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7 de outubro de 2011

Discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005

Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo.” Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.
Steve Jobs

4 de outubro de 2011

Eles perderam a vergonha na cara!

O título do artigo não fala dos nossos empresários que sonegam impostos e depois aparecem na mídia reclamando dos juros altos e da concorrência “desleal” chinesa.

Nem tampouco dos brasileiros que reclamam do país, mas não levam a sério as eleições nem se comportam como deveriam frente às coisas mais simples do nosso cotidiano, como por exemplo, educação no trânsito, respeito ao meio ambiente, crianças, idosos, etc.

Não falo daqueles brasileiros que adotam a “Lei de Gerson” e fazem de tudo para levar vantagem sobre tudo e sobre todos ao seu redor, desprezando a ética, os bons costumes, a educação e todos os princípios morais que regem nossa vida em sociedade.

Nem tampouco o titulo tem algo a ver com os que mentem em tribunais, os incautos que seguem falsos messias ligados ao enriquecimento ilícito e não a Bíblia que carregam embaixo dos braços.

Afinal de contas, estes nunca tiveram vergonha na cara, apenas fazem parte de uma imensa escória que impede o país de avançar de forma célere rumo a um novo tempo. Eles não se preocupam com nada além do próprio nariz e bolso. São pessoas desprovidas de moral, são antiéticos e viciados em dinheiro ganho de forma fácil.

Na verdade o título tem a ver com nossos políticos, aqueles em especial que nos governam na esfera federal, estadual ou municipal.

Aqueles que prometem o que sabem que não vão cumprir e acabando agindo de acordo com a seguinte ordem:

1º: Seus interesses pessoais;

2º: Os interesses de seus partidos;

3º: Os interesses de seus financiadores de campanhas;

4º: Os interesses de seus aliados;

5º Os interesses de seus correligionários;

6º: Somente depois de exaurida esta lista, eles então vão pensar na sociedade, nas promessas de campanha, na administração pública e nos preceitos legais e morais que os levaram até aquele cargo.

Portanto, no Brasil atual, não importa o preço da carne, do café, do arroz ou do pão, muito menos do etanol, isso somente vai ser discutido se estiver entre o item um a cinco daquela lista no parágrafo anterior, caso contrário, é como se diz ultimamente – São coisas de mercado.

O artigo excelente do Jornalista Carlos Alberto Sardenberg chamado “Esquizofrenia na política econômica brasileira” cita entre outras coisas que em Portugal o café expresso custa em torno de R$ 0,70 (setenta centavos) enquanto no Rio de Janeiro, por exemplo, o mesmo café custa R$ 3,00 (três reais). Sendo que ao contrário do Brasil, Portugal não planta café nem produze açúcar.

O preço dos automóveis já foi muito discutido na internet, custa no México 50% do que custa no Brasil. O governo brasileiro em todos os seus níveis, não levanta a voz, não discute as questões, não chama ministros e secretários para avaliação, simplesmente deixa o barco navegar.

Entretanto, quando professores fazem um pedido de aumento salarial, ou simplesmente exigem que o piso nacional seja praticado em seu Estado, governantes mandam a polícia militar bater nos professores. Agredir grevistas, impedir qualquer movimento ou reclamo.

Por quê? Simples, professores estão na posição seis da lista de interesses acima colocada. Enquanto que o orçamento dos governos em todas as esferas está no topo da lista, pois é preciso sobrar dinheiro para poder contemplar a todos os envolvidos nos esquemas.

É por isso que afirmo, os políticos brasileiros perderam a vergonha na cara, é preciso que o povo, seja através de movimentos sociais, reivindicativos ou por meio de Organizações não Governamentais faça valer seus direitos.

30 de setembro de 2011

Transcrição de uma carta escrita por Abraham Lincoln em 1830

Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão, há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado.

Ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens. Eu sei que estou pedindo muito, mas veja que pode fazer, caro professor.

(Abraham Lincoln – 1830)


28 de setembro de 2011

Que país é esse?

Segue abaixo, mensagem que enviei ao Deputado Magno Bacelar em virtude de sua defesa descabida ao Senador José Sarney, quando o mesmo tentou desqualificar aqueles que contra o senador se manifestaram democraticamente durante apresentação da Banda Capital Inicial no Rock in Rio. O brasileiro fica à margem do processo político, depois de tanto reclamarmos surge uma voz no meio artístico contra a classe política representada pela Oligarquia Sarney no Maranhão. Neste momento, milhares de jovens presentes ao evento em uníssono participam de forma ativa e não podemos simplesmente taxa-los de drogados. A droga está em grande número dentro do Congresso Nacional. Não a droga que alucina, mas a que corrompe, é corrompida e nos tira a esperança de uma país melhor! Leiam o texto abaixo na sua íntegra!
 

Exmo. Deputado Estadual do PV - MA
Senhor Magno Augusto Bacelar Nunes

Li sua declaração divulgada pela imprensa e na internet sob sua tentativa de defender José Ribamar Sarney das declarações feitas durante o evento Rock in Rio pelo cantor Dinho Ouro Preto da Banda Capital ao interpretar canção "Que país é esse", cuja letra composta por Renato Russo na década de oitenta se mantém atual por incrível que pareça.

O senhor além de nobre parlamentar é médico, ou seja, estudou, teve acesso à boa educação e com certeza sabe que generalizar as críticas que foram feitas a Sarney como sendo de drogados quer seja no palco ou na plateia seria o mesmo que afirmarmos que todos os políticos brasileiros não prestam ou são vagabundos, algo impensável, certo?

Ademais, a reação do público foi uníssona, quase cento e cinquenta mil brasileiros, eleitores, em sua maioria trabalhadores ou estudantes de diversas regiões do país, incluindo o vosso Maranhão aplaudiram e ainda deram continuidade ao grito de desabafo do cantor.

Sem contar que numa democracia, urge que o cidadão seja ele cantor ou telespectador, tenha o direito de expor sua opinião sobre os políticos, incluindo o eterno Senador do Amapá José Sarney. Afinal que democracia seria a nossa se somente pudéssemos elogiar e não criticar e dizer verdades doam a quem doer?

O senhor quer fazer uma moção contra o vocalista Dinho Ouro Preto, creio que já tenha feito outras moções contra alguns parlamentares que roubaram o erário, contra madeireiros que desmatam as nossas matas e florestas e com certeza por ser médico o senhor já fez inúmeras moções contra o nosso medíocre sistema de saúde pública?

É normal que o senhor tome posição favorável ao Senador do Amapá, afinal dentro do seu Estado a marca "Sarney" é forte demais, muito maior que o Rock in Rio, maior que às cento e cinquenta mil pessoas que lá estavam maior que a esperança do nosso povo de ver seus políticos engajados na busca por Saúde decente, Educação de qualidade e Segurança Pública por exemplo.

Eu, deputado, sou nascido e criado em SP, tenho 53 anos e nem sou roqueiro, nunca fumei sequer um cigarro, mas tenho a convicção que denegrir quem clama contra um senador ou um Congresso ou uma classe política que insiste em não dar exemplos de ética, cidadania e honradez não é o melhor a se fazer.

Ouvir a voz do povo e através dela efetuar uma profunda reflexão seria na minha humilde opinião o melhor a se fazer hoje e sempre.

Atenciosamente

Rafael Moia Filho
Bauru – SP



18 de setembro de 2011

Repartições públicas e os seus talibãs

Em pleno século XXI ainda convivemos com coisas absurdas no nosso país, saúde pública precária, educação aquém do mínimo desejado, ausência de segurança pública, maiorias das cidades convivendo sem esgoto tratado e com dificuldade na captação e tratamento de água potável, enfim, coisas que se esperava não ter de enfrentar após o fim do século XX.

O analfabetismo ainda não está erradicado no Brasil, e o que é pior, está formando gerações de semialfabetizados que vão ter inúmeras dificuldades de se estabeleceram profissionalmente a cada dia que avançamos século XXI adentro.

O poder público é a razão deste desvio completo de rumo do nosso país, pois não aplicam os trilhões de recursos obtidos com impostos e receitas variadas em ações concretas para que o país possa evoluir e acompanhar os chamados países do primeiro mundo.

Neste sentido percebemos que além da corrupção entranhada em todos os segmentos que lidam com dinheiro, poder e outras vantagens, temos outro grande problema a enfrentar e não é mais fácil de ser resolvido ou erradicado. Trata-se da resistência a mudanças comportamentais e até físicas nas estruturas carcomidas dos nossos setores públicos.

A estrutura hierárquica dos setores públicos data de centenas de anos, suas matrizes foram herdadas dos tempos idos da administração pública. Temos mais chefes do que empregados em algumas áreas do serviço público. Cada qual com seu gabinete, sua secretaria, seu mundinho de poder absoluto para quase nada.

As salas de chefetes se multiplicam no setor público como se fossem Gremlins, personagens de filme de ficção científica e que se multiplicavam com a água e também não gostavam da luz forte. A luz do Sol podia matá-los também.

Esta enorme segmentação atrapalha o crescimento profissional dos funcionários interessados em desenvolver suas habilidades. Dificulta o acesso da população as informações e as pessoas dentro das instalações públicas, bem como, beneficia a falta de transparência das ações dos governantes.

As informações são truncadas dentros destes feudos que normalmente são verdadeiros Talibãs > movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão, a partir de 1994.

Os projetos importantes são abortados, na medida em que não são discutidos pelos envolvidos. As chefias ficam isoladas e em salas fechadas e os empregados cerceados de opinarem democraticamente e crescerem profissionalmente.

É preciso que a adminsitração pública cresça, derrube suas pontes, dinamite muros e biombos, deixe os ambientes livres, sem salas para chefias, apenas com salas de reuniões para assuntos de sigilo eventuais. É preciso quebrar paradigmas, liberar acesso à informação, priorizar transparência de ações e de comportamento.

Não basta informatizar, mas sim é preciso democratizar o espaço e transformar chefes e assessores em parceiros pró-ativos das equipes de trabalho. Formar equipes multidisciplinares desvinculadas de política partidária e outros interesses menores dos responsáveis pelas autarquias, órgãos públicos e diversos setores da administração pública.

É preciso ainda que na entrada de cada repartição pública tenha em destaque para qualquer cidadão um organograma do órgão, nome e localização das pessoas por assunto. Quem fica escondido é caramujo e ostra no fundo dos cascos dos navios, funcionário do povo tem de estar sempre à disposição de quem mais precisa de suas informações e serviços.

15 de setembro de 2011

Dois trilhões tirados em impostos do povo à fundo perdido

Em pleno inverno, um pouco antes do começo de mais uma primavera nosso governo atingirá a soma fantástica de arrecadação de R$ 1,5 trilhões de reais em impostos tirados da sociedade brasileira, sejam consumidores, trabalhadores, da cadeia produtiva, do comércio, enfim de tudo que é comercializado. Até o final do ano esta soma deve ser aproximadamente R$ 2 trilhões).

É muito dinheiro, principalmente quando sabemos que quase nada é devolvido à sociedade em serviços prestados ou contratados pelo governo. A saúde pública está moribunda, inexiste na maioria dos municípios brasileiros. Não temos Educação de qualidade, nem segurança.

O governo brasileiro arrecada trilhões anualmente, porém gasta muito e de forma equivocada, tem um dívida interna, fruto de sua péssima administração que passa da casa do trilhão de reais.

Sem contar que a máquina administrativa é inchada em setores que deveria ser leve, carecendo de pessoal nas áreas em que mais a sociedade precisa, como médicos, policiais, professores, etc.

Temos juros altíssimos que corroem as finanças do povo, enquanto nossa poupança remunera percentuais miseráveis, desestimulando os pequenos e médios poupadores. Nosso consumo vem crescendo nas classes C e D, porém de forma inconstante e sem que nossa economia cresça de forma sustentada.

Pagamos impostos de forma obscena, produtos que poderiam ajudar a aquecer e manter nossa economia nos níveis chineses são taxados de forma elevada, fazendo com que suas vendas diminuam ou se mantenham em níveis de países em crise.

O dinheiro advindo dos impostos pagos pela nossa sociedade representam quase 39% do PIB – Produto Interno Bruto do país, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária para os brasileiros possa, em breve, chegar a 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a vice-presidente da entidade, Letícia do Amaral, no ano passado, a arrecadação tributária representou 35,01% do PIB.

A Associação Comercial de São Paulo aproveitará o novo recorde registrado pelo Impostômetro para enviar ao governo um documento em nome dos empresários paulistas defendendo a aprovação do Projeto de Lei nº 1472, que torna obrigatória a discriminação dos valores dos tributos nas notas fiscais de produtos e serviços. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2007, já foi aprovado pelo Senado e está sendo discutido na Câmara dos Deputados. Hoje (13/09/11) também a ACSP lançará o Movimento Hora de Agir, em protesto contra a elevada carga tributária no país.

Pagamos muito, damos dinheiro para quem não tem capacidade e nem honestidade para administrar tantos recursos e que não fazem absolutamente nada para reverter esta situação. São tão omissos e preguiçosos que nem a possibilidade da realização de obras de infraestrutura para Copa do Mundo estão sendo feitas.

Sem contar que ao gastar nosso dinheiro com obras, nossa sociedade perde bilhões de reais em superfaturamento de contratos, desvios de verbas e fraudes em processos licitatórios.

12 de setembro de 2011

Agenda oculta em Bauru

Durante as discussões pela preservação do Cerrado de Bauru contra a especulação imobiliária e a transformação de área de preservação em distritos industriais em Bauru algumas coisas foram discutidas e muitas omitidas.

Por baixo do cerrado existe o aquífero guarani, existe vida dentro do cerrado, existe uma vegetação que nos protege e precisa ser defendida e mantida a qualquer custo. Fora do cerrado existem muitas mentiras, gente mudando de opinião e uma agenda oculta sob a palavra dos envolvidos.

O prefeito que foi líder ambientalista antes de se tornar vereador e mandatário da cidade, hora defende timidamente o cerrado, ora muda de opinião. Não sabe se aquela área deve virar um parque ecológico ou se transformar em lucro para gananciosos.

Os vereadores estão perdidos, alguns nem sabem o que é cerrado, outros sabem apenas o que é lucro. Mas eles precisam ficar atentos, a sociedade pode fazer em 2012 o mesmo que querem fazer com o cerrado em 2011. Ou seja, ceifar a todos, não reeleger nenhum político que não ponha a cara para bater em defesa da sociedade e do meio ambiente.

A ausência de inteligência e de planejamento na cidade quase sempre leva os políticos a fazerem bobagens que afetam a sociedade e o meio ambiente. Se pensassem, se planejassem, se discutissem planos e projetos à exaustão com os organismos vivos da cidade nada disso aconteceria.

Mas a arrogância que caracteriza nossos governantes impede que haja qualquer contato com a vida fora dos gabinetes desta gente. Do prefeito que anda pela cidade dia e noite, mas não ouve quem deveria, aos secretários que se acham “Deuses” passando por alguns vereadores o poder público ignora ideias que venham estejam além de seus muros.

Nas conversas que ouvi nos corredores da Câmara na semana que passou, fica claro que na questão do Cerrado bauruense existe muito mais do que se fala na imprensa, por baixo dos panos e nas agendas ocultas dos envolvidos estão muitas verdades e muitos interesses que iriam arrepiar o eleitor da cidade.

Ninguém está pensando em progresso, nem na cidade, o pensamento está longe e alhures do desenvolvimento da nossa cidade sem limites, mas sim dentro de limites muito pequenos.

Discutir saúde pública ninguém quer, não interessa a eles. Exigir melhorias na segurança pública que tanto afeta o cidadão ninguém ousa. Pedir verbas para melhoria na educação e no transporte é lenda. Agora derrubar o pobre e agonizante cerrado em troca de cifrões é tudo que eles querem.

De positivo neste atoleiro de mentiras e afirmações subliminares desencontradas fica a presença na discussão de jovens inteligentes e dispostos a fazer acontecer. Pessoal da AGR – Acorda Bauru – SOS Cerrado e Batra Jovem trazem esperança de que as discussões sejam feitas à luz do dia e não nas trevas dos gabinetes públicos sob a égide de agendas ocultas.

31 de agosto de 2011

Faxina deve ser feito primeiro na Câmara

A noite de 30 de agosto de 2011 ficará marcada para o todo sempre pela noite da vergonha na Câmara Federal do Brasil. Depois de um longo processo o conselho de ética da casa pediu a cassação da Deputada do PMN-DF Jaqueline Roriz, pedido rejeitado nesta triste noite pelo placar de 265 contrários – 20 Abstenções – 166 Votos favoráveis.

Para quem não acompanhou o processo, a deputada foi pega no flagrante em 2006 por uma câmera escondida ao receber dinheiro (R$ 50 mil) de propinas denominado à época de “Mensalão do DEM” nos escândalos que culminaram com a derrocada do então governador José Roberto Arruda. O link do caso publicado na mídia explica em detalhes:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=promotoria-investiga-flagrante-de-pagamento-de-propina-no-df-040299376ED4B96327&mediaId=9675773

O caso foi então levado à comissão de ética e se arrastou até que ontem seus 286 colegas no plenário acharam que ela não podia ser casada por que à época não era deputada federal.

A tese arguida pelo seu defensor em plenário sensibilizou os 166 deputados covardes e mais 20 vacilões que se abstiveram de votar a deixar livre a pobre moça. Ou seja, pode cometer crimes, pode barbarizar, roubar e matar, desde que na ocasião não seja deputada.

Na prática estes canalhas culpam o povo que a elegeu e não a deputada ladra e corrupta que pegou o dinheiro conforme todo Brasil pode ver e rever dezenas de vezes. O eleitor do DF seria então o verdadeiro culpado por ela ser deputada.

Depois de conseguirem anular a “Lei da Ficha Limpa” para o atual mandato, quando a empurraram de barriga tanto quanto puderam, depois de dar inúmeros exemplos de safadeza e falta de decoro parlamentar, nossos deputados agora foram defensores de uma corrupta.

A tal faxina que tanto foi pedida a Dilma após ela demitir alguns ministros e outros poucos corruptos do DNIT deveria ser realizada em 2014 quando das eleições para Deputados Federais e Senadores. Aliás, a faxina precisa ser feita já em 2012 nas eleições para Prefeitos e Vereadores.

O tempo já passou, é para ontem a necessidade de uma resposta dos eleitores contra os políticos corruptos e as pessoas com a ficha suja, sejam deputados ou pré-candidatos. Chega de vacilos, chega de acreditar em quem não tem palavra nem moral para nos representar.

O povo precisa mostrar sua indignação agora entupindo o Congresso Nacional de manifestações contrárias ao ato abominável de ontem à noite, além de exigir a relação dos canalhas que votaram a favor da corrupta e dos que se abstiveram covardemente de votar.

Basta de Corrupção! Basta de Safadezas! Basta de eleitores passivos cujos votos são inconsequentes e prejudiciais ao próprio povo. Basta de tanta imoralidade e apego a atalhos por vielas construídas pelos próprios políticos safados que legislam em causa própria há séculos.

26 de agosto de 2011

Resort para tiranos estrangeiros

O Brasil não é exemplo de Nação com justiça rígida e dura para com criminosos de quaisquer espécies. São tantos exemplos que semanalmente temos um motivo para desacreditar em nosso sistema judiciário. Esta semana o banqueiro Salvatore Cacciola saiu da prisão depois de três anos em regime fechado, após ser condenado por dar um golpe de bilhões no governo.

No ano passado acolhemos com as bênçãos do STF o terrorista assassino Cesare Battisti, italiano foragido de seu país e condenado por matar cinco pessoas. Aqui está livre, com todos os direitos e regalias de qualquer cidadão.

E a nossa justiça não faz distinção entre ricos ou pobres, ela é péssima de A a Z, permite que criminosos estupradores, sequestradores e assassinos confessos fiquem em liberdade para responder seus crimes, concede indulto, regressões de penas, visitas íntimas, enfim, trata-os como se trabalhadores honestos fossem.

No andar de cima então as facilidades e benefícios são ainda maiores, o banqueiro golpista Salvatore Cacciola ficou em cela com TV de 42 polegadas, recebia alimentação vinda de restaurantes finos do RJ, tinha frigobar na cela e toda mordomia possível.

Nosso país é um paraíso da criminalidade, onde existem leis em excesso, mas rigor em dose mínima. Aqui as leis não são atualizadas, os crimes se sucedem e os criminosos inclusive os estrangeiros deitam e rolam sobre o povo brasileiro.

Sendo assim, o governo brasileiro poderia abrir um novo negócio que com certeza daria muito lucro e visibilidade ao país. Um resort no Maranhão para criminosos procurados pela Interpol, terroristas internacionais, ditadores que perderam seus poderes e todo tipo de asilo político que fosse pedido.

A escolha do Maranhão se deve ao “rigor” com que aquele Estado trata seus políticos e criminosos, dando exemplo para os demais parceiros da federação.

O resort só poderia se chamar REP – Resort para Exilados Políticos e afins José Sarney – O Eterno. As diárias subsidiadas pelo governo federal poderiam abrigar pessoas de toda parte do mundo, rendendo dividendos políticos e gerando empregos diretos e indiretos.

Um país que tem Sarney no poder no congresso há quase trinta anos, que deixa um cidadão suspeito enriquecer dominando a CBF por 22 anos não pode abrir mão de trazer outros pulhas, criminosos até para que possamos ter um reciclagem na nossa escória. Este upgrade é necessário.

Se estivesse funcionando Kadhaffi já poderia ter deixado a Líbia em paz há muito tempo e estaria escrevendo um livro de memórias ao lado de Sarney no Maranhão. Quantos iguais a ele ou até piores poderiam estar no REP, evitando derramamento de sangue e tanta destruição em seus países de origem.

Um país que não é sério, aonde só os aposentados e trabalhadores com registro em carteira pagam IR e a cobrança de impostos do governo é revertida para corrupção, desvios e inutilidades nada é impossível, aliás, só a honestidade e ética são impossíveis nesta terra.

20 de agosto de 2011

Queda de ministros escancara corrupção endêmica no pais

A nossa presidente já defenestrou quatro ministros em pouco tempo de sua gestão, para ser mais preciso sete meses desde sua posse em Brasília. Um ministro a cada 52 dias em média. O que não é pouco.

Mas resolve o problema ou escancara a corrupção endêmica que assola nosso país há muitos anos, décadas para ser generoso? Sem deixar de notar que as escolhas para ocupação de cargos de alto escalão continuam passando longe dos critérios técnicos.

Todo processo começa no período da formação das chapas, onde partidos pequenos se agigantam e em troca de seus apoios negociam ministérios, presidências de estatais e demais cargos do primeiro, segundo e terceiro escalão da república.

O que antes era considerado normal, na visão do mundo político, hoje se tornou uma excrescência sem limites, beirando o inaceitável. Pois no passado distante, nomes eram levados ao candidato majoritário por seus parceiros, mas eram nomes de pessoas do ramo, técnicos para ocupar os cargos em aberto.

De vinte e cinco anos para cá, os nomes escolhidos para os cargos são sempre de políticos recém-eleitos ou até de derrotados nas eleições que conseguem um prêmio de consolação. Isso gera no mínimo três problemas, corrupção, falta de capacidade técnica para exercer as funções e a substituição do parlamentar por um suplente que não foi eleito para representar o povo nas urnas.

O concurso público apesar de ter virado uma indústria alimentando órgãos, cursinhos e muitas outras entidades direta ou indiretamente, não é utilizado no alto escalão, ficando apenas para os cargos de carreira. Porém, deveria haver leis que obrigassem o postulante ao cargo ter ao menos formação escolar e experiência compatível com o mesmo. É inadmissível que um ministro da agricultura seja eletricista ou um ministro da saúde seja aeronauta e assim por diante.

A queda dos ministros e de diversos funcionários que foram impingidos por deputados e senadores aos cargos na troca por apoio eleitoral demonstra o quanto estamos atrasados e o quão difícil será combater a corrupção entranhada nas vísceras do governo brasileiro.

Dilma demitiu alguns funcionários e isso foi o suficiente para que o PR – Partido da República (Não a nossa obviamente) e o PMDB se alvoroçassem e levantassem as vozes contra o combate a corrupção. Não obstante eles ameaçam tirar apoio, votar contra e ficar de mal da presidente.

Tudo jogo de cena, os partidos coligados com a presidente podem falar o que quiserem, mas jamais vão largar a boquinha do poder, perderiam cargos, aliados, espaço político e o que é pior, na atual conjuntura muito dinheiro. Veja um modelo de fraude:


13 de agosto de 2011

As fragilidades do nosso sistema penitenciário

A junção das benesses exageradas do nosso sistema judiciário aliado às fragilidades do nosso sistema penitenciário, também excessivamente benevolente com os criminosos transformam nossos cárceres em playground para boa parte dos criminosos, principalmente no eixo RJ-SP.

Na prática o governo federal constrói penitenciárias num ritmo muito aquém da necessidade real do sistema, o mesmo ocorrendo nos Estados. O eixo RJ-SP abriga presos oriundos do restante do país, precisaria de um alivio com a construção de dezenas de unidades prisionais no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Mas o grande problema está na fragilidade que este sistema prisional oferece aos que são julgados, condenados e cumprem pena no Brasil.

São indultos, regressões de penas e penas progressivas que transformam o tempo de um criminoso de altíssima periculosidade em coisa de cinco ou seis anos enjaulados.

É muita inocência das autoridades achar que um estuprador, um sequestrador ou assassino confesso com ficha extensa vá se recuperar justamente dentro das pocilgas chamadas de penitenciárias. Onde os presos não trabalham, não estudam e ainda recebem celulares, visitas íntimas e até comandam o tráfico à distância.

Tão fácil que no RJ ontem uma juíza foi brutalmente assassinada quando chegava a sua residência com requintes perversos de crueldade. Obviamente sua morte foi tramada dentro de um dos muitos presídios do sistema, de onde tranquilamente criminosos planejaram este ato ignóbil.

Aqui em SP no interior do Estado um fato salta aos olhos neste final de semana. Um criminoso de altíssima periculosidade depois de muito tempo foi preso. Ele comandava uma quadrilha que assaltava e aterrorizava moradores de condomínios de luxo no interior.

Foi então levado para a prisão temporária na Cadeia de Barra Bonita por 30 dias. Em seguida o sistema o transferiu para o CDP – Centro de Detenção Provisória de Bauru por questões de segurança, onde ficou pouco de tempo preso. Para completar seu périplo o sistema o enviou para Jaú.

Naquela cidade vizinha o meliante perigoso foi transferido para a uma unidade prisional de “Reinserção de detentos à sociedade” local da onde fugiu ontem as 17h00min.

Vejam as falhas e questões sem respostas inteligentes ao menos:

1. Se ele era perigoso porque foi para um lugar de Reinserção?

2. Se sequer havia sido julgado, qual o critério para então deixa-lo num local sem segurança máxima?

3. De quem partiu a ordem para tantas mudanças culminando com a definição para ficar no Centro de Reinserção de Jaú?

4. Se as autoridades do sistema penitenciário consideram este Centro de Jaú modelo, como serão os demais?

Ou o Congresso Nacional normalmente benevolente, preguiçoso e omisso altera leis e endurece junto com o Poder Judiciário a vida fácil dos criminosos ou a sociedade verá muitos casos semelhantes aos dois citados acima.

Num país de primeiro mundo e com respeito ao cidadão que recolhe pesados tributos, esta bandalheira jamais estaria acontecendo. Nenhum lugar do mundo assiste a morte de um Juiz impunemente. Vide a Itália e todas as transformações feitas por seus parlamentares no sistema após a morte de alguns magistrados.

Chega de brincar de prender e soltar criminosos perigosos que não hesitam em tirar a vida de inocentes.

4 de agosto de 2011

Apagão na memória de quem privatizou tudo em SP

Em 1995 ninguém me contou nada, eu estava no auditório da empresa em que trabalhava e assisti a uma palestra com a participação de tucanos ilustres que defendiam a privatização das empresas do setor elétrico paulista (Cesp, CPFL, Eletropaulo).

Entre os palestrantes estavam David Zilberstein, o atual presidente da CPFL Wilson Ferreira Júnior e Eduardo Bernini que foi Presidente da Eletropaulo.

Naquela ocasião David Zilberstein era Secretário de Energia e eles diziam coisas incríveis sobre o que seria o país pós- privatizações tucanas no setor elétrico. Uma das coisas mais interessantes é que o consumidor poderia escolher a empresa que lhe serviria energia elétrica.

Tudo seria modernizado, melhorado e ampliado pela inciativa privada, visto que o papel do Estado não era cuidar daquilo e sim de Educação, Saúde e Habitação por exemplo. Segundo eles ainda, o setor privado teria recursos para investir em novas tecnologias, dar manutenção ao sistema e ampliar a oferta de energia para que SP não entrasse em colapso.

Todos assistiam entusiasmados, não foram poucos que depois daquelas palestras votaram no PSDB, imaginando que eles falavam mesmo a verdade. Sonhavam por alguns instantes com um futuro maravilhoso para nosso Estado e o país.

As privatizações chegaram e eles foram vendendo as empresas uma a uma, exceto a Cesp que teve de ser cindida em cinco partes, sendo uma Distribuidora que virou Electro nas mãos de um grupo americano. A geração dividida em três partes Tietê vendida para a AES, Paranapanema vendida para a Duke Energy ambas americanas, restando apenas a Geração Paraná atual Cesp que não foi vendida.

A quinta parte foi a Cteep Transmissão Paulista que foi vendida em 2006 as vésperas das eleições para uma estatal colombiana chamada ISA. Não podíamos ter estatais, mas podíamos vender para estatais, isso só tucano entende.

A Eletropaulo também foi retalhada e vendida em postas, apenas a CPFL foi vendida inteira e para um grupo formado pelas empresas de Antônio Ermírio e do Bradesco.

Hoje decorridos dezesseis anos desta estória macabra da venda por migalhas de todo setor elétrico paulista, único Estado a se desfazer de suas empresas do setor, temos apagões acontecendo quase que diariamente em SP.

A culpa é óbvia, da falta de manutenção, investimento e seriedade das empresas que compraram as antigas estatais. Nenhuma fiação está por debaixo do solo como nos países de primeiro mundo. Não houve crescimento da oferta de energia nem no patamar de 15% exigido nos editais de venda.

As empresas têm lucros altíssimos e os enviam para o exterior para gozo de suas matrizes que estão felizes com o negócio feito com os tucanos paulistas.

Não há possibilidade alguma de um consumidor escolher a empresa que quer fornecendo energia elétrica em sua fábrica ou residência, isso é utopia, propaganda enganosa. Não há manutenção sendo realizada, motivo dos apagões constantes.

Eles agora culpam ANEEL, agência criada por eles e que jamais multou, fiscalizou ou até regulamentou o setor como deveria ter feito nestes 16 anos.

O atual secretario de energia José Aníbal e o Governador Geraldo Alckmin tiveram um tremendo apagão de suas memórias e esqueceram tudo isso acima citado.

Eles agora tem vergonha de assumir tudo que disseram e fizeram no passado recente. Espero que os eleitores e consumidores do sistema saibam dar seus votos sem serem acometidos por um apagão na hora de votar novamente em SP.

31 de julho de 2011

A Copa será em 2014, mas as obras serão concluídas em 2034

Enquanto escrevo este artigo faltam menos de três anos para o pontapé inicial da Copa do Mundo de futebol que os políticos e otimistas dizem que vai ser no Brasil. Pois até o momento não temos estádios prontos, não temos obras de infraestrutura prontas ou ao menos em andamento.

O quesito Aeroportos é uma vergonha, não atendem nem a demanda atual de um simples feriado e querem que suporte uma Copa do Mundo com previsão de 600 mil turistas? Estão ficando loucos ou gostam de passar vergonha.

Nossos aeroportos são um lixo desde sempre, nunca nenhum governantes atentou para isso nem ao menos tratou de moderniza-los e amplia-los para receber uma demanda maior.

Há 25 anos não se constroem aeroportos, nem portos e até estradas está difícil de serem inauguradas por quem torra dinheiro com viagens, propagandas mentirosas e corrupção. Se corrupção fosse obra p Brasil seria um infindável canteiro de obras de norte a sul.

Nossas cidades com exceção de São Paulo não possuem sequer uma rede hoteleira compatível com a necessidade atual de fluxo de turismo comercial e a passeio. Se a Copa fosse no ano que vem teríamos de hospedar turistas em residências, pois não teriam acomodações suficientes no país.

Mas Dilma e seu séquito estão aliados a FIFA e a Ricardo Teixeira que é o Qzar do futebol e maior mandatário do esporte. Com a ajuda da Rede Globo, interessada direta no evento, eles tentam alardear um clima de festa inexistente, uma euforia besta que não contagia nem Hienas.

No Estado de SP, maior cidade do país, o governo que não é afeto a grandes realizações e obras, preferindo sempre vender, terceirizar e privatizar tudo, o ritmo é simplesmente de tartarugas. Não tem nada pronto, nada orçado, nada em andamento. Nem Metrô, nem demais obras viárias, nem o estádio, nem nada.

Ainda estão discutindo na Câmara se isenção fiscal é válida ou não, ou seja, estão atrasados e sem compromisso algum com a realização do evento. A cada dia que passa fica mais difícil acreditar que estes nosso governantes vão conseguir realizar algo que não seja “nas coxas” com o perdão da expressão.

Dilma tem um ministro dos esportes fraco, mais um da cota de Lula que ela engoliu. Ricardo Teixeira tem outros interesses e não está preocupado com o andar da carruagem, desde que ele leve o seu quinhão. O povo vai passar nervoso e vergonha.

Nem vou falar ainda das Olimpíadas a serem realizadas em 2016, este é outro vexame a ser enfrentado na ocasião certa pelo povo brasileiro, em especial o carioca. Lagoas poluídas, estruturas do Pan-Americano 2007 incompatíveis com a dimensão dos jogos e muito atraso e custo alto pela frente.

No ritmo atual as obras necessárias e fundamentais para a realização da Copa do Mundo de Futebol vão ficar prontas em torno de 2034.

22 de julho de 2011

DNIT demite, mas não admite

O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ligado ao Ministério dos Transportes está sendo alvo constante de denúncias sobre corrupção, desvios de função, superfaturamento de obras, irregularidades em processos licitatórios que já levaram o governo a demitir mais de 16 funcionários do órgão, entre eles o próprio ministro Alfredo Nascimento.

Nesta data, por exemplo, o Jornal Estadão em SP divulga denúncia de que mesmo com parecer contrário da AGU - Advocacia Geral da União, o Diretor do DNIT Senhor Hideraldo Caron um petista gaúcho de carteirinha, mandou construir 599 casas para abrigar dois mil sem terras a um custo de R$ 30 milhões em Canoas – RS.

Esta situação é tão ridícula, tão estapafúrdia que fica difícil discuti-la com quem quer que seja no âmbito do governo, do DNIT ou da Justiça. As verbas do Transporte são para finalidades correlatas ao transporte, me parece claro e muito óbvio, que habitação popular ou construção de casas para sem terras não são função precípua do Ministério dos Transportes.

Além de estar de desacordo com suas funções e prerrogativas como antecipou a AGU em seu parecer, o fato demonstra que planejamento, orçamento e missão não são coisas discutidas nem levadas a sério na gestão petista em Brasília.

Tem se a nítida impressão de que cada órgão, cada diretor, ou ministro faz o que bem entende, a seu bel prazer, desrespeitando pareceres jurídicos, leis e o bom senso que toda administração pública deve ter e zelar. Onde está Dilma e o comando?

Este órgão não cometeu estas improbidades e demais crimes agora denunciados somente nesta gestão ou nas gestões de Lula (2002-2010), mas com certeza muitas coisas erradas vêm de muito longe, a farra do boi ou do transporte deve estar entranhada nas estruturas de todos os órgãos ligados a este ministério.

O fato é que desde 1990, raramente constatamos a conclusão de alguma grande rodovia importante no país, à duplicação ou até melhorias decentes em outras estradas. Nem portos nem aeroportos, então por que tanto dinheiro aprovado em orçamento foi gasto? Aonde foram gastos e com o quê?

Nossas estradas estão esburacadas, algumas no Norte do país são intransitáveis, a safra agrícola no Centro Oeste padece de escoamento rápido justamente por falta de caminhos decentes, enquanto ficamos sabendo que o Ministério dos Transportes torra milhões por ano em obras superfaturadas e até com desvio de finalidade.

Nesta gestão atual o Ministério dos Transportes foi loteado e está sob o comando do Partido Republicano com ajuda do PT, que também indica cargos em toda estrutura do governo federal. Ou seja, colocaram lobos para tomar conta de ovelhas.

O DNIT demitiu dezesseis funcionários até o dia de hoje, mas nenhum foi preso, ninguém devolverá um centavo ao erário, logo, a farra com dinheiro público sagrado continuará impunemente pelas estradas da corrupção e da imoralidade em nosso país.

17 de julho de 2011

No Brasil eles podem tudo!

A gestão Dilma Rousseff já começa sendo um pouco do mais do mesmo de sempre no nosso país. Nenhuma novidade que pudesse ter nos surpreendido. Nenhum grande lançamento de novos programas, nenhuma promessa cumprida nos primeiros seis meses, enfim quase nada.

Quase nada por quê? Ao menos no quesito corrupção, desvios, superfaturamento e pessoas suspeitas fazendo parte da equipe a gestão começou com tudo, não deixou a desejar e já botou seu bloco na rua.

Primeiro foi o Ministro Chefe da Casa Civil Antônio Palocci que não conseguiu explicar o inexplicável fato de ter enriquecido vinte vezes mais seu patrimônio nos últimos quatro anos. Embora tenha conseguido tempo para tal proeza, embora tenha apresentado muitas pastas e documentos, não foi feliz.

Ou seja, pode arrumar emprego de mágico, de consultor financeiro, analista de bolsa de valores, mas de ministro não dá, pecou demais em pouco tempo. Foi com muita sede ao pote de ouro que lhe apresentaram.

Logo em seguida, para não ficar para segundo plano, veio o Ministro dos Transportes, Senhor Nascimento, não vamos confundir com o Capital Nascimento do filme Bope. Aquele era honesto e não estava envolvido em tantas maracutaias suspeitas.

O agora ex-ministro Alfredo Nascimento dos quadros do PR - Partido Republicano também não conseguiu explicar tantos contratos sob sua guarda com superfaturamentos, desvios de verba e de finalidade. A imprensa desnudou o rei e ele ficou nu.

Em sequência quase como na pista de boliche, caiu mais um pino, ou melhor, mais um ministro da Dilma. Desta vez seu Ministro das Relações Institucionais Luiz Sérgio por ser considerado frágil (incompetente) para ficar à frente daquela pasta.

Mas quem saiu perdendo como sempre nos três casos foi o povo, a sociedade civil, que mais uma vez percebeu que os caras perdem os dedos, mas ficam com seus anéis de ouro e diamante guardados em suas contas bancárias, seus cofres no exterior.

O senhor Palocci continua sua vidinha pacata de enriquecimento mágico na atividade privada, onde com certeza continuará faturando alto e sem que o MP e a imprensa venham a incomoda-lo com picuinhas.

Já o Sr. Nascimento, sai do governo, mas não sai da vida pública tão cedo, pois voltará impune ao Congresso onde voltará a exercer o cargo de Senado pelo Estado do Amazonas até o ano de 2014. O prêmio não para por ai, ele voltará a exercer o cargo de Presidente nacional do Partido Republicano.

Vejam que beleza, é demitido ou pede demissão tanto faz, cessa a partir daí os problemas para quem comete crimes ou improbidades nos governos brasileiros.

Cai pra cima como diz o ditado popular, pois além de não ser mais questionado no Senado, investigado no MP o ex-ministro volta a ter imunidade plena e pode rir daqueles que o “prejudicaram” enquanto estava no exercício do cargo de ministro da república.

O Sr. Luiz Sérgio caiu de um ministério e foi guindado ou presenteado com outro na mesma hora, nem chegando a cair. Foi defenestrado do Ministério das Relações Institucionais e virou Ministro da Pesca.

Quanto a Dilma, escolheu mal seus aliados assim como todos seus antecessores o fizeram nos últimos anos em que vigorou o sistema democrático no país. Depois de eleita, escolheu de forma ainda pior seus companheiros de equipe. Pois em seis meses já perdeu dois companheiros por denúncias de corrupção e teve de remanejar um terceiro por incompetência.

Não vejo a presidenta realizar uma reunião ministerial sequer, existem ministros que ainda não despacharam com Dilma no Palácio do Planalto. Pode? No Brasil pode, eles podem tudo.

2 de julho de 2011

Carro fabricado no Brasil é o mais caro do mundo! Por quê?

Desde que começou a se instalar e montar seu gigantesco parque industrial no Brasil, a indústria automobilística sempre conseguiu tudo o que queria do governo brasileiro. Isenções, pagamento de salários aquém dos que são pagos em suas matrizes, enfim, sempre gozou de toda liberdade empresarial para fazer o que bem quisesse nos seus negócios.

Inclusive tendo toda liberdade para enviar ao exterior, milhões de dólares que sempre socorreram na Alemanha, Itália e outras partes do mundo suas matrizes. A VW operou no vermelho por décadas na Alemanha enquanto no Brasil mesmo construindo carros de qualidade duvidosa vivia no azul.

A indústria nacional abusou do direito de fabricar carroças e sucatas que não davam certo nas suas matrizes. E manteve carros no nosso mercado que começaram a ser fabricados na década de ’50, como por exemplo, a Kombi e o Fusca da VW.

O que sempre deixou a todos atônitos foram os preços abusivos praticados por esta mesma indústria dentro do nosso país. Mas sempre que criticávamos, vinha à desculpa da enorme carga tributária cobrada por nossos gananciosos governantes. O que não deixa de ser verdade, um automóvel fabricado no Brasil carrega em algo em torno de 30% para veículos 1.0, 35% para os veículos com motorização entre 1.0 e 2.0 e 40% para aqueles com motorização acima de 2.0.

A este monstro de carga tributária, se denominou chamar por Custo Brasil (Carga Tributária + Custo do Capital) que onera a produção. Mas na verdade o grande vilão para tornar nossos carros os mais caros do mundo se chama Lucro Brasil.

O Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do planeta e como o quarto maior mercado consumidor. Uma produção de 3,638 milhões de carros e a venda de 3,5 milhões de unidades. O presidente da ANFAVEA alega que mesmo vendendo muito não consegue abaixar os preços porque esta produção está distribuída entre 20 empresas no momento. Segundo sua tese, teríamos de produzir cinco milhões de carros para poder baixar o custo dos mesmos.

Na verdade estas indústrias aproveitam a falta de controle, a ausência de políticas industriais rígidas e triplicam seus lucros sem que nenhuma autoridade do país questione algo sobre estes valores. A margem de lucro aqui é três vezes maior do que no exterior onde estão localizadas as matrizes destas empresas.

O Honda City é um exemplo clássico de como o consumidor brasileiro é lesado, vilipendiado pelas montadoras na cara do governo inerte que elegemos. Esse carro da Honda é fabricado na cidade de Sumaré-SP e exportado para o México por aproximadamente R$ 25.800,00. Aqui no Brasil o mesmo veículo é comercializado por R$ 56.200,00.

Na Argentina que vive em crise e tem seu parque industrial sucateado a versão básica com cambio manual custa em torno de R$ 35.600,00. Ou seja, tributação excessiva = lucro ganancioso sem controle resultam em consumidores lesados, roubados nas concessionárias de todo Brasil. Com a benção da mãe menininha e toda cúpula política do país.

1 de julho de 2011

A Dívida (interna) que não para de crescer

A dívida pública é tecnicamente a soma de tudo aquilo que todos os órgãos do Estado brasileiro devem, incluindo nesta soma o Governo federal, Estados, Municípios e Empresas Estatais. O conceito de dívida líquida traduz mais claramente a posição financeira do setor público.

A divisão da dívida pública mais comum é entre a dívida interna que pode ser liquidada em moeda nacional e a dívida externa que tem de ser paga em moeda estrangeira.

A dívida externa por muitos anos assombrou o país, após a implantação do Plano Real, aos poucos nossa economia se estabilizou e nossa dívida externa foi sendo administrada e paga de forma a quase deixar de existir.

A dívida interna possui três fontes:

a) O financiamento de gastos públicos em bens e serviços (despesas com educação, saúde, obras em qualquer nível de governo ou entidade pública;
b) Os gastos com os juros sobre as dívidas contraídas no período anterior;
c) E no caso do Governo Federal a política monetária e cambial.

Na mesma medida que a dívida externa foi equacionada e diminui houve no mesmo período uma evolução gigantesca dos gastos públicos e o consequente aumento da dívida interna brasileira.

Os gastos sem planejamento, o custo altíssimo da nossa moeda e dos juros exorbitantes além do total descontrole da máquina federal que gasta mais do que tem e gasta mal os recursos a disposição fazem com que a dívida interna seja nos dias atuais algo em torno de R$ 1, 74 (Um trilhão setecentos e quarenta bilhões).

A dívida que em 2002 ao final da gestão FHC era de R$ 881 bilhões mais do que dobrou no mesmo período das gestões de Lula. Podendo segundo especialistas fechar o ano de 2011 na casa de dois trilhões.

Na época da ditadura militar o país convivia com 15 ministérios (Fazenda, Civil, Saúde, Educação, Agricultura, Minas e Energia, Transportes, Planejamento, Defesa (Marinha, Exército e Aeronáutica), Comércio Exterior, Economia, Cultura, Justiça, Indústria e Comércio e Comunicações.

Pois hoje em dia o número de ministérios foi banalizado, temos atualmente mais de quarenta pastas, algumas inócuas, outras que poderiam estar anexadas as já existentes, sem contar que algumas pastas são na verdade secretarias que ganharam status de ministério.

Este inchaço é um verdadeiro poço sem fundo, que além de elevar a dívida faz com que os gastos tripliquem na esfera federal. Segundo o ex-ministro Reis Velloso, o maior problema é que “O povo é que, no fundo, paga os juros altos dos papéis públicos”.

Nas quatro últimas eleições em nenhum momento a situação ou oposição que se revezaram no poder propuseram algum projeto  sério para discutir mecanismos que venham a contribuir para a redução desta dívida trilionária do país. Ao contrário, ficaram em silencio absoluto.

O povo em geral não tem a mínima idéia do quanto paga e o quão é danoso para a sociedade brasileira viver com uma dívida sem controle, com gestões sem planejamento e cuja finalidade é torrar nosso dinheiro com uma máquina pública montada para elegê-los a cada quatro anos.