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15 de abril de 2023

De repente o discurso de ódio começa a brotar na sociedade em forma de crimes!

 

Durante cinco anos (2017-2022), o ex-militar expulso do exército, ex-vereador, ex-deputado e ex-presidente discursou de forma a propor liberação de armas indistintamente, disseminar ódio contra Lula, Dilma, PT, partidos de esquerda, jornalistas, mulheres em geral, índios, negros, quilombolas, enquanto governava para a elite financeiras, empresários do setor do agro, grandes grupos financeiros, latifundiários, madeireiros ilegais e garimpeiros fora da lei.

Este ódio está registrado em áudios, entrevistas, vídeos e não pode ser contestado jamais. Ele proferiu a seguinte frase em 1º de setembro de 2018: "vamos fuzilar a petralhada" em um evento de campanha em Rio Branco (AC). Para deixar claro que não era em sentido figurado, ele pegou um tripé de uma câmera e fingiu estar disparando uma metralhadora.

E durante os quatro anos de seu desgoverno medíocre, a única coisa que progrediu foram as ofensas, falas odiosas, a agressividade constante contra jornalistas e todos que ousassem discordar do então presidente.

Não à toa esse comportamento culminou com a interrupção de estradas após sua legítima derrota na eleição de 2022. Não menos à toa, os aloprados invadiram a Praça dos Três Poderes destruindo as instalações do Palácio do Planalto, STF e Congresso Nacional. A horda de vagabundos seguia as ordens dos bolsonaristas espalhados pelo país através de mensagens cifradas passadas pelo WhatsApp, Telegram e Redes Sociais.

Tudo com apoio de ex-ministros, militares das FFAA e policiais militares, que ajudaram, apoiaram e permitiram que atos de vandalismo e terrorismo fossem realizados a bel prazer.

Hoje, quatro meses após sua derrota, a sociedade começa a conviver com ataques a escolas por alunos de 13 anos de idade portando facas, loucos colocando bombas em supermercados, cemitérios e escolas, descoberta de inúmeras células nazistas.

Não dá para dissociar o Mito destes atos que acontecem no país, até porque junto com a barbárie criminosa, vieram as Fake News espalhadas pela mesma escória que atuou nas eleições mentindo e levando desinformação contra partidos e pessoas. Eles agora usam as mesmas redes sociais e aplicativos de comunicação para levar medo, pânico e desinformação.

As autoridades policiais, judiciais e do governo precisam agir rapidamente, com o rigor de quem ataca terrorismo. É preciso agir com firmeza contra esses bandidos seguidores do mais vagabundo político que o país já teve um dia desde seu descobrimento.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

12 de abril de 2023

Após 100 dias de governo, celebremos a volta da civilidade!

                                                           Foto Adriano Machado da Reuters

Depois de quatro anos de desunião e destruição, é preciso reconhecer os esforços de Lula para botar ordem na casa. Falta só calibrar melhor as metas para a política externa. 

Estamos lendo, nestes dias, que o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário de outros governos, não conseguiu emplacar uma nova marca nos seus primeiros 100 dias. Bom, para começar, me parece mais adequado dizer que já se passaram mais de 160 dias de Lula 3, lembrando que ele assumiu logo depois das eleições, quando Jair Messias Bolsonaro, de birra, recusou-se a governar o país. E foi melhor assim, pois até então vínhamos tendo um desgoverno.

Dizem que Lula só relançou seus antigos programas – como o Bolsa Família e o Minha casa, minha vida – e nada de novo. Bom, acredito que estes foram reativados não por falta de novas ideias, mas pela persistência de problemas antigos. Por outro lado, acho que Lula lançou sim uma nova marca: a da união e reconstrução. Pois encontrou um país desarrumado, uma administração desarrumada, com as contas públicas totalmente desarrumadas. Desde então, se esforçou para colocar ordem na casa – uma tarefa que ainda vai demorar muito para ser concluída.

2023 não é 2003

Por outro lado, Lula encontrou um cenário completamente diferente do de seu primeiro governo. O ano de 2023 não é o de 2003. Falta o boom das commodities, que deixou o Brasil rico naquela época. Falta o entusiasmo da sociedade brasileira que, em 2002, elegeu Lula por uma ampla vantagem sobre um adversário "amigável", José Serra. Em 2022, o Brasil, violentamente polarizado, deu a Lula a vitória por uma margem mínima sobre Bolsonaro.

Outra grande diferença: o Congresso de 2003 não era essa bacia de tubarões famintos por emendas e orçamento secreto como o atual. Até agora, a real força de Lula no Congresso ainda não foi testada. Não sabemos o placar da briga entre Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, não sabemos como o Centrão se rachará e quem ficará ou não na oposição. Em relação ao Congresso como um todo, só sabemos que há uma oposição bolsonarista que veio para gritar e tumultuar. E já a ouvimos.

E last but not least, Lula teve que enfrentar uma resistência violenta de golpistas, que culminou nos ataques do dia 8 de janeiro, em Brasília. Parece-me que os acontecimentos daquele dia até ajudaram Lula a desmontar o circo bolsonarista e juntar as forças democráticas num exorcismo político para expulsar os espíritos malignos. Por enquanto funcionou. Bolsonaro parece estar mais preocupado com seus processos na Justiça do que em lidar com a oposição.

Ajustes na política externa

De resto, economia e tal: "o mercado" já se tranquilizou com o esforço da equipe de Fernando Haddad em propor um caminho razoável para arrumar as contas. E Lula parece já ter entendido que bater de frente com Roberto Campos Neto para obrigá-lo a baixar a Selic não funciona. E que tampouco faz sentido comprar brigas desnecessárias com a turma de Sergio Moro. Ignorá-lo será mais saudável para o presidente.

Agora só falta ajustar a política externa, a meu ver. É preciso focar os pontos fortes do Brasil: liderar as negociações globais sobre políticas ambientais e o combate às mudanças climáticas. Se Lula realmente quer ganhar o Prêmio Nobel da Paz, que não mire a Ucrânia, mas os problemas na América Latina, onde o Brasil deveria assumir uma liderança. Aqui, Lula tem o lastro político para negociar o fim pacífico da ditadura na Nicarágua, ajudar Gustavo Petro a desarmar as guerrilhas na Colômbia, buscar uma solução para o caos no Haiti e lutar por avanços democráticos na Venezuela e em Cuba.

Autor: Thomas Milz tem mestrado em Ciências Políticas e História da América Latina e, há 15 anos, trabalha como jornalista e fotógrafo para veículos como a agência de notícias KNA e o jornal Neue Zürcher Zeitung.

A verdade sobre processos de Privatizações no Brasil!

Desde que Margareth Thatcher começou um programa de privatizações no Reino Unido, controverso, combatido e muito criticado por gerar desemprego e aumentar a pobreza, alguns políticos brasileiros se alinharam com a política thatcherista e começaram a induzir a nossa sociedade para que fizéssemos o mesmo com nossas estatais.

No Brasil, esse processo de privatizações com a venda de empresas estatais ou parte de sua participação acionária para o setor privado, teve início na década de 1990, durante o curto governo de Fernando Collor de Mello, e continuou nos governos seguintes, principalmente nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

As privatizações tinham como mote, alguns fatores usados como justificativas, como a busca por reduzir o papel do Estado na economia, a necessidade de arrecadar recursos para sanar as finanças públicas e a busca por modernizar setores estratégicos, como energia, telecomunicações e transporte.

Algumas das principais empresas privatizadas no Brasil foram a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Telebrás, a Companhia Paulista de Força e Luz, Eletropaulo e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

O processo de privatizações no Brasil gerou controvérsias e debates acalorados, com críticos argumentando que a venda de empresas estatais pode levar à perda de controle do Estado sobre setores estratégicos e à demissão de trabalhadores. Por outro lado, defensores argumentam que a privatização pode levar à uma melhoria da eficiência e da qualidade dos serviços prestados, além de gerar recursos para o Estado.

A verdade é que, com raras exceções, o processo foi realizado com a venda de empresas por preços muito aquém do seu verdadeiro valor. A Vale do Rio doce foi vendida no governo FHC por R$ 3,3 bilhões, quando a sua avaliação era de que esse valor deveria ser dez vezes maior. Em SP, as empresas de energia foram vendidas por preços muito inferiores ao verdadeiro valor que possuíam.

Os recursos arrecadados sumiram e nada foi feito para investi-los em saúde, educação, obras de saneamento e habitação. Nem tampouco houve a modernização dos setores estratégicos, com exceção da telefonia. Temos o exemplo do setor das ferrovias que foi completamente sucateado e desmontado no país.

O processo gerou desemprego, não reduziu preços de tarifas, vide a energia elétrica por exemplo, onde não houve investimentos em distribuição, transmissão nem geração de energia. Até outro dia na gestão pífia de Bolsonaro, falava-se em privatizar a Empresa de Correios e Telégrafos. Por que não abrir para empresas internacionais poderem atuar no segmento de forma a termos preços melhores e mais tecnologia no setor?

A verdade não dita é que as vendas estão quase sempre atreladas à grandes negociatas, muita gente levando dinheiro por fora, de lobistas, de empresas que participam dos leilões e de grandes grupos interessados em comprar empresas a preço de banana.

        Para fins de conhecimento, essas foram as principais privatizações feitas pelos governos federais nos últimos anos:

Privatizações por governo federal

Governo Collor (1990-1992)

Usiminas

Celma 

Cosinor

Governo Itamar (1992-1994)

Embraer

Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)

Governo FHC (1995-2002)

Vale

Telebrás

Embratel

Banespa

Banco Meridional

Governo Lula (2003-2010)

Rodovias federais (como a BR 101)

Hidrelétrica Santo Antônio

Hidrelétrica Jirau

*concessões

Governo Dilma (2011-2016)

Rodovias (como a Ponte Rio-Niterói e a BR 050)

Aeroportos (como os de Guarulhos e Brasília)

*concessões

Governo Temer (2016-2018)

Eletroacre

Ceron

Governo Bolsonaro (2019-2022)

Eletrobras

Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)

BR Distribuidora

Liquigás

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.