Seguidores

25 de novembro de 2019

Século XXI com cara de Século XIX no Brasil!

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos
enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos
fizeram-nos céticos; nossa inteligência,
empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia
e sentimos bem pouco. Charles Chaplin

No decorrer da década de 80 em São Paulo, ouvi, li e até participei de diversas palestras e cursos que falavam da necessidade de nos prepararmos para a chegada do Século XXI. Toda vez que isso acontecia era um enorme frisson, cercado de apreensão pelo desconhecido e por informações desencontradas a cerca do que realmente iria acontecer a partir de 01 de janeiro de 2001.
Não havia internet no Brasil em 1980, o celular era apenas um sonho ou uma ilusão dos filmes de ação. A tecnologia ainda muito atrasada dificultava completamente o planejamento e a correta interpretação do que viria pela frente.
O certo é que ninguém imaginava essa onda que varreu o mundo desde a Globalização, passando pelo avanço da tecnologia, robótica, informática avançada e tantas outras coisas que se sucederam com enorme rapidez neste curto período.
Entretanto, muitos administradores, estrategistas, podem até ter previsto muito do que hoje vivemos, mas duvido que tenham imaginado ao menos no Brasil, que iríamos regredir tanto no campo das relações humanas, no trato com o ser humano e na política nacional.
Claro que, isso não é exclusividade brasileira, vivemos em vários cantos do planeta uma onda de intolerância que jamais imaginávamos fosse persistir no novo século. O racismo sobrevive e continua horrorizando a todos. Ressurgem na Europa e em vários locais, células nazistas, ogros travestidos de adeptos da “supremacia branca”, algo que pensávamos ter ficado no túmulo de Hitler em 1945.
A verdade é que paradoxalmente vivemos num mundo altamente tecnológico, com avanços na indústria, medicina, engenharia ao mesmo tempo que convivemos com ataques raciais, homofóbicos completamente sem sentido.
No Brasil e nos demais países pobres, naturalmente a Educação anda para trás, apoiada por políticos corruptos de esquerda ou sem cérebro de direita. Educar e informar é algo que não combina com os políticos que nos governam, quanto maior o atraso melhor o resultado nas urnas.
Neste particular o Brasil é muito bem servido, pois o eleitorado (38%) alçou ao poder políticos ainda piores do que os dos mandatos anteriores. Boa parte desqualificada, sem projeto político, urrando ofensas e propondo coisas que não estão no escopo daquilo que podemos chamar de avanço.
Em São Paulo, na Assembleia Legislativa Estadual teve uma proposta do Deputado Frederico D’Ávila – PSL-SP, propondo homenagear um dos maiores assassinos do Chile. O general que comandou a ditadura militar de 1973 a 1990. Este sanguinário foi o responsável direto por mais de 3.600 mortes, além de promover a tortura de mais de 40 mil pessoas.  
Em Brasília, deputados postam imagens da Constituição Federal sendo jogada no vaso sanitário, enquanto outros homenageiam o general Ustra, um dos maiores assassinos e torturadores da ditadura militar no Brasil entre 1964 – 1985.
A sociedade não fica atrás, pais não vacinam seus filhos baseados em informações falsas emanadas em redes sociais sem conteúdo científico. Estes pais preferem expor seus filhos a doenças e provocar o contagio de inocentes. Isso é um dos sinais do atraso incompatível com o avanço tecnológico e científico do mundo em que vivemos neste século XXI.  

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.

Nenhum comentário: