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4 de dezembro de 2023

O Brasil terá jeito quando a Educação for a única prioridade!

 

Outro dia ouvi um trecho do discurso do Senador Jorge Kajuru – PSB/GO, atual líder da Frente Parlamentar da Resistência Democrática, na tribuna do Senado, onde entre outras coisas proferiu a seguinte frase: “A ignorância é a maior multinacional deste país”.

Realmente, não dá para discordar do senador: se a ignorância anda solta entre os representantes eleitos, o que diremos entre os seus eleitores e o conjunto da nossa sociedade?

Uma parcela significativa da nossa sociedade nos passa a nítida impressão que estão emburrecendo com o passar dos dias. Não escrevo relacionando-os apenas com suas opções eleitoreiras de nível rasteiro, mas posso elencar uma série de situações que nos envergonham como Nação em pleno Século XXI.

Eleitores do Estado do Amazonas, berço da maior floresta tropical do planeta, elegeram um cidadão como governador que não tem a mínima condição de exercer seu cargo. Saiu em viagem para ir à 28ª Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (COP 28), que estará ocorrendo entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O governador Wilson Lima (União Brasil/AM) é mais um que vai aproveitar a longa viagem para desfrutar do passeio a Dubai no continente asiático. No aeroporto, antes do embarque, o governador declarou aos jornalistas presentes o motivo de sua ida à COP 28.: “Declarou que estava indo a COP 28, para cobrar o dono da Empresa Amazon sobre investimentos do CEO Jeff Bezos, por que na visão do governador, a empresa está usando o nome do seu Estado e por tanto teria de pagar por este uso”. Se a moda pega, o governador da Bahia vai exigir royalties das Casas Bahia e assim seguiremos em meio a mediocridade dessa gente.

Ouvir isso numa discussão num bar no centro de Manaus ou na cidade de Itacoatiara seria estranho, mas compreensível. Mas quando esse tipo de asneira, de ignorância, parte de uma autoridade do Estado amazônico é muito triste e nos leva a imaginar quais serão as falas e a participação desse amazonense na COP 28.

A prática criminosa de disseminação de Fake News inundou as redes sociais, Whatsapp e Telegram no Brasil, a partir da eleição de 2018, e que, apesar de serem crimes, permanecem sendo veiculadas à exaustão. Servem para desinformar a sociedade, difamar adversários, iludir os brasileiros mais simples e, acima de tudo, desviar o foco de acusações serias que os políticos estejam sofrendo na esfera cível ou jurídica.

Se somarmos as Fake News à péssima qualidade do ensino brasileiro, fuga escolar, evasão dos alunos a partir do ensino médio, do distanciamento dos brasileiros dos meios de comunicação que informam sem mentiras e dos livros, teremos o combo perfeito que auxilia a classe política de pior qualidade a sobreviver no poder.

Com tudo isso, ainda temos no país que deveria ser laico, pastores evangélicos levando política rasteira para púlpitos de suas igrejas, transformando-as em algo muito distante daquilo que se espera de quem deveria pregar o nome de Jesus, mas advoga e mente em nome de Bolsonaro.

Temos saída? Apenas e tão somente se o país enveredar para o investimento maciço em Educação de qualidade, numa ação transformadora no sentido de varrer do território nacional o analfabetismo, o analfabetismo funcional e as Fake News. Educação é única saída para que possamos supor que ainda teremos uma chance de ter um país sério, forte e determinado a crescer de forma sustentável.    


Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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