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26 de junho de 2014

Estado incapaz motiva a criminalidade no país

“A história dos grandes acontecimentos
do mundo não é mais do que a história
dos seus crimes" Voltaire
        
 É por demais notório o descaso dos três poderes constituídos para com a questão da segurança pública nacional. O cidadão que paga pesados tributos não tem segurança para o ir e vir como garante a nossa constituição federal.
Não temos segurança nas fronteiras, nas ruas, no transitar pelas cidades e muito menos em nossas casas quando deveríamos em tese estarmos tranquilos. O Estado brasileiro falha e se omite de forma acintosa quando não consegue manter nossa força policial (Federal, Militar e Civil) com contingente suficientemente treinado e bem remunerado para poder fazer frente à criminalidade.
Peca também o Poder Judiciário que não altera leis que favorecem em demasia ao contrário dos países evoluídos os criminosos, com abrandamento de penas, progressões obscenas, indultos e outros benefícios imorais.
Deveriam estar aumentando a pena máxima de 30 para 60 anos, endurecendo a vida para os criminosos. Para tanto, precisariam reformular todo nosso sistema penitenciário, que é composto em sua maioria de pocilgas imundas que favorecem o tráfico de drogas, celulares e fugas por sua fragilidade.
Não temos no país algo básico como a interligação online de um banco de dados de criminosos nos nossos vinte e sete Estados e DF. Não temos um registro de identidade único, contendo informações como CPF, CNH, Título de Eleitor e demais informações que impedissem falsificações e facilitassem a vida dos agentes da lei.
Omissão é a marca dos nossos governantes em todas as suas esferas de governo. Isso leva ao segundo patamar que á o da corrupção, favorecida pela fraqueza e excesso de burocracia estatal. Ninguém faz, ninguém discute, todos sofrem.
No maior e mais rico Estado da Nação temos um exemplo claro de incapacidade na gestão política da segurança pública. O governo que está no poder há 20 anos não consegue contratar e colocar nas ruas uma força policial condizente com a necessidade da população, muito menos consegue treinar, capacitar e remunerar seu contingente adequadamente.
Para se ter uma ideia do descaso em SP, a polícia civil só investiga um em cada dez roubos registrados através de Boletins de Ocorrências em suas delegacias. Não é para menos que 60% das vítimas sequer recorrem ao ato formal de comparecer a uma delegacia, pois sabem que nada será feito, por quem é pago pela sociedade. Em SP no ano de 2013, 232 mil BO’s foram registrados e não tiveram seus casos solucionados.
Na propaganda eleitoral é diferente, nossa segurança é maravilhosa, nosso governador diz que estamos vivendo numa bolha de segurança e que tudo está sendo resolvido. Mentira! Em vinte longos anos o partido dele nunca cogitou sequer elaborar uma Política de Segurança para o nosso Estado.
Em resumo, o cidadão é roubado, vai a delegacia, preenche um papel chamado BO e em seguida o mesmo é arquivado. A Polícia Militar de vez em quando prende criminosos que a nossa Justiça rapidamente trata de colocar de volta às ruas. Um círculo vicioso que não tem fim, nem nas urnas que continuam dando aval a incompetentes nas três esferas de poder há muitos anos seguidos.
Fonte: Folha de SP

21 de junho de 2014

Seleção da Espanha parou no tempo em 2010.

“Certas derrotas têm mais
dignidade que uma vitória"
J.L. Borges
        
 A eliminação precoce da seleção espanhola na Copa do Mundo do Brasil quatro anos após a mesma ter sido campeã mundial na África do Sul causou surpresa ao mundo do futebol. Aquela que foi a grande sensação do futebol mundial durante alguns anos caiu após duas derrotas, uma delas com acachapante goleada para a mesma Holanda da final de 2010.
Na minha opinião o selecionado espanhol parou no tempo em 2010. Ao erguer a taça no último mundial, a seleção da Espanha deveria ter sido entregue a Pepe Guardiola, o mago que revolucionou o futebol do Barcelona e o fez ser admirado ao redor do mundo no futebol.
Além da troca de treinadores e de mentalidade, a Espanha deveria ter investido na formação de novos talentos para poder substituir Iniesta, Xavi, Xabi Alonso, Davi Villa, Casillas, Puyol, etc.
Basta olharmos para os dois clubes mais ricos e poderosos da Espanha – Barcelona e Real Madri para percebermos que ambos gastam milhões para trazer jogadores estrangeiros para seus plantéis ao invés de investirem parte desta fortuna em novos talentos espanhóis nas suas bases de formação de novos jogadores.
Com exceção da ascensão do Atlético de Madri nas mãos do técnico argentino Simione e da conquista da Copa dos Campeões pela Real Madri este ano, o futebol espanhol vem experimentando um forte declínio desde 2010.
Além das duas derrotas em dois jogos neste mundial no Brasil, vimos a Espanha fazer um gol e levar sete enquanto seu treinador ficava impassível e completamente impotente no banco de reservas assistindo a eliminação da sua seleção campeã.
Os jogadores pareciam abatidos e sem força para qualquer tipo de reação nas duas derrotas contra Holanda (1x5) e Chile (0x2), algo impensável para qualquer fã do bom futebol praticado pela fúria espanhola nos últimos anos.
Enquanto isso Pepe Guardiola leva seus conhecimentos e a prática de um futebol moderno, arrojado, impetuoso ao Bayern de Munique na Alemanha, hoje mais do que nunca favorita ao título mundial no Brasil.
Essa situação vivida pela Espanha em menor escala também acontece no selecionado brasileiro. Desde 1994 na Copa dos EUA, o Brasil ganhou duas edições. Porém, está nas mãos de Zagallo, Parreira e Felipão desde então, com exceção de 2010 quando Dunga o capitão da seleção de Parreira em 1994, foi escolhido como treinador. Um festival de mais do mesmo que pode ser interrompido caso o escrete brasileiro perca a copa no país este ano.
Não vejo comparações entre os selecionados da Espanha e do Brasil, até porque o Brasil ainda é um celeiro de grandes revelações de jogadores para o mundo do futebol. Porém, tanto quanto Vicente Del Bosque, Felipão também está ultrapassado e parou no tempo em 2002. Não tendo conquistado praticamente nada neste longo período, com exceção a Copa das Confederações no Brasil em 2013.
Embora não se dê a devida atenção, a formação de jogadores é a única salvação para a manutenção do futebol mundial, formar novos jogadores e mais importante do que qualquer outro tipo de investimento que se possa fazer dentro ou fora deste esporte.
A Espanha deveria aprender a lição, talvez o faça, mas para dar o primeiro passo, deverá se livrar de seus arcaicos dirigentes na sua confederação. Assim como o Brasil deveria ter feito antes de manter José Maria Marin e Marco Polo Del Nero à frente da CBF.
São mentes arcaicas, que nunca estiveram participando do esporte, que desconhecem regras, são administradores ultrapassados e de qualidade duvidosa como homens e gestores. Jamais teremos evolução ou renovação enquanto a direção for entregue nas mãos de pessoas desprovidas de bom senso e interesse no bem comum.

16 de junho de 2014

Será que o Prefeito foi vaiado ou xingado?

Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar,
transforma homens em covardes.

          O primeiro jogo na Arena Manaus pela Copa do Mundo foi realizado entre Itália x Inglaterra neste sábado dia 14 de junho de 2014. O jogo foi muito bom e vencido pela seleção italiana, mas quem perdeu junto com a Inglaterra foi mais uma vez o povo brasileiro. Em especial o sofrido povo manauara, que agora tem uma enorme arena, mesmo sem ter futebol no seu Estado em uma das quatro divisões do futebol nacional.
Neste jogo sem que a população soubesse o digníssimo Prefeito Arthur Virgílio Neto – PSDB – AM, mandou a Prefeitura comprar mais de 544 (Quinhentos e quarenta e quatro) ingressos para poder distribuir para os 41 Vereadores de Manaus, 21 secretários municipais para que eles e seus acompanhantes possam ver os quatro jogos que serão realizados na Arena Amazonas na Copa.
O custo total da benevolente gestão de Arthur Virgílio Neto soma R$ 139.400,00 (Cento e trinta e nove mil e quatrocentos reais) subtraídos dos cofres municipais para agradar quem em tese não precisa deste auxilio.
A palhaçada do prefeito tucano foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 23 de maio de 2014. O repasse dos bilhetes foi apurado pela reportagem da ESPN Brasil e confirmado pelas autoridades locais.
A verba original saiu de uma conta destinada ao turismo amazonense. Deveriam ser aplicados em ações promocionais do setor de turismo manauara. Mas foi providencialmente desviado por quem tanto critica os petistas e se diz acima do bem e do mal.
A compra foi efetuada através da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos – Manauscult em contato direto com a FIFA, sem processo licitatório, pois não havia necessidade de concorrência entre empresas.
O gramado da Arena Manaus foi duramente criticado antes da partida pelos dois times, durante a partida o setor da tribuna de imprensa sofreu com a falta de energia, mas os vereadores, secretários e seus acompanhantes riram à toa.
O povo no estádio que não sabia de nada, não vaiou o Prefeito Arthur Virgílio Neto do PSDB, nem mandou ele tomar no c..., como fez a torcida em São Paulo com relação à Dilma.
Esperamos que o Ministério Público e o TCE-AM rapidamente apurem e tomem as medidas cabíveis para este ato que a princípio salve melhor juízo, caracteriza improbidade administrativa por parte do Prefeito de Manaus.
 O povão e os estrangeiros que não são amigos do Prefeito pagaram entre R$ 60,00 e R$ 350,00 reais para entrar no estádio e saíram do mesmo com a cabeça erguida e sem problemas com a ética, a justiça e a moral.
Já o Prefeito de Manaus, que foi Senador por aquele Estado e sempre criticou seus adversários de forma dura e constante, agora se cala e foge da imprensa com a habitual cara de pau dos nossos indefectíveis políticos. 
Fonte: Diário Oficial de Manaus

6 de junho de 2014

A transmissão dos jogos da seleção não deveria ter exclusividade!

“O ser superior não é somente persistente:
Ele é persistente no caminho certo”
Confúcio
Desde há muito tempo que a Seleção de Futebol do Brasil passou a ser de exclusividade da Rede Globo de Televisão. A emissora participa com exclusividade das transmissões de jogos amistosos ou de competições oficiais, determina horários em que as partidas serão realizadas para não “estragar” sua grade de programas ultrapassados.
Na maioria dos países civilizados isso não ocorre, sendo a transmissão livre entre as diversas emissoras de televisão. Raros são os países que mantém esse tipo de exclusividade obscena que favorece nitidamente apenas uma emissora em detrimento da livre concorrência e da liberdade de escolha que deve pertencer aos telespectadores.
Aqui no Brasil quem não tem assinatura de canais fechados fica à mercê do ufanismo do narrador eterno da Rede Globo, com seus bordões ultrapassados, sua forma tendenciosa de mostrar apenas o lado positivo e não necessariamente a verdade nas transmissões esportivas.
Somos obrigados a engolir o horário das 22:00 horas em jogos de meio de semana às quartas-feiras por imposição da emissora, o que prejudica em demasia a volta dos torcedores que estiverem presentes ao estádio do jogo transmitido, seja da Seleção ou de clubes. Alguns torcedores chegam em suas casas por volta das duas horas da madrugada.
Se houvesse liberdade de escolha tanto nos campeonatos estaduais, nacionais como nos jogos da seleção outras emissoras poderiam praticar horários alternativos das 18:00 às 21:00 pelos menos, como se fazia na década de 70 e 80, antes da família Marinho tomar conta de tudo no esporte nacional.
A sugestão seria que os inertes deputados federais e os senadores obrigassem por lei que as transmissões fossem abertas a todas as emissoras, ou ao menos, que a chamada Rede Brasil com as emissoras tipo TV Cultura tivessem acesso gratuito aos jogos da Seleção Brasileira em todo país como já aconteceu no passado.
Alguém já questionou ou teve acesso aos lucros que a Vênus Platinada tem somente com as transmissões dos jogos da Seleção Brasileira? Não à toa distribui verbas milionárias aos clubes da Série A do Brasileirão. É muito dinheiro em jogo, mas antes disso deveria vir o direito do cidadão de ver na sua televisão a seleção do seu país na emissora que bem entendesse e não ficar preso a ditadura Global.

Como, quando e com que recursos as promessas eleitorais serão cumpridas?

Imaginação é mais importante
do que conhecimento. 
Conhecimento é limitado.
Imaginação abrange o mundo.
Albert Einstein
A cada dois anos o Brasil tem eleições para o sistema majoritário, sendo Prefeitos eleitos numa eleição e dois após Senadores, Governadores e o Presidente da República. Nestas eleições com exceção dos Senadores, muitas promessas são feitas aos eleitores, sendo que a maioria carece passar pelo crivo do “Como, Quando e com que Recurso” serão viabilizadas se o zé promessa for eleito.
Isso se repete desde que a ditadura militar chegou ao fim e recomeçamos a votar para cargos majoritários, em especial a Presidência da República. Os pré candidatos deveriam ser obrigados a registrar em cartório eleitoral suas plataformas eleitorais contendo as respostas acima para toda e qualquer promessa que estiverem contidas em suas campanhas eleitorais.
Depois de eleitos as promessas são geralmente esquecidas, ou reprometidas para quatro ou cinco anos depois da posse, onde o eleito já começa a contar com sua reeleição ao mesmo cargo. Ou seja, as promessas têm de ser feitas e comprovadas que podem ser realizadas no máximo em quatro anos da posse do eleito e não jogadas no tempo e no espaço a longo prazo.
Com o advento da Lei nº 12.034/2009, foi acrescido o inciso IX no art. 10 da Lei nº 9.504/1997, ampliando o rol de documentos necessários para o registro dos candidatos aos cargos de Prefeito, Governador de Estado e Presidente da República.
Atualmente, quando os partidos ou coligações registram candidato a um dos referidos cargos, devem obrigatoriamente apresentar um documento onde conste as propostas defendidas pelo candidato.
 O documento em questão fará parte do processo de registro da candidatura e poderá ser acessado livremente, na Justiça Eleitoral, por qualquer interessado (Lei nº 9.504/1997, art. 10, §6º).
Falta agora o aperfeiçoamento desta lei incluindo a obrigatoriedade do já citado acima “Como, Quando e com que Recurso”.
Afinal de contas o eleitor não pode mais continuar a ser enganado como por exemplo nas situações abaixo citadas:
A)  Governadores do PSDB prometem há vinte anos uma solução para a travessia entre as cidades litorâneas de Santos e Guarujá. Neste período prometeram em anos eleitorais Pontes, Viadutos e recentemente um Túnel. Sempre que o candidato do partido toma posse, desmente a promessa e diz não ter verbas ou anuncia a mesma solução para alguns anos depois.
B)  O Governo Federal age da mesma forma com relação a vários temas, usando de forma covarde programas com nomes e abreviaturas que ficam no subconsciente dos eleitores, mas que nunca viram realidade nas suas cidades. Trem Bala RJ/SP, Duplicação e Reforma de Estradas Brasileiras (As Chamadas BR’s), Reforma de Portos e Implantação de Sistema de Navegação (Hidrovias), etc.
C)  Nos munícipios as promessas são imensas, diversas e muitas delas até inconstitucionais ou inexequíveis por falta de recursos para serem viabilizadas.
Este ano de teremos eleições novamente, portanto eleitores, fiquem atentos ao que for prometido, questionem os candidatos e seus partidos via mídia, cartas ou e-mails aos comitês eleitorais e não se deixem enganar.

25 de maio de 2014

A Copa das Copas?

“A ignorância é a maior
enfermidade do género humano.” 
Marco Túlio Cícero

          A presidente Dilma e todo seu staff fala aos quatro cantos que a Copa do Mundo de futebol a ser realizada no país entre 12 de junho e 13 de julho será a “Copa das Copas”. Fica a dúvida se ela efetivamente acredita nisso ou se apenas tem fé e torce muito para que seja mesmo um grande evento.
O motivo é que o governo dela e de seu antecessor do mesmo partido não fizeram nada que justificasse esse otimismo barato que ela tenta nos passar, afinal de contas estamos vendo, ouvindo e lendo tudo sobre os entornos dos estádios e sabemos de antemão que em sete anos nada do que precisaria ser feito foi finalizado.
Os doze estádios foram reformados ou construídos sempre com preços acima do mercado, ou superfaturados como queiram os analistas. Os aeroportos continuam dando aos que aqui desembarcam a imagem péssima de uma republiqueta que contrasta com o tamanho e a dimensão do nosso Brasil.
Não nos preparamos para receber turistas, ou não sabemos o que é turista. Talvez os organizadores estejam pensando que vão receber apenas torcedores de futebol nos moldes de nossos torcedores de torcidas organizadas. Ao contrário, o mundo estará com olhos atentos ao Brasil.
Seria a oportunidade de ouro para mostrar maturidade, inteligência, desenvolvimento e principalmente Educação e civilidade. Difícil acreditar que nossos taxistas à beira dos aeroportos vão deixar uma imagem que não seja a do golpe, do levar vantagem nas corridas e no taxímetro, sem falar um idioma sequer e mal saber falar a sua própria língua pátria.
Em recepções de hotéis muitas vezes não temos funcionários treinados para atender a demanda dos turistas estrangeiros. Tropeçam novamente no idioma e na importância do saber receber bem aos turistas não importa de onde tenham chegado.
Nas ruas brasileiras muita pichação, sujeira nas calçadas e sarjetas imundas, sem contar com a paisagem das favelas onde milhões são obrigados a viver por falta de projetos de habitação popular decentes.
O turista será explorado pelos nossos comerciantes oportunistas que vão querer ganhar em trinta dias o que não faturam em dois anos de portas abertas. Salvador, Rio de Janeiro e outras sedes localizadas em pontos conhecidos de turismo estrangeiro vão receber milhares de pessoas e vão fazer o que sempre fazem quando percebem o sotaque ou idioma diferente. Vão cobrar o olho da cara por seus produtos. Não pensam em cativar os turistas, mas sim roubá-los.
Dilma não anda pelas ruas há muito tempo e deve estar pensando apenas na Copa dentro dos campos de futebol, esta sim talvez seja atraente e interessante aos olhos dos apaixonados pelo futebol. Mas fora deles, sujeira, impunidade, ausência de obras importantes, falta de mobilidade urbana, habitação, saneamento básico além de Educação e Saúde.
          Assim como sua gestão não será reconhecida como o “Governo dos Governos”, esta Copa ficará marcada pela vergonha que os brasileiros de bem vão sentir em relação aos demais povos do mundo. Veja o link abaixo e perceba o que o mundo lá fora viu e os nossos governantes fecharam os olhos, pois afinal o dinheiro é nosso e não deles (Governo).

http://www.ahnegao.com.br/2014/06/jornalista-explica-para-americanos-o-que-a-fifa-esta-fazendo-com-o-brasil.html

17 de maio de 2014

Congresso Nacional também seu volume morto!

“Numa nação corrompida,
muitas são as leis que se fazem”.
Tácito
A expressão volume morto vem sendo muito utilizada em São Paulo desde que o governo estadual percebeu que nada tinha sido realizado para evitar o desabastecimento de água em parte da cidade através de seu reservatório do sistema Cantareira.

Volume morto na linguagem técnica significa a reserva técnica disponível no reservatório do Sistema Cantareira, que nesta data em que escrevo o texto está com 9,4% de sua capacidade total.

Pois o nosso Congresso Nacional formado pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal no DF descobriu recentemente que também possuí enorme concentração de volume morto. Uma parte está nas leis, processos, projetos populares, alterações e reformas a serem feitas e que mofam no limbo do volume morto há décadas.

Outra parte do volume morto do Congresso está na camada de políticos descompromissados com os interesses da Nação, focados apenas em interesses de seus partidos, próprios e também de grupos ao quais representam naquelas casas de leis do nosso país.

Desde há muito tempo não sabemos de nada que seja significativo para o povo brasileiro e que tenha sido ao menos discutido pelos congressistas. Apatia e omissão enquanto a saúde, educação e segurança precisam de investimentos, reformas e atenção por parte de quem deveria fiscalizar o poder executivo, mas não o fazem. E não o fazem por três motivos a saber:
1. Pertencem a situação ou base governista como queiram;
2. Pertencem a inútil e omissa oposição que só pensa em voltar ao poder;
3. Por falta de competência, coragem para substituir a safadeza e vagabundagem que incorporam quando são eleitos com o voto do povo.

Esses mais de 580 políticos eleitos em 27 Estados com custo anual superior a R$ 80 bilhões fazem parte da mais cara casta de políticos inúteis do planeta. Em lugar algum do nosso mundo teremos um custo tão alto para manter quem não faz nada e apenas consome nosso tempo e recursos tão importantes. Muitas vezes com corrupção, troca de favores e cargos no poder executivo igualmente podre.

Precisamos acreditar na democracia, mas ela não se faz apenas de eleições a cada quatro anos. É preciso votar com consciência, acompanhar de perto pela imprensa, pelos sites especializados e pelas ONG’s de Transparência e Combate à Corrupção os candidatos eleitos, independentemente de você ter ou não votado neles.

Precisamos mexer com esse volume morto de deputados estaduais, federais e senadores. Eles não podem continuar livremente a nos custar o olho da cara sem nos dar nada em troca. Vamos incomodá-los, nas redes sociais, na internet, enviando mensagens, cobrando-os, enviando cartas e buscando divulgar coisas boas e ruins que eles estejam fazendo. Se a sociedade não fizer nada, o volume morto de congressistas vai continuar rindo à toa, livres de compromissos e de responsabilidades para seus representados.

10 de maio de 2014

Volume morto

“Conscientizar-se da própria ignorância
é um grande passo para aprender" 
Disraeli 

A expressão volume morto vem sendo muito utilizada em São Paulo desde que o governo estadual percebeu que nada tinha sido realizado para evitar o desabastecimento de água em parte da cidade através de seu reservatório do sistema Cantareira.

Volume morto na linguagem técnica significa a reserva técnica disponível no reservatório do Sistema Cantareira, que nesta data em que escrevo o texto está com 9,4% de sua capacidade total.

Na verdade em São Paulo, bem como, nos demais Estados e Municípios o chamado “Volume morto” pode ser definido como o governantes eleitos para administrar, planejar e executar todas as ações relativas a gestão de seus cargos à frente dos Estados ou Municípios.

E por que eles (governantes) são um volume morto? Porque nada fazem exceto administrar de forma porca e chula sem que seja feito qualquer ação de planejamento para prover a população por eles representadas de um mínimo de retorno do que se chama administração pública. 

Em São Paulo o partido que governa o Estado (PSDB) e está há 20 anos à frente dos destinos do maior e mais rico Estado da Nação nada fez neste longo período para evitar que esta calamidade do desabastecimento de água que afeta milhões de pessoas acontecesse.

A preocupação dos governantes com seus próprios interesses pessoais e partidários sempre à frente dos interesses da população são uma das causas das péssimas gestões dos nossos despreparados políticos. A outra é falta de capacidade dos indicados pelos governantes e seus partidos para gerir empresas estatais, fundações, autarquias e secretárias de governo. Neste ambiente inexiste o planejamento como ferramenta fundamental para evitar que a sociedade seja surpreendida pela escassez de energia, água, etc.

Ou será que os pseudos especialistas da empresa paulista responsável pelo abastecimento de água para São Paulo não sabiam que a população iria crescer, que a demanda iria aumentar consideravelmente com o passar do tempo e que novas opções de abastecimento deveriam ser criadas pelo governo paulista?

A Sabesp, ao contrário, se preocupou apenas em expandir seu crescimento em direção ao interior do Estado, deixando de lado ações de planejamento que pudessem evitar a situação caótica em que a cidade se encontra neste momento. Ainda, gastou milhões com publicidade desnecessária que poderia ter sido investida em novas alternativas de captação de água potável. Culpar a natureza ou ter esperança na utilização do volume morto da Cantareira é um dos indícios da incompetência gigantesca da administração pública de São Paulo. 

O governador indeciso e sempre preocupado apenas com o poder em Brasília, que hoje está nas mãos de outro partido (Volume morto) é o maior dos responsáveis pela situação, até porque desde 1995, raramente esteve ausente do poder no Palácio dos Bandeirante, sede do governo de São Paulo.

6 de maio de 2014

A ignorância e a violência matando inocentes!

“Conscientizar-se da própria ignorância
é um grande passo para aprender"
Disraeli

Uma jovem mulher de 33 anos caminha inocentemente pelas ruas da periferia da violenta cidade do Guarujá na tarde aparentemente tranquila de mais um dia comum. De repente uma horda de justiceiros da idade média, vândalos e criminosos enrustidos ataca a jovem e a mata com pauladas numa violência infernal.

O motivo de tal estupidez humana é a suposta participação da jovem católica em atos de magia negra. Ela foi confundida por alguns dos impostores com a imagem de uma outra mulher cuja foto corre pelas páginas nem sempre inteligentes de uma rede social.

Nem a jovem morta, nem a mulher da foto cometeram o crime atribuído a elas pela horda de ignorantes que lincharam a mãe de família no Guarujá. Segundo a polícia não existia os crimes de sequestro e morte por magia negra imputados a mulher da foto na rede social, muito menos à jovem Fabiane Maria de Jesus, mãe de uma menina de um ano de vida.

Estranho que estes mesmos justiceiros com DNA de bandidos desqualificados não conseguem exercer seus direitos de cidadania junto à Prefeitura ou o Estado brasileiro, porém matam inocentes Agindo como os criminosos para quem muitas vezes dão cobertura 24 horas para roubar e matar quem bem entendem.

Como podemos acreditar numa Nação que no mesmo final de semana assiste atônita a um vaso sanitário ser arremessado do alto de um estádio de futebol matando um inocente, e uma mulher comum ser linchada por ser confundida com outra que não existe na vida real?

Nossos políticos não prestam, nossos governantes nada fazem, nossos três poderes chafurdam na lama e se negam a promover as reformas e mudanças que a Nação tanto precisa. Entretanto, quer seja pela falta de educação de qualidade ou não, nossa gente dá exemplos ao mundo da pior forma possível. Cometendo muitas vezes crimes que no chamado 1º mundo aconteciam apenas no século XII.

Como esperar que os graves problemas se resolvam apenas com eleições a cada dois anos? Como esperar que possamos avançar como sociedade se ainda temos de melhorar muito em termos de convivência humana, civilidade e cidadania.

Como imaginar que as pessoas envolvidas no crime bárbaro de linchamento no Guarujá possam ter um dia das mães normal? Ou ainda, como esperar que estes ignóbeis não matem outra pessoa nas ruas do nosso país por confundirem-na com uma imagem na rede social? Afinal de contas, ninguém foi preso, nem será julgado, condenado e preso pelo crime atroz que cometeram. Impunidade e Regresso deveriam ser a inscrição em nossa bandeira verde e amarela. Pois não temos ordem e muito menos progresso há muito tempo.

21 de abril de 2014

IBGE sofre com interferências nada sutis!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com
quem não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson


O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas é uma fundação pública da administração federal criada em 1934 e instalada em 1936 com o nome de Instituto Nacional de Pesquisas. Foi fundada pelo pesquisador e estatístico Mauro Augusto Teixeira de Freitas. O nome IBGE passou a ser utilizado a partir de 1938.

O IBGE tem atribuições ligadas às geociências e estatísticas sociais, demográficas e econômicas, o que inclui realizar censos e organizar as informações obtidas nesses censos, para suprir órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal, e para outras instituições e o público em geral.

O IBGE sobreviveu ao período da ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985, sem que sofresse intervenções ou pedidos de abrandamento das suas pesquisas e trabalhos. Entretanto, enfrenta no governo petista um problema que pensou não ter de enfrentar nestes anos todos de existência – a ingerência política na divulgação de seus trabalhos.

Para chegar ao atual estágio de credibilidade este instituto repassou a sociedade informações confiáveis que foram utilizadas por empresas, empresários, instituições, governos e mídia na medida em que foram coletadas e distribuídas de forma independentes e sem estarem atreladas a partidos e ideologias. Estatísticas confiáveis sempre foi terreno fértil para a elaboração de políticas públicas e para se construir cenários com segurança no meio empresarial.

Em 2014 o IBGE é responsável por mais de 50 pesquisas mensais e anuais no país. Um trabalho que exige seriedade, profissionais competentes e sem que haja manipulação por razões políticas. No começo deste mês de abril/2014, uma grave crise levou duas diretoras do IBGE a pedirem exoneração de seus cargos. Também, outros 18 empregados que ocupavam cargos de coordenação ameaçaram seguir o mesmo exemplo das duas diretoras.

O motivo foi explanado numa carta que apontava a “subserviência” do Instituto a interesses do governo federal. Uma paralisação montou um piquete em frente à sede do IBGE no RJ, depois que a cúpula do IBGE resolveu interromper a divulgação do PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que é uma versão ampliada e aperfeiçoada do antigo PNAD.

O governo federal quer que informações como a taxa de desemprego apontada na PNADC de 7,1% não seja divulgada em ano eleitoral, mas sim em janeiro/2015. O número é muito maior que o divulgado pelo governo de 5,4%. O novo índice “contrariou” os marqueteiros e lideranças do governo Dilma, que preferem à mentira a verdade dos dados econômicos e estatísticos do país.

A decisão passa por congressistas da base do governo como a Senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil. Que questionou a metodologia da pesquisa, como se entendesse algo de pesquisa e estatística. Entende na verdade, assim como muitos políticos brasileiros de conveniência, mentiras e lama negra.

Se a sociedade civil, os empregados e a mídia não ficarem atentos em breve o IBGE estará seguindo o mesmo caminho do Indec, órgão similar da Argentina que foi totalmente desmoralizado pelos políticos daquele país.

O que se esconde sob a humildade de Pepe Mujica?

No início da “Divina Comédia”, Dante encontra Virgílio, seu guia no inferno, e lhe diz: “Mestre, para mim, são tão certos e me impõem tanta confiança os teus arrazoados, que os demais me parecem carvões apagados”.

Pepe Mujica, o presidente do Uruguai, erra muito pouco. Em sua última entrevista, ao jornal “O Globo”, explicou como pretende lidar com as visitas de turistas a seu país para fumar maconha (como se sabe, o Uruguai legalizou o comércio da erva). Falou muito mais. E, como costuma acontecer, transcende as questões comezinhas e dá a qualquer conversa um tom filosófico. Nas palavras de Vargas Llosa, é um velhinho estadista que fala com sinceridade insólita para um governante.

“Queremos tirar o mercado do narcotráfico, queremos tirar-lhes o motivo econômico, queremos que o narcotráfico tenha um competidor forte e não seja o monopolista do mercado. Ao mesmo tempo, tentamos incitar as pessoas a atuarem do ponto de vista médico”, disse ele. “Mas temos que ter muito cuidado, porque não é uma legalização como as pessoas supõem no exterior, não vai ter um comércio, os estrangeiros não poderão vir aqui ao Uruguai para comprar maconha. Não vai existir o turismo da maconha. A decisão tomada não tem nada que ver com esse mundo boêmio. É uma ferramenta de combate a um delito grave, o narcotráfico, é para proteger a sociedade. É muito sério”.

Sobre seu exemplo como líder: “Pretende ser um mini-ato de protesto. As repúblicas não vieram ao mundo para estabelecer novas cortes, as repúblicas nasceram para dizer que todos somos iguais. E entre os iguais estão os governantes. Têm uma responsabilidade implícita e penso que devem viver de forma bastante similar à maneira de viver da maioria do seu povo. Ninguém é mais que ninguém, começando pelo governante.”.

Sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo: “O casamento homossexual, por favor, é mais velho que o mundo. Tivemos Julio Cesar, Alexandre, O Grande, por favor. Dizer que é moderno, por favor, é mais antigo do que nós todos. É um dado de realidade objetiva, existe. Para nós, não legalizar seria torturar as pessoas inutilmente”.

Sobre trabalho: “Temos que lutar para que todos trabalhem, mas trabalhem menos, todos devemos ter tempo livre. Para quê? Para viver, para fazer o que gostam. Isto é a liberdade. Agora, se temos de consumir tanta coisa, não temos tempo por que precisamos ganhar dinheiro para pagar todas essas coisas. Aí vamos até que pluff, apagamos”.

Sobre manifestações: “Eu simpatizo com os protestos, mas não levam a lugar nenhum. Não construíram nada. Para construir, há de se criar uma mente política, coletiva, de longo prazo, com ideias, disciplina, e com método. E isso é antigo, ou parece antigo. Mas sem interesses coletivos, é difícil mudar. Não são os grandes homens que mudam as sociedades, mudam quando os protestos se organizam, disciplinam, têm métodos de longo prazo. Estes movimentos de protesto têm a vantagem do novo, e tentam alguma coisa nova porque desconfiam de todos os velhos, especialmente os partidos, por que perderam a confiança neles. Mas as primaveras têm se transformado em inverno por que não sabem aonde ir.”

Sobre política: “Temos de revalorizar o papel da política. Mas no mundo real, muita gente se mete na política por que gosta de dinheiro, estes devem ser expulsos porque prostituem a política. A política tem de ser feita com carinho, a política tem a ver com a harmonia das contradições que há na sociedade, tem de lutar para harmonizar este mundo frágil e cheio de contradições que estamos vivendo.”

Sobre seu reconhecimento: “Não é que me achem tão excepcional, me usam como uma maneira de criticar os outros. A última vez que estive na ONU escutei discursos de um presidente de um país europeu [Hollande, da França] pelo qual temos um respeito enorme pela cultura, por suas tradições, pelo que significou no mundo. Fiquei assustado, porque parecia um discurso neocolonialista. Eu não sou nada, sou um camponês com senso comum. Sem dúvida, estou vivendo uma peripécia. Talvez, se não tivesse passado tantos anos presos com tempo para pensar, fosse diferente.”

Sobre o Brasil e a América Latina: “Brasil vai fazer um campeonato do mundo lindo. Brasil deve apreciar o melhor que tem, não é a Amazônia nem o petróleo, é o experimento social de ser o país mais mestiço do mundo. E tem uma grande alegria de viver, mesmo com as dificuldades e isso deve à África. Por isso, a luta é que brasileiros sejam mais latino-americanos.”

A admiração de Llosa é genuína, mas há algo de condescendente em sua consideração. Mujica é também mais que um camponês com senso comum. É alguém em quem sempre vale a pena prestar atenção. Um mestre. Como disse Dante: “Com aquela medida que o homem usa para medir a si mesmo, mede as suas coisas”.

Sobre o Autor: Kiko Nogueira
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

19 de abril de 2014

Para que servem as agências reguladoras?

Numa época de dissimulação,
falar a verdade é um ato revolucionário.
George Orwell


Uma das “obras” realizadas pelas gestões de FHC e mantidas por Lula e Dilma foram as malfadadas Agências Reguladoras. Elas foram criadas quando começaram as privatizações dos setores de telefonia, energia, telecomunicações entre outras.

As Agências Reguladoras foram criadas através de Leis e tem natureza de Autarquia com regime jurídico especial. Consistem em autarquias com poderes especiais, integrantes da administração pública indireta, que se dispõe a fiscalizar e regular as atividades de serviços públicos executados por empresas privadas, mediante prévia concessão, permissão ou autorização. Sendo assim, o país tem hoje as seguintes agências:
Agência Nacional de Águas (ANA);
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC);
Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)
Agência Nacional do Cinema (ANCINE)
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
Agência Nacional de Mineração (ANM) - em processo de criação para substituição do DNPM.

O objetivo deste monte de cabides de empregos seria a princípio regular o mercado atuando entre as empresas recém-privatizadas e o público em geral, dando suporte, regulamentando os setores, punindo excessos e erros destas agências. Entretanto, com o passar do tempo, transformaram-se em enormes elefantes brancos da administração pública federal. Trabalham para as empresas dos seus setores e não para a sociedade.

Um dos exemplos é a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar que não dá ao cidadão comum que possui planos de saúde a mesma tranquilidade que ele merece e pelo qual paga muito caro. Aplicam multas que o cidadão comum jamais vai ter certeza absoluta se foram aplicadas as empresas de plano de saúde e se entraram efetivamente nos cofres públicos.

A mesma coisa acontece por exemplo com a ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Não tem numero suficiente de fiscais, não consegue punir rigorosamente aqueles que fraudam os nossos combustíveis, nem tampouco conseguem exigir dos produtores e distribuidores combustíveis de qualidade e sem adição de água, solvente, querosene e outras porcarias no líquido pelo qual pagamos tão caro.

Estas agências possibilitam a contratação, por exemplo, de um ex-dono de empresa aérea cuja aeronave caiu em solo nacional e teve sua caixa preta trocada para evitar punições da própria ANAC e da Justiça brasileira. Pois o manganão após o acidente e durante as investigações lentas e carregadas de omissões e corrupção assistia a tudo dando ordens do outro lado do muro (Da vergonha, é claro).

Na verdade estas agências formam um exército sem armas, sem vontade política e à mercê do sistema que deveriam controlar fiscalizar e autuar em nome do povo brasileiro.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/02/1586745-ans-nao-cobra-planos-por-atendimentos-feitos-no-sus.shtml

Propagandas enganosas no Brasil!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com
quem não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson

No Brasil, a quantidade e o custo das propagandas realizadas pelo poder público são tantas e de tal ordem que em muitas gestões ultrapassam o que foi dispendido orçamentariamente com Educação, Saúde ou Segurança pública.

Além destes gastos obscenos, como por exemplo: Dilma Rousseff gastou em 2013 o equivalente a R$ 2,3 bilhões com publicidade. Um gasto que poderia ter sido em parte destinado para a Saúde que agoniza na UTI da imoralidade.

Para completar, temos situações em que já esperamos pelas peças publicitárias com antecedência, senão vejamos: Situação A; Governo e empresas estatais pagam por publicidade e a espalham pela mídia em geral (TV, Rádio, Internet, Revistas e Jornais entre outros).

Situação B; Algo de ruim acontece ou é denunciado pela mídia e após alguns dias aparecem na mesma mídia publicidades em profusão enaltecendo Governos, Empresas Estatais, Autarquias, para tentar levar a sociedade uma propaganda enganosa que consiga desmentir à denúncia ou suspeita levantada anteriormente contra sua imagem.

A Petrobrás torrou verdadeira fortuna em propagandas desde o ano passado, como que se preparando para a avalanche de denúncias que viriam e vieram a cair no colo dos brasileiros. A malfadada e absurda compra da Refinaria de Pasadena nos EUA era o verdadeiro motivo de tantas peças publicitárias da Petrobrás.

Eles ainda criam slogans fantásticos que tentam enganar o público. Por exemplo: Petrobrás; “O desafio é nossa maior energia” ou ainda “Gente. É o que inspira a gente”. Outro mais recente diz que nosso combustível é um dos melhores do mundo, quando sabemos que isso é mentira, nosso combustível é um dos mais caros do mundo e mais adulterados também.

O governo federal usa alguns slogans em suas peças publicitárias que são pura enganação, como, por exemplo: “Brasil, um país de todos” Quem são todos? O Brasil é um país de uma minoria que está no poder ou ao lado dele e que nos subtraem nossas riquezas e nossa esperança num futuro melhor e mais decente.

Outro slogan mais recente é “Brasil, país rico e sem pobreza”. Esse é tão mentiroso e fantasioso que seu autor deveria ser preso, junto com quem o aprovou. Somos ricos em quê? Alegria? Desinformação? Falta de Educação? Ausência de Saúde Pública? Violência nas ruas? E sem pobreza? O país está repleto de favelas, casas de palafitas, pessoas vivendo sem saneamento básico e até água potável.

Aqui em SP, também acontece o mesmo fenômeno publicitário, basta aparecer alguma denúncia na mídia e o governo tucano corre para aprovar centenas de peças publicitárias para tentar enganar os incautos. Se o problema é no Sistema Cantareira aparecem publicidades da SABESP, se o caso é policial, o governo corre a montar propagandas sobre o efeito policial e outras medidas que diz serem tomadas e que na verdade sabemos ser ato de desespero e mentira.

Em breve Metrô e CPTM vão fazer suas publicidades para tentar apagar o Cartel dos Trens que ainda está na cabeça dos eleitores paulistas e precisa na visão deles ser esquecida, nada melhor do que propaganda enganosa.

14 de abril de 2014

Precisamos melhorar muito como sociedade!

Perdoamos uma criança que tem medo de escuro facilmente.
A verdadeira tragédia da vida é quando homens têm medo da luz.
Platão

Muitos são os exemplos de que nossa gente bronzeada precisa rever urgentemente vários conceitos e modos de vida atualmente empregados no conjunto da nossa sociedade. Desde o péssimo “Jeitinho brasileiro” até o “Querer levar vantagem em tudo” passamos por uma série de conceitos equivocados e que nos ajudam a ter uma péssima imagem no exterior e dentro do nosso próprio país.

Elegemos péssimos candidatos muitas vezes por brincadeira, gozação, mas na verdade desconhecemos o próprio sistema eleitoral brasileiro e isso traz consequências que muitas vezes transformam o chamado voto de protesto num ato de burrice sem limites. Essas atitudes inconsequentes não é primazia de uma ou outra camada da sociedade, nela estão inclusas todas as letras que compõe as classes sociais de A a E.

Esta semana tivemos um exemplo que graças aos celulares e a internet ficou conhecido dentro e fora do nosso país. Claro que, com repercussão altamente negativa. Um jovem de classe média alta chega ao campus da UNB – Universidade de Brasília com seu veículo e abalroa outro veículo que estava estacionado corretamente naquele imenso estacionamento da UNB.

Ele iria fugir do local e de sua responsabilidade de cidadão honesto quando percebe que havia testemunhas e estas tinha celulares nas mãos. Ele então pega um pedaço de papel, se dirige ao para brisas do veículo danificado e deixa um bilhete: “Olá, meu nome é João. Bati acidentalmente no seu carro e alguém viu. Por isso, estou a fingir que escrevo meus dados. Desculpe”.

Ele não se chama João, não tem senso de cidadania nem de qualquer resquício de honestidade correndo em suas veias, apenas é mais um brasileiro levando vantagem sobre outro brasileiro vitima de uma sociedade perversa, mal administrada, porém, especializada em dar golpes e tentar se safar de seus equívocos, seus crimes e problemas.

Isso poderia acontecer em qualquer lugar do Brasil, porém, seria muito difícil imaginar que ocorra num país de primeiro mundo, onde o respeito pelo próximo é algo que vem de berço, vem do seio da família, sim, ainda existem famílias nos moldes tradicionais, daquelas que põe crianças no mundo, criam, educam e tornam as crianças cidadãs autenticas.

Enquanto isso nós aqui no quinto mundo vamos convivendo com os “Joãos” da vida. Somos os manés do mundo, pensamos ser espertos quando deveríamos ser inteligentes e honestos.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Gestor Público.

7 de abril de 2014

Mais bandidos, menos policiais!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

Quando assumiu o governo do Estado de São Paulo em 1995 o governo do PSDB que está no poder até os dias atuais resolveram vender a maioria das empresas estatais do Estado. Venderam Banespa, CPFL, Cesp, Cteep, Eletropaulo, Nossa Caixa e muitas outras empresas e seus patrimônios para grupos estrangeiros e nacionais. Com isso se livraram de milhares de empregados que faziam parte da folha de pagamento das mesmas.

Mas este mesmo partido “progressista” desde que assumiu o poder vem reduzindo também a cada ano seu contingente efetivo de policiais civis e militares. Claro que, o motivo é que eles custam caro à folha de pagamento do Estado, isso na visão míope de quem governa o mais rico Estado da Nação.

Em dez anos o índice caiu de 314 para 282 policiais por cada cem mil habitantes. A policia civil tem uma defasagem de 3.300 homens em sua equipe. Para efeito de comparação, a Itália, em 2012, tinha 465 policiais por cem mil habitantes. Lá, o índice de roubos era de 105 casos por cem mil habitantes enquanto no paraíso tucano em SP a taxa era de 608 roubos por cem mil habitantes.

Isso não é tudo, não há investimento em polícia científica, não há investimento em aparelhamento dos Institutos médicos legais no Estado. Os salários dos delegados e demais policiais é pífio e fica abaixo dos demais Estados do país, inclusive os mais pobres como Piauí e Maranhão. Uma completa vergonha.

Claro que, existem recursos em abundância para torrar com publicidade, mas não tem para construir presídios, para reformar o sistema penitenciário do Estado nem para aumentar o efetivo policial. Assim como não tem investimento maciço para o sistema educacional que poderia em tese ser o melhor antídoto contra a criminalidade a médio e longo prazo.

Os policiais da ativa esperando melhores condições de trabalho, equipamentos e o aumento do efetivo para poder combater a criminalidade, que ao contrário do governo do Estado de SP se equipa, crescem em número e em condições de dominar a sociedade amedrontada e sem saída.

As seguidas explosões de Bancos e Caixas eletrônicos não deixam dúvida de que lado está o poder neste momento em SP. Os bandidos têm mais armas, mais informações e maior número de contingente que a policia paulista.

Sempre que isso é levantado em SP o governador Geraldo Alckmin corre para os microfones apressadamente e mentirosamente diz:
_ Vamos abrir um concurso público e contratar milhares de policiais ou ainda:
_ Vamos remanejar policiais que estão fazendo trabalho burocrático e aumentar a força policiais nas ruas...

Dias depois, tudo volta ao normal e nada do que foi prometido nestes últimos 20 anos é cumprido. A sociedade que elege é a que mais sofre com a crescente violência nas ruas, dentro das suas casas, nos restaurantes que sofrem arrastões, nas explosões de caixas eletrônicos, nos assaltos, nos roubos de carros, sequestros e todo tipo de violência que possam ser praticados contra o cidadão.

6 de abril de 2014

A Petrobrás e o povo são as vitimas!

“Política é a arte de conciliar os interesses
próprios, fingindo conciliar o dos outros”.
Menotti Del Picchia

A Petrobrás está em evidência neste começo de 2014, menos por sua história, por suas descobertas de bacias petrolíferas, mas muito por erros cometidos por quem deveriam zelar por seus negócios e destino.

Depois de toda euforia pela descoberta ou pela possibilidade da extração de petróleo da camada do pré-sal veio à ressaca e com ela a exposição pública de negócios realizados em Pasadena que demonstram que a empresa foi dominada por politicagem em substituição ao critério técnico em sua direção principalmente em seu Conselho de Administração.

O governo petista aparelhou algumas empresas dando a seus aliados, seus sindicalistas e também para seus membros derrotados nas urnas. Com isso as empresas deixaram de ter foco no negócio e passaram a ser palanque de negociatas e de péssimos negócios, fazendo com que perdessem credibilidade e valor acionário.

A Petrobrás tem gasto milhões com publicidade nos quatro primeiros meses deste ano, para tentar recuperar sua combalida imagem no país e fora dele principalmente. Os prejuízos são inevitáveis e começam a incomodar os acionistas.

A compra de uma Refinaria em Pasadena nos Estados Unidos é apenas a ponta do iceberg da incompetência, arrogância e total falta de critérios técnicos para administrar uma empresa que é a maior do país.

A Refinaria Pasadena (EUA) havia sido vendida em 2005 para a empresa Belga Astra Oil por U$ 42,5 milhões de dólares. Um ano depois a então presidente do conselho de administração da Petrobrás Dilma Rousseff autoriza a compra de metade da Refinaria por U$ 360 milhões. Em 2012 depois de longas discussões e processos a Petrobrás é obrigada a pagar mais U% 820 milhões à empresa belga. Sem contar que em 2007 a Petrobrás pagou U$ 85 milhões para compensar a receita da sua sócia.

Em resumo, a Petrobrás gastou a bagatela de U$ 1,3 bilhões (um bilhão e trezentos milhões de dólares), numa refinaria que valia tão somente U$ 42,5 milhões.

Para a empresa Belga Astra Oil não foi um negocio belga e sim um rentável negócio da China. Encheram os bolsos à custa da incompetência e da forma imoral com que políticos e seus paus mandados gerenciam nossas empresas, autarquias e o Estado brasileiro.

A conta do prejuízo da Petrobras pela compra da refinaria americana de Pasadena, no Texas, pode ficar ainda maior. Autoridades da região do Texas, nos Estados Unidos, cobram mais alguns milhões de dólares da refinaria na Justiça. A Refinaria de Pasadena fica numa área isenta de tributos federais e alfandegários. Mas, como compensação, esses valores têm que ser repassados ao Condado, que engloba mais de oitenta cidades da região, incluindo Pasadena e Houston, a maior cidade do Texas.

Cansei de ouvir na porta da empresa que trabalhei discursos inflamados de sindicalistas petistas pregando a honestidade, moralidade e competência do partido dos trabalhadores, que no poder nunca foi dos trabalhadores e sim, dos patrões, das negociatas, dos lobistas, dos corruptos e dos que querem se locupletar em cima do erário.

Hoje, passados quase dez anos, percebo que aquilo era apenas um discurso de tolos que jamais entenderam o que realmente estava por trás daquilo que eram obrigados a pregar à exaustão na portas de fábricas e das empresas estatais com a própria Petrobrás.

O povo brasileiro e a empresa Petrobrás não têm culpa, mas são as vitimas desta imensa corja de predadores. Uns por que votaram no PT e outros por que permitiram serem usados pelo mesmo partido. O link abaixo mostra como a empresa uso de seu poder para contornar a lei de licitações a revelia do MP:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1436864-petrobras-fecha-r-90-bi-em-contratos-sem-licitacao.shtml