17 de novembro de 2016

Problemas da segurança pública brasileira!

Autor: Constante Mogioni - Bauru - SP

No Brasil, alguém do povo costuma dizer, “A nossa policia devia ser como a inglesa, nem arma usam” outros  mais antigos dizem, “Cada povo tem o governo e a polícia que merece”, observando as duas máximas, concluímos que tudo é questão de cultura, a  inglesa vem de milênios, se lapidando e aperfeiçoando. O povo inglês democraticamente exigem e o Parlamento  trabalha  para uma sociedade justa.
A democracia brasileira ainda vive a cultura  colonial,  o interesse é individual  e corporativista, não o social. Os ingleses não precisam que preceitos de lei  regulem comportamentos e atitudes que o povo deve ter.  Os seus bons costumes é que ditam as regras.
O policial inglês ganha muito bem, o povo e governo valoriza a instituição,  na sua formação policial,  é orientado a não expor  sua segurança,  assim como nos EUA, de cultura copiada dos países de reino Unido, o policial mesmo fardado, em ocorrência que  meliante esteja armado, o representante da lei não se aproxima do infrator, de longe,   alerta,  gritando, “joga a arma, põe as mãos na cabeça e deita no chão”,  o alerta é proferido por três vezes, se não atendido, o policial dispara contra quem desrespeita  a ordem”.
O  policial não pode expor a sua vida, em situação que se prenuncia um confronto,  quem  ofende a lei é o infrator, portanto,  esta se arriscando ao embate  pondo em perigo sua, e vida de outros cidadãos,  ele quem deve sofrer as consequências da ocorrência.
Fatos como  o descrito foram presenciados    por brasileiros  e pela imprensa mundial  em casos ocorridos com conterrâneos que foram mortos na  Inglaterra e Austrália, e em outros países, brasileiros, quando instados a se renderem aos policiais,  não obedeceram, tiveram suas vidas ceifadas.
 No Brasil, tivemos casos  em que o policial, por  não agirem com energia, expuseram a vida de cidadãos inocentes e trabalhadores a riscos, como o da professora em um ônibus,   no Rio de Janeiro, um bandido quando no assalto, acuado pela polícia   em dialogo demorado,  o bandido, exaurindo a calma do policial, que sobtensão da provocação do meliante, da demora em atingir o assaltante, resultou em morte daquela que muito poderia fazer aos seus alunos. Também em Santo Andre-SP, um jovem encarcerou a namorada. A policia passou  mais de 24 h dialogando, porque a sociedade e imprensa  manifestavam-se pelo dialogo na esperança de que os policiais arriscando suas vida  desarmassem o sequestrador.
 Achavam que  iria se render, o bandido acabou matando a jovem e feriu gravemente, sua companheira. Se fosse nos EUA ou em outros países, o dialogo não ia além de duas horas,   atirariam,  salvando as inocentes, (sobrou oportunidade), no entanto sobrou o bandido preso,  uma jovem morta e outra certamente  até hoje traumatizada.
Nos confrontos  no Rio de Janeiro,  onde morrem cidadãos de bem, motivados por balas perdidas, a primeira coisa que as autoridades providenciam é, exame balístico da arma dos policiais, se comprovado que a arma era do policial, abre-se um inquérito,  ou seja,  interpretam que o policial em confronto com bandidos tem a intenção de matar alguém do povo, o policial acuado não pode atirar  em defesa da população. Isso deixa o bandido muito mais ousado. 
No Brasil muitos críticos acham que,  policial deve dialogar tentar desarmar o bandido, expor sua vida ao confrontar com bandidos armados ou supostamente armados.  Por razões assim, vem a critica,  “policia no Brasil é mau preparada”, e   os “mais  entendidos”, dizem  que a policia fardada deve ser desmilitarizada.
Em países desenvolvidos, existe O Policial  Militarizado, porque o policial militar é formado na conjugação da hierarquia e da disciplina, ocasionando a mão de obra  mais barata do mundo,  com múltiplas funções, porque,  para atender  uma ocorrência ele tem que estar preparado para agir nas diversas situações, se briga entre cidadão ou tumulto  ou atos de terrorismo, deverá agir operacionalmente como policial na segurança; se  demente, deve agir como assistente social,  se  grávida, atender como parteiro;  se houver  necessidade de emprego em serviços de limpeza  interno/externo o policial militar não pode recusar.  
Se a ocorrência for fogo, Isola local para os Bombeiros:  nos desmoronamentos, enchente ou deslizamento o policial militar faz serviços atinentes à defesa civil,  em todas as situações é  primeiro  chegando no local, em favor da sociedade. Um policial militar é preparado para exercer funções diversas desde motorista, até fazer relato  para BO, também estar pronto para atuação nos Bombeiros, na Ambiental e na Rodoviária, além de que em serviço de inteligência de apoio ao policiamento ostensivo,  também se preciso atuam  em guerrilhas; em qualquer  serviço    a sua acomodação é de fácil assimilação graças a Hierarquia e a disciplina que lhes é ensinado; o seu aproveitamento em situações que operam, seja  como motorista, agente de autoridade policial, escolta e etc., não podem ser recusadas,  característica do policial militar, enquanto em outras entidades,  o labor é único, para o qual foi admitido, se  mudarem de função, apelam para a chamada “desvio de funções’, o que a Hierarquia e disciplina não permite tal alegação.
O policiamento militar brasileiro é copiado da “Gendermare francesa” trazida de Portugal ao Brasil por D João VI. A Itália, o Canadá, Chile e  muitos  países ditos do primeiro mundo adotam o policiamento militar. E, olhando a situação geográfica desses países nenhum, faz divisas com diversos países de 3º mundo como o nosso. 
Nossas fronteiras terrestre  tem muitos vizinhos problemas:
Dois produtores de cocaína,  um de maconha, além de comercio livre de armas  abrigando produtos roubados,  em nosso território para troca com esses produtos,  que é o grande  incentivo para a marginalidade criminosa internamente.
Temos  vizinhos que pregam a revolução bolivariana, muitas outras situações que vêm contra  nossa segurança interna.  Ainda temos  enorme costa marítima que facilita muitas coisas que propicia a marginalidade. Exercer a segurança num pais que serve de corredor para  o trafico de drogas e contrabando não é nada fácil, precisa muita atenção dos governantes.
No Brasil o combate às drogas esta se banalizando,  em qualquer esquina tem traficante,  Os bandidos estão cada vez mais ousados. Segurança exige muito investimento e tecnologia, o policial não pode agir na forma empírica, os conhecimentos científicos e tecnológicos faz falta no esclarecimento e busca de prova.
Também  uma educação de qualidade e de preparação do jovem para o trabalho e para com os deveres da cidadania é preponderante para evitar a marginalidade,  principalmente prisões dos jovens, porque o nosso sistema prisional é muito falho, o que deve ser um reparo do erro, é uma escola para a marginalidade. Tudo isso atrapalha nossa segurança.
Muitos cidadãos criticam pequena parcela de policiais que se deixam marginalizar, esquecem-se que o policial não nasce policial, as policias arregimentam pessoas formadas  na sociedade, onde recebem os primeiros ensinamentos educacional e  cidadania,   a Policia Militar  ou outras instituições encarregadas da segurança na formação de seus componentes operam para moldá-los, complementando com conhecimentos da ética profissional,  para bem servir a população.
Falhas ocorrem em todas e qualquer comunidade social e profissional ou religiosa e também politica  
A ação da Segurança  e manutenção da ordem pelas policias se faz necessário, quando há  falta de preparo das pessoas do povo, para o exercício da cidadania.
Infelizmente nós, os brasileiros, acostumamos  com a cultura  do “levar vantagem’  que, na verdade é  um ato corrupto, falta de ensinamentos do respeito, da disciplina, da solidariedade e fraternidade para com o próximo seja ele de cor, de gêneros, doente, velhos ou moços,  tornam-no um cidadão  com potencial  para contrariar as leis e a segurança publica.
Alguns cidadãos não avalizam com imparcialidade o trabalho das policias em confrontos com os que agem fora da lei, que colocam em risco a integridade de pessoas de bem.  Muitos governantes  desprezaram as necessidades das atividades de ordem publica interna e fronteiriças,  fazendo com que a segurança tenha muitos problemas, além dos citados. Esses mesmo governantes ignoraram que uma boa segurança, qualifica o país no conceito mundial.


Autor: Constante Mogioni  

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