancos, estradas, telefonia, etc.

O governo tucano não aprecia nada que seja preciso construir, o Rodoanel depois de 16 anos ainda não está pronto, e os trechos entregues não têm sinalização, não tem sequer condições para um simples celular obter sinal. O Metrô caminha a passos de tartaruga, em 16 anos poucos quilômetros foram entregues, ainda assim depois de acidentes e mortes.

Aos leigos e incautos a insistência no Morumbi fica parecendo que querem economizar, que querem o bem do erário, mas na prática não é bem assim.

A Copa foi um desejo do governo atual, porém Lula não estará provavelmente em 2014 à frente do governo federal, logo, o Estado de SP que tem sérios problemas de segurança pública, não tem saúde de qualidade e muito menos educação, deveria ser honesto e declinar da organização de uma sede para o evento.

24 de julho de 2010

Tudo errado, local, pessoas e os fatos

O assassinato do garoto Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães num túnel da cidade do Rio de Janeiro que estava interditado mostra as várias faces de um só problema que a sociedade tem enfrentado quase sempre, com maior ou menor intensidade.

O local havia sido interditado para manutenção, que obviamente não estava sendo realizada, visto que os rapazes puderam praticar skate livremente pela própria pista. Não havia máquinas, nem trabalhadores nem nada que lembrasse uma interdição para manutenção.

As pessoas que estavam praticando skate, Rafael e mais dois amigos, estavam fazendo isso no início da madrugada numa cidade muito violenta, com seguidos casos de assalto, violência contra transeuntes e com diversos tiroteios e suas mortais balas perdidas.

Os rapazes tinham o direito de praticar skate no local, mas foi uma atitude impensada, pois numa terra sem leis ou ao menos onde elas não são cumpridas à risca, sempre é bom se resguardar e buscar alternativas a luz do dia ou em locais apropriados para a prática do esporte.

O atropelamento e a morte do rapaz aconteceram também por uma série de fatores simultâneos. Se a pista estava fechada para manutenção de quem é a responsabilidade pela entrada de dois carros tirando um racha na mesma?

Os motoristas tinham multas por excesso de velocidade e mesmo assim transitavam livremente pelas ruas cariocas, ou seja, aquela estória de 20 pontos, cassação temporária da CNH, tudo é coisa para gente honesta e simples, alguns mortais não sabem o que é isso, certo?

Agora neste episódio triste o pior ainda estava por vir, e só foi levado ao conhecimento público provavelmente pela dimensão que o caso tomou sendo o rapaz filho de alguém com fama e empregado da Rede Globo.

Os policiais que estavam na extremidade do túnel abordaram os veículos que tiravam racha inclusive o assassino de Rafael. Ao invés de guincharem o veículo ao pátio do CIRETRAN e submeterem os motoristas ao rigor da lei, os bons policiais resolverem extorquir os motoristas. Eles viram como o carro do assassino estava destruído pela pancada, sabiam que algo havia acontecido e era grave.

Em seguida entra em cena o pai do motorista assassino, esse põe a prova toda sua competência como pai severo e preocupado com a ética e a honestidade, concordando em subornar os policiais e correndo para uma funilaria para maquiar o veículo afim de que seu pobre menino pudesse enganar a todos e sair ileso do episódio.

Um belo exemplo que tivemos da administração da cidade do RJ, da Polícia Militar, dos cidadãos que dirigiam em altíssima velocidade em local proibido e de um pai de família que prefere corroborar com tiras corruptos para salvar a pele do filho do que ficar ao lado dele e assumir sua parcela de culpa na morte de um inocente.

Fica a dor para a família, em particular para a mãe do Rafael, dor que nem as leis, nem a prisão, nem desculpas, nem nada neste mundo poderá aliviar seu coração que ainda sangra e muito.

Fica por fim o exemplo para que os responsáveis pela cidade e as autoridades policiais façam uma reflexão profunda sobre o que estão fazendo e como estão fazendo seus trabalhos no comando de uma cidade que em muito breve será sede da Copa do Mundo de Futebol e de uma Olimpíada.

Copa no Brasil 2014 - Duas visões

O governo brasileiro se comprometeu perante o mundo com a realização da próxima Copa do Mundo de futebol a ser realizada em Junho/2014. Essa decisão custará aos cofres do nosso país o equivalente a R$ 17 bilhões. Esse valor foi orçado preliminarmente pela Comissão responsável pela realização do evento.

Alguém dúvida que esse orçamento não será cumprido e que o custo real ao final da copa será de aproximadamente R$ 35 a R$ 50 bilhões? Alguém dúvida? Basta lembrarmos o Pan Americano RJ/2007 cujo orçamento inicial era de R$ 600 milhões e cujo gasto final atingiu perto de R$ 10 bilhões. Ou seja, 1.566% a mais do que o previsto.

Então teremos a partir de agora com o encerramento da Copa da África de enfrentar uma situação de dualidade muito grande. Sendo assim teremos duas possibilidades, duas visões que podem ser vistas para os próximos quatro anos até junho de 2014.

A primeira visão é a otimista:

O Brasil não cumpre o cronograma rígido da FIFA, que não é acostumada ao jeitinho brasileiro e perde a concessão para a realização do grandioso evento. Um país de primeiro mundo assume a responsabilidade.

As conseqüências são aparentemente ruins, somos ridicularizados perante o planeta bola, o nosso povão vai chiar, vai chorar, sem entender o que está se passando. A oposição que sempre é ridícula vai deitar falação, sem saber o que fala vai usar da incoerência para criticar o fato.

A imprensa esportiva vai malhar o governo federal e o clima vai pegar para os lados do Planalto Central. Por sorte, a memória é fraca e em pouco tempo outros escândalos darão cobertura e o esquecimento será total em alguns meses. O Brasil ganha a Copa em outro país e a lua de mel é restabelecida.

A segunda visão é pessimista:

O Brasil cumpre à risca o cronograma, as obras são entregues e o mundial será realizado. Não bastasse isso o país realiza em 2013 a Copa das Confederações e passa no teste imposto pela FIFA. A Copa será um sucesso para o Brasil e a FIFA.

Essa visão é pessimista, pois o custo dela será arcado pela sociedade, goste ela de futebol e vuvuzelas ou não, isso não importa. A nossa economia não vai suportar dois eventos praticamente seguidos (Copa de Futebol/2014 e Olimpíadas/2016), sem que esse esbanjamento não seja repassado ao bolso do povo.

Vejam os países europeus que estão em crise desde a queda da economia na Grécia no ano passado. Os gregos gastaram os tubos para realizarem a Olimpíada do ano 2000, agora pagam o preço da fanfarronice.

A Espanha, Itália, Portugal, Alemanha estão passando apuros em suas economias. Convivendo com greves setoriais e muito desemprego. Coincidência ou não esses países sediaram Copas do Mundo, Eurocopas e outras grandes festas do esporte, agora pagam o preço anos depois.

Fica o alerta para a população brasileira, quem viver verá.