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1 de agosto de 2024

A absurda aceitação da barbárie como método de ação política!

  

Ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. Foto Joédson Alves da Agencia Brasil.

Nos últimos tempos, tem-se observado uma estranha e absurda aceitação da barbárie como método de ação política. No Brasil e em diversas partes do mundo, atos de violência física e simbólica têm sido justificados por líderes e movimentos políticos como meios legítimos para atingir certos fins. Essa tendência é profundamente preocupante e sugere um retorno a práticas que a humanidade, em seu progresso civilizatório, deveria ter superado.

O atentado ao ex-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, foi o mais recente episódio de violência política de grande magnitude. “O ex-presidente e candidato republicano na corrida à Casa Branca neste ano Donald Trump sofreu um atentado neste sábado (13), por volta das 18h15 (horário local), durante um comício na Pensilvânia. Logo após o incidente, ele foi levado às pressas pelo Serviço Secreto americano para fora do palco, ensanguentado, após ter sido atingido de raspão na orelha” (fonte: InfoMoney). Independentemente da repulsa que se possa ter em relação às ideias e práticas do candidato Trump, não é admissível que sua derrota política ocorra por meio de um assassinato. Sequer é aceitável tomar o ocorrido como uma grande encenação sem as provas consistentes para se fazer essa afirmação.

A barbárie, assim entendida como a apologia e a prática de violência cruel e desumana, esteve presente ao longo da história da humanidade. O progresso civilizatório, representado por excelência na ideia de dignidade da pessoa humana, fez recuar consideravelmente o império da barbárie. Entretanto, observa-se um fenômeno bastante original. Vivemos um momento em que a violência encontra justificações ideológicas intensas e atraentes. Não são poucos os atores sociais, dentro e fora da arena política, que têm utilizado discursos que normalizam a violência, apresentando-a como uma resposta necessária a supostas ameaças ou injustiças.

Em boa medida, a aceitação da barbárie como método de ação política pode ser atribuída à polarização crescente em várias sociedades contemporâneas. As divisões políticas e ideológicas se aprofundaram, criando um ambiente no qual o “outro” é visto não apenas como adversário circunstancial com ideias e visão de mundo diferentes, mas como inimigo a ser destruído. Essa desumanização do oponente facilita a aceitação de medidas extremas, uma vez que a violência é vista como uma defesa legítima contra um perigo a ser evitado a todo custo.

Esse cenário aponta para algo especialmente preocupante. A violência deixa de ser um subproduto do aumento populacional, do avanço da criminalidade organizada e das desigualdades sociais. A violência decorrente desses fatores não busca legitimação no plano das ideias, não pretende ganhar corações e mentes e não persegue se estabelecer como prática social amplamente aceita.

Ademais, a propagação de informações falsas, meticulosamente elaboradas, e a manipulação midiática desempenham um papel fundamental na normalização da barbárie. Por intermédio das redes sociais e de meios de comunicação tendenciosos, notícias distorcidas e sensacionalistas ganham ares de verdade, exacerbando medos e ódios. Assim, atos de violência são frequentemente enquadrados como respostas esperadas e necessárias em contextos adredemente fabricados.

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Outro elemento crucial a ser devidamente ponderado é a ampla e disseminada desilusão com as instituições democráticas tradicionais, notadamente o sistema representativo baseado no voto popular periódico. Infelizmente, cresce a percepção de que os métodos pacíficos e institucionais são ineficazes para resolver os grandes e persistentes problemas socioeconômicos. Esse desencanto leva grupos cada vez maiores de pessoas a admitirem a violência como uma forma de ação direta e eficaz. Os acontecimentos do dia 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos da América (ataque ao Capitólio) e do dia 8 de janeiro de 2023 no Brasil (ataques às sedes do Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e Presidência da República) são profundamente emblemáticos.

As lideranças políticas desempenham um papel fundamental na aceitação da barbárie como método normal de ação política. Quando líderes fortemente reconhecidos dos milhões de pessoas justificam ou minimizam atos de violência, enviam uma mensagem perigosa à sociedade. Esse tipo de comportamento pode legitimar ações violentas por parte de seus admiradores, seguidores e apoiadores.

São particularmente devastadoras, no sentido de romper com os padrões mínimos de convívio civilizado, posturas políticas que apontam para: a) o armamento indiscriminado da população; b) a apologia à tortura e ao torturador (qualificado como herói); c) a aceitação da eliminação física de milhares de pessoas por divergências políticas e ideológicas e d) a impressionante redução do embate político a uma luta do bem contra o mal, que se resolve na eliminação física do “outro lado”.

A aceitação da barbárie como método de ação política também pode ser vista como um sintoma das graves crises vivenciadas pelas sociedades contemporâneas. A imensa maioria das pessoas não consegue identificar como resultantes do sistema econômico capitalista, na fase da financeirização rentista, os enormes e recorrentes problemas climáticos e a desigualdade socioeconômica crescente. Existe uma tendência, alimentada pela baixa conscientização política, de atribuir às instituições do sistema político os grandes males da atualidade. A ausência de mudanças significativas e populares, independentemente dos governantes de plantão (direita, centro e esquerda oficial), gera uma sensação de impotência e raiva que sugere ser a violência um caminho, ou o caminho, a ser trilhado.

A normalização da barbárie como método de ação política tem consequências devastadoras. Os problemas transcendem as vítimas diretas das violências físicas e simbólicas. Toda a sociedade sofre quando a violência se torna uma prática aceitável na seara política. A confiança nas instituições é minada, os laços sociais são enfraquecidos e a própria ideia de civilização é perigosamente posta em xeque. O custo humano e social é imenso. Os efeitos de médio e longo prazos, em praticamente todas as áreas das relações sociais, podem ser catastróficos. Nesse sentido, são especialmente preocupantes os aumentos de casos de assédios, de violência doméstica, no trânsito e contra as mulheres.

O contexto de avanço das diversas formas de violência, com lastro em movimentos de legitimação das respectivas práticas, exige a organização de uma ofensiva de reafirmação dos valores democráticos e dos direitos humanos. É essencial que lideranças políticas, organizações da sociedade civil, intelectuais e cidadãos em geral se posicionem publicamente e com firmeza contra a normalização da violência. A promoção do diálogo, da tolerância, da cultura da paz, da compreensão e afirmação da diversidade humana e da resolução pacífica de conflitos devem ser postos como prioridades permanentemente trabalhadas.

O processo educacional de uma forma geral, e a educação política em particular, desempenha um papel insubstituível na reversão do triste quadro de aceitação da barbárie e da violência que a caracteriza. É necessário fomentar uma cultura de paz desde a infância. Ensinar às novas gerações a importância da empatia é uma tarefa das mais nobres. O respeito à integridade física e emocional de todas as pessoas e a convivência harmoniosa com as mais diversas preferências humanas são valores a serem cultivados e fortalecidos em cada espaço e atividade social.

A construção de uma sociedade justa, livre, sustentável e solidária exige a supressão da barbárie e das violências que são próprias desse estágio primitivo de convívio social. O progresso da humanidade deve ser medido pelo afastamento contínuo em relação às diversas formas de violências físicas e simbólicas e pela afirmação e fortalecimento das práticas sociais informadas pelos valores mais nobres da cooperação, fraternidade e solidariedade.

Autor: Aldemario Araújo Castro – Publicado no site Congresso em Foco.

Na literatura, a memória em cena!

  

Artigo - Brasil de Fato - Imagem - Reprodução.

Como todos sabem, a nomeação das etapas da vida é construção histórica que guarda grande arbitrariedade. Ao longo da história este esforço classificatório foi muito rico em resultados, resultando numa pluralidade imensa de “idades da vida”. Ainda agora, elas variam, segundo a idiossincrasia pessoal e profissional do nomeador, de quatro a nove, e talvez mais, nunca se sabe.

Digo isso porque, segundo meu próprio umbigo, daqui a poucos meses estou entrando na 4ª idade, aquela que começa aos 60 anos de vida. Sintoma, talvez, do envelhecimento, as obras literárias sobre a memória têm chamado a minha atenção. Andei escrevendo contos e romances sobre este tema e a ele tenho voltado em minhas leituras, sobretudo as mais recentes. Termino de ler Memória de ninguém, de Helena Machado (Ed. Nós, 2022). Antes dele, li Essa coisa viva, de Maria Ester Maciel (Todavia, 224), que me chamou a atenção. E aqui, bem ao lado, Pedro Nava e Carlos Heitor Cony me aguardam!

Maria Esther Maciel, memória, "essa coisa viva"!

É lugar comum imaginarmos que a memória é coisa que pertence ao passado e que são nossas lembranças que nos configuram e nos dão identidade. Por isso, existem tantos rituais que nos fazem lembrar de onde viemos. No entanto, há muito as ciências humanas sociais e, agora, outras áreas do conhecimento, estão a nos dizer que memória é trabalho no presente sobre o passado e inclui, necessariamente, também o esquecimento. Somos o que somos porque nos esquecemos, podemos dizer com segurança. No entanto, antes das ciências, todas as formas de artes foram sempre pródigas em nos ensinar sobre a memória, muitas vezes no ato mesmo de sua elaboração.

O novo livro de Maria Esther Maciel, professora, pesquisadora, literata e minha colega na UFMG, joga água nesse moinho. Sob o título de "Essa coisa viva" (Todavia,2024), Maria Esther tece os fios de uma história em que Ana Luísa, a protagonista e narradora, conta toda uma vida de relações com a mãe. Numa relação marcada por sentimos ora ambíguos, ora contraditórios, e por abusos muitos, as figuras de mãe e filha que emergem dos relatos memorialísticos não são muito usuais, mas nem por isso pouco verossímeis.

De assunto a assunto, de um detalhe ao outro, falando de baratas ou de porcos de estimação, e tendo como circunstância imediata a necessidade de isolamento durante a pandemia de covid-19, a narradora vai palavreando medos, pequenas felicidades, muito ressentimento e sua elaboração da relação com uma mãe ao mesmo tempo ausente e castradora.

As violências maternas são muitas para com a filha, mas não apenas com ela. Todas as pessoas à volta de Matilde sofrem com suas mães. A ação bondosa e benfazeja do pai, ainda que atenue o sofrimento, não é suficiente para evitar os abusos da mãe e seus impactos ao longo da vida de Ana Luísa.

Não é por acaso que o início do relato se dê justamente no aniversário de um ano da morte da mãe. Tempo de memória, o aniversário provoca desassossegos, deslocamentos e elaborações. Ana Luísa vasculha lembranças, guardados, fotografias, cartas e compõe um retrato nem um pouco confortável das relações mãe e filha. Mas, passar por isso, ela sabe, é condição para se libertar da servidão a um passado que teima em não passar.

Em "Essa coisa viva" Maria Esther Maciel trata das dores e das delícias de ser o que é. Fala do cotidiano e como ele nos habita. Diz da família e do que sobre ela se evita dizer. Enfim, nos permite reencontros com nossos medos, sonhos e alegrias pequenas, como o que há de melhor em nossa literatura.

Memória e vida

O livro de estreia da escritora carioca Helena Machado, na mesma trilha do livro de Maria Esther, trata da elaboração do luto, diante da morte do pai. Ou, se preferirmos, dos lutos vividos ao longo da vida pela narradora, uma mulher prestes a completar 40 anos. E trata também, talvez de maneira mais aguda, da relação com a mãe.

Numa narrativa ágil e criativa, com leveza e densidade precisas, o texto nos conduz pelos labirintos da cabeça (e de todo o corpo!) e da memória para a produção e apresentação de um longo adeus. É um adeus provocado pela morte imediata do pai, mas é também um longo adeus de uma vida em que se viveu (e se morreu) sob o signo de silêncios, de violências, dos remédios e da falta de perspectivas para se sair do círculo vicioso dos relacionamentos abusivos.

Palavrear o luto, elaborá-lo, transformar a morte em memória e tentar seguir em frente, exige, no livro, um acerto de contas com o passado. Acessá-lo é trabalho da memória. Como retirar o esquecimento, ou melhor, como trazer à luz experiências traumáticas que, pela obscuridade produzida pela vergonha e pelo medo, impedem o viver?

O morto é, pois, uma condição do diálogo entre os vivos, ou melhor, entre as vivas: a narradora, suas irmãs gêmeas e a mãe das três “meninas”. A casa, o carro, as viagens, os papeis com os investimentos do pai, a relação com namorados... tudo vai, sob o liame da memória, sendo costurado numa enorme colcha de retalhos sobre a vida e a morte que fazem parte do viver. Saídas há, para o luto e para a vida, mas tomá-las exige escolhas cotidianas, que nunca fazem cessar a angústia dos vazios que atormentam os viventes. Aprender a conviver com eles, aprender a conviver consigo, é parte das histórias que são contadas no ótimo livro de Helena Machado.

Ambos os casos, num esforço esmerado e sensível, as escritoras dessacralizam as relações familiares e mostram que este é um universo que pode, também, ser fonte de muitos sofrimentos. Nestes tempos em que há um hiper investimento em uma visão idílica de família, tais obras nos ajudam a manter os pés mais firmes na realidade, ainda que seja por meio da ficção. 

Autor: Luciano Mendes de Faria Filho é pedagogo, doutor em Educação e professor titular da UFMG. Publicou, dentre outros, “Uma brasiliana para a América Hispânica – a editora Fondo de Cultura Econômica e a intelectualidade brasileira” (Paco Editorial, 2021). Publicado no Site Brasil de Fato.

Ensinar é intervir no mundo!

  

Foto de Tânia Rêgo - Ag. Brasil.

Nos meses de maio e junho, a convite de integrantes das equipes gestoras das escolas públicas em que trabalhava, realizei a formação “Educação antirracista: ensinar é uma forma de intervenção no mundo”.

Agradeço às profissionais que me convidaram para desenvolver esses encontros com meus colegas de equipe, pois, entre outras considerações possíveis, constituíram alguns de meus últimos atos enquanto professor da rede pública básica. Isso porque, fui aprovado em concurso para docente do curso de Pedagogia na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, onde iniciei minhas atividades neste mês de julho. Posso dizer que foi uma bela oportunidade de compartilhamento de análises e sinalizações de questões elementares para o trabalho educativo, diante de sua notável função social, com base em minhas pesquisas e vivências.

Os momentos de estudo coletivo foram estruturados em três etapas: de início, leitura e comentários de um trecho do livro Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, intitulado “Ensinar exige entender que a educação é uma forma de intervenção no mundo”, inspiração para o título dos encontros; na sequência, uma exposição dialogada, com recursos textuais, fotos e outras imagens, sobre os conceitos de raça e etnia e questões étnico-raciais no Brasil, trazendo um exemplo de educação antirracista e as discussões efervescentes na atualidade; por fim, atividade em grupos, apresentada em círculo, com análise de situações concretas e indicações de intervenções pedagógicas, isto é, no mundo, com base em princípios antirracistas.

Após a leitura do trecho de Paulo Freire, durante as argumentações, um professor destacou, e outros concordaram, a relevância do seguinte excerto: “tão importante quanto ele, o ensino dos conteúdos, é o meu testemunho ético ao ensiná-los. É a decência com que o faço. É a preparação científica revelada sem arrogância, pelo contrário, com humildade. É o respeito jamais negado ao educando, a seu saber de ‘experiência feito’ que busco superar com ele. Tão importante quanto o ensino dos conteúdos é a minha coerência na classe. A coerência entre o que digo, o que escrevo e o que faço”.

Além disso, diversos professores, externaram inquietações, leituras, atividades realizadas e também destacaram outras passagens do texto, contribuindo para que cada momento fosse ainda mais significativo. Na escola municipal, tive que realizar dois encontros para dialogar com as equipes do turno da manhã e da tarde. Neste último, com as profissionais que atuam no ensino fundamental I, nos alongamos tanto no debate e partilhas de experiências em sala de aula que não foi possível realizar a terceira parte, com verificação de casos e indicativos de resolução.

Contudo, deixei os materiais para que possam fazer isso em outra reunião de estudo. No encontro da escola estadual, os jovens que integram o Coletivo Negro, movimento social articulado no interior da unidade, acompanharam, e, ao final, também fizeram colocações sobre a complexidade e necessidade da luta antirracista. Foi emocionante!

Porém, mesmo diante de um momento tão rico de formação continuada remunerada, um direito dos profissionais em educação, conquistado por meio de lutas históricas, com paralisações, greves, manifestações, debates políticos e ações na Justiça, alguns colegas insistiram em suas posturas tacanhas, distraídas, indiferentes, saindo antes da hora ou querendo fazer uso de celulares e/ou computadores. Ou seja, comportamentos incoerentes em relação ao que, em geral, os próprios educadores questionam no cotidiano escolar.

É preciso dizer, sim, que existem professores que não planejam suas aulas e não sabem como conduzi-las e, também, não se esforçam para melhorá-las. Outros que faltam deliberadamente, pelos mais variados motivos. Há casos de docentes que não avaliam os estudantes, que gritam, que ofendem, que distratam, que manifestam todo seu ódio, suas frustrações, suas angústias, seus preconceitos sobre aqueles a quem deveriam estimular, orientar, acolher, apresentar conhecimentos, indicar caminhos nesse mundo tão bonito e ao mesmo tempo hostil! Pessoas com falas mentirosas e comportamentos agressivos, exemplos de má educação. Como podem ser aceitos e remunerados como educadores?

Se consideramos errado e defendemos mecanismos de responsabilização e de punição para aqueles que, vivendo em uma sociedade estruturalmente racista, reproduzem atos racistas; para aqueles que, vivendo uma sociedade basilarmente machista, reproduzem atitudes machistas; para aqueles que, vivendo em uma sociedade explicitamente violenta, cometem ações de violência, e assim por diante; aceitaremos que educadores, que têm deveres fundamentais para o desenvolvimento de crianças e jovens, sob justificativas sistêmicas, causem prejuízos por negligência, por egoísmo, por despreparo, por desequilíbrio, por flagrante descompromisso?

De forma geral, três medidas, que precisam ser desdobradas em variadas e por vezes complexas ações, porque envolvem aspectos sociais, comportamentais, econômicos e políticos mais amplos e profundos, precisam ser consideradas, e não necessariamente nesta ordem, para que tenhamos um contexto mais favorável à dedicação propositiva:

1) melhoria dos salários dos profissionais da educação, afinal, sem ganhos dignos fica difícil atrair e manter pessoas compromissadas para labutarem nas escolas públicas;

2) melhores condições de trabalho, já que somente salário não resolve, pois os educadores precisam de ambientes seguros, organizados, bem equipados e autonomia para exercerem o trabalho docente com qualidade;

3)  avaliação permanente, porque a categoria, de forma geral, defende uma forte cultura de avaliação com alunos, por vezes pelo caráter equivocado do punitivismo, mas não é bem avaliada e costuma se opor a essa política necessária – avaliação é um direito dos estudantes e também dos professores – para que os pontos fracos sejam melhorados e os fortes potencializados, permitindo que práticas e estudos sejam revisados e aprimorados, para intervenções conscientes e justas no mundo!

Autor: Cleiton Donizete Corrêa Tereza é professor de História em Poços de Caldas, especialista em História Contemporânea (PUC Minas), especialista em Planejamento, Implementação e Gestão de Educação a Distância (UFF), mestre e doutor em Ciências Humanas (Diversitas - FFLCH - USP). Publicado no Site Brasil de Fato.