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13 de novembro de 2012

Noite de emoções no Espaço Cultural Alberico Rodrigues

“A amizade é uma alma com dois corpos”.
Aristóteles


A noite de dez de novembro de 2012 ficará marcada em minha vida por todo o sempre enquanto luz houver em minha alma e eu estiver andando pelos caminhos desta nossa passagem maravilhosa pela terra. Na presença de quem mais amo nesta vida, que são os meus familiares compartilhei com amigos novos e pessoas competentes uma bela noite de sábado em Sampa.


O local escolhido foi o Espaço Cultural Alberico Rodrigues na Praça Benedito Calixto em Pinheiro – SP, um misto de alfarrábio, livraria, galeria de arte, café e eventos musicais. Naquele local aconteceu a apresentação de meu livro O Tempo na Varanda simultaneamente a uma apresentação excelente da Banda paulistana Back in time.


Numa das guitarras meu irmão caçula, musico competente, estudioso, dedicado a musica e a família, que por sinal foi um dos responsáveis pelo encontro de poesia e musica.


Na plateia pequena, selecionada, estavam minha esposa, filhos, familiares, amigos queridos e ilustres pessoas amantes da poesia e da boa musica.


A chuva que despencou sobre aquela região da cidade quase, pois tudo a perder, como num passe de mágica, os anjos disseram amém e a tempestade parou a tempo de que tudo acontecesse dentro do esperado.


Fiz a leitura de algumas poesias, vendi alguns livros, ouvimos a Banda tocar várias canções entre Blues, rock, pop da melhor safra de todos os tempos.


Em seguida o poeta, escritor, guerreiro das artes e proprietário do local fez uma homenagem ao meu livro e a minha pessoa. Não precisaria, pois colocar meu livro naquelas prateleiras é uma homenagem e uma honra para qualquer escritor que está começando sua trajetória literária. Mas ele queria e fez muito mais, arrancando com suas palavras e sua verve literária muita emoção de nossos corações.


Indescritível a emoção que correu pelas minhas veias quando pela primeira vez me senti escritor, me fiz poeta e percebi sua extensão fora das páginas do meu primeiro livro. Lucia sua esposa, companheira de lutas, batalhas e versos apoiou a tudo e gerenciou todos os detalhes para que nada pudesse dar errado e não deu, com certeza.


A todos que estavam presentes no Espaço Cultural Alberico Rodrigues neste sábado, dez de novembro de 2012, só posso agradecer carinhosamente e dizer que jamais esquecerei esta noite com vocês. Na foto o momento em que o poeta Alberico, lê a poesia de minha autoria “A poesia nossa da cada dia”


Alberico Rodrigues - Escritor, poeta, teatrólogo, homem das artes!
Foto tirada por Marina G.Moia Jornalismo Unesp

7 de novembro de 2012

Furacão Sandy é garoa perto da corrupção brasileira!

Nem tudo o que dá certo é certo.
David Capistrano


A população de alguns Estados americanos enfrentou neste começo de novembro uma tempestade denominada Sandy que deixou um rastro de medo, destruição e muito prejuízo para o governo e boa parcela da população.


Em que pese os EUA estarem preparados para enfrentar intempéries e sua população ter mecanismos de defesa, rotas de fuga, abrigos em grande quantidade e avisos com alguns dias de antecedência sempre ocorrem mortes e perdas materiais também nestas situações.


No Brasil não temos estas tragédias naturais em larga escala, uma das poucas que acontecem em nosso imenso território são as chuvas fortes que trazem desabamentos de encostas, enchentes em área urbanas, alagamentos e rompimentos de adutoras e até de açudes.


O crescimento demográfico acompanhado da ausência do Poder Público é histórico, aliado a falta de Projetos Urbanos e investimentos maciços em moradias longe de área de risco iminente.


Sendo assim, principalmente nos meses de janeiro e fevereiro o noticiário sempre traz imagens de destruição, angústia e mortes que poderiam ser evitadas se tivéssemos em nosso país governantes à altura dos problemas existentes.


Mas o que não existe nos EUA nem na maioria dos países de primeiro mundo e aqui brota na terra é a corrupção. Fenômeno que é alimentado pela indústria da impunidade. Começa na prefeitura, passa pelas câmaras, cresce nas assembleias legislativas e expande em demasia no âmbito federal.


Suas ramificações incluem parcela considerável da sociedade civil (Corruptores) que entram em processos de superfaturamento de obras, licitações fraudulentas, desvio de verbas, formações de quadrilhas, mensalões, etc. Na verdade estas práticas nocivas ao erário são piores do que qualquer furacão, tempestade, tsunami, pois representam para o país um enorme buraco negro maior que muitos planetas existentes na nossa galáxia.


Os prejuízos financeiros que a incidência da corrupção traz para o Brasil nem de longe se compara com as despesas, por exemplo, que o governo do Japão teve para reconstruir as áreas afetadas pelo último Tsunami ocorrido naquele país.


Investimento maciço em educação de qualidade, leis rigorosas e o cumprimento delas em regime fechado para os corruptos além do fim da impunidade com penas em dobro para aqueles que mesmo sendo agentes públicos cometam crimes contra o erário seria um bom começo para alterarmos esta situação absurda.

3 de novembro de 2012

Seca no agreste contrasta com discursos e planos!

Uma comissão consiste de uma reunião
de pessoas importantes que, sozinhas,
não podem fazer nada, mas que, juntas,
decidem que nada pode ser feito.
Fred Allen

Algumas cidades americanas estão sem água há quatro ou cinco dias por conta do Furacão Sandy que devastou centenas de cidades dos EUA. Aqui no Brasil mesmo sem ter a ocorrência de nenhum furacão Sandy ou Júnior, milhares de brasileiros do nordeste em 1.171 munícipios estão sem água potável há mais de um ano.

A escassez de chuvas não é a única desgraça na vida de gente tão sofrida e desassistida do nordeste do Brasil, pior do que os efeitos cruéis da seca são a inoperância, a mentira e o esquecimento completo dos governantes nas três esferas de poder (Municipal, Estadual e Federal).

Quem quiser beber água deve compra-la, quando houver caminhões pipas, quem quiser alimentar o gado tem de leva-los para regiões distantes mais de 200 quilômetros de suas terras e ainda arcar com custos impensáveis de manutenção do rebanho.

Os animais estão morrendo nos pastos, assim como morre a esperança de uma gente sofrida, que nas mãos de governos corruptos vê bilhões de reais sendo investidos em obras superfaturadas, em construções de estádios para uma Copa do Mundo e Olimpíadas enquanto não possuem água potável nem alimento à mesa para seus filhos.

Desde sempre o Sertão foi deixado de lado pelos nossos governantes, nunca um governo teve a dignidade de olhar para aquele extenso pedaço de terra que arde sob o sol forte e carece de obras de irrigação, transposição de rios, canalização e construção de açudes para minorar o sofrimento de tantos brasileiros.

Nos últimos 20 anos nada foi feito que pudesse mudar este panorama da junção dos efeitos nocivos da natureza com os efeitos da inércia e incompetência de nossos políticos. 

Alguns planos com nomes pomposos e ineptos foram lançados pelo boçal FHC, seguido depois por planos mirabolantes do venal Lula. A presidenta Dilma há dois anos no poder é a mãe do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, que também passa longe do problema.

Seu governo diz que liberou R$ 3,2 bilhões para ações de combate à seca, dinheiro que efetivamente os sertanejos nunca viram, pois se esta verba efetivamente tivesse sido aplicada no agreste, parte deste sofrimento não estaria ocorrendo com nossos irmãos nordestinos.

Mentiras, propagandas enganosas, desfaçatez e muita safadeza habitam o vocabulário e o modus operandi desta gente pior que o mais temível furacão que já passou por este planeta. Nenhuma tempestade tropical será um dia mais devastador que a classe política brasileira neste planeta.

Mapa mostra Estados que mais sofrem com a seca; as áreas em vermelho são as mais críticas. Fonte: Carlos Madero - Maceió

30 de outubro de 2012

Justiça deveria ter vergonha das penas aplicadas aos criminosos no Brasil!


“O conformismo é o carcereiro da
liberdade e o inimigo do crescimento"
John Kennedy


O sistema judiciário do Brasil está calcado em um Código Penal ultrapassado, viciado e ainda por cima baseado em teses questionáveis de recuperação e reeducação dos criminosos. Ao contrário dos EUA nosso sistema é excessivamente indulgente para com os criminosos.

Temos benefícios demais para todos os tipos de criminosos e regras que facilitam os que querem cometer crimes tanto quanto os que querem escapar impunes deles.

A partir da promulgação da Constituição de 1988 o pessoal adepto a defesa dos direitos humanos tiveram uma ascensão demasiada sobre tudo que diz respeito às penas e ao sistema penitenciário nacional.

É nítido que os mais abastados também se beneficiam do nosso sistema judiciário, visto que possuem recursos para pagar bons advogados que podem se locomover para o DF impetrar recursos e defender os seus clientes. Coisa que 99% da população não tem como fazer.

O déficit carcerário é de mais de cem mil vagas em todo país. O governo federal não constrói presídios assim como os governos estaduais. Temos na maioria do país verdadeiras pocilgas ao invés de presídios de segurança máxima.

Com isso a Justiça criou um código secreto e invisível onde à maioria dos criminosos responde seus crimes em liberdade. Boa parte deles foge e não é recuperado para ser julgado jamais. E o sistema prioriza o sistema semiaberto para gente que não deveria ter acesso à sociedade.

São milhares de criminosos soltos nas nossas ruas, boa parte fazendo parte de organizações criminosas muito mais perigosas que as Máfias existentes em alguns países. CV ou PCC são algumas das siglas de organizações que matam, roubam, traficam e mandam em quase todo sistema penitenciário de SP e RJ principalmente. Sem que o Estado reaja, sem que seja combatido com rigor e seja extirpado em toda sua extensão.

Além disso, vivemos encarcerados em nossas residências privados do nosso direito constitucional de ir e vir. Com medo de sequestros relâmpagos, saidinhas de bancos, assaltos no veículo, morte nos semáforos, e toda sorte de tipificações de crimes.

Enquanto isso criminosos de alta periculosidade tem direito nos presídios à visita intima, progressão de penas, redução de penas, indultos em todos os feriados como se fossem cidadãos de bem e trabalhadores.

O Brasil precisa com urgência rever seu sistema judiciário e penitenciário, aumentando o rigor das penas sem ter benevolência com quem mata a sangue frio, rouba e desvia dinheiro público. Todos igualmente precisam ser presos em regimes fechados sem limite de tempo de pena (30 anos) e com absoluto rigor.

Chega de facilidades para criminosos, quem tem de ter vida tranquila são os cidadãos de bem, que andam dentro da lei e cumprem as leis dos homens e a Lei de Deus. O resto deve ser tratado como escória e não como vitimas como hoje faz nossa Justiça decadente.

28 de outubro de 2012

Estradas brasileiras são exemplo de governantes mediocres!

Só há duas opções nesta vida:
se resignar ou se indignar.
E eu não vou me resignar nunca.
Darcy Ribeiro

O governo FHC do PSDB em oito anos de gestão implantou programas com nomes espetaculares, porém não fez o que prometeu no escopo deles. O governo Lula nos mesmos oito anos criou o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que igualmente não disse ao que veio. Dilma, bom ela segue a cartilha à risca do antecessor.

Ou seja, desde 1994 nossas estradas estão definhando, tornando-se caminhos intransitáveis para carros, ônibus e principalmente caminhões que cruzam diariamente nosso imenso país.

Existem verbas como os planos destes desgovernos sempre preconizaram, existe um Ministério dos Transportes, existe a necessidade urgente, porém não existe competência, capacidade e vontade política de resolver a questão tão séria.

Anualmente perdemos milhares de vidas e outras milhares de pessoas ficam inválidas ou com sequelas para o resto das suas existências. Não bastasse esta dor, ainda sabemos que o nosso país perde anualmente milhões de reais em desperdício no transporte de grãos e outras mercadorias por conta das situações das nossas estradas.

Sem contar que muitos caminhões são obrigados a alterar suas rotas tendo então que consumir milhões de litros a mais de combustíveis e consumo de pneus para poder chegar aos seus destinos com vida.

Nosso sistema viário nas estradas tem no mínimo sessenta anos de uso, algo inconcebível levando-se em conta o volume de usuários que nelas transitam diariamente. O governo finge que faz, o dinheiro acaba em outros programas ou atravessa o ano e se perde no orçamento por não ter sido utilizado dentro do ano fiscal para o qual foi devidamente aprovado. Isto se chama vagabundagem, safadeza e falta de consideração para com o povo brasileiro.

Em SC uma famosa marca mundial estará montando seus luxuosos carros em breve. Será mais um modelo a rodar pelo país em estradas que não estão à altura da própria marca. Nossos carros de luxo rodam em estradas para carroções antigos.

As obras são tantas que se fossem feitas com planejamento adequado o país seria um canteiro de obras enorme com a disponibilidade de empregos em profusão e o desenvolvimento da economia em muitos munícipios do país. Seriam necessários investimentos da ordem de R$ 170 bilhões para pavimentar, duplicar e dotar nossas estradas de condições seguras e modernas.

Porém nada altera este panorama insensato, medíocre e sem solução nos Governos Brasileiros. Os prefeitos e governadores por onde passam estas estradas também são culpados por OMISSÂO. Visto que aceitam a situação e não exigem providências imediatas.

Enfim, temos um país sem investimentos em estradas férreas onde nossas estradas rodoviárias inexistem em qualidade e segurança para os milhões de veículos (Automóveis e Caminhões) vendidos anualmente no país.

Os usuários resignados aceitam, os fabricantes de carros ganham muito e não querem nem saber de nada, os grandes empresários do Setor de Transportes apoiam governos em campanhas eleitorais e estão felizes com o lucro dos seus negócios. Ciclo vicioso perverso e incompreensível para um país tão grande e tão promissor.

26 de outubro de 2012

A redução inexplicável dos estádios de futebol no Brasil!

“Há os que lutam uma vez e são importantes.
Os que lutam muitas vezes e são fundamentais.
E há os que lutam sempre, esses são imprescindíveis”.
Brecht

Ao ler a coluna Em Confiança do excelente jornalista Leonardo de Brito no JC - Jornal da Cidade de Bauru na parte em que ele denomina como Memória, eu li o registro do jogo entre Corinthians 4x1 Flamengo no Estádio do Morumbi no ano de 1984.

Logo de cara duas coisas me chamaram a atenção na boa lembrança que a coluna nos proporciona diariamente. A primeira delas é que eu estava vendo este jogo no Estádio naquele dia. Foi uma partida memorável entre as duas grandes equipes. O Corinthians tinha Sócrates, Zenon, Casagrande entre outros e o Flamengo contava com Leandro, Mozer, Adílio e Bebeto.

A segunda coisa que me chamou a atenção e é esta que me interessa neste texto, foi o público pagante naquela partida. 116 (Cento e dezesseis mil) torcedores estavam presentes ao estádio e torceram, vibraram sem que houvesse quaisquer problemas dentro ou fora do estádio.

De lá pra cá muitas coisas mudaram para pior, o futebol praticado hoje em dia é inferior, não se pode mais levar bandeiras dos clubes aos estádios paulistas e o mais interessante, o Morumbi encolheu para 65 mil pagantes nos jogos realizados atualmente.

Como pode um estádio que realizou jogos com mais de 120 mil torcedores e que no ápice da loucura recebeu 138.615 corintianos para ver o time conquistar o Paulistão de 1977, não possa hoje receber nem 1/3 desta mesma torcida?

O anel superior das arquibancadas descobertas continua o mesmo, tendo recebido apenas aqueles plásticos em forma de assento. O anel intermediário denominado de numeradas superiores e cadeiras cativas também estão inalterados. O anel inferior onde de localizam às numeradas inferiores tiveram sim uma modificação com a instalação de bares temáticos e outras modificações.

Entretanto nada que a olho nu justifique uma redução tão drástica na capacidade total do estádio reduzindo-a de 120 mil para 65 mil torcedores. Onde foram parar os 55 mil lugares que desapareceram do Morumbi?

Em vários estádios do país isto aconteceu e não vejo ninguém da imprensa especializada comentar, verificar, fiscalizar e checar para que possamos saber como foi feito o milagre da redução dos estádios brasileiros. Parece até um filme antigo “Querida encolhi as crianças” só que neste caso seria “Querida encolhi os Estádios”.

Vi jogos no Pacaembu com 60 mil pessoas e hoje não deixam mais do que 35 mil entrarem no local. Estranho! Não são cinco mil mas no caso do Morumbi cinquenta e cinco mil lugares a menos na melhor das hipóteses.

Segurança? Mentira, pois os as grandes brigas e mortes sempre foram e continuam sendo fora dos estádios nas ruas sem policiamento adequado.

Conforto? Mentira, pois o Morumbi não oferece nem nunca ofereceu conforto aos torcedores nem na infraestrutura com banheiros imundos e acesso viário muito complicado com total ausência de estacionamentos e linhas de ônibus para atender a demanda.

Isso é mais um daqueles mistérios que só acontecem no Brasil, pais da impunidade, das mentiras e da ausência de participação popular, seja dos torcedores sejam dos sócios do clube, enfim, ninguém questiona nada e tudo segue do jeito que os interessados e o poder querem.

23 de outubro de 2012

Jogos caros tanto quanto não prioritários!

A cidade de Bauru buscou ser a sede dos Jogos Abertos do Interior/2012 e com isso precisou dotar a cidade de equipamentos, praças esportivas, e outros gastos que se somados deveriam assustar o cidadão comum.

Em Abril deste ano o Jornal da Cidade divulgou em suas páginas que o orçamento da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) iria chegar a aproximadamente R$ 12,7 milhões, que correspondia naquela ocasião a quatro vezes a previsão inicial feita em 2011.

Ou seja, em apenas um ano o planejado subiu 400% em relação ao orçado e demonstra no mínimo inabilidade e desconhecimento dos envolvidos na previsão orçamentária para o evento.

Um exemplo de como estão sendo gastos estes recursos tão importantes para toda sociedade bauruense fica por conta da recente aquisição pela Prefeitura de Bauru de duas novas bicicletas de competição à equipe de Mountain Bike, equipamentos que serão utilizadas por dois atletas bauruenses.

De acordo com o Secretário da Semel, as bicicletas são da marca Specialized Epic Expert Carbon Aro 29, importadas da Itália, é considerada uma das melhores do mundo. Cada uma custou R$ 24.630,00 -, ou seja, as duas custaram quase R$ 50 mil aos cofres do município.

A equipe Mountain Bike/Semel representa Bauru nos Jogos Abertos do Interior, Jogos Regionais e Campeonato Brasileiro da modalidade. A entrega das bicicletas ocorreu no ginásio de Esportes da Panela de Pressão, sede da Semel.

Enquanto lemos os noticiários com os problemas para renovação das tubulações do DAE. Vazamentos diários de água pela cidade com prejuízos enormes. Enquanto assistimos ao descalabro da Saúde pública e sua sina de mau atendimento e precariedade completa em várias regiões da cidade.

Percebemos que apenas com duas bikes gastamos muito mais do que com outras tantas prioridades no orçamento da cidade. Com tantas opções no mercado interno é mesmo prioritário comprar duas bikes importadas a preço de carro popular? Quem aprovou isto e por quê? E a indústria nacional?

O esporte é importante, não sou contra sediar este ou aquele evento, mas desde que as coisas mais importantes estejam funcionando (Saúde, Educação, Segurança, Água, etc.) e o cidadão bauruense seja consultado previamente para ver se deseja que seus recursos sejam aplicados daquela forma.

Sei que a notícia passou despercebida da grande maioria dos cidadãos bauruenses na ocasião de sua divulgação. Mas duvido que a maioria da população concorde com gastos desta natureza. É preciso estar atento, o seu (nosso) dinheiro banca estas compras e tudo mais na administração da cidade.

No mesmo dia que foi noticiado a compra das duas Bikes por R$ 50 mil uma notícia me chamou a atenção no mesmo Jornal da Cidade escrita de forma brilhante por Marcele Tonelli:

“Quatro filhos, um enteado, uma esposa desempregada e uma filha de 16 anos cardíaca. Esses são os personagens que protagonizam a história de vida do ex-soldador Marcelo Borges Diogo, 40 anos, que recebeu uma ordem de despejo, há duas semanas, em Bauru”. No meu entender este é apenas um dos muitos casos em que R$ 50 mil reais poderiam ter sido muito melhor utilizados em Bauru.

21 de outubro de 2012

AHB – O povo quer julgamento e condenações em Bauru!

A impunidade tem seu começo justamente na lentidão para os julgamentos dos processos contra corrupção em nosso país. Enquanto um cidadão comum tem seus bens tomados em qualquer processo de forma célere, nos casos de corrupção de grandes grupos principalmente o processo leva décadas.

Em Bauru a sociedade acompanha atentamente o desenrolar de mais uma destas novelas demoradas do nosso poder judiciário. Milhares de folhas, despachos e nada de termos um fim para este escândalo que sangrou dinheiro da saúde pública em Bauru.

Para quem não se lembra, seis pessoas, incluindo diretores da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - entidade mantenedora do Hospital de Base e Maternidade Santa Isabel - foram presas em 2009 pela Polícia Federal (PF) em Bauru, acusadas de participarem de um esquema de desvio de recursos públicos, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços.

Todos os suspeitos tiveram prisão temporária decretada por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, durante a Operação Odontoma. Foi decretada pelo juiz Heraldo Garcia Vitta, da 2.ª Vara da Justiça Federal, as prisões de vários integrantes da cúpula diretiva da entidade. Claro que, como sempre ninguém permaneceu preso, todos respondem em liberdade até que um dia possa haver o julgamento.

A diretoria da AHB, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), era investigada desde fevereiro/2009 por desvio de verbas, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços.

Os indícios apontavam para um enorme esquema fraudulento com desvio de milhões de reais, falsificações de fichas do SUS, como duplicidade na cobrança dos atendimentos médicos do SUS (há casos de procedimentos pagos até três ou mais vezes) e fraudes na aquisição de medicamentos e próteses, obtenção de empréstimo supostamente utilizado para fins pessoais, enfim, uma enorme colcha de retalhos podres e que precisam ser julgadas e se condenadas, fazer com que o dinheiro seja devolvido e os culpados presos em regime fechado.

Enquanto isso os empregados estão às voltas com um processo de terceirização onde a Famesp – Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar a partir de 2013 irá assumir a gestão do Hospital de Base de Bauru. A Famesp não vai assumir as dividas trabalhistas da AHB nem provavelmente vai garantir o emprego dos que trabalham naquele local.

Não vou entrar na discussão técnica nem na questão legal, porém percebo que como sempre no nosso país, golpes são perpetrados contra empresas privadas e públicas e ao final das contas apenas o povo perde.

Os culpados se safam da justiça morosa e omissa. Os fornecedores recebem quase tudo, porém o passivo trabalhista se perde no tempo. Quem for demitido ficará em situação desesperadora enquanto muitos envolvidos e seus aliados políticos riem à toa. Por que no Brasil “Rico desonesto ri à toa” da impunidade e das pessoas de bem.

15 de outubro de 2012

Segurança Pública - Não é isso que queremos

Basta que tenhamos alguns crimes de tipologia diferente ou que não estavam acontecendo com frequência e a Polícia Civil ou a Militar aparecem na mídia escrita dando alertas ou avisos para o cidadão comum se prevenir daqueles crimes.

Isto me irrita há muito tempo, pois pagamos impostos em profusão e tivemos parte do nosso patrimônio dilapidado em privatizações para justamente sobrar dinheiro para Educação, Saúde e Segurança Pública.

Portanto, ao invés de conselhos da polícia, quero segurança para garantir o meu direito constitucional de ir e vir. Quero ver a polícia realizando prisões com base em trabalho científico de alta tecnologia. Exijo perceber a presença do policiamento de forma ostensiva em ações preventivas e corretivas.

A cúpula da secretária de segurança deveria mandar recados para o Poder Judiciário, que é refém da sua própria política de criação de benefícios para bandidos de alta periculosidade. Chega de indultos, chega de insultos como visita intima, chega de benevolência com quem nas ruas mata e mutila famílias inteiras.

Soltamos todos os criminosos antes de serem julgados, não prendemos quase ninguém em virtude do sistema penitenciário estar com déficit enorme de vagas. Mas sempre lemos avisos da polícia de como devemos nos proteger dos pulhas que ficam a solta nas nossas ruas. Sempre com a mesma ladainha:
è Não saia de casa sem olhar para fora antes;
è Não entre em sua residência sem antes verificar tudo ao redor;
è Não saia de casa de preferência, fique dentro dela rezando para que o bandido não venha até você;
è Não deixe os vidros abertos do seu veículo;
è Tome cuidado ao parar em semáforos ou se puder passe no vermelho e reze para não ter câmeras te multando;
è Ande nas ruas e verifique tudo ao seu redor, seja um policial treinado e aprenda a como observar o perímetro ao seu redor;
è Enfim, evite ser sequestrado, estuprada, assaltado após ás 18h00min horas, pois as delegacias estarão fechadas e você não terá como reclamar nem fazer B.O.

Os soldados e demais membros das corporações policiais não são responsáveis pela crescente onda de crimes, ao contrário, tentam com as ferramentas que lhes são fornecidas pelo Estado fazer o melhor. Correm risco de vida mesmo em suas folgas.

O governo do Estado em SP tem pavor de contratar policiais, quando entrou em 1995 o efetivo era compatível com o número de brasileiros que viviam em nosso Estado. Hoje, passados 18 anos de gestão do mesmo partido, temos um enorme déficit de policiais a serviço da segurança da sociedade paulista.

O problema da segurança não é restrito a ausência de policiais, porém, não pode ser tratado como se o cidadão comum fosse um desavisado que teimasse em ser descuidado e caísse nas garras da criminalidade. Vamos agir com intensidade e inteligência. Acorda Governador!

8 de outubro de 2012

COB - Comitê Olímpico Brasileiro - Poder ilimitado e sem fiscalização!

“Nada há de permanente,
exceto a mudança.”
Heráclito (450 A.C.).

O Brasil é prodígio em pessoas que se eternizam no poder, seja ele de origem política como José Sarney por exemplo que não sai do poder a 48 anos aproximadamente. Quer seja no esporte onde misteriosamente algumas pessoas viram reis e não desgrudam mais de seus tronos.



Ricardo Teixeira (CBF) era um destes casos emblemáticos de apego ao poder que conquistou não por praticar ou pertencer ao esporte, mas sim por ser genro do ex-presidente da CBF na ocasião em que foi guindado ao cargo. Nele ficou e enriqueceu muito por 21 anos seguidos. Tendo se desligado quando percebeu este ano que a água começava a entrar pelo convés.



Carlos Arthur Nuzman ex-jogador de Vôlei e dirigente da Federação daquele esporte no Brasil por muitos anos, resolveu dar saltos mais altos e foi ocupar o cargo de Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro em 1995.



Pois passados 18 anos e lá está o eterno Nuzman concorrendo a mais um mandato no COB de 2013/2016. Para facilitar e não correr riscos, o fez sem ter nenhuma candidatura oponente ao seu cargo, como conseguiu todos imaginam ou já viram em algum lugar.



Claro que, envolvido com a organização dos Jogos Olímpicos da cidade do Rio de Janeiro o senhor Nuzman não poderia de forma alguma deixar de continuar a dar sua valiosa “contribuição” para o possível sucesso das negociações, digo, da realização dos jogos.



O ex-presidente do COB João Havelange, o mesmo que conduziu Ricardo Teixeira ao poder por 21 anos na CBF, esteve na sessão e, como membro-nato da entidade, teve direito a voto.



Apoiador de Nuzman, o dirigente chegou a pensar que tivesse errado seu voto no pleito. Após a divulgação do resultado, com a reeleição do atual presidente, Havelange foi enfático. "O erro é uma necessidade da vida".



A única voz dissonante entre os votantes para chapa composta por Nuzman e o vice André Gustavo Richer no pleito foi da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). Na quarta-feira, os canais ESPN trouxeram as denúncias do presidente da entidade, Eric Maleson, que afirmou que pessoas do COB invadiram a sede da CBDG.



Aliás a ESPN – Brasil foi à única emissora de televisão do país a contestar e criticar esta manutenção absurda de Nuzman no poder e sua forma truculenta utilizada para manter-se por tanto tempo a frente de tanto dinheiro e prestígio.



Em 2016 ele completará 21 anos no poder irrestrito sem que nenhuma investigação do MP ou da Receita Federal seja realizada em suas contas e nas contas do COB. Um comitê que recebe bilhões a cada quatro anos do poder público oriundos de impostos e das loterias da CEF.



No desempenho no quadro de medalhas nas últimas Olimpíadas sob o comando de Nuzman no COB (de Atlanta-1996 a Londres-2012), o Brasil conquistou 69 medalhas, sendo 14 de ouro, 20 de prata e 35 de bronze, com uma média aproximada de 13 medalhas por Jogos. A melhor colocação brasileira neste período foi um 16º lugar em Sidney-2000.



Nada justifica a permanência de qualquer cidadão por tanto tempo a frente de qualquer entidade principalmente daquelas que possuem orçamentos com verbas públicas, gastos imensos com viagens, hospedagens e tantas outras formas sem que sejam devidamente apuradas com rigor.
http://esportes.estadao.com.br/noticias/jogos-olimpicos,patrimonio-de-carlos-nuzman-cresceu-457-aponta-mpf,70002028553

1 de outubro de 2012

A mais importante das eleições

"Se quiser por à prova o caráter de um
homem, dê-lhe poder." Abraham Lincoln

No próximo mês de outubro estaremos novamente exercitando nossa cidadania através do saudável exercício do voto. Nesta eleição em particular, escolhendo os mais importantes personagens políticos de nossa vida. Prefeito e vereadores legislam, administram, projetam nossas cidades, podem melhorar e muito nossa vida e também alçarem uma luz intensa sobre nosso futuro ou nos deixarem nas trevas da escuridão e da corrupção.

Mais do que governadores, presidentes ou quaisquer outros cargos eletivos, estes dois personagens da democracia brasileira estão ao nosso lado, estarão por quatro anos trabalhando por aquilo que realmente nos interessa em nossos municípios, evidenciando ainda mais a sua importância na hora das nossas escolhas.

No domingo da eleição não importa o futebol, nem o andamento das condenações dos réus do Lava Jato, a eleição é local e não estadual ou nacional como alguns sempre querem. Ela é o palanque dos nossos mais concretos interesses enquanto cidadãos e tem o dom de decidir nosso presente e o futuro dos próximos quatro anos.

O prefeito não pode se esconder assim como muitas vezes um governador ou presidente o faz, aparecendo raramente em nossas cidades. O prefeito e os vereadores eleitos estarão vivendo ao nosso lado, morando na mesma cidade, andando por ela e trabalhando em endereços por demais conhecidos de todos.

As cobranças podem ser feitas pessoalmente em alguns casos, por escrito ou até por telefone, diferentemente dos governadores e do presidente que ficam em posições inatingíveis do povo comum de nossa terra.

Vote consciente, vote com lisura, tenha atenção, não brinque nesta hora, leve a sério seu voto e respeite a si mesmo, seus familiares e sua cidade. Aqui é a hora, aqui é sua realidade, não faça piada do que não tem graça, seja o mais rigoroso possível. E lembre-se que a eleição não finda no domingo do pleito quando os resultados são anunciados, ao contrário, elas terminam somente ao final do mandato dos eleitos em 2020, quando o eleitor estará novamente votando nestes mesmos cargos.

Em Bauru teremos várias opções para elegermos um candidato que irá administrar nossa imensa cidade de Janeiro de 2017 à Dezembro de 2020. Não existe candidato perfeito, mas precisam existir eleitores perfeitos, éticos e cientes de suas responsabilidades.

São mais de duzentos candidatos a vereadores, destes elegeremos dezessete para legislar, fiscalizar o poder público municipal e nos representar frente aos mais importantes interesses da nossa vida na cidade em que vivemos.

Esteja atento, opções não faltam, existem bons candidatos e existem péssimas opções também, porém só você fará a diferença, Faça o certo e não esqueça para quem votou pelos próximos quatro anos, exigindo dele lisura, trabalho e honestidade no cumprimento de suas promessas eleitorais, fiscalizando-o e cobrando como se empregado seu ele fosse, pois na verdade... Ele vai trabalhar por você, caro Eleitor.

27 de setembro de 2012

Árbitros de futebol no Brasil são péssimos

A arbitragem no futebol sempre foi um grande problema para seus organizadores e torcedores. No Brasil que é o país penta campeão mundial de futebol a coisa não poderia ser diferente, ao contrário, aqui temos uma das piores arbitragens de futebol do mundo.

As regras são simples, poucas, na verdade temos dezessete apenas, porém algumas são interpretativas, fato que por si só, complica e muito o trabalho dos nossos árbitros em campeonatos regionais ou nos nacionais. Não há coerência nem mesmo num mesmo jogo. Às vezes duas decisões são tomadas num mesmo lance numa partida.

Outra questão que não pode conviver com os tempos em que vivemos é a ausência da profissionalização da arbitragem no mundo do futebol. Seja como Empresas formais ou em grandes Cooperativas, um árbitro deve se dedicar a manter a forma e o foco na sua atividade esportiva.

Para tanto, deveria receber salários compatíveis com sua importância no esporte que arrasta multidões, movimenta bilhões e precisa de seriedade nas decisões que vão permear seu trabalho dentro de campo.

Com a dupla jornada os árbitros não conseguem manter uma forma física e mental a altura dos compromissos que possuem na sua agenda dos campeonatos em que trabalham. São viagens, hospedagens e retorno ao trabalho sem tempo para reflexão e aprimoramento do que realizou em campo.

No Brasil apenas políticos gozam de imunidade total em todas as coisas que o brasileiro comum sofre para conquistá-las. O jogador e o árbitro de futebol não têm regras claras para suas aposentadorias, algo deveria ser estudado, não para aposentá-lo ao parar precocemente sua carreira curta, mas para ter condições quando completasse 35 anos de trabalho somados ao futebol poder ter uma aposentadoria digna.

As federações e os clubes deveriam ser obrigados a manter planos previdenciários privados para que os jogadores pagassem às suas expensas e garantissem minimamente seu futuro. Enfim, algo deveria ser discutido, porém nem as partes envolvidas (Atletas, Clubes, Sindicatos, Árbitros) nem o governo o fazem, deixando a situação cada vez pior.

A profissionalização dos árbitros também afastaria de certa forma o árbitro dos poderes das nefastas comissões de arbitragem das Federações Estaduais e da CBF. Quem definiria a escolha da arbitragem dos jogos do campeonato com critérios técnicos seria a Cooperativa ou Empresa contratada previamente.

Sem isso, continuaremos convivendo com erros grotescos, desconfiança dos torcedores e o risco de na Copa do Mundo do Brasil não termos ao menos um árbitro em condições técnicas de representar o nosso país.

21 de setembro de 2012

Religião pode, mas não deveria se misturar com políticos.

Estamos vivendo um período de campanha eleitoral no Brasil, com acirradas disputas para eleição de vereadores e de prefeitos em todas as cidades do país. Vamos definir aquilo que mais nos diz respeito em nossa vida em sociedade, ou seja, no município em que vivemos elegeremos quem vai legislar e administrar nossos recursos e zelar pelo patrimônio público.


Sendo assim, a eleição deste ano se reveste de zelo especial, de muito cuidado e deveria ser levada a sério por todos os eleitores do país.


Chama a minha atenção que alguns candidatos em São Paulo na briga por uma vaga de Prefeito da maior e mais complicada cidade do país, do maior orçamento e também dos maiores problemas administrativos estejam misturando eleição com religião.


Claro que os lideres religiosos podem opinar, vivemos numa democracia, porém deveriam ter redobrado cuidado com são seus interlocutores nesta campanha. Penso que muitas religiões estão sendo usada com interesses escusos e mesquinhos por candidatos ignóbeis e muitas vezes sequer praticantes de uma religião qualquer.


A política brasileira não é exemplo de ética e honestidade para entrar em templos, igrejas, salões de orações etc. Alguns dos nossos políticos não são modelos de vida para ninguém. Seria excelente que os fiéis fossem orientados com relação ao sistema eleitoral e outras informações importantes, mas daí a induzir votos para este ou aquele candidato é inaceitável.


Por trás de apoios, normalmente vem cobranças, exigências, com as quais nossa classe política está acostumada a praticar. Haja visto o que as tais coligações fazem hoje em dia para receber cargos e verbas em troca de seus apoios partidários.


Os fiéis devem desconfiar de tudo e de todos, agradeça a informação e o empenho do seu Pároco, Pastor, Monsenhor, Bispo, mas vote com sua consciência, vote limpo, vote em quem você acredita e não em quem alguém com interesses que você desconhece está lhe pedindo em nome de sua religião.


Nesta turminha ninguém é santo, aliás, muito longe disso, não praticam nada que esteja próximo de algo puro. Seus interesses políticos são mesquinhos, ateus e estão ligados a poder, dinheiro e muita corrupção. Olho vivo!

18 de setembro de 2012

Caminhões do tamanho de um trem nas estradas.

Desde a posse de Fernando Collor, passando por Itamar, FHC, Lula e atualmente Dilma, o sistema ferroviário nacional foi sofrendo um desmonte sem igual, um sucateamento de suas linhas, equipamentos e a da sua perspectiva de futuro enquanto sistema de transporte utilizado com sucesso mundialmente.

Em troca desde a década de sessenta com ênfase absoluta nos desgovernos acima citados, a indústria automobilística e de caminhões deitou e rolou impondo seus veículos para fazer o transporte de passageiros e cargas no país. Está certo que financiou muitas campanhas eleitorais para eles, é verdade.

Com isso nossas estradas excetuando-se as do Estado de SP, foram sendo destruídas enquanto os governantes assistiam a tudo incólumes e sem que novas obras fossem feitas, sem que houvesse a devida manutenção das existentes para suportar a crescente elevação da frota viária do país.

As estradas brasileiras no Centro Oeste, Nordeste e Norte do país são verdadeiros lixos, boa parte sem asfalto, sem duplicações, sem sinalizações adequadas. Elas causam desperdícios, acidentes e muito prejuízo aos seus usuários.

Mas a opção foi clara dos nossos governantes, ao invés de investimentos no setor ferroviário para transportar a safra agrícola, minérios e outras cargas pela via férrea deixaram o sistema ser sucateado por meia dúzia de empresas desqualificadas em troca de alguns milhões de dólares.

O dinheiro não foi utilizado no sistema de transportes e hoje temos prejuízos assombrosos sem que o país possa buscar soluções imediatas. Sem contar que o sistema de transporte hidroviário sempre foi relegado a terceiro plano, tanto em SP como no resto do país.

Este panorama fez com que o setor de transportes de cargas começasse a optar por caminhões pesados, carretas enormes, com cada vez mais espaço para suas cargas. Como o trem não existe, transformaram caminhões em trens do asfalto.

Esta prática perigosa deveria ser revista pelas autoridade que legislam sobre o trânsito no Brasil, pois além de danificarem ainda mais o piso das estradas, estes “trens” do asfalto estão sendo guiados pelos mesmos motoristas apressados, sem treinamento e principalmente sem descanso em nossas vias.

Tem caminhões em forma de trens com até três compartimentos passando de trinta metros de cumprimento em nossas estradas. Se as transportadoras querem transportar tudo de uma vez por que não exigem do governo que seja por transporte férreo ou hidroviário?

Quanto maior o caminhão ainda maior é a ganância dos donos de transportadoras, situação inversamente proporcional a preocupação dos mesmos com a segurança nas estradas.

Como sempre no Brasil, todos ganham menos o povo em todas as situações onde existam recursos envolvidos. Em breve cruzaremos com verdadeiros transatlânticos nas nossas estradas, com 50 ou até 80 metros de cumprimento. Quem viver e dirigir verá...


13 de setembro de 2012

Quase todos respondem em liberdade no Brasil

No Brasil a regra é quase unânime para todos que cometem crimes, cada vez com mais raras exceções, todos são liberados pelo delegado de plantão para que possam responder seus processos em liberdade.

Um sujeito em Bauru entra num supermercado lotado e sem motivo aparente saca de uma enorme faca e faz uma senhora refém de sua sandice. Não quer roubar, pois tem quase mil reais na carteira, não quer protestar, apenas por em risco a vida da senhora que apavorada fica à mercê do cidadão.

Ele é finalmente dominado e preso por policias militares, que o levam para a delegacia, onde o delegado sem saber explicar com precisão libera o perigoso cidadão para responder em liberdade ao processo brando que contra ele será movido.

É permitido matar no trânsito, esfaquear, roubar enfim, é possível quase tudo neste país, só não é permitido de forma alguma colocar em risco a vida de um bandido – Isso não!

Na mesma cidade de Bauru, um cidadão é feito refém dentro de sua residência com seus dois filhos e sofre nas mãos de bandidos oriundos da classe média alta da cidade. Quando a esposa chega e aciona o portão eletrônico é alvejada por tiros. Ela resiste e anda com seu veículo por trezentos metros e grita por socorro aos vizinhos.

Eles a socorrem, enquanto o marido desesperado ao ouvir tiros, se desamarra pula de uma altura de mais ou menos três metros e com uma arma da família atira contra os marginais da alta sociedade. Eles não se ferem, conseguem fugir ilesos para votarem aos seus lares.

A esposa vai para a UTI, o marido é preso por que sua arma não estava legalizada ou com o registro em dia. O que importa é que seus dois filhos foram massacrados psicologicamente por bandidos dentro de casa, a mãe respirava numa UTI hospitalar e o pai era preso pelo nosso sistema judicial falido e bisonho.

Não tem explicação, não tem argumentação inteligente. Temos sim excesso de leis imbecis, que normalmente defendem bandidos e políticos com brechas enormes do tamanho do grande Canyon americano.

O que temos é excesso de preciosismo e uma justiça voltada para evitar prisões, para facilitar a saída de presos do regime fechado para semiaberto. Combinado ou não, sistema judiciário soltam presos para que o sistema penitenciário não se exponha ao vexame de confirmar o que já sabemos – O déficit de vagas no sistema prisional é indecente.

Como podemos viver sabendo que a Justiça não prende criminosos por falta de competência dos governantes? Tem dinheiro para gastos com publicidade, Copa do Mundo, corrupção, obras superfaturadas, enfim, só não tem recursos para obras importantes.

Precisamos de várias reformas, entre elas urge que se aprove um novo Código Penal, com menos leis, mais rigor e que venha para defender a sociedade perante a crescente criminalidade que se alastra por todo território nacional.

Chega de impunidades! Basta de dar benefícios para criminosos! Chega deste negócio de responder em liberdade e depois fugir e não ser recapturado por que a Policia não tem efetivo suficiente. A impunidade é a pior epidemia que o Brasil já teve, ela mata, sangra recursos, tolhe a liberdade, fere a democracia e expõe fragilidade do caráter de nossos governantes e autoridades.

Precisamos de menos leis e mais ação e proteção aos cidadãos que com seus impostos sustentam esta zona chamada Brasil. Enquanto houver impunidade, pouco investimento em Educação e leis permissivas não há investimentos em presídios que supra a necessidade prisional deste país.

9 de setembro de 2012

Reforma do Poder Judiciário!

“O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo”. Aristóteles


O Brasil é uma Nação nova, tem apenas 517 anos, se comparada aos países Europeus e a algumas nações milenares da Ásia é apenas um jovem país em formação. Entretanto, não podemos ficar esperando o futuro, se, de alguma forma não fizermos no presente as lições de casa que nossa sociedade tanto almeja. Para tanto, é preciso coragem, capacidade, honestidade, princípios éticos, moralidade e muita vontade política.

Temos deficiências no ensino, onde nossa Educação é frágil. Nosso sistema de saúde é bom, porém não funciona em razão de nossa péssima máquina burocrática que engole as virtudes e expõe as vicissitudes do próprio sistema.

Temos carências em vários setores da administração pública, muitas coisas por corrigir para que possamos aperfeiçoar o país e torna-lo uma grande Nação. Para tanto é necessário que os governantes deixem de se acovardar e implementem reformas políticas, tributárias, administrativas e tornem possível sonharmos com um futuro digno.

O país retomou seu processo de redemocratização política em 1985, a partir de 1990, voltou a eleger seus candidatos a todos os cargos eletivos por meio do sufrágio universal. Neste sentido tentou aperfeiçoar o sistema eleitoral dotando-o de meios informatizados e com regras mais abrangentes e rígidas.

Porém no meio deste longo caminho de retomada da redemocratização, alguns setores ficaram à mercê da corrupção, que cresceu como uma praga e se enraizou em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira. Deixando marcas indeléveis em todos os setores da nossa vida.

A Justiça que poderia ser nossa guardiã e nos proteger desta epidemia, infelizmente também foi infectada, ficando doente, fragilizada e moribunda. Deixou de ser uma fortaleza contra o crime e seus mandatários. Atuando de forma branda, deixa mais fácil a vida dos criminosos dentro e fora das penitenciárias em todo país.

Leis foram redigidas para beneficiar criminosos do chamado colarinho branco, políticos, governantes, empresários e funcionários do sistema politico brasileiro em geral. O sistema judiciário precisa de reformas profundas. A começar pela proibição da indicação dos membros do STF pelo Poder executivo.

As cadeiras de todas as instâncias do sistema judiciário devem ser preenchidas de acordo com regras pré-estabelecidas pelo próprio sistema. Outra alteração que deve nortear o sistema á a atualização constante dos códigos civis, penais que são as bíblias do nosso sistema judiciário e não podem ficar 40 ou 50 anos sem serem atualizadas.

A criminalidade no país é crescente, assusta e preocupa a todo conjunto da sociedade. Impossível que as autoridades do Poder Judiciário continuem alheias ao clamor popular por alterações nas leis criminais deste país. Como por exemplo:

1. Fim da proibição de penas acima de 30 anos;

2. Prisão perpétua para os chamados crimes hediondos;

3. Instituição de penas severas para crimes de sequestro, sequestro relâmpago, estupro, assaltos a qualquer estabelecimentos comerciais com uso de artefatos explosivos em caixas eletrônicos;

4. Fim dos benefícios de Indulto. A chamada “Saidinha” é algo imoral que não deve nortear nossas penitenciárias a cada feriado sem critérios técnicos e fiscalização do Poder Judiciário;

5. Fim da Progressão de Penas, exceto para penas leves de até 10 anos de prisão e desde que o criminoso estude ou trabalhe na prisão, não tenha tirado a vida ou contribuído para tira-la;

6. Fim do pagamento de qualquer benefício com recursos da Previdência Social para presos ou familiares de quem é condenado pela Justiça;

7. Reforma completa das Policias Federal, Militar e Civil em todo país. O combate à criminalidade começa com sistema policial exemplar, moderno e com profissionais bem treinados, bem remunerados e dotados de alta tecnologia;

8. Reforma completa do Sistema Penitenciário com investimento maciço em Presídios de Segurança Máxima dotados de alta tecnologia e autossustentável (onde os presos trabalhem e estudem em tempo integral);

9. Fim da permissividade em todo sistema prisional do país com duplicação de penas para quem usar celulares e outros meios de comunicação externa;

10. Duplicação de penas para casos de fugas, brigas e rebeliões;

11. Penas em dobro para todo e qualquer criminoso oriundo do sistema penitenciário, judicial, policial ou que atue em qualquer órgão público do país como agente público;

12. Duplicação das penas para quaisquer crimes cometidos sob ingestão de drogas ou bebidas alcoólicas;

Não há mais tempo nem espaço para nossos governantes, a hora é agora, a criminalidade ultrapassa o bom senso, violenta o aceitável e faz o país perder bilhões por ano aparando arestas e gastando comum sistema falido e ultrapassado, além de covarde.