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19 de dezembro de 2019

Tem economistas usando óculos azuis ao analisar nossa economia!

"A democracia sobrevive quando a inteligência
 do sistema compensa a mediocridade dos atores"
Daniel Inneraty

Desde a posse do atual presidente em janeiro de 2019, lemos e ouvimos profecias sobre a melhora da economia do país, que está em crise desde que Aécio Neves do PSDB perdeu a eleição e não aceitou a derrota em 2014. Agora todos sabem que a preocupação dele era ter imunidade do cargo para aguentar as denuncias de corrupção contra sua pessoa e familiares diretos.
Voltando a economia, diziam que após as aprovações das reformas estruturais urgentes e imprescindíveis tudo voltaria ao normal, haveria crescimento e desenvolvimento do país.
A Reforma Trabalhista foi aprovada em novembro de 2018, portanto, antes da posse do atual presidente. Este ano, a duras penas o governo conseguiu “comprar” o voto (aceitação) dos parlamentares da Câmara e Senado para poder enfim aprovar a Reforma da Previdência. Aquela que retira direitos dos aposentados, trabalhadores com carteira assinada e pensionistas. Mas não acaba com a desigualdade entre os servidores públicos e os demais. Não mexe com os militares nem com os políticos. Sequer resolve o problema dos devedores e sonegadores da previdência social que juntos devem bilhões de reais aos cofres do erário.
Toda vez que análises são feitas pelo governo ou pelos chamados “economistas chapa branca” que usam óculos azuis em plena crise, o futuro será maravilhoso. Entretanto, ele nunca chega para a classe média e demais classes sociais.
O povão aguarda as mudanças, pois o preço do gás de cozinha está nas alturas (Botijão de 13 quilos vendido a R$ 77,00 em Bauru, os combustíveis subiram mais do que nunca (Etanol passa de R$ 4,00 em vários Estados), junto com a carne bovina (aumento de 18%), frango, carne suina, feijão (alta de 30%), trigo e demais insumos básicos.
Tudo subiu na nossa economia, menos o salário do povo, o mínimo continua a passos de tartaruga manca, e os demais salários controlados pelos empresários permanecem baixos. Vitória para quem queria um governo com esse perfil no poder.
Os preços dos planos de saúde sobem acima da inflação numa constante, assim como os preços dos remédios nas prateleiras das farmácias. Os laboratórios cada vez mais ricos recebem seus quinhões pelo apoio financeiro que deram nas campanhas dos políticos. Nunca lucraram tanto com a dor e sofrimento do povo brasileiro.
Mais do que eles somente os eternos bilionários – os banqueiros, estes além de lucrarem muito, não perdem nunca. É tiro certo, com ou sem crise, com qualquer governo de qualquer ideologia, eles ganham sempre.
Este atual governo com Guedes a frente da economia tem a característica de trabalhar dobrado pela recuperação dos ganhos dos empresários, “tão sofridos”, obrigados por anos a cumprirem leis e regras que protegiam os trabalhadores, onde já se viu uma coisa dessas?
As reformas e a desoneração aliadas a refis para quitação de dividas em 300 parcelas são fatos. O trabalhador, o aposentado, os desempregados nunca estiveram na preocupação deste atual governo. Retirar direitos para aumentar garantias de lucros e vida tranquila aos grandes grupos financeiros e empresariais é o objetivo primeiro e único de Bolsonaro e Guedes.

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