Para contextualizar, Sodoma e Gomorra foram duas cidades mencionadas na Bíblia, sobretudo no Antigo Testamento, conhecidas por terem sido destruídas por Deus devido à corrupção moral de seus habitantes. A história aparece principalmente no Livro do Gênesis (capítulos 18 e 19). Segundo o texto:
· As cidades eram marcadas por violência, injustiça social e imoralidade.
· Deus decide destruí-las, mas Abraão intercede, pedindo que fossem poupadas se houvesse pessoas justas ali.
Os deputados federais de Rondônia utilizaram quase R$ 20 milhões em recursos públicos ao longo de 2025. O Portal da Transparência da Câmara dos Deputados divulgou essa quantia obscena, imoral e que fere o bom senso e a inteligência. Os gastos nababescos incluem cota parlamentar, verba de gabinete, salários e auxílio-moradia.
Dói saber que os gastos são previstos em lei e fazem parte do funcionamento do mandato parlamentar. As despesas precisam ser comprovadas com documentos e notas fiscais, que ficam disponíveis para consulta pública. Claro que, uma auditoria independente iria encontrar Notas Fiscais irregulares ou forjadas.
Todos os deputados federais recebem um salário mensal bruto de R$ 46.366,19. Além disso, um auxílio-moradia é pago aos parlamentares que não ocupam imóvel funcional. Em Rondônia, o único que recebe esse benefício é o deputado Thiago Flores (Republicanos).
Outro gasto que faz parte montante é a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), ela é usada para custear despesas como aluguel de escritório e veículos, passagens aéreas, combustível, alimentação e serviços de apoio. O dinheiro pode ser usado por meio de reembolso ou pagamento direto pela Câmara. Quem nas empresas privadas não possui esses benefícios?
Além disso, cada deputado recebe uma verba de gabinete, que em 2025 foi fixada em R$ 133.170,54 por mês. Esse recurso é usado para pagar os salários dos assessores, que são escolhidos pelo próprio parlamentar. Cada deputado pode contratar entre cinco e vinte e cinco assessores, que podem atuar em Brasília ou nos estados. Quem fiscaliza? O termo funcionário fantasma surge nestas contratações. O risco de haver rachadinha também.
A lista dos gastos dos deputados federais por Rondônia é a seguinte:
Coronel Chrisóstomo (PL)
· Cota parlamentar: R$ 543.991,52
· Verba de gabinete: R$ 1.343.044,20
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Cristiane Lopes (União Brasil)
· Cota parlamentar: R$ 530.024,15
· Verba de gabinete: R$ 1.417.945,00
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Dr. Fernando Máximo (União Brasil)
· Cota parlamentar: R$ 569.503,74
· Verba de gabinete: R$ 1.338.868,75
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Lúcio Mosquini (MDB)
· Cota parlamentar: R$ 534.591,23
· Verba de gabinete: R$ 1.349.007,37
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Maurício Carvalho (União Brasil)
· Cota parlamentar: R$ 499.890,56
· Verba de gabinete: R$ 1.403.989,07
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Rafael Fera (Podemos) (assumiu o mandato em agosto de 2025)
· Cota parlamentar: R$ 178.960,58
· Verba de gabinete: R$ 455.334,81
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Silvia Cristina (PP)
· Cota parlamentar: R$ 543.528,49
· Verba de gabinete: R$ 1.444.874,42
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: não recebe
Thiago Flores (Republicanos)
· Cota parlamentar: R$ 510.091,53
· Verba de gabinete: R$ 1.414.556,03
· Salário mensal bruto: R$ 46.366,19
· Auxílio-moradia: recebeu R$ 45.106,40
Somadas todas as despesas, os deputados federais de Rondônia consumiram R$ 19.790.859,90 em recursos públicos ao longo de 2025.
Perceba que são todos de partidos de direita, aqueles que vociferam sobre honestidades, Deus, pátria e família. O país precisa passar esses valores e a política a limpo com uma Reforma Política ampla, geral e irrestrita sobre a quantidade de políticos existentes no Brasil e os vencimentos, gastos e benefícios que eles consomem sem dar nada em troca ao povo brasileiro.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

