10 de outubro de 2015

No Brasil fiscalização somente com uso de radares!

“Quando o dinheiro fala, a verdade cala"
Provérbio Chinês



Se existe algo que definitivamente não funciona no Brasil, é a fiscalização do poder público sobre as coisas que são regulamentadas por leis, códigos e regras criadas pelo poder legislativo e muitas vezes pelo próprio Executivo nas três estâncias de poder (Municipal, Estadual e Federal).
A única forma de fiscalização que os governantes adotam e gostam muito são aquelas que utilizam radares para auferir a velocidade dos veículos nas ruas e estradas, preferencialmente as que são fixas e não precisam de servidores ou terceirizados.
Nos municípios é comum a ausência da vigilância sanitária na fiscalização da comercialização de alimentos. Tudo é falho, não por falta de servidores, muito pelo contrário, falta capacidade, planejamento e vontade de fazer o que é certo.
Temos visto campanhas insistentes para que o brasileiro se alimente de forma adequada consumindo alimentos saudáveis, porém, raramente os mesmos veículos da mídia falam sobre um assunto importantíssimo que é a qualidade destes mesmos alimentos.
Em 2014, 31% dos alimentos que compunham a cesta básica no Estado de SP tinham incidência de agrotóxicos proibidos ou em quantidade acima da permitida para aqueles produtos.
Se em SP isso acontecia imaginem nos Estados mais pobres e mais distantes? O resultado revelou falhas na fiscalização do controle de qualidade dos alimentos comercializados em todo território nacional.
Um retrato desta situação está na CEAGESP - Cia. De Entrepostos e Armazéns Gerais em SP. Esse que é o maior armazém comercial da América Latina, por onde passam 30% de toda produção nacional de alimentos.
Não há controle, não há cuidado, não há fiscalização e os alimentos vão para as mesas dos restaurantes e dos nossos lares carregadas de produtos químicos que destroem aos poucos a saúde do povo brasileiro.
Segundo dados estatísticos o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Muitos destes produtos são altamente cancerígenos, parte deles banidos nos países de primeiro mundo, onde existe por parte das autoridades preocupação com a saúde do povo.
Os riscos de saúde vão desde a intoxicação da pele, olhos, dificuldades respiratórias, malformações congênitas, alterações no sistema hormonal até o câncer.
É um risco absurdo e mesmo tendo gastos astronômicos com o SUS, o governo nada faz para prevenir e evitar que estas doenças se somem as muitas outras que se acumulam e consomem bilhões da saúde pública no país.
Quem deveria fiscalizar e não o faz adequadamente: 
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária: Responsável por analisar se a quantidade de agrotóxicos presentes nos alimentos é tóxica para o organismo humano. Só pelo fato de ser uma agência, já demonstra que não vai atuar jamais com qualidade e eficiência no país, vide outras agências que existem e nada fazem no Brasil como ANAC, ANEEL, ANA, etc.
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: São responsáveis por fiscalizar os estabelecimentos comerciais que produzem, importam e exportam agrotóxicos no país. Desnecessário perdemos tempo em analisar a incompetência de ministérios no país. Possuem cabides enormes de emprego e não conseguem executar nada que seja a favor do povo.
IBAMA – Ministério do Meio Ambiente: Deveria garantir que os agrotóxicos não estão destruindo o ambiente como rios e matas nativas: Pobre meio ambiente, quando se pensa que o IBAMA é o seu protetor. Não há como não chorar ao pensar que no país do desmatamento e da transformação de florestas em pastos, temos um órgão como este para protegê-los.
Resta ao povo brasileiro apenas duas coisas que todos deveriam fazer diariamente: Rezar muito e lavar a exaustão os alimentos que serão consumidos em nossas casas, colocando vinagre ou produtos específicos para matar alguns micro-organismos.
Ou ainda esperar que os governantes consigam um radar para medir a velocidade com que a indústria dos agrotóxicos está nos envenenando e nos matando lentamente.

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