“Há duas coisas infinitas:
o Universo e a tolice dos homens.”
Desde o começo do século XX assistimos a evolução contínua da indústria automobilística em todo mundo. As indústrias de ponta se concentram no EUA, Europa e Ásia e destes locais surgem às novidades tecnológicas que encantam boa parte dos compradores espalhados pelo planeta.
No decorrer de minha vida, passei por duas ou três crises mundiais do petróleo. Barris alcançando preços exorbitantes, guerras pelo liquido precioso e cartéis desafiando o mundo industrializado.
Também vi alguns países como o Brasil e os EUA usarem o etanol e o metanol como combustíveis para parte de suas frotas veiculares. O Brasil utiliza o etanol em grande escala como combustível principal e também adicionado na proporção e 25% na composição da gasolina.
Nesses anos sempre vi de vez em quando notícias que logo desapareceram do ar como fumaça – Carro movido á água na França ou Carro elétrico testado na Europa. Mas assim como surgiam estas noticias sumiam das revistas, jornais ou até da internet.
Todos já sentiram os efeitos nocivos da poluição com a contaminação do ar que respiramos no planeta. Em especial nos grandes centros urbanos, onde o efeito é mais intenso e perigoso. Cidade do México, Santiago do Chile, São Paulo, Tóquio, Pequim, possuem sistemas de alerta emitidos quando o nível de poluição sobe acima do nivel normal.
Para resolver esta situação, que ameaça tornar-se uma calamidade mundial, já existiu uma solução... Em 1996, os primeiros carros elétricos de produção em série, os EV1 (Electric Vehicle 1), foram fabricados nos EUA pela General Motors, e circularam pelas ruas da Califórnia.
Eram carros rápidos: iam de 0 a 100 km/h, em menos de 9 segundos! E muito silenciosos. Não produziam nenhum tipo de poluição (nem sequer tinham escapamento). Eram facilmente recarregáveis com energia elétrica na garagem de casa.
Dez anos mais tarde estes carros do futuro desapareceram. Como isso foi possível?
è Em primeiro lugar, esses carros não podiam ser comprados, somente alugados.
è Os contratos de aluguel não foram, pura e simplesmente, renovados.
è A General Motors recuperou todos os EV1, apesar da oposição de seus usuários. A General Motors recuperou todos os EV1, e logo foram... DESTRUÍDOS…
Em 1997, a montadora japonesa Nissan apresentou seu modelo elétrico Hypermini no salão de Tóquio. A prefeitura da cidade de Pasadena (Califórnia) EUA) adaptou este carro como veículo profissional para seus empregados. Eram muito apreciados por sua facilidade de manobra e estacionamento como também pela eficiência para mover-se dentro da cidade.
Em agosto de 2006, expirou o contrato de aluguel dos carros entre a Prefeitura de Pasadena e a Nissan. O município tentou comprar os carros, porém a Nissan se negou. A Nissan recuperou todos os carros para então DESTRUÍ-LOS!
Em 2003, a Toyota decidiu interromper a produção do RAV4-EV. (EV=Veículo Elétrico). Este 4x4 elétrico, um produto de alto refinamento tecnológico, era muito apreciado por seus usuários desde 1997. O custo da carga era de $0.09 por quilowatt/hora, quer dizer, a carga completa do veículo custava $2.70. Em 2005, os contratos de aluguel dos veículos expiraram. A Toyota, imediatamente, apressou-se em recuperar todos estes automóveis a fim de... DESTRUÍ-LOS!
Porém, então, alguns cidadãos americanos começaram a organizar-se. A associação “Don’t Crush” foi criada para tentar salvar os RAV4 EV. Esta associação exerceu pressão sobre a Toyota durante 3 meses. Finalmente VITÓRIA! A Toyota recuou e autorizou aqueles que haviam alugado os carros, a comprá-los.
Todavia, a linha foi tirada de produção e a bateria NiMH EV-95 nunca mais voltou a ser produzida. Por quê? Em 2005 a fusão comercial Chevron-Texaco comprou as patentes da bateria por US$ 30 milhões e desmontou a fábrica. Curiosamente, enquanto os veículos elétricos são destruídos em massa, os de combustão são muito bem protegidos.
Em Junho de 2001, Jeffrey Luers de 23 anos, ativista americano pela defesa das florestas, teve uma triste experiência. Ele foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão por haver queimado 3 Hummer’s (carros americanos, iguais aos do exército que consomem muito combustível). Ele quis expressar, através deste gesto, a ameaça que representam estes monstros ultra contaminadores e consumidores para nosso planeta.
Os “lobbies” das grandes companhias petrolíferas não querem que os veículos elétricos sobrevivam e assim, vão fazendo guerras no Oriente Médio por causa do petróleo e matando pessoas em todo o mundo... Com a poluição dos combustíveis!
Porém, não existe somente a tecnologia do carro elétrico - A BMW tem um automóvel comercial à base de hidrogênio, há MAIS DE 10 ANOS! O ex-Governador da Califórnia, o famoso ator Arnold Schwarzenegger conduz um Hummer movido a hidrogênio!
No ano anterior foi apresentado ao público o Genepax, o primeiro e único carro que funciona com vapor de água. Sim, ouviu bem, este carro funciona unicamente com água! E isso não é tudo: a água que utiliza nem sequer deve ser filtrada de alguma forma e é capaz de correr uma hora a 80km/h com um litro de água.


Então… Como é possível que estes carros não estejam sendo promovidos em nível mundial? Estes autos deveriam estar substituindo os de combustão interna há muitos anos… O carro a hidrogênio tem como resíduo da combustão o vapor de água. Isto significa que é totalmente livre de contaminação! E utiliza como matéria prima para o combustível o AR , uma fonte gratuita.
Imaginem vocês quanto valeria o barril de petróleo se ele não fosse usado para mover automóveis e caminhões? A demanda menor faria os preços baixarem muito… Vocês souberam que uma comissão do Congresso dos EUA concluiu que o preço do petróleo estaria a menos de $65 por barril (menos da metade do preço atual) se não fossem os especuladores? Entre os especuladores estão os grandes fundos de investimentos dos EUA e da Europa.
Sabem a quem não interessa que baixe o preço do petróleo? Às gigantescas corporações petrolíferas que controlam grande número de políticos dos EUA e Europa mediante o poder do dinheiro que possuem… Aos grandes capitais familiares que controlam muitas indústrias gigantescas, muitas delas dependentes do petróleo, tais como as famílias Bush – ex- presidente de EUA-, Rockefeller, Rothschild, a família real inglesa, etc. Você sabe que os bio-combustíveis ajudam a perpetuar o uso do petróleo?
Os óleos se misturam com o petróleo para “baixar o consumo do mesmo”… Porém, com isso, o petróleo continua sendo o principal provedor de combustível para os automóveis e caminhões… Inteligentes estes tipos, não é verdade?
Além disso, o uso de grãos e óleos como bio-combustível tem ocasionado a escalada de preços dos grãos básicos com impacto de nível mundial… já que os grandes capitais os compram nas bolsas de valores em “compras futuras de commodities…”
Ademais, o uso de grãos e óleos para bio-combustíveis implica em que se sigam desmatando florestas para produzir mais e mais matérias primas necessárias para se misturar ao petróleo.