27 de setembro de 2014

39 homens e nenhum segredo (nem serviço)

                   "As dúvidas são mais cruéis
do que as duras verdades"
Moliére

Na ditadura militar o general Geisel ampliou o número de ministérios para dezenove, na época algumas críticas foram feitas timidamente visto que, vivíamos num regime de exceção e liberdade de expressão não era um produto muito apreciado pelos militares de plantão e seus censores com curta inteligência.
Hoje mais de vinte e cinco anos após o fim daquele regime, estamos com uma democracia instaurada, voto livre, imprensa livre e ninguém questiona o absurdo do número de ministérios do governo federal. Para quem não sabe, são 39 ministérios entre os quais a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Ministério da Seca, da Pesca, das Cidades, do Interior, da Integração Nacional, etc.
Esses ministérios não produzem praticamente nada e isso não é segredo para ninguém. É tanta improdutividade que o MST poderia invadir e tomar posse, pois são áreas sem atividade em favor do povo brasileiro.
Os produtos que compõe a mesa do assalariado e o álcool combustível dispararam seus preços, com isso elevaram a inflação de forma significativa. Pois nenhuma atitude foi tomada por nenhum ministro, nenhum estoque regulador foi criado, nenhuma exportação foi sequer pensada para fazer os preços recuarem.
Nada, absolutamente nada foi sequer cogitado. E o mais grave é que esse é o comportamento padrão, aconteça uma crise aérea, acidente ambiental, estiagem ou tenhamos qualquer problema, a omissão e a inércia é total na esplanada dos ministérios.
Os ministros só não têm preguiça para gastar dinheiro do erário com verbas livres de publicidade e despesas de viagem pelo mundo afora sem que haja quaisquer tipos de controles ou políticas de reduções de despesas.
Aliás, a única coisa que Dilma faz é gastar sem que em tempo algum tenha feito um mísero esforço para economizar a montanha de dinheiro arrecadado em impostos escorchantes. Dilma não tem planos de governo que envolva estratégia de economia de recursos públicos, redução da folha de pagamento ou redução dos gastos monumentais da máquina federal.
São 39 ministérios com ministros nomeados em troca de favores políticos eleitoreiros junto aos partidos aliados da base governista sem que necessariamente os indicados tenham passado pelo simples crivo técnico de conhecimento da pasta que ocupam.
Ao contrário, hoje em dia os deputados sequer indicam seus apadrinhados, preferindo eles próprios tomarem posse. Isso faz com que tenhamos dois problemas, o primeiro é que os deputados não têm necessariamente conhecimento técnico para a pasta a ser ocupada e o pior, seu desconhecido suplente irá para a Câmara Federal ou Senado.
O número elevado de Ministérios ainda proporciona a criação de centenas de cargos de assessores, assistentes, especialistas em coisa alguma num verdadeiro festival de desrespeito ao povo. O país funciona por osmose e também pelo esforço da nossa sociedade civil que apesar de não ter apoio governamental, cresce e ajuda a desenvolver a nossa economia.
Apenas para efeito de comparação, há mais de quarenta anos atrás o governo Jânio Quadros começou sua gestão com 15 (quinze) ministérios, isso durou até o governo Geisel. Collor e Fernando Henrique Cardoso também criaram ministérios, mas o PT exagerou na dose e além de ampliar os ministérios propriamente ditos, ainda deu status de Ministérios a várias secretárias cujas finalidades são amplamente discutíveis do ponto de visto ético, moral e funcional.

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