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1 de janeiro de 2026

A Sodoma e Gomorra de Rondônia!

Para contextualizar, Sodoma e Gomorra foram duas cidades mencionadas na Bíblia, sobretudo no Antigo Testamento, conhecidas por terem sido destruídas por Deus devido à corrupção moral de seus habitantes. A história aparece principalmente no Livro do Gênesis (capítulos 18 e 19). Segundo o texto:

·        As cidades eram marcadas por violência, injustiça social e imoralidade.

·        Deus decide destruí-las, mas Abraão intercede, pedindo que fossem poupadas se houvesse pessoas justas ali.

Os deputados federais de Rondônia utilizaram quase R$ 20 milhões em recursos públicos ao longo de 2025. O Portal da Transparência da Câmara dos Deputados divulgou essa quantia obscena, imoral e que fere o bom senso e a inteligência. Os gastos nababescos incluem cota parlamentar, verba de gabinete, salários e auxílio-moradia.

Dói saber que os gastos são previstos em lei e fazem parte do funcionamento do mandato parlamentar. As despesas precisam ser comprovadas com documentos e notas fiscais, que ficam disponíveis para consulta pública. Claro que, uma auditoria independente iria encontrar Notas Fiscais irregulares ou forjadas.

Todos os deputados federais recebem um salário mensal bruto de R$ 46.366,19. Além disso, um auxílio-moradia é pago aos parlamentares que não ocupam imóvel funcional. Em Rondônia, o único que recebe esse benefício é o deputado Thiago Flores (Republicanos).

Outro gasto que faz parte montante é a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), ela é usada para custear despesas como aluguel de escritório e veículos, passagens aéreas, combustível, alimentação e serviços de apoio. O dinheiro pode ser usado por meio de reembolso ou pagamento direto pela Câmara. Quem nas empresas privadas não possui esses benefícios?

Além disso, cada deputado recebe uma verba de gabinete, que em 2025 foi fixada em R$ 133.170,54 por mês. Esse recurso é usado para pagar os salários dos assessores, que são escolhidos pelo próprio parlamentar. Cada deputado pode contratar entre cinco e vinte e cinco assessores, que podem atuar em Brasília ou nos estados. Quem fiscaliza? O termo funcionário fantasma surge nestas contratações. O risco de haver rachadinha também.

A lista dos gastos dos deputados federais por Rondônia é a seguinte:

Coronel Chrisóstomo (PL)

·        Cota parlamentar: R$ 543.991,52

·        Verba de gabinete: R$ 1.343.044,20

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Cristiane Lopes (União Brasil)

·        Cota parlamentar: R$ 530.024,15

·        Verba de gabinete: R$ 1.417.945,00

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Dr. Fernando Máximo (União Brasil)

·        Cota parlamentar: R$ 569.503,74

·        Verba de gabinete: R$ 1.338.868,75

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Lúcio Mosquini (MDB)

·        Cota parlamentar: R$ 534.591,23

·        Verba de gabinete: R$ 1.349.007,37

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Maurício Carvalho (União Brasil)

·        Cota parlamentar: R$ 499.890,56

·        Verba de gabinete: R$ 1.403.989,07

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Rafael Fera (Podemos) (assumiu o mandato em agosto de 2025)

·        Cota parlamentar: R$ 178.960,58

·        Verba de gabinete: R$ 455.334,81

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Silvia Cristina (PP)

·        Cota parlamentar: R$ 543.528,49

·        Verba de gabinete: R$ 1.444.874,42

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: não recebe

Thiago Flores (Republicanos)

·        Cota parlamentar: R$ 510.091,53

·        Verba de gabinete: R$ 1.414.556,03

·        Salário mensal bruto: R$ 46.366,19

·        Auxílio-moradia: recebeu R$ 45.106,40

Somadas todas as despesas, os deputados federais de Rondônia consumiram R$ 19.790.859,90 em recursos públicos ao longo de 2025.

Perceba que são todos de partidos de direita, aqueles que vociferam sobre honestidades, Deus, pátria e família. O país precisa passar esses valores e a política a limpo com uma Reforma Política ampla, geral e irrestrita sobre a quantidade de políticos existentes no Brasil e os vencimentos, gastos e benefícios que eles consomem sem dar nada em troca ao povo brasileiro. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Feminicídio é a maior prova de fraqueza de uma sociedade!

A sociedade e o Estado brasileiro se contentam com medidas paliativas que não resolvem nem evitam com que crimes brutais continuem ocorrendo diariamente no país – Feminicídios.

Um dia após o Natal, na cidade de Bauru uma mulher de 34 anos foi assassinada com um tiro no peito, no começo da tarde da sexta-feira (26), nas proximidades do Campus da USP, na Vila Universitária, em Bauru. O autor seria o ex-companheiro que viveu com ela durante 7 anos, com quem ela tem um filho de 8 anos. A criança presenciou o feminicídio. O autor do disparo foi preso à noite caminhando tranquilamente pelas ruas da cidade.

A vítima estava sob medida protetiva e mudava-se de endereço constantemente. Mas ele a achou e o resultado foi o trágico desfecho. Há alguns dias, ela havia recebido alta médica em um hospital, onde esteve internada devido a agressões sofridas recentemente por ação deste monstro.

O Ministério da Justiça precisa propor ao Congresso Nacional urgentemente a mudança das penas para crimes desta natureza horrenda. A minha proposta é que: Aquele que cometer o feminicídio, depois de julgado e condenado tenha pena de prisão de 40 anos ininterruptos, em regime fechado, sem direito a progressão penal, saidinhas, indultos ou a obscena dosimetria criada por políticos inescrupulosos recentemente e a quaisquer outros benefícios concedidos a outros criminosos no sistema penitenciário.

Não é possível que uma sociedade em pleno século XXI, admita e facilite a vida de monstros que ceifam vidas de mulheres inocentes e deixem crianças traumatizadas pelo resto da vida.

A Lei Maria da Penha foi um avanço, verdade. A medida protetiva e a criação de Delegacias Especializadas no atendimento as mulheres idem, porém, são ineficazes diante de criminosos que matam mulheres na frente dos filhos menores de idade sem nenhum remorso.

Um governo e um Congresso Nacional que aceitam esse tipo de criminosos no seio da sociedade não fazem jus a nossa confiança. Afinal pagamos impostos elevados, temos nossos direitos sagrados e nossos deveres para com aquilo que é lícito e moral. Basta!

A mudança tem de ser para ontem, chega de burocracia e de enrolação, tem de mudar a lei e ponto final. Exceto se o governo federal e os 581 deputados e senadores concordem com essa monstruosidade que a sociedade bauruense presenciou nesta data.

Mirem-se no exemplo americano e de outras nações que colocam monstros em prisão perpétua ou pena de morte. Pensem que 40 anos ininterruptos não vai conspurcar a justiça, mas vai fazer com que esses monstros que estão soltos e prestes a cometer esse tipo de crime repensem suas vidas e não o façam. 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública. 

PS: Não sou formado em Direito, sou apenas um cidadão indignado, revoltado com essa barbárie que não tem fim no país. Se o Congresso Nacional tem coragem de alterar e criar PEC da Bandidagem ou Dosimetria para ajudar criminosos golpistas, pode tranquilamente legislar a favor das mulheres e da nossa sociedade, aliás, é o dever deles.