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6 de dezembro de 2018

Nada cai do céu quando tratamos de gestão pública!

“Há os que lutam uma vez e são importantes.
Os que lutam muitas vezes e são fundamentais.
E há os que lutam sempre, esses são imprescindíveis”.
Brecht
Uma gestão pífia é aquela que não consegue governar exercendo sua liderança calcada na verdade, enfrentando com transparência todas as dúvidas para poder convencer a sociedade daquilo que está sendo proposto ou realizado.
No Brasil os gastos públicos aumentam a cada ano, independente da política econômica adotada. Somente o Poder Judiciário sozinho quadruplicou seus gastos com folha de pagamento nas últimas duas décadas.
Estas despesas realizadas de forma incorreta são na verdade uma das fontes da estagnação da nossa economia, das injustiças sociais e da corrupção. Claro que não podemos nos esquecer das irmãs gêmeas: ineficiência + desperdício, que juntas despejam bilhões no ralo e nos deixam cada ano mais longe do desenvolvimento sustentável e de uma economia em crescimento.
Os exemplos neste sentido são vários e podem ilustrar a gravidade desta situação:
  Ø O escoamento da nossa safra agrícola tem um dos maiores desperdícios do mundo e são realizados por nossas rodovias muitas vezes sem asfalto. O sistema ferroviário é uma lenda antiga e não serve para nada assim como nosso incipiente sistema hidroviário. Somos o único país com extensão territorial e hidrografia que não sabe ou não quer se utilizar de ferrovias e embarcações fluviais;
  Ø As fontes de energia alternativas embora tenham sido construídas em bom número como, por exemplo, a eólica, não podem operar cem por cento por falta de conexão entre a fonte e a rede elétrica. Se estivessem em plena operação, estes sistemas poderiam auxiliar a iluminar milhões de residências. Ao invés disso temos o sistema de bandeira amarela, verde e vermelha para nos indicar quase sempre o aumento da conta de energia;
  Ø Quanto desperdício tivemos com os empréstimos a fundo perdidos realizados pelo BNDES a outros países sem que tivéssemos ao menos a garantia de retorno do investimento e de obras que gerassem empregos diretos aos nossos trabalhadores; 
  Ø A Petrobrás perdeu bilhões com o seu departamento de propinas que era uma operação virtual dentro da estrutura da empresa. Perdeu em valores de ações, perdeu negócios e principalmente, perdeu credibilidade que agora tenta recuperar a custa de gastos com publicidade massiva na mídia.
Se somarmos aos casos de má gestão do INSS, CEF, etc., teremos um rombo cada vez maior nas contas públicas, sem contar a folha de pagamento que cresce assustadoramente nos três poderes. Não há controle, discernimento e esforço no sentido de gerir com probidade os recursos que são oriundos dos nossos impostos.
Nesta situação desastrosa, não podemos admitir que os nossos governantes queiram dar ao povo benefícios sem ter recursos e condições para poder suportar financeira e economicamente. Não existe governo grátis, mas sim, governos que promovem políticas sociais e econômicas com diretrizes claras e baseadas em fontes de renda que suportem o aplique dos recursos investidos. Que possuam contra partidas para estes investimentos a serem realizados, quer seja no campo social como no econômico.
Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Gestor Público

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